Um drone de entrega sai da base, voa 3 km para leste e 4 km para norte; o controlador escreve a posição como 3 + 4i e, para girar a rota 90° à esquerda, simplesmente multiplica esse número por i. Que número é esse que guarda um ponto inteiro do plano numa única letra, por que multiplicar por ele gira em vez de esticar, como se escreve a mesma posição como "5 km na direção de 53°", e por que as soluções de zⁿ = w se arrumam sozinhas nos vértices de um polígono regular?
O que você vai aprender
Escrever um número complexo na forma algébrica a + bi, identificar partes real e imaginária, reduzir potências de i e localizar o número como ponto e como vetor no plano de Argand-Gauss.
Somar, subtrair e multiplicar complexos pela distributiva com i² = −1, e ler o significado das partes quando o contexto o fornece (como no par de itens do PAS 3 de 2025 sobre colheitas).
Usar o conjugado para dividir (multiplicando numerador e denominador por z̄), reconhecer as identidades z + z̄ = 2a e z·z̄ = a² + b², e decidir quando um quociente é real ou imaginário puro.
Resolver equações do 2.º grau com discriminante negativo em ℂ, testar um par conjugado como raízes por soma e produto e saber que o par conjugado só é garantido quando os coeficientes são reais.
Calcular módulo e argumento, escrever a forma trigonométrica r(cos θ + i sen θ) decidindo o quadrante antes do ângulo, e interpretar |z − z₀| como distância e |z − z₀| = R como circunferência.
Ler e usar a forma exponencial e^{iθ} = cos θ + i sen θ, inclusive para reescrever senos e cossenos como combinações de exponenciais complexas, como pediu o PAS 3 de 2023.
Multiplicar na forma polar (módulos multiplicam, argumentos somam), reconhecer que multiplicar por um complexo unitário é girar, por i é girar 90° no sentido anti-horário e por −i no horário, e ligar isso à matriz de rotação.
Aplicar a fórmula de De Moivre a potências, inclusive em iterações como z² + c do conjunto de Mandelbrot (PAS 3 de 2011), e reduzir expoentes usando ωⁿ = 1.
Encontrar as n raízes de zⁿ = w, com módulo ⁿ√|w| e argumentos em progressão de 360°/n, desenhar o polígono regular e medir nele lados, diagonais, áreas e ângulos centrais.
Descrever e reconhecer regiões do plano dadas por condições sobre |z| e sobre o argumento (discos, coroas, setores, quartos de disco) e decidir se um ponto dado está dentro, fora ou na fronteira.
Ler figuras impressas em que vértices, estações, cidades ou amostras são números complexos, e resolver os formatos da banca: espiral parametrizada, ciclo das quintas, polígono estrelado e transformada de Fourier discreta com poucas amostras.
Um drone de entrega decola da base, avança 3 km rumo ao leste, depois 4 km rumo ao norte, e para. O controlador não guarda a posição como um par de números: guarda um só, 3+4i. Quando precisa que o drone refaça a rota girada de 90° à esquerda, não mexe em seno nem em cosseno; multiplica a posição por i e lê o resultado, i(3+4i)=3i+4i2=−4+3i, isto é, 4 km para oeste e 3 km para norte. A distância à base continua 5 km, como manda um giro. Para dizer “a 5 km, na direção de 53°”, escreve o mesmo número como 5(cos53°+isen53°). Um único objeto guarda o ponto, soma como vetor, gira quando multiplicado e troca de roupa entre coordenadas e direção. Esse objeto é o número complexo, e esta página é o seu manual completo: a forma algébrica e as quatro operações, o conjugado, as equações do 2.º grau sem raízes reais, módulo e argumento, a forma trigonométrica e a exponencial de Euler, a multiplicação como giro, as potências de De Moivre, as raízes de zn=w arrumadas num polígono regular, as regiões do plano descritas por módulo e argumento e, por fim, os formatos com que a prova veste tudo isso: estações de bonde, cidades, esculturas, espirais, notas musicais e amostras de áudio.
Alguns vizinhos ficam em páginas próprias e entram aqui só como apoio: os quadrantes e a leitura de pontos estão no plano cartesiano; os ângulos, senos e cossenos da volta inteira, no ciclo trigonométrico; a equação (x−a)2+(y−b)2=R2, na página de equação da circunferência; a fórmula de Bhaskara e o discriminante, na de função quadrática; e a matriz de rotação, com a qual a multiplicação por um complexo unitário se corresponde, na de transformações no plano.
Um número que guarda um ponto inteiro: a forma algébrica
Nos números reais, não há raiz quadrada de −1: todo quadrado é maior ou igual a zero. Os complexos nascem de uma decisão: criar um símbolo novo, i, com a única propriedade i2=−1, e exigir que todas as regras algébricas usuais (comutativa, associativa, distributiva) continuem valendo. A partir daí, qualquer expressão com i se reduz, trocando i2 por −1 sempre que ele aparecer, a uma soma de um número real com um múltiplo real de i.
Forma algébrica, partes e igualdade
Chama-se número complexo toda expressão z=a+bi em que a e b são números reais e i2=−1. O real a é a parte real, Re(z); o real b (sem o i) é a parte imaginária, Im(z). Dois complexos são iguais quando têm a mesma parte real e a mesma parte imaginária: uma igualdade entre complexos vale por duas equações reais. Se b=0, z é real (todo real é complexo); se a=0 e b=0, z é imaginário puro. O conjunto de todos eles é C.
As potências de i são o primeiro cálculo a dominar, porque aparecem em toda multiplicação: i1=i, i2=−1, i3=i2⋅i=−i, i4=(i2)2=1, e a partir daí o ciclo recomeça: i5=i, i6=−1, e assim por diante. Para calcular in, basta o resto da divisão de n por 4: resto 0 dá 1, resto 1 dá i, resto 2 dá −1, resto 3 dá −i. Em qualquer bloco de quatro potências consecutivas a soma é i+(−1)+(−i)+1=0.
Exemplo resolvido 1: potências de i. Quanto vale i2027? E a soma i+i2+i3+⋯+i100? Dividindo, 2027=4⋅506+3: o resto é 3, logo i2027=i3=−i. A soma tem 100 parcelas, que formam 25 blocos de quatro potências consecutivas, cada bloco somando zero: o total é 0. Conferência: o primeiro bloco é i−1−i+1=0, e os outros 24 repetem o mesmo padrão. Vale ainda registrar i−1=i1: como i⋅(−i)=−i2=1, o inverso de i é −i.
A ideia que transforma o símbolo em geometria é identificar a+bi com o ponto (a,b) do plano: o eixo horizontal recebe a parte real e o eixo vertical a parte imaginária. Esse plano é o plano de Argand-Gauss; o ponto que representa z é o seu afixo. Como todo ponto do plano, z também pode ser visto como o vetor que sai da origem e chega nele, e essa dupla leitura (ponto ou seta) será usada o tempo todo.
Cada complexo é um ponto e, ao mesmo tempo, uma seta a partir da origem. A soma z+w segue a regra do paralelogramo; o conjugado zˉ é o reflexo de z no eixo real; o oposto −z é a meia-volta em torno da origem. Diagrama autoral.
