Distâncias na geometria analítica

Guia de estudo · Revisado em 04/10/2026

Em 2025, a prova do PAS 3 pôs um canavial sobre um plano em metros, chamou de r: 3x + 4y = 800 o eixo de uma estrada e afirmou que a distância mínima do ponto P(500, 30) até ela passava de 200 m; em 2015, deu os quatro vértices de um terreno e afirmou que a diagonal AC era maior que a BD, quando o desenho dizia o contrário da conta; em 2024, pediu em metros, vezes dez, a distância do ponto B(3, 0) ao segmento que liga A(−3, 0) a D(0, 12) na fachada do Itamaraty. Em todos, a pergunta é a mesma: qual é o menor caminho entre dois objetos do plano, e como calculá-lo só com os números das coordenadas?

O que você vai aprender

  • Calcular a distância entre dois pontos como a hipotenusa do triângulo retângulo formado pelas diferenças de coordenadas, reconhecer os casos horizontal e vertical (módulo de uma diferença) e explicar por que a ordem dos pontos não altera o resultado.
  • Comparar duas distâncias, ou uma distância com um limiar, pelos quadrados, sem extrair raízes, e ler com rigor os adjetivos do enunciado (superior, inferior, pelo menos, no máximo).
  • Usar o ponto médio e o baricentro como aplicações da leitura de coordenadas e verificar, por distâncias, que um ponto é equidistante dos extremos.
  • Medir perímetros e classificar triângulos e quadriláteros pelos comprimentos dos lados e das diagonais calculados a partir dos vértices (isósceles, equilátero, retângulo pela recíproca de Pitágoras, paralelogramo, losango, retângulo).
  • Deduzir a fórmula da distância de um ponto a uma reta pela projeção sobre a perpendicular, escrevê-la a partir da forma geral ax + by + c = 0 e explicar o papel do módulo e do denominador.
  • Distinguir a distância a uma reta da distância a um segmento, localizando o pé da perpendicular e trocando-o pelo extremo mais próximo quando ele cai fora do segmento.
  • Calcular a distância entre duas retas paralelas pela diferença dos termos independentes, depois de igualar os coeficientes de x e y, e reconhecer que retas concorrentes têm distância zero.
  • Descrever a mediatriz de um segmento e as bissetrizes de duas retas como lugares geométricos de equidistância e obter suas equações igualando distâncias.
  • Ler coordenadas em figuras com escala e converter unidades (centímetros, metros, decâmetros, quilômetros) antes de responder, sobretudo nos itens de resposta numérica.

Em 2024, a prova do PAS 3 colocou a fachada do Palácio do Itamaraty sobre um plano em metros, marcou A(−3,0)A(-3, 0), B(3,0)B(3, 0), C(0,9)C(0, 9), D(0,12)D(0, 12), E(−3,9)E(-3, 9) e F(3,9)F(3, 9) e pediu, em metros e multiplicada por dez, a distância entre o ponto BB e o segmento que liga AA a DD, oferecendo 17≈4,12\sqrt{17} \approx 4{,}12 como ajuda. Um ano depois, o canavial: a reta r ⁣:3x+4y=800r\colon 3x + 4y = 800 era o eixo de uma estrada, e o item afirmava que a distância mínima de P(500,30)P(500, 30) até ela passava de 200 m. Em 2015, um terreno com os vértices A(−2,6)A(-2, 6), B(8,8)B(8, 8), C(10,−3)C(10, -3) e D(−5,−2)D(-5, -2) veio desenhado de um jeito que fazia a diagonal ACAC parecer a maior, e o item afirmava exatamente isso. Nos três casos a banca não quer que o candidato meça com régua: quer que ele transforme “quanto falta para chegar” numa conta com as coordenadas. Qual é o menor caminho entre dois objetos do plano, e como calculá-lo só com números?

Esta página responde a essa pergunta em camadas. Primeiro a distância entre dois pontos, que é o teorema de Pitágoras escrito com coordenadas, e o hábito que a prova mais recompensa: comparar quadrados em vez de extrair raízes. Depois as duas aplicações diretas, o ponto médio (com o baricentro) e a classificação de triângulos e quadriláteros pelos lados. Em seguida a distância de ponto a reta, com a dedução pela perpendicular, a fórmula e o cuidado com a forma geral; o caso do segmento, em que o pé da perpendicular pode cair fora; a distância entre paralelas; e os lugares geométricos que nascem de “estar à mesma distância”: mediatriz, bissetriz e a faixa em torno de uma reta. Fecham a página a leitura de coordenadas em figuras e a conversão de unidades, que decidem os itens de resposta numérica. O que já tem página própria fica só como remissão: coeficiente angular e equação da reta, paralelismo, perpendicularismo e interseção, a circunferência e a área por coordenadas.

Toda distância entre dois pontos é um Pitágoras

Marque dois pontos num papel quadriculado e ligue-os. Se você andar de um ao outro primeiro na horizontal e depois na vertical, os dois trechos formam os catetos de um triângulo retângulo, e o segmento que liga os pontos é a hipotenusa. O comprimento desse segmento é, portanto, a raiz da soma dos quadrados dos catetos, e os catetos são as diferenças das coordenadas. Não há nada mais na fórmula da distância do que o teorema de Pitágoras aplicado a esse triângulo.

Distância entre dois pontos

Para P(x1,y1)P(x_1, y_1) e Q(x2,y2)Q(x_2, y_2),

d(P,Q)=(x2−x1)2+(y2−y1)2.d(P, Q) = \sqrt{(x_2 - x_1)^2 + (y_2 - y_1)^2}.

As diferenças Δx=x2−x1\Delta x = x_2 - x_1 e Δy=y2−y1\Delta y = y_2 - y_1 são os catetos; o sinal de cada uma desaparece ao elevar ao quadrado, por isso d(P,Q)=d(Q,P)d(P, Q) = d(Q, P). A distância é sempre um número maior ou igual a zero, e vale zero só quando os pontos coincidem. Se os pontos têm a mesma abscissa, o segmento é vertical e d=∣y2−y1∣d = |y_2 - y_1|; se têm a mesma ordenada, o segmento é horizontal e d=∣x2−x1∣d = |x_2 - x_1|. A unidade da distância é a unidade dos eixos: num plano em quilômetros, a resposta sai em quilômetros.

Plano cartesiano com os pontos P(−4, 1) e Q(8, 6) ligados por um segmento. Um triângulo retângulo tracejado tem cateto horizontal de −4 a 8, marcado Δx = 12, e cateto vertical de 1 a 6, marcado Δy = 5; sobre a hipotenusa, a conta d = raiz de 144 + 25 = 13. Ao lado, um segundo par de pontos, (2, −3) e (2, 5), na mesma vertical, com a distância 8 escrita como módulo da diferença das ordenadas.
A distância é a hipotenusa do triângulo cujos catetos são as diferenças de coordenadas: de P(−4,1)P(-4, 1) a Q(8,6)Q(8, 6), Δx=12\Delta x = 12, Δy=5\Delta y = 5 e d=13d = 13. Quando uma das diferenças é zero, o triângulo degenera e a distância é o módulo da outra. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 1. Uma ambulância está em P(−4,1)P(-4, 1) e o hospital em Q(8,6)Q(8, 6), num mapa em quilômetros. Em linha reta, Δx=8−(−4)=12\Delta x = 8 - (-4) = 12 e Δy=6−1=5\Delta y = 6 - 1 = 5, logo d=144+25=169=13d = \sqrt{144 + 25} = \sqrt{169} = 13 km. Conferência: 55, 1212 e 1313 formam um terno pitagórico (25+144=16925 + 144 = 169), e inverter os pontos dá Δx=−12\Delta x = -12, Δy=−5\Delta y = -5, com os mesmos quadrados. Os ternos 33-44-55, 55-1212-1313 e 88-1515-1717 (e seus múltiplos, como 66-88-1010 e 99-1212-1515) aparecem o tempo todo nas provas, porque permitem uma distância inteira sem calculadora; reconhecê-los economiza a raiz.

