Um funil cheio de água até a borda despeja só um terço do que despeja a lata cilíndrica de mesma boca e mesma altura, e a Pirâmide do Sol, com 225 metros de lado, guarda menos pedra do que parece. De onde vem exatamente o fator um terço, por que ele vale para qualquer base e para pirâmides tortas, por que cortar a ponta de um cone a meia altura tira só um oitavo do volume, e como se calcula o que sobra, o tronco, sem decorar fórmula nenhuma?
O que você vai aprender
Distinguir, numa pirâmide ou num cone, a altura (distância perpendicular do vértice ao plano da base) da aresta lateral, da geratriz e do apótema, e obter a altura por Pitágoras quando o enunciado dá só as outras medidas.
Explicar de onde vem o fator um terço por três caminhos: a experiência de encher o cilindro com o cone, o cubo partido em três pirâmides congruentes e o prisma triangular partido em três pirâmides de mesmo volume (com o princípio de Cavalieri), e estender o resultado a qualquer base, a pirâmides oblíquas e ao cone.
Aplicar V = ⅓·A_b·h e V = ⅓·π·r²·h a pirâmides de base quadrada, retangular, triangular e hexagonal, a cones retos e oblíquos e ao cone equilátero, usando a relação g² = r² + h² e as áreas das bases.
Prever como o volume responde a cada medida (altura × k → volume × k; raio × k → volume × k²) e a uma ampliação semelhante (todas as medidas × k → volume × k³), incluindo a ponta cortada a uma fração da altura, que guarda a fração ao cubo do volume.
Calcular o volume de troncos de pirâmide e de cone pela diferença entre o sólido completo e a ponta semelhante (completando o vértice pela semelhança) e pela fórmula V = h/3·(A₁ + √(A₁·A₂) + A₂), sabendo deduzi-la e sabendo quando cada caminho é mais curto.
Resolver problemas de capacidade e de material com funis, taças, casquinhas, cones de sinalização, silos com tampa cônica, vasos troncocônicos e montes de material granular (ângulo de repouso), inclusive os que combinam um cone ou tronco com um cilindro quando o objeto exige.
Ler figuras de prova com cotas, cortes paralelos à base e vértice prolongado em tracejado, e resolver itens de julgamento, de resposta numérica (tipo B) e de múltipla escolha (tipo C) no estilo do PAS/UnB sobre pirâmides reais, troncos e sólidos com ponta.
Na entrada de uma obra, um caminhão basculante despeja areia e vai embora. O que fica no chão não é um cubo nem um cilindro: é um monte com a forma de um cone, com a base espalhada e a ponta no alto, porque a areia escorrega até se acomodar num ângulo que ela mesma escolhe. O mestre de obras olha o monte, mede o diâmetro com passos e diz quantos metros cúbicos chegaram. Ele não está adivinhando: está usando, de cabeça, a fórmula desta página. A mesma fórmula explica por que a Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, com 225 metros de lado, contém menos pedra do que um bloco com a mesma base e um terço da altura, e por que a casquinha de sorvete, cheia até a borda, engana quem compara com o copinho de mesma boca.
O assunto é um número: 31. Pirâmides e cones valem um terço do prisma ou do cilindro de mesma base e mesma altura, e esta página explica de onde esse terço vem (por experiência, por um cubo que se parte em três e por um prisma que se parte em três), mostra que ele vale para qualquer base, para sólidos tortos e para o cone, e depois aplica o resultado onde a prova o cobra: a altura escondida atrás da geratriz, a ponta cortada que guarda a fração ao cubo, o tronco que sobra quando a ponta sai, funis, montes de areia e pirâmides de verdade. A regra base vezes altura e as unidades estão em Volume de prismas e cilindros; o princípio que iguala pirâmides de mesma base e altura está em Princípio de Cavalieri e é usado aqui como ferramenta pronta; os sólidos que juntam cone, cilindro e esfera numa peça só ficam para Volumes de sólidos compostos; as áreas laterais e as planificações do cone e da pirâmide são de Geometria espacial.
A altura é a perpendicular; o lado inclinado é outra coisa
Uma pirâmide é o sólido formado por um polígono (a base) e um ponto fora do plano dela (o vértice), com todos os segmentos que ligam o vértice aos pontos da base. As faces laterais são triângulos. Um cone é a mesma construção com um círculo no lugar do polígono; a superfície lateral é curva, e cada segmento do vértice a um ponto da circunferência da base é uma geratriz. Tudo o que esta página diz sobre volume vale para os dois, porque o cone se comporta como uma pirâmide de base circular.
Os comprimentos que aparecem num cone e numa pirâmide
Alturah: a distância perpendicular do vértice ao plano da base. É a única medida de comprimento que entra na fórmula do volume junto com a base.
Geratrizg (cone): o segmento do vértice a um ponto da borda da base. Num cone reto, g2=r2+h2, com r o raio da base.
Aresta lateral (pirâmide): o segmento do vértice a um vértice da base. Apótema da pirâmide (pirâmide regular): a altura de uma face lateral, do vértice ao ponto médio de um lado da base. Apótema da base: a distância do centro da base ao ponto médio de um lado.
Reto ou regular: o vértice está na vertical do centro da base (cone reto; pirâmide regular, com base regular). Oblíquo: o vértice está deslocado. A fórmula do volume não distingue os dois casos, mas as fórmulas de área lateral só valem para os retos.
A primeira pergunta diante de qualquer figura é: qual destas medidas é a altura? A geratriz do cone e a aresta lateral da pirâmide são sempre mais compridas que a altura, porque são hipotenusas de triângulos retângulos que têm a altura como cateto. Um item que dá a geratriz e o raio está pedindo um Pitágoras antes da fórmula; um item que dá a aresta lateral de uma pirâmide de base quadrada está pedindo dois.