Somar é deslocar; multiplicar é distribuir
A soma e a subtração são feitas parte a parte: (a+bi)+(c+di)=(a+c)+(b+d)i. No plano, é a soma de vetores pela regra do paralelogramo; z−w é a seta que vai do afixo de w ao afixo de z, trazida para a origem. O produto usa a distributiva, como com binômios, e depois troca i2 por −1:
(a+bi)(c+di)=ac+adi+bci+bdi2=(ac−bd)+(ad+bc)i.
Não vale a pena decorar a fórmula final: basta distribuir e lembrar de trocar o i2.
Exemplo resolvido 2: um produto com conferência. Calcule (2+3i)(4−i). Distribuindo: 8−2i+12i−3i2=8+10i+3=11+10i. Conferência por uma propriedade que a seção do módulo vai justificar: o “tamanho ao quadrado” de um produto é o produto dos tamanhos ao quadrado. Para 2+3i, 22+32=13; para 4−i, 16+1=17; produto 221. Para 11+10i, 121+100=221. Bate.
Quando o problema dá significado às partes, a operação pedida costuma ser a mais simples de todas: ler. Uma editora registra as vendas mensais como v=(impressos)+(digitais)i; em janeiro, v1=120+80i; em fevereiro, v2=95+140i. Quantos exemplares a mais vendeu fevereiro, no total? O total de um mês é a soma das duas partes: janeiro vendeu 200, fevereiro 235, e a diferença é 35. A soma dos dois meses, v1+v2=215+220i, diz que foram 435 exemplares no bimestre. Já ∣v2−v1∣=∣−25+60i∣=625+3600=65 é a distância entre os dois pontos no plano e não mede total nenhum. Em 2025, o PAS 3 cobrou exatamente esse reflexo num par de itens: uma divisão de complexos num item e, no item seguinte, com o mesmo texto-base, uma simples soma das duas partes para comparar colheitas totais.
"Total" é $a + b$, não $|z|$ nem $|z_1 - z_2|$
Se as partes real e imaginária contam coisas (toneladas, exemplares, horas), o total é a soma a+b das duas contagens, e a comparação entre dois registros é feita total contra total. O módulo a2+b2 é uma distância no plano e não soma contagens; ∣z1−z2∣ é a distância entre dois pontos. Antes de calcular, pergunte o que o item quer: uma conta de complexos ou uma leitura.
O conjugado é o espelho que torna a divisão possível
O conjugado de z=a+bi é zˉ=a−bi: mesmo ponto refletido no eixo real. Duas contas com ele são imediatas e aparecem o tempo todo:
z+zˉ=2a=2Re(z),z⋅zˉ=(a+bi)(a−bi)=a2−b2i2=a2+b2.
A segunda é a que importa: o produto de um complexo pelo seu conjugado é um número real não negativo, e só é zero quando z=0. Isso resolve a divisão. Dividir por a+bi parece não ter sentido, mas multiplicar numerador e denominador pelo conjugado do denominador transforma o denominador em a2+b2, um real, e aí a divisão é a de sempre.
Divisão e inverso
Para z=0:
zw=z⋅zˉw⋅zˉ=a2+b2wzˉ,z1=a2+b2zˉ.
Propriedades do conjugado: z+w=zˉ+wˉ, z⋅w=zˉ⋅wˉ, zˉ=z; e z=zˉ se, e só se, z é real.
Exemplo resolvido 3: uma divisão completa. Calcule 2−3i7+4i. O conjugado do denominador é 2+3i:
Conferência: multiplicando o resultado pelo divisor deve voltar o dividendo: (132+1329i)(2−3i)=134−6i+58i−87i2=1391+52i=7+4i. Um exemplo do inverso: 3+4i1=253−4i, e de fato (3+4i)⋅253−4i=2525=1.
Dividir "parte por parte" não existe
2+4i6+8inão é 26+48i=3+2i. Confira: (3+2i)(2+4i)=6+12i+4i+8i2=−2+16i, que não é 6+8i. A única rota correta passa pelo conjugado do denominador: 20(6+8i)(2−4i)=2012−24i+16i−32i2=2044−8i=511−52i. A prova gosta de plantar um resultado com a parte real certa e a imaginária errada; feche as duas partes antes de julgar.
O conjugado também decide quando um quociente é real. zw é real quando a parte imaginária de wzˉ é zero; geometricamente, isso acontece quando w e z estão sobre a mesma reta pela origem (mesma direção ou direções opostas). Assim, o conjunto dos (x,y)=(0,0) para os quais x+iyz0 é real, com z0=p+qi fixo, é a reta pela origem e por (p,q), de equação qx−py=0. Foi esse o formato de um item do PAS 3 de 2012: o ponto era a pontuação de uma droga num gráfico de danos, e a resposta era a reta pela origem e por aquele ponto.
Exemplo resolvido 4: forçar um quociente real ou imaginário puro. Para que valor real de k o quociente 1+2ik+6i é real? E para qual é imaginário puro? Multiplicando pelo conjugado: 1+4(k+6i)(1−2i)=5k−2ki+6i−12i2=5(k+12)+(6−2k)i. Quociente real: 6−2k=0, ou seja, k=3, e o quociente vale 515=3 (conferência:3(1+2i)=3+6i). Imaginário puro: k+12=0, ou seja, k=−12, e o quociente vale 530i=6i (conferência:6i(1+2i)=6i+12i2=−12+6i).
Toda equação do 2.º grau tem duas raízes: Bhaskara em C
Nos reais, z2−4z+29=0 não tem solução, porque o discriminante Δ=16−116=−100 é negativo. Em C, a raiz quadrada de um negativo existe: −100 é um número cujo quadrado é −100, e (10i)2=100i2=−100. A fórmula de Bhaskara funciona sem nenhuma mudança:
z=24±10i=2±5i.
As duas raízes são conjugadas uma da outra. Isso não é coincidência: quando os coeficientes a, b, c são reais e Δ<0, as raízes são 2a−b±2a∣Δ∣i, sempre um par conjugado. O par carrega duas identidades que dispensam Bhaskara para testar se dois números são raízes de uma equação dada:
Par conjugado como raízes
Se z=p+qi e zˉ=p−qi são as raízes de z2+Bz+C=0 (coeficientes reais), então
z+zˉ=2p=−B,z⋅zˉ=p2+q2=C,
isto é, a equação é z2−2pz+(p2+q2)=0. Para conferir um par proposto, teste a soma e o produto; os dois precisam bater. A garantia de que a raiz não real vem acompanhada da conjugada vale para qualquer polinômio de coeficientes reais; se algum coeficiente não é real, a regra cai.
Exemplo resolvido 5: raízes como pontos do plano. As raízes de z2−4z+29=0, já calculadas, são 2+5i e 2−5i: os pontos (2,5) e (2,−5). Teste pela soma e pelo produto: soma 4=−(−4), produto 4+25=29. A distância entre os dois afixos é ∣(2+5i)−(2−5i)∣=∣10i∣=10, e cada um está a 29≈5,39 da origem. Um item do PAS 3 de 2019 pôs um aeroporto na origem e dois prédios nas raízes de uma equação como essa, e pediu para julgar o comprimento do trajeto fechado pelos três pontos: é um triângulo isósceles cujos lados se leem direto das coordenadas. No sentido inverso, a equação cujas raízes são 1±3i é z2−2z+10=0 (soma 2, produto 1+9=10).
