Vistos de satélite, os pivôs de irrigação de Cristalina, a 130 km de Brasília, são discos verdes quase perfeitos, alguns com 800 m de raio. Num mapa em coordenadas, cada pivô é um centro e um raio. Que equação descreve a borda molhada, e como decidir, sem desenhar, se uma estrada vicinal passa por dentro, apenas encosta ou fica de fora do círculo?
O que você vai aprender
Escrever a equação de uma circunferência a partir do centro e do raio, na forma reduzida (x − a)² + (y − b)² = r², e ler centro e raio de uma equação dada, inclusive com sinais trocados e com o raio escondido como r².
Passar da forma geral x² + y² + Dx + Ey + F = 0 à forma reduzida completando quadrados, reconhecer quando uma equação do 2.º grau é ou não uma circunferência (coeficientes iguais em x² e y², sem termo xy) e decidir pela condição r² > 0 se ela representa uma circunferência, um único ponto ou o conjunto vazio.
Classificar a posição de um ponto em relação à circunferência comparando d² com r² (interior, sobre a curva, exterior) e descrever o círculo (disco) por uma desigualdade.
Classificar a posição de uma reta em relação à circunferência pela distância do centro à reta comparada ao raio (secante, tangente, exterior), encontrar os pontos de interseção por substituição e escrever a tangente num ponto da curva usando a perpendicularidade com o raio.
Determinar a circunferência que passa por três pontos (mediatrizes ou sistema em D, E, F), que tem um diâmetro dado, que é tangente a um ou aos dois eixos, ou cujo centro está sobre uma reta dada, e reconhecer quando a circunferência pedida não existe.
Analisar duas circunferências pela distância entre os centros (exteriores, tangentes, secantes, interiores) e achar os seus pontos comuns.
Ler coordenadas em figuras com escala (mapas em quilômetros, campos de futebol, fachadas, telescópios), respeitar a unidade pedida e resolver os itens numéricos do tipo B do PAS/UnB, inclusive quando o enunciado redefine o que chama de R.
Abra um mapa de satélite sobre Cristalina, em Goiás, a 130 km de Brasília, e a paisagem parece um tabuleiro de moedas verdes: são os pivôs centrais de irrigação, cada um girando um braço de tubos em torno de uma torre fixa, alguns com 800 m de raio. Cada disco é definido por dois dados apenas, o ponto onde a torre está e o comprimento do braço, e é exatamente isso que uma circunferência é no plano cartesiano: um centro e um raio. Com esses dois dados escritos numa equação, toda pergunta sobre o pivô vira conta: a estrada vicinal que passa a 700 m da torre entra na área molhada? O poço em tal coordenada fica dentro ou fora? Dois pivôs vizinhos se sobrepõem? Nenhuma delas pede desenho. Pedem uma comparação entre uma distância e o raio.
Esta página constrói a equação da circunferência a partir da distância entre dois pontos, ensina a extrair centro e raio de uma equação desarrumada, classifica pontos e retas em relação à curva, monta a circunferência a partir de condições (três pontos, um diâmetro, tangência aos eixos) e compara duas circunferências. No fim, lê as figuras com escala que a prova usa, de campos de futebol a mapas de estado. A fórmula da distância que sustenta tudo é a de Distâncias na geometria analítica; a reta que vai cruzar a curva é a de Equação da reta; elipse, parábola e hipérbole ficam em Cônicas, e a circunferência de raio 1 que mede ângulos, em Ciclo trigonométrico.
Uma regra, não um desenho: a forma reduzida
Tome um ponto fixo C(a,b) e um número r>0. A circunferência de centro C e raio r é o conjunto de todos os pontos P(x,y) do plano cuja distância até C vale exatamente r. Escreva a distância com a fórmula de Pitágoras e eleve ao quadrado para tirar a raiz:
d(P,C)=r⟺(x−a)2+(y−b)2=r⟺r2=(x−a)2+(y−b)2.
A última igualdade é a forma reduzida (ou canônica) da equação. Ela diz, em símbolos, “a distância de (x,y) ao centro, ao quadrado, é r2”. Um ponto está na curva se, e somente se, as suas coordenadas tornam a igualdade verdadeira.
Forma reduzida da circunferência
Para o centro C(a,b) e o raio r>0, a equação é (x−a)2+(y−b)2=r2. Casos que valem decorar: centro na origem, x2+y2=r2; centro sobre o eixo x, (x−a)2+y2=r2; centro sobre o eixo y, x2+(y−b)2=r2. O lado direito é o quadrado do raio, nunca o raio.
Dois cuidados de leitura resolvem a maior parte dos erros. O primeiro é o sinal: em (x+2)2+(y−5)2=49, a abscissa do centro é −2, porque x+2=x−(−2); a ordenada é 5. O segundo é a raiz: o raio é 49=7, não 49. Uma conferência barata é testar um ponto óbvio: o centro mais o raio na horizontal, (−2+7,5)=(5,5), deve satisfazer a equação, e satisfaz: 72+02=49.
Exemplo resolvido 1: da equação ao desenho. Identifique centro e raio de (x+2)2+(y−5)2=49 e encontre os pontos mais alto e mais baixo da curva.
Estratégia: ler a e b com o sinal trocado em relação ao que está dentro dos parênteses, e tirar a raiz do lado direito.