Medir o terço antes de demonstrá-lo
Quem tem uma jarra graduada pode medir o terço em casa. Um funil de cozinha com 12 cm de boca e 9 cm de fundo, tampado no bico e cheio de água até a borda, despeja cerca de 340 mL na jarra; uma lata cilíndrica com a mesma boca e a mesma altura, cheia do mesmo jeito, despeja cerca de 1 020 mL, três vezes mais (a conta do funil está no exemplo resolvido 11; a da lata é π×62×9). A razão 1 : 3 não depende do tamanho do funil nem do formato da boca: os kits de sólidos de acrílico das escolas trazem uma pirâmide de base quadrada e o prisma de mesma base e mesma altura exatamente para isso, e a pirâmide cheia de água esvazia-se três vezes dentro do prisma antes de ele transbordar. O cone guarda um terço do cilindro de mesma boca e mesma altura; a pirâmide, um terço do prisma.
A medição convence, mas não explica, e a prova de vestibular cobra o número com variações que a experiência não cobre: e se a base for um hexágono? e se o vértice estiver deslocado? e se o cone estiver deitado? As duas próximas seções dão a razão do terço, de duas maneiras, e a razão é o que permite estender o resultado a todos esses casos.
Exemplo resolvido 1: a casquinha e o copinho. Uma casquinha de sorvete é um cone de 3 cm de raio e 12 cm de altura. Ao lado, um copinho cilíndrico de mesma boca e mesma altura. Quanto cabe em cada um? Use π=3,14.
Estratégia: o copinho é base vezes altura; a casquinha é um terço disso.
Resolução: copinho: πr2h=3,14×9×12=339,1 cm³. Casquinha: 31×339,1=113,0 cm³, isto é, 113 mL.
Conferência:31πr2h=31×3,14×9×12=113,04; três casquinhas somam 339, o copinho. Quem toma o sorvete “na casquinha” leva um terço do que levaria “no copinho” de mesma boca, antes da bola em cima.
O cubo que se parte em três pirâmides iguais
Tome um cubo de aresta a e escolha um vértice P. Das seis faces do cubo, três passam por P e três não. Ligue P a cada uma das três faces que não o contêm: cada face, com o vértice P, forma uma pirâmide de base quadrada. As três pirâmides não se sobrepõem e juntas preenchem o cubo inteiro (cada ponto interior do cubo “vê” P através de exatamente uma das três faces opostas). E as três são congruentes: uma rotação de 120° em torno da diagonal do cubo que passa por P leva uma na outra. Logo, cada uma tem um terço do cubo:
Vpiraˆmide=3a3=31⋅a2⋅a=31⋅Ab⋅h.
As três faces que não passam por P, cada uma ligada a P, formam três pirâmides congruentes que preenchem o cubo. Cada uma vale um terço de a³. Diagrama autoral.
Repare em dois detalhes. Primeiro, essas pirâmides são oblíquas: o vértice P fica na vertical de um canto da base, não do centro. O terço nasce, portanto, num sólido torto, e vale para ele. Segundo, a altura de cada pirâmide é a aresta a, porque P está a uma distância a do plano da face oposta, mesmo não estando sobre o centro dela.
O cubo admite ainda outra partilha que dá o mesmo número. Ligue o centro do cubo aos seus oito vértices: o cubo fica dividido em seis pirâmides congruentes, uma sobre cada face, todas com vértice no centro. Cada uma tem base a2 e altura a/2 (metade da aresta, do centro até a face), e vale um sexto do cubo:
6a3=31⋅a2⋅2a.
De novo um terço da base vezes a altura. É uma boa conferência mental: duas decomposições diferentes, com alturas diferentes, e a mesma regra.
O prisma triangular em três pirâmides de mesmo volume
O cubo dá o terço para pirâmides de base quadrada e altura igual ao lado. Para chegar a qualquer base e qualquer altura, o caminho é o prisma triangular. Tome um prisma de base triangular ABC, topo A′B′C′ e altura h. Corte-o em três pirâmides triangulares (tetraedros):
Primeira: base ABC (o chão do prisma) e vértice A′. Tem a mesma base e a mesma altura h do prisma.
O que sobra é uma pirâmide de vértice A′ e base no paralelogramo BCC′B′, a face lateral oposta a A′. A diagonal B′C divide esse paralelogramo em dois triângulos de mesma área, BCB′ e B′C′C, e divide a pirâmide em duas: a segunda tem vértice A′ e base BCB′; a terceira tem vértice A′ e base B′C′C.
A segunda e a terceira têm o mesmo vértice e bases de mesma área no mesmo plano: mesma altura (a distância de A′ ao plano da face), seções que encolhem pela mesma lei, mesmo volume. A terceira, olhada de outro ângulo, tem base A′B′C′ (o teto do prisma, cópia de ABC) e vértice C, a uma distância h do teto: é uma pirâmide de mesma base e mesma altura da primeira, logo, pelo princípio de Cavalieri, de mesmo volume. As três têm o mesmo volume, e as três juntas são o prisma. Cada uma vale um terço de Ab⋅h.
O prisma triangular se parte em três pirâmides de mesmo volume: a primeira e a terceira têm bases congruentes e a mesma altura; a segunda e a terceira têm o mesmo vértice e bases de mesma área no mesmo plano. Diagrama autoral.
Daí para qualquer pirâmide é um passo. Uma pirâmide de base poligonal qualquer se divide, por planos que passam pelo vértice e pelas diagonais da base, em pirâmides de base triangular com a mesma altura; cada uma vale um terço de (sua base) vezes h, e a soma das bases é a base inteira. Para o cone, o princípio de Cavalieri resolve de uma vez: um cone e uma pirâmide de mesma altura e bases de mesma área têm seções de mesma área em toda altura (as duas encolhem com o quadrado da distância ao vértice), logo o mesmo volume. E, como a decomposição do prisma não usou em momento nenhum a posição do vértice sobre a base, o resultado vale para pirâmides e cones oblíquos.
Volume de pirâmides e cones
Para qualquer pirâmide ou cone, reto ou oblíquo, de base de área Ab e altura h (perpendicular),
V=31Abh.
Cone circular de raio r: Ab=πr2 e
V=31πr2h.
Em palavras: a área da base, multiplicada pela altura, dividida por três. O volume depende só de Ab e de h: não depende do formato da base (quadrado, triângulo, hexágono, círculo), nem de onde o vértice está, nem de quanto medem a geratriz, a aresta lateral ou o apótema, que só servem para acharh quando ele não é dado.