A ressalva dos coeficientes reais é cobrada. A equação z2−2iz−1=0 tem o coeficiente −2i não real; ela se fatora como (z−i)2=0 e tem a raiz dupla z=i, sem nenhuma raiz −i: de fato, (−i)2−2i(−i)−1=−1−2−1=−4=0. O PAS 3 de 2009 cobrou o mesmo cuidado com z3+i=0: duas de suas raízes são o reflexo uma da outra no eixo imaginário (e não no real), e o item que as chamava de conjugadas estava errado.
Módulo e argumento: o endereço polar
Um ponto do plano pode ser localizado por duas coordenadas ou por uma distância e um ângulo. A distância do afixo de z=a+bi à origem é o módulo, ∣z∣=a2+b2, a hipotenusa do triângulo retângulo de catetos ∣a∣ e ∣b∣. O ângulo que a seta de z faz com o semieixo real positivo, medido no sentido anti-horário, é o argumentoθ. Lendo o triângulo, a=∣z∣cosθ e b=∣z∣senθ, o que dá a forma trigonométrica (ou polar):
z=∣z∣(cosθ+isenθ)=∣z∣cisθ,
em que cisθ é só uma abreviatura de cosθ+isenθ. Repare que ∣z∣2=a2+b2=zzˉ: o produto pelo conjugado é o quadrado do módulo, e foi isso que a conferência do exemplo 2 usou (∣zw∣=∣z∣∣w∣).
O módulo é a hipotenusa; o argumento é o ângulo com o semieixo real positivo, no sentido anti-horário. Antes de qualquer tabela, o quadrante: −3+3i está a 135°, não a 45°; 2−23i está a 300°, que também se escreve −60°. Diagrama autoral.
Como achar o argumento sem errar o quadrante
Marque o ponto e leia o quadrante pelos sinais de a e b (o sinal de a é o do cosseno; o de b, o do seno).
Calcule o módulo.
Ache o ângulo de referência pelos valores cosθ=∣z∣a e senθ=∣z∣b e leve-o ao quadrante certo: no 2.º quadrante o argumento é 180°−α, no 3.º é 180°+α, no 4.º é 360°−α, em que α é o ângulo agudo com o eixo real.
O argumento é definido a menos de voltas inteiras (θ e θ+360° dão o mesmo ponto); em geral trabalha-se com 0°≤θ<360° ou com −180°<θ≤180°. O número 0 tem módulo 0 e argumento indefinido.
Exemplo resolvido 6: duas conversões, ida e volta. Escreva −3+3i e 2−23i na forma trigonométrica; depois volte 6cis210° para a forma algébrica. Para −3+3i: módulo 9+9=32; segundo quadrante; cosθ=−323=−22 e senθ=22, logo θ=135° e −3+3i=32cis135°. Para 2−23i: módulo 4+12=4; quarto quadrante; cosθ=21 e senθ=−23, logo θ=300° e o número é 4cis300°. Volta: 6cis210°=6(−23−21i)=−33−3i. Conferência:(33)2+32=27+9=36=62, e o ponto (−33,−3) está no terceiro quadrante, como 210° exige.
Muitos itens da prova não pedem o ângulo: pedem só uma comparação, e o quadrante mais uma desigualdade resolvem. Exemplo resolvido 7: julgar sem calcular o ângulo. O argumento de −7+2i é maior ou menor que 135°? O ponto está no segundo quadrante, então o argumento está entre 90° e 180°. A bissetriz desse quadrante, a 135°, é a reta y=−x; nela, ∣a∣=b. Como ∣−7∣=7>2, o ponto está mais perto do eixo real negativo do que da bissetriz: o argumento está entre 135° e 180°, logo é maior que 135°. (Se alguém quiser o valor: tgα=72 dá α≈16° e θ≈164°.) O PAS 3 de 2013 pediu só o quadrante de uma estação de VLT escrita na forma trigonométrica; o de 2015, se o argumento de (5,53) ficava abaixo de 50° (a razão ab=3 dá 60°, logo não); o de 2017, se o argumento da estação Jardim Botânico, em (−5,7), passava de 135° (não passa: ∣−5∣<7 põe o ponto acima da bissetriz).
A tangente sozinha confunde quadrantes opostos
−1+i e 1−i têm a mesma razão ab=−1, mas um está a 135° e o outro a 315°. O mesmo vale para 2+2i (45°) e −2−2i (225°). A fórmula “argumento =arctgab” só funciona no primeiro e no quarto quadrantes; nos outros dois, some 180°. Marcar o ponto antes de calcular evita o erro por completo.
Duas consequências geométricas do módulo valem uma seção inteira de equação da circunferência escrita numa linha: ∣z1−z2∣ é a distância entre os afixos de z1 e z2 (é a fórmula da distância entre pontos, letra por letra: ∣(x1−x2)+(y1−y2)i∣=(x1−x2)2+(y1−y2)2); e ∣z−z0∣=R é a circunferência de centro no afixo de z0 e raio R. Por exemplo, ∣z−(2−i)∣=3 é a circunferência de centro (2,−1) e raio 3, e ∣z+4i∣=∣z−(−4i)∣=1 é a de centro (0,−4) e raio 1. A distância entre 1+5i e 4+i é ∣−3+4i∣=5.
eiθ: a forma polar numa letra
Há uma terceira roupa para o mesmo número, e a prova já a usou em 2022 e 2023. A fórmula de Euler define a exponencial de um imaginário puro por
eiθ=cosθ+isenθ,
de modo que eiθ é o ponto do círculo unitário no ângulo θ (em radianos), e qualquer complexo se escreve z=∣z∣eiθ: a forma exponencial. Os casos que mais aparecem: eiπ/2=i, eiπ=−1, ei3π/2=−i, e2πi=1. A notação não é um capricho: ela obedece à regra das potências, eiαeiβ=ei(α+β), que é exatamente a regra “argumentos se somam” da próxima seção, e (eiθ)n=einθ, que é De Moivre.
Seno e cosseno como exponenciais
De eiθ=cosθ+isenθ e e−iθ=cosθ−isenθ (o conjugado), somando e subtraindo:
cosθ=2eiθ+e−iθ,senθ=2ieiθ−e−iθ=2ie−iθ−2ieiθ,
usando 2i1=2−i (porque i1=−i). É assim que um som descrito por uma soma de senos vira uma soma de exponenciais complexas, formato que apareceu no PAS 3 de 2023.
Exemplo resolvido 8: localizar e reescrever. (a) Onde está ei5π/6? Em 150°: cos150°+isen150°=−23+21i, segundo quadrante. Compare com ei7π/6, em 210°: −23−21i. Um item do PAS 3 de 2022 marcava num gráfico o ponto (−23,−21) e afirmava que ele era e34πi; mas 34π é 240°, cujo ponto é (−21,−23), com as coordenadas trocadas. (b) Escreva w(t)=sen(100πt)+sen(140πt) como exponenciais. Aplicando a fórmula do seno a cada parcela e pondo e±i100πt em evidência:
w(t)=2ie−i100πt(1+e−i40πt)−2iei100πt(1+ei40πt),
porque 140−100=40. Conferência: expandindo o primeiro produto, 2ie−i100πt+2ie−i140πt, e o segundo, −2iei100πt−2iei140πt; agrupando por frequência, sobram 2i(e−i100πt−ei100πt)=sen(100πt) e o mesmo com 140. Num item desse tipo, o trabalho é conferir as diferenças de frequência dentro dos parênteses e os sinais dos dois fatores ±2i.
