Logaritmos e função logarítmica

Guia de estudo · Revisado em 15/09/2026

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Uma quantia que dobra a cada ano leva quantos anos para virar mil vezes maior? Um som de 90 dB é quantas vezes mais intenso que um de 30 dB? Por que uma unidade de pH muda a acidez dez vezes? As três perguntas pedem o expoente, e o nome dele é logaritmo.

O que você vai aprender

  • Ler log_b y = x como a pergunta ao contrário da potência (que expoente leva a base b ao número y?), traduzir uma igualdade na outra e aplicar as condições de existência (base positiva e diferente de 1, logaritmando positivo) antes de qualquer conta.
  • Usar as consequências imediatas da definição (log_b 1 = 0, log_b b = 1, log_b b^k = k, b^(log_b x) = x) e o sinal do logaritmo (negativo entre 0 e 1) para calcular e conferir valores sem tabela, inclusive pelo sanduíche entre potências vizinhas.
  • Demonstrar e aplicar as propriedades do produto, do quociente, da potência e da mudança de base a partir das propriedades das potências, e reconhecer o que não é propriedade (log de soma, log de x² contra o quadrado do log).
  • Resolver equações exponenciais cujas bases não conversam com o logaritmo decimal ou natural e as constantes que a prova imprime (log 2 = 0,30; log 3 = 0,48; ln 2 = 0,7), e resolver equações e inequações logarítmicas simples respeitando o domínio e o sentido da base.
  • Descrever a função logarítmica como inversa da exponencial (domínio, imagem, ponto (1, 0), assíntota vertical, monotonia, simetria em y = x) e ler gráficos e eixos em escala logarítmica, em que passos iguais são fatores iguais.
  • Traduzir um degrau das escalas de pH, Richter, decibéis e carbono-14 no fator correspondente da grandeza, e decidir itens de limiar sobre essas escalas com a conta exata, nunca com a intuição linear.

Uma quantia dobra a cada ano. Quantos anos até R$ 1 000 passarem de R$ 1 000 000? A função exponencial responde à pergunta “quanto haverá depois de xx anos”: 1000⋅2x1000 \cdot 2^x. Aqui a pergunta é a outra, feita ao contrário: “quantos anos até chegar a um valor?”. Precisamos do expoente xx tal que 2x=10002^x = 1000. Como 29=5122^9 = 512 e 210=10242^{10} = 1024, a resposta está entre 9 e 10: no décimo ano a quantia já passou do milhão. Esse expoente tem nome: logaritmo. Um sussurro a 30 dB e um show a 90 dB diferem em intensidade por um fator de um milhão, e a escala dos decibéis só cabe numa régua porque conta quantos fatores de 10 há entre os dois. Uma chuva de pH 4 é cem vezes mais ácida que uma de pH 6, porque cada unidade a menos de pH é uma concentração dez vezes maior. Nas três cenas, o número que se lê é um expoente.

Esta página constrói o logaritmo por inteiro: a definição como pergunta invertida, as condições em que ele existe, as consequências imediatas que valem como conferência, as quatro propriedades demonstradas a partir das potências, o logaritmo decimal e o natural com as constantes que a prova imprime, as equações exponenciais que só fecham com log, as equações e inequações logarítmicas e seu domínio, a função logarítmica como espelho da exponencial, as escalas logarítmicas (pH, Richter, decibéis, carbono-14) e a leitura de eixos em escala log, e os erros que já viraram item. O milhão, o show e a chuva ácida voltam ao longo das seções, com os mesmos números.

A pergunta feita ao contrário: que expoente?

Toda potência junta três números: base, expoente e resultado. 25=322^5 = 32. Conhecidos dois deles, o terceiro se recupera. Conhecidos base e expoente, o resultado é a potência (25=?2^5 = ?). Conhecidos expoente e resultado, a base é a raiz (?5=32?^5 = 32, e a resposta é 325=2\sqrt[5]{32} = 2). Conhecidos base e resultado, o expoente é o logaritmo (2?=322^{?} = 32, e a resposta é 5). As três operações são a mesma igualdade lida por três lados.

Logaritmo: o expoente que a base precisa

O logaritmo de yy na base bb é o expoente a que se eleva bb para obter yy:

log⁡by=x  ⟺  bx=y(b>0,  b≠1,  y>0).\log_b y = x \iff b^{x} = y \qquad (b > 0,\; b \neq 1,\; y > 0).

Lê-se “logaritmo de yy na base bb”. O número yy é o logaritmando (ou antilogaritmo); bb é a base; xx, o resultado, é um expoente. As duas escritas dizem a mesma coisa, e a habilidade central da página é passar de uma para a outra sem hesitar:

forma logarítmica forma exponencial leitura
log⁡232=5\log_2 32 = 5 25=322^5 = 32 2 precisa do expoente 5 para dar 32
log⁡101000=3\log_{10} 1000 = 3 103=100010^3 = 1000 três fatores de 10
log⁡5125=−2\log_5 \dfrac{1}{25} = -2 5−2=1255^{-2} = \dfrac{1}{25} expoente negativo, número entre 0 e 1
log⁡93=12\log_9 3 = \dfrac{1}{2} 91/2=39^{1/2} = 3 expoente fracionário, raiz
log⁡71=0\log_7 1 = 0 70=17^0 = 1 toda base elevada a zero dá 1

O logaritmo não é um símbolo novo com regras próprias: é a mesma tabela de potências consultada de trás para a frente. Quem sabe as fileiras de 2n2^n, 3n3^n e 10n10^n da página de função exponencial já sabe dezenas de logaritmos. log⁡381\log_3 81? Procure 81 na fileira do 3: 34=813^4 = 81, logo 4. log⁡2(1/8)\log_2 (1/8)? 1/8=2−31/8 = 2^{-3}, logo −3-3. log⁡100,01\log_{10} 0{,}01? 0,01=10−20{,}01 = 10^{-2}, logo −2-2.

Exemplo resolvido 1 (o milhão). Uma quantia dobra a cada ano. Em quantos anos R$ 1 000 passam de R$ 1 000 000? A pergunta é 1000⋅2x=1061000 \cdot 2^x = 10^6, isto é, 2x=10002^x = 1000, e a resposta é x=log⁡21000x = \log_2 1000. Sem tabela, o sanduíche entre potências vizinhas: 29=512<1000<1024=2102^9 = 512 < 1000 < 1024 = 2^{10}, logo 9<x<109 < x < 10; para um item que pergunte “em menos de 10 anos?”, isso basta. Com a propriedade da potência (que a seção seguinte demonstra): log⁡21000=log⁡2103=3log⁡210\log_2 1000 = \log_2 10^3 = 3 \log_2 10; se o enunciado der log⁡210≈3,32\log_2 10 \approx 3{,}32, então x≈9,96x \approx 9{,}96 anos. Conferência: 9,96 está entre 9 e 10, como o sanduíche mandava, e bem perto de 10, o que faz sentido porque 1 000 está bem perto de 1 024.

Quando o logaritmo existe, e o que ele vale de graça

As três condições da definição não são capricho: cada uma tapa um buraco.