Exemplo resolvido 2. Dois postes estão em (2,−3)(2, -3) e (2,5)(2, 5), em metros. Mesma abscissa: o segmento é vertical e mede ∣5−(−3)∣=8|5 - (-3)| = 8 m. A fórmula geral daria 0+64=8\sqrt{0 + 64} = 8, o mesmo valor, mas o módulo da diferença dispensa a raiz. O erro a evitar é escrever 5−(−3)5 - (-3) como 22: subtrair um número negativo é somar o seu módulo.

Quando o enunciado dá os pontos por nomes de lugares, a primeira tarefa é traduzir para números. Em 2019, o PAS 3 pôs a Estátua da Liberdade na origem de um mapa e deu, numa tabela, Ellis Island em A(12,2)A\left(\tfrac{1}{2}, 2\right), Black Tom Island em B(−2,23)B\left(-2, \tfrac{2}{3}\right) e Governors Island em C(4,0)C(4, 0). A distância de Ellis Island à estátua é OA=14+4=174=172OA = \sqrt{\tfrac{1}{4} + 4} = \sqrt{\tfrac{17}{4}} = \tfrac{\sqrt{17}}{2}; a de Governors Island é OC=4OC = 4, lida direto, porque CC está sobre o eixo xx. O que a banca fez com esses dois números está na próxima seção.

"Em linha reta" não é "pelo caminho"

O aplicativo de corrida mostra 2,3 km entre você e o restaurante, mas a distância “em linha reta” que o anúncio do imóvel informa (“a 500 m da praia”) é outra: é a hipotenusa, menor que qualquer trajeto pelas ruas. A fórmula desta página mede a segunda. Quando um item fala em “distância entre dois pontos” sem mais, é a reta; quando descreve um percurso por quarteirões, por trilhos ou por uma rodovia, a conta é outra e o enunciado avisa.

Compare quadrados, não raízes

A pergunta da prova raramente é “quanto mede”; é “mede mais que”, “é pelo menos 10% maior que”, “demora mais que a metade do tempo”. Para responder, não é preciso saber quanto vale 269\sqrt{269}: basta saber se 269269 é maior ou menor que o quadrado do outro lado da comparação. Como a função raiz quadrada é crescente, comparar duas distâncias é o mesmo que comparar os seus quadrados, e os quadrados são inteiros ou frações exatas, sem aproximação.

Comparar por $d^2$

Para distâncias d1d_1 e d2d_2 (números não negativos), d1<d2  ⟺  d12<d22d_1 < d_2 \iff d_1^2 < d_2^2. Logo:

  • d>kd > k equivale a d2>k2d^2 > k^2 (para k≥0k \geq 0): “281\sqrt{281} é superior a 5105\sqrt{10}?” vira “281>250281 > 250?”.
  • “d1d_1 é pelo menos 10%10\% maior que d2d_2” é d1≥1,1 d2d_1 \geq 1{,}1\, d_2, que equivale a d12≥1,21 d22d_1^2 \geq 1{,}21\, d_2^2.
  • “d1d_1 é maior que a metade de d2d_2” é d1>d2/2d_1 > d_2/2, que equivale a 4d12>d224 d_1^2 > d_2^2. Só extraia a raiz quando o item pedir o valor numérico (tipo B) e, mesmo então, racionalize e aproxime uma vez só, no fim.

Exemplo resolvido 3: as diagonais do terreno de 2015. Com A(−2,6)A(-2, 6), B(8,8)B(8, 8), C(10,−3)C(10, -3) e D(−5,−2)D(-5, -2), o item 117 afirmava que a diagonal ACAC era mais comprida que a diagonal BDBD. AC2=(10+2)2+(−3−6)2=144+81=225AC^2 = (10 + 2)^2 + (-3 - 6)^2 = 144 + 81 = 225; BD2=(−5−8)2+(−2−8)2=169+100=269BD^2 = (-5 - 8)^2 + (-2 - 8)^2 = 169 + 100 = 269. Como 225<269225 < 269, AC<BDAC < BD: a afirmação é falsa, gabarito E. Conferência: AC=15AC = 15 exatamente (o terno 99-1212-1515) e BDBD fica entre 1616 e 1717, porque 256<269<289256 < 269 < 289. A figura do caderno sugeria o contrário, e era isso que o item testava: quem decide pelo desenho erra, quem decide pelos quadrados acerta.

Exemplo resolvido 4: os barcos de 2019. O item 77 dizia que dois barcos iguais, à mesma velocidade, partiam de Ellis Island e de Governors Island rumo à estátua, e afirmava que o tempo do primeiro era maior que a metade do tempo do segundo. Com velocidade igual, tempo é proporcional a distância, então a pergunta é se OA>OC/2OA > OC/2, isto é, se 172>2\tfrac{\sqrt{17}}{2} > 2. Pelos quadrados: 174>4  ⟺  17>16\tfrac{17}{4} > 4 \iff 17 > 16. Verdadeiro, gabarito C. A margem é mínima (17≈4,12\sqrt{17} \approx 4{,}12, logo OA≈2,06OA \approx 2{,}06): quem troca 17\sqrt{17} por 44 encontra OA=2OA = 2, lê igualdade e marca E. A comparação 17>1617 > 16 não deixa espaço para esse arredondamento.

Exemplo resolvido 5: a razão entre distâncias de 2014. Seis antenas apareciam numa figura em quilômetros, e o item 95 afirmava que a distância entre B(−8,−3)B(-8, -3) e D(8,6)D(8, 6) era pelo menos 10%10\% maior que a distância entre A(−10,2)A(-10, 2) e C(5,4)C(5, 4). BD2=162+92=337BD^2 = 16^2 + 9^2 = 337 e AC2=152+22=229AC^2 = 15^2 + 2^2 = 229. A condição BD≥1,1 ACBD \geq 1{,}1\, AC equivale a 337≥1,21×229=277,09337 \geq 1{,}21 \times 229 = 277{,}09, que vale com folga: gabarito C. Quem prefere o valor, BD≈18,4BD \approx 18{,}4 e AC≈15,1AC \approx 15{,}1, razão ≈1,21\approx 1{,}21, ou seja, 21%21\% maior. As duas rotas chegam ao mesmo lugar; a dos quadrados chega sem aproximar.

O adjetivo é parte da conta

“Superior a 5” exclui o 5; “pelo menos 5” o inclui; “inferior a 5” exclui; “no máximo 5” inclui. Um item construído sobre o terno 33-44-55 pode fazer a distância cair exatamente em 55 e afirmar que ela é “superior a 5”: com a igualdade, a afirmação é falsa. A ordem segura é: termine a conta, decida pelos quadrados e, por último, releia o adjetivo exato do enunciado. Outro vício: comparar raízes “de cabeça” (50\sqrt{50} parece “quase 7”, e é maior que 7, porque 50>4950 > 49).

O meio do caminho e o centro do triângulo

Dois usos do ponto médio aparecem nos itens: encontrar o centro de um segmento (o ponto de encontro de dois caminhantes que partem ao mesmo tempo com a mesma velocidade, o centro de uma ponte) e, mais frequente, servir de passo intermediário para outra conta, como a reta pelos pontos médios de dois lados ou a mediatriz. A página do plano cartesiano apresenta o ponto médio como média das coordenadas; aqui interessa a sua ligação com a distância.

Ponto médio e baricentro

O ponto médio de A(xA,yA)A(x_A, y_A) e B(xB,yB)B(x_B, y_B) é M(xA+xB2,yA+yB2)M\left(\dfrac{x_A + x_B}{2}, \dfrac{y_A + y_B}{2}\right). Ele é o único ponto do segmento que equidista dos extremos: d(A,M)=d(M,B)=12 d(A,B)d(A, M) = d(M, B) = \tfrac{1}{2}\, d(A, B). O baricentro de um triângulo de vértices AA, BB e CC é a média dos três: G(xA+xB+xC3,yA+yB+yC3)G\left(\dfrac{x_A + x_B + x_C}{3}, \dfrac{y_A + y_B + y_C}{3}\right); ele está sobre cada mediana, a 23\tfrac{2}{3} do caminho do vértice ao ponto médio do lado oposto.