Três séculos para virar ponto
Os complexos entraram na matemática pela porta da álgebra, não da geometria: no século XVI, Rafael Bombelli operou com raízes quadradas de negativos para fazer a fórmula de Cardano devolver a raiz real de certas equações cúbicas, e o método funcionava. A leitura como pontos do plano só se firmou por volta de 1800, com Caspar Wessel e Jean-Robert Argand, e foi Gauss, em 1831, quem popularizou o nome “número complexo” e a representação que hoje leva o nome dos dois. A fórmula de Euler é anterior (1748) e já ligava a exponencial ao seno e ao cosseno antes de alguém desenhar o plano.
Multiplicar é girar e escalar
A forma polar torna a multiplicação transparente. Se z1=r1cisα e z2=r2cisβ, então
pelas identidades de adição de arcos, cos(α+β) e sen(α+β). Em palavras: os módulos se multiplicam e os argumentos se somam. Para a divisão, módulos se dividem e argumentos se subtraem: z2z1=r2r1cis(α−β); por exemplo, cis20°cis50°=cis30°.
Multiplicar por um complexo unitário é girar
Se ∣u∣=1, isto é, u=cisθ, então multiplicar qualquer z por u não muda ∣z∣ e soma θ ao argumento: o afixo de uz é o afixo de zgirado de θ ao redor da origem, anti-horário. Valores fixos que a prova usa: i=cis90° gira um quarto de volta à esquerda; −1=cis180° dá meia-volta; −i=cis(−90°) gira um quarto de volta à direita (sentido horário). Se ∣u∣=1, multiplicar por u gira de θe multiplica o tamanho por ∣u∣: uma rotação seguida de uma homotetia. Para girar em torno de um centro z0 qualquer, desloque, gire e volte: z′=z0+u(z−z0).
Multiplicar por cis60° gira a seta de 60° sem mudar o comprimento; multiplicar por 2cis60° gira e dobra. O produto por i, −1 e −i são os casos de 90°, 180° e −90°. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 9: girar um ponto, em torno da origem e em torno de outro centro. (a) Gire o ponto (4,1) de 60° em torno da origem. Em complexos, z=4+i e u=cis60°=21+23i:
Conferência:∣z∣2=17 e 1,132+3,962≈1,28+15,68≈17; o módulo foi preservado. (b) Gire z=3+2i de 90° em torno de z0=1+i. Deslocar: z−z0=2+i. Girar: i(2+i)=2i+i2=−1+2i. Voltar: z0+(−1+2i)=3i, o ponto (0,3). Conferência: a distância ao centro era ∣2+i∣=5 e passou a ser ∣3i−(1+i)∣=∣−1+2i∣=5.
A mesma ideia tem outra língua: a matriz de rotaçãoR(θ) aplicada à coluna (x,y) dá (xcosθ−ysenθ,xsenθ+ycosθ), que são exatamente as partes real e imaginária de (x+yi)(cosθ+isenθ). Multiplicar por cisθ e aplicar R(θ) são a mesma operação; compor duas rotações é somar ângulos nas duas línguas. A prova já cobrou a versão em complexos duas vezes com a mesma pergunta: “para girar a figura de tanto em torno da origem, basta multiplicar todos os seus pontos por tal número?”. Em 2016, o número era i e o ângulo 2π (certo); em 2021, o número era 21+23i e o ângulo 60° (certo, porque o módulo é 1 e o argumento é 60°). Se o item trouxesse 1+3i no lugar, o argumento seria o mesmo, mas o módulo 2 dobraria a figura, e a afirmação cairia.
O sinal escolhe o sentido do giro
Multiplicar por i leva o ponto um quarto de volta à esquerda (anti-horário); multiplicar por −i leva um quarto de volta à direita (horário). Teste com o ponto 1: 1⋅i=i (subiu para o eixo imaginário positivo), 1⋅(−i)=−i (desceu). Um item que troque o sentido está errado mesmo com o ângulo certo. E não confunda “argumentos se somam” com “argumentos se multiplicam”: cis30°⋅cis60°=cis90°=i, e não cis1800°.
Fasores, áudio e rotas
Em circuitos de corrente alternada, tensão e corrente são senoides de mesma frequência que diferem em amplitude e em fase; os engenheiros as representam por complexos (os fasores) e somam ou multiplicam fasores no lugar de somar senoides, exatamente pela regra “módulos multiplicam, argumentos somam”. Em processamento de áudio, a transformada de Fourier discreta da última seção desta página escreve um trecho de som como combinação de potências de um complexo unitário. E em robótica e em drones, girar um vetor de posição ou de velocidade de um ângulo fixo é multiplicar por cisθ, a conta da abertura desta página.
Potências: De Moivre e o que acontece ao iterar
Multiplicar z por ele mesmo n vezes multiplica o módulo n vezes e soma o argumento n vezes:
Fórmula de De Moivre
Para z=rcisθ e n inteiro,
zn=rncis(nθ)=rn(cosnθ+isennθ).
O módulo vai à potência n (não é multiplicado por n); o argumento é multiplicado por n (não vai à potência). Para n negativo a fórmula continua valendo: z−1=r−1cis(−θ).
A forma algébrica seria impraticável para expoentes altos; a polar resolve em duas linhas. Exemplo resolvido 10: uma potência alta. Calcule (1+i3)9. Módulo 1+3=2, argumento 60° (primeiro quadrante, tg=3). Então (1+i3)9=29cis(540°)=512cis180°=−512. Conferência por um atalho:(1+i3)3=8cis180°=−8, e (−8)3=−512. Outro clássico: (1+i)10 tem módulo (2)10=32 e argumento 450°=90°, logo vale 32i; confira por (1+i)2=2i e (2i)5=32i5=32i.
Elevar à potência n soma o argumento n vezes e eleva o módulo a n. Com módulo maior que 1, as potências espiralam para fora; com módulo 1, ficam sobre o círculo unitário, andando sempre o mesmo ângulo. Diagrama autoral.
Elevar ao quadrado dobra o argumento e eleva o módulo ao quadrado: z2=r2cis2θ. É esse o motor do conjunto de Mandelbrot, que o PAS 3 apresentou em 2011: para cada c fixo, itera-se fc(z)=z2+c a partir de 0, e c pertence ao conjunto quando a sequência fc(0),fc(fc(0)),… nunca sai do disco de raio 2. Na forma polar, fc(z)=r2cis(2θ)+c, e esse foi o formato de um dos itens.
Um último fato sobre potências que decide itens inteiros: se ω=cisn360°, então ωn=cis360°=1, e os expoentes de ω podem ser reduzidos módulo n: ωn+k=ωk. Com n=4, ω=i e ω13=i13=i; com n=6, ω20=ω2, porque 20=3⋅6+2. Essa redução é a conta inteira da transformada discreta da última seção.
Raízes de zn=w: o polígono regular
Quantos números satisfazem z3=−8? Nos reais, um (−2). Em C, três, e De Moivre diz quais. Escreva w=−8=8cis180° e procure z=ρcisφ com z3=ρ3cis3φ=8cis180°. Os módulos obrigam ρ3=8, logo ρ=2. Os argumentos obrigam 3φ a ser 180°ou180° mais um número inteiro de voltas: 3φ=180°+360°k, isto é, φ=60°+120°k. Para k=0,1,2 saem 60°, 180°, 300°; k=3 daria 420°=60° de novo. As três raízes são 2cis60°=1+i3, 2cis180°=−2 e 2cis300°=1−i3.