  • Logaritmando positivo (y>0y > 0). Uma potência de base positiva nunca dá zero nem número negativo: 2x2^x é positivo para todo xx real. Logo log⁡20\log_2 0 e log⁡2(−8)\log_2(-8) não existem. Pergunta sem resposta não recebe símbolo.
  • Base positiva (b>0b > 0). Com base negativa, a potência nem está definida para todo expoente ((−2)1/2(-2)^{1/2} não é real), e nos inteiros o sinal alterna: não há como inverter a operação de forma limpa.
  • Base diferente de 1 (b≠1b \neq 1). Todas as potências de 1 valem 1: 1x=11^x = 1. A pergunta “1?=51^{?} = 5” não tem resposta, e “1?=11^{?} = 1” tem infinitas. A base 1 não distingue nada.
Cinco consequências da definição (e uma conferência)

Para toda base admissível bb e todo x>0x > 0:

log⁡b1=0,log⁡bb=1,log⁡bbk=k,blog⁡bx=x,log⁡bx<0  ⟺  0<x<1.\log_b 1 = 0, \qquad \log_b b = 1, \qquad \log_b b^{k} = k, \qquad b^{\log_b x} = x, \qquad \log_b x < 0 \iff 0 < x < 1.

  • log⁡b1=0\log_b 1 = 0 porque b0=1b^0 = 1: o logaritmo de 1 é zero em qualquer base.
  • log⁡bb=1\log_b b = 1 porque b1=bb^1 = b.
  • log⁡bbk=k\log_b b^k = k: o logaritmo desfaz a potência (log⁡227=7\log_2 2^7 = 7, log⁡1010−4=−4\log_{10} 10^{-4} = -4).
  • blog⁡bx=xb^{\log_b x} = x: a potência desfaz o logaritmo (2log⁡25=52^{\log_2 5} = 5). As duas últimas dizem que exponencial e logaritmo de mesma base são operações inversas, uma desfaz a outra.
  • O sinal: números entre 0 e 1 têm logaritmo negativo (log⁡100,01=−2\log_{10} 0{,}01 = -2), números maiores que 1 têm logaritmo positivo (para b>1b > 1). É esse sinal de menos que a fórmula do pH desfaz.

Duas consequências servem de conferência instantânea. Como log⁡10100=2\log_{10} 100 = 2 e log⁡101000=3\log_{10} 1000 = 3, o logaritmo decimal de qualquer número entre 100 e 1 000 está entre 2 e 3: log⁡10200\log_{10} 200, log⁡10500\log_{10} 500 e log⁡10999\log_{10} 999 começam todos com “2,”. Quem calcula log⁡10200\log_{10} 200 e acha 1,3 ou 3,3 errou antes de arredondar. Do mesmo modo, log⁡101000=3\log_{10} 1000 = 3, e não 4: conta-se o número de zeros, isto é, de fatores 10, não o número de algarismos.

Em expressões com variável, a condição de existência vira uma inequação a resolver antes de qualquer transformação. log⁡3(x−2)\log_3(x - 2) exige x−2>0x - 2 > 0, isto é, x>2x > 2. log⁡2(x−1)+log⁡2(x−3)\log_2(x - 1) + \log_2(x - 3) exige as duas ao mesmo tempo, x>1x > 1 e x>3x > 3, logo x>3x > 3. Uma solução da equação transformada que não pertença ao domínio original não é solução: é o tropeço mais frequente das equações logarítmicas, tratado adiante.

Log de soma não é soma de logs

Não existe regra para log⁡b(x+y)\log_b(x + y). Teste: log⁡2(8+8)=log⁡216=4\log_2(8 + 8) = \log_2 16 = 4, e não log⁡28+log⁡28=3+3=6\log_2 8 + \log_2 8 = 3 + 3 = 6. Em base 10: log⁡(10+10)=log⁡20≈1,30\log(10 + 10) = \log 20 \approx 1{,}30, enquanto log⁡10+log⁡10=2\log 10 + \log 10 = 2. As propriedades que a seção seguinte demonstra tratam de produto, quociente e potência, nunca de soma ou diferença. Um contraexemplo numérico basta para rejeitar a suposta propriedade, e vale a pena ter um decorado.

As quatro propriedades vêm das potências, e por isso multiplicar vira somar

Cada propriedade do logaritmo é uma propriedade da potência lida ao contrário. Chame u=log⁡bxu = \log_b x e v=log⁡byv = \log_b y, isto é, x=bux = b^u e y=bvy = b^v.

Produto. x⋅y=bu⋅bv=bu+vx \cdot y = b^u \cdot b^v = b^{u+v}. Logo o expoente que dá xyxy é u+vu + v:

log⁡b(x⋅y)=log⁡bx+log⁡by.\log_b(x \cdot y) = \log_b x + \log_b y.

Quociente. xy=bubv=bu−v\dfrac{x}{y} = \dfrac{b^u}{b^v} = b^{u-v}, logo

log⁡b(xy)=log⁡bx−log⁡by.\log_b\left(\frac{x}{y}\right) = \log_b x - \log_b y.

Potência. xk=(bu)k=bkux^k = (b^u)^k = b^{ku}, logo

log⁡b(xk)=k⋅log⁡bx.\log_b\left(x^{k}\right) = k \cdot \log_b x.

Um caso particular útil: log⁡bxn=1nlog⁡bx\log_b \sqrt[n]{x} = \dfrac{1}{n}\log_b x, porque raiz é expoente 1/n1/n.

Mudança de base. Quando a base disponível não é a que o problema pede, qualquer base cc admissível serve de ponte. Se x=bux = b^u, aplique log⁡c\log_c aos dois lados: log⁡cx=u⋅log⁡cb\log_c x = u \cdot \log_c b, e então

log⁡bx=log⁡cxlog⁡cb.\log_b x = \frac{\log_c x}{\log_c b}.

Como b≠1b \neq 1, o denominador nunca é zero. Assim log⁡25=log⁡5log⁡2=ln⁡5ln⁡2\log_2 5 = \dfrac{\log 5}{\log 2} = \dfrac{\ln 5}{\ln 2}: a razão entre dois logaritmos na mesma base não depende de qual base foi usada. Um caso especial: log⁡ba=1log⁡ab\log_b a = \dfrac{1}{\log_a b}.

Quadro em duas colunas ligando cada propriedade das potências à propriedade correspondente dos logaritmos por uma seta: b elevado a u vezes b elevado a v igual a b elevado a u mais v vira log de x vezes y igual a log de x mais log de y; b elevado a u dividido por b elevado a v vira log de x sobre y igual a log de x menos log de y; b elevado a u, tudo elevado a k, vira log de x elevado a k igual a k vezes log de x; e a mudança de base como razão de dois logaritmos numa base auxiliar. Abaixo, uma faixa vermelha com o que não é propriedade: log de x mais y não é log de x mais log de y, e log de x ao quadrado não é o quadrado de log de x. Exemplos numéricos ao lado de cada linha: log de 8 vezes 4 igual a 3 mais 2; log de 32 sobre 4 igual a 5 menos 2; log de 8 ao cubo igual a 3 vezes 3.
Cada propriedade do logaritmo é uma propriedade da potência lida de trás para a frente: multiplicar potências soma expoentes, logo o log de um produto soma logs; elevar uma potência a kk multiplica o expoente, logo log⁡b(xk)=klog⁡bx\log_b(x^k) = k\log_b x. Não há regra para soma. Diagrama autoral.

