Em 2025, a prova do PAS 3 pôs um canavial sobre um plano em metros, chamou de r: 3x + 4y = 800 o eixo de uma estrada e afirmou que a distância mínima do ponto P(500, 30) até ela passava de 200 m; em 2015, deu os quatro vértices de um terreno e afirmou que a diagonal AC era maior que a BD, quando o desenho dizia o contrário da conta; em 2024, pediu em metros, vezes dez, a distância do ponto B(3, 0) ao segmento que liga A(−3, 0) a D(0, 12) na fachada do Itamaraty. Em todos, a pergunta é a mesma: qual é o menor caminho entre dois objetos do plano, e como calculá-lo só com os números das coordenadas?
O que você vai aprender
Calcular a distância entre dois pontos como a hipotenusa do triângulo retângulo formado pelas diferenças de coordenadas, reconhecer os casos horizontal e vertical (módulo de uma diferença) e explicar por que a ordem dos pontos não altera o resultado.
Comparar duas distâncias, ou uma distância com um limiar, pelos quadrados, sem extrair raízes, e ler com rigor os adjetivos do enunciado (superior, inferior, pelo menos, no máximo).
Usar o ponto médio e o baricentro como aplicações da leitura de coordenadas e verificar, por distâncias, que um ponto é equidistante dos extremos.
Medir perímetros e classificar triângulos e quadriláteros pelos comprimentos dos lados e das diagonais calculados a partir dos vértices (isósceles, equilátero, retângulo pela recíproca de Pitágoras, paralelogramo, losango, retângulo).
Deduzir a fórmula da distância de um ponto a uma reta pela projeção sobre a perpendicular, escrevê-la a partir da forma geral ax + by + c = 0 e explicar o papel do módulo e do denominador.
Distinguir a distância a uma reta da distância a um segmento, localizando o pé da perpendicular e trocando-o pelo extremo mais próximo quando ele cai fora do segmento.
Calcular a distância entre duas retas paralelas pela diferença dos termos independentes, depois de igualar os coeficientes de x e y, e reconhecer que retas concorrentes têm distância zero.
Descrever a mediatriz de um segmento e as bissetrizes de duas retas como lugares geométricos de equidistância e obter suas equações igualando distâncias.
Ler coordenadas em figuras com escala e converter unidades (centímetros, metros, decâmetros, quilômetros) antes de responder, sobretudo nos itens de resposta numérica.
Em 2024, a prova do PAS 3 colocou a fachada do Palácio do Itamaraty sobre um plano em metros, marcou A(−3,0), B(3,0), C(0,9), D(0,12), E(−3,9) e F(3,9) e pediu, em metros e multiplicada por dez, a distância entre o ponto B e o segmento que liga A a D, oferecendo 17≈4,12 como ajuda. Um ano depois, o canavial: a reta r:3x+4y=800 era o eixo de uma estrada, e o item afirmava que a distância mínima de P(500,30) até ela passava de 200 m. Em 2015, um terreno com os vértices A(−2,6), B(8,8), C(10,−3) e D(−5,−2) veio desenhado de um jeito que fazia a diagonal AC parecer a maior, e o item afirmava exatamente isso. Nos três casos a banca não quer que o candidato meça com régua: quer que ele transforme “quanto falta para chegar” numa conta com as coordenadas. Qual é o menor caminho entre dois objetos do plano, e como calculá-lo só com números?
Esta página responde a essa pergunta em camadas. Primeiro a distância entre dois pontos, que é o teorema de Pitágoras escrito com coordenadas, e o hábito que a prova mais recompensa: comparar quadrados em vez de extrair raízes. Depois as duas aplicações diretas, o ponto médio (com o baricentro) e a classificação de triângulos e quadriláteros pelos lados. Em seguida a distância de ponto a reta, com a dedução pela perpendicular, a fórmula e o cuidado com a forma geral; o caso do segmento, em que o pé da perpendicular pode cair fora; a distância entre paralelas; e os lugares geométricos que nascem de “estar à mesma distância”: mediatriz, bissetriz e a faixa em torno de uma reta. Fecham a página a leitura de coordenadas em figuras e a conversão de unidades, que decidem os itens de resposta numérica. O que já tem página própria fica só como remissão: coeficiente angular e equação da reta, paralelismo, perpendicularismo e interseção, a circunferência e a área por coordenadas.
Toda distância entre dois pontos é um Pitágoras
Marque dois pontos num papel quadriculado e ligue-os. Se você andar de um ao outro primeiro na horizontal e depois na vertical, os dois trechos formam os catetos de um triângulo retângulo, e o segmento que liga os pontos é a hipotenusa. O comprimento desse segmento é, portanto, a raiz da soma dos quadrados dos catetos, e os catetos são as diferenças das coordenadas. Não há nada mais na fórmula da distância do que o teorema de Pitágoras aplicado a esse triângulo.
Distância entre dois pontos
Para P(x1,y1) e Q(x2,y2),
d(P,Q)=(x2−x1)2+(y2−y1)2.
As diferenças Δx=x2−x1 e Δy=y2−y1 são os catetos; o sinal de cada uma desaparece ao elevar ao quadrado, por isso d(P,Q)=d(Q,P). A distância é sempre um número maior ou igual a zero, e vale zero só quando os pontos coincidem. Se os pontos têm a mesma abscissa, o segmento é vertical e d=∣y2−y1∣; se têm a mesma ordenada, o segmento é horizontal e d=∣x2−x1∣. A unidade da distância é a unidade dos eixos: num plano em quilômetros, a resposta sai em quilômetros.
A distância é a hipotenusa do triângulo cujos catetos são as diferenças de coordenadas: de P(−4,1) a Q(8,6), Δx=12, Δy=5 e d=13. Quando uma das diferenças é zero, o triângulo degenera e a distância é o módulo da outra. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 1. Uma ambulância está em P(−4,1) e o hospital em Q(8,6), num mapa em quilômetros. Em linha reta, Δx=8−(−4)=12 e Δy=6−1=5, logo d=144+25=169=13 km. Conferência:5, 12 e 13 formam um terno pitagórico (25+144=169), e inverter os pontos dá Δx=−12, Δy=−5, com os mesmos quadrados. Os ternos 3-4-5, 5-12-13 e 8-15-17 (e seus múltiplos, como 6-8-10 e 9-12-15) aparecem o tempo todo nas provas, porque permitem uma distância inteira sem calculadora; reconhecê-los economiza a raiz.