Exemplo resolvido 3: uma base, três sólidos. Três sólidos têm 9 cm de altura: uma pirâmide de base hexagonal regular de lado 4 cm, um cone cuja base tem a mesma área do hexágono, e uma pirâmide oblíqua com a mesma base hexagonal e o vértice deslocado 5 cm para o lado. Quanto vale cada volume? (Área do hexágono regular de lado ℓ: 233ℓ2; use 3=1,73.)
Estratégia: uma única conta de base, uma única altura, três vezes a mesma fórmula.
Resolução:Ab=23×1,73×16=41,5 cm². V=31×41,5×9=124,5 cm³ para os três.
Conferência: o deslocamento de 5 cm do vértice da pirâmide oblíqua não entrou na conta, nem o raio do cone (que seria r=41,5/π≈3,6 cm). A única informação que o item podia esconder era a altura; aqui ela foi dada.
Cone: raio, altura e geratriz são um triângulo retângulo
Corte um cone reto por um plano que passa pelo eixo. A seção é um triângulo isósceles cujos lados iguais são duas geratrizes e cuja base é o diâmetro. A altura desse triângulo é a altura do cone, e ela o divide em dois triângulos retângulos de catetos r e h e hipotenusa g:
g2=r2+h2.
Essa relação é a porta de entrada de metade dos itens de cone: o enunciado dá g e r (o cone de papel, o chapéu, o cone de sinalização, cuja geratriz é o que se mede com a fita), e o volume pede h.
A seção pelo eixo de um cone reto é um triângulo isósceles; a altura o divide em dois triângulos retângulos de lados r, h, g. No cone equilátero a seção é um triângulo equilátero: g = 2r e h = r√3. Diagrama autoral.
Cone equilátero
Um cone reto é equilátero quando a seção pelo eixo é um triângulo equilátero, isto é, quando a geratriz é igual ao diâmetro: g=2r. Então h=(2r)2−r2=r3 e
V=31πr2⋅r3=33πr3.
O volume fica expresso só pelo raio, como o da esfera. É o caso em que o enunciado diz “cone equilátero” e não dá a altura: ela é r3, não 2r.
Exemplo resolvido 4: o cone de sinalização. Um cone de trânsito tem 36 cm de diâmetro na base e a geratriz, medida com a fita métrica do pé ao topo, tem 82 cm. Quanto de ar ele contém, se fosse fechado? Use π=3,14.
Estratégia:r=18 cm; a altura vem de Pitágoras; depois a fórmula.
Resolução:h2=822−182=6724−324=6400, logo h=80 cm. V=31×3,14×324×80=27129,6 cm³, cerca de 27 litros.
Conferência:182+802=324+6400=6724=822, e o triângulo 18–80–82 é o 9–40–41 dobrado. Quem usasse a geratriz como altura obteria 27808 cm³, 2,5 % a mais; neste caso o erro é pequeno porque o cone é alto e fino. Num cone baixo e largo (geratriz 50, raio 40, altura 30) o mesmo erro superestima o volume em 67 %.
Exemplo resolvido 5: o cone equilátero de geratriz 10. Um cone equilátero tem geratriz de 10 cm. Qual é o volume? Use π=3,14 e 3=1,73.
Conferência: pela forma fechada, 33πr3=31,73×3,14×125=226,3. Confere. Quem toma h=10 (a geratriz) acha 261,7; quem toma h=2r=10 pelo nome “equilátero” cai no mesmo erro.
Pirâmides regulares: apótema, aresta lateral e o tetraedro
Numa pirâmide regular de base quadrada de lado b, há três triângulos retângulos escondidos, todos com a altura h como cateto:
altura, apótema da base e apótema da pirâmide: ap2=h2+(2b)2 (o apótema da base de um quadrado é metade do lado);
altura, metade da diagonal e aresta lateral: ℓ2=h2+(2b2)2=h2+2b2;
apótema da pirâmide, metade do lado e aresta lateral: ℓ2=ap2+(2b)2, dentro da face lateral.
O item costuma dar a aresta lateral (é o que se vê na figura, a quina da pirâmide) e o lado da base, e esperar que o aluno passe pela metade da diagonal. Dar o apótema no lugar da aresta lateral é a variante.
Exemplo resolvido 6: a aresta lateral que não é altura. Uma pirâmide regular de base quadrada tem 12 cm de lado e arestas laterais de 11 cm. Qual é o volume?
Estratégia: achar a altura pelo triângulo com a metade da diagonal.
Resolução: metade da diagonal: 2122=62, cujo quadrado é 72. h2=112−72=121−72=49, logo h=7 cm. V=31×144×7=336 cm³.
Conferência: o apótema da pirâmide seria 49+36=85≈9,2 cm, entre a altura (7) e a aresta lateral (11), como deve ser. Com a aresta lateral no lugar da altura o volume sairia 528 cm³, 57 % a mais.
Tetraedro regular
O tetraedro regular de aresta a (quatro faces, todas triângulos equiláteros) é a pirâmide triangular regular em que as arestas laterais são iguais às da base. A sua altura é h=3a6, a base tem área 4a23 e o volume é
V=12a32≈0,118a3.
Guarde o resultado como fato; a dedução é Pitágoras no triângulo formado pela altura, por uma aresta lateral e pela distância do centro da base a um vértice (32 da altura do triângulo da base). Um tetraedro regular de aresta 6 cm tem 12216×1,414≈25,5 cm³, bem menos que o cubo de mesma aresta (216 cm³).
Cortar a ponta: a escala vale ao cubo
Corte um cone ou uma pirâmide por um plano paralelo à base, a uma distância d do vértice. A ponta que fica acima do corte é um sólido semelhante ao original, e a razão de semelhança é k=d/h: todos os comprimentos da ponta (raio, lado, geratriz, apótema) são k vezes os do sólido inteiro, as áreas são k2 vezes e os volumes são k3 vezes. É a regra geral da semelhança no espaço, e aqui ela tem uma consequência que o olho não aceita de primeira:
Metade da altura não é metade do volume
Cortar um cone a meia altura (k=21) separa uma ponta com (21)3=81 do volume. O que fica embaixo, o tronco, tem 87. A um terço da altura, contado do vértice, a ponta tem 271. Para separar metade do volume, o corte tem de ficar a 31/2≈0,794 da altura, isto é, a quase 80 % do caminho do vértice até a base. A mesma regra ao contrário: num cone de ponta para baixo (uma taça, um funil, uma pirâmide invertida), o líquido que sobe até a metade da altura ocupa um oitavo da capacidade, e o que sobe até 80 % da altura ocupa pouco mais da metade.