Leia-as no sentido dos exemplos: log⁡2(8⋅4)=log⁡28+log⁡24=3+2=5\log_2 (8 \cdot 4) = \log_2 8 + \log_2 4 = 3 + 2 = 5, e de fato 25=32=8⋅42^5 = 32 = 8 \cdot 4. log⁡2(32/4)=5−2=3\log_2 (32/4) = 5 - 2 = 3, e 23=82^3 = 8. log⁡283=3⋅3=9\log_2 8^3 = 3 \cdot 3 = 9, e 29=512=832^9 = 512 = 8^3. Nas três, o logaritmo transformou uma operação em outra mais simples um degrau abaixo: produto em soma, quociente em diferença, potência em produto. Foi para isso que ele nasceu, no século XVII, quando multiplicar números de sete algarismos à mão custava horas e as tábuas de logaritmos trocavam a multiplicação por uma soma e uma consulta.

Uma consequência com nome: aplicar log aos termos de uma progressão geométrica produz uma progressão aritmética. Se an=a1qn−1a_n = a_1 q^{n-1}, então log⁡an=log⁡a1+(n−1)log⁡q\log a_n = \log a_1 + (n-1)\log q: os termos viram uma sequência que anda somando log⁡q\log q. Multiplicar pela razão virou somar o log da razão. Uma PG de razão 100 vira, em log decimal, uma PA de razão 2.

Exemplo resolvido 2 (constantes impressas). Com log⁡2=0,30\log 2 = 0{,}30 e log⁡3=0,48\log 3 = 0{,}48, calcule log⁡72\log 72, log⁡5\log 5 e log⁡0,15\log 0{,}15. Fatore: 72=23⋅3272 = 2^3 \cdot 3^2, logo log⁡72=3log⁡2+2log⁡3=0,90+0,96=1,86\log 72 = 3 \log 2 + 2 \log 3 = 0{,}90 + 0{,}96 = 1{,}86. Conferência: 72 está entre 10 e 100, e 1,86 está entre 1 e 2. Para o 5, não há fator 5 na tabela, mas 5=10/25 = 10/2: log⁡5=log⁡10−log⁡2=1−0,30=0,70\log 5 = \log 10 - \log 2 = 1 - 0{,}30 = 0{,}70. E 0,15=15/100=3⋅5/1000{,}15 = 15/100 = 3 \cdot 5 / 100: log⁡0,15=0,48+0,70−2=−0,82\log 0{,}15 = 0{,}48 + 0{,}70 - 2 = -0{,}82, negativo como todo logaritmo de número entre 0 e 1. Com apenas log⁡2\log 2 e log⁡3\log 3 decorados, alcançam-se os logaritmos de 4, 5, 6, 8, 9, 12, 15, 16, 18, 20, 24, 25, 27 e de todo número cujos fatores primos são 2, 3 e 5.

log x² não é (log x)²

log⁡b(x2)=2log⁡bx\log_b(x^2) = 2\log_b x é a propriedade da potência: o expoente sai como fator. Já (log⁡bx)2(\log_b x)^2 é o quadrado do resultado, outro número. Com x=100x = 100: log⁡(1002)=log⁡10 000=4=2⋅2\log(100^2) = \log 10\,000 = 4 = 2 \cdot 2, mas (log⁡100)2=22=4(\log 100)^2 = 2^2 = 4 também, e a coincidência engana. Troque para x=1000x = 1000: log⁡(10002)=6\log(1000^2) = 6, enquanto (log⁡1000)2=9(\log 1000)^2 = 9. A notação log⁡2x\log^2 x que alguns livros usam significa (log⁡x)2(\log x)^2; prefira os parênteses. E há um detalhe de domínio: log⁡b(x2)\log_b(x^2) existe para todo x≠0x \neq 0, mas 2log⁡bx2\log_b x só para x>0x > 0. A igualdade correta para todo x≠0x \neq 0 é log⁡b(x2)=2log⁡b∣x∣\log_b(x^2) = 2\log_b|x|.

Duas bases especiais: o 10 da nossa escrita e o e dos modelos contínuos

Quando a base não vem escrita, log⁡y\log y significa logaritmo decimal, base 10. É a base da nossa numeração: log⁡10=1\log 10 = 1, log⁡100=2\log 100 = 2, log⁡1 000 000=6\log 1\,000\,000 = 6; o logaritmo decimal conta os fatores de 10, e sua parte inteira diz quantos algarismos o número tem antes da vírgula (um número com log⁡\log entre 2 e 3 tem três algarismos). É a base do pH, dos decibéis e da escala Richter.

A segunda base é o número e≈2,718e \approx 2{,}718, e ln⁡y=log⁡ey\ln y = \log_e y é o logaritmo natural. Ele aparece sempre que um modelo é escrito como N(t)=N0ektN(t) = N_0 e^{kt}: populações, epidemias, decaimento radioativo, juros contínuos. Nada muda no que você aprendeu: ekt=(ek)te^{kt} = (e^k)^t é uma exponencial de fator eke^k por unidade de tempo, e ln⁡\ln é o logaritmo que a desfaz, ln⁡ekt=kt\ln e^{kt} = kt. Uma leitura útil: ln⁡(1+i)≈i\ln(1 + i) \approx i para taxas pequenas (ln⁡1,1≈0,095\ln 1{,}1 \approx 0{,}095), e é daí que sai a regra do 70 dos juros compostos.

Os símbolos que a prova imprime, e os valores que vale saber
símbolo leitura valor aproximado
log⁡y\log y (sem base) logaritmo decimal, base 10 log⁡2≈0,30\log 2 \approx 0{,}30; log⁡3≈0,48\log 3 \approx 0{,}48; log⁡5≈0,70\log 5 \approx 0{,}70; log⁡7≈0,85\log 7 \approx 0{,}85
ln⁡y\ln y logaritmo natural, base e≈2,718e \approx 2{,}718 ln⁡2≈0,69\ln 2 \approx 0{,}69; ln⁡3≈1,10\ln 3 \approx 1{,}10; ln⁡5≈1,61\ln 5 \approx 1{,}61; ln⁡10≈2,30\ln 10 \approx 2{,}30
log⁡2y\log_2 y logaritmo binário log⁡210≈3,32\log_2 10 \approx 3{,}32; log⁡23≈1,58\log_2 3 \approx 1{,}58
e−kte^{-kt} exponencial decrescente de base ee tende a 0 quando tt cresce

A conversão entre as duas bases usuais é a mudança de base: ln⁡y=log⁡ylog⁡e≈2,30⋅log⁡y\ln y = \dfrac{\log y}{\log e} \approx 2{,}30 \cdot \log y. A banca imprime a constante que a conta exige (“assumindo ln⁡2=0,7\ln 2 = 0{,}7”, “considerando log⁡2=0,30\log 2 = 0{,}30 e log⁡3=0,48\log 3 = 0{,}48”), e a constante impressa é o mapa do caminho: se a sua conta não a usou, refaça. Saber os valores acima serve para conferir a ordem de grandeza, não para substituir o dado da prova.

Equações exponenciais que só fecham com logaritmo

Quando as duas bases conversam, não há logaritmo a calcular: 20,0032h=4=222^{0{,}0032h} = 4 = 2^2 dá h=625h = 625 km igualando expoentes, e 32x−1=1/273^{2x-1} = 1/27 dá x=−1x = -1. O logaritmo entra quando as bases não conversam: 2x=102^x = 10, 1,11t=21{,}11^t = 2, e0,2t=3e^{0{,}2t} = 3. Aí o método é um só: aplicar o logaritmo (na base que a prova forneceu) aos dois lados e descer o expoente pela propriedade da potência.

