Volume de pirâmides e cones

Guia de estudo · Revisado em 04/10/2026

BNCC · EM13MAT309

Um funil cheio de água até a borda despeja só um terço do que despeja a lata cilíndrica de mesma boca e mesma altura, e a Pirâmide do Sol, com 225 metros de lado, guarda menos pedra do que parece. De onde vem exatamente o fator um terço, por que ele vale para qualquer base e para pirâmides tortas, por que cortar a ponta de um cone a meia altura tira só um oitavo do volume, e como se calcula o que sobra, o tronco, sem decorar fórmula nenhuma?

O que você vai aprender

  • Distinguir, numa pirâmide ou num cone, a altura (distância perpendicular do vértice ao plano da base) da aresta lateral, da geratriz e do apótema, e obter a altura por Pitágoras quando o enunciado dá só as outras medidas.
  • Explicar de onde vem o fator um terço por três caminhos: a experiência de encher o cilindro com o cone, o cubo partido em três pirâmides congruentes e o prisma triangular partido em três pirâmides de mesmo volume (com o princípio de Cavalieri), e estender o resultado a qualquer base, a pirâmides oblíquas e ao cone.
  • Aplicar V = ⅓·A_b·h e V = ⅓·π·r²·h a pirâmides de base quadrada, retangular, triangular e hexagonal, a cones retos e oblíquos e ao cone equilátero, usando a relação g² = r² + h² e as áreas das bases.
  • Prever como o volume responde a cada medida (altura × k → volume × k; raio × k → volume × k²) e a uma ampliação semelhante (todas as medidas × k → volume × k³), incluindo a ponta cortada a uma fração da altura, que guarda a fração ao cubo do volume.
  • Calcular o volume de troncos de pirâmide e de cone pela diferença entre o sólido completo e a ponta semelhante (completando o vértice pela semelhança) e pela fórmula V = h/3·(A₁ + √(A₁·A₂) + A₂), sabendo deduzi-la e sabendo quando cada caminho é mais curto.
  • Resolver problemas de capacidade e de material com funis, taças, casquinhas, cones de sinalização, silos com tampa cônica, vasos troncocônicos e montes de material granular (ângulo de repouso), inclusive os que combinam um cone ou tronco com um cilindro quando o objeto exige.
  • Ler figuras de prova com cotas, cortes paralelos à base e vértice prolongado em tracejado, e resolver itens de julgamento, de resposta numérica (tipo B) e de múltipla escolha (tipo C) no estilo do PAS/UnB sobre pirâmides reais, troncos e sólidos com ponta.

Na entrada de uma obra, um caminhão basculante despeja areia e vai embora. O que fica no chão não é um cubo nem um cilindro: é um monte com a forma de um cone, com a base espalhada e a ponta no alto, porque a areia escorrega até se acomodar num ângulo que ela mesma escolhe. O mestre de obras olha o monte, mede o diâmetro com passos e diz quantos metros cúbicos chegaram. Ele não está adivinhando: está usando, de cabeça, a fórmula desta página. A mesma fórmula explica por que a Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, com 225 metros de lado, contém menos pedra do que um bloco com a mesma base e um terço da altura, e por que a casquinha de sorvete, cheia até a borda, engana quem compara com o copinho de mesma boca.

O assunto é um número: 13\frac{1}{3}. Pirâmides e cones valem um terço do prisma ou do cilindro de mesma base e mesma altura, e esta página explica de onde esse terço vem (por experiência, por um cubo que se parte em três e por um prisma que se parte em três), mostra que ele vale para qualquer base, para sólidos tortos e para o cone, e depois aplica o resultado onde a prova o cobra: a altura escondida atrás da geratriz, a ponta cortada que guarda a fração ao cubo, o tronco que sobra quando a ponta sai, funis, montes de areia e pirâmides de verdade. A regra base vezes altura e as unidades estão em Volume de prismas e cilindros; o princípio que iguala pirâmides de mesma base e altura está em Princípio de Cavalieri e é usado aqui como ferramenta pronta; os sólidos que juntam cone, cilindro e esfera numa peça só ficam para Volumes de sólidos compostos; as áreas laterais e as planificações do cone e da pirâmide são de Geometria espacial.

A altura é a perpendicular; o lado inclinado é outra coisa

Uma pirâmide é o sólido formado por um polígono (a base) e um ponto fora do plano dela (o vértice), com todos os segmentos que ligam o vértice aos pontos da base. As faces laterais são triângulos. Um cone é a mesma construção com um círculo no lugar do polígono; a superfície lateral é curva, e cada segmento do vértice a um ponto da circunferência da base é uma geratriz. Tudo o que esta página diz sobre volume vale para os dois, porque o cone se comporta como uma pirâmide de base circular.