Resolução:C(−2,5) e r=7. O ponto mais alto está uma unidade de raio acima do centro, (−2,12); o mais baixo, (−2,−2).
Conferência: em (−2,12), (0)2+(7)2=49; em (−2,−2), 0+(−7)2=49. Os dois pertencem à curva.
Exemplo resolvido 2: do desenho à equação. Um pivô tem a torre em (3,−1), em centenas de metros, e um braço de 500 m. Escreva a equação da borda irrigada.
Resolução: 500 m são 5 unidades. (x−3)2+(y+1)2=25. Repare em y+1: a ordenada do centro é −1, e y−(−1)=y+1.
Conferência: o ponto (7,2) está a 42+32=5 do centro, e de fato 42+32=25.
A circunferência (x − 3)² + (y + 1)² = 25 e três pontos: P(7, 2) está sobre a curva, porque 4² + 3² = 25; a origem está dentro, porque 3² + 1² = 10 < 25; R(−2, 3) está fora, porque 5² + 4² = 41 > 25. Diagrama autoral.
Vale distinguir duas palavras que a prova usa com precisão. Circunferência é a linha, o conjunto dos pontos a distância exatamente r do centro. Círculo (ou disco) é a região: a linha mais tudo o que está dentro dela. A equação com sinal de igual descreve a circunferência; a região pede uma desigualdade, como veremos adiante.
A forma geral esconde o centro: complete quadrados
Expanda a forma reduzida do exemplo 2: (x−3)2+(y+1)2=25 dá x2−6x+9+y2+2y+1=25, isto é,
x2+y2−6x+2y−15=0.
Essa é a forma geral: x2+y2+Dx+Ey+F=0. Ela é a que aparece nos itens, porque esconde o centro e o raio atrás de três números. O caminho de volta chama-se completar quadrados e usa uma identidade só: x2+Dx=(x+2D)2−4D2. Em palavras: metade do coeficiente, elevada ao quadrado, é o número que falta para fechar o quadrado perfeito, e esse número precisa ser compensado do outro lado.
Da forma geral ao centro e ao raio
Se x2+y2+Dx+Ey+F=0, então
(x+2D)2+(y+2E)2=4D2+4E2−F,
logo o centro é C(−2D,−2E) e o raio é r=4D2+4E2−F, desde que o radicando seja positivo.
Para ser circunferência, a equação do 2.º grau precisa ter coeficientes iguais em x2 e y2 e nenhum termo em xy. Se os coeficientes são iguais mas diferentes de 1, como em 3x2+3y2−6x+12y−3=0, divida tudo por eles antes de qualquer outra coisa.
Exemplo resolvido 3: completar quadrados com os dois sinais. Encontre centro e raio de x2+y2+6x−10y+18=0.
Estratégia: agrupar x com x e y com y, passar o termo independente para a direita, somar aos dois lados os números que fecham os quadrados.
Resolução:(x2+6x)+(y2−10y)=−18. Metade de 6 é 3, e 32=9; metade de −10 é −5, e (−5)2=25. Somando 9 e 25 aos dois lados: (x+3)2+(y−5)2=−18+9+25=16. Centro (−3,5), raio 4.
Conferência: pela fórmula, −D/2=−3 e −E/2=5; r2=9+25−18=16. Expandindo de volta, x2+6x+9+y2−10y+25=16 devolve a equação original.
Completar quadrados é uma estrada de mão dupla: de cima para baixo revela centro e raio; de baixo para cima (expandir) confere a conta. O número somado em cada variável é o quadrado da metade do coeficiente. Diagrama autoral.
A prova gosta de embaralhar a equação antes de entregá-la. Em 2024, a fachada do Palácio do Itamaraty veio com o arco escrito como 18y−x2−y2=72. Nada muda: passe tudo para um lado, x2+y2−18y+72=0, e complete o quadrado em y: x2+(y−9)2=81−72=9. Centro (0,9), raio 3, que era exatamente o círculo esboçado na foto, passando por D(0,12), E(−3,9) e F(3,9). O item era certo, e quem não reorganizou a equação sequer viu que havia uma circunferência ali.
O número da direita é $r^2$; e "interior" não inclui a borda
Em (x−4)2+(y+6)2=49 o raio é 7, e a afirmação “raio igual a 49” é falsa. É o deslize mais frequente deste assunto, justamente por ser o último passo da conta: a atenção já foi embora quando a raiz ainda falta. O segundo erro é de vocabulário, e a palavra é a mesma que o PAS 3 de 2018 usou no mapa gaúcho (“no interior do círculo”): um ponto cuja distância ao centro é igual ao raio está sobre a circunferência, não dentro do círculo. Quando o item diz “no interior”, a desigualdade é estrita.
Nem toda equação com x2+y2 é uma circunferência
Completar quadrados produz (x−a)2+(y−b)2=k com k=4D2+4E2−F. O que acontece depende do sinal de k:
k>0: circunferência de raio k.
k=0: a soma de dois quadrados só é zero se os dois forem zero. O conjunto tem um único ponto, (a,b). Chama-se circunferência degenerada, mas não é uma circunferência.
k<0: nenhum par real (x,y) serve, porque uma soma de quadrados nunca é negativa. O conjunto é vazio.
