Geradores e receptores elétricos
Guia de estudo · Revisado em 17/09/2026
A bateria do carro marca 12 V no voltímetro, acende o painel e o rádio, mas o motor de partida só faz um estalo. A pilha da gaveta acende o LED da lanterna e não move o carrinho. Nos dois casos a fonte ainda tem a tensão da etiqueta quando ninguém pede corrente e a perde justamente quando a corrente cresce. O que há dentro de uma pilha ou de uma bateria que faz a tensão cair sob carga, quanto da energia gerada chega de fato ao aparelho, e por que o mesmo motor que consome energia se comporta como um resistor quando trava?
O que você vai aprender
- Definir força eletromotriz como a energia não elétrica convertida em elétrica por unidade de carga que atravessa o gerador (ε = W/q, em volts) e distinguir a fem da tensão medida nos terminais.
- Explicar a origem da resistência interna (eletrólito, eletrodos, contatos, enrolamentos) e escrever a equação do gerador U = ε − ri, com os casos limites do circuito aberto (U = ε) e do curto-circuito (i_cc = ε/r).
- Ler e construir a curva característica U × i de um gerador: intercepto ε no eixo das tensões, inclinação −r e corrente de curto-circuito no eixo das correntes; obter ε e r a partir de duas leituras de voltímetro e amperímetro.
- Fazer o balanço de potência do gerador (P_gerada = εi, P_dissipada = ri², P_útil = Ui) e calcular o rendimento η = U/ε = R/(R + r).
- Demonstrar que a potência transferida ao circuito externo é máxima quando R = r, com P_max = ε²/(4r) e rendimento de 50 %, e distinguir potência máxima de rendimento máximo.
- Caracterizar o receptor pela força contraeletromotriz ε′ e pela resistência interna r′ (U = ε′ + r′i), fazer seu balanço de potência (P_consumida = Ui, P_útil = ε′i, P_dissipada = r′i²) e seu rendimento η = ε′/U; reconhecer o motor travado e a bateria em carga como casos particulares.
- Resolver circuitos de uma malha com gerador, receptor e resistores pela lei de Pouillet, i = Σε/ΣR, incluindo todas as resistências internas, e verificar o resultado pela soma das tensões na volta completa.
- Associar geradores em série (fems e resistências internas se somam) e geradores iguais em paralelo (mesma fem, resistência interna dividida, capacidade em ampère-hora somada) e prever a tensão e a autonomia de cada arranjo.
- Usar corretamente amperímetro (em série, resistência interna pequena) e voltímetro (em paralelo, resistência interna grande), reconhecer o que cada um lê nos terminais de uma pilha com e sem carga e estimar o erro introduzido por um medidor real.
- Aplicar o modelo do gerador real à bateria de automóvel na partida, ao banco de baterias, ao carregador de celular como receptor, à pilha fraca que acende o LED mas não move o motor e, qualitativamente, à curva característica de um painel solar.
- Resolver os itens reais do PAS/UnB sobre o assunto (fem em circuito aberto e potência máxima de 2011, diodo retificador de 2011, motor real do bonde de 2017, gerador de 12 V com resistência interna de 2 Ω de 2013, bateria de lítio de 2020, pilhas do rádio de 2021, baterias em paralelo de 2023 e amperímetro de 2008), evitando os erros de tratar a fem como tensão nos terminais, trocar o sinal de r′i no receptor, confundir os rendimentos e esquecer r ao somar as resistências da malha.
Quem já ficou com o carro parado numa manhã fria conhece a cena. A chave gira, o painel acende, o rádio toca, e o motor de partida responde com um estalo seco e um zumbido curto. O voltímetro do painel marcava 12 V um segundo antes. A bateria não está “sem energia”: ela acende tudo o que pede pouca corrente e falha exatamente no único aparelho que pede muita, o motor de partida, que puxa 150 A ou 200 A por alguns segundos. O mesmo acontece com a pilha esquecida na gaveta: acende o LED da lanterna, que precisa de 20 mA, e não move o carrinho de brinquedo, que precisa de 1 A. Nos dois casos a fonte tem a tensão da etiqueta enquanto ninguém pede corrente e a perde quando a corrente cresce. O responsável é uma resistência que mora dentro da própria fonte, no eletrólito, nos eletrodos, nos contatos, e que come uma parte da tensão a cada ampère fornecido. Toda pilha, bateria, dínamo ou painel solar de verdade carrega essa resistência interna, e é ela que separa o gerador dos livros, com tensão fixa, do gerador que existe.