As $n$ raízes de $z^n = w$
Se w=∣w∣cisφ=0, a equação zn=w tem exatamente n soluções:
zk=n∣w∣cis(nφ+360°k),k=0,1,…,n−1.
O módulo é comum a todas: R=n∣w∣, a raiz de índice n do módulo de w (e não o próprio ∣w∣); os argumentos partem de nφ e crescem a passos iguais de n360°. No desenho, os n afixos ocupam os vértices de um polígono regular com n lados, inscrito no círculo de raio R centrado na origem. Se uma raiz z0 é conhecida, as outras são z0ωk com ω=cisn360°. As soluções de zn=1 são as raízes da unidade: ω0=1,ω,ω2,…,ωn−1, com soma zero.
Medidas do polígono que a prova pede, para raio R e n lados: o lado mede 2Rsenn180°; a distância entre dois vértices separados por m passos mede 2Rsenn180°m (a corda do ângulo central n360°m); o triângulo de lados R, R e ângulo central n360° (origem mais um lado do polígono) tem área 21R2senn360°, e o polígono inteiro, n vezes isso. Para o triângulo equilátero inscrito (n=3), o lado é R3; para o quadrado, R2; para o hexágono, R.
As raízes de z6=−64: módulo 664=2 (e não 64), primeiro vértice em 6180°=30°, passo de 60°. O enunciado fala do hexágono; a conta mora no triângulo de lados R, R e ângulo 60° na origem: o lado é 2Rsen30°=R, a corda que pula um vértice é 2Rsen60°=R3. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 12: o triângulo de z3=−8. Já achamos as raízes 1±i3 e −2, no círculo de raio 2. O lado do triângulo é 2⋅2⋅sen60°=23; conferência direta: de (1,3) a (−2,0), 9+3=12=23. A área, por ser equilátero, é 4(23)23=33; pelo caminho dos triângulos centrais, 3⋅21⋅22⋅sen120°=6⋅23=33, o mesmo valor. A prova de 2009 fez a mesma pergunta para z3=−i (triângulo de raio 1, área 433), e a de 2019 pôs urnas em vértices alternados do hexágono de z6=−729i (raio 6729=3, primeiro vértice a 45°) e perguntou a distância entre duas urnas, 2⋅3⋅sen60°=33, e a área de cada seção.
Exemplo resolvido 13: o quadrado de z4=−4.∣w∣=4 e φ=180°: R=44=2 e os argumentos são 45°,135°,225°,315°. As raízes são 2cis45°=1+i, −1+i, −1−i e 1−i: um quadrado de lado 2 e área 4. Conferência:(1+i)2=2i e (2i)2=−4. Repare que nenhuma raiz está sobre os eixos: o polígono começa em nφ=45°, não em 0°. Sobre o mesmo tema, um item do PAS 3 de 2021 afirmava que os vértices de uma forma eram as raízes de z4−16 somadas a um ponto fixo; as raízes de z4=16 são ±2 e ±2i, um quadrado com vértices nos eixos, e deslocá-lo pelo ponto dado levava dois vértices para fora do setor em que a forma estava desenhada.
Vértices numerados são outro formato: num polígono de 12 vértices z1,…,z12 sobre o círculo de raio 3, com z1=3 e numeração no sentido anti-horário, zk=3cis30°(k−1); assim z5=3cis120°=23(−1+i3) e z8=3cis210°. Para comparar dois lados ou diagonais, compare os ângulos centrais: a corda entre z3 (60°) e z8 (210°) abrange 150°; a corda entre z5 (120°) e z12 (330°) abrange 210° por um lado e 150° pelo outro, e cordas de mesmo ângulo central são iguais. Esse foi o bloco do polígono estrelado do PAS 3 de 2020, no qual também se anulou um item sobre os pontos 3zk (eles são as raízes de z12=1, as raízes da unidade sobre o círculo de raio 1).
O raio é $\sqrt[n]{|w|}$, e o primeiro vértice é $\frac{\varphi}{n}$
As raízes de z6=−729i têm módulo 3, não 729; as de z6=z0 com ∣z0∣=r têm módulo 6r, não r (um item do PAS 3 de 2024 escrevia r e por isso estava errado). E o polígono não precisa ter um vértice no eixo real: se w não é real positivo, o primeiro vértice fica em nφ. Desenhe a circunferência com o raio certo e o primeiro vértice no lugar certo antes de medir qualquer coisa.
Regiões do plano escritas com módulo e argumento
Uma condição sobre ∣z−z0∣ é uma condição de distância ao ponto z0; uma condição sobre o argumento é uma condição de direção. Combinando as duas, descrevem-se regiões sem escrever nenhuma equação em x e y:
Condição
Região
∣z−z0∣=R
circunferência de centro z0 e raio R
∣z−z0∣<R (ou ≤)
interior do disco (com a fronteira, se ≤)
R1≤∣z−z0∣≤R2
coroa circular entre os raios R1 e R2
α≤argz≤β
setor angular (cunha) com vértice na origem
R1≤∣z∣≤R2 e α≤argz≤β
pedaço de coroa: dois arcos e dois segmentos radiais
∣z−z1∣=∣z−z2∣
mediatriz do segmento z1z2
Re(z)≥a, Im(z)<b
semiplanos à direita de x=a, abaixo de y=b
Para decidir se um ponto está dentro, fora ou na fronteira, teste cada condição separadamente: um ponto só pertence à região se satisfaz todas. “Interior” costuma ser estrito; a igualdade põe o ponto na fronteira.
Uma região escrita por módulo e argumento: distância entre 2 e 4 da origem, direção entre 45° e 135°. Dois arcos e dois segmentos radiais a delimitam; os cantos são os produtos dos raios pelos unitários dos ângulos-limite. Um ponto pertence se passa nos **dois** testes. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido 15: desenhar a região de um item D. Desenhe {z=rcisθ:2≤r≤4,45°≤θ≤135°} e dê os quatro cantos. É a figura acima: dois arcos centrados na origem, de raios 2 e 4, entre as direções 45° e 135°, fechados por dois segmentos radiais. Os cantos são 2cis45°=(2,2)≈(1,41;1,41), 4cis45°=(22,22)≈(2,83;2,83), 2cis135°=(−2,2) e 4cis135°=(−22,22). A área, se for pedida, é a fração do anel: 360°90°π(42−22)=3π≈9,42. Num item de resposta construída, escreva os cantos ao lado do desenho: eles mostram que os arcos e os segmentos estão nos lugares certos mesmo que o traço saia torto. Em 2021, o PAS 3 pediu exatamente um desenho assim, com raios 3 e 3 entre 30° e 90°, numa malha de 0 a 4.
Dois itens antigos de regiões merecem registro pelo método. No mapa gaúcho de 2018, Cruz Alta estava em (−84,187) e a região era um quarto de disco de raio 210 no segundo quadrante: o quadrante confere, e 842+1872=7056+34969=42025=205≤210; pertence. Em 2012, a região era a coroa 25≤∣z∣≤90 e o item afirmava que todas as substâncias de um gráfico estavam nela; bastou um ponto, o álcool em (56,85), com 562+852=10361≈101,8>90, para derrubar a afirmação. Também em 2012, a forma polar do crack, em (80,32), foi escrita com módulo 7424; esse número é 802+322, o quadrado do módulo, que vale 7424≈86,2.