Os comprimentos que aparecem num cone e numa pirâmide
  • Altura hh: a distância perpendicular do vértice ao plano da base. É a única medida de comprimento que entra na fórmula do volume junto com a base.
  • Geratriz gg (cone): o segmento do vértice a um ponto da borda da base. Num cone reto, g2=r2+h2g^2 = r^2 + h^2, com rr o raio da base.
  • Aresta lateral (pirâmide): o segmento do vértice a um vértice da base. Apótema da pirâmide (pirâmide regular): a altura de uma face lateral, do vértice ao ponto médio de um lado da base. Apótema da base: a distância do centro da base ao ponto médio de um lado.
  • Reto ou regular: o vértice está na vertical do centro da base (cone reto; pirâmide regular, com base regular). Oblíquo: o vértice está deslocado. A fórmula do volume não distingue os dois casos, mas as fórmulas de área lateral só valem para os retos.

A primeira pergunta diante de qualquer figura é: qual destas medidas é a altura? A geratriz do cone e a aresta lateral da pirâmide são sempre mais compridas que a altura, porque são hipotenusas de triângulos retângulos que têm a altura como cateto. Um item que dá a geratriz e o raio está pedindo um Pitágoras antes da fórmula; um item que dá a aresta lateral de uma pirâmide de base quadrada está pedindo dois.

Medir o terço antes de demonstrá-lo

Quem tem uma jarra graduada pode medir o terço em casa. Um funil de cozinha com 12 cm de boca e 9 cm de fundo, tampado no bico e cheio de água até a borda, despeja cerca de 340 mL na jarra; uma lata cilíndrica com a mesma boca e a mesma altura, cheia do mesmo jeito, despeja cerca de 1 020 mL, três vezes mais (a conta do funil está no exemplo resolvido 11; a da lata é π×62×9\pi \times 6^2 \times 9). A razão 1 : 3 não depende do tamanho do funil nem do formato da boca: os kits de sólidos de acrílico das escolas trazem uma pirâmide de base quadrada e o prisma de mesma base e mesma altura exatamente para isso, e a pirâmide cheia de água esvazia-se três vezes dentro do prisma antes de ele transbordar. O cone guarda um terço do cilindro de mesma boca e mesma altura; a pirâmide, um terço do prisma.

A medição convence, mas não explica, e a prova de vestibular cobra o número com variações que a experiência não cobre: e se a base for um hexágono? e se o vértice estiver deslocado? e se o cone estiver deitado? As duas próximas seções dão a razão do terço, de duas maneiras, e a razão é o que permite estender o resultado a todos esses casos.

Exemplo resolvido 1: a casquinha e o copinho. Uma casquinha de sorvete é um cone de 3 cm de raio e 12 cm de altura. Ao lado, um copinho cilíndrico de mesma boca e mesma altura. Quanto cabe em cada um? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: o copinho é base vezes altura; a casquinha é um terço disso.

Resolução: copinho: πr2h=3,14×9×12=339,1\pi r^2 h = 3{,}14 \times 9 \times 12 = 339{,}1 cm³. Casquinha: 13×339,1=113,0\dfrac{1}{3} \times 339{,}1 = 113{,}0 cm³, isto é, 113 mL.

Conferência: 13πr2h=13×3,14×9×12=113,04\frac{1}{3}\pi r^2 h = \frac{1}{3} \times 3{,}14 \times 9 \times 12 = 113{,}04; três casquinhas somam 339, o copinho. Quem toma o sorvete “na casquinha” leva um terço do que levaria “no copinho” de mesma boca, antes da bola em cima.

O cubo que se parte em três pirâmides iguais

Tome um cubo de aresta aa e escolha um vértice PP. Das seis faces do cubo, três passam por PP e três não. Ligue PP a cada uma das três faces que não o contêm: cada face, com o vértice PP, forma uma pirâmide de base quadrada. As três pirâmides não se sobrepõem e juntas preenchem o cubo inteiro (cada ponto interior do cubo “vê” PP através de exatamente uma das três faces opostas). E as três são congruentes: uma rotação de 120° em torno da diagonal do cubo que passa por PP leva uma na outra. Logo, cada uma tem um terço do cubo:

Vpiraˆmide=a33=13⋅a2⋅a=13⋅Ab⋅h.V_{\text{pirâmide}} = \frac{a^3}{3} = \frac{1}{3} \cdot a^2 \cdot a = \frac{1}{3} \cdot A_b \cdot h.

Três painéis. À esquerda, um cubo em perspectiva com um vértice P destacado no canto superior de trás e a diagonal do cubo a partir de P. No centro, o cubo com as três pirâmides coloridas de modo diferente: cada uma tem como base uma das três faces que não contêm P (a face de cima, a face de trás e a face lateral direita) e vértice em P. À direita, as três pirâmides separadas, lado a lado, cada uma com base quadrada de lado a e altura a, e a conta: três pirâmides congruentes preenchem o cubo, logo cada uma vale a ao cubo sobre 3, um terço do produto da área da base pela altura.
As três faces que não passam por P, cada uma ligada a P, formam três pirâmides congruentes que preenchem o cubo. Cada uma vale um terço de a³. Diagrama autoral.

Repare em dois detalhes. Primeiro, essas pirâmides são oblíquas: o vértice PP fica na vertical de um canto da base, não do centro. O terço nasce, portanto, num sólido torto, e vale para ele. Segundo, a altura de cada pirâmide é a aresta aa, porque PP está a uma distância aa do plano da face oposta, mesmo não estando sobre o centro dela.

