Arquibancadas de 25 filas em que cada fila tem 4 assentos a mais que a anterior; um templo reconstruído sete vezes com alturas que crescem sempre a mesma quantidade. Como chegar ao 25.º termo sem escrever os 24 anteriores, e como somar tudo em uma linha?
O que você vai aprender
Distinguir posição (n) e valor (a_n) em uma sequência e reconhecer uma PA pelo teste de todas as diferenças, classificando-a como crescente, decrescente ou constante pelo sinal da razão.
Deduzir e aplicar o termo geral a_n = a_1 + (n − 1) r e a relação a_n − a_m = (n − m) r, contando saltos em vez de termos, inclusive em itens de limiar como os do PAS 2020 e 2025.
Explicar por que os pontos (n, a_n) de uma PA estão alinhados, traduzir entre PA e função afim (razão = taxa) e justificar que função afim preserva PA.
Usar termo médio e pares equidistantes, escrever três termos em PA como x − r, x, x + r e interpolar k meios aritméticos com k + 1 saltos.
Deduzir S_n = (a_1 + a_n) n / 2 pelo par de Gauss e aplicá-la a arquibancadas, depósitos, números triangulares e soma de ímpares, calculando a_n antes.
Modelar parcelas, fileiras, datas e juros simples como PA, distinguindo a_n (o do mês) de S_n (o acumulado), e contar termos de uma PA de inteiros num intervalo (múltiplos) sem esquecer o + 1.
Um ginásio vai receber arquibancadas de 25 filas: a primeira tem 18 assentos e cada fila seguinte tem 4 a mais que a de baixo. Quantos assentos cabem? Alguém começa a somar 18, 22, 26, 30 e desiste na sexta fila. Em dezembro de 2025, a prova do PAS 1 contou que o Templo Mayor, na Cidade do México, foi construído e depois reconstruído sete vezes, chegando a 60 metros na fase final e a 42 metros na terceira, e afirmou que, se a altura tivesse crescido em progressão aritmética, a diferença entre a primeira fase e a última seria de 29 metros. Não havia figura, não havia fórmula. Havia oito fases, duas alturas e uma palavra: aritmética.
As duas situações são o mesmo objeto: uma lista de números em que se soma sempre a mesma quantidade para passar de um ao seguinte. É a progressão aritmética, ou PA. Esta página é sobre como reconhecer uma PA, como chegar a qualquer termo sem escrever os anteriores, por que os termos de uma PA caem sobre uma reta, como somar centenas deles em uma linha e onde a banca planta o erro. A função afim que está por baixo, a progressão geométrica que cresce de outro jeito e os juros que se calculam com PA têm páginas próprias; aqui aparecem como vizinhos.
Uma sequência tem duas contas: a posição e o valor
Uma sequência numérica é uma lista ordenada: há um primeiro número, um segundo, um terceiro. Escreve-se a1,a2,a3,…, e o índice diz a posição, não o valor. Em (7,11,15,19,…), o 19 é o valor do quarto termo: a4=19. As duas perguntas “quanto vale o vigésimo termo?” e “em que posição aparece o 83?” são diferentes, e boa parte dos erros com PA nasce de responder uma quando se perguntou a outra.
O que define uma sequência é a regra que produz cada termo. A regra pode ser recursiva (cada termo a partir do anterior: “some 4”) ou fechada (cada termo a partir da posição: an=4n+3). A PA é a sequência em que as duas regras são as mais simples possíveis, e a passagem de uma para a outra é o assunto da terceira seção.
O que faz uma sequência ser aritmética
Progressão aritmética e razão
Uma sequência (a1,a2,a3,…) é uma progressão aritmética quando a diferença entre dois termos consecutivos é sempre a mesma:
an+1−an=rpara todo n.
O número r é a razão. Se r>0 a PA é crescente; se r<0, decrescente; se r=0, constante (todos os termos iguais). A razão pode ser fração, decimal ou negativa: (1;1,5;2;2,5) é PA de razão 0,5; (100,85,70,55) é PA de razão −15.