Método: log nos dois lados, expoente desce

Para resolver bx=yb^{x} = y com bases que não conversam:

bx=y  ⟹  log⁡bx=log⁡y  ⟹  x⋅log⁡b=log⁡y  ⟹  x=log⁡ylog⁡b=log⁡by.b^x = y \implies \log b^x = \log y \implies x \cdot \log b = \log y \implies x = \frac{\log y}{\log b} = \log_b y.

A base do logaritmo aplicado pode ser qualquer uma (10, ee, 2); a resposta é a mesma, porque a razão dos dois logaritmos não depende da base. Use a que tiver as constantes impressas.

Exemplo resolvido 3 (o tempo até um limiar). O volume de lixo de um depósito cresce 11% ao mês. Em quantos meses ele dobra? A equação é 1,11t=21{,}11^t = 2. Bases que não conversam. Com log⁡2=0,30\log 2 = 0{,}30 e log⁡1,11=0,045\log 1{,}11 = 0{,}045 (dados do enunciado): t⋅log⁡1,11=log⁡2t \cdot \log 1{,}11 = \log 2, logo t=0,30/0,045≈6,7t = 0{,}30/0{,}045 \approx 6{,}7 meses: o volume dobra no sétimo mês. Conferência pelo sanduíche: 1,116≈1,87<2<2,08≈1,1171{,}11^6 \approx 1{,}87 < 2 < 2{,}08 \approx 1{,}11^7, logo 6<t<76 < t < 7. E pela regra do 70: 70/11≈6,470/11 \approx 6{,}4, mesma vizinhança. As três rotas concordam.

Exemplo resolvido 4 (meia-vida com ln⁡2\ln 2). A atividade de um radiofármaco decai segundo N(t)=N0e−0,014tN(t) = N_0 e^{-0{,}014t}, tt em horas. Com ln⁡2=0,7\ln 2 = 0{,}7, qual é a meia-vida? Meia-vida é o tt em que N=N0/2N = N_0/2: e−0,014t=1/2e^{-0{,}014t} = 1/2. Aplicando ln⁡\ln: −0,014t=ln⁡(1/2)=−ln⁡2=−0,7-0{,}014t = \ln(1/2) = -\ln 2 = -0{,}7, logo t=0,7/0,014=50t = 0{,}7/0{,}014 = 50 horas. Conferência: em 100 horas restaria (1/2)2=1/4(1/2)^2 = 1/4, e e−1,4≈0,25e^{-1{,}4} \approx 0{,}25. Repare no padrão que vale para todo decaimento N0e−ktN_0 e^{-kt}: a meia-vida é T=ln⁡2kT = \dfrac{\ln 2}{k}, e a constante kk é ln⁡2T\dfrac{\ln 2}{T}. Foi exatamente essa relação, com t1/2=ln⁡2/κt_{1/2} = \ln 2 / \kappa, que o PAS 2 de 2023 imprimiu no texto-base do item sobre o rádio-226 de Marie Curie.

Nos itens de 2.ª etapa, essa conta aparece de dois jeitos. Ou o modelo é dado e se pergunta quando ele atinge um valor (e0,2t=3⇒t=ln⁡3/0,2=5,5e^{0{,}2t} = 3 \Rightarrow t = \ln 3 / 0{,}2 = 5{,}5 anos, PAS 2 2019), ou dois valores são dados e se pergunta a constante (e150k=17/16⇒k=(ln⁡17−ln⁡16)/150e^{150k} = 17/16 \Rightarrow k = (\ln 17 - \ln 16)/150, PAS 2 2023). Nos dois, o logaritmo é a ferramenta que tira o desconhecido do expoente.

Equações e inequações logarítmicas: domínio primeiro, base decide o sentido

Uma equação logarítmica tem a incógnita dentro do logaritmando. O roteiro tem três passos, e o primeiro é o que os alunos pulam: (1) escreva o domínio (condições de existência); (2) junte tudo num só logaritmo com as propriedades e volte à forma exponencial, ou iguale logaritmandos quando os dois lados são logaritmos na mesma base (log⁡bu=log⁡bv  ⟺  u=v\log_b u = \log_b v \iff u = v, porque a função é injetora); (3) descarte as soluções fora do domínio.

Exemplo resolvido 5 (a raiz que não serve). Resolva log⁡2(x−1)+log⁡2(x−3)=3\log_2(x - 1) + \log_2(x - 3) = 3. Domínio: x>1x > 1 e x>3x > 3, logo x>3x > 3. Juntando: log⁡2[(x−1)(x−3)]=3\log_2[(x-1)(x-3)] = 3, e pela definição (x−1)(x−3)=23=8(x-1)(x-3) = 2^3 = 8, isto é, x2−4x+3=8x^2 - 4x + 3 = 8, ou x2−4x−5=0x^2 - 4x - 5 = 0, cujas raízes são x=5x = 5 e x=−1x = -1. A raiz −1-1 está fora do domínio (log⁡2(−2)\log_2(-2) não existe): descartada. Solução: x=5x = 5. Conferência: log⁡24+log⁡22=2+1=3\log_2 4 + \log_2 2 = 2 + 1 = 3. Quem pula o passo 1 apresenta duas respostas, e uma delas não é número nenhum.

Outros dois formatos frequentes. Logaritmo igual a logaritmo: log⁡3(2x+1)=log⁡3(x+5)\log_3(2x + 1) = \log_3(x + 5) dá 2x+1=x+52x + 1 = x + 5, x=4x = 4, e o domínio (x>−1/2x > -1/2) confirma. Incógnita na base: log⁡x25=2\log_x 25 = 2 dá x2=25x^2 = 25, e das raízes ±5\pm 5 só x=5x = 5 é base admissível.

Nas inequações, a base decide o sentido. Como log⁡b\log_b é crescente para b>1b > 1, aplicar ou retirar o logaritmo mantém a desigualdade; para 0<b<10 < b < 1 a função é decrescente e o sentido inverte. Sempre com o domínio junto:

  • log⁡2x>3\log_2 x > 3: base maior que 1, logo x>23=8x > 2^3 = 8.
  • log⁡1/2x>3\log_{1/2} x > 3: base entre 0 e 1, logo x<(1/2)3=1/8x < (1/2)^3 = 1/8; com o domínio, 0<x<1/80 < x < 1/8.
  • log⁡3(x−2)≤1\log_3(x - 2) \leq 1: domínio x>2x > 2; base maior que 1, x−2≤3x - 2 \leq 3, logo 2<x≤52 < x \leq 5.

O mesmo cuidado vale ao passar da exponencial para o expoente: (1/2)x>(1/2)5(1/2)^x > (1/2)^5 dá x<5x < 5, não x>5x > 5.

A função logarítmica é a exponencial vista no espelho

Fixe uma base b>1b > 1, digamos 2. A exponencial f(x)=2xf(x) = 2^x leva cada expoente ao seu resultado: 3↦83 \mapsto 8. A função logarítmica g(x)=log⁡2xg(x) = \log_2 x faz o caminho de volta: 8↦38 \mapsto 3. Uma desfaz a outra, g(f(x))=log⁡22x=xg(f(x)) = \log_2 2^x = x e f(g(x))=2log⁡2x=xf(g(x)) = 2^{\log_2 x} = x: são funções inversas, no sentido da página de funções. E funções inversas têm gráficos simétricos em relação à reta y=xy = x: o ponto (3,8)(3, 8) de uma é o ponto (8,3)(8, 3) da outra.