Exemplo resolvido 4: para quais valores de k existe a circunferência? Considere x2+y2−2x+4y+k=0.
Resolução:(x−1)2+(y+2)2=1+4−k=5−k. Existe circunferência se 5−k>0, ou seja, k<5. Para k=5, o conjunto é só o ponto (1,−2); para k>5, é vazio.
Conferência: com k=1, r2=4 e a curva tem raio 2; com k=9, r2=−4, impossível.
A mesma equação, três valores de k: para k < 5 há circunferência; k = 5 deixa um ponto só; k > 5 não deixa nada. O teste é o sinal do que sobra à direita depois de completar quadrados. Diagrama autoral.
Há um segundo teste de existência, anterior à conta: a forma da equação. x2+2y2−25x+10y=45 não é circunferência porque os coeficientes de x2 e y2 são diferentes (é uma elipse, assunto de Cônicas); 2x2−y2+25x−8y=45 tem sinais opostos (hipérbole). Num item de múltipla escolha que pede “a equação dessa circunferência”, eliminar as opções com coeficientes desiguais custa cinco segundos e costuma deixar duas candidatas.
Dentro, em cima ou fora: compare d2 com r2
Dado um ponto P e a circunferência de centro C e raio r, há três possibilidades, e todas se decidem pela distância d=d(P,C):
Posição de um ponto em relação à circunferência
d<r: P é interior (está dentro do círculo, fora da linha).
d=r: P está sobre a circunferência.
d>r: P é exterior.
Na prática, compare d2=(xP−a)2+(yP−b)2 com r2: é a mesma decisão sem extrair raiz. Equivalentemente, substitua P na expressão f(x,y)=(x−a)2+(y−b)2−r2: negativo é interior, zero é sobre, positivo é exterior.
O círculo (disco fechado) é a região (x−a)2+(y−b)2≤r2; o interior sem a borda é a desigualdade estrita; o exterior é (x−a)2+(y−b)2>r2.
Exemplo resolvido 5: três pontos e um pivô. Para a circunferência (x−3)2+(y+1)2=25, classifique P(7,2), a origem Q(0,0) e R(−2,3).
Resolução:P: 42+32=25=r2, sobre a curva. Q: (−3)2+(1)2=10<25, interior. R: (−5)2+(4)2=41>25, exterior.
Conferência: as distâncias são 5, 10≈3,2 e 41≈6,4, comparadas com o raio 5. Nenhuma raiz precisou ser calculada para decidir.
Foi essa comparação que o PAS 3 de 2018 cobrou com o mapa do Rio Grande do Sul em quilômetros: Porto Alegre em (200,0), Pelotas em (40,−220) e a circunferência x2+y2−400x−35000=0. Completando o quadrado, (x−200)2+y2=75000: o centro é a própria Porto Alegre, que portanto está dentro. Para Pelotas, d2=1602+2202=25600+48400=74000<75000, também dentro, por uma margem pequena que só a conta exata enxerga. Item certo. Quem tentasse 75000 de cabeça perderia tempo e ganharia erro de arredondamento.
Cerca virtual, pivô e a zona de exclusão do aeroporto
Frotas de ônibus, coleiras com GPS e aplicativos de controle de drones usam a mesma desigualdade. Uma cerca virtual (geofence) é, no caso mais simples, um centro e um raio; o aparelho compara, a cada segundo, a sua distância ao centro com o raio e dispara um aviso quando o sinal da comparação muda. A zona em que um drone de lazer não pode voar perto de um aeroporto é um disco em torno da pista: com o centro em (a,b) e o raio em quilômetros, o aplicativo bloqueia a decolagem sempre que (x−a)2+(y−b)2≤r2 para a posição (x,y) do piloto. E o agrônomo que planeja um pivô em terreno acidentado testa, ponto a ponto, quais coordenadas da fazenda ficam dentro do disco.
Reta e circunferência: a distância do centro à reta decide
Uma reta pode cortar a circunferência em dois pontos, encostar nela num ponto só, ou passar ao largo. A decisão também é uma comparação com o raio, só que agora a distância é do centro à reta, a menor possível, medida na perpendicular. A fórmula, deduzida em Distâncias na geometria analítica, exige a reta na forma geral Ax+By+C=0:
d(C,s)=A2+B2∣Aa+Bb+C∣.
Posição de uma reta em relação à circunferência
Com d=d(C,s) a distância do centro à reta:
d<r: reta secante, dois pontos comuns.
d=r: reta tangente, um ponto comum (o pé da perpendicular).
d>r: reta exterior, nenhum ponto comum.
A reta tangente num ponto T da circunferência é perpendicular ao raioCT: para escrever a tangente em T, use o coeficiente angular de CT e tome o oposto do inverso. Para retas horizontais (y=k) ou verticais (x=k), a distância ao centro é só ∣k−b∣ ou ∣k−a∣, sem fórmula.
Três retas, uma circunferência, uma régua: a distância do centro à reta. x = 6 está a 3 do centro (secante); 4x − 3y + 10 = 0 está a exatamente 5 (tangente em T(−1, 2), com CT perpendicular à reta); y = 6 está a 7 (exterior). Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 6: classificar e achar o ponto de tangência. Qual é a posição da reta 4x−3y+10=0 em relação à circunferência (x−3)2+(y+1)2=25?