Exemplo resolvido 2. Dois postes estão em (2,−3) e (2,5), em metros. Mesma abscissa: o segmento é vertical e mede ∣5−(−3)∣=8 m. A fórmula geral daria 0+64=8, o mesmo valor, mas o módulo da diferença dispensa a raiz. O erro a evitar é escrever 5−(−3) como 2: subtrair um número negativo é somar o seu módulo.
Quando o enunciado dá os pontos por nomes de lugares, a primeira tarefa é traduzir para números. Em 2019, o PAS 3 pôs a Estátua da Liberdade na origem de um mapa e deu, numa tabela, Ellis Island em A(21,2), Black Tom Island em B(−2,32) e Governors Island em C(4,0). A distância de Ellis Island à estátua é OA=41+4=417=217; a de Governors Island é OC=4, lida direto, porque C está sobre o eixo x. O que a banca fez com esses dois números está na próxima seção.
"Em linha reta" não é "pelo caminho"
O aplicativo de corrida mostra 2,3 km entre você e o restaurante, mas a distância “em linha reta” que o anúncio do imóvel informa (“a 500 m da praia”) é outra: é a hipotenusa, menor que qualquer trajeto pelas ruas. A fórmula desta página mede a segunda. Quando um item fala em “distância entre dois pontos” sem mais, é a reta; quando descreve um percurso por quarteirões, por trilhos ou por uma rodovia, a conta é outra e o enunciado avisa.
Compare quadrados, não raízes
A pergunta da prova raramente é “quanto mede”; é “mede mais que”, “é pelo menos 10% maior que”, “demora mais que a metade do tempo”. Para responder, não é preciso saber quanto vale 269: basta saber se 269 é maior ou menor que o quadrado do outro lado da comparação. Como a função raiz quadrada é crescente, comparar duas distâncias é o mesmo que comparar os seus quadrados, e os quadrados são inteiros ou frações exatas, sem aproximação.
Comparar por $d^2$
Para distâncias d1 e d2 (números não negativos), d1<d2⟺d12<d22. Logo:
d>k equivale a d2>k2 (para k≥0): “281 é superior a 510?” vira “281>250?”.
“d1 é pelo menos 10% maior que d2” é d1≥1,1d2, que equivale a d12≥1,21d22.
“d1 é maior que a metade de d2” é d1>d2/2, que equivale a 4d12>d22.
Só extraia a raiz quando o item pedir o valor numérico (tipo B) e, mesmo então, racionalize e aproxime uma vez só, no fim.
Exemplo resolvido 3: as diagonais do terreno de 2015. Com A(−2,6), B(8,8), C(10,−3) e D(−5,−2), o item 117 afirmava que a diagonal AC era mais comprida que a diagonal BD. AC2=(10+2)2+(−3−6)2=144+81=225; BD2=(−5−8)2+(−2−8)2=169+100=269. Como 225<269, AC<BD: a afirmação é falsa, gabarito E. Conferência:AC=15 exatamente (o terno 9-12-15) e BD fica entre 16 e 17, porque 256<269<289. A figura do caderno sugeria o contrário, e era isso que o item testava: quem decide pelo desenho erra, quem decide pelos quadrados acerta.
Exemplo resolvido 4: os barcos de 2019. O item 77 dizia que dois barcos iguais, à mesma velocidade, partiam de Ellis Island e de Governors Island rumo à estátua, e afirmava que o tempo do primeiro era maior que a metade do tempo do segundo. Com velocidade igual, tempo é proporcional a distância, então a pergunta é se OA>OC/2, isto é, se 217>2. Pelos quadrados: 417>4⟺17>16. Verdadeiro, gabarito C. A margem é mínima (17≈4,12, logo OA≈2,06): quem troca 17 por 4 encontra OA=2, lê igualdade e marca E. A comparação 17>16 não deixa espaço para esse arredondamento.
Exemplo resolvido 5: a razão entre distâncias de 2014. Seis antenas apareciam numa figura em quilômetros, e o item 95 afirmava que a distância entre B(−8,−3) e D(8,6) era pelo menos 10% maior que a distância entre A(−10,2) e C(5,4). BD2=162+92=337 e AC2=152+22=229. A condição BD≥1,1AC equivale a 337≥1,21×229=277,09, que vale com folga: gabarito C. Quem prefere o valor, BD≈18,4 e AC≈15,1, razão ≈1,21, ou seja, 21% maior. As duas rotas chegam ao mesmo lugar; a dos quadrados chega sem aproximar.
O adjetivo é parte da conta
“Superior a 5” exclui o 5; “pelo menos 5” o inclui; “inferior a 5” exclui; “no máximo 5” inclui. Um item construído sobre o terno 3-4-5 pode fazer a distância cair exatamente em 5 e afirmar que ela é “superior a 5”: com a igualdade, a afirmação é falsa. A ordem segura é: termine a conta, decida pelos quadrados e, por último, releia o adjetivo exato do enunciado. Outro vício: comparar raízes “de cabeça” (50 parece “quase 7”, e é maior que 7, porque 50>49).
O meio do caminho e o centro do triângulo
Dois usos do ponto médio aparecem nos itens: encontrar o centro de um segmento (o ponto de encontro de dois caminhantes que partem ao mesmo tempo com a mesma velocidade, o centro de uma ponte) e, mais frequente, servir de passo intermediário para outra conta, como a reta pelos pontos médios de dois lados ou a mediatriz. A página do plano cartesiano apresenta o ponto médio como média das coordenadas; aqui interessa a sua ligação com a distância.
Ponto médio e baricentro
O ponto médio de A(xA,yA) e B(xB,yB) é M(2xA+xB,2yA+yB). Ele é o único ponto do segmento que equidista dos extremos: d(A,M)=d(M,B)=21d(A,B). O baricentro de um triângulo de vértices A, B e C é a média dos três: G(3xA+xB+xC,3yA+yB+yC); ele está sobre cada mediana, a 32 do caminho do vértice ao ponto médio do lado oposto.