Plano cartesiano com a reta y = x tracejada em cinza, a curva azul de f(x) = 2 elevado a x passando por (0, 1), (1, 2), (2, 4) e (3, 8), e a curva laranja de g(x) = log de x na base 2 passando por (1, 0), (2, 1), (4, 2) e (8, 3). Pares de pontos espelhados estão ligados por segmentos pontilhados perpendiculares à reta y = x: (0, 1) com (1, 0), (1, 2) com (2, 1), (3, 8) com (8, 3). A assíntota horizontal y = 0 da exponencial e a assíntota vertical x = 0 da logarítmica estão indicadas.
f(x)=2xf(x) = 2^x e g(x)=log⁡2xg(x) = \log_2 x são inversas: cada ponto (a,b)(a, b) de uma é o ponto (b,a)(b, a) da outra, e os dois gráficos são reflexos na reta y=xy = x. A assíntota horizontal da exponencial vira a assíntota vertical do logaritmo. Diagrama autoral.

Tudo o que a exponencial tem no eixo yy, o logaritmo tem no eixo xx, e vice-versa. A imagem da exponencial (y>0y > 0) vira o domínio do logaritmo (x>0x > 0); o intercepto (0,1)(0, 1) vira (1,0)(1, 0); a assíntota horizontal y=0y = 0 vira a assíntota vertical x=0x = 0.

Anatomia do gráfico de g(x) = log_b x
  • Domínio: x>0x > 0 (só números positivos têm logaritmo). Imagem: todos os reais; o logaritmo cresce sem teto e desce sem piso, apenas devagar.
  • Pontos fixos: passa por (1,0)(1, 0), porque log⁡b1=0\log_b 1 = 0, e por (b,1)(b, 1), porque log⁡bb=1\log_b b = 1. Duas leituras rápidas da base num gráfico: onde a curva vale 1, ali está bb.
  • Assíntota vertical: a reta x=0x = 0 (o eixo yy). Quando xx se aproxima de zero pela direita, log⁡bx\log_b x dispara para −∞-\infty (se b>1b > 1) sem que a curva toque o eixo.
  • Monotonia: crescente para b>1b > 1, decrescente para 0<b<10 < b < 1. log⁡2x\log_2 x e log⁡1/2x=−log⁡2x\log_{1/2} x = -\log_2 x são reflexos um do outro no eixo xx.
  • Concavidade (para b>1b > 1): para baixo. A curva sobe cada vez mais devagar: de x=1x = 1 a x=2x = 2 sobe 1; de 2 a 4, mais 1; de 4 a 8, mais 1. Multiplicar xx por bb soma 1 a yy, em qualquer trecho.
  • Injetora: valores diferentes de xx dão logaritmos diferentes. É o que autoriza “cortar o log” nas equações (log⁡bu=log⁡bv⇒u=v\log_b u = \log_b v \Rightarrow u = v).
Plano cartesiano com duas curvas: g(x) = log de x na base 2, azul e crescente, passando por (1, 0), (2, 1), (4, 2) e (8, 3), e h(x) = log de x na base 1/2, laranja e decrescente, passando por (1, 0), (2, −1), (4, −2) e (8, −3). O eixo y é marcado como assíntota vertical x = 0, com as curvas se aproximando dele sem tocar. Degraus indicam que dobrar x soma 1 ao valor de g. Um quadro resume: domínio x maior que zero, imagem todos os reais, passa por (1, 0) e por (b, 1), crescente se b maior que 1 e decrescente se b entre 0 e 1.
g(x)=log⁡2xg(x) = \log_2 x (crescente) e h(x)=log⁡1/2x=−log⁡2xh(x) = \log_{1/2} x = -\log_2 x (decrescente) passam por (1,0)(1, 0) e têm o eixo yy como assíntota vertical. Em gg, dobrar xx soma 1 a yy: passos iguais em yy são fatores iguais em xx. Diagrama autoral.

A última propriedade da lista é a alma das escalas logarítmicas. Numa reta comum, andar um passo soma uma unidade à grandeza. Numa escala logarítmica, andar um passo multiplica a grandeza por um fator fixo. É o que permite pôr na mesma régua de uma dezena de unidades um sussurro e uma turbina, um tremor imperceptível e um terremoto devastador.

Acima, uma escada de sete degraus de alturas crescentes representando 1, 10, 100, 1 000, 10 mil, 100 mil e 1 milhão, cada degrau dez vezes mais alto que o anterior, com os primeiros quase invisíveis ao lado do último. Abaixo, uma régua horizontal com marcas igualmente espaçadas rotuladas 1, 10, 100, 10 ao cubo, 10 à quarta, 10 à quinta e 10 à sexta, e sobre ela dois arcos: um de um degrau, marcado mais 1 na escala igual a vezes 10, e outro de três degraus, marcado mais 3 na escala igual a vezes 1 000. Legenda: na régua logarítmica, o que se marca é o expoente.
Numa régua comum, de 1 a 1 000 000 os primeiros valores somem. Na régua logarítmica, marca-se o expoente: distâncias iguais são fatores iguais, +1+1 degrau =×10= \times 10, +3+3 degraus =×1000= \times 1000. Diagrama autoral.

As escalas logarítmicas: pH, Richter, decibéis e carbono-14

Um sussurro e um show de rock diferem em intensidade sonora por um fator de um milhão. Numa régua comum, o sussurro seria um risco invisível ao lado do show. A escala dos decibéis mede não a intensidade, mas quantos fatores de 10 ela contém: sussurro perto de 30 dB, show perto de 90 dB; os 60 dB de diferença são seis fatores de 10, um milhão. Acidez, terremotos e a idade de um sítio arqueológico se medem do mesmo jeito.

As quatro escalas do currículo

Numa escala logarítmica, distâncias iguais na escala correspondem a fatores iguais na grandeza: +1+1 na escala =×= \times fator fixo.

escala fórmula um degrau significa exemplo
pH pH=−log⁡10[H+]\mathrm{pH} = -\log_{10}[\mathrm{H}^+] uma unidade a menos de pH = concentração de H+\mathrm{H}^+ 10 vezes maior do pH 7 ao pH 4, acidez ×1000\times 1000
Richter magnitude ↔log⁡10\leftrightarrow \log_{10} da amplitude sísmica +1+1 = amplitude ×10\times 10 (energia ≈×32\approx \times 32) magnitude 7 contra 5: amplitude ×100\times 100
decibéis L=10⋅log⁡10(I/I0)L = 10 \cdot \log_{10}(I/I_0), I0=10−12I_0 = 10^{-12} W/m² o limiar da audição +10+10 dB = intensidade ×10\times 10 +30+30 dB =×1000= \times 1000
carbono-14 fração restante (1/2)t/5730(1/2)^{t/5730} cada 5 730 anos (meia-vida) = metade 11 460 anos: resta 1/41/4

pH. A concentração de íons H+\mathrm{H}^+ numa solução vai de 10−1410^{-14} a 11 mol/L, catorze ordens de grandeza. O pH é o expoente com o sinal trocado: [H+]=10−5[\mathrm{H}^+] = 10^{-5} mol/L é pH 5; 10−710^{-7} é pH 7 (neutro). O sinal de menos existe porque os expoentes são negativos e é mais cômodo ler números positivos; a consequência é que pH menor é mais ácido. Uma unidade de pH é um fator 10 na concentração; duas, um fator 100. Quando a concentração não é potência exata de 10, entram as propriedades: [H+]=2×10−3[\mathrm{H}^+] = 2 \times 10^{-3} dá pH=−(log⁡2−3)=3−0,30=2,7\mathrm{pH} = -(\log 2 - 3) = 3 - 0{,}30 = 2{,}7.