Exemplo resolvido 6. Para A(−3,5)A(-3, 5) e B(7,−1)B(7, -1), M=(−3+72,5−12)=(2,2)M = \left(\tfrac{-3 + 7}{2}, \tfrac{5 - 1}{2}\right) = (2, 2). Conferência por distâncias: d(A,M)2=52+32=34d(A, M)^2 = 5^2 + 3^2 = 34 e d(M,B)2=52+32=34d(M, B)^2 = 5^2 + 3^2 = 34; e d(A,B)2=102+62=136=4×34d(A, B)^2 = 10^2 + 6^2 = 136 = 4 \times 34, como deve ser, já que d(A,B)=2 d(A,M)d(A, B) = 2\, d(A, M). Se um item disser que o ponto médio de AA e BB é (2,3)(2, 3), não é preciso recalcular: d(A,(2,3))2=25+4=29d(A, (2, 3))^2 = 25 + 4 = 29 e d((2,3),B)2=25+16=41d((2, 3), B)^2 = 25 + 16 = 41; distâncias diferentes, o ponto não é o médio.

Exemplo resolvido 7. O triângulo de vértices A(0,0)A(0, 0), B(6,0)B(6, 0) e C(3,9)C(3, 9) tem baricentro G=(0+6+33,0+0+93)=(3,3)G = \left(\tfrac{0 + 6 + 3}{3}, \tfrac{0 + 0 + 9}{3}\right) = (3, 3). O ponto médio de ABAB é M(3,0)M(3, 0), e a mediana CMCM é o segmento vertical de (3,9)(3, 9) a (3,0)(3, 0), de comprimento 9; GG está a d(C,G)=6d(C, G) = 6 de CC e a d(G,M)=3d(G, M) = 3 de MM, exatamente na razão 2:12 : 1. Numa placa triangular homogênea, GG é o ponto em que ela se equilibra sobre a ponta de um lápis.

Que figura é esta? Meça lados e diagonais

Quando os vértices vêm como coordenadas, a figura está escondida nos números, e o jeito de revelá-la é medir. Três distâncias classificam um triângulo; quatro lados e duas diagonais classificam um quadrilátero. Como só interessa comparar, trabalhe com os quadrados até o fim.

Classificar por distâncias

Triângulo de lados aa, bb e cc (com cc o maior): dois lados iguais, isósceles; três iguais, equilátero; a2+b2=c2a^2 + b^2 = c^2, retângulo (recíproca de Pitágoras); a2+b2>c2a^2 + b^2 > c^2, acutângulo; a2+b2<c2a^2 + b^2 < c^2, obtusângulo. O perímetro é a+b+ca + b + c, e aí a raiz é inevitável. Quadrilátero ABCDABCD: lados opostos iguais (AB=CDAB = CD e BC=DABC = DA), paralelogramo; os quatro lados iguais, losango; paralelogramo com diagonais iguais (AC=BDAC = BD), retângulo; losango com diagonais iguais, quadrado. Num paralelogramo as diagonais têm o mesmo ponto médio, o que dá um segundo teste.

Dois painéis. À esquerda, o triângulo de vértices A(0, 0), B(4, 2) e C(2, 6) com os quadrados dos lados escritos sobre cada lado: AB² = 20, BC² = 20, CA² = 40, e a marca de ângulo reto em B, com a conta 20 + 20 = 40. À direita, o quadrilátero A(0, 0), B(5, 1), C(6, 5), D(1, 4) com AB² = CD² = 26 e BC² = DA² = 17 nos lados, as diagonais AC² = 61 e BD² = 25 tracejadas e o ponto médio comum das diagonais, (3, 2,5), marcado.
À esquerda, o triângulo A(0,0)A(0, 0), B(4,2)B(4, 2), C(2,6)C(2, 6): dois lados com quadrado 20 e um com 40, logo isósceles e retângulo em BB. À direita, o quadrilátero com lados opostos iguais é um paralelogramo; as diagonais diferentes (61≠2561 \neq 25) excluem o retângulo, e os lados diferentes (26≠1726 \neq 17) excluem o losango. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 8. A(0,0)A(0, 0), B(4,2)B(4, 2) e C(2,6)C(2, 6). AB2=16+4=20AB^2 = 16 + 4 = 20, BC2=4+16=20BC^2 = 4 + 16 = 20, CA2=4+36=40CA^2 = 4 + 36 = 40. Dois lados iguais: isósceles. E 20+20=4020 + 20 = 40: o ângulo oposto ao maior lado, o ângulo em BB, é reto. O triângulo é isósceles e retângulo, com perímetro 220+40=45+2102\sqrt{20} + \sqrt{40} = 4\sqrt{5} + 2\sqrt{10}. Conferência: a página de posições relativas daria o mesmo pelo produto dos coeficientes angulares de BABA e BCBC, 12⋅(−2)=−1\tfrac{1}{2} \cdot (-2) = -1.

Exemplo resolvido 9. A(0,0)A(0, 0), B(5,1)B(5, 1), C(6,5)C(6, 5), D(1,4)D(1, 4). AB2=26AB^2 = 26, BC2=1+16=17BC^2 = 1 + 16 = 17, CD2=25+1=26CD^2 = 25 + 1 = 26, DA2=1+16=17DA^2 = 1 + 16 = 17: lados opostos iguais, paralelogramo. Diagonais: AC2=36+25=61AC^2 = 36 + 25 = 61 e BD2=16+9=25BD^2 = 16 + 9 = 25, diferentes, então não é retângulo; como 26≠1726 \neq 17, não é losango. Perímetro: 226+2172\sqrt{26} + 2\sqrt{17}. Conferência pelos pontos médios: o de ACAC é (3,2,5)(3, 2{,}5) e o de BDBD é (3,2,5)(3, 2{,}5); as diagonais se cortam ao meio, como em todo paralelogramo.

A menor distância até uma reta é a perpendicular

De um ponto fora de uma reta saem infinitos segmentos até ela, um para cada ponto da reta, e só um deles é o mais curto: o que chega em ângulo reto. A razão é Pitágoras de novo: se HH é o pé da perpendicular e XX é qualquer outro ponto da reta, o triângulo PHXPHX é retângulo em HH, e PXPX, hipotenusa, é maior que o cateto PHPH. Por definição, a distância de PP à reta rr é esse mínimo, d(P,r)=PHd(P, r) = PH. Por isso os enunciados dizem “distância mínima”: estão nomeando a perpendicular.

Para transformar a definição em fórmula, use a reta na forma geral ax+by+c=0ax + by + c = 0 e o ponto P(x0,y0)P(x_0, y_0). A queda vertical de PP até a reta é fácil de calcular: o ponto da reta com a mesma abscissa de PP tem ordenada yr=−ax0+cby_r = -\dfrac{a x_0 + c}{b}, e o segmento vertical mede h=∣y0−yr∣=∣ax0+by0+c∣∣b∣h = |y_0 - y_r| = \dfrac{|a x_0 + b y_0 + c|}{|b|}. A perpendicular é mais curta que a vertical por um fator que só depende da inclinação da reta: no triângulo retângulo formado pela vertical, pela perpendicular e pelo trecho da reta entre os dois pés, o ângulo entre a vertical e a perpendicular é igual ao ângulo agudo α\alpha que a reta faz com o eixo xx (os lados de um são perpendiculares aos lados do outro: a vertical ao eixo, a perpendicular à reta), e então d=hcos⁡αd = h \cos\alpha. Como a reta tem coeficiente angular m=−abm = -\tfrac{a}{b} e tan⁡α=∣m∣\tan\alpha = |m|, vem cos⁡α=11+m2=∣b∣a2+b2\cos\alpha = \dfrac{1}{\sqrt{1 + m^2}} = \dfrac{|b|}{\sqrt{a^2 + b^2}}. Multiplicando, o ∣b∣|b| cancela: d(P,r)=hcos⁡α=∣ax0+by0+c∣∣b∣⋅∣b∣a2+b2=∣ax0+by0+c∣a2+b2d(P, r) = h\cos\alpha = \dfrac{|a x_0 + b y_0 + c|}{|b|} \cdot \dfrac{|b|}{\sqrt{a^2 + b^2}} = \dfrac{|a x_0 + b y_0 + c|}{\sqrt{a^2 + b^2}}.