Exemplo resolvido 6. Para A(−3,5) e B(7,−1), M=(2−3+7,25−1)=(2,2). Conferência por distâncias:d(A,M)2=52+32=34 e d(M,B)2=52+32=34; e d(A,B)2=102+62=136=4×34, como deve ser, já que d(A,B)=2d(A,M). Se um item disser que o ponto médio de A e B é (2,3), não é preciso recalcular: d(A,(2,3))2=25+4=29 e d((2,3),B)2=25+16=41; distâncias diferentes, o ponto não é o médio.
Exemplo resolvido 7. O triângulo de vértices A(0,0), B(6,0) e C(3,9) tem baricentro G=(30+6+3,30+0+9)=(3,3). O ponto médio de AB é M(3,0), e a mediana CM é o segmento vertical de (3,9) a (3,0), de comprimento 9; G está a d(C,G)=6 de C e a d(G,M)=3 de M, exatamente na razão 2:1. Numa placa triangular homogênea, G é o ponto em que ela se equilibra sobre a ponta de um lápis.
Que figura é esta? Meça lados e diagonais
Quando os vértices vêm como coordenadas, a figura está escondida nos números, e o jeito de revelá-la é medir. Três distâncias classificam um triângulo; quatro lados e duas diagonais classificam um quadrilátero. Como só interessa comparar, trabalhe com os quadrados até o fim.
Classificar por distâncias
Triângulo de lados a, b e c (com c o maior): dois lados iguais, isósceles; três iguais, equilátero; a2+b2=c2, retângulo (recíproca de Pitágoras); a2+b2>c2, acutângulo; a2+b2<c2, obtusângulo. O perímetro é a+b+c, e aí a raiz é inevitável.
QuadriláteroABCD: lados opostos iguais (AB=CD e BC=DA), paralelogramo; os quatro lados iguais, losango; paralelogramo com diagonais iguais (AC=BD), retângulo; losango com diagonais iguais, quadrado. Num paralelogramo as diagonais têm o mesmo ponto médio, o que dá um segundo teste.
À esquerda, o triângulo A(0,0), B(4,2), C(2,6): dois lados com quadrado 20 e um com 40, logo isósceles e retângulo em B. À direita, o quadrilátero com lados opostos iguais é um paralelogramo; as diagonais diferentes (61=25) excluem o retângulo, e os lados diferentes (26=17) excluem o losango. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 8.A(0,0), B(4,2) e C(2,6). AB2=16+4=20, BC2=4+16=20, CA2=4+36=40. Dois lados iguais: isósceles. E 20+20=40: o ângulo oposto ao maior lado, o ângulo em B, é reto. O triângulo é isósceles e retângulo, com perímetro 220+40=45+210. Conferência: a página de posições relativas daria o mesmo pelo produto dos coeficientes angulares de BA e BC, 21⋅(−2)=−1.
Exemplo resolvido 9.A(0,0), B(5,1), C(6,5), D(1,4). AB2=26, BC2=1+16=17, CD2=25+1=26, DA2=1+16=17: lados opostos iguais, paralelogramo. Diagonais: AC2=36+25=61 e BD2=16+9=25, diferentes, então não é retângulo; como 26=17, não é losango. Perímetro: 226+217. Conferência pelos pontos médios: o de AC é (3,2,5) e o de BD é (3,2,5); as diagonais se cortam ao meio, como em todo paralelogramo.
A menor distância até uma reta é a perpendicular
De um ponto fora de uma reta saem infinitos segmentos até ela, um para cada ponto da reta, e só um deles é o mais curto: o que chega em ângulo reto. A razão é Pitágoras de novo: se H é o pé da perpendicular e X é qualquer outro ponto da reta, o triângulo PHX é retângulo em H, e PX, hipotenusa, é maior que o cateto PH. Por definição, a distância de P à reta r é esse mínimo, d(P,r)=PH. Por isso os enunciados dizem “distância mínima”: estão nomeando a perpendicular.
Para transformar a definição em fórmula, use a reta na forma geral ax+by+c=0 e o ponto P(x0,y0). A queda vertical de P até a reta é fácil de calcular: o ponto da reta com a mesma abscissa de P tem ordenada yr=−bax0+c, e o segmento vertical mede h=∣y0−yr∣=∣b∣∣ax0+by0+c∣. A perpendicular é mais curta que a vertical por um fator que só depende da inclinação da reta: no triângulo retângulo formado pela vertical, pela perpendicular e pelo trecho da reta entre os dois pés, o ângulo entre a vertical e a perpendicular é igual ao ângulo agudo α que a reta faz com o eixo x (os lados de um são perpendiculares aos lados do outro: a vertical ao eixo, a perpendicular à reta), e então d=hcosα. Como a reta tem coeficiente angular m=−ba e tanα=∣m∣, vem cosα=1+m21=a2+b2∣b∣. Multiplicando, o ∣b∣ cancela: d(P,r)=hcosα=∣b∣∣ax0+by0+c∣⋅a2+b2∣b∣=a2+b2∣ax0+by0+c∣.
(Para a reta vertical, b=0, a queda vertical não existe, mas a fórmula continua valendo: d=∣ax0+c∣/∣a∣=∣x0−xr∣, a diferença das abscissas. Quem conhece vetores reconhece outra leitura: (a,b) é um vetor perpendicular à reta, e d é o módulo da projeção, sobre ele, do vetor que vai de um ponto qualquer da reta até P.)
Distância de ponto a reta
Para r:ax+by+c=0 e P(x0,y0), a distância é d(P,r)=a2+b2∣ax0+by0+c∣. Três condições para a fórmula valer: a reta na forma geral, com tudo de um lado e zero do outro (3x+4y=800 entra como 3x+4y−800=0, com c=−800); o módulo no numerador, porque ax0+by0+c tem sinal (positivo de um lado da reta, negativo do outro) e distância não tem; o denominadora2+b2, que desfaz o efeito de multiplicar a equação por uma constante (6x+8y−1600=0 é a mesma reta e dá a mesma distância, porque numerador e denominador dobram juntos). Casos imediatos: a distância da origem é a2+b2∣c∣; até a reta horizontal y=k é ∣y0−k∣; até a vertical x=k é ∣x0−k∣. Um ponto que está sobre a reta tem distância zero, porque zera o numerador.