Estratégia: reta já na forma geral; calcular d(C,s) com C(3,−1) e comparar com r=5.
Resolução:d=16+9∣4⋅3−3⋅(−1)+10∣=5∣12+3+10∣=525=5=r. Tangente. O ponto de tangência é o pé da perpendicular baixada do centro: a perpendicular à reta tem a direção do vetor (4,−3) e, partindo de C, anda 5 unidades. Como 42+32=5, o deslocamento é o próprio (4,−3) ou o seu oposto; testando, T=(3,−1)−(4,−3)=(−1,2) satisfaz 4(−1)−3(2)+10=0.
Conferência:T está na circunferência, (−1−3)2+(2+1)2=16+9=25; e CT tem coeficiente angular −1−32−(−1)=−43, enquanto a reta tem m=34; o produto é −1, perpendiculares.
Exemplo resolvido 7: os pontos de interseção por substituição. Onde a reta y=x+1 corta a circunferência x2+y2=25?
Estratégia: quando se querem os pontos, e não só a classificação, substitua a reta na circunferência e resolva a equação do 2.º grau; o discriminante repete a classificação (Δ>0 secante, Δ=0 tangente, Δ<0 exterior).
Resolução:x2+(x+1)2=25⇒2x2+2x−24=0⇒x2+x−12=0, com raízes x=3 e x=−4. Os pontos são (3,4) e (−4,−3).
Conferência:32+42=25 e (−4)2+(−3)2=25; os dois satisfazem y=x+1. Pela distância: x−y+1=0 está a 2∣0−0+1∣≈0,71<5 da origem, secante, como o Δ>0 já dizia.
O mesmo método responde onde a circunferência cruza os eixos coordenados: faça y=0 para o eixo x e x=0 para o eixo y. Em x2+y2−6x+4y−12=0, o eixo y dá y2+4y−12=0, raízes 2 e −6: a curva passa por (0,2) e (0,−6). O eixo x dá x2−6x−12=0, raízes 3±21. Um caso que merece reflexo: se o termo independente F é zero, a origem satisfaz a equação, e a circunferência passa pela origem.
Em 2010, o PAS 3 usou a tangência no sistema de espelhos do Hubble: o espelho secundário era uma circunferência de centro P(p,0) e raio 0,16 m, o ponto B estava sobre ela, com BC inclinado 120° em relação ao eixo x, e a reta AB, vinda de A(0,−1,2), era tangente em B. Tangente em B quer dizer AB⊥PB: com B=(p+0,08,−0,083), o produto escalar de PB=(0,08,−0,083) por AB=(p+0,08,1,2−0,083) zera quando p=1,23−0,32≈1,76, inferior a 2 m, como o item afirmava. A conta inteira é o fato de que raio e tangente são perpendiculares.
Montar a circunferência a partir de condições
Até aqui a equação vinha pronta. Os itens mais trabalhosos dão condições e pedem a equação, ou perguntam se ela existe. Cada condição vira uma equação nas incógnitas a, b e r (ou D, E e F).
Centro e um ponto. O raio é a distância entre eles. Antena em C(5,4) cujo alcance termina na antena E(8,−2), como no PAS 3 de 2014: r2=32+62=45 e (x−5)2+(y−4)2=45, que expandida dá x2+y2−10x−8y=4. Entre as quatro opções do item, duas nem eram circunferências.
Um diâmetro. O centro é o ponto médio dos extremos e o raio é metade da distância entre eles. Diâmetro de (−1,3) a (5,−5): centro (2,−1); a distância é 36+64=10, logo r=5 e a equação é (x−2)2+(y+1)2=25.
Tangência aos eixos. Se a circunferência tangencia o eixo x, a distância do centro a esse eixo é o raio: ∣b∣=r. Se tangencia o eixo y, ∣a∣=r. Tangente aos dois eixos no primeiro quadrante com raio 3: centro (3,3), (x−3)2+(y−3)2=9. O PAS 2 de 2022 pediu o arco de um entulho na foto de Cartier-Bresson: circunferência de diâmetro 2 m tangente ao eixo y na origem, com o arco do lado positivo de x. Raio 1, centro a 1 do eixo y sobre o eixo x: (1,0), e a equação é (x−1)2+y2=1.
Centro sobre uma reta dada. A condição “centro em (m,4)” ou “centro sobre y=2x” fixa uma coordenada em função da outra; as demais condições fecham o sistema.
Três pontos não alinhados. Há exatamente uma circunferência por eles, e dois caminhos para achá-la. O geométrico: o centro equidista dos três, logo está na mediatriz de cada par; a interseção de duas mediatrizes é o centro. O algébrico: substituir os três pontos em x2+y2+Dx+Ey+F=0 dá um sistema linear 3 × 3 em D, E, F.
O centro equidista dos três pontos, logo está nas três mediatrizes; bastam duas para achá-lo. Por A(2, 1), B(6, 3) e C(4, 7): mediatriz de AB é y = −2x + 10, mediatriz de BC é y = x/2 + 5/2, encontro em (3, 4), raio √10. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 8: circunferência por três pontos, pelos dois caminhos. Encontre a circunferência que passa por A(2,1), B(6,3) e C(4,7).