(Para a reta vertical, b=0b = 0, a queda vertical não existe, mas a fórmula continua valendo: d=∣ax0+c∣/∣a∣=∣x0−xr∣d = |a x_0 + c|/|a| = |x_0 - x_r|, a diferença das abscissas. Quem conhece vetores reconhece outra leitura: (a,b)(a, b) é um vetor perpendicular à reta, e dd é o módulo da projeção, sobre ele, do vetor que vai de um ponto qualquer da reta até PP.)

Distância de ponto a reta

Para r ⁣:ax+by+c=0r\colon ax + by + c = 0 e P(x0,y0)P(x_0, y_0), a distância é d(P,r)=∣ax0+by0+c∣a2+b2d(P, r) = \dfrac{|a x_0 + b y_0 + c|}{\sqrt{a^2 + b^2}}. Três condições para a fórmula valer: a reta na forma geral, com tudo de um lado e zero do outro (3x+4y=8003x + 4y = 800 entra como 3x+4y−800=03x + 4y - 800 = 0, com c=−800c = -800); o módulo no numerador, porque ax0+by0+ca x_0 + b y_0 + c tem sinal (positivo de um lado da reta, negativo do outro) e distância não tem; o denominador a2+b2\sqrt{a^2 + b^2}, que desfaz o efeito de multiplicar a equação por uma constante (6x+8y−1 600=06x + 8y - 1\,600 = 0 é a mesma reta e dá a mesma distância, porque numerador e denominador dobram juntos). Casos imediatos: a distância da origem é ∣c∣a2+b2\dfrac{|c|}{\sqrt{a^2 + b^2}}; até a reta horizontal y=ky = k é ∣y0−k∣|y_0 - k|; até a vertical x=kx = k é ∣x0−k∣|x_0 - k|. Um ponto que está sobre a reta tem distância zero, porque zera o numerador.

Plano cartesiano com a reta 2x − y − 1 = 0 e o ponto P(5, 7) acima dela. Do ponto descem dois segmentos: a perpendicular, em vermelho, até o pé H(4,2; 7,4), com o comprimento d = 2/√5 ≈ 0,89, e a queda vertical, tracejada em cinza, até o ponto (5, 9) da reta, com o comprimento h = 2. O ângulo α entre a reta e a horizontal está marcado junto ao eixo e o mesmo ângulo aparece entre a vertical e a perpendicular, com a anotação d = h cos α.
A perpendicular de P(5,7)P(5, 7) à reta 2x−y−1=02x - y - 1 = 0 mede 2/52/\sqrt{5}; a queda vertical mede 2. A perpendicular é a vertical multiplicada por cos⁡α=∣b∣/a2+b2=1/5\cos\alpha = |b|/\sqrt{a^2 + b^2} = 1/\sqrt{5}, e é essa multiplicação que produz a fórmula. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 10. Qual é a distância de P(5,7)P(5, 7) à reta y=2x−1y = 2x - 1? Forma geral: 2x−y−1=02x - y - 1 = 0, com a=2a = 2, b=−1b = -1, c=−1c = -1. Numerador: ∣2⋅5−7−1∣=∣2∣=2|2 \cdot 5 - 7 - 1| = |2| = 2. Denominador: 4+1=5\sqrt{4 + 1} = \sqrt{5}. Logo d=25=255≈0,89d = \dfrac{2}{\sqrt{5}} = \dfrac{2\sqrt{5}}{5} \approx 0{,}89. Conferência pelo pé da perpendicular: o pé é H=P−t (a,b)H = P - t\,(a, b) com t=ax0+by0+ca2+b2=25t = \dfrac{a x_0 + b y_0 + c}{a^2 + b^2} = \dfrac{2}{5}, ou seja, H=(5−0,8, 7+0,4)=(4,2; 7,4)H = (5 - 0{,}8,\ 7 + 0{,}4) = (4{,}2;\ 7{,}4). Ele está na reta (2⋅4,2−7,4−1=02 \cdot 4{,}2 - 7{,}4 - 1 = 0) e d(P,H)=0,64+0,16=0,8≈0,89d(P, H) = \sqrt{0{,}64 + 0{,}16} = \sqrt{0{,}8} \approx 0{,}89. A queda vertical, de PP até (5,9)(5, 9), mede 2, mais que o dobro da perpendicular.

Exemplo resolvido 11: o canavial de 2025. O texto-base descrevia um canavial desenhado sobre um plano em metros e chamava de rr a reta 3x+4y=8003x + 4y = 800, eixo de uma estrada que corta a plantação. Item 23: “A distância mínima do ponto P(500,30)P(500, 30) até o centro da estrada é superior a 200 m.” Forma geral: 3x+4y−800=03x + 4y - 800 = 0. Numerador: ∣3⋅500+4⋅30−800∣=∣1 500+120−800∣=820|3 \cdot 500 + 4 \cdot 30 - 800| = |1\,500 + 120 - 800| = 820. Denominador: 9+16=5\sqrt{9 + 16} = 5. Distância: 820/5=164820 / 5 = 164 m, que não é superior a 200: gabarito E. Conferência do erro mais comum: quem esquece o −800-800 calcula ∣1 500+120∣/5=324|1\,500 + 120|/5 = 324 m e marca C com convicção. A palavra “mínima” no enunciado é a própria definição da perpendicular.

Exemplo resolvido 12: a estrada de 2020, em decâmetros. O texto-base daquele bloco informava que um trecho de estrada estava sobre a reta y=−x+2y = -x + 2, com as medidas em quilômetros, e mandava usar 2≈1,41\sqrt{2} \approx 1{,}41. O item 94, tipo B, pedia o menor percurso da origem até a estrada, com a resposta em decâmetros. Forma geral: x+y−2=0x + y - 2 = 0. Da origem, só o termo independente sobrevive: d=∣−2∣1+1=22=2≈1,41d = \dfrac{|-2|}{\sqrt{1 + 1}} = \dfrac{2}{\sqrt{2}} = \sqrt{2} \approx 1{,}41 km. Um decâmetro são 10 m, então 1 km são 100 dam e a resposta é 141141. Repare na proporção do trabalho: a geometria cabe numa linha, e o que separa o acerto do erro é a conversão. Quem marca 001001 entregou o quilômetro truncado; quem marca 014014 tratou o decâmetro como se valesse 100 m.

Zerar a reta, depois aplicar

Três erros respondem pela maior parte dos pontos perdidos aqui. O primeiro é usar a fórmula com a reta ainda escrita como ax+by=cax + by = c: o termo independente precisa atravessar a igualdade com o sinal trocado antes de entrar no numerador. O segundo é medir a queda vertical (ou horizontal) e chamá-la de distância; as duas só coincidem quando a reta é horizontal (ou vertical). O terceiro aparece quando a reta vem na forma reduzida y=mx+ny = mx + n: os coeficientes da forma geral são mm, −1-1 e nn, e o denominador é m2+1\sqrt{m^2 + 1}, não m2+n2\sqrt{m^2 + n^2}.

Reta ou segmento? Depende de onde cai o pé

Uma reta é infinita; um segmento tem dois extremos. A distância de ponto a segmento é o menor comprimento entre o ponto e algum ponto do segmento, e isso muda a conta num caso: quando o pé da perpendicular à reta que contém o segmento cai fora dele. Nesse caso o ponto do segmento mais próximo é um dos extremos, e a distância é a distância a esse extremo, maior que a distância à reta.

Distância de ponto a segmento

Para PP e o segmento ABAB: se o pé HH da perpendicular de PP à reta ABAB está entre AA e BB, d(P,AB)=d(P,reta AB)d(P, AB) = d(P, \text{reta } AB); se não está, d(P,AB)=min⁡{d(P,A),d(P,B)}d(P, AB) = \min\{d(P, A), d(P, B)\}. Um teste só com distâncias: o pé cai dentro do segmento quando os ângulos em AA e em BB do triângulo PABPAB são ambos agudos (ou retos), isto é, quando PB2≤PA2+AB2PB^2 \leq PA^2 + AB^2 e PA2≤PB2+AB2PA^2 \leq PB^2 + AB^2. Se uma das desigualdades falha, o ângulo correspondente é obtuso, o pé cai do lado de fora, além daquele vértice, e a distância ao segmento é a distância a esse vértice.