Esta é a página do gerador real e do seu par, o receptor. Ela define a força eletromotriz como energia por carga, deduz a equação , ensina a ler a curva característica com seu intercepto e sua inclinação, faz o balanço de potência do gerador e do receptor, demonstra em que condição a potência entregue ao circuito é máxima e por que esse ponto não é o de melhor rendimento, resolve circuitos de uma malha com gerador, receptor e resistores pela lei de Pouillet, compara pilhas em série e em paralelo, e explica o que um amperímetro e um voltímetro reais fazem com o circuito que medem. No PAS/UnB o assunto é da 3.ª etapa: a fem em circuito aberto e a potência máxima (2011, itens 56 e 65), o motor real do bonde (2017, item 91), o gerador de 12 V com resistência interna de 2 Ω ligado a um termômetro (2013, item 110), a bateria de lítio de 20 V e 1 Ω (2020, itens 111 e 112), as pilhas do rádio em série e em paralelo (2021, itens 85 a 87), as baterias de 4 V em paralelo (2023, item 95) e o amperímetro de resistência infinita (2008, item 70). A página pressupõe a corrente elétrica, a resistência elétrica e as leis de Ohm, a associação de resistores e a potência elétrica. Circuitos com duas ou mais malhas e sistemas de equações ficam na página de leis de Kirchhoff, em construção; o capacitor ligado ao circuito, na de capacitores; de onde vem a energia que as usinas geram, em geração de energia elétrica.
Força eletromotriz é energia por carga, não força
Um resistor só sabe fazer uma coisa com a energia elétrica: transformá-la em calor. Se um circuito tivesse só resistores e fios, a corrente pararia no primeiro instante, porque nada reporia a energia que os elétrons perdem nas colisões. O que mantém a corrente é um dispositivo que faz o caminho inverso, converte alguma outra forma de energia em energia elétrica e a entrega às cargas: é o gerador. Na pilha e na bateria, a energia é química, liberada pelas reações nos eletrodos. No dínamo e no alternador, é mecânica, vinda do eixo que gira. No painel solar, é a luz. Na termopilha, o calor. O nome “gerador” é da eletrodinâmica e não tem a ver com tamanho: uma pilha AA e a usina de Itaipu são geradores no mesmo sentido, dispositivos que elevam a energia potencial das cargas que os atravessam.
A grandeza que mede essa capacidade é a força eletromotriz, escrita e abreviada fem. Apesar do nome, herdado do século XIX, ela não é uma força: é a energia não elétrica convertida em elétrica por unidade de carga que atravessa o gerador,
e por isso se mede em volts, joule por coulomb, como qualquer diferença de potencial. Uma pilha de 1,5 V entrega 1,5 J a cada coulomb que passa por dentro dela; uma bateria de carro de 12 V, 12 J por coulomb. Como a corrente é carga por segundo, a potência que o gerador converte é
energia por carga vezes carga por segundo. É a mesma conta da página de potência elétrica, com a fem no lugar da tensão, e vale para qualquer gerador, químico, mecânico ou fotovoltaico.
é a energia não elétrica convertida em energia elétrica por unidade de carga que atravessa o gerador: , em volts. Dentro do gerador, a corrente convencional vai do polo negativo para o polo positivo, subindo o potencial; fora dele, no circuito externo, vai do positivo para o negativo, descendo. A potência convertida é . A fem é uma propriedade do gerador (da química da pilha, do campo e da rotação do dínamo), não do circuito ligado a ele; a tensão nos terminais , ao contrário, depende da corrente que o circuito pede.