A ponta cortada a uma fração k da altura guarda a fração k³ do volume. A curva cúbica fica muito abaixo da diagonal: metade da altura é um oitavo do volume. Diagrama autoral.
Não confunda duas mudanças de medida. Ampliar o sólido inteiro (todas as medidas vezes k) multiplica o volume por k3. Mudar só uma medida multiplica o volume pelo fator com que ela aparece na fórmula: só a altura vezes k dá volume vezes k (a altura aparece uma vez); só o raio do cone vezes k dá volume vezes k2 (o raio aparece ao quadrado). Dobrar a altura de um cone mantendo o raio dobra o volume; dobrar o raio mantendo a altura quadruplica; dobrar tudo multiplica por oito.
Tronco de pirâmide e de cone: o que sobra quando a ponta sai
O tronco é a parte do cone ou da pirâmide que fica entre a base e um corte paralelo a ela. É a forma do balde, do vaso de planta, do copo descartável, do abajur, da panela de pedra e de quase toda “pirâmide” pré-colombiana, que tem o topo plano. Há dois caminhos para o volume, e os dois convém saber.
Caminho 1: diferença entre o sólido inteiro e a ponta. Prolongue as geratrizes (ou as arestas laterais) até se encontrarem no vértice. O tronco é o sólido inteiro menos a ponta, e a ponta é semelhante ao inteiro. Se as bases do tronco têm raios R (maior) e r (menor) e a altura do tronco é h, a altura x da ponta sai da semelhança:
Rr=x+hx⟹x=R−rrh.
Depois, Vtronco=31πR2(x+h)−31πr2x. Para a pirâmide, troque πR2 e πr2 pelas áreas das bases e r/R pela razão entre lados correspondentes.
O tronco é o cone inteiro menos a ponta semelhante. A semelhança dos triângulos da seção dá a altura x da ponta; a fórmula fechada é a mesma conta já feita. Diagrama autoral.
Caminho 2: a fórmula fechada. Chame A1 a área da base maior, A2 a da base menor e h a altura do tronco. Então
Vtronco=3h(A1+A1A2+A2),
e, para o tronco de cone, como A1=πR2, A2=πr2 e A1A2=πRr,
Vtronco de cone=3πh(R2+Rr+r2).
A fórmula não é um fato novo: é o caminho 1 escrito de uma vez. Com k=A2/A1 a razão de semelhança, a altura do sólido inteiro é H=1−kh (porque x=kH e H−x=h), e
e A1, kA1 e k2A1 são exatamente A1, A1A2 e A2. Quem esquece a fórmula na prova refaz a diferença; quem lembra, usa-a e confere pela diferença.
O tronco "pela média das bases"
A tentação é tratar o tronco como um prisma de base média: V=h⋅2A1+A2. Está errado, e sempre para mais: a fórmula certa tem A1A2 no meio, e a média geométrica é menor que a média aritmética. Num tronco de cone com raios 10 e 2 e altura 12, a média das bases dá 12×2100π+4π=624π; a fórmula certa dá 4π(100+20+4)=496π, 20 % a menos. Só quando as duas bases são iguais (e o tronco vira um cilindro) os dois valores coincidem.
Exemplo resolvido 8: a lixeira que o fabricante anuncia em litros. Uma lixeira de escritório é um tronco de cone com 14 cm de raio na boca, 10 cm de raio no fundo e 30 cm de altura, e a etiqueta diz “14 litros”. A etiqueta está certa? Use π=3,14.
Estratégia: a ponta que falta fica abaixo do fundo, porque a lixeira é mais larga em cima; caminho 1 para calcular, caminho 2 para conferir, e a escala k3 como terceira prova.
Resolução: razão de semelhança k=10/14=5/7. Altura da ponta: x=14−1010×30=75 cm, um vértice bem abaixo do chão. Cone inteiro: raio 14, altura 105, V=31π×196×105=6860π. Ponta: raio 10, altura 75, V=31π×100×75=2500π. Tronco: 6860π−2500π=4360π=13690 cm³, cerca de 13,7 litros: a etiqueta arredonda para cima, mas por pouco.
Conferência: pela fórmula, 3π×30(196+140+100)=10π×436=4360π. Confere. E pela escala: a ponta deve valer k3=(5/7)3=125/343≈0,364 do cone inteiro; 0,364×6860π≈2500π. Confere também. A “média das bases” daria 30×2196π+100π=4440π, quase 2 % a mais; com bases tão parecidas o erro é pequeno, e cresce quando uma base é muito menor que a outra, como no exemplo da armadilha acima.
Exemplo resolvido 9: o tronco de pirâmide de base quadrada. Um pedestal de pedra tem a forma de um tronco de pirâmide regular: base quadrada de 8 m de lado, topo quadrado de 2 m de lado, 6 m de altura. Qual é o volume de pedra?
Estratégia:A1=64, A2=4; fórmula fechada; conferir pela diferença.
Resolução:V=36(64+64×4+4)=2×(64+16+4)=168 m³.
Conferência:k=2/8=1/4; altura da ponta x=8−22×6=2 m; pirâmide inteira de altura 8: 31×64×8=170,67; ponta: 31×4×2=2,67; diferença 168. Confere. Repare que a ponta removida é pequena (k3=1/64 da pirâmide inteira): um tronco com topo estreito é “quase” a pirâmide inteira.
Objetos de ponta: funil, ampulheta, monte de areia
Os cones do mundo real raramente estão parados: um funil se esvazia, uma ampulheta escorre, um monte de areia cresce. O volume entra junto com uma vazão ou com um ângulo, e a geometria desta página se junta à proporção.
Funil e vazão. Um funil cônico cheio tem volume 31πr2h; se o líquido sai pelo bico com vazão constante q (volume por tempo), o tempo de esvaziamento é V/q. O que a vazão constante não dá é um nível que desce em linha reta: como o cone é largo em cima e estreito embaixo, o nível desce devagar no começo e cada vez mais depressa perto do bico. A fração de volume que sobra quando o nível está a uma fração k da altura é k3, a regra da seção anterior.