Caminho das mediatrizes: ponto médio de AB é (4,2) e o coeficiente angular de AB é 42=21, logo a mediatriz tem m=−2: y−2=−2(x−4), ou y=−2x+10. Ponto médio de BC é (5,5), coeficiente angular de BC é −24=−2, mediatriz com m=21: y=2x+25. Igualando, −2x+10=2x+25, logo 25x=215 e x=3, y=4. Centro (3,4); r2=(2−3)2+(1−4)2=10.
Caminho do sistema: substituindo em x2+y2+Dx+Ey+F=0: A dá 2D+E+F=−5; B dá 6D+3E+F=−45; C dá 4D+7E+F=−65. Subtraindo a primeira das outras duas: 4D+2E=−40 e 2D+6E=−60, isto é, 2D+E=−20 e D+3E=−30. Da primeira, E=−20−2D; na segunda, D−60−6D=−30, logo D=−6, E=−8 e F=−5+12+8=15. A equação é x2+y2−6x−8y+15=0.
Conferência: completando quadrados, (x−3)2+(y−4)2=9+16−15=10, o mesmo centro e o mesmo raio do primeiro caminho. E C(4,7): (1)2+(3)2=10.
Quando os pontos têm simetria, o trabalho encolhe. No PAS 3 de 2016, quatro caixas de som A(−4,7), C(−5,5), A′(4,7) e C′(5,5), simétricas em relação ao eixo y, estavam numa mesma circunferência: o centro tinha de estar no eixo de simetria, (0,k), e bastou igualar as distâncias a A e a C: 16+(7−k)2=25+(5−k)2, que dá k=415, inferior a 4, como o item afirmava. Outra situação com reflexo pronto: quando a curva contém a origem e encontra os eixos nos pontos (p,0) e (0,q), a forma geral fica com F=0, D=−p e E=−q. Foi o que o PAS 3 de 2010 escondeu no banhista da praia: a circunferência por O, B e N, com B no eixo x e N no eixo y equidistantes de O, tinha, na forma geral, a=b.
E se não existir? O PAS 3 de 2019 perguntou se havia um número m para que E(m,4) fosse o centro de uma circunferência por O(0,0), C(4,0) e D(6,3). Equidistar de O e C obriga o centro a estar na mediatriz x=2, logo m=2. Mas aí d(E,O)2=4+16=20 e d(E,D)2=16+1=17: distâncias diferentes, o centro não serve. A resposta é “não existe”, e o método é sempre o mesmo: imponha as condições uma a uma e veja se a última é compatível com as anteriores.
Três circunferências localizam você
O receptor de GPS do celular não “vê” a sua posição: mede a distância até cada satélite. Em duas dimensões, uma distância conhecida até um ponto conhecido coloca você sobre uma circunferência; duas circunferências se cruzam em dois pontos; a terceira escolhe um deles. É a trilateração, e a conta é exatamente a interseção de circunferências desta página, feita, na prática, com esferas e com um quarto satélite para acertar o relógio.
Duas circunferências: a distância entre os centros conta a história
Com duas circunferências de raios r1 e r2 e centros a uma distância d um do outro, a posição relativa sai da comparação de d com a soma e com a diferença dos raios:
Posições relativas de duas circunferências
d>r1+r2: exteriores, sem ponto comum.
d=r1+r2: tangentes exteriormente, um ponto comum.
∣r1−r2∣<d<r1+r2: secantes, dois pontos comuns.
d=∣r1−r2∣: tangentes interiormente, um ponto comum.
d<∣r1−r2∣: interiores, uma dentro da outra sem se tocarem (concêntricas se d=0).
Para achar os pontos comuns, subtraia uma equação geral da outra: os termos em x2 e y2 somem e sobra uma reta (o eixo radical), que passa pelos pontos de interseção; substitua essa reta numa das circunferências.
Da esquerda para a direita, os centros se aproximam: exteriores, tangentes por fora, secantes, tangentes por dentro, interiores. O critério é só d contra r₁ + r₂ e contra |r₁ − r₂|. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 9: dois pivôs vizinhos. As circunferências x2+y2=16 e (x−5)2+y2=9 se cruzam? Onde?
Resolução:r1=4, r2=3, d=5. Como 1<5<7, são secantes. Subtraindo as formas gerais, x2+y2−16 e x2−10x+25+y2−9: 10x−25−16+9=0, logo x=3,2. Na primeira, y2=16−10,24=5,76, y=±2,4. Pontos comuns: (3,2;2,4) e (3,2;−2,4).
Conferência: na segunda circunferência, (3,2−5)2+2,42=3,24+5,76=9. Os dois pontos pertencem às duas curvas.
O item D do PAS 3 de 2024 pediu um esboço desse tipo com duas antenas de 5G de alcance 3 km: A1 na origem e A2 a 32 km, no primeiro quadrante, a 45° do eixo x, o que dá A2(3,3). Como d=32≈4,2 é menor que 3+3=6, as áreas de cobertura se sobrepõem; subtraindo x2+y2=9 de (x−3)2+(y−3)2=9 vem x+y=3, e os pontos comuns são (0,3) e (3,0): as duas circunferências se cruzam exatamente sobre os eixos.
O esboço pedido pelo item D do PAS 3 de 2024: A₁(0, 0), A₂(3, 3), dois círculos de raio 3 km. A reta x + y = 3, que sai da subtração das equações, passa pelos dois pontos comuns, (0, 3) e (3, 0). Diagrama autoral.