Nos esquemas, o gerador aparece como duas barras paralelas, a longa e fina para o polo positivo e a curta e grossa para o negativo, e a fem ao lado. O sentido da corrente dentro dele é o que mais confunde quem começa: no circuito externo a corrente convencional sai do polo positivo, atravessa os resistores e volta ao negativo, descendo o potencial a cada resistor; dentro do gerador ela vai do negativo para o positivo, contra o que faria sozinha, e é justamente aí que a energia química ou mecânica é gasta para empurrá-la ladeira acima. Um gerador é uma bomba de carga, e a fem é a altura que a bomba consegue erguer cada coulomb.
| gerador | fem típica | de onde vem a energia |
|---|---|---|
| pilha alcalina AA | 1,5 V | reação zinco–dióxido de manganês |
| célula de íons de lítio | 3,6 a 4,2 V | intercalação de lítio entre os eletrodos |
| bateria de carro (6 células de chumbo-ácido) | 12,6 V | reação chumbo–ácido sulfúrico |
| célula fotovoltaica de silício | 0,5 a 0,6 V | luz absorvida na junção |
| alternador de automóvel | 13 a 14 V (retificados) | rotação do motor via correia |
| gerador de hidrelétrica | 13,8 kV a 25 kV | queda d’água na turbina |
Em potência elétrica apareceu o item 61 da 3.ª etapa de 2011, em que uma bateria de 12 V fornece 4 A por 5 minutos e diminui sua energia química em J. Essa é a fem em ação: 12 J por coulomb, 1 200 C em cinco minutos, 14,4 kJ retirados da química da bateria. Repare que a conta usou a fem como se toda ela chegasse ao circuito. Se a bateria fosse real, uma fração desses 14,4 kJ nem sairia dela.
A resistência interna e a equação do gerador
Dentro de uma pilha, a corrente atravessa o eletrólito, uma pasta ou um líquido condutor bem pior do que o cobre; atravessa os eletrodos, porosos e de metais pouco condutores; passa pelos contatos entre as peças. Dentro de um dínamo, atravessa metros de fio enrolado. Tudo isso tem resistência, e a soma se chama resistência interna, . Ela não é um componente separado que alguém colocou lá; é a resistência do próprio caminho da corrente dentro da fonte. Numa pilha AA nova, fica em torno de 0,15 a 0,3 Ω; numa bateria de carro nova, em alguns milésimos de ohm; numa pilha gasta, cresce para vários ohms, porque os reagentes se esgotam e o eletrólito seca.
O efeito de segue de um balanço de energia. Cada coulomb que atravessa o gerador ganha joules da conversão e perde joules em calor na resistência interna (é a lei de Ohm aplicada ao trecho interno: tensão ). O que sobra para o circuito externo, por coulomb, é a tensão entre os terminais:
é a tensão entre os terminais (o que um voltímetro ligado a eles mede), a fem, a resistência interna e a corrente que o gerador fornece. Dois casos limites:
- Circuito aberto (): . A fem só aparece pura sem corrente; é o que o voltímetro lê numa pilha solta na bancada.
- Curto-circuito (, terminais ligados por um fio ideal): a corrente é a máxima que o gerador consegue dar, .
Num circuito de uma malha com resistência externa , a corrente é e a tensão nos terminais é : as duas expressões de , a do gerador () e a do resistor (), dão o mesmo número, e é isso que fecha a malha.
Volte ao carro. Uma bateria de 12,6 V com Ω alimentando o painel e o rádio, uns 5 A, perde V: o voltímetro marca 12,55 V, nem se nota. Na partida, o motor pede 200 A e a queda interna é V: os terminais caem para 10,6 V, as luzes do painel diminuem por um instante e o motor gira. Agora envelheça a bateria até Ω. Com 5 A, a queda é 0,25 V, e nada muda para o rádio. Com 200 A, a queda seria 10 V, sobrariam 2,6 V para o motor de partida, e ele não gira; a corrente real fica bem menor que 200 A, o estalo é o solenoide fechando e a partida falhando. A bateria “está com 12 V” e está morta para o único aparelho que importa. A pilha da gaveta é o mesmo caso em miniatura: com V e Ω, ela entrega ao LED (20 mA) uma tensão V, suficiente; ao motor do carrinho, que pediria 1 A, ela só consegue dar A se o motor tiver 1 Ω, e o motor não vence o atrito.