A perpendicular de P(5,7) à reta 2x−y−1=0 mede 2/5; a queda vertical mede 2. A perpendicular é a vertical multiplicada por cosα=∣b∣/a2+b2=1/5, e é essa multiplicação que produz a fórmula. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 10. Qual é a distância de P(5,7) à reta y=2x−1? Forma geral: 2x−y−1=0, com a=2, b=−1, c=−1. Numerador: ∣2⋅5−7−1∣=∣2∣=2. Denominador: 4+1=5. Logo d=52=525≈0,89. Conferência pelo pé da perpendicular: o pé é H=P−t(a,b) com t=a2+b2ax0+by0+c=52, ou seja, H=(5−0,8,7+0,4)=(4,2;7,4). Ele está na reta (2⋅4,2−7,4−1=0) e d(P,H)=0,64+0,16=0,8≈0,89. A queda vertical, de P até (5,9), mede 2, mais que o dobro da perpendicular.
Exemplo resolvido 11: o canavial de 2025. O texto-base descrevia um canavial desenhado sobre um plano em metros e chamava de r a reta 3x+4y=800, eixo de uma estrada que corta a plantação. Item 23: “A distância mínima do ponto P(500,30) até o centro da estrada é superior a 200 m.” Forma geral: 3x+4y−800=0. Numerador: ∣3⋅500+4⋅30−800∣=∣1500+120−800∣=820. Denominador: 9+16=5. Distância: 820/5=164 m, que não é superior a 200: gabarito E. Conferência do erro mais comum: quem esquece o −800 calcula ∣1500+120∣/5=324 m e marca C com convicção. A palavra “mínima” no enunciado é a própria definição da perpendicular.
Exemplo resolvido 12: a estrada de 2020, em decâmetros. O texto-base daquele bloco informava que um trecho de estrada estava sobre a reta y=−x+2, com as medidas em quilômetros, e mandava usar 2≈1,41. O item 94, tipo B, pedia o menor percurso da origem até a estrada, com a resposta em decâmetros. Forma geral: x+y−2=0. Da origem, só o termo independente sobrevive: d=1+1∣−2∣=22=2≈1,41 km. Um decâmetro são 10 m, então 1 km são 100 dam e a resposta é 141. Repare na proporção do trabalho: a geometria cabe numa linha, e o que separa o acerto do erro é a conversão. Quem marca 001 entregou o quilômetro truncado; quem marca 014 tratou o decâmetro como se valesse 100 m.
Zerar a reta, depois aplicar
Três erros respondem pela maior parte dos pontos perdidos aqui. O primeiro é usar a fórmula com a reta ainda escrita como ax+by=c: o termo independente precisa atravessar a igualdade com o sinal trocado antes de entrar no numerador. O segundo é medir a queda vertical (ou horizontal) e chamá-la de distância; as duas só coincidem quando a reta é horizontal (ou vertical). O terceiro aparece quando a reta vem na forma reduzida y=mx+n: os coeficientes da forma geral são m, −1 e n, e o denominador é m2+1, não m2+n2.
Reta ou segmento? Depende de onde cai o pé
Uma reta é infinita; um segmento tem dois extremos. A distância de ponto a segmento é o menor comprimento entre o ponto e algum ponto do segmento, e isso muda a conta num caso: quando o pé da perpendicular à reta que contém o segmento cai fora dele. Nesse caso o ponto do segmento mais próximo é um dos extremos, e a distância é a distância a esse extremo, maior que a distância à reta.
Distância de ponto a segmento
Para P e o segmento AB: se o pé H da perpendicular de P à reta AB está entre A e B, d(P,AB)=d(P,reta AB); se não está, d(P,AB)=min{d(P,A),d(P,B)}. Um teste só com distâncias: o pé cai dentro do segmento quando os ângulos em A e em B do triângulo PAB são ambos agudos (ou retos), isto é, quando PB2≤PA2+AB2 e PA2≤PB2+AB2. Se uma das desigualdades falha, o ângulo correspondente é obtuso, o pé cai do lado de fora, além daquele vértice, e a distância ao segmento é a distância a esse vértice.
Mesmo segmento, dois pontos. Para P, o pé da perpendicular está entre A e B e a distância ao segmento é a distância à reta. Para Q, o pé cai no prolongamento, além de B: o ponto do segmento mais próximo é o próprio B, e a distância sobe de 3 para 5. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 13: o Itamaraty de 2024. Item 87, tipo B: “Na situação da figura I, calcule, em metros, a distância entre o ponto B e o segmento de reta que liga os pontos A e D, utilizando, caso necessário, a aproximação 17≈4,12. Multiplique o valor encontrado por 10. Após realizar todos os cálculos solicitados, despreze, para a marcação no Caderno de Respostas, a parte fracionária do resultado final obtido, caso exista.” Da figura, A(−3,0), B(3,0) e D(0,12). Primeiro, a reta que contém A e D: o declive é 0−(−3)12−0=4, a equação reduzida é y=4x+12 e, com tudo de um lado, 4x−y+12=0. A distância de B a essa reta é 16+1∣4⋅3−0+12∣=1724≈4,1224≈5,83 m. Segundo, o pé cai dentro do segmento? BA2=36, BD2=9+144=153, AD2=9+144=153. Em A: BD2=153≤BA2+AD2=189, agudo. Em D: BA2=36≤BD2+AD2=306, agudo. O pé está entre A e D (perto de A), e a distância ao segmento é a distância à reta. Vezes 10: 58,3; resposta 058. Conferência: o 17 oferecido no comando é exatamente o a2+b2 de 4x−y+12=0, o que confirma a reta montada; e o pé, calculado com t=1724, é H=(3−1796,0+1724)≈(−2,65;1,41), de fato entre A e D.
Exemplo resolvido 14: quando o pé cai fora. O ponto Q(10,3) e o segmento de A(0,0) a B(6,0). A reta AB é o eixo x, e a distância de Q a ela é 3. Mas o pé da perpendicular é (10,0), que não está entre 0 e 6. Pelo teste: QA2=109, QB2=16+9=25, AB2=36; em B, QA2=109>QB2+AB2=61, ângulo obtuso. O ponto do segmento mais próximo de Q é B, e d(Q,AB)=d(Q,B)=5. Quem responde 3 mediu a distância à reta errada: o segmento acabou antes.