No funil, o volume que resta é proporcional ao cubo do nível: com vazão constante, o nível desce devagar enquanto o funil está largo e despenca perto do bico. Diagrama autoral.
Ampulheta. Cada bulbo é, de modo aproximado, um cone; a areia do bulbo de cima, que tem o vértice embaixo, forma um cone de líquido cuja superfície baixa; a do bulbo de baixo, que recebe a areia pelo vértice, forma um monte cônico que cresce. O tempo de escoamento é o volume de areia dividido pela vazão do gargalo, e a vazão de um material granular é aproximadamente constante (ao contrário da água, a areia não escoa mais depressa por estar mais alta), razão pela qual a ampulheta funciona como relógio.
Montes de material granular e o ângulo de repouso. Areia, brita, grãos, sal: despejados de um ponto, formam um cone cuja superfície faz com a horizontal um ângulo característico do material, o ângulo de repouso (cerca de 30° a 35° para areia seca, maior para brita angulosa, menor para material molhado ou muito liso). Esse ângulo prende a altura ao raio: h=rtanθ. Para medir o volume de um monte basta então medir o diâmetro da base e saber o ângulo: V=31πr3tanθ, proporcional ao cubo do raio. Um monte com o dobro do diâmetro tem oito vezes a areia.
Exemplo resolvido 10: quantos caminhões há no monte. Um monte de areia tem 6 m de diâmetro na base e ângulo de repouso de 30°. Quantas viagens de um caminhão de 6 m³ foram necessárias para formá-lo? Use π=3,14 e tan30°=0,577.
Estratégia: altura pelo ângulo; volume do cone; divisão.
Resolução:r=3 m; h=3×0,577=1,73 m. V=31×3,14×9×1,73=16,3 m³. São 16,3/6≈2,7, ou seja, três viagens (a última incompleta).
Conferência:31πr3tanθ=31×3,14×27×0,577=16,3. Confere. Um monte de 12 m de diâmetro, mesmo material, teria 8×16,3≈130 m³: 22 viagens, e não 6.
Exemplo resolvido 11: o funil que se esvazia. Um funil cônico tem 12 cm de diâmetro na boca e 9 cm de altura, e está cheio de óleo. O óleo sai pelo bico a 20 mL por segundo. (a) Em quanto tempo o funil esvazia? (b) Quando o nível estiver na metade da altura, quanto tempo ainda falta? Use π=3,14.
Estratégia: (a) volume e vazão; (b) o que resta é a ponta com k=21.
Resolução: (a) V=31×3,14×36×9=339,1 cm³ = 339 mL; tempo =339,1/20≈17 s. (b) resta 81 do volume, 42,4 mL, que leva 42,4/20≈2,1 s.
Conferência: dos 17 segundos, o nível leva quase 15 para descer a primeira metade da altura e só 2 para descer a segunda. É o gráfico da figura acima lido ao contrário.
Onde o terço aparece sem avisar
O silo de grãos tem um fundo cônico para que o grão escorra para o centro; o preço da capacidade conta o cilindro inteiro mais um terço do cone. A casquinha de sorvete cheia tem um terço do copinho de mesma boca, e a bola em cima compensa. O copo descartável de água é um tronco de cone, e o de café é outro tronco menor; a caneca que substitui os dois precisa ter o volume do maior. O funil de cozinha, o chapéu de festa, o cone de sinalização e o monte de brita na obra são cones; a pirâmide de laranjas na feira é uma pirâmide de verdade, com o terço e tudo.
Pirâmides de verdade: Egito, Teotihuacán e a contagem de blocos
As pirâmides do Egito são pirâmides regulares de base quadrada; as de Teotihuacán, no México, e as maias são troncos de pirâmide, com o topo plano onde ficava o templo, e escadarias que sobem por uma das faces, apoiadas sobre o apótema. As duas famílias dão itens de prova, e a diferença entre pirâmide e tronco é a primeira coisa a identificar.
A Grande Pirâmide de Gizé (Quéops) tem base de aproximadamente 230 m de lado e altura original de cerca de 146 m. O volume é
V=31×2302×146≈2,57×106m3,
dois milhões e meio de metros cúbicos. Com cerca de 2,3 milhões de blocos, dá pouco mais de 1 m³ por bloco, em média. Um prisma de mesma base e mesma altura teria 7,7 milhões de metros cúbicos: a pirâmide “economiza” dois terços da pedra que a caixa de mesmo tamanho gastaria, e é um dos motivos de a forma ter sido escolhida.
A Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, tem cerca de 225 m de lado na base e 65 m de altura (o item do PAS de 2017 arredonda para 60 m, e o de 2009 usa 63 m). Modelada como pirâmide de 60 m de altura, tem 31×2252×60≈1,0×106 m³: um milhão de metros cúbicos, com uma base quase igual à de Quéops e menos da metade da altura. A Pirâmide da Lua, menor, tem cerca de 43 m de altura e base retangular de cerca de 147 m por 130 m; o item do PAS de 2009 a modela como tronco de pirâmide de base quadrada com 120 m de lado, e nesse modelo o volume depende do tamanho do topo, que é o que a prova pede: a escadaria sobre o apótema da face dá a inclinação, a inclinação dá o lado do topo, e o lado do topo entra na fórmula do tronco.
Exemplo resolvido 12: a contagem de blocos. Uma pirâmide reta de base quadrada com 60 m de lado e arestas laterais de 50 m foi construída, sem vazios, com blocos cúbicos de dois tamanhos: grandes, de 2 m de aresta, e pequenos, de 1 m, na proporção de três grandes para um pequeno. Quantos blocos foram usados? Use 7=2,65.
Estratégia: altura pela aresta lateral e pela metade da diagonal; volume; “pacotes” de 3 grandes + 1 pequeno.
Resolução: metade da diagonal: 302, quadrado 1800. h2=2500−1800=700, h=107=26,5 m. V=31×3600×26,5=31800 m³. Cada pacote de 3 blocos grandes (3×8=24 m³) e 1 pequeno (1 m³) ocupa 25 m³: há 31800/25=1272 pacotes, logo 4×1272=5088 blocos.