O cubo admite ainda outra partilha que dá o mesmo número. Ligue o centro do cubo aos seus oito vértices: o cubo fica dividido em seis pirâmides congruentes, uma sobre cada face, todas com vértice no centro. Cada uma tem base a2a^2 e altura a/2a/2 (metade da aresta, do centro até a face), e vale um sexto do cubo:

a36=13⋅a2⋅a2.\frac{a^3}{6} = \frac{1}{3} \cdot a^2 \cdot \frac{a}{2}.

De novo um terço da base vezes a altura. É uma boa conferência mental: duas decomposições diferentes, com alturas diferentes, e a mesma regra.

Exemplo resolvido 2: a pirâmide dentro do cubo. Um cubo de 6 cm de aresta. (a) Qual é o volume da pirâmide que tem por base uma face do cubo e por vértice um canto da face oposta? (b) E da pirâmide com a mesma base e vértice no centro do cubo? © E da pirâmide com a mesma base e vértice no centro da face oposta?

Estratégia: nas três, a base é a mesma (3636 cm²); mudam a altura e a posição do vértice. A posição não altera o volume; a altura, sim.

Resolução: (a) altura 6: V=13⋅36⋅6=72V = \frac{1}{3} \cdot 36 \cdot 6 = 72 cm³, um terço dos 216 cm³ do cubo. (b) altura 3: V=13⋅36⋅3=36V = \frac{1}{3} \cdot 36 \cdot 3 = 36 cm³, um sexto do cubo. © altura 6 outra vez, vértice no centro: 7272 cm³, igual à (a).

Conferência: (a) e © têm o mesmo volume com vértices em posições diferentes, uma oblíqua e a outra reta: é o princípio de Cavalieri, seções de mesma área em toda altura. (b) é a metade de (a) porque a altura é a metade.

O prisma triangular em três pirâmides de mesmo volume

O cubo dá o terço para pirâmides de base quadrada e altura igual ao lado. Para chegar a qualquer base e qualquer altura, o caminho é o prisma triangular. Tome um prisma de base triangular ABCABC, topo A′B′C′A'B'C' e altura hh. Corte-o em três pirâmides triangulares (tetraedros):

  1. Primeira: base ABCABC (o chão do prisma) e vértice A′A'. Tem a mesma base e a mesma altura hh do prisma.
  2. O que sobra é uma pirâmide de vértice A′A' e base no paralelogramo BCC′B′BCC'B', a face lateral oposta a A′A'. A diagonal B′CB'C divide esse paralelogramo em dois triângulos de mesma área, BCB′BCB' e B′C′CB'C'C, e divide a pirâmide em duas: a segunda tem vértice A′A' e base BCB′BCB'; a terceira tem vértice A′A' e base B′C′CB'C'C.

A segunda e a terceira têm o mesmo vértice e bases de mesma área no mesmo plano: mesma altura (a distância de A′A' ao plano da face), seções que encolhem pela mesma lei, mesmo volume. A terceira, olhada de outro ângulo, tem base A′B′C′A'B'C' (o teto do prisma, cópia de ABCABC) e vértice CC, a uma distância hh do teto: é uma pirâmide de mesma base e mesma altura da primeira, logo, pelo princípio de Cavalieri, de mesmo volume. As três têm o mesmo volume, e as três juntas são o prisma. Cada uma vale um terço de Ab⋅hA_b \cdot h.

Quatro painéis. À esquerda, um prisma triangular reto em perspectiva, com base ABC embaixo, topo A'B'C' em cima e altura h. Nos três painéis seguintes, as três pirâmides em que ele se parte, cada uma com uma cor: a primeira com base ABC e vértice A'; a segunda com vértice A' e base no triângulo B C B', metade do paralelogramo lateral; a terceira com vértice A' e base no triângulo B' C' C, a outra metade, que também pode ser vista com base A'B'C' e vértice C. Sob os painéis, a cadeia de igualdades: volume da primeira igual ao da terceira (mesma base, mesma altura), volume da segunda igual ao da terceira (mesmo vértice, bases de mesma área no mesmo plano), logo as três valem um terço do prisma.
O prisma triangular se parte em três pirâmides de mesmo volume: a primeira e a terceira têm bases congruentes e a mesma altura; a segunda e a terceira têm o mesmo vértice e bases de mesma área no mesmo plano. Diagrama autoral.

Daí para qualquer pirâmide é um passo. Uma pirâmide de base poligonal qualquer se divide, por planos que passam pelo vértice e pelas diagonais da base, em pirâmides de base triangular com a mesma altura; cada uma vale um terço de (sua base) vezes hh, e a soma das bases é a base inteira. Para o cone, o princípio de Cavalieri resolve de uma vez: um cone e uma pirâmide de mesma altura e bases de mesma área têm seções de mesma área em toda altura (as duas encolhem com o quadrado da distância ao vértice), logo o mesmo volume. E, como a decomposição do prisma não usou em momento nenhum a posição do vértice sobre a base, o resultado vale para pirâmides e cones oblíquos.