Régua horizontal do pH de 0 a 14 com gradiente de cor do vermelho (ácido) ao azul (básico) passando pelo verde no 7. Abaixo de cada marca, a concentração de H mais em mol por litro como potência de 10: 10 elevado a zero no pH 0, 10 elevado a menos 7 no pH 7, 10 elevado a menos 14 no pH 14. Marcadores com exemplos: suco de limão perto de 2, refrigerante perto de 3, chuva ácida perto de 4, café perto de 5, chuva comum perto de 5,6, água pura 7, sangue 7,4, água do mar 8, sabão perto de 10, soda cáustica perto de 14. Um arco entre pH 4 e pH 6 indica: 2 unidades de pH igual a 100 vezes mais H mais.
A escala de pH: cada unidade a menos é uma concentração de H+\mathrm{H}^+ dez vezes maior. A chuva ácida de pH 4 tem cem vezes mais H+\mathrm{H}^+ que a chuva comum de pH 6. Os valores dos exemplos são típicos, não exatos. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 6 (calagem no Cerrado). Uma produtora corrigiu a acidez do solo com calcário, e o pH subiu de 5 para 6. O item a julgar: “a concentração de íons H+\mathrm{H}^+ passou a valer um décimo da inicial”. Traduza cada pH em concentração: pH 5 corresponde a [H+]=10−5[\mathrm{H}^+] = 10^{-5} mol/L; pH 6, a 10−610^{-6} mol/L. A razão entre os dois valores é 10, com o valor final menor; dividir por 10 é ficar com um décimo. Certo. O passo de uma unidade na escala esconde uma queda de dez vezes na grandeza medida: é assim que o logaritmo comprime.

Decibéis. O nível sonoro compara a intensidade II com o limiar da audição I0=10−12I_0 = 10^{-12} W/m²: L=10log⁡(I/I0)L = 10\log(I/I_0). O próprio limiar vale 0 dB (log⁡1=0\log 1 = 0); o limiar da dor, I=1I = 1 W/m², vale 10log⁡1012=12010 \log 10^{12} = 120 dB. Cada 10 dB a mais multiplicam a intensidade por 10; 3 dB a mais quase a dobram (100,3=210^{0{,}3} = 2). Foi essa conta que o PAS 2 de 2015 pediu num tipo B: um amplificador que multiplica a intensidade por 72×10972 \times 10^9 adiciona 10log⁡(72×109)=10(3log⁡2+2log⁡3+9)≈10810\log(72 \times 10^9) = 10(3\log 2 + 2\log 3 + 9) \approx 108 dB.

Richter. A magnitude é o logaritmo decimal da amplitude registrada no sismógrafo (com uma correção pela distância). Uma unidade a mais é amplitude dez vezes maior; em energia liberada, cada unidade multiplica por cerca de 32 (101,510^{1{,}5}), e duas unidades, por cerca de 1 000. Amplitude e energia são grandezas diferentes na mesma escala, e trocar uma pela outra é distrator clássico. A tabela impressa no PAS 1 de 2016 dizia isso em massa de TNT: magnitude 2,0 equivale a 6 kg, 3,0 a 181 kg, 4,0 a 6 t e 5,0 a 199 t, cerca de 32 vezes por degrau (a última linha da tabela, 1 270 t para a magnitude 6,0, foge ao padrão das anteriores, mas era o dado impresso, e o item usava a tabela como estava).

Dois painéis. À esquerda, escada dos decibéis: 0 dB limiar da audição, 30 dB sussurro, 60 dB conversa, 90 dB show, 120 dB limiar da dor, com a intensidade em watts por metro quadrado ao lado de cada degrau (10 elevado a menos 12, menos 9, menos 6, menos 3 e 1) e a indicação de que cada 10 dB multiplicam a intensidade por 10 e que de 30 a 90 dB são 6 fatores de 10, um milhão. À direita, escada da escala Richter com magnitudes 4, 5, 6, 7 e 8: à esquerda de cada degrau a amplitude relativa (1, 10, 100, 1 000, 10 000) e à direita a energia relativa (1, 32, 1 000, 32 000, 1 milhão), com a nota de que mais 1 na magnitude é amplitude vezes 10 e energia vezes cerca de 32.
Decibéis e Richter: em ambas, somar na escala é multiplicar na grandeza. Do sussurro (30 dB) ao show (90 dB), a intensidade é multiplicada por 10610^6. Na Richter, +1+1 é amplitude ×10\times 10 e energia ×32\times 32: grandezas diferentes na mesma escala. Diagrama autoral.

Carbono-14. Todo ser vivo repõe carbono-14 enquanto vive; morto, o isótopo só decai, com meia-vida de 5 730 anos. Medir a fração restante e perguntar “quantas meias-vidas se passaram?” é a pergunta invertida desta página: (1/2)t/5730=f(1/2)^{t/5730} = f dá t=5730⋅log⁡1/2f=5730⋅log⁡flog⁡(1/2)t = 5730 \cdot \log_{1/2} f = 5730 \cdot \dfrac{\log f}{\log(1/2)}. Com fração 1/81/8, são três meias-vidas, 17 190 anos, sem log nenhum. Com fração 20%, t=5730⋅log⁡0,2−log⁡2=5730⋅0,700,30≈13 370t = 5730 \cdot \dfrac{\log 0{,}2}{-\log 2} = 5730 \cdot \dfrac{0{,}70}{0{,}30} \approx 13\,370 anos. O PAS 2 de 2018 cobrou a versão sem log: 320 desintegrações por minuto no material vivo contra 5 no derivado de petróleo é uma razão 64 =26= 2^6, seis meias-vidas, cerca de 34 mil anos.

Escala não é grandeza

Dobrar o pH não dobra a acidez: de pH 6 para pH 3, a concentração de H+\mathrm{H}^+ fica mil vezes maior. Passar de 40 dB para 80 dB não dobra o som: multiplica a intensidade por 10 00010\,000. Um terremoto de magnitude 8 não é “o dobro” de um de magnitude 4: a amplitude é 10 00010\,000 vezes maior e a energia, um milhão. Uma amostra com 1/81/8 do carbono-14 original tem três meias-vidas, não oito. Antes de julgar qualquer afirmação sobre uma escala logarítmica, traduza o degrau da escala em fator da grandeza. É o gesto único que decide todos os itens desse tipo.