Conferência:3×1272×8+1272×1=30528+1272=31800. Confere. Foi o item de resposta numérica do PAS 1 de 2020, que pedia o total dividido por 10: 508.
Exemplo resolvido 13: a Pirâmide da Lua como tronco. Modele a Pirâmide da Lua como um tronco de pirâmide regular de base quadrada com 120 m de lado e 43 m de altura, cuja escadaria, construída sobre o apótema de uma face, mede 432 m. Qual é o volume?
Estratégia: o apótema da face é a hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos são a altura do tronco e o recuo horizontal entre as duas bases; o recuo dá o lado do topo.
Resolução:(432)2=432+(recuo)2⇒2×432=432+(recuo)2⇒recuo=43 m (a face sobe a 45°). O topo tem lado 120−2×43=34 m. V=343(1202+120×34+342)=343(14400+4080+1156)=343×19636=281449 m³.
Conferência: pela diferença, k=34/120=0,283; altura da ponta x=120−3434×43=17 m; pirâmide inteira de altura 60: 31×14400×60=288000; ponta: 31×1156×17=6551; diferença 281449. Confere. O item do PAS 1 de 2009 pedia esse volume dividido por 500: 562.
Leia como na prova: cotas, tracejados e o vértice fora do desenho
Os itens de pirâmide e cone vêm com figura, e a figura carrega metade do enunciado. Quatro hábitos de leitura.
Identifique o que está cotado. Uma letra ao lado de uma quina inclinada é aresta lateral ou geratriz; uma letra ao lado de uma linha tracejada vertical, do vértice ao centro da base, é a altura; uma letra num segmento do centro da base à borda é o raio ou o apótema da base. A fórmula quer a altura; o resto é Pitágoras. No item de 2020 do PAS 1, a figura mostrava a aresta lateral a e o lado b, e a altura h tracejada sem valor: o valor tinha de ser calculado.
Tracejado para fora do sólido é a ponta que foi removida. Quando as arestas de um tronco se prolongam em tracejado até se encontrarem num ponto, a figura está dizendo “complete a pirâmide”: a cota da parte tracejada (H−h, no item de 2011 do PAS 1) é a altura da ponta, e a conta é a diferença. Quando o tracejado não existe, a fórmula fechada do tronco evita ter de achar o vértice.
Qual base é a maior? O tronco de um vaso é mais largo em cima; o de uma pirâmide maia, mais largo embaixo; o de um estádio pode ter a boca maior em cima, com o cilindro central retirado. A fórmula não se importa com a posição, mas a semelhança sim: a altura da ponta se mede a partir da base menor.
Duas figuras, dois sólidos. Quando o enunciado traz “figura I” e “figura II”, cada item costuma usar uma; o cilindro com cone no topo da figura I e o cilindro com semiesfera da figura II (PAS 2 de 2014) não se misturam. E, quando a figura II é a figura I escavada (o bloco e a panela, 2019), o item de “material removido” é o volume do interior, não o do bloco.
Como a banca pergunta
Volume direto com limiar (tipo A). “O volume da pirâmide do Sol é superior a 106 m³”, com 60 m de altura e 225 m de lado (PAS 1 de 2017): 31×50625×60=1012500, certo por pouco.
Resposta numérica com a altura escondida (tipo B). A pirâmide de arestas laterais 50 m e base 60 m, com a contagem de blocos de 2 m e 1 m na proporção 3 : 1 (PAS 1 de 2020): h=107, V=31800 m³, 5 088 blocos, resposta 508.
Tronco de pirâmide com o vértice prolongado (tipos A e B). O casco de navio modelado como tronco de pirâmide de bases retangulares, com as cotas x, y, a, b, H e h (PAS 1 de 2011): o volume é a diferença das duas pirâmides, 31(xyH−ab(H−h)); com os números do item, 244×105 m³. E o item de julgamento: dobrar h não dobra o volume do tronco, porque o tronco não é proporcional a h.
Tronco de pirâmide pelo apótema (tipo B). A Pirâmide da Lua com escadaria de 432 m sobre o apótema da face, 43 m de altura e 120 m de base (PAS 1 de 2009): recuo 43, topo 34, volume 281 449 m³, resposta 562.
Cone sobre cilindro (tipo C). O sólido da figura I, cilindro de 27 cm e diâmetro 8 cm com um cone de 3 cm em cima (PAS 2 de 2014): 432π+16π=448π≈1407 cm³, entre 1 350 e 1 450. O erro planejado é esquecer o terço no cone e somar 48π.
Tronco escavado (tipo A). O bloco de pedra-sabão em forma de tronco de cone, 21 cm de altura, raios 10 e 12, do qual se esculpiu uma panela com fundo e parede de 1 cm (PAS 2 de 2019): o material removido é o tronco interior, de altura 20 e raios cerca de 9 e 11, pouco mais de 6 300 cm³, “mais de 6 000”, certo.
Tronco de cone menos cilindro (tipo B). A estrutura superior de um estádio como tronco de cone de altura 30 m, raios 200+50 e 200+150, de que se retirou o cilindro central de raio 200 m (PAS 2 de 2012): 2725000π−1200000π=1525000π≈4788500 m³; dividido por 104, resposta 478.
Cone contra esfera (tipo A). Cinco esferas de gelo de raio r derretidas caberiam em dois cones de raio e altura 2r (PAS 2 de 2013): 320πr3 contra 316πr3, não cabem, errado. O volume da esfera está em Geometria da esfera.
Semelhança entre pirâmides (tipo A). “h=2h1” para o tronco cujo topo tem metade do lado da base (PAS 1 de 2013): a razão 21 vale para alturas tanto quanto para lados, certo.
Vestibulares. Pirâmide de base quadrada 3 cm e altura 10 cm (30 cm³); tronco de pirâmide de 160 m³ cortado a meia altura (ponta 20, tronco 140); parafina de um cone de 500 mL num prisma de base 5 × 5 (altura 20 cm); terra de um poço cilíndrico num cone de raio triplo (ENEM); copos descartáveis troncocônicos e a caneca que os substitui (ENEM); pirâmides semelhantes de 4 e 6 cm de altura (volumes na razão 27/8).