Duas paralelas estão sempre à mesma distância
Retas paralelas não se encontram, e a separação entre elas é a mesma em qualquer ponto; isso permite defini-la escolhendo um ponto arbitrário numa delas e medindo a sua distância à outra. Quando as duas estão escritas com os mesmos coeficientes de x e de y, a conta se reduz à diferença dos termos independentes.
Distância entre retas paralelas
Para r:ax+by+c1=0 e s:ax+by+c2=0 (mesmos a e b),
d(r,s)=a2+b2∣c1−c2∣.
Dedução: tome um ponto (x0,y0) de r; nele, ax0+by0=−c1, e a sua distância a s é a2+b2∣ax0+by0+c2∣=a2+b2∣c2−c1∣. Se as equações vieram com coeficientes proporcionais mas não iguais (2x−3y+4=0 e 4x−6y−10=0), divida uma delas antes; subtrair termos independentes de equações com escalas diferentes dá um número sem significado. Retas concorrentes têm distância zero, porque compartilham um ponto; retas coincidentes também.
A separação entre paralelas não depende do ponto escolhido para medi-la. Com os coeficientes de x e y igualados (2x−3y+4=0 e 2x−3y−5=0), ela é ∣4−(−5)∣/13=9/13. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 15.r:2x−3y+4=0 e s:4x−6y−10=0. Os coeficientes de s são o dobro dos de r: paralelas. Divida s por 2: 2x−3y−5=0. Agora d=4+9∣4−(−5)∣=139≈2,50. Conferência por um ponto:(−2,0) está em r (−4+4=0), e a sua distância a s na forma original é 16+36∣4⋅(−2)−0−10∣=5218=21318=139. Quem subtraísse 4 e −10 sem dividir obteria 14/13, errado.
Exemplo resolvido 16: duas faixas de uma avenida. As bordas de uma ciclovia são as retas y=43x+2 e y=43x−1, em metros. Forma geral com os mesmos coeficientes: 3x−4y+8=0 e 3x−4y−4=0. Largura: 5∣8−(−4)∣=512=2,4 m. A diferença das ordenadas na origem, 2−(−1)=3, é a queda vertical entre as retas, maior que a largura real, porque a ciclovia é inclinada: 3cosα=3⋅54=2,4.
Equidistar: mediatriz, bissetriz e a faixa em torno de uma reta
“Estar à mesma distância” é uma condição que, escrita com as fórmulas desta página, produz uma equação, e a equação descreve um conjunto de pontos: um lugar geométrico. Três deles cabem aqui porque são distância pura; a circunferência, o lugar dos pontos a distância fixa de um centro, tem página própria.
Três lugares geométricos de equidistância
Mediatriz de AB: os pontos P com d(P,A)=d(P,B). Elevando ao quadrado, os termos em x2 e y2 se cancelam e sobra uma equação do primeiro grau: uma reta, perpendicular a AB pelo ponto médio.
Bissetrizes de duas retas concorrentes r e s: os pontos P com d(P,r)=d(P,s). Igualando as duas frações com módulo, saem duas retas, perpendiculares entre si, que dividem ao meio os quatro ângulos formados por r e s.
Faixa em torno de r: os pontos a distância k de r formam duas retas paralelas a r, uma de cada lado; os pontos a distância menor que k formam a faixa entre elas.
À esquerda, a mediatriz de AB como conjunto dos pontos equidistantes de A e B: (6,1) está a 26 de ambos. À direita, as bissetrizes de 3x+4y=0 e 4x−3y=0: o ponto (7,1) dista 5 de cada reta. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 17: a mediatriz por distâncias.A(1,2) e B(5,6). Um ponto P(x,y) equidista deles quando (x−1)2+(y−2)2=(x−5)2+(y−6)2. Expandindo, x2−2x+1+y2−4y+4=x2−10x+25+y2−12y+36; os quadrados somem e fica 8x+8y=56, isto é, x+y=7. Conferência: o ponto médio (3,4) satisfaz 3+4=7; o coeficiente angular da mediatriz é −1 e o de AB é 5−16−2=1, produto −1, perpendiculares; e (6,1), que está na mediatriz, dista 25+1 de A e 1+25 de B. A página de posições relativas chega à mesma reta pela perpendicular ao ponto médio; aqui ela saiu só da igualdade de distâncias, e é assim que a prova costuma defini-la (“o conjunto dos pontos equidistantes de duas torres”).
Exemplo resolvido 18: as bissetrizes.r:3x+4y=0 e s:4x−3y=0, as duas pela origem, ambas com a2+b2=5. A condição d(P,r)=d(P,s) é 5∣3x+4y∣=5∣4x−3y∣, ou seja, 3x+4y=±(4x−3y). Com o sinal positivo, x=7y; com o negativo, 7x=−y. As bissetrizes são y=71x e y=−7x, perpendiculares (71⋅(−7)=−1). Conferência:(7,1) está na primeira e dista 5∣21+4∣=5 de r e 5∣28−3∣=5 de s.
Exemplo resolvido 19: a faixa de segurança. Uma linha de alta tensão segue a reta 3x+4y−800=0 (metros) e a norma proíbe construir a menos de 50 m dela. Os pontos a exatamente 50 m satisfazem 5∣3x+4y−800∣=50, isto é, 3x+4y−800=±250: as retas 3x+4y=1050 e 3x+4y=550. A área proibida é a faixa 550<3x+4y<1050. O ponto P(500,30) do item de 2025, a 164 m, está fora dela; o ponto (200,50), com ∣600+200−800∣=0, está sobre a própria linha.
A mesma fórmula com uma coordenada a mais
No espaço, um plano tem equação ax+by+cz+d=0 e a distância de um ponto (x0,y0,z0) até ele é a2+b2+c2∣ax0+by0+cz0+d∣: a mesma estrutura, com um termo a mais em cima e em baixo. É com ela que um programa de modelagem decide se um ponto está “em cima” de uma superfície plana e que um receptor de GPS avalia o erro de uma solução em relação a um plano de referência.