Volume de pirâmides e cones

Para qualquer pirâmide ou cone, reto ou oblíquo, de base de área AbA_b e altura hh (perpendicular),

V=13 Ab h.V = \frac{1}{3} \, A_b \, h.

Cone circular de raio rr: Ab=πr2A_b = \pi r^2 e

V=13 πr2h.V = \frac{1}{3} \, \pi r^2 h.

Em palavras: a área da base, multiplicada pela altura, dividida por três. O volume depende só de AbA_b e de hh: não depende do formato da base (quadrado, triângulo, hexágono, círculo), nem de onde o vértice está, nem de quanto medem a geratriz, a aresta lateral ou o apótema, que só servem para achar hh quando ele não é dado.

Exemplo resolvido 3: uma base, três sólidos. Três sólidos têm 9 cm de altura: uma pirâmide de base hexagonal regular de lado 4 cm, um cone cuja base tem a mesma área do hexágono, e uma pirâmide oblíqua com a mesma base hexagonal e o vértice deslocado 5 cm para o lado. Quanto vale cada volume? (Área do hexágono regular de lado ℓ\ell: 332ℓ2\dfrac{3\sqrt{3}}{2}\ell^2; use 3=1,73\sqrt{3} = 1{,}73.)

Estratégia: uma única conta de base, uma única altura, três vezes a mesma fórmula.

Resolução: Ab=3×1,732×16=41,5A_b = \dfrac{3 \times 1{,}73}{2} \times 16 = 41{,}5 cm². V=13×41,5×9=124,5V = \dfrac{1}{3} \times 41{,}5 \times 9 = 124{,}5 cm³ para os três.

Conferência: o deslocamento de 5 cm do vértice da pirâmide oblíqua não entrou na conta, nem o raio do cone (que seria r=41,5/π≈3,6r = \sqrt{41{,}5/\pi} \approx 3{,}6 cm). A única informação que o item podia esconder era a altura; aqui ela foi dada.

Cone: raio, altura e geratriz são um triângulo retângulo

Corte um cone reto por um plano que passa pelo eixo. A seção é um triângulo isósceles cujos lados iguais são duas geratrizes e cuja base é o diâmetro. A altura desse triângulo é a altura do cone, e ela o divide em dois triângulos retângulos de catetos rr e hh e hipotenusa gg:

g2=r2+h2.g^2 = r^2 + h^2.

Essa relação é a porta de entrada de metade dos itens de cone: o enunciado dá gg e rr (o cone de papel, o chapéu, o cone de sinalização, cuja geratriz é o que se mede com a fita), e o volume pede hh.

À esquerda, um cone reto em perspectiva, com o raio r marcado na base, a altura h tracejada do vértice ao centro da base e uma geratriz g do vértice à borda; um pequeno quadrado marca o ângulo reto entre h e r. No centro, a seção pelo eixo, um triângulo isósceles de base 2r e lados g, dividido pela altura h em dois triângulos retângulos, com a relação g ao quadrado igual a r ao quadrado mais h ao quadrado. À direita, o cone equilátero, em que a seção é um triângulo equilátero de lado 2r: a geratriz vale 2r e a altura vale r raiz de 3.
A seção pelo eixo de um cone reto é um triângulo isósceles; a altura o divide em dois triângulos retângulos de lados r, h, g. No cone equilátero a seção é um triângulo equilátero: g = 2r e h = r√3. Diagrama autoral.
Cone equilátero

Um cone reto é equilátero quando a seção pelo eixo é um triângulo equilátero, isto é, quando a geratriz é igual ao diâmetro: g=2rg = 2r. Então h=(2r)2−r2=r3h = \sqrt{(2r)^2 - r^2} = r\sqrt{3} e

V=13πr2⋅r3=33 πr3.V = \frac{1}{3}\pi r^2 \cdot r\sqrt{3} = \frac{\sqrt{3}}{3}\,\pi r^3.

O volume fica expresso só pelo raio, como o da esfera. É o caso em que o enunciado diz “cone equilátero” e não dá a altura: ela é r3r\sqrt{3}, não 2r2r.

Exemplo resolvido 4: o cone de sinalização. Um cone de trânsito tem 36 cm de diâmetro na base e a geratriz, medida com a fita métrica do pé ao topo, tem 82 cm. Quanto de ar ele contém, se fosse fechado? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: r=18r = 18 cm; a altura vem de Pitágoras; depois a fórmula.

Resolução: h2=822−182=6 724−324=6 400h^2 = 82^2 - 18^2 = 6\,724 - 324 = 6\,400, logo h=80h = 80 cm. V=13×3,14×324×80=27 129,6V = \dfrac{1}{3} \times 3{,}14 \times 324 \times 80 = 27\,129{,}6 cm³, cerca de 27 litros.