Onde mais o logaritmo mede
  • Ordens de grandeza. Dizer que dois números diferem em “três ordens de grandeza” é dizer que seus logaritmos decimais diferem em 3: um é mil vezes o outro. Notação científica é logaritmo disfarçado: 6,0×10236{,}0 \times 10^{23} tem log⁡≈23,8\log \approx 23{,}8.
  • Quantos algarismos. 21002^{100} tem quantos algarismos? log⁡2100=100log⁡2≈30,1\log 2^{100} = 100 \log 2 \approx 30{,}1, logo o número está entre 103010^{30} e 103110^{31}: tem 31 algarismos. Não é preciso calculá-lo.
  • Eixos de gráfico. Gráficos de população mundial, de casos numa epidemia ou de preços ao longo de décadas costumam vir com o eixo vertical em escala logarítmica, em que cada divisão multiplica por 10. Nessa escala, uma exponencial vira uma reta (porque log⁡(a⋅bt)=log⁡a+tlog⁡b\log(a \cdot b^t) = \log a + t\log b, uma função afim de tt), e a inclinação da reta é log⁡b\log b, o fator de crescimento. Duas epidemias com retas paralelas crescem à mesma taxa, ainda que uma esteja dez vezes acima da outra.
  • Regra do 70. Dobrar a juros compostos exige (1+i)t=2(1 + i)^t = 2; aplicando ln⁡\ln, tln⁡(1+i)=ln⁡2≈0,7t \ln(1 + i) = \ln 2 \approx 0{,}7, e como ln⁡(1+i)≈i\ln(1 + i) \approx i para taxas pequenas, t≈0,7/it \approx 0{,}7/i: com a taxa em porcentagem, 70/i70/i períodos. A 10% ao mês, 7 meses; a 2% ao ano, 35 anos.
  • Informação. Um byte tem 8 bits e distingue 28=2562^8 = 256 estados; o número de bits necessário para distinguir NN estados é log⁡2N\log_2 N. Uma senha de 10 algarismos tem 101010^{10} possibilidades, cerca de log⁡21010≈33\log_2 10^{10} \approx 33 bits.
A régua de cálculo

Antes das calculadoras, engenheiros multiplicavam com uma régua de cálculo: duas réguas em escala logarítmica que deslizam uma sobre a outra. Como log⁡(xy)=log⁡x+log⁡y\log(xy) = \log x + \log y, somar comprimentos nas réguas era multiplicar números. A régua que levou a Apollo 11 à Lua em 1969 tinha uns 25 cm e três algarismos de precisão. O instrumento saiu de uso nos anos 1970, mas a ideia continua nos eixos logarítmicos de todo gráfico de crescimento longo.

Ler o item como a banca escreve

O item de logaritmo raramente diz “logaritmo”. Ele imprime um modelo com ekte^{kt} ou 2t/T2^{t/T} e pergunta quando; ou imprime uma fórmula de escala (L=10log⁡(I/I0)L = 10\log(I/I_0), pH=−log⁡[H+]\mathrm{pH} = -\log[\mathrm{H}^+]) e afirma um degrau como fator; ou fornece “log⁡2=0,30\log 2 = 0{,}30 e log⁡3=0,48\log 3 = 0{,}48” e pede um número que só se alcança fatorando. O protocolo:

  1. Iguale bases antes de chamar o log. 20,0032h=42^{0{,}0032h} = 4 não precisa de logaritmo. Só quando as bases não conversam (1,11t=21{,}11^t = 2, e0,2t=3e^{0{,}2t} = 3) o log entra.
  2. Sanduíche primeiro, em item de julgamento. “log⁡200\log 200 está entre 2 e 3?” se decide com 100<200<1000100 < 200 < 1000. “2x=1002^x = 100, então 6<x<76 < x < 7?” se decide com 64<100<12864 < 100 < 128. Muitos itens do tipo A não pedem o valor, pedem a posição.
  3. Trate a constante impressa como mapa. ln⁡2=0,7\ln 2 = 0{,}7, log⁡23=1,58\log_2 3 = 1{,}58, ln⁡17−ln⁡16\ln 17 - \ln 16: a constante indica a fatoração que a banca espera. Se a sua conta não a usou, a rota está errada.
  4. Fatore o logaritmando. log⁡72=3log⁡2+2log⁡3\log 72 = 3\log 2 + 2\log 3; log⁡5=1−log⁡2\log 5 = 1 - \log 2; log⁡99=2log⁡3+log⁡11\log 99 = 2\log 3 + \log 11. A tabela da prova só tem primos pequenos.
  5. Domínio antes, descarte depois. Toda equação logarítmica devolve candidatos; só os que respeitam x>0x > 0 (ou x−1>0x - 1 > 0, etc.) são soluções.
  6. Escala → fator. Antes de julgar “dobra”, “dez vezes”, “inferior a”, converta o degrau da escala no fator da grandeza e compare o exato com o limiar.
  7. Leia o gráfico pelos pontos certos. Numa curva logarítmica, o cruzamento com o eixo xx é x=1x = 1, e o ponto onde y=1y = 1 revela a base. Num eixo em escala log, uma reta é uma exponencial, e “estabilizar” exige um patamar que uma exponencial sobre um logaritmo nunca alcança (PAS 2 2018: população ∝e0,005t\propto e^{0{,}005t} sobre área ∝ln⁡t\propto \ln t não estabiliza).

Os erros que a banca já transformou em item

  • Log de soma. log⁡2(8+8)=4\log_2(8 + 8) = 4, não 6. Não há propriedade para soma nem para diferença.
  • log⁡b(x2)\log_b(x^2) contra (log⁡bx)2(\log_b x)^2. O primeiro é 2log⁡b∣x∣2\log_b|x|; o segundo, o quadrado do resultado. Teste com 1 000: 6 contra 9.
  • Base esquecida. log⁡100=2\log 100 = 2 é base 10; ln⁡100≈4,6\ln 100 \approx 4{,}6 é base ee; log⁡2100≈6,6\log_2 100 \approx 6{,}6. Sem base escrita, é 10. Nos modelos com ee, é ln⁡\ln que desfaz o expoente, e a banca imprime ln⁡\ln, não log⁡\log.
  • Logaritmando negativo aceito. log⁡2(x−3)\log_2(x - 3) com x=1x = 1 não é “log⁡2(−2)=\log_2(-2) = algum número”: não existe. Raiz fora do domínio é descartada, não “resposta negativa”.
  • “Dobrar o valor dobra o log”. log⁡200≈2,30\log 200 \approx 2{,}30 e log⁡400≈2,60\log 400 \approx 2{,}60: dobrar o número soma log⁡2≈0,30\log 2 \approx 0{,}30, não dobra o logaritmo. É a mesma confusão que faz alguém achar que 80 dB é “o dobro” de 40 dB.
  • Contar algarismos em vez de zeros. log⁡1000=3\log 1000 = 3 (três fatores de 10), não 4. Ao contrário, um número com log⁡\log entre 30 e 31 tem 31 algarismos, não 30.
  • Inverter o sentido na base errada. log⁡1/2x>3\log_{1/2} x > 3 dá x<1/8x < 1/8 (e x>0x > 0), porque a função de base entre 0 e 1 é decrescente. Quem mantém o sentido acha x>1/8x > 1/8.
  • Amplitude por energia na Richter. +1+1 na magnitude é amplitude ×10\times 10; em energia, ×32\times 32. O item “uma unidade a mais multiplica por 10 a energia liberada” é Errado.
  • Arredondar antes da hora. Com log⁡2=0,301\log 2 = 0{,}301 e log⁡3=0,477\log 3 = 0{,}477, o item 2015/83 dá 108,57108{,}57 dB: quem usa 0,30{,}3 e 0,50{,}5 acha 109109 e, no tipo B, marca errado. Carregue as casas fornecidas até o fim e só então despreze a parte fracionária.
  • Ler decaimento como logaritmo. Uma massa que decai não é “função logaritmo M0log⁡(kt)M_0\log(kt)” (PAS 2 2011, item 46, Errado): a função logarítmica cresce sem teto e é negativa para kt<1kt < 1; o decaimento é exponencial, M0e−ktM_0 e^{-kt}, positivo e decrescente.