Dois painéis com o mesmo segmento AB, de A(0, 0) a B(6, 0). À esquerda, o ponto P(2, 3): a perpendicular cai em H(2, 0), dentro do segmento, e a distância ao segmento é 3, igual à distância à reta. À direita, o ponto Q(10, 3): o pé da perpendicular cairia em (10, 0), fora do segmento, marcado em cinza sobre o prolongamento tracejado da reta; a distância à reta seria 3, mas a distância ao segmento é o segmento QB, em vermelho, de comprimento 5.
Mesmo segmento, dois pontos. Para PP, o pé da perpendicular está entre AA e BB e a distância ao segmento é a distância à reta. Para QQ, o pé cai no prolongamento, além de BB: o ponto do segmento mais próximo é o próprio BB, e a distância sobe de 3 para 5. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 13: o Itamaraty de 2024. Item 87, tipo B: “Na situação da figura I, calcule, em metros, a distância entre o ponto BB e o segmento de reta que liga os pontos AA e DD, utilizando, caso necessário, a aproximação 17≈4,12\sqrt{17} \approx 4{,}12. Multiplique o valor encontrado por 10. Após realizar todos os cálculos solicitados, despreze, para a marcação no Caderno de Respostas, a parte fracionária do resultado final obtido, caso exista.” Da figura, A(−3,0)A(-3, 0), B(3,0)B(3, 0) e D(0,12)D(0, 12). Primeiro, a reta que contém AA e DD: o declive é 12−00−(−3)=4\tfrac{12 - 0}{0 - (-3)} = 4, a equação reduzida é y=4x+12y = 4x + 12 e, com tudo de um lado, 4x−y+12=04x - y + 12 = 0. A distância de BB a essa reta é ∣4⋅3−0+12∣16+1=2417≈244,12≈5,83\dfrac{|4 \cdot 3 - 0 + 12|}{\sqrt{16 + 1}} = \dfrac{24}{\sqrt{17}} \approx \dfrac{24}{4{,}12} \approx 5{,}83 m. Segundo, o pé cai dentro do segmento? BA2=36BA^2 = 36, BD2=9+144=153BD^2 = 9 + 144 = 153, AD2=9+144=153AD^2 = 9 + 144 = 153. Em AA: BD2=153≤BA2+AD2=189BD^2 = 153 \leq BA^2 + AD^2 = 189, agudo. Em DD: BA2=36≤BD2+AD2=306BA^2 = 36 \leq BD^2 + AD^2 = 306, agudo. O pé está entre AA e DD (perto de AA), e a distância ao segmento é a distância à reta. Vezes 10: 58,358{,}3; resposta 058058. Conferência: o 17\sqrt{17} oferecido no comando é exatamente o a2+b2\sqrt{a^2 + b^2} de 4x−y+12=04x - y + 12 = 0, o que confirma a reta montada; e o pé, calculado com t=2417t = \tfrac{24}{17}, é H=(3−9617, 0+2417)≈(−2,65; 1,41)H = (3 - \tfrac{96}{17},\ 0 + \tfrac{24}{17}) \approx (-2{,}65;\ 1{,}41), de fato entre AA e DD.

Exemplo resolvido 14: quando o pé cai fora. O ponto Q(10,3)Q(10, 3) e o segmento de A(0,0)A(0, 0) a B(6,0)B(6, 0). A reta ABAB é o eixo xx, e a distância de QQ a ela é 33. Mas o pé da perpendicular é (10,0)(10, 0), que não está entre 00 e 66. Pelo teste: QA2=109QA^2 = 109, QB2=16+9=25QB^2 = 16 + 9 = 25, AB2=36AB^2 = 36; em BB, QA2=109>QB2+AB2=61QA^2 = 109 > QB^2 + AB^2 = 61, ângulo obtuso. O ponto do segmento mais próximo de QQ é BB, e d(Q,AB)=d(Q,B)=5d(Q, AB) = d(Q, B) = 5. Quem responde 3 mediu a distância à reta errada: o segmento acabou antes.

Duas paralelas estão sempre à mesma distância

Retas paralelas não se encontram, e a separação entre elas é a mesma em qualquer ponto; isso permite defini-la escolhendo um ponto arbitrário numa delas e medindo a sua distância à outra. Quando as duas estão escritas com os mesmos coeficientes de xx e de yy, a conta se reduz à diferença dos termos independentes.

Distância entre retas paralelas

Para r ⁣:ax+by+c1=0r\colon ax + by + c_1 = 0 e s ⁣:ax+by+c2=0s\colon ax + by + c_2 = 0 (mesmos aa e bb),

d(r,s)=∣c1−c2∣a2+b2.d(r, s) = \frac{|c_1 - c_2|}{\sqrt{a^2 + b^2}}.

Dedução: tome um ponto (x0,y0)(x_0, y_0) de rr; nele, ax0+by0=−c1a x_0 + b y_0 = -c_1, e a sua distância a ss é ∣ax0+by0+c2∣a2+b2=∣c2−c1∣a2+b2\dfrac{|a x_0 + b y_0 + c_2|}{\sqrt{a^2 + b^2}} = \dfrac{|c_2 - c_1|}{\sqrt{a^2 + b^2}}. Se as equações vieram com coeficientes proporcionais mas não iguais (2x−3y+4=02x - 3y + 4 = 0 e 4x−6y−10=04x - 6y - 10 = 0), divida uma delas antes; subtrair termos independentes de equações com escalas diferentes dá um número sem significado. Retas concorrentes têm distância zero, porque compartilham um ponto; retas coincidentes também.

Plano cartesiano com as retas paralelas 2x − 3y + 4 = 0 e 2x − 3y − 5 = 0, a segunda obtida de 4x − 6y − 10 = 0 dividindo por 2, como indica uma anotação. Um ponto (−2, 0) marcado sobre a primeira reta e a perpendicular, em vermelho, até a segunda, com o comprimento 9/√13 ≈ 2,5. Três outros segmentos perpendiculares mais finos, em pontos diferentes, mostram que a separação é a mesma ao longo das retas.
A separação entre paralelas não depende do ponto escolhido para medi-la. Com os coeficientes de xx e yy igualados (2x−3y+4=02x - 3y + 4 = 0 e 2x−3y−5=02x - 3y - 5 = 0), ela é ∣4−(−5)∣/13=9/13|4 - (-5)|/\sqrt{13} = 9/\sqrt{13}. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 15. r ⁣:2x−3y+4=0r\colon 2x - 3y + 4 = 0 e s ⁣:4x−6y−10=0s\colon 4x - 6y - 10 = 0. Os coeficientes de ss são o dobro dos de rr: paralelas. Divida ss por 2: 2x−3y−5=02x - 3y - 5 = 0. Agora d=∣4−(−5)∣4+9=913≈2,50d = \dfrac{|4 - (-5)|}{\sqrt{4 + 9}} = \dfrac{9}{\sqrt{13}} \approx 2{,}50. Conferência por um ponto: (−2,0)(-2, 0) está em rr (−4+4=0-4 + 4 = 0), e a sua distância a ss na forma original é ∣4⋅(−2)−0−10∣16+36=1852=18213=913\dfrac{|4 \cdot (-2) - 0 - 10|}{\sqrt{16 + 36}} = \dfrac{18}{\sqrt{52}} = \dfrac{18}{2\sqrt{13}} = \dfrac{9}{\sqrt{13}}. Quem subtraísse 44 e −10-10 sem dividir obteria 14/1314/\sqrt{13}, errado.