Três PAs, três razões: r=4 (crescente), r=−3 (decrescente) e r=0 (constante). Em todas, o degrau de um ponto para o seguinte é sempre o mesmo, e é isso que alinha os pontos. Diagrama autoral.
Para decidir se uma lista é PA, subtraia cada termo do seguinte e compare todas as diferenças. Em (2,5,8,12) as duas primeiras valem 3, mas a última vale 4: não é PA. Em (1,4,9,16) as diferenças são 3,5,7: crescem, logo não é PA (é a lista dos quadrados, que vai voltar na prova de 2008). Um enunciado que diz “aumenta 5 a cada mês”, “diminui 0,05 m de um bloco para o de cima”, “cada fila tem 4 assentos a mais” está descrevendo uma PA sem usar o nome. Um que diz “aumenta 10% ao mês” ou “cai pela metade a cada sessão” não está: multiplicar sempre pelo mesmo número é progressão geométrica, e a conta é outra.
Acréscimo fixo é PA; acréscimo percentual, não
“Um salário de R$ 2 000 recebe aumento de R$ 100 por ano” gera 2000,2100,2200,…: PA de razão 100. “Um salário de R$ 2 000 recebe aumento de 5% ao ano” gera 2000,2100,2205,2315,25,…: o primeiro passo coincide com o da PA e depois se descola, porque 5% de um valor maior é mais dinheiro. O item de 2025 sobre um peixe-limpador que remove 50% dos parasitas a cada sessão estava no mesmo bloco de um item de PA, de propósito: a banca quer ver se você lê a regra ou só o número.
Termo geral: conte saltos, não termos
Da pilha de uma cadeira (45 cm) para a de duas (50 cm) há um acréscimo de 5 cm; para a de três, dois acréscimos; para a de dez, nove. É sempre um a menos que a posição, porque o primeiro termo não recebe acréscimo nenhum.
Termo geral de uma PA
an=a1+(n−1)r
Lê-se: para chegar ao termo de posição n, parta do primeiro e dê n−1 saltos de tamanho r. Entre dois termos quaisquer vale a mesma ideia, sem passar pelo primeiro:
an−am=(n−m)r,
isto é, de am até an há n−m saltos.
De a1 a a6 há cinco saltos de razão 4, não seis: a6=7+5⋅4=27. O índice conta termos; a fórmula conta saltos, que são sempre um a menos. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 1: o Templo Mayor (PAS 1 2025, item 23). Oito fases de construção com alturas em PA; a terceira mede 42 m e a oitava, 60 m. A diferença entre a primeira e a última é de 29 m?
Estratégia: dois termos conhecidos dão a razão por an−am=(n−m)r; a pergunta pede a8−a1, que é 7r.
Resolução: de a3 a a8 há 8−3=5 saltos: 5r=60−42=18, logo r=3,6 m. De a1 a a8 há 7 saltos: a8−a1=7⋅3,6=25,2 m. Não são 29 m: o item é E.
Conferência:a1=42−2⋅3,6=34,8 e a8=34,8+7⋅3,6=60. Bate. De onde veio o 29? De quem contou oito saltos entre oito fases: 8⋅3,6=28,8≈29. O valor falso foi escolhido para punir exatamente esse erro.
Entre $a_1$ e $a_n$ há $n - 1$ razões
É o erro que a banca mais planta, e ela o planta nos dois sentidos. Em 2020, blocos de pedra com arestas em PA de razão −0,05 m a partir de 1 m: a aresta do oitavo bloco é 1−7⋅0,05=0,65 m, e o item afirmava “inferior a 0,60 m”. Quem conta oito saltos chega a 0,60 e hesita; quem conta sete marca E sem hesitar. Em 2025, o Templo Mayor. Antes de escrever a resposta, pergunte: quantos saltos eu multipliquei? Deve ser a posição menos um.
Quando o enunciado dá dois termos de posições distantes, não calcule a1 por reflexo: use an−am=(n−m)r para achar r e ande a partir do termo mais próximo do que se pede. Se a3=14 e a8=34, então 5r=20, r=4, e a10=a8+2r=42. Voltar até a1=6 é possível, mas é um passo a mais em que se pode errar.