O essencial em meia página

  • Definição: log⁡by=x  ⟺  bx=y\log_b y = x \iff b^x = y, com b>0b > 0, b≠1b \neq 1 e y>0y > 0. Logaritmo é o expoente; é a tabela de potências lida ao contrário.
  • Consequências: log⁡b1=0\log_b 1 = 0, log⁡bb=1\log_b b = 1, log⁡bbk=k\log_b b^k = k, blog⁡bx=xb^{\log_b x} = x; entre 0 e 1 o log é negativo. Sanduíche entre potências vizinhas localiza qualquer log sem tabela.
  • Propriedades (das potências): log⁡b(xy)=log⁡bx+log⁡by\log_b(xy) = \log_b x + \log_b y; log⁡b(x/y)=log⁡bx−log⁡by\log_b(x/y) = \log_b x - \log_b y; log⁡bxk=klog⁡bx\log_b x^k = k\log_b x; log⁡bx=log⁡cxlog⁡cb\log_b x = \dfrac{\log_c x}{\log_c b}. Nada para soma. Log de PG é PA.
  • Bases: log⁡\log é base 10 (conta fatores de 10; pH, dB, Richter); ln⁡\ln é base e≈2,718e \approx 2{,}718 (modelos ekte^{kt}; meia-vida T=ln⁡2/kT = \ln 2 / k). Valores: log⁡2≈0,30\log 2 \approx 0{,}30, log⁡3≈0,48\log 3 \approx 0{,}48, ln⁡2≈0,69\ln 2 \approx 0{,}69; a prova imprime os que usa.
  • Equação exponencial com bases que não conversam: log nos dois lados, expoente desce, x=log⁡y/log⁡bx = \log y / \log b. Bases que conversam: iguale expoentes, sem log.
  • Equação logarítmica: domínio primeiro, junte num só log, volte à exponencial, descarte o que está fora do domínio. Inequação: base >1> 1 mantém o sentido; base entre 0 e 1 inverte.
  • Função log⁡bx\log_b x: inversa de bxb^x, espelho na reta y=xy = x; domínio x>0x > 0, imagem R\mathbb{R}, passa por (1,0)(1, 0) e (b,1)(b, 1), assíntota vertical x=0x = 0, crescente se b>1b > 1; multiplicar xx por bb soma 1 a yy.
  • Escalas: +1+1 na escala =×= \times fator. pH: ×10\times 10 em [H+][\mathrm{H}^+] por unidade a menos. Decibéis: +10+10 dB =×10= \times 10. Richter: +1=×10+1 = \times 10 em amplitude, ×32\times 32 em energia. C-14: meia-vida 5 730 anos, (1/2)t/5730(1/2)^{t/5730}. Escala não é grandeza: traduza o degrau em fator antes de julgar.
  • Eixo em escala log: exponencial vira reta; a inclinação é o log do fator.

Exercícios temporariamente indisponíveis

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Flashcards temporariamente indisponíveis

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Logaritmo: definição – Aula 2
Gis com Giz · 13:18
Introdução. Define o logaritmo a partir da potência (logaritmando, base e resultado), impõe as condições de existência (logaritmando maior que zero, base maior que zero e diferente de 1) e calcula logaritmos simples passando à forma exponencial: é a seção “A pergunta feita ao contrário: que expoente?” e a seção “Quando o logaritmo existe” em aula, para quem parte das potências.
Função Logarítmica e Gráfico (Aula 11 de 14)
Professor Ferretto | ENEM e Vestibulares · 28:31
Aprofundamento. Define a função logarítmica, constrói o gráfico ponto a ponto para base maior que 1 e base entre 0 e 1 e determina a inversa, mostrando a relação com a exponencial: é a seção “A função logarítmica é a exponencial vista no espelho”, com domínio, assíntota vertical, monotonia e a simetria em y=xy = x.
pH e Escala Logarítmica
Professor Viégas · 10:27
Aplicação. Calcula o pH de duas soluções a partir da concentração de íons hidrogênio usando as propriedades do logaritmo (suco de limão com [H+]=10−3[\mathrm{H}^+] = 10^{-3} e uma amostra de chuva com concentração que não é potência exata de 10), e depois mostra medições reais de pH de alimentos: é a parte do pH da seção “As escalas logarítmicas” com a conta aberta e o fenômeno na bancada.
Logaritmo no ENEM | Questões resolvidas
Escola de Números com Thyago Araujo · 30:39
Resolução. Itens reais do ENEM sobre logaritmo e função logarítmica (entre eles o da Lei de Zipf, de 2021) resolvidos em ritmo de prova, com fatoração do logaritmando e uso das constantes fornecidas: é o trabalho das seções “Equações exponenciais que só fecham com logaritmo” e “Ler o item como a banca escreve”.
Rota PAS 1
Exponencial, logaritmo e PG: o crescimento que a intuição não vê · PAS 1

Fontes desta página

Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.

  • Rota PAS 1 — Exponencial, logaritmo e PG: o crescimento que a intuição não vê · Logaritmo: a pergunta feita ao contrário (definição, tabela de símbolos, exemplo do milhão, regra do 70, os três jeitos de a banca cobrar, armadilha do log de soma, checagem log 200); Escalas logarítmicas: pH, Richter, decibéis e carbono-14 (tabela das quatro escalas, sussurro × show, régua logarítmica, armadilha escala não é grandeza, checagem Richter); Resolvido Calagem no Cerrado; exercícios N1 item 4, N2 itens 13 e 14, N3 itens 17 e 18; treino T15 a T17 e T19; Síntese

    Recorte por assunto: só o logaritmo e a função logarítmica. A exponencial entra como ponte (a pergunta 'quanto haverá' contra a pergunta 'quando'); PG, juros compostos e os modelos exponenciais têm páginas próprias. Acrescentados ao recorte do capítulo: demonstração das quatro propriedades a partir das potências, mudança de base, logaritmo natural e o número e, anatomia do gráfico da função logarítmica e a simetria em y = x, equações e inequações logarítmicas com domínio, leitura de eixos em escala log, ordens de grandeza e número de algarismos, erros comuns com contraexemplos numéricos.

  • Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe) · PAS 1: 2016 (item 73, Física). PAS 2: 2009 (itens 104 e 105), 2011 (itens 46 e 50), 2012 (item 84), 2015 (itens 82, 83 e 94), 2016 (item 32), 2017 (item 85, transcrito da imagem de utils/material/PAS/provas/2017-PAS2-Prova.pdf, p. 11), 2018 (itens 62, 90 e 91), 2019 (item 105), 2021 (item 96), 2022 (item 96), 2023 (itens 62, 107 e 110). PAS 3: 2022 (item 72, Química)

    Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos nos arquivos GAB e em utils/material/PAS/pesquisa/classificacao[-pasN]/AAAA.json. Fórmulas perdidas na extração (2015/94, 2023/107, 2011/50, 2009/104) conferidas na imagem do caderno em utils/material/PAS/provas/. Os itens de Química (2018/62, 2023/110, PAS 3 2022/72) e de Física (2015/82, 2016/73) foram mantidos porque a conta é a da escala logarítmica; recebem o nó de Matemática e o texto-base declara a origem. Os itens 2016/32, 2012/84, 2023/62, 2021/96, 2022/96 e 2019/105 são reutilizados por GUID da página de função exponencial.