Os erros que a banca planta
Esquecer o terço. O cone de 3 cm sobre o cilindro vira 48π em vez de 16π; a pirâmide vira um prisma. É o erro mais barato e o mais cobrado.
Geratriz ou aresta lateral no lugar da altura. Sempre superestima; o tamanho do erro depende de quão “achatado” é o sólido. Pitágoras primeiro.
“Cone equilátero” lido como h=2r. A geratriz é 2r; a altura é r3.
Metade da altura, metade do volume. A ponta a meia altura tem 81; o tronco, 87. Escala linear k, volume k3.
Ampliar tudo e multiplicar por k. Pirâmides semelhantes com razão k têm volumes na razão k3; só a altura vezes k dá volume vezes k.
Tronco pela média das bases.2A1+A2 no lugar de 3A1+A1A2+A2: sempre para mais.
Altura da ponta medida da base errada. A semelhança parte da base menor: x=R−rrh, com r o raio menor.
Tronco proporcional a h. Com H e as bases da pirâmide fixas, dobrar a altura do tronco não dobra o seu volume (item de 2011).
Trocar o sólido do item. Figura I ou figura II; bloco ou panela; o interior escavado ou o material que ficou.
Unidade e divisor no tipo B. O volume em m³ dividido por 500, por 10, por 104, em 105 m³: ler o comando duas vezes antes de marcar.
O essencial em meia página
Vocabulário: altura h = perpendicular do vértice ao plano da base; geratriz g (cone), aresta lateral e apótema (pirâmide) são hipotenusas: g2=r2+h2; ℓ2=h2+2b2 na pirâmide regular de base quadrada de lado b.
Fórmula: V=31Abh para toda pirâmide e todo cone, retos ou oblíquos; cone: 31πr2h. Depende só de Ab e de h.
De onde vem o 31: três cones enchem o cilindro; o cubo se parte em três pirâmides congruentes de vértice num canto (e em seis de vértice no centro); o prisma triangular se parte em três pirâmides de mesmo volume (Cavalieri); qualquer base se divide em triângulos; o cone empata com a pirâmide de mesma base e altura.
Resposta a cada medida: altura ×k → volume ×k; raio ×k → volume ×k2; tudo ×k (semelhança) → volume ×k3.
Ponta cortada a uma fração k da altura (do vértice): volume k3; a meia altura, 81; metade do volume a k≈0,794.
Tronco: V=Vinteiro−Vponta, com x=R−rrh a altura da ponta; ou V=3h(A1+A1A2+A2), cone: 3πh(R2+Rr+r2). Nunca a média das bases.
Objetos: funil (volume que resta ∝ nível ao cubo), ampulheta, monte de areia (h=rtanθ, V=31πr3tanθ), casquinha (um terço do copinho), silo com fundo cônico.
Pirâmides reais: Quéops ≈2,6×106 m³; Pirâmide do Sol ≈106 m³; as de Teotihuacán e as maias são troncos, com a escadaria sobre o apótema da face.
Na prova: achar a altura antes da fórmula; tracejado até o vértice = diferença de sólidos; figura I ou II; bloco ou interior escavado; o divisor do tipo B.
Exercícios temporariamente indisponíveis
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Flashcards temporariamente indisponíveis
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Volume da pirâmide (com demonstração e exercícios)
Professora Ana Maria | Matemática · 13:53
Introdução. A professora mostra, com um prisma e uma pirâmide de mesma base e altura e depois com um cubo, que a pirâmide vale um terço, chega a V = ⅓·A_b·h e resolve duas pirâmides regulares (base quadrada e base hexagonal). É a sequência das seções “Medir o terço antes de demonstrá-lo” e “O cubo que se parte em três pirâmides iguais”, com os dois primeiros exercícios de aplicação.
Volume de pirâmide - Parte 2 - Aula 22
Portal da Matemática OBMEP · 11:37
Demonstração. Aula do professor Eduardo Corrêa (3.º ano) que divide um prisma triangular em três pirâmides de mesmo volume e conclui a fórmula Ah/3. É a seção “O prisma triangular em três pirâmides de mesmo volume” desenhada passo a passo, com o princípio de Cavalieri (visto na Parte 1 da mesma aula) fazendo o trabalho de igualar as pirâmides.
Geometria Espacial: Volume do cone
Matemática no Papel · 10:06
O cone. Aula do professor Ítalo Benfica sobre o volume do cone: a fórmula ⅓·π·r²·h, a altura contra a geratriz e exemplos numéricos. Cobre a seção “Cone: raio, altura e geratriz são um triângulo retângulo”, útil antes dos itens que dão a geratriz e pedem a altura.
Demonstração da Fórmula do Volume de Tronco de Cone
Prof.: Anderson Ramos · 16:21
Aprofundamento. Dedução da fórmula do tronco de cone pela semelhança dos triângulos da seção: completa-se o cone, acha-se a altura da ponta e subtrai-se. É exatamente o “caminho 1” e a passagem para a forma fechada da seção “Tronco de pirâmide e de cone: o que sobra quando a ponta sai”.
Volume do Tronco de Cone, na teoria e na prática (Aula 14, 3.º ano)
Matemática Simples & Prática Dimas · 6:00
Aplicação. O professor mede um copo americano, calcula a capacidade pela fórmula do tronco de cone e confere enchendo o copo. É a versão prática do exemplo da lixeira da seção de troncos: raios das duas bocas, altura, fórmula, litro.
Volume de tronco de pirâmide - Brasil Escola
Brasil Escola Oficial · 17:03
Resolução. Um tronco de pirâmide resolvido pelos dois caminhos desta página: pela diferença entre a pirâmide inteira e a ponta (fórmula clássica do volume de pirâmide) e pela fórmula específica do tronco. Serve para treinar a escolha do caminho nos itens de tronco de pirâmide do PAS (casco do navio, Pirâmide da Lua).