Ler coordenadas na figura e entregar a unidade certa
Os itens de distância do PAS 3 quase sempre chegam com figura: um mapa, uma planta, um campo, um diagrama. Parte das coordenadas está escrita no texto; parte, só no desenho, nas marcas dos eixos ou em linhas tracejadas até eles. E a resposta do tipo B exige uma unidade específica, às vezes diferente da unidade dos eixos. Três itens mostram as três leituras.
Exemplo resolvido 20: coordenadas lidas das marcas dos eixos (2014). A figura II do caderno trazia seis antenas com linhas tracejadas até os eixos, e as marcas diziam −10, −8, 5, 8 e 12 no eixo x e 6, 4, 2, −2, −3 e −5 no eixo y. Daí saem A(−10,2), B(−8,−3), C(5,4), D(8,6), E(8,−2) e F(12,−5), em quilômetros. Sem essa leitura o item 95 (razão entre BD e AC, Exemplo 5) não tem como começar. Em figuras assim, siga cada tracejado até o número da marca e anote o par antes de qualquer conta; o erro típico é trocar a ordem ou ler um sinal negativo como positivo num ponto abaixo do eixo.
Exemplo resolvido 21: uma coordenada que a figura não dá e a circunferência fornece (2008). O diagrama de um home theater punha a TV em A, no topo de uma semicircunferência de raio 4 m e centro D(4,0), as caixas de som em B(1,yB) e C sobre a mesma semicircunferência, e o telespectador em D. Item 55: “Nesse diagrama, a distância entre a TV e a caixa de som posicionada em B é superior a 3 metros.” A está exatamente acima de D, a 4 m: A(4,4). A ordenada de B não está escrita, mas B está a 4 m de D: (1−4)2+yB2=16, logo yB2=7 e yB=7≈2,65. Agora AB2=(4−1)2+(4−7)2=9+16−87+7=32−87. É maior que 9? Equivale a 23>87, e, pelos quadrados, 529>448. Sim: AB≈3,29 m, gabarito C. A distância pediu, antes, uma distância: yB veio da condição de B estar a 4 m do centro, que é a equação da circunferência disfarçada.
Exemplo resolvido 22: distância sobre um eixo, em centímetros (2012). O campo de futebol do caderno tinha a linha de fundo sobre o eixo y, com os postes do gol em M(0,−2073) e N(0,2073), o ponto G(20,0) sobre o eixo x (a marca do pênalti, a 20 m da linha) e E entre O e G, também no eixo x. Item 84, tipo B: “Considere que uma bola chutada por um jogador posicionado no ponto G descreva uma trajetória retilínea, fazendo um ângulo igual a arctg(7/16) com a reta entre os pontos G e E. Com base nesses dados, calcule, em centímetros, a distância mínima entre a bola e a trave vertical do gol no momento em que a bola cruza a linha de fundo, isto é, calcule a distância mínima entre o ponto onde a bola cruza a linha de fundo e os pontos M ou N.” A reta GE é o eixo x. A trajetória sai de G(20,0) com inclinação de tangente 167 em relação ao eixo e chega à linha de fundo (x=0) depois de avançar 20 m na horizontal; o deslocamento vertical é 20⋅167=8,75 m, para cima ou para baixo conforme o lado do chute. A bola cruza em (0,±8,75). A trave mais próxima está em y=±3,65, na mesma vertical: a distância é a diferença das ordenadas, 8,75−3,65=5,10 m, ou seja, 510 cm. Conferência: a simetria do campo faz os dois lados darem o mesmo valor, e a tangente foi o único passo que não é desta página. Lembre que o caderno pediu centímetros com o plano em metros: 5,10 seria uma resposta errada.
Exemplo resolvido 23: tempo como distância disfarçada (2016). A prova de 2016 dispôs 14 caixas de som de uma orquestra de laptops num plano em metros, simétricas em relação ao eixo y, e deu numa tabela as ordenadas: as caixas D e D′ em y=5, as caixas G e G′ em y=3. Item 66: “Se as abscissas das caixas D’ e G forem, respectivamente, iguais a 2,5 e −0,5, sendo a velocidade do som constante, então o som emitido pela caixa D’ e o som emitido pela caixa G demorarão o mesmo tempo para chegar ao ponto (2,−5).” Com velocidade igual, tempos iguais exigiriam distâncias iguais. De D′(2,5;5) ao ponto: 0,52+102=100,25. De G(−0,5;3): 2,52+82=70,25. Quadrados diferentes, distâncias diferentes, tempos diferentes: gabarito E. O som de G chega antes.
Escala, unidade e o número que vai para o cartão
Numa planta em escala 1:200, dois pontos separados por 3,5 cm no papel estão a 700 cm =7 m no terreno; a distância calculada pelas coordenadas do desenho precisa ser multiplicada pela escala antes de virar resposta. Nos itens de resposta numérica do PAS, a unidade pedida (a resposta em centímetros no item de 2012, em decâmetros no de 2020, e o fator 10 do item de 2024) é a última conversão, e a parte fracionária é desprezada só no fim, nunca no meio da conta: 58,3 vira 58, mas 5,83 truncado antes de multiplicar daria 50.
Como a banca pergunta
Comparação com limiar (tipo A): “é superior a”, “é inferior a”, “é maior que a metade de”. Compare quadrados; respeite o adjetivo. Itens 2013/64 (281 contra 510), 2015/117, 2019/77, 2008/55.
Razão ou porcentagem entre distâncias: “pelo menos 10% maior”. Eleve o fator ao quadrado (1,12=1,21) e compare d2. Item 2014/95.
Tempo, custo ou consumo proporcional à distância: velocidade constante transforma a pergunta em comparação de distâncias. Itens 2019/77 e 2016/66.
Distância mínima até uma reta (tipo A ou B): a palavra “mínima” aponta a perpendicular; forma geral, módulo, denominador. Itens 2025/23 e 2020/94.
Distância a um segmento (tipo B): calcule pela reta e verifique se o pé cai dentro; a banca forneceu 17 como pista. Item 2024/87.