Exemplo resolvido 16: duas faixas de uma avenida. As bordas de uma ciclovia são as retas y=34x+2y = \tfrac{3}{4}x + 2 e y=34x−1y = \tfrac{3}{4}x - 1, em metros. Forma geral com os mesmos coeficientes: 3x−4y+8=03x - 4y + 8 = 0 e 3x−4y−4=03x - 4y - 4 = 0. Largura: ∣8−(−4)∣5=125=2,4\dfrac{|8 - (-4)|}{5} = \dfrac{12}{5} = 2{,}4 m. A diferença das ordenadas na origem, 2−(−1)=32 - (-1) = 3, é a queda vertical entre as retas, maior que a largura real, porque a ciclovia é inclinada: 3cos⁡α=3⋅45=2,43 \cos\alpha = 3 \cdot \tfrac{4}{5} = 2{,}4.

Equidistar: mediatriz, bissetriz e a faixa em torno de uma reta

“Estar à mesma distância” é uma condição que, escrita com as fórmulas desta página, produz uma equação, e a equação descreve um conjunto de pontos: um lugar geométrico. Três deles cabem aqui porque são distância pura; a circunferência, o lugar dos pontos a distância fixa de um centro, tem página própria.

Três lugares geométricos de equidistância
  • Mediatriz de ABAB: os pontos PP com d(P,A)=d(P,B)d(P, A) = d(P, B). Elevando ao quadrado, os termos em x2x^2 e y2y^2 se cancelam e sobra uma equação do primeiro grau: uma reta, perpendicular a ABAB pelo ponto médio.
  • Bissetrizes de duas retas concorrentes rr e ss: os pontos PP com d(P,r)=d(P,s)d(P, r) = d(P, s). Igualando as duas frações com módulo, saem duas retas, perpendiculares entre si, que dividem ao meio os quatro ângulos formados por rr e ss.
  • Faixa em torno de rr: os pontos a distância kk de rr formam duas retas paralelas a rr, uma de cada lado; os pontos a distância menor que kk formam a faixa entre elas.
Dois painéis. À esquerda, os pontos A(1, 2) e B(5, 6), o segmento entre eles, o ponto médio (3, 4) e a mediatriz x + y = 7 passando por ele em ângulo reto; um ponto P da mediatriz, (6, 1), com dois segmentos iguais até A e até B, ambos com quadrado 26. À direita, as retas 3x + 4y = 0 e 4x − 3y = 0 cruzando-se na origem e as duas bissetrizes, y = x/7 e y = −7x, tracejadas; um ponto da primeira bissetriz, (7, 1), com perpendiculares iguais às duas retas, cada uma medindo 5.
À esquerda, a mediatriz de ABAB como conjunto dos pontos equidistantes de AA e BB: (6,1)(6, 1) está a 26\sqrt{26} de ambos. À direita, as bissetrizes de 3x+4y=03x + 4y = 0 e 4x−3y=04x - 3y = 0: o ponto (7,1)(7, 1) dista 5 de cada reta. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 17: a mediatriz por distâncias. A(1,2)A(1, 2) e B(5,6)B(5, 6). Um ponto P(x,y)P(x, y) equidista deles quando (x−1)2+(y−2)2=(x−5)2+(y−6)2(x - 1)^2 + (y - 2)^2 = (x - 5)^2 + (y - 6)^2. Expandindo, x2−2x+1+y2−4y+4=x2−10x+25+y2−12y+36x^2 - 2x + 1 + y^2 - 4y + 4 = x^2 - 10x + 25 + y^2 - 12y + 36; os quadrados somem e fica 8x+8y=568x + 8y = 56, isto é, x+y=7x + y = 7. Conferência: o ponto médio (3,4)(3, 4) satisfaz 3+4=73 + 4 = 7; o coeficiente angular da mediatriz é −1-1 e o de ABAB é 6−25−1=1\tfrac{6 - 2}{5 - 1} = 1, produto −1-1, perpendiculares; e (6,1)(6, 1), que está na mediatriz, dista 25+1\sqrt{25 + 1} de AA e 1+25\sqrt{1 + 25} de BB. A página de posições relativas chega à mesma reta pela perpendicular ao ponto médio; aqui ela saiu só da igualdade de distâncias, e é assim que a prova costuma defini-la (“o conjunto dos pontos equidistantes de duas torres”).

Exemplo resolvido 18: as bissetrizes. r ⁣:3x+4y=0r\colon 3x + 4y = 0 e s ⁣:4x−3y=0s\colon 4x - 3y = 0, as duas pela origem, ambas com a2+b2=5\sqrt{a^2 + b^2} = 5. A condição d(P,r)=d(P,s)d(P, r) = d(P, s) é ∣3x+4y∣5=∣4x−3y∣5\dfrac{|3x + 4y|}{5} = \dfrac{|4x - 3y|}{5}, ou seja, 3x+4y=±(4x−3y)3x + 4y = \pm(4x - 3y). Com o sinal positivo, x=7yx = 7y; com o negativo, 7x=−y7x = -y. As bissetrizes são y=17xy = \tfrac{1}{7}x e y=−7xy = -7x, perpendiculares (17⋅(−7)=−1\tfrac{1}{7} \cdot (-7) = -1). Conferência: (7,1)(7, 1) está na primeira e dista ∣21+4∣5=5\tfrac{|21 + 4|}{5} = 5 de rr e ∣28−3∣5=5\tfrac{|28 - 3|}{5} = 5 de ss.

Exemplo resolvido 19: a faixa de segurança. Uma linha de alta tensão segue a reta 3x+4y−800=03x + 4y - 800 = 0 (metros) e a norma proíbe construir a menos de 50 m dela. Os pontos a exatamente 50 m satisfazem ∣3x+4y−800∣5=50\dfrac{|3x + 4y - 800|}{5} = 50, isto é, 3x+4y−800=±2503x + 4y - 800 = \pm 250: as retas 3x+4y=1 0503x + 4y = 1\,050 e 3x+4y=5503x + 4y = 550. A área proibida é a faixa 550<3x+4y<1 050550 < 3x + 4y < 1\,050. O ponto P(500,30)P(500, 30) do item de 2025, a 164 m, está fora dela; o ponto (200,50)(200, 50), com ∣600+200−800∣=0|600 + 200 - 800| = 0, está sobre a própria linha.

A mesma fórmula com uma coordenada a mais

No espaço, um plano tem equação ax+by+cz+d=0ax + by + cz + d = 0 e a distância de um ponto (x0,y0,z0)(x_0, y_0, z_0) até ele é ∣ax0+by0+cz0+d∣a2+b2+c2\dfrac{|a x_0 + b y_0 + c z_0 + d|}{\sqrt{a^2 + b^2 + c^2}}: a mesma estrutura, com um termo a mais em cima e em baixo. É com ela que um programa de modelagem decide se um ponto está “em cima” de uma superfície plana e que um receptor de GPS avalia o erro de uma solução em relação a um plano de referência.

Ler coordenadas na figura e entregar a unidade certa

Os itens de distância do PAS 3 quase sempre chegam com figura: um mapa, uma planta, um campo, um diagrama. Parte das coordenadas está escrita no texto; parte, só no desenho, nas marcas dos eixos ou em linhas tracejadas até eles. E a resposta do tipo B exige uma unidade específica, às vezes diferente da unidade dos eixos. Três itens mostram as três leituras.

Exemplo resolvido 20: coordenadas lidas das marcas dos eixos (2014). A figura II do caderno trazia seis antenas com linhas tracejadas até os eixos, e as marcas diziam −10-10, −8-8, 55, 88 e 1212 no eixo xx e 66, 44, 22, −2-2, −3-3 e −5-5 no eixo yy. Daí saem A(−10,2)A(-10, 2), B(−8,−3)B(-8, -3), C(5,4)C(5, 4), D(8,6)D(8, 6), E(8,−2)E(8, -2) e F(12,−5)F(12, -5), em quilômetros. Sem essa leitura o item 95 (razão entre BDBD e ACAC, Exemplo 5) não tem como começar. Em figuras assim, siga cada tracejado até o número da marca e anote o par antes de qualquer conta; o erro típico é trocar a ordem ou ler um sinal negativo como positivo num ponto abaixo do eixo.