Mesma boca, mesma altura: a casquinha guarda um terço do copinho. Três casquinhas de arroz enchem o copinho.As três faces que não passam por P, cada uma ligada a P, formam três pirâmides congruentes que preenchem o cubo. Cada uma vale um terço de a3. Diagrama autoral.O prisma triangular se parte em três pirâmides de mesmo volume: a primeira e a terceira têm bases congruentes e a mesma altura; a segunda e a terceira têm o mesmo vértice e bases de mesma área no mesmo plano. Diagrama autoral.A seção pelo eixo de um cone reto é um triângulo isósceles; a altura o divide em dois triângulos retângulos de lados r, h, g. No cone equilátero a seção é um triângulo equilátero: g=2r e h=r3. Diagrama autoral.O tronco é o cone inteiro menos a ponta semelhante. A semelhança dos triângulos da seção dá a altura x da ponta; a fórmula fechada é a mesma conta já feita. Diagrama autoral.A ponta cortada a uma fração k da altura guarda a fração k3 do volume. A curva cúbica fica muito abaixo da diagonal: metade da altura é um oitavo do volume. Diagrama autoral.No funil, o volume que resta é proporcional ao cubo do nível: com vazão constante, o nível desce devagar enquanto o funil está largo e despenca perto do bico. Diagrama autoral.O que a fita mede pela lateral é a geratriz; a altura, perpendicular, é menor e sai por Pitágoras.Copos descartáveis são troncos de cone: a boca é maior que o fundo, e o volume sai pela fórmula do tronco ou pela diferença de dois cones.Metade da profundidade, um oitavo do líquido: a ponta de um cone guarda muito menos do que a altura sugere.O monte de areia é um cone cujo ângulo o próprio material escolhe; o volume cresce com o cubo do diâmetro.Topo plano e escadaria sobre o apótema da face: as pirâmides de Teotihuacán são troncos de pirâmide, e é assim que a prova as modela.Com vazão constante, o nível do funil desce devagar enquanto ele está largo e despenca perto do bico: o volume que resta é o cubo do nível.As três peças do cubo: pirâmides congruentes, oblíquas, cada uma com um terço do cubo.
Rota PAS 2
Medida de volume: Cavalieri e os sólidos compostos · PAS 2
Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
Rota PAS 2 — Medida de volume: Cavalieri e os sólidos compostos · Pirâmide, cone e tronco: de onde vem o um terço (fórmulas, semelhança k³, tronco por diferença; itens PAS 2 2014/98, 2019/68, 2012/94); Esfera (item 2013/102, cinco esferas em dois cones); Resolvidos no formato da prova (tronco de cone tipo B); exercícios 4, 9 e 14; Banco de treino T17 e T18
Recorte por assunto: só pirâmides, cones e troncos. Prismas e cilindros, o princípio de Cavalieri como princípio, a esfera e os sólidos compostos têm páginas próprias. O capítulo foi usado como fonte de fatos, de recorte e de itens reais; abertura, exemplos, números e ordem desta página são próprios.
Mapa de itens do bloco de geometria espacial do PAS 2 · Itens atribuídos a volume-de-piramides-e-cones: PAS 1 2009/103, 2011/66–67, 2017/57, 2020/68; PAS 2 2012/94, 2013/102, 2014/98, 2019/68; reuso de PAS 1 2013/50 por GUID
Mapa vinculante; o grep adicional nas três classificações por pirâmide, cone, tronco, um terço, funil e sinalização não acrescentou item de volume (os demais itens de pirâmide das três etapas são de Pitágoras, semelhança, trigonometria ou áreas e já estão nas páginas respectivas).
Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe) · PAS 1: 2009 (itens 102–103, caderno p. 16), 2011 (itens 66–67, caderno Tubarão p. 11), 2017 (itens 56–58, caderno Frida p. 10, texto cifrado → imagem), 2020 (itens 66–68, Parte 2, aplicação 2021); PAS 2: 2012 (itens 92–94, caderno Radar p. 15), 2013 (item 102, caderno Aleijadinho p. 13), 2014 (itens 96–99, caderno Georgina p. 15), 2019 (itens 68–69, p. 9); gabaritos nos GAB.txt
Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos nos GAB oficiais (2009/103 = 562; 2011/66 E, 2011/67 = 244; 2017/57 C; 2020/68 = 508; 2012/94 = 478; 2013/102 E; 2014/98 B; 2019/68 C). O comprimento da escadaria da Pirâmide da Lua (43√2 m) foi lido na imagem, porque o texto extraído do caderno de 2009 perdeu o número.
Cadernos em PDF (figuras dos itens) · PAS 1 2009 (tronco de pirâmide com a escadaria sobre o apótema, p. 17 do PDF), PAS 1 2011 (tronco de bases retangulares com o vértice O prolongado, p. 12), PAS 1 2017 (fotos da Pirâmide da Lua e do Teatro Nacional, p. 11), PAS 1 2020 (pirâmide reta com a, h, b e pessoas de escala, Parte 2 p. 6), PAS 2 2012 (tronco invertido com cilindro central e as larguras a, b, p. 17), PAS 2 2013 (fotos I e II das cinco esferas de gelo, p. 15), PAS 2 2014 (figuras I e II cotadas, p. 17), PAS 2 2019 (figuras I e II do bloco e da panela, p. 9)
Páginas renderizadas com pdftoppm a 200 dpi e descritas em texto neutro no campo text de cada questão, com todas as cotas, rótulos e tracejados.
Revista do Professor de Matemática (SBM), n.º 13 — Material concreto relacionando volume de prisma e pirâmide (Maria José Wanderlinde) · Planificação recortável das três pirâmides de mesmo volume que montam um prisma triangular
Consultado para a decomposição do prisma triangular; nenhum texto foi copiado.
Wikipédia (pt) — Pirâmide de Quéops; Pirâmide do Sol; Pirâmide da Lua · Infoboxes: Quéops — altura original 146,7 m, base 230,34 m, volume 2 583 283 m³; Pirâmide do Sol — altura 65,5 m, base 220 × 230 m (c. 225 m de lado), volume 1 184 828 m³; Pirâmide da Lua — altura 43 m, base 147 × 130 m
Fonte das medidas reais citadas na seção "Pirâmides de verdade" (consulta em 4/10/2026). Os itens do PAS usam modelos arredondados (Sol com 60 m ou 63 m de altura; Lua como tronco de base quadrada de 120 m), e a página distingue o modelo da prova da medida real.