Coordenada que falta: uma distância conhecida (raio, comprimento de um cabo) fornece a coordenada que a figura não escreve. Itens 2008/55 e 2009/103 (a usina a 10 km do consumidor, com P(0,8), dá Q(6,0) pelo terno 6-8-10).
Resposta numérica com unidade exótica: decâmetros, centímetros, “multiplique por 10”. A conversão é a última linha da conta. Itens 2012/84, 2020/94, 2024/87.
Os erros que mais derrubam
Decidir pela figura. O desenho do terreno de 2015 e o mapa de 2019 foram feitos para que a distância maior parecesse menor. A conta decide; o olho não.
Arredondar a raiz antes de comparar.17≈4 transforma 2,06>2 em “igual”. Compare 17 com 16.
Ler “superior” como “maior ou igual”. O terno 3-4-5 está lá para dar exatamente o limiar.
Esquecer o termo independente.3x+4y=800 sem o −800 no numerador dá 324 m em vez de 164 m.
Confundir queda vertical com distância. A vertical só coincide com a perpendicular quando a reta é horizontal.
Tratar segmento como reta. Quando o pé cai fora, a distância é até o extremo mais próximo, e é maior.
Subtrair termos independentes de paralelas com escalas diferentes. Iguale os coeficientes de x e y primeiro.
Entregar a unidade dos eixos em vez da unidade pedida. 1,41 km são 141 dam; 5,10 m são 510 cm.
Trocar a ordem ou o sinal ao ler coordenadas de uma figura. Siga o tracejado até a marca e escreva o par antes de calcular.
O essencial em meia página
d(P,Q)=(Δx)2+(Δy)2: Pitágoras nas diferenças de coordenadas; segmento horizontal ou vertical, módulo da diferença. Ternos 3-4-5, 5-12-13, 8-15-17 e múltiplos.
Comparar distâncias é comparar d2; “10% maior” vira fator 1,21 nos quadrados; “superior” é estrito.
Ponto médio = média das coordenadas, equidistante dos extremos; baricentro = média dos três vértices, a 2/3 de cada mediana.
d(P,r)=a2+b2∣ax0+by0+c∣ com a reta na forma ax+by+c=0; da origem, ∣c∣/a2+b2; é a perpendicular, que vale hcosα da queda vertical.
Segmento: distância à reta se o pé cai dentro (ângulos em A e B não obtusos), senão distância ao extremo mais próximo.
Paralelas com os mesmos a e b: ∣c1−c2∣/a2+b2; iguale os coeficientes antes.
Equidistância: de dois pontos, mediatriz (reta); de duas retas, bissetrizes (duas retas perpendiculares); de uma reta, duas paralelas (faixa); de um ponto, circunferência.
Leia coordenadas das marcas dos eixos; use uma distância conhecida para achar a coordenada que falta; converta para a unidade pedida no fim.
Exercícios temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.
Flashcards temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar os cartões de revisão.
G. A. Distância entre 2 pontos (exemplos e dedução da fórmula)
Equaciona Com Paulo Pereira · 9:56
Introdução. O professor “trabalha com o cálculo da distância entre 2 pontos”, faz exemplos e “demonstra a fórmula” a partir do triângulo retângulo: é a seção “Toda distância entre dois pontos é um Pitágoras”, no ritmo de uma primeira aula, com a mesma dedução pelos catetos Δx e Δy que a página resume.
Distância entre ponto e reta - Aula 18
Portal da Matemática OBMEP · 8:05
Aprofundamento. O professor Vander Martins (Portal da Matemática, IMPA/OBMEP, 3.º ano) deduz “uma fórmula para distância entre reta e ponto a partir da fórmula da distância entre reta e a origem” (a aula 17 da mesma série), usando translação de eixos: é a seção “A menor distância até uma reta é a perpendicular”, com uma segunda dedução, diferente da que a página faz pela queda vertical e pelo cosseno, chegando à mesma fórmula |ax₀ + by₀ + c|/√(a² + b²).
Exercícios: Distância entre retas paralelas – Altura de um triângulo - Aula 19
Portal da Matemática OBMEP · 11:48
Aplicação. Na mesma série, dois exercícios: obter “uma fórmula para a distância entre essas retas” paralelas ax + by + c = 0 e ax + by + c’ = 0, e “determinar a altura relativa ao vértice A no triângulo ABC” com A = (−3, 0), B = (0, 0) e C = (6, 8). O primeiro é a seção “Duas paralelas estão sempre à mesma distância”; o segundo é a distância de ponto a reta usada para medir uma altura, a aplicação que liga esta página à área do triângulo.
PAS 3 UnB 2025 - Item 23 | Distância de ponto a reta - Prof. Tatarin
Matemática Linda · 8:07
Resolução. “Resolução passo a passo do item 23 de Geometria Analítica do PAS 3 UnB 2025” (a distância mínima de P(500, 30) até a estrada 3x + 4y = 800, gabarito E): é o Exemplo resolvido 11 da página, com a forma geral, o módulo e o denominador √(3² + 4²) = 5 feitos no quadro, e a comparação final com o limiar de 200 m.