Conferência: 182+802=324+6 400=6 724=82218^2 + 80^2 = 324 + 6\,400 = 6\,724 = 82^2, e o triângulo 1818–8080–8282 é o 99–4040–4141 dobrado. Quem usasse a geratriz como altura obteria 27 80827\,808 cm³, 2,5 % a mais; neste caso o erro é pequeno porque o cone é alto e fino. Num cone baixo e largo (geratriz 50, raio 40, altura 30) o mesmo erro superestima o volume em 67 %.

Exemplo resolvido 5: o cone equilátero de geratriz 10. Um cone equilátero tem geratriz de 10 cm. Qual é o volume? Use π=3,14\pi = 3{,}14 e 3=1,73\sqrt{3} = 1{,}73.

Estratégia: g=2rg = 2r dá o raio; h=r3h = r\sqrt{3}.

Resolução: r=5r = 5 cm; h=5×1,73=8,65h = 5 \times 1{,}73 = 8{,}65 cm; V=13×3,14×25×8,65=226,3V = \dfrac{1}{3} \times 3{,}14 \times 25 \times 8{,}65 = 226{,}3 cm³.

Conferência: pela forma fechada, 33πr3=1,733×3,14×125=226,3\dfrac{\sqrt{3}}{3}\pi r^3 = \dfrac{1{,}73}{3} \times 3{,}14 \times 125 = 226{,}3. Confere. Quem toma h=10h = 10 (a geratriz) acha 261,7261{,}7; quem toma h=2r=10h = 2r = 10 pelo nome “equilátero” cai no mesmo erro.

Pirâmides regulares: apótema, aresta lateral e o tetraedro

Numa pirâmide regular de base quadrada de lado bb, há três triângulos retângulos escondidos, todos com a altura hh como cateto:

  • altura, apótema da base e apótema da pirâmide: ap2=h2+(b2)2a_p^2 = h^2 + \left(\dfrac{b}{2}\right)^2 (o apótema da base de um quadrado é metade do lado);
  • altura, metade da diagonal e aresta lateral: ℓ2=h2+(b22)2=h2+b22\ell^2 = h^2 + \left(\dfrac{b\sqrt{2}}{2}\right)^2 = h^2 + \dfrac{b^2}{2};
  • apótema da pirâmide, metade do lado e aresta lateral: ℓ2=ap2+(b2)2\ell^2 = a_p^2 + \left(\dfrac{b}{2}\right)^2, dentro da face lateral.

O item costuma dar a aresta lateral (é o que se vê na figura, a quina da pirâmide) e o lado da base, e esperar que o aluno passe pela metade da diagonal. Dar o apótema no lugar da aresta lateral é a variante.

Exemplo resolvido 6: a aresta lateral que não é altura. Uma pirâmide regular de base quadrada tem 12 cm de lado e arestas laterais de 11 cm. Qual é o volume?

Estratégia: achar a altura pelo triângulo com a metade da diagonal.

Resolução: metade da diagonal: 1222=62\dfrac{12\sqrt{2}}{2} = 6\sqrt{2}, cujo quadrado é 7272. h2=112−72=121−72=49h^2 = 11^2 - 72 = 121 - 72 = 49, logo h=7h = 7 cm. V=13×144×7=336V = \dfrac{1}{3} \times 144 \times 7 = 336 cm³.

Conferência: o apótema da pirâmide seria 49+36=85≈9,2\sqrt{49 + 36} = \sqrt{85} \approx 9{,}2 cm, entre a altura (7) e a aresta lateral (11), como deve ser. Com a aresta lateral no lugar da altura o volume sairia 528528 cm³, 57 % a mais.

Tetraedro regular

O tetraedro regular de aresta aa (quatro faces, todas triângulos equiláteros) é a pirâmide triangular regular em que as arestas laterais são iguais às da base. A sua altura é h=a63h = \dfrac{a\sqrt{6}}{3}, a base tem área a234\dfrac{a^2\sqrt{3}}{4} e o volume é

V=a3212≈0,118 a3.V = \frac{a^3\sqrt{2}}{12} \approx 0{,}118\,a^3.

Guarde o resultado como fato; a dedução é Pitágoras no triângulo formado pela altura, por uma aresta lateral e pela distância do centro da base a um vértice (23\frac{2}{3} da altura do triângulo da base). Um tetraedro regular de aresta 6 cm tem 216×1,41412≈25,5\dfrac{216 \times 1{,}414}{12} \approx 25{,}5 cm³, bem menos que o cubo de mesma aresta (216 cm³).

Cortar a ponta: a escala vale ao cubo

Corte um cone ou uma pirâmide por um plano paralelo à base, a uma distância dd do vértice. A ponta que fica acima do corte é um sólido semelhante ao original, e a razão de semelhança é k=d/hk = d/h: todos os comprimentos da ponta (raio, lado, geratriz, apótema) são kk vezes os do sólido inteiro, as áreas são k2k^2 vezes e os volumes são k3k^3 vezes. É a regra geral da semelhança no espaço, e aqui ela tem uma consequência que o olho não aceita de primeira:

Metade da altura não é metade do volume

Cortar um cone a meia altura (k=12k = \frac{1}{2}) separa uma ponta com (12)3=18\left(\frac{1}{2}\right)^3 = \frac{1}{8} do volume. O que fica embaixo, o tronco, tem 78\frac{7}{8}. A um terço da altura, contado do vértice, a ponta tem 127\frac{1}{27}. Para separar metade do volume, o corte tem de ficar a 1/23≈0,794\sqrt[3]{1/2} \approx 0{,}794 da altura, isto é, a quase 80 % do caminho do vértice até a base. A mesma regra ao contrário: num cone de ponta para baixo (uma taça, um funil, uma pirâmide invertida), o líquido que sobe até a metade da altura ocupa um oitavo da capacidade, e o que sobe até 80 % da altura ocupa pouco mais da metade.

