Análise combinatória
Guia de estudo · Revisado em 07/09/2026
Trocar a ordem cria uma nova escolha ou repete a mesma?
O que você vai aprender
- Distinguir seleções ordenadas de grupos sem ordem.
- Aplicar princípios aditivo e multiplicativo com restrições.
- Calcular combinações e permutações evitando contagem repetida.
Análise combinatória é o estudo de maneiras de contar possibilidades sem precisar escrever cada uma delas. A tarefa começa antes das fórmulas: precisamos decidir o que caracteriza um resultado diferente. Escolher duas pessoas para uma comissão não é o mesmo que designar uma presidência e uma vice-presidência. As pessoas podem ser as mesmas, mas os papéis tornam a ordem relevante.
Conte por etapas bem definidas
Se há três camisetas e duas calças, e qualquer camiseta pode ser combinada com qualquer calça, há conjuntos. Cada escolha da primeira etapa admite duas continuações. Esse é o princípio multiplicativo: quando cada etapa tem um número fixo de possibilidades para cada caminho anterior, multiplicamos esses números.
Não é necessário que as escolhas sejam independentes no sentido probabilístico. Para formar uma senha de três algarismos distintos, por exemplo, a segunda escolha depende da primeira, mas sempre restam nove opções. Admitindo zero na primeira posição, o total é . Se cada ramo permitir um número diferente de continuações, separe os casos ou use uma árvore e some suas folhas.
O princípio aditivo vale para alternativas que não se sobrepõem. Se um trajeto pode ser feito por quatro linhas diretas de ônibus ou por duas linhas diretas de trem, e cada linha representa uma opção distinta, há seis escolhas. Somar casos que compartilham resultados causa dupla contagem.
A ordem decide o modelo
Entre oito estudantes, escolher presidente e vice dá resultados: Ana presidente e Bruno vice difere de Bruno presidente e Ana vice. Isso é um arranjo de dois elementos distintos, com funções diferentes.
Se os mesmos oito estudantes concorrem a duas vagas equivalentes de representantes, cada dupla foi contada duas vezes nessa conta. Logo, há comissões. A divisão não é um truque arbitrário: elimina as duas ordens que descrevem o mesmo conjunto. Para grupos de três, cada conjunto aparece vezes entre as seleções ordenadas.
Fatorial, arranjo e combinação
Para inteiro positivo , o fatorial é , e convencionamos . Organizar todos os elementos distintos em uma fila dá permutações. Selecionar e ordenar entre eles, sem repetição, dá .
Quando a ordem interna não importa, dividimos por : , com . Escolher quatro pessoas entre sete dá . Também poderíamos escolher as três pessoas que ficam de fora: . Essa simetria oferece uma conferência e pode reduzir a conta.
Antes de expandir fatoriais grandes, cancele fatores comuns. Em , basta calcular . Usar todos os fatoriais integralmente aumenta o trabalho e as oportunidades de erro.
Repetições mudam o que é distinguível
Uma senha de quatro posições com dez algarismos disponíveis em cada posição admite resultados se repetições forem permitidas e zero puder iniciar a senha. Um número natural de quatro algarismos, porém, não começa por zero: nesse caso são possibilidades.
Para reorganizar as letras de ARARA, as cinco posições não recebem cinco objetos distinguíveis: há três letras A iguais e duas R iguais. O total é anagramas distintos. Trocar dois A entre si não altera a palavra. Essa divisão exige que as repetições sejam realmente indistinguíveis para o resultado contado.
Resolva uma restrição com dois caminhos
Uma comissão de três pessoas será formada entre cinco estudantes da manhã e quatro da tarde. Exige-se pelo menos uma pessoa da tarde. Todos os grupos são permitidos exceto os três escolhidos apenas entre os cinco da manhã. Pelo complementar, o total é .
Para conferir, separe por quantidade de pessoas da tarde: uma dá ; duas dão ; três dão . Somando, obtemos novamente 74. Os casos são disjuntos e cobrem exatamente a exigência. Não multiplique o total de comissões por três: as vagas não têm nomes e a ordem não cria grupos novos.
Pergunte se há reposição, se posições têm papéis distintos e se zero pode ocupar a primeira posição. “Pelo menos um” pode ser mais simples pelo complementar; “exatamente um” é uma restrição diferente.
Na probabilidade, essas contagens podem compor numerador e denominador. Ambos precisam descrever resultados com a mesma convenção de ordem, além de respeitar a equiprobabilidade do sorteio.
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Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
- Rota PAS 2 — Contagem, probabilidade e estatística: decidir sob incerteza · Contar sem enumerar: quantas escolhas existem?
Recorte reorganizado por assunto, com exemplos autorais e hipóteses explicitadas.