A reta que pisa só nos inteiros
Escreva o termo geral de outro jeito: an=a1+(n−1)r=rn+(a1−r). Isso é f(n)=rn+b com b=a1−r: uma função afim da posição, avaliada só em n=1,2,3,… A razão da PA é a taxa da reta; o “valor inicial” b é o termo que a PA teria na posição zero. Os pontos (n,an) caem todos sobre uma reta, mas a PA só ocupa os pontos de abscissa inteira: é a reta que pisa só nos inteiros.
A PA (5,8,11,14,17,20) é a afim f(n)=3n+2 avaliada só nos inteiros positivos: a razão 3 é a taxa da reta, e b=a1−r=2 é onde a reta cortaria o eixo, uma posição que a PA não tem. Diagrama autoral.
A tradução vale nos dois sentidos, e a banca cobrou os dois. De PA para reta: em 2011, caixas empilhadas no porão de um navio, a i-ésima pilha com ai caixas em PA; a opção correta do item tipo C dizia que “os centros da última caixa de cada pilha estão alinhados, para qualquer n≥2”. É a figura acima em palavras: alturas em PA são pontos sobre uma reta. De reta para PA: em 2012, a reta f(t)=mt+h ajustada aos tempos dos 100 metros rasos, e o item afirmava que, se três instantes t1,t2,t3 estão em PA, então as imagens f(ti) desses três instantes também estão. Certo: passos iguais na entrada (r) viram passos iguais na saída (mr). Função afim preserva PA, com a razão multiplicada pela taxa.
PA e função afim são o mesmo objeto em dois idiomas
Na PA
Na reta
razão r
taxa de variação a
primeiro termo a1
f(1)
a1−r
valor inicial b=f(0)
an−am=(n−m)r
Δy=aΔx
posição n inteira
domínio {1,2,3,…}
Use o idioma que deixar a conta mais curta. “Quanto vale o 40.º termo?” é PA. “A partir de que posição os termos passam de 500?” é uma inequação da reta, resolvida e depois arredondada para o inteiro seguinte.
Uma consequência que a prova gosta de testar: a PA cresce em linha reta, o que é rápido para quem soma, mas lento perto de qualquer coisa que multiplica. Em 2023, o item dizia que idosos aumentando em PA de razão um milhão por ano “sempre” seriam mais numerosos que crianças crescendo em PG de razão q>1. Errado: a exponencial acaba furando a reta, qualquer que seja r. Reta nenhuma segura uma exponencial, e a página de progressão geométrica desenvolve isso.
Termo médio, pares equidistantes e interpolação
Duas propriedades saem direto do termo geral e economizam contas.
Termo médio e termos equidistantes
Em uma PA, cada termo é a média aritmética dos vizinhos:
an=2an−1+an+1.
Em três termos consecutivos, o do meio é a média dos extremos; por isso três números em PA se escrevem como x−r, x, x+r, e a soma dos três é 3x. Mais geralmente, em uma PA finita de n termos, termos equidistantes dos extremos têm a mesma soma:
ak+an+1−k=a1+anpara todo k.
A segunda propriedade é a semente da fórmula da soma, mas já vale por si. Em 2015, as áreas das três velas de uma caravela estavam em PA, e a prova deu as medidas (numa figura) de que saem a maior e a menor área: a soma das três é três vezes a do meio, e a do meio é a média das outras duas. Com valores redondos, se as áreas extremas fossem 12 m² e 36 m², a vela do meio teria 24 m² e a soma seria 72 m² (na prova, com as medidas da figura, o gabarito oficial foi 375 m²). Não é preciso calcular a razão.
Interpolar (ou inserir) meios aritméticos entre dois números é completar uma PA que os tenha como extremos. Inserir k meios entre a e b cria uma PA de k+2 termos, com k+1 saltos: r=k+1b−a.
Três meios aritméticos entre 4 e 20: cinco termos, quatro saltos, r=(20−4)/4=4. Contar os saltos como se fossem três (o número de meios) é o erro; são os meios mais um. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 2: dividir um percurso em etapas iguais. Um ciclista quer sair do marco 4 km e chegar ao marco 20 km fazendo três paradas igualmente espaçadas. Em que marcos ele para, e qual é o comprimento de cada etapa?