A estrada vira a reta 3x+4y=800 e a casa, o ponto P(500,30): o PAS 3 de 2025 perguntou pela distância mínima entre os dois, e a resposta é a perpendicular, 164 m.A distância é a hipotenusa do triângulo cujos catetos são as diferenças de coordenadas: de P(−4,1) a Q(8,6), Δx=12, Δy=5 e d=13. Quando uma das diferenças é zero, o triângulo degenera e a distância é o módulo da outra. Diagrama autoral.À esquerda, o triângulo A(0,0), B(4,2), C(2,6): dois lados com quadrado 20 e um com 40, logo isósceles e retângulo em B. À direita, o quadrilátero com lados opostos iguais é um paralelogramo; as diagonais diferentes (61=25) excluem o retângulo e os lados diferentes (26=17) excluem o losango. Diagrama autoral.A perpendicular de P(5,7) à reta 2x−y−1=0 mede 2/5; a queda vertical mede 2. A perpendicular é a vertical multiplicada por cosα=∣b∣/a2+b2=1/5, e é essa multiplicação que produz a fórmula. Diagrama autoral.Mesmo segmento, dois pontos. Para P, o pé da perpendicular está entre A e B e a distância ao segmento é a distância à reta. Para Q, o pé cai no prolongamento, além de B: o ponto do segmento mais próximo é o próprio B, e a distância sobe de 3 para 5. Diagrama autoral.A separação entre paralelas não depende do ponto escolhido para medi-la. Com os coeficientes de x e y igualados (2x−3y+4=0 e 2x−3y−5=0), ela é ∣4−(−5)∣/13=9/13. Diagrama autoral.À esquerda, a mediatriz de AB como conjunto dos pontos equidistantes de A e B: (6,1) está a 26 de ambos. À direita, as bissetrizes de 3x+4y=0 e 4x−3y=0: o ponto (7,1) dista 5 de cada reta. Diagrama autoral.Qual diagonal é a maior? Em 2015 o desenho sugeria uma resposta e a conta dava a outra: AC2=225<BD2=269. Compare quadrados, não impressões.De um ponto fora da reta saem infinitos caminhos até ela; o mais curto é o perpendicular. A fórmula ∣ax0+by0+c∣/a2+b2 mede exatamente esse.Sobre uma fachada como esta o PAS 3 de 2024 marcou A(−3,0), B(3,0) e D(0,12) e pediu a distância de B ao segmento AD: 24/17≈5,83 m, com o pé da perpendicular dentro do segmento.A separação entre paralelas é a mesma em qualquer ponto, e se mede na perpendicular: ∣c1−c2∣/a2+b2, depois de igualar os coeficientes de x e y.Os pontos que equidistam de duas torres formam a mediatriz do segmento que as une: igualando os quadrados das distâncias, os termos quadráticos somem e sobra uma reta.Em linha reta, a distância entre dois pontos é a diagonal de um retângulo de catetos Δx e Δy: Pitágoras aplicado ao mapa.Mesma velocidade, tempos proporcionais às distâncias: o PAS 3 de 2019 comparou 17/2 com 2, e a diferença estava em 17>16.
Rota PAS 3
Geometria analítica II e números complexos: o plano que mede e gira · PAS 3
Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
Rota PAS 3 — Geometria analítica II e números complexos: o plano que mede e gira · Quanto mede o caminho entre dois pontos (fórmula da distância, comparação de quadrados, itens 2014/95, 2019/77, 2016/66, 2015/117, 2013/64, 2009/103 e 2021/28); A distância de um ponto a uma reta: a perpendicular decide (fórmula, forma geral, retas paralelas, itens 2025/23, 2020/94 e 2024/87, a figura da queda vertical); Banco de treino T1, T3, T4 e T5 e o histórico (2008/55 e 2012/84, dependentes de figura)
Recorte por assunto: só o que é distância. A área por coordenadas ficou na página do plano cartesiano; a circunferência e os números complexos, nas páginas próprias. O capítulo foi usado como fonte de fatos, de recorte e de itens reais; abertura, exemplos, números e ordem desta página são próprios.
Rota PAS 3 — Geometria analítica I: o plano como endereço · Ponto: o endereço no plano (ponto médio); Leia como na prova (bloco de 2025, a decisão de que o item 23 é distância ponto–reta); Resolvidos no formato da prova (item 2009/103)
Só o ponto médio e a leitura do bloco de 2025 vieram daqui; coeficiente angular, equação da reta, paralelismo e perpendicularismo são das páginas vizinhas.
Resoluções do Banco de treino — Parte III, Matemática · T1 (2015/117), T3 (variante de 2025/23), T4 (variante de 2024/87), T5 (2020/94), T8 (mediatriz como lugar geométrico)
Conferência dos gabaritos e dos caminhos de resolução; a prosa das resoluções desta página é própria.
Mapa de itens de Matemática do PAS 3 (p1-mat a p4-mat + grep nas três classificações) · Itens marcados DA: PAS 3 2014/95, 2019/77, 2016/66, 2015/117, 2020/94 (B), 2024/87 (B), 2025/23, 2008/55 (fig), 2012/84 (B, fig); reuso por GUID de 2013/64 (teorema-de-pitagoras), 2009/103 e 2021/28 (plano-cartesiano)
Mapa vinculante para as 12 páginas de Matemática do PAS 3; todos os itens desta página foram abertos na imagem do caderno a 150 dpi.
Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe), 3.ª etapa · 2008 (itens 55 a 57, home theater), 2012 (itens 80 a 84, campo de futebol), 2014 (itens 95 a 100, antenas), 2015 (itens 116 a 120, terreno), 2016 (itens 63 a 69, caixas de som da orquestra de laptops), 2019 (itens 76 a 79, porto de Nova Iorque), 2020 parte 2 (itens 91 a 94, flores do cerrado), 2024 (itens 84 a 87, Itamaraty), 2025 (itens 23 a 26, canavial)
Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos em classificacao-pas3/AAAA.json (2008/55 C, 2012/84 resposta 510, 2014/95 C, 2015/117 E, 2016/66 E, 2019/77 C, 2020/94 resposta 141, 2024/87 resposta 058, 2025/23 E).
Cadernos em PDF (figuras e textos-base) · 2008-PAS3 p. 9 do PDF: diagrama do home theater com A no topo da semicircunferência de centro D(4, 0) e raio 4, B(1, y_B) e C; 2012-PAS3 p. 16–17: campo com O(0, 0), A(0, −36), B(0, −20), C(0, −9), M(0, −73/20), N(0, 73/20), G(20, 0), K(100, 36); 2014-PAS3 p. 15: figura II com A(−10, 2), B(−8, −3), C(5, 4), D(8, 6), E(8, −2), F(12, −5); 2015-PAS3 p. 21: terreno ABCD; 2016-PAS3 p. 9–10: 14 caixas simétricas e a tabela de ordenadas; 2019-PAS3 p. 10: mapa do porto com a tabela de coordenadas; 2020-PAS3 parte 2 p. 8: flores do cerrado e a estrada y = −x + 2; 2024-PAS3 p. 12: fachada do Itamaraty com A(−3, 0), B(3, 0), C(0, 9), D(0, 12), E(−3, 9), F(3, 9); 2025-PAS3 p. 5: canavial e a reta 3x + 4y = 800
Páginas abertas a 150 dpi; todas as coordenadas e rótulos usados na teoria e nas questões foram lidos na imagem.