A etiqueta traz a fem, e a fem é a tensão em circuito aberto. Assim que a corrente circula, a tensão nos terminais é , sempre menor do que a etiqueta, e menor quanto maior a corrente. Um item que diga que “a diferença de potencial entre os terminais de um gerador real é igual à sua força eletromotriz” só está certo se completar “quando não há corrente”; foi exatamente essa a redação do item 56 da 3.ª etapa de 2011, gabarito certo. Sem essa condição, o item estaria errado.
Uma consequência que a prova gosta: o gerador ideal é o caso . Ele impõe a fem entre os terminais aconteça o que acontecer no resto do circuito, e a corrente que fornece é decidida pela resistência externa, sem limite. É o modelo usado sempre que o enunciado diz “bateria ideal” ou “sem resistência interna”, como a bateria de 24 V das dezesseis lâmpadas de 2023 ou a fonte de 7 V do bloco de 2025. Quando o enunciado dá a resistência interna, ela entra na malha como um resistor a mais, em série com a fem, e esquecê-la é o erro mais comum do assunto.
A curva característica: uma reta que conta ε, r e a corrente de curto
A equação é a de uma reta, com no eixo vertical e no horizontal. É a curva característica do gerador, e cada elemento da reta tem um significado físico.
- O intercepto no eixo das tensões é : a tensão com corrente zero.
- A inclinação é : cada ampère a mais derruba a tensão em volts. Reta mais inclinada, gerador com mais resistência interna, pior sob carga.
- O intercepto no eixo das correntes é a corrente de curto-circuito, : a corrente que zera a tensão nos terminais.
Como a reta é definida por dois pontos, dois pares medidos bastam para obter tudo. Suponha que uma pilha marque 1,50 V em circuito aberto e 1,20 V quando fornece 0,60 A. O intercepto dá V; a inclinação dá Ω; a corrente de curto é A. Se os dois pontos medidos não incluem o circuito aberto, a conta é a mesma com duas equações: com e , a diferença dá e depois .
No gráfico , o eixo vertical é tensão e o horizontal é corrente. Quem inverte lê a inclinação como e troca fem por corrente de curto. Confira sempre pelas unidades: o intercepto em volts é a fem; o intercepto em ampères é . E lembre que a reta do gerador desce: uma reta que sobe com a corrente é a curva característica de um receptor, assunto de uma seção adiante.
A pilha gasta tem uma curva reveladora. Sua fem quase não muda com o uso, porque ela depende da química dos eletrodos; o que cresce é . A reta parte do mesmo intercepto e fica cada vez mais inclinada: a mesma tensão em aberto e uma tensão muito menor sob carga. Por isso medir a tensão de uma pilha solta com o voltímetro não diz se ela está boa: uma pilha que marca 1,45 V em aberto pode marcar 0,9 V dentro do brinquedo. Os testadores de pilha decentes fazem a medição com uma carga ligada, isto é, medem um ponto da reta longe do intercepto.
Potência e rendimento do gerador: quem fica com quanto
A equação vira um balanço de potência quando se multiplica tudo pela corrente:
O lado esquerdo é a potência gerada (ou total), a taxa em que o gerador converte energia química ou mecânica em elétrica. O primeiro termo da direita é a potência útil, entregue ao circuito externo pelos terminais. O segundo é a potência dissipada na resistência interna, o calor que esquenta a pilha em uso. A energia se conserva: o que é gerado ou sai pelos terminais ou vira calor dentro.
O rendimento é a fração da potência gerada que chega ao circuito:
A última forma vale para um resistor ligado ao gerador: o rendimento é a fração da resistência total que está fora do gerador. Rendimento alto pede , isto é, corrente pequena diante da corrente de curto.