Estratégia: três paradas entre dois extremos são três meios aritméticos; os saltos são 3+1=4.
Resolução:r=(20−4)/4=4 km. As paradas ficam nos marcos 8, 12 e 16 km. Cada etapa tem 4 km.
Conferência:4,8,12,16,20 tem cinco termos e quatro diferenças iguais a 4. Se alguém dividisse por 3 (o número de paradas), acharia etapas de 16/3≈5,33 km e a terceira parada cairia em 20, que é a chegada, não uma parada.
Somar sem somar: o par de Gauss
Voltemos às arquibancadas: 25 filas, 18,22,26,… Somar uma a uma é o caminho lento. O rápido usa a propriedade dos equidistantes. Escreva a soma duas vezes, a segunda de trás para a frente, e some coluna a coluna:
Cada parêntese vale a1+an, porque são pares equidistantes, e há n parênteses. Logo 2Sn=n(a1+an).
Soma dos $n$ primeiros termos
Sn=2(a1+an)n
Lê-se: a soma é o número de termos vezes a média entre o primeiro e o último. Vale para n par ou ímpar (no ímpar, o termo central é a média e fica emparelhado consigo mesmo). Para usar a fórmula é preciso conhecer an; se ele não for dado, calcule-o pelo termo geral antes, com n−1 saltos.
A soma escrita duas vezes, a segunda invertida: cada coluna dá a1+an=18+46=64, há 8 colunas, e o dobro da soma é 8⋅64=512. Logo S8=256. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 3: a capacidade das arquibancadas. 25 filas; a primeira com 18 assentos, cada fila seguinte com 4 a mais. A capacidade total é superior a 1 600 assentos?
Estratégia: PA com a1=18, r=4, n=25. Para a soma, preciso de a25: n−1=24 saltos.
Resolução:a25=18+24⋅4=114. S25=(18+114)⋅25/2=132⋅25/2=1650. Superior a 1 600: item C.
Conferência: a média entre a primeira fila (18) e a última (114) é 66, e 25 filas de 66 em média dão 1650. A folga é de só 50 assentos: se alguém tivesse contado 25 saltos, a25=118, S=1700, e a resposta não mudaria; mas se tivesse usado a25=18+4⋅25=118 e n=24 por confusão, S=1632, ainda C por sorte. Em itens de limiar apertado, a sorte acaba: faça a conta exata.
A soma esconde-se em figuras. Em 2008, o texto-base era O homem que calculava, de Malba Tahan, e Beremiz plantava árvores em arranjos triangulares (1,3,6,10,…) e quadrados (1,4,9,16,…). Os itens afirmavam que o número de árvores do arranjo triangular no n-ésimo dia é a soma dos n primeiros termos da PA (1,2,3,…), e que o do arranjo quadrado é a soma dos n primeiros ímpares. Ambos certos, e são a fórmula em duas roupas:
1+2+⋯+n=2(1+n)n,1+3+5+⋯+(2n−1)=2(1+2n−1)n=n2.
Cada ímpar é a borda que transforma um quadrado (n−1)×(n−1) em n×n; e os números triangulares tn=n(n+1)/2 são a soma de Gauss com outro nome. O tipo B do mesmo bloco pedia q12−t12=144−78=66.
O erro do termo geral contamina a soma
Sn depende de an. Quem calcula an com n saltos em vez de n−1 leva o erro para a soma sem perceber, e numa figura de pilhas ou fileiras há uma segunda pergunta antes da conta: o que está em PA é a altura de cada pilha ou o total acumulado? Em 2020, a altura da estrutura de 12 blocos era a soma das 12 arestas (a12=1−11⋅0,05=0,45; S12=(1+0,45)⋅12/2=8,7 m), não a aresta do último bloco.
A PA vestida de fenômeno
A PA quase nunca chega com o nome na frente. Ela vem como parcelas, filas, datas e dinheiro.