Ler a figura, respeitar a unidade, fazer a conta do tipo B
Quase todos os itens reais desta página vêm com uma figura: um mapa de estado, um campo de futebol, uma fachada, um telescópio, uma obra de arte com eixos desenhados por cima. A sequência que funciona é a mesma em todos:
Anote as coordenadas de cada ponto nomeado, lidas na figura ou na tabela, com a unidade (km, m, “unidades” sem dimensão).
Reconheça o papel de cada ponto: centro, ponto da curva, extremo de diâmetro, ponto de tangência.
Escreva a equação (ou complete quadrados na que foi dada) e só então julgue a afirmação ou calcule o número pedido.
Verifique a unidade e a instrução final do tipo B: “multiplique por 10”, “despreze a parte fracionária”, “em metros”.
No campo de futebol do PAS 3 de 2012, em metros, o ponto F era o centro do campo, (50,0), e H um ponto da circunferência central com FH=9: (x−50)2+y2=81, isto é, x2+y2−100x+2419=0, exatamente a equação do item. No terreno de lavoura do PAS 3 de 2015, a circunferência x2+y2−4x−8y=80 tinha centro (p,q)=(2,4) e raio 10, mas o item definia R como a distância entre E e F, extremos de um diâmetro: R=20, e o produto pedido era p×q×R=2×4×20=160. Quem usou o raio marcou 80 e errou por não ler a definição que o próprio item dava.
A letra $R$ do item não é necessariamente o raio
A letra R pode nomear qualquer segmento da figura, como em 2015, quando era o diâmetro EF. Leia a definição dentro do item antes de usar o número; no tipo B, releia a instrução de escala (“multiplique por 10”) e de arredondamento (“despreze a parte fracionária”) depois da conta. A unidade também pode mudar no meio: coordenadas em quilômetros e resposta em metros, ou coordenadas em metros e raio em centímetros, como 0,16 m no Hubble.
Em 2023, o PAS 3 desenhou eixos por cima da tela Navio de emigrantes (Lasar Segall), marcou O(0,0), A(4,3) e C(8,−3), e o item dizia que o círculo de centro O e raio OA encontra o segmento OC em (7340,−7315). O raio é OA=5 e OC=64+9=73; o ponto do segmento OC a 5 unidades da origem é 735 do caminho de O a C: 735(8,−3)=(7340,−7315). Item certo, e a conferência é imediata: 731600+225=731825=25=52.
Como a banca pergunta
Os itens de circunferência no plano cartesiano têm poucos moldes:
Extrair centro e raio de uma equação desarrumada (PAS 3 2024, 2015, 2018): completar quadrados e julgar uma afirmação sobre o centro, o raio ou a passagem por um ponto. Em 2024 a equação veio com os quadrados negativos; em 2015 o R do item não era o raio.
Posição de pontos (PAS 3 2018): cidades, antenas ou casas “no interior do círculo”. Compare d2 com r2; “interior” é estrito.
Equação a partir de centro e ponto, ou de diâmetro, ou de tangência aos eixos (PAS 3 2014; PAS 2 2022; PAS 3 2008, anulado): múltipla escolha com opções que nem são circunferências; elimine pela forma antes de calcular.
Existência e centro por condições (PAS 3 2019, 2016, 2010): “é possível encontrar m…”, “a ordenada do centro é inferior a 4”, “as constantes a e b são iguais”. Mediatrizes e simetria resolvem.
Tangência (PAS 3 2010): raio perpendicular à tangente, ou distância do centro à reta igual ao raio.
Interseção de círculo com segmento ou reta (PAS 3 2023): o ponto a distância r do centro na direção dada.
Esboço (PAS 3 2024, tipo D): posicionar centros e círculos numa malha e marcar os cruzamentos.
Todos vêm com um limiar ou com uma afirmação exata, e o limiar costuma ficar perto do valor verdadeiro (74 000 contra 75 000; 1,76 contra 2,0; 3,75 contra 4). Faça a conta exata, com quadrados em vez de raízes, e só compare no fim.
Os erros que custam o item
Nem todos vêm de um item real; são os deslizes que aparecem quando se corrige a lista de exercícios desta página.
Ler o lado direito como raio.=9 significa raio 3; =75000 significa raio 75000≈274.
Trocar o sinal do centro.(x+3)2 tem centro em −3; x2+y2+6x também (−D/2=−3).
Esquecer de compensar o quadrado. O 9 somado para fechar (x+3)2 precisa aparecer do outro lado.
Completar quadrados sem dividir pelo coeficiente comum. Em 2x2+2y2−4x+8y−8=0, divida por 2 primeiro.
Aceitar como circunferência o que não é. Coeficientes diferentes em x2 e y2, termo xy, ou r2≤0.
“Interior” com d=r. Sobre a linha não é dentro.
Extrair raiz para comparar. Compare d2 com r2; evita arredondamento e ganha tempo.
Usar a reta fora da forma geral na fórmula da distância.y=2x+1 vira 2x−y+1=0 antes de qualquer conta.
Tangente paralela ao raio. A tangente é perpendicular ao raio no ponto de contato.
Centro de um diâmetro como um dos extremos. O centro é o ponto médio; o raio é metade da distância entre os extremos.