Um exemplo completo. Uma bateria de V e Ω alimenta um resistor de 5 Ω. A corrente é A. A tensão nos terminais é V, e também V pelo resistor: a malha fecha. Potência gerada: W. Potência útil: W, ou W. Potência dissipada dentro: W. Soma: W. Rendimento: , ou , o mesmo número. Dos 24 J que a bateria converte por segundo, 20 J chegam ao resistor e 4 J esquentam a própria bateria.
A prova cobrou o balanço com um gerador de 12 V e Ω ligado a um termômetro de resistência, no item 110 da 3.ª etapa de 2013. O gráfico do caderno mostrava a resistência do termômetro crescendo linearmente com a temperatura, de 1 Ω a 0 °C até 21 Ω a 20 °C, um ohm por grau; a 19 °C, então, Ω. A corrente é A, e a potência total fornecida pelo gerador é W, entre 6 W e 7 W, gabarito B. Quem esqueceu a resistência interna calculou A e W, caiu na opção C; quem usou com achou a potência útil, W, e caiu na A. O item testa se o candidato sabe que “potência total do gerador” é e que entra na corrente.
Uma pilha em uso pesado fica morna, e um celular carregando rápido fica quente: é a potência na resistência interna. Uma célula de lítio com Ω descarregando a 3 A dissipa W dentro dela; a 6 A, quatro vezes mais, 1,8 W. Por isso descargas rápidas aquecem mais que proporcionalmente, e por isso baterias de carro elétrico têm refrigeração: a perda interna cresce com o quadrado da corrente, como a perda numa linha de transmissão.
A potência máxima é entregue quando R = r, e isso não é o melhor rendimento
Volte à bateria de 12 V e 1 Ω e varie o resistor. Com Ω, a potência útil foi 20 W. Com Ω, igual a : A e W, mais. Com Ω: A e W, já caiu. Com , curto-circuito: 12 A de corrente e potência útil zero, porque ; todos os 144 W gerados viram calor dentro da bateria. Com , circuito aberto, corrente zero e potência zero. Entre os dois zeros há um máximo, e ele fica em .
A demonstração é curta. A potência útil em função de é
Escreva o denominador como . Então
e a fração da direita é no máximo 1, quando , ou seja, . Logo
Para a bateria de 12 V e 1 Ω: W, com 6 A e 6 V nos terminais, os números encontrados acima. Em função da corrente, é uma parábola com concavidade para baixo, zero em e em , e vértice no meio, .
A potência entregue por um gerador de fem e resistência interna a um resistor é máxima quando , e vale
Nesse ponto a corrente é metade da de curto-circuito, a tensão nos terminais é metade da fem e o rendimento é 50 %: metade da potência gerada vira calor dentro do gerador. Para os dois lados de a potência útil diminui.
São dois pontos diferentes da curva. O rendimento cresce sem parar com e se aproxima de 100 % quando , mas aí a potência útil é pequena, porque a corrente é pequena. A potência útil é máxima em , onde . O item 65 da 3.ª etapa de 2011 afirmava que a potência fornecida pela fonte a uma resistência “é máxima quando o valor da resistência é o dobro do valor da resistência interna”: errado, é quando os dois são iguais. Na prática de engenharia, a escolha depende do objetivo: um amplificador que alimenta um alto-falante quer potência máxima e casa as impedâncias; uma rede elétrica quer rendimento e opera com , muito longe do ponto de potência máxima.
Uma leitura que vale guardar: no ponto de potência máxima o gerador está trabalhando a meia tensão e meia corrente de curto, e dissipando dentro de si tanto quanto entrega. Nenhuma pilha comercial é projetada para operar aí; os aparelhos são feitos para puxar correntes bem menores que , na região de rendimento alto. A condição aparece em telecomunicações e áudio, onde o que importa é extrair o máximo sinal de uma fonte fraca, e a energia perdida não custa nada.