Situação
O que está em PA
a1
r
Poupança com depósitos que crescem R$ 20 por mês
o depósito de cada mês
50
20
Arquibancada com 4 assentos a mais por fila
assentos por fila
18
4
Blocos com aresta 5 cm menor a cada nível
aresta de cada bloco
100
−5
Toda quarta-feira de um ano
o dia do ano
7 (por exemplo)
7
Juros simples de 2% ao mês sobre R$ 500
o saldo a cada mês
510
10
Nas parcelas e depósitos, a pergunta “quanto foi pago até o mês n?” é Sn, e “quanto foi pago no mês n?” é an: leia o enunciado para saber qual das duas ele quer. No calendário, datas que se repetem com intervalo fixo (toda semana, a cada 15 dias, a cada 3 meses) formam PA, e a pergunta “quantas vezes até o fim do ano?” é uma contagem de termos, assunto da próxima seção.
Juros simples são uma PA de dinheiro
Um capital de R$ 500 a juros simples de 2% ao mês rende os mesmos R$ 10 todo mês, porque o juro incide sempre sobre o capital inicial. Os saldos 510,520,530,… formam uma PA de razão C⋅i=500⋅0,02=10, e o montante depois de t meses é M(t)=500+10t: função afim do tempo. Nos juros compostos o juro incide sobre o saldo já crescido, o acréscimo aumenta a cada mês e a PA vira PG. A prova de 2022 misturou os dois: dívida capitalizada a juros compostos por dez anos e depois “parcelas que diminuem linearmente”, isto é, saldo devedor caindo em PA até zero em 120 parcelas. A página de juros simples e compostos faz as duas contas.
Ler uma tabela e contar termos num intervalo
Uma tabela é PA quando as diferenças entre linhas consecutivas são iguais, com uma condição: as posições também precisam avançar de um em um. Se a tabela mostra n=1,2,4,7 com valores 5,8,14,23, as diferenças 3,6,9 não são iguais, mas 3/1=6/2=9/3=3: é PA de razão 3, com termos pulados. Divida a diferença dos valores pela diferença das posições antes de concluir. E confira a razão em todos os pares que a tabela oferece; um enunciado que diz “os dados sugerem uma PA” está pedindo que você teste, não que aceite.
A pergunta inversa é “quantos termos?”. Dado um termo e a razão, a posição sai do termo geral: an=a1+(n−1)r⇒n=ran−a1+1. Se n não for inteiro, o número não é termo da PA. Em (7,11,15,…), o 100 daria n=93/4+1=24,25: não pertence, embora esteja entre a24=99 e a25=103.
Exemplo resolvido 4: múltiplos num intervalo. Quantos múltiplos de 7 existem entre 100 e 500? Qual é a soma deles?
Estratégia: os múltiplos de 7 formam uma PA de razão 7. Preciso do primeiro maior que 100 e do último menor que 500, e então da posição do último.
Resolução:100=7⋅14+2, logo o primeiro múltiplo depois de 100 é 7⋅15=105. 500=7⋅71+3, logo o último antes de 500 é 7⋅71=497. Número de termos: n=(497−105)/7+1=56+1=57. Soma: S57=(105+497)⋅57/2=602⋅57/2=301⋅57=17157.
Conferência: de 7⋅15 a 7⋅71 há 71−15+1=57 múltiplos (contando os dois extremos), o que confirma n sem a fórmula. E quem esquece o “+1” responde 56: entre as posições 15 e 71 há 56 saltos, mas 57 termos. É a mesma armadilha do n−1, vista pelo outro lado.
Entre 100 e 500, o primeiro múltiplo de 7 é 105 e o último é 497. Os saltos são (497−105)/7=56; os termos são 56+1=57. O +1 é a diferença entre contar cercas e contar postes. Diagrama autoral.
Se os extremos fossem inclusivos e múltiplos (por exemplo, “de 105 a 497”), nada mudaria; se a pergunta fosse “múltiplos de 7 até 500”, a1=7 e n=71. A leitura do intervalo (aberto, fechado, a partir de onde) decide a1 e an antes de qualquer fórmula.