À esquerda, um cone de altura h com três cortes paralelos à base, a um terço, à metade e a dois terços da altura contados do vértice; ao lado de cada corte, a fração do volume que a ponta acima dele guarda: 1 sobre 27, 1 sobre 8 e 8 sobre 27. À direita, um gráfico com a fração da altura d sobre h no eixo horizontal, de 0 a 1, e a fração do volume no eixo vertical: a curva cúbica, que fica abaixo da diagonal em todo o intervalo, com os pontos (0,5; 0,125) e (0,794; 0,5) marcados; a diagonal tracejada representa a expectativa errada de que o volume cresceria na mesma proporção da altura.
A ponta cortada a uma fração k da altura guarda a fração k³ do volume. A curva cúbica fica muito abaixo da diagonal: metade da altura é um oitavo do volume. Diagrama autoral.

Não confunda duas mudanças de medida. Ampliar o sólido inteiro (todas as medidas vezes kk) multiplica o volume por k3k^3. Mudar só uma medida multiplica o volume pelo fator com que ela aparece na fórmula: só a altura vezes kk dá volume vezes kk (a altura aparece uma vez); só o raio do cone vezes kk dá volume vezes k2k^2 (o raio aparece ao quadrado). Dobrar a altura de um cone mantendo o raio dobra o volume; dobrar o raio mantendo a altura quadruplica; dobrar tudo multiplica por oito.

Exemplo resolvido 7: a taça pela metade. Uma taça de coquetel é um cone invertido de 8 cm de raio na boca e 10 cm de profundidade. (a) Cheia até a borda, quanto ela comporta? (b) Com o líquido a 5 cm de profundidade (metade), quanto há? © A que altura o líquido deve chegar para a taça estar “pela metade” de verdade? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: (a) fórmula; (b) ponta com k=12k = \frac{1}{2}; © k3=12k^3 = \frac{1}{2}.

Resolução: (a) V=13×3,14×64×10=669,9V = \dfrac{1}{3} \times 3{,}14 \times 64 \times 10 = 669{,}9 cm³, cerca de 670 mL. (b) o líquido forma um cone semelhante com k=510=12k = \frac{5}{10} = \frac{1}{2}: V=669,98=83,7V = \dfrac{669{,}9}{8} = 83{,}7 mL, um oitavo. © k=0,53≈0,794k = \sqrt[3]{0{,}5} \approx 0{,}794, logo o líquido deve chegar a 0,794×10≈7,90{,}794 \times 10 \approx 7{,}9 cm de profundidade.

Conferência: em (b), o cone de líquido tem raio 44 e altura 55: 13×3,14×16×5=83,7\frac{1}{3} \times 3{,}14 \times 16 \times 5 = 83{,}7. Confere. Em ©, 0,7943=0,5000{,}794^3 = 0{,}500. Uma taça que parece “cheia até quase a borda” está, de fato, pela metade.

Tronco de pirâmide e de cone: o que sobra quando a ponta sai

O tronco é a parte do cone ou da pirâmide que fica entre a base e um corte paralelo a ela. É a forma do balde, do vaso de planta, do copo descartável, do abajur, da panela de pedra e de quase toda “pirâmide” pré-colombiana, que tem o topo plano. Há dois caminhos para o volume, e os dois convém saber.

Caminho 1: diferença entre o sólido inteiro e a ponta. Prolongue as geratrizes (ou as arestas laterais) até se encontrarem no vértice. O tronco é o sólido inteiro menos a ponta, e a ponta é semelhante ao inteiro. Se as bases do tronco têm raios RR (maior) e rr (menor) e a altura do tronco é hh, a altura xx da ponta sai da semelhança:

rR=xx+h⟹x=r hR−r.\frac{r}{R} = \frac{x}{x + h} \quad\Longrightarrow\quad x = \frac{r\,h}{R - r}.

Depois, Vtronco=13πR2(x+h)−13πr2xV_{\text{tronco}} = \dfrac{1}{3}\pi R^2 (x + h) - \dfrac{1}{3}\pi r^2 x. Para a pirâmide, troque πR2\pi R^2 e πr2\pi r^2 pelas áreas das bases e r/Rr/R pela razão entre lados correspondentes.