Exemplo resolvido 21: uma coordenada que a figura não dá e a circunferência fornece (2008). O diagrama de um home theater punha a TV em AA, no topo de uma semicircunferência de raio 4 m e centro D(4,0)D(4, 0), as caixas de som em B(1,yB)B(1, y_B) e CC sobre a mesma semicircunferência, e o telespectador em DD. Item 55: “Nesse diagrama, a distância entre a TV e a caixa de som posicionada em BB é superior a 3 metros.” AA está exatamente acima de DD, a 4 m: A(4,4)A(4, 4). A ordenada de BB não está escrita, mas BB está a 4 m de DD: (1−4)2+yB2=16(1 - 4)^2 + y_B^2 = 16, logo yB2=7y_B^2 = 7 e yB=7≈2,65y_B = \sqrt{7} \approx 2{,}65. Agora AB2=(4−1)2+(4−7)2=9+16−87+7=32−87AB^2 = (4 - 1)^2 + (4 - \sqrt{7})^2 = 9 + 16 - 8\sqrt{7} + 7 = 32 - 8\sqrt{7}. É maior que 99? Equivale a 23>8723 > 8\sqrt{7}, e, pelos quadrados, 529>448529 > 448. Sim: AB≈3,29AB \approx 3{,}29 m, gabarito C. A distância pediu, antes, uma distância: yBy_B veio da condição de BB estar a 4 m do centro, que é a equação da circunferência disfarçada.

Exemplo resolvido 22: distância sobre um eixo, em centímetros (2012). O campo de futebol do caderno tinha a linha de fundo sobre o eixo yy, com os postes do gol em M(0,−7320)M(0, -\tfrac{73}{20}) e N(0,7320)N(0, \tfrac{73}{20}), o ponto G(20,0)G(20, 0) sobre o eixo xx (a marca do pênalti, a 20 m da linha) e EE entre OO e GG, também no eixo xx. Item 84, tipo B: “Considere que uma bola chutada por um jogador posicionado no ponto GG descreva uma trajetória retilínea, fazendo um ângulo igual a arctg⁡(7/16)\operatorname{arctg}(7/16) com a reta entre os pontos GG e EE. Com base nesses dados, calcule, em centímetros, a distância mínima entre a bola e a trave vertical do gol no momento em que a bola cruza a linha de fundo, isto é, calcule a distância mínima entre o ponto onde a bola cruza a linha de fundo e os pontos MM ou NN.” A reta GEGE é o eixo xx. A trajetória sai de G(20,0)G(20, 0) com inclinação de tangente 716\tfrac{7}{16} em relação ao eixo e chega à linha de fundo (x=0x = 0) depois de avançar 20 m na horizontal; o deslocamento vertical é 20⋅716=8,7520 \cdot \tfrac{7}{16} = 8{,}75 m, para cima ou para baixo conforme o lado do chute. A bola cruza em (0,±8,75)(0, \pm 8{,}75). A trave mais próxima está em y=±3,65y = \pm 3{,}65, na mesma vertical: a distância é a diferença das ordenadas, 8,75−3,65=5,108{,}75 - 3{,}65 = 5{,}10 m, ou seja, 510510 cm. Conferência: a simetria do campo faz os dois lados darem o mesmo valor, e a tangente foi o único passo que não é desta página. Lembre que o caderno pediu centímetros com o plano em metros: 5,105{,}10 seria uma resposta errada.

Exemplo resolvido 23: tempo como distância disfarçada (2016). A prova de 2016 dispôs 14 caixas de som de uma orquestra de laptops num plano em metros, simétricas em relação ao eixo yy, e deu numa tabela as ordenadas: as caixas DD e D′D' em y=5y = 5, as caixas GG e G′G' em y=3y = 3. Item 66: “Se as abscissas das caixas D’ e G forem, respectivamente, iguais a 2,5 e −0,5-0{,}5, sendo a velocidade do som constante, então o som emitido pela caixa D’ e o som emitido pela caixa G demorarão o mesmo tempo para chegar ao ponto (2,−5)(2, -5).” Com velocidade igual, tempos iguais exigiriam distâncias iguais. De D′(2,5; 5)D'(2{,}5;\ 5) ao ponto: 0,52+102=100,250{,}5^2 + 10^2 = 100{,}25. De G(−0,5; 3)G(-0{,}5;\ 3): 2,52+82=70,252{,}5^2 + 8^2 = 70{,}25. Quadrados diferentes, distâncias diferentes, tempos diferentes: gabarito E. O som de GG chega antes.

Escala, unidade e o número que vai para o cartão

Numa planta em escala 1:2001 : 200, dois pontos separados por 3,53{,}5 cm no papel estão a 700700 cm =7= 7 m no terreno; a distância calculada pelas coordenadas do desenho precisa ser multiplicada pela escala antes de virar resposta. Nos itens de resposta numérica do PAS, a unidade pedida (a resposta em centímetros no item de 2012, em decâmetros no de 2020, e o fator 10 do item de 2024) é a última conversão, e a parte fracionária é desprezada só no fim, nunca no meio da conta: 58,358{,}3 vira 5858, mas 5,835{,}83 truncado antes de multiplicar daria 5050.

Como a banca pergunta

  • Comparação com limiar (tipo A): “é superior a”, “é inferior a”, “é maior que a metade de”. Compare quadrados; respeite o adjetivo. Itens 2013/64 (281\sqrt{281} contra 5105\sqrt{10}), 2015/117, 2019/77, 2008/55.
  • Razão ou porcentagem entre distâncias: “pelo menos 10% maior”. Eleve o fator ao quadrado (1,12=1,211{,}1^2 = 1{,}21) e compare d2d^2. Item 2014/95.
  • Tempo, custo ou consumo proporcional à distância: velocidade constante transforma a pergunta em comparação de distâncias. Itens 2019/77 e 2016/66.
  • Distância mínima até uma reta (tipo A ou B): a palavra “mínima” aponta a perpendicular; forma geral, módulo, denominador. Itens 2025/23 e 2020/94.
  • Distância a um segmento (tipo B): calcule pela reta e verifique se o pé cai dentro; a banca forneceu 17\sqrt{17} como pista. Item 2024/87.
  • Coordenada que falta: uma distância conhecida (raio, comprimento de um cabo) fornece a coordenada que a figura não escreve. Itens 2008/55 e 2009/103 (a usina a 10 km do consumidor, com P(0,8)P(0, 8), dá Q(6,0)Q(6, 0) pelo terno 66-88-1010).
  • Resposta numérica com unidade exótica: decâmetros, centímetros, “multiplique por 10”. A conversão é a última linha da conta. Itens 2012/84, 2020/94, 2024/87.

Os erros que mais derrubam

  1. Decidir pela figura. O desenho do terreno de 2015 e o mapa de 2019 foram feitos para que a distância maior parecesse menor. A conta decide; o olho não.
  2. Arredondar a raiz antes de comparar. 17≈4\sqrt{17} \approx 4 transforma 2,06>22{,}06 > 2 em “igual”. Compare 1717 com 1616.
  3. Ler “superior” como “maior ou igual”. O terno 33-44-55 está lá para dar exatamente o limiar.
  4. Esquecer o termo independente. 3x+4y=8003x + 4y = 800 sem o −800-800 no numerador dá 324 m em vez de 164 m.
  5. Confundir queda vertical com distância. A vertical só coincide com a perpendicular quando a reta é horizontal.
  6. Tratar segmento como reta. Quando o pé cai fora, a distância é até o extremo mais próximo, e é maior.
  7. Subtrair termos independentes de paralelas com escalas diferentes. Iguale os coeficientes de xx e yy primeiro.
  8. Entregar a unidade dos eixos em vez da unidade pedida. 1,41 km são 141 dam; 5,10 m são 510 cm.
  9. Trocar a ordem ou o sinal ao ler coordenadas de uma figura. Siga o tracejado até a marca e escreva o par antes de calcular.