Os quatro erros que a banca planta
Confundir n com an. “Qual é o vigésimo termo?” pede a20; “em que posição está o 83?” pede n. Leia o índice como endereço, não como valor.
Multiplicar a razão por n em vez de n−1. Templo Mayor (2025), blocos de pedra (2020), pilha de cadeiras: entre o primeiro e o n-ésimo há n−1 saltos. Ao interpolar k meios, os saltos são k+1. Ao contar termos, os termos são saltos +1.
Somar como se fosse PG, ou tratar percentual como acréscimo fixo. PA soma; PG multiplica. “Aumenta 10%” não é PA. E PA de razão enorme ainda perde da PG no longo prazo (2023).
Extrapolar o padrão sem confirmar a razão. Dois termos iguais de diferença não fazem PA; teste todas as diferenças, e, em tabelas com posições puladas, divida pela diferença das posições.
O essencial em meia página
PA: sequência em que an+1−an=r para todo n. Razão r>0 crescente, r<0 decrescente, r=0 constante. Acréscimo fixo é PA; acréscimo percentual é PG.
Termo geral: an=a1+(n−1)r; entre dois termos, an−am=(n−m)r. Conte saltos: são um a menos que os termos.
Reta: an=rn+(a1−r) é uma função afim de domínio {1,2,3,…}; a razão é a taxa. Pontos (n,an) alinhados. Função afim preserva PA (razão vira mr).
Propriedades: termo médio an=(an−1+an+1)/2; três termos em PA são x−r,x,x+r e somam 3x; equidistantes dos extremos somam a1+an.
Interpolação: inserir k meios entre a e b é criar k+1 saltos: r=(b−a)/(k+1).
Soma: Sn=(a1+an)n/2, número de termos vezes a média dos extremos; calcule an antes, com n−1 saltos. Casos: 1+⋯+n=n(n+1)/2; soma dos n primeiros ímpares =n2.
Contexto: parcelas e depósitos (an = o do mês, Sn = o acumulado), fileiras, blocos, datas com intervalo fixo, juros simples (saldos em PA de razão Ci).
Contar termos: n=(an−a1)/r+1; se não der inteiro, não é termo. Múltiplos num intervalo: ache o primeiro e o último dentro do intervalo, depois n.
Tabelas: compare diferenças só com posições que avançam igual; divida pelo passo das posições quando houver termos pulados; confira todos os pares.
Limiar: calcule o valor exato, depois compare (0,65 não é inferior a 0,60; 1 650 é superior a 1 600).
Exercícios temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.
Flashcards temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar os cartões de revisão.
Progressão Aritmética PA: Introdução (aula 1 de 6)
Professor Ferretto | ENEM e Vestibulares · 11:17
Introdução. Define a PA, nomeia a razão e classifica as progressões em crescente, decrescente e constante com exemplos numéricos: é a seção “O que faz uma sequência ser aritmética” em aula, para quem parte do zero.
Progressão Aritmética - P. A. - Soma dos Termos, Soma de Gauss, Fórmula e Exemplos
Dr John - O Canal da Matemática · 11:09
Aprofundamento. Refaz a soma de Gauss (o par a1+an repetido n vezes) e chega a Sn=(a1+an)n/2, aplicando à PA (3,7,11,…) com 50 termos: é a dedução da seção “Somar sem somar: o par de Gauss”, com o cuidado de calcular an antes.
Progressão Aritmética — Não há dúvida besta 2022
Prof. Kelven Lima · 6:37
Aplicação. Um caminhoneiro percorre 500 km no primeiro dia e 25 km a menos a cada dia seguinte; em quantos dias completa 3 600 km? Termo geral e soma numa PA decrescente com pergunta de acumulado, o mesmo raciocínio das seções “A PA vestida de fenômeno” e do exemplo resolvido 3.
Progressão Aritmética PA: Questões Comentadas - Parte 1
Professor Ferretto | ENEM e Vestibulares · 34:38
Resolução. Questões de vestibular resolvidas em ritmo de prova, com termo geral, contagem de termos e soma: o treino das seções “Termo geral: conte saltos, não termos” e “Ler uma tabela e contar termos num intervalo”.