À esquerda, um tronco de cone com a base maior de raio R embaixo, a base menor de raio r em cima e a altura h; as geratrizes estão prolongadas em tracejado até o vértice, acima, e a altura x da ponta está cotada. No centro, a seção pelo eixo: dois triângulos semelhantes, o grande de base R e altura x mais h e o pequeno de base r e altura x, com a proporção r sobre R igual a x sobre x mais h. À direita, a conta em três linhas: volume do tronco igual ao volume do cone grande menos o do cone pequeno; o cone pequeno vale k ao cubo do cone grande, com k igual a r sobre R; e a forma fechada, h sobre 3 vezes a soma de A1, raiz de A1 vezes A2 e A2.
O tronco é o cone inteiro menos a ponta semelhante. A semelhança dos triângulos da seção dá a altura x da ponta; a fórmula fechada é a mesma conta já feita. Diagrama autoral.

Caminho 2: a fórmula fechada. Chame A1A_1 a área da base maior, A2A_2 a da base menor e hh a altura do tronco. Então

Vtronco=h3(A1+A1A2+A2),V_{\text{tronco}} = \frac{h}{3}\left(A_1 + \sqrt{A_1 A_2} + A_2\right),

e, para o tronco de cone, como A1=πR2A_1 = \pi R^2, A2=πr2A_2 = \pi r^2 e A1A2=πRr\sqrt{A_1 A_2} = \pi R r,

Vtronco de cone=πh3(R2+Rr+r2).V_{\text{tronco de cone}} = \frac{\pi h}{3}\left(R^2 + R r + r^2\right).

A fórmula não é um fato novo: é o caminho 1 escrito de uma vez. Com k=A2/A1k = \sqrt{A_2/A_1} a razão de semelhança, a altura do sólido inteiro é H=h1−kH = \dfrac{h}{1 - k} (porque x=kHx = kH e H−x=hH - x = h), e

V=13A1H−13A2 kH=H3(A1−k3A1)=h3⋅1−k31−k A1=h3(1+k+k2)A1,V = \frac{1}{3}A_1 H - \frac{1}{3}A_2 \, kH = \frac{H}{3}\left(A_1 - k^3 A_1\right) = \frac{h}{3}\cdot\frac{1 - k^3}{1 - k}\,A_1 = \frac{h}{3}\left(1 + k + k^2\right)A_1,

e A1A_1, kA1kA_1 e k2A1k^2 A_1 são exatamente A1A_1, A1A2\sqrt{A_1 A_2} e A2A_2. Quem esquece a fórmula na prova refaz a diferença; quem lembra, usa-a e confere pela diferença.

O tronco "pela média das bases"

A tentação é tratar o tronco como um prisma de base média: V=h⋅A1+A22V = h \cdot \dfrac{A_1 + A_2}{2}. Está errado, e sempre para mais: a fórmula certa tem A1A2\sqrt{A_1 A_2} no meio, e a média geométrica é menor que a média aritmética. Num tronco de cone com raios 10 e 2 e altura 12, a média das bases dá 12×100π+4π2=624π12 \times \frac{100\pi + 4\pi}{2} = 624\pi; a fórmula certa dá 4π(100+20+4)=496π4\pi(100 + 20 + 4) = 496\pi, 20 % a menos. Só quando as duas bases são iguais (e o tronco vira um cilindro) os dois valores coincidem.

Exemplo resolvido 8: a lixeira que o fabricante anuncia em litros. Uma lixeira de escritório é um tronco de cone com 14 cm de raio na boca, 10 cm de raio no fundo e 30 cm de altura, e a etiqueta diz “14 litros”. A etiqueta está certa? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: a ponta que falta fica abaixo do fundo, porque a lixeira é mais larga em cima; caminho 1 para calcular, caminho 2 para conferir, e a escala k3k^3 como terceira prova.

Resolução: razão de semelhança k=10/14=5/7k = 10/14 = 5/7. Altura da ponta: x=10×3014−10=75x = \dfrac{10 \times 30}{14 - 10} = 75 cm, um vértice bem abaixo do chão. Cone inteiro: raio 14, altura 105, V=13π×196×105=6 860πV = \dfrac{1}{3}\pi \times 196 \times 105 = 6\,860\pi. Ponta: raio 10, altura 75, V=13π×100×75=2 500πV = \dfrac{1}{3}\pi \times 100 \times 75 = 2\,500\pi. Tronco: 6 860π−2 500π=4 360π=13 6906\,860\pi - 2\,500\pi = 4\,360\pi = 13\,690 cm³, cerca de 13,7 litros: a etiqueta arredonda para cima, mas por pouco.

Conferência: pela fórmula, π×303(196+140+100)=10π×436=4 360π\dfrac{\pi \times 30}{3}\left(196 + 140 + 100\right) = 10\pi \times 436 = 4\,360\pi. Confere. E pela escala: a ponta deve valer k3=(5/7)3=125/343≈0,364k^3 = (5/7)^3 = 125/343 \approx 0{,}364 do cone inteiro; 0,364×6 860π≈2 500π0{,}364 \times 6\,860\pi \approx 2\,500\pi. Confere também. A “média das bases” daria 30×196π+100π2=4 440π30 \times \frac{196\pi + 100\pi}{2} = 4\,440\pi, quase 2 % a mais; com bases tão parecidas o erro é pequeno, e cresce quando uma base é muito menor que a outra, como no exemplo da armadilha acima.