Um lugar geométrico mais sofisticado, que a prova de 2009 cobrou, é o dos z para os quais z+z1 é real. Como z1=∣z∣2zˉ, a parte imaginária de z+z1 é y−x2+y2y=y(1−x2+y21), que se anula quando y=0 (com z=0) ou quando x2+y2=1: o eixo real sem a origem, unido ao círculo unitário.
Ler a figura: vértices, espirais, relógios e amostras
Os itens mais recentes do PAS 3 colocam os complexos dentro de uma figura ou de um contexto técnico, e a habilidade cobrada é traduzir a figura para a linguagem desta página. Quatro formatos já apareceram.
Vértices em posições complexas. Uma estrela de cinco pontas (2016) tinha as pontas nas raízes de z5=L5 e os vértices internos nas raízes de z5=−1, sobre o círculo unitário. As raízes de z5=−1 têm argumentos 5180°+360°k=36°,108°,180°,252°,324°; o primeiro vértice interno está em (cos36°,sen36°), e um item que o colocava em 10π=18° estava errado. O mesmo bloco afirmava que todo ponto com ∣z∣<1 está no interior da estrela: certo, porque o disco unitário cabe inteiro dentro dela (os vértices internos estão sobre o círculo, e as arestas da estrela só tocam o círculo neles). Uma caixa de pizza hexagonal (2024) tinha os vértices nas raízes de z6=z0, com z0=rcisθ0: argumentos 6θ0+3kπ e módulo 6r.
O relógio das raízes da unidade. As 12 raízes de z12=1 ocupam as posições das horas de um relógio, a 30° uma da outra, com ω=cis30°. Se um rótulo é dado em cada posição (em 2023, as notas do ciclo das quintas: o mi ocupava o topo do círculo e a lista avançava no sentido horário), localizar ωk é contar: ω7 tem argumento 210°; partindo de 90° e descendo 30° por nota, 210° é a nona nota da lista (oito passos de 30° abaixo do topo: 90°−240°=−150°=210°). Para treinar com um relógio comum: a posição das 4 horas está a 120°no sentido horário a partir das 12 (que ficam a 90°), isto é, em 90°−120°=−30°=330°, que é ω11.
As raízes de z12=1 são as potências de ω=cis30° e ocupam as doze horas do relógio; ω12=1 fecha a volta, e qualquer expoente se reduz módulo 12 (ω19=ω7). Rótulos em cada posição (notas, cidades, amostras) viram uma contagem de passos de 30°. Diagrama autoral.
Espirais parametrizadas. Uma curva pode ser dada como um complexo que depende de um parâmetro, P(θ)=ρ(θ)cisθ; se ρ cresce com θ, é uma espiral. Exemplo resolvido 16. Para P(θ)=πθcisθ, 0≤θ≤2π, onde está o ponto de θ=23π? O módulo é 23 e cis270°=−i: P=−23i, o ponto (0,−1,5). Em θ=4π: módulo 41, P=41(22+22i)=82(1+i). A escadaria do Itamaraty (2024) apareceu como P=[π2θcos(θ+π)−1]−iπ2θsen(θ+π); o +π dentro do cosseno e do seno troca o sinal dos dois (cos(θ+π)=−cosθ, sen(θ+π)=−senθ), e o −1 desloca a espiral uma unidade para a esquerda. Em θ=45π, π2θ=25 e cos49π=sen49π=22, de modo que P=(452−1)−452i; o item afirmava −452(1+i), com a parte imaginária certa e a real errada, o padrão “metade certa” já visto na divisão.
A transformada de Fourier discreta com poucas amostras. Dadas n amostras x0,…,xn−1 de um sinal, a transformada produz n números fk=∑j=0n−1xjωkj, com ω=en2πi=cisn360°, e ∣fk∣ mede quanto da frequência k há no sinal. Parece assustador, mas com n pequeno é só a potência de um unitário e a redução de expoentes módulo n. Exemplo resolvido 17. Para n=4 amostras x=(2,0,−2,0), ω=cis90°=i. Então f0=2+0−2+0=0; f1=2⋅1+0⋅i+(−2)i2+0⋅i3=2+2=4; f2=2+(−2)i4=0; f3=2+(−2)i6=2+2=4. Leitura: as amostras são um cosseno que completa um ciclo em quatro amostras, e a transformada concentra tudo em f1 (e no seu espelho f3). Com n=6, ω=cis60° e ω6=1: em f2=x0+x1ω2+x2ω4+x3ω6+x4ω8+x5ω10, os expoentes se reduzem a 0,2,4,0,2,4 e o resultado agrupa-se em (x0+x3)+(x1+x4)ω2+(x2+x5)ω4. O PAS 3 de 2022 cobrou os dois formatos: um f1 numérico com quatro amostras (com um sinal plantado na parte imaginária) e a fórmula agrupada de f4 com seis amostras.
Como a banca pergunta
Os números complexos renderam 40 itens válidos em 15 das 18 provas do PAS 3 entre 2008 e 2025, quase sempre pendurados num texto-base de outra disciplina (um mapa, uma escultura, uma obra musical, um artigo de engenharia de áudio) seguido de um pressuposto curto que diz “cada ponto (x,y) é identificado com o complexo z=x+iy”. Os formatos, do mais frequente ao mais raro:
Módulo, argumento e regiões (tipo A, julgar): a forma trigonométrica de um ponto da figura com o quadrante do argumento (2013), um argumento comparado a um limiar (2015, 2017), um ponto dentro ou fora de uma região dada por ∣z∣ e θ (2018, 2012, 2021), uma coroa que deveria conter todos os pontos (2012), uma forma polar com ∣z∣2 no lugar de ∣z∣ (2012), o conjunto de Mandelbrot (2011) e, uma vez, um item D para desenhar um pedaço de coroa (2021).
Forma algébrica e conjugado (tipos A, B e C): quocientes com o conjugado, com a parte real certa e a imaginária plantada (2025), a parte imaginária de um quociente em faixas (2015), o quociente de duas estações (2013), o módulo da parte imaginária de wz multiplicado por um fator que cancela ∣w∣2 (2017, tipo B, resposta 830), a leitura das partes como quantidades (2025), um quociente real como reta pela origem (2012) e um par conjugado como raízes testado por soma e produto (2013, 2019).
Raízes de zn=w (tipos A e C): a área do triângulo de z3=−i (2009), a distância entre urnas e a área de seções no hexágono de z6=−729i (2019), vértices numerados do polígono de z12=312 e a comparação de cordas (2020), ω7 no ciclo das quintas (2023), o módulo das raízes de z6=z0 (2024), os vértices de uma forma como raízes deslocadas (2021), as coordenadas de um vértice de z5=−1 (2016).
Multiplicar é girar e De Moivre (tipos A e C): girar uma figura multiplicando por i (2016) ou por cis60° (2021), fc(z)=z2+c na forma polar e a composição de f com c=0 (2011), a transformada discreta com quatro e seis amostras (2022).
Forma exponencial: um ponto da figura identificado com eiθ (2022) e uma soma de senos reescrita com e±iθ (2023).