Cada fila recebe o mesmo acréscimo de assentos em relação à de baixo: as quantidades por fila formam uma progressão aritmética, e a capacidade total é a soma dos termos.A PA (5,8,11,14,17,20) é a afim f(n)=3n+2 avaliada só nos inteiros positivos: a razão 3 é a taxa da reta, e b=a1−r=2 é onde a reta cortaria o eixo, uma posição que a PA não tem. Diagrama autoral.De a1 a a6 há cinco saltos de razão 4, não seis: a6=7+5⋅4=27. O índice conta termos; a fórmula conta saltos, que são sempre um a menos. Diagrama autoral.A soma escrita duas vezes, a segunda invertida: cada coluna dá a1+an=18+46=64, há 8 colunas, e o dobro da soma é 8⋅64=512. Logo S8=256. Diagrama autoral.Três meios aritméticos entre 4 e 20: cinco termos, quatro saltos, r=(20−4)/4=4. Contar os saltos como se fossem três (o número de meios) é o erro; são os meios mais um. Diagrama autoral.Três PAs, três razões: r=4 (crescente), r=−3 (decrescente) e r=0 (constante). Em todas, o degrau de um ponto para o seguinte é sempre o mesmo, e é isso que alinha os pontos. Diagrama autoral.Entre 100 e 500, o primeiro múltiplo de 7 é 105 e o último é 497. Os saltos são (497−105)/7=56; os termos são 56+1=57. O +1 é a diferença entre contar cercas e contar postes. Diagrama autoral.O par de Gauss: a soma escrita duas vezes, a segunda de trás para a frente; cada coluna soma o mesmo valor, e o dobro da soma é o número de colunas vezes esse valor.Arestas que diminuem sempre a mesma medida formam uma PA decrescente; a altura da torre é a soma das arestas, e a aresta do oitavo bloco está sete saltos abaixo da primeira (PAS 1 2020).Parcelas que diminuem sempre o mesmo valor formam uma PA decrescente: a de cada mês é um termo, o total pago é a soma.Datas que se repetem a cada intervalo fixo formam uma PA; contar quantas cabem até o fim do prazo é contar termos, saltos mais um.Oito fases com alturas em progressão aritmética: da terceira à oitava há cinco saltos, da primeira à oitava, sete. Foi o item do PAS 1 de 2025.Cada cadeira acrescenta os mesmos centímetros à pilha: as alturas estão em PA e os topos ficam alinhados numa reta.
Rota PAS 1
Conjuntos, funções e a reta: função afim e PA · PAS 1
Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
Rota PAS 1 — Conjuntos, funções e a reta: função afim e PA · PA: a reta que pisa só nos inteiros (conceito, exemplo-guia da pilha de cadeiras, figura da PA como afim, itens 2011/54 e 57, 2020/90-91, 2008/39-41, armadilha 'conte razões, não termos', checagem); Juros simples: a PA do dinheiro (só como ponte); box Como a banca cobra (2025/23, 2023/89); estratégia 'três reflexos'; resolvido 'PA — limiar de soma'; banco de treino T13-T20 e T22; resumo do capítulo
Recorte por assunto: só a PA. A função afim, o conceito de função, os conjuntos e os juros simples do mesmo capítulo pertencem às páginas funcao-afim, funcoes, conjuntos e juros-simples-e-compostos; a PG e o confronto PA × PG aprofundam-se em progressao-geometrica.
Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cebraspe) · PAS 1 2008 (itens 39, 40, 41 e 43), 2011 (itens 54, 55 e 57), 2016 (item 86), 2020 (itens 90 e 91), 2022 (item 42), 2023 (item 89), 2025 (item 23); PAS 2 2023 (item 18); PAS 1 2012 (item 70, reutilizado por GUID da página funcao-afim)
Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos em utils/material/PAS/pesquisa/classificacao/AAAA.json e classificacao-pas2/. Os itens 2007/55 e 2015/89 dependem de valores impressos em figura e entram como variantes autorais identificadas.