Tangente ao eixo x com ∣a∣=r. Tangência ao eixo x usa a ordenada: ∣b∣=r; ao eixo y, ∣a∣=r.
Usar o raio quando o item redefiniu R. Leia a definição do item (2015: R era o diâmetro).
Ignorar a unidade e a instrução final do tipo B. Multiplicar por 10 e desprezar a parte fracionária fazem parte da resposta.
O essencial em meia página
Forma reduzida: centro (a,b), raio r: (x−a)2+(y−b)2=r2. O lado direito é r2. Centro na origem: x2+y2=r2.
Forma geral: x2+y2+Dx+Ey+F=0, com coeficientes iguais em x2 e y2 e sem xy. Centro (−2D,−2E); r2=4D2+4E2−F. Completar quadrados: some o quadrado da metade do coeficiente aos dois lados.
Existência: r2>0 circunferência; r2=0 um ponto; r2<0 vazio. F=0 significa que passa pela origem.
Ponto: compare d2=(xP−a)2+(yP−b)2 com r2: menor é interior, igual é sobre, maior é exterior. Círculo: (x−a)2+(y−b)2≤r2.
Reta: d(C,s)=A2+B2∣Aa+Bb+C∣ (reta na forma geral) contra r: secante, tangente, exterior. Pontos comuns por substituição (Δ repete a classificação). Tangente em T: perpendicular a CT. Retas x=k e y=k: distância ∣k−a∣ e ∣k−b∣.
Montar: centro e ponto (r = distância); diâmetro (centro = ponto médio, r = metade); tangente ao eixo x: ∣b∣=r, ao eixo y: ∣a∣=r; três pontos: duas mediatrizes ou sistema em D, E, F; simetria põe o centro no eixo de simetria; se as condições se contradizem, a circunferência não existe.
Duas circunferências: d entre centros contra r1+r2 e ∣r1−r2∣: exteriores, tangentes por fora, secantes, tangentes por dentro, interiores. Pontos comuns: subtraia as equações (reta) e substitua.
Na prova: coordenadas lidas com unidade; equação antes do julgamento; quadrados em vez de raízes; “interior” estrito; a letra R do item pode não ser o raio; no tipo B, escala e arredondamento são parte da resposta.
Exercícios temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.
Flashcards temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar os cartões de revisão.
Circunferência - Aula 24
Portal da Matemática OBMEP · 10:00
Introdução. O professor Vander Martins (Portal da Matemática, IMPA/OBMEP, 3.º ano) deduz a equação reduzida da circunferência a partir da distância de um ponto genérico ao centro, exatamente o caminho da seção “Uma regra, não um desenho: a forma reduzida”.
Equação geral da circunferência - Aula 25
Portal da Matemática OBMEP · 13:06
Mecanismo. Com a técnica de completar quadrados, o professor mostra quando uma equação Ax² + By² + Cx + Dy + E = 0 representa uma circunferência e como extrair centro e raio: é a seção “A forma geral esconde o centro” e a condição de existência da seção seguinte, feitas no quadro.
G. A. POSIÇÃO RELATIVA ENTRE RETA E CIRCUNFERÊNCIA
Equaciona Com Paulo Pereira · 15:39
Aprofundamento. Classifica a reta como externa, tangente ou secante comparando a distância do centro à reta com o raio e resolve exemplos numéricos: é a seção “Reta e circunferência: a distância do centro à reta decide”, com a fórmula da distância aplicada passo a passo.
Exercícios – Equação reduzida da circunferência - Aula 28
Portal da Matemática OBMEP · 10:36
Aplicação. Um exercício completo sobre interseção de duas circunferências com tratamento analítico (subtrair as equações e substituir), o método da seção “Duas circunferências” e do esboço das antenas de 5G do PAS 3 de 2024.
PAS 3 | Matemática | Geometria Analítica - Circunferência | Prova de 2016 - Questão 68
PAS Digital · 9:13
Resolução de item real. Resolve o item 68 do PAS 3 de 2016 (as caixas de som simétricas A, C, A’ e C’ sobre uma mesma circunferência e a ordenada do centro), o mesmo item desta página na seção “Montar a circunferência a partir de condições”: compare a solução por simetria com a do vídeo.