Três reflexos cobrem a maior parte desses itens: marcar o ponto e ler o quadrante antes de qualquer conta; conferir as duas partes de qualquer resultado proposto (a banca costuma acertar uma e errar a outra); e, nas raízes, desenhar a circunferência com raio n∣w∣ e o primeiro vértice em nφ antes de medir.
Os erros que mais derrubam
Dividir parte por parte.c+dia+bi não é ca+dbi; é c2+d2(a+bi)(c−di).
Tomar ∣z∣2 por ∣z∣.802+322=7424 é o quadrado do módulo; o módulo é 7424.
Ler o argumento pela tangente sem o quadrante.−1+i está a 135°, não a 45°; −2−2i está a 225°.
Trocar o sentido do giro.i gira 90° anti-horário; −i gira 90° horário; −1 dá meia-volta.
Somar módulos ou multiplicar argumentos. No produto, módulos multiplicam e argumentos somam; em zn, o módulo vai a n e o argumento é multiplicado por n.
Usar ∣w∣ como raio das raízes. O raio é n∣w∣: 3 para z6=−729i, 2 para z4=−4.
Supor que sempre há um vértice sobre o eixo real. O primeiro vértice fica em nφ; para z6=−729i, em 45°.
Aplicar o par conjugado a coeficientes não reais.z3+i e z2−2iz−1 não obedecem à regra.
Confundir total com módulo. Quando as partes contam coisas, o total é a+b; o módulo é uma distância.
Julgar uma região por uma condição só. Distância e direção; interior é estrito, igualdade é fronteira.
O essencial em meia página
z=a+bi, i2=−1; a=Re(z), b=Im(z); igualdade = duas igualdades reais; in pelo resto de n por 4.
Afixo (a,b) no plano de Argand-Gauss; soma = vetor (paralelogramo); produto pela distributiva com i2=−1.
zˉ=a−bi; z+zˉ=2a; zzˉ=a2+b2=∣z∣2; zw=∣z∣2wzˉ; zw real ⇔w e z na mesma reta pela origem.
Bhaskara vale em C: −k=ik; com coeficientes reais, raízes não reais vêm em pares conjugados; teste por soma 2p e produto p2+q2.
∣z∣=a2+b2; argumento pelo quadrante antes do ângulo; z=∣z∣cisθ=∣z∣eiθ; ∣z1−z2∣ = distância; ∣z−z0∣=R = circunferência.
eiθ=cosθ+isenθ; senθ=2ie−iθ−2ieiθ; eiπ=−1.
No produto, os módulos se multiplicam e os argumentos se somam; um fator de módulo 1 só gira (i: +90°; −i: −90°); girar em torno de z0: z0+u(z−z0); mesma coisa que a matriz R(θ).
De Moivre: zn=rncis(nθ); z2 dobra o argumento; ωn=1 reduz expoentes módulo n.
zn=w: n raízes, módulo n∣w∣, argumentos nφ+360°k; polígono regular; lado 2Rsenn180°; corda de m passos 2Rsenn180°m; triângulo central 21R2senn360°.
Regiões: ∣z−z0∣≶R (disco), R1≤∣z∣≤R2 (coroa), α≤θ≤β (setor); teste cada condição; cantos = raio vezes unitário do ângulo-limite.
Figuras: vértices numerados zk=Rcis(θ1+(k−1)n360°); compare cordas por ângulos centrais; relógio das raízes da unidade; DFT = potências de ω reduzidas módulo n.
Exercícios temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.
Flashcards temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar os cartões de revisão.
COMPLEXOS: FORMA ALGÉBRICA, CLASSIFICAÇÃO E IGUALDADE (AULA 3/14)
Equaciona Com Paulo Pereira · 12:43
Introdução. Segundo a descrição do autor, o vídeo “apresenta a forma algébrica do número complexo (z = a+bi)”, expõe “a classificação que o número complexo tem (real, imaginário e imaginário puro)” e define “a igualdade entre complexos”: é exatamente o conteúdo da seção “Um número que guarda um ponto inteiro: a forma algébrica”, antes das operações. Faz parte de uma série de 14 aulas sobre complexos do mesmo canal, listada na descrição.
PLANO DE ARGAND-GAUSS, MÓDULO E ARGUMENTO DE UM NÚMERO COMPLEXO (EP 5)
Prof. MURAKAMI - MATEMÁTICA RAPIDOLA · 14:47
Aprofundamento. A descrição do autor anuncia a representação “no plano complexo conhecido também como plano de Argand-Gauss” e a passagem para “a sua forma trigonométrica, conhecida também como forma polar”, com módulo e argumento calculados em exemplos. Cobre as seções “Módulo e argumento: o endereço polar” e a armadilha do quadrante; assista antes de tentar os itens do VLT (2013) e dos bondes (2017).
COMPLEXOS: RADICIAÇÃO (2ª FÓRMULA DE MOIVRE) (AULA 14/14)
Equaciona Com Paulo Pereira · 15:34
Aplicação. O autor “trabalha com a segunda fórmula de Moivre, que trata da radiciação de números complexos” e mostra “a interpretação geométrica das raízes cúbicas de −1” (descrição do vídeo): é a seção “Raízes de zⁿ = w: o polígono regular” com o triângulo desenhado no círculo, a preparação direta para os itens das urnas (2019), da vareta (2009) e da caixa de pizza (2024).
PAS 3 | Matemática | Números Complexos - Radiciação | Prova de 2019 - Questão 93
PAS Digital · 13:42
Resolução de prova. “Resolução da Questão 93 da prova do PAS 3 de 2019” (descrição do canal): o item tipo C das três urnas nos vértices alternados das raízes de z⁶ = −729i, com a distância entre urnas e a área de cada seção. É o item vinculado nos exercícios desta página e discutido na seção das raízes; vale assistir depois de tentar sozinho.
Itens 78 e 79 PAS 3/UnB (Números complexos)
Avance Matemática · 6:58
Resolução de prova. Resolve os itens 78 e 79 do PAS 3 de 2025 (o texto-base do antropólogo e das colheitas z₁ = 2 + 2i e z₂ = 1 + 6i): a divisão pelo conjugado com a parte imaginária plantada e a leitura do total como soma das partes, que a seção “Somar é deslocar; multiplicar é distribuir” e a armadilha “Total é a + b” tratam. A descrição do canal é institucional; a identidade do conteúdo foi conferida pelo título e pela abertura do vídeo.