O essencial em meia página

  • d(P,Q)=(Δx)2+(Δy)2d(P, Q) = \sqrt{(\Delta x)^2 + (\Delta y)^2}: Pitágoras nas diferenças de coordenadas; segmento horizontal ou vertical, módulo da diferença. Ternos 33-44-55, 55-1212-1313, 88-1515-1717 e múltiplos.
  • Comparar distâncias é comparar d2d^2; “10% maior” vira fator 1,211{,}21 nos quadrados; “superior” é estrito.
  • Ponto médio = média das coordenadas, equidistante dos extremos; baricentro = média dos três vértices, a 2/32/3 de cada mediana.
  • Classificar por distâncias: lados iguais (isósceles, equilátero, losango), a2+b2=c2a^2 + b^2 = c^2 (retângulo), lados opostos iguais (paralelogramo), diagonais iguais (retângulo).
  • d(P,r)=∣ax0+by0+c∣a2+b2d(P, r) = \dfrac{|a x_0 + b y_0 + c|}{\sqrt{a^2 + b^2}} com a reta na forma ax+by+c=0ax + by + c = 0; da origem, ∣c∣/a2+b2|c|/\sqrt{a^2 + b^2}; é a perpendicular, que vale hcos⁡αh \cos\alpha da queda vertical.
  • Segmento: distância à reta se o pé cai dentro (ângulos em AA e BB não obtusos), senão distância ao extremo mais próximo.
  • Paralelas com os mesmos aa e bb: ∣c1−c2∣/a2+b2|c_1 - c_2|/\sqrt{a^2 + b^2}; iguale os coeficientes antes.
  • Equidistância: de dois pontos, mediatriz (reta); de duas retas, bissetrizes (duas retas perpendiculares); de uma reta, duas paralelas (faixa); de um ponto, circunferência.
  • Leia coordenadas das marcas dos eixos; use uma distância conhecida para achar a coordenada que falta; converta para a unidade pedida no fim.

Exercícios temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.

Flashcards temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar os cartões de revisão.

G. A. Distância entre 2 pontos (exemplos e dedução da fórmula)
Equaciona Com Paulo Pereira · 9:56
Introdução. O professor “trabalha com o cálculo da distância entre 2 pontos”, faz exemplos e “demonstra a fórmula” a partir do triângulo retângulo: é a seção “Toda distância entre dois pontos é um Pitágoras”, no ritmo de uma primeira aula, com a mesma dedução pelos catetos Δx e Δy que a página resume.
Distância entre ponto e reta - Aula 18
Portal da Matemática OBMEP · 8:05
Aprofundamento. O professor Vander Martins (Portal da Matemática, IMPA/OBMEP, 3.º ano) deduz “uma fórmula para distância entre reta e ponto a partir da fórmula da distância entre reta e a origem” (a aula 17 da mesma série), usando translação de eixos: é a seção “A menor distância até uma reta é a perpendicular”, com uma segunda dedução, diferente da que a página faz pela queda vertical e pelo cosseno, chegando à mesma fórmula |ax₀ + by₀ + c|/√(a² + b²).
Exercícios: Distância entre retas paralelas – Altura de um triângulo - Aula 19
Portal da Matemática OBMEP · 11:48
Aplicação. Na mesma série, dois exercícios: obter “uma fórmula para a distância entre essas retas” paralelas ax + by + c = 0 e ax + by + c’ = 0, e “determinar a altura relativa ao vértice A no triângulo ABC” com A = (−3, 0), B = (0, 0) e C = (6, 8). O primeiro é a seção “Duas paralelas estão sempre à mesma distância”; o segundo é a distância de ponto a reta usada para medir uma altura, a aplicação que liga esta página à área do triângulo.
PAS 3 UnB 2025 - Item 23 | Distância de ponto a reta - Prof. Tatarin
Matemática Linda · 8:07
Resolução. “Resolução passo a passo do item 23 de Geometria Analítica do PAS 3 UnB 2025” (a distância mínima de P(500, 30) até a estrada 3x + 4y = 800, gabarito E): é o Exemplo resolvido 11 da página, com a forma geral, o módulo e o denominador √(3² + 4²) = 5 feitos no quadro, e a comparação final com o limiar de 200 m.
Rota PAS 3
Geometria analítica II e números complexos: o plano que mede e gira · PAS 3

Fontes desta página

Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.

  • Rota PAS 3 — Geometria analítica II e números complexos: o plano que mede e gira · Quanto mede o caminho entre dois pontos (fórmula da distância, comparação de quadrados, itens 2014/95, 2019/77, 2016/66, 2015/117, 2013/64, 2009/103 e 2021/28); A distância de um ponto a uma reta: a perpendicular decide (fórmula, forma geral, retas paralelas, itens 2025/23, 2020/94 e 2024/87, a figura da queda vertical); Banco de treino T1, T3, T4 e T5 e o histórico (2008/55 e 2012/84, dependentes de figura)

    Recorte por assunto: só o que é distância. A área por coordenadas ficou na página do plano cartesiano; a circunferência e os números complexos, nas páginas próprias. O capítulo foi usado como fonte de fatos, de recorte e de itens reais; abertura, exemplos, números e ordem desta página são próprios.

  • Rota PAS 3 — Geometria analítica I: o plano como endereço · Ponto: o endereço no plano (ponto médio); Leia como na prova (bloco de 2025, a decisão de que o item 23 é distância ponto–reta); Resolvidos no formato da prova (item 2009/103)

    Só o ponto médio e a leitura do bloco de 2025 vieram daqui; coeficiente angular, equação da reta, paralelismo e perpendicularismo são das páginas vizinhas.

  • Resoluções do Banco de treino — Parte III, Matemática · T1 (2015/117), T3 (variante de 2025/23), T4 (variante de 2024/87), T5 (2020/94), T8 (mediatriz como lugar geométrico)

    Conferência dos gabaritos e dos caminhos de resolução; a prosa das resoluções desta página é própria.

  • Mapa de itens de Matemática do PAS 3 (p1-mat a p4-mat + grep nas três classificações) · Itens marcados DA: PAS 3 2014/95, 2019/77, 2016/66, 2015/117, 2020/94 (B), 2024/87 (B), 2025/23, 2008/55 (fig), 2012/84 (B, fig); reuso por GUID de 2013/64 (teorema-de-pitagoras), 2009/103 e 2021/28 (plano-cartesiano)

    Mapa vinculante para as 12 páginas de Matemática do PAS 3; todos os itens desta página foram abertos na imagem do caderno a 150 dpi.

  • Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe), 3.ª etapa · 2008 (itens 55 a 57, home theater), 2012 (itens 80 a 84, campo de futebol), 2014 (itens 95 a 100, antenas), 2015 (itens 116 a 120, terreno), 2016 (itens 63 a 69, caixas de som da orquestra de laptops), 2019 (itens 76 a 79, porto de Nova Iorque), 2020 parte 2 (itens 91 a 94, flores do cerrado), 2024 (itens 84 a 87, Itamaraty), 2025 (itens 23 a 26, canavial)

    Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos em classificacao-pas3/AAAA.json (2008/55 C, 2012/84 resposta 510, 2014/95 C, 2015/117 E, 2016/66 E, 2019/77 C, 2020/94 resposta 141, 2024/87 resposta 058, 2025/23 E).

  • Cadernos em PDF (figuras e textos-base) · 2008-PAS3 p. 9 do PDF: diagrama do home theater com A no topo da semicircunferência de centro D(4, 0) e raio 4, B(1, y_B) e C; 2012-PAS3 p. 16–17: campo com O(0, 0), A(0, −36), B(0, −20), C(0, −9), M(0, −73/20), N(0, 73/20), G(20, 0), K(100, 36); 2014-PAS3 p. 15: figura II com A(−10, 2), B(−8, −3), C(5, 4), D(8, 6), E(8, −2), F(12, −5); 2015-PAS3 p. 21: terreno ABCD; 2016-PAS3 p. 9–10: 14 caixas simétricas e a tabela de ordenadas; 2019-PAS3 p. 10: mapa do porto com a tabela de coordenadas; 2020-PAS3 parte 2 p. 8: flores do cerrado e a estrada y = −x + 2; 2024-PAS3 p. 12: fachada do Itamaraty com A(−3, 0), B(3, 0), C(0, 9), D(0, 12), E(−3, 9), F(3, 9); 2025-PAS3 p. 5: canavial e a reta 3x + 4y = 800

    Páginas abertas a 150 dpi; todas as coordenadas e rótulos usados na teoria e nas questões foram lidos na imagem.