Exercícios temporariamente indisponíveis
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Flashcards temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar os cartões de revisão.
Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
- Rota PAS 3 — Circuitos elétricos: da tomada às leis de Kirchhoff · Geradores reais, medidores e o capacitor no circuito (pilha fraca e bateria velha do carro; conceito U = ε − ri, circuito aberto, curto-circuito, i = ε/(r + R), potência máxima em R = r, pilhas em série e em paralelo, amperímetro e voltímetro; tabela ε, r, U, i_cc; exemplo-guia da bateria de 12 V e 1 Ω com 5 Ω, 1 Ω e 0,5 Ω; itens 2011/56 e 65, 2017/91, 2020/111, 2023/95 e 2008/70; armadilha 'a fem não é a tensão da bateria em uso'; checagem do amperímetro em série); Leia como na prova: o bloco dos circuitos da UFPR (fonte ideal impõe a fem entre os terminais, item 2025/89); Como a banca cobra (histórico 'Gerador real, pilhas, medidores e capacitor', item 2020/112 resolvido, 2013/110 e 2021/85–87 no inventário); Resolvidos no formato da prova (malha com duas fontes em oposição, item tipo B); Banco de treino (T13, T14, T19)
Recorte por assunto: esta página cobre o gerador real (fem, resistência interna, equação, curva característica, curto-circuito), o balanço de potência e o rendimento do gerador, a potência máxima transferida, o receptor (força contraeletromotriz, equação, potência e rendimento, motor travado, bateria em carga), o circuito de uma malha pela lei de Pouillet, a associação de geradores, os medidores reais e as aplicações (bateria de carro, banco de baterias, carregador, pilha fraca, painel solar). O capacitor no circuito fica em capacitores; malhas com duas ou mais fontes e sistemas lineares ficam em leis de Kirchhoff; Galvani e Volta ficam em história da eletricidade; série e paralelo de resistores entram só como ferramenta. A página acrescenta, ausentes do capítulo, a definição de fem como energia por carga, a dedução de U = ε − ri por balanço de energia, a curva característica com intercepto e inclinação, a demonstração de P_max em R = r com η = 50 %, o receptor com U = ε′ + r′i e seu rendimento, a lei de Pouillet, a medição de ε e r com dois pontos, o erro do medidor real, a bateria do carro na partida e a curva do painel solar.
- Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cebraspe) · PAS 3 2011 (itens 56 e 63, caderno Metropolitan p. 14, texto-base do museu virtual de máquinas eletromagnéticas e figura do diodo retificador; item 65, p. 15, bloco dos circuitos magnéticos); 2013 (item 110, caderno Próton p. 15, gráfico R × T do termômetro de resistência); 2017 (item 91, caderno Liberdade p. 14, figuras I a III do bonde; texto extraído cifrado, item transcrito da imagem); 2020 (itens 111 e 112, Parte 2 p. 11, figura da bateria de lítio de 20 V e 1 Ω com R1, R2 e R); 2021 (itens 85 a 87, Parte 2 p. 10, figura dos circuitos I e II do rádio a pilha); 2023 (item 95, p. 12, texto-base das baterias de íons de lítio de Yoshino)
Itens reproduzidos verbatim dos cadernos em texto e conferidos na imagem dos PDFs em utils/material/PAS/provas/ rasterizados a 130 dpi, figuras a 300 dpi; gabaritos conferidos nos arquivos GAB (2011: 56 C, 63 A, 65 E; 2013: 110 B; 2017: 91 C; 2020: 111 E, 112 = 009; 2021: 85 C, 86 E, 87 D; 2023: 95 E) e em utils/material/PAS/pesquisa/classificacao-pas3/AAAA.json. O caderno de 2013 grafa 'força eletromatriz' (mantido, com sic na resolução). As figuras impressas foram descritas em texto neutro nos enunciados, nomeando todos os rótulos e a topologia. O item 2008/70 (amperímetro de resistência infinita) já existe no banco do Hub pela página de corrente elétrica e é reutilizado pelo GUID.