Um número só guarda a posição inteira, soma como vetor e, multiplicado por i, gira a rota de 90°: é o número complexo.Cada complexo é um ponto e, ao mesmo tempo, uma seta a partir da origem. A soma z+w segue a regra do paralelogramo; o conjugado zˉ é o reflexo de z no eixo real; o oposto −z é a meia-volta em torno da origem. Diagrama autoral.O módulo é a hipotenusa; o argumento é o ângulo com o semieixo real positivo, no sentido anti-horário. Antes de qualquer tabela, o quadrante: −3+3i está a 135°, não a 45°; 2−23i está a 300°, que também se escreve −60°. Diagrama autoral.Multiplicar por cis60° gira a seta de 60° sem mudar o comprimento; multiplicar por 2cis60° gira e dobra. O produto por i, −1 e −i são os casos de 90°, 180° e −90°. Diagrama autoral.Elevar à potência n soma o argumento n vezes e eleva o módulo a n. Com módulo maior que 1, as potências espiralam para fora; com módulo 1, ficam sobre o círculo unitário, andando sempre o mesmo ângulo. Diagrama autoral.As raízes de z6=−64: módulo 664=2 (e não 64), primeiro vértice em 6180°=30°, passo de 60°. O enunciado fala do hexágono; a conta mora no triângulo de lados R, R e ângulo 60° na origem: o lado é 2Rsen30°=R, a corda que pula um vértice é 2Rsen60°=R3. Diagrama autoral.Uma região escrita por módulo e argumento: distância entre 2 e 4 da origem, direção entre 45° e 135°. Dois arcos e dois segmentos radiais a delimitam; os cantos são os produtos dos raios pelos unitários dos ângulos-limite. Um ponto pertence se passa nos dois testes. Diagrama autoral.As raízes de z12=1 são as potências de ω=cis30° e ocupam as doze horas do relógio; ω12=1 fecha a volta, e qualquer expoente se reduz módulo 12 (ω19=ω7). Rótulos em cada posição (notas, cidades, amostras) viram uma contagem de passos de 30°. Diagrama autoral.O mesmo ponto tem dois endereços: as coordenadas (a,b) ou a distância e a direção, o módulo e o argumento.A distância entre dois pontos é ∣z1−z2∣: a fórmula da distância escrita com um módulo.Uma região entre duas circunferências e duas semirretas que partem da origem: R1≤∣z−z0∣≤R2 e α≤argz≤β.A transformada de Fourier discreta escreve um trecho de som como combinação de potências de um complexo unitário ω.Uma espiral vista de cima é um complexo que depende de um parâmetro: P(θ)=ρ(θ)cisθ, com o módulo crescendo a cada volta.As seis raízes de z6=w são os vértices de um hexágono regular; urnas em vértices alternados ficam a 120° uma da outra.Doze posições a 30° uma da outra: as raízes de z12=1, e qualquer rótulo (as notas do ciclo das quintas) vira uma contagem de passos.
Rota PAS 3
Geometria analítica II e números complexos: o plano que mede e gira · PAS 3
Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
Rota PAS 3 — Geometria analítica II e números complexos: o plano que mede e gira · Números complexos: o ponto que faz conta; Módulo, argumento e a forma polar; Multiplicar é girar: rotações no plano complexo; Raízes de z^n = w: o polígono regular; Leia como na prova (bloco de 2025, itens 78 e 79); Como a banca cobra (linhas dos complexos); Resolvidos (3.º); Banco de treino T9 a T21
O capítulo foi fonte de fatos, de recorte e dos 40 itens reais do PAS 3; a abertura, os exemplos, os números, as figuras e a ordem desta página são próprios. A página amplia o capítulo com igualdade e potências de i, Bhaskara em ℂ, forma exponencial de Euler e a conta completa da transformada discreta, da espiral e do ciclo das quintas.
Rota PAS 3 — Resoluções do Banco de treino (T9 a T21) · T9, T10, T11 (vareta de 2009), T13 (VLT de 2013), T14 e T15 (Mandelbrot de 2011), T16 (urnas de 2019), T17 a T21 (rotações e raízes)
Gabaritos e raciocínios conferidos contra o gabarito oficial; as resoluções da página foram refeitas do zero.
Rota PAS 3 — Resoluções dos exercícios do capítulo (itens 4, 5, 10 a 17) · Nível 1 (itens 4 e 5: potências de i e (1 + i)²); Nível 2 (itens 10 a 13: cooperativas e forma polar); Nível 3 (itens 14 a 17: par conjugado, rotações compostas, mediatriz por módulos, quadrado de z⁴ = −16)
Só os padrões de erro foram aproveitados; nenhum enunciado do livro foi copiado para as questões autorais.
Mapa de itens de Matemática do PAS 3 (p1-mat a p4-mat + grep nas três classificações) · Linhas NC (l.125–142) e resumo NC (l.185): 2025/78–79, 2013/66–68, 2015/110–111, 2017/85 e 88, 2012/52/54/55, 2019/87, 2009/14/15/17, 2018/86, 2016/88/90/91/92, 2011/46–50, 2021/111–114, 2022/95–97, 2023/79/81, 2024/85/93, 2020/95/97, 2019/93; 2020/96 anulado só na teoria
Mapa vinculante; todos os itens foram abertos na imagem do caderno a 150 dpi (2024/93 a 300 dpi). Reusos por GUID: PAS 3 2011/46–48 (página conjuntos) e PAS 3 2016/92 (página angulos-e-poligonos).
Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe), texto extraído · PAS 3 2025 (itens 78–79), 2013 (66–68), 2015 (110–111), 2012 (52–55), 2019 (87, 93), 2009 (14–17), 2018 (86), 2021 Parte 2 (111–114), 2022 (95–97), 2023 (79, 81), 2024 (85, 93), 2020 Parte 2 (95–97); 2016 e 2011 sem números de item no txt; 2017 cifrado
Itens reproduzidos verbatim; gabaritos lidos nos GAB oficiais e conferidos em classificacao-pas3/AAAA.json.
Cadernos em PDF (figuras impressas e itens cifrados) · 2017-PAS3 p. 14 (mapa dos bondes: Gávea (−7, 9), Jardim Botânico (−5, 7), Tijuca (3, 8); itens 85 e 88 lidos na imagem); 2016-PAS3 p. 14 do PDF (p. 13 do caderno: estrela de cinco pontas, itens 88–92); 2011-PAS3 p. 13 (Mandelbrot, itens 46–50); 2013-PAS3 p. 10 (VLT: A(−9, 2), B(−3, 6), C(1, 3), D(5, −2), E(7, −3), F(12, 1)); 2012-PAS3 p. 12 (dispersão das drogas: cocaína (42, 5), crack (80, 32), álcool (56, 85)); 2009-PAS3 p. 5 (vareta cuneiforme); 2018-PAS3 p. 13 (mapa do RS, Cruz Alta (−84, 187)); 2021-PAS3 Parte 2 p. 13 (Meteoro e malha do item 114); 2022-PAS3 p. 13–14 (DFT e Figura V); 2023-PAS3 p. 10 (ciclo das quintas); 2024-PAS3 p. 12–13 (espiral do Itamaraty; item 93 a 300 dpi); 2020-PAS3 Parte 2 p. 9 (polígono estrelado z₁ a z₁₂)
No caderno de 2024, o item 93 está impresso sem o i antes do seno (z_k = r[cos(…) + sen(…)]); a página reproduz o item como impresso e o livro Rota PAS 3 foi ajustado.
Classificação oficial dos itens do PAS 3 (gabaritos por ano) · Itens 78 (E) e 79 (C); os demais anos em classificacao-pas3/AAAA.json: 2013/66 C, 67 C, 68 B; 2015/110 E, 111 B; 2017/85 E, 88 = 830; 2012/52 C, 54 E, 55 E; 2019/87 E, 93 B; 2009/14 E, 15 C, 17 C; 2018/86 C; 2016/88 C, 90 C, 91 E, 92 E; 2011/46 C, 47 C, 48 E, 49 E, 50 C; 2021/111 E, 112 E, 113 C, 114 D; 2022/95 E, 96 E, 97 B; 2023/79 C, 81 B; 2024/85 E, 93 E; 2020/95 E, 96 anulado, 97 B
Gabaritos definitivos; 2020/96 anulado fica só na teoria.