Cada pivô é um centro e um raio; a estrada que encosta na borda sem entrar é a reta tangente. Toda a página cabe nesta foto.A circunferência (x − 3)² + (y + 1)² = 25 e três pontos: P(7, 2) está sobre a curva, porque 4² + 3² = 25; a origem está dentro, porque 3² + 1² = 10 < 25; R(−2, 3) está fora, porque 5² + 4² = 41 > 25. Diagrama autoral.Completar quadrados é uma estrada de mão dupla: de cima para baixo revela centro e raio; de baixo para cima (expandir) confere a conta. O número somado em cada variável é o quadrado da metade do coeficiente. Diagrama autoral.A mesma equação, três valores de k: para k < 5 há circunferência; k = 5 deixa um ponto só; k > 5 não deixa nada. O teste é o sinal do que sobra à direita depois de completar quadrados. Diagrama autoral.Três retas, uma circunferência, uma régua: a distância do centro à reta. x = 6 está a 3 do centro (secante); 4x − 3y + 10 = 0 está a exatamente 5 (tangente em T(−1, 2), com CT perpendicular à reta); y = 6 está a 7 (exterior). Diagrama autoral.O centro equidista dos três pontos, logo está nas três mediatrizes; bastam duas para achá-lo. Por A(2, 1), B(6, 3) e C(4, 7): mediatriz de AB é y = −2x + 10, mediatriz de BC é y = x/2 + 5/2, encontro em (3, 4), raio √10. Diagrama autoral.Da esquerda para a direita, os centros se aproximam: exteriores, tangentes por fora, secantes, tangentes por dentro, interiores. O critério é só d contra r₁ + r₂ e contra |r₁ − r₂|. Diagrama autoral.O esboço pedido pelo item D do PAS 3 de 2024: A₁(0, 0), A₂(3, 3), dois círculos de raio 3 km. A reta x + y = 3, que sai da subtração das equações, passa pelos dois pontos comuns, (0, 3) e (3, 0). Diagrama autoral.Centro na marca central, raio de 9,15 m: a circunferência central do campo virou item de prova em 2012, com o centro em (50, 0) e o raio de 9 m.O arco da fachada é parte de um círculo de 3 m de raio com centro a 9 m do chão; o PAS 3 de 2024 entregou a equação desarrumada e pediu para reconhecê-la.Dentro, em cima ou fora: a resposta é comparar a distância até a torre com o raio. Quem está sobre a borda não está dentro.O compasso guarda os dois dados da equação: onde a ponta seca está (o centro) e quanto ele abre (o raio).Duas circunferências se cruzam quando a distância entre os centros é menor que a soma dos raios; a lente é a região coberta pelas duas antenas.O corte de um telescópio ajuda a visualizar os espelhos. No modelo geométrico do exercício, a seção do espelho secundário é uma circunferência de raio 0,16 m; a reta tangente no ponto B permite determinar a posição do centro.
Rota PAS 3
Geometria analítica II e números complexos: o plano que mede e gira · PAS 3
Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
Rota PAS 3 — Geometria analítica II e números complexos: o plano que mede e gira · A circunferência: todos os pontos a R do centro (conceito, exemplo-guia, 'Na prova' com os itens 2018/88, 2019/79, 2014/99, 2023/38, 2016/68, 2015/119 e 2010/38, figura, armadilha e checagem); Como a banca cobra (2024/86 e o inventário do histórico); Resolvidos no formato da prova (circunferência e posição); Banco de treino T2, T6, T7; Raízes de z^n = w (item 2010/38 reproduzido)
Recorte por assunto: só a circunferência no plano cartesiano. Distância entre pontos e ponto–reta, complexos, forma polar e raízes ficam em outras páginas. O capítulo foi usado como fonte de fatos, de recorte e de itens reais; a abertura, os exemplos, os números e a ordem de exposição desta página são próprios.
Rota PAS 3 — Geometria analítica I: o plano como endereço · Abertura e visão do capítulo (a circunferência anunciada para a Parte III); Como a banca cobra (2018/89 e 2024/98 contados no código MAT-E01)
Consultado por grep para o histórico e para a localização dos itens D de 2018 e 2024; não há seção de circunferência neste capítulo.
Rota PAS 3 — Resoluções do banco de treino (Mat 3) · T2 (PAS 3 2015/119, resposta 160), T6 (variante de 2018/88), T7 (reta y = 10 e circunferência pela origem)
Gabaritos conferidos com os oficiais; a resolução do item 2015/119 aqui foi refeita a partir da figura do caderno.
Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe) · PAS 3: 2024 (itens 86 e 98), 2023 (38), 2019 (79), 2018 (88), 2016 (68), 2015 (119), 2014 (99), 2012 (82), 2010 (38 e 128), 2008 (58, anulado); PAS 2: 2022 (104)
Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos em classificacao-pas3/AAAA.json e classificacao-pas2/2022.json (2024/86 C; 2024/98 tipo D; 2023/38 C; 2019/79 E; 2018/88 C; 2016/68 C; 2015/119 160; 2014/99 B; 2012/82 C; 2010/38 B; 2010/128 C; 2022/104 A; 2008/58 anulado, usado só na teoria).
Cadernos em PDF (figuras dos itens) · PAS 3 2024, p. 12 (fachada do Itamaraty com A(−3,0), B(3,0), C(0,9), D(0,12), E(−3,9), F(3,9)) e p. 13 (malha do item 98); PAS 3 2018, p. 13 (mapa do Rio Grande do Sul e tabela das cidades); PAS 3 2014, p. 15 (figura II das antenas A a F); PAS 3 2023, p. 5 (Navio de emigrantes com O, A, B, C); PAS 3 2016, p. 10 (caixas de som A a G e A' a G' com a tabela das ordenadas); PAS 3 2015, p. 21 (terreno ABCD e a circunferência de centro (p, q) com E, F, G); PAS 3 2012, p. 16 (campo de futebol com O, A, B, C, M, N, G, K, F, H); PAS 3 2010, p. 8 (banhista) e p. 20 (espelhos do Hubble com V, O, A, D, B, C, P, F); PAS 2 2022, p. 14 (fotografia de Cartier-Bresson com M, O, N)
Páginas renderizadas a 150 dpi e lidas; as figuras foram descritas em texto neutro no campo text das questões, com todas as coordenadas e rótulos.