Exemplo resolvido 9: o tronco de pirâmide de base quadrada. Um pedestal de pedra tem a forma de um tronco de pirâmide regular: base quadrada de 8 m de lado, topo quadrado de 2 m de lado, 6 m de altura. Qual é o volume de pedra?

Estratégia: A1=64A_1 = 64, A2=4A_2 = 4; fórmula fechada; conferir pela diferença.

Resolução: V=63(64+64×4+4)=2×(64+16+4)=168V = \dfrac{6}{3}\left(64 + \sqrt{64 \times 4} + 4\right) = 2 \times (64 + 16 + 4) = 168 m³.

Conferência: k=2/8=1/4k = 2/8 = 1/4; altura da ponta x=2×68−2=2x = \dfrac{2 \times 6}{8 - 2} = 2 m; pirâmide inteira de altura 8: 13×64×8=170,67\frac{1}{3} \times 64 \times 8 = 170{,}67; ponta: 13×4×2=2,67\frac{1}{3} \times 4 \times 2 = 2{,}67; diferença 168168. Confere. Repare que a ponta removida é pequena (k3=1/64k^3 = 1/64 da pirâmide inteira): um tronco com topo estreito é “quase” a pirâmide inteira.

Objetos de ponta: funil, ampulheta, monte de areia

Os cones do mundo real raramente estão parados: um funil se esvazia, uma ampulheta escorre, um monte de areia cresce. O volume entra junto com uma vazão ou com um ângulo, e a geometria desta página se junta à proporção.

Funil e vazão. Um funil cônico cheio tem volume 13πr2h\frac{1}{3}\pi r^2 h; se o líquido sai pelo bico com vazão constante qq (volume por tempo), o tempo de esvaziamento é V/qV/q. O que a vazão constante não dá é um nível que desce em linha reta: como o cone é largo em cima e estreito embaixo, o nível desce devagar no começo e cada vez mais depressa perto do bico. A fração de volume que sobra quando o nível está a uma fração kk da altura é k3k^3, a regra da seção anterior.

À esquerda, um funil cônico de ponta para baixo, com raio da boca R e altura H, com líquido até um nível y marcado e o raio da superfície do líquido, proporcional a y, indicado; abaixo do bico, uma gota e a vazão q. À direita, um gráfico do volume que resta no funil contra o nível y: uma curva cúbica que parte de zero na ponta e cresce cada vez mais depressa até a boca, com o ponto de metade do volume marcado a 79 por cento da altura; sob o gráfico, a legenda de que o nível desce devagar no começo e rápido no fim quando a vazão é constante.
No funil, o volume que resta é proporcional ao cubo do nível: com vazão constante, o nível desce devagar enquanto o funil está largo e despenca perto do bico. Diagrama autoral.

Ampulheta. Cada bulbo é, de modo aproximado, um cone; a areia do bulbo de cima, que tem o vértice embaixo, forma um cone de líquido cuja superfície baixa; a do bulbo de baixo, que recebe a areia pelo vértice, forma um monte cônico que cresce. O tempo de escoamento é o volume de areia dividido pela vazão do gargalo, e a vazão de um material granular é aproximadamente constante (ao contrário da água, a areia não escoa mais depressa por estar mais alta), razão pela qual a ampulheta funciona como relógio.

Montes de material granular e o ângulo de repouso. Areia, brita, grãos, sal: despejados de um ponto, formam um cone cuja superfície faz com a horizontal um ângulo característico do material, o ângulo de repouso (cerca de 30° a 35° para areia seca, maior para brita angulosa, menor para material molhado ou muito liso). Esse ângulo prende a altura ao raio: h=rtan⁡θh = r \tan\theta. Para medir o volume de um monte basta então medir o diâmetro da base e saber o ângulo: V=13πr3tan⁡θV = \frac{1}{3}\pi r^3 \tan\theta, proporcional ao cubo do raio. Um monte com o dobro do diâmetro tem oito vezes a areia.

Exemplo resolvido 10: quantos caminhões há no monte. Um monte de areia tem 6 m de diâmetro na base e ângulo de repouso de 30°. Quantas viagens de um caminhão de 6 m³ foram necessárias para formá-lo? Use π=3,14\pi = 3{,}14 e tan⁡30°=0,577\tan 30° = 0{,}577.

Estratégia: altura pelo ângulo; volume do cone; divisão.

Resolução: r=3r = 3 m; h=3×0,577=1,73h = 3 \times 0{,}577 = 1{,}73 m. V=13×3,14×9×1,73=16,3V = \dfrac{1}{3} \times 3{,}14 \times 9 \times 1{,}73 = 16{,}3 m³. São 16,3/6≈2,716{,}3 / 6 \approx 2{,}7, ou seja, três viagens (a última incompleta).

Conferência: 13πr3tan⁡θ=13×3,14×27×0,577=16,3\frac{1}{3}\pi r^3 \tan\theta = \frac{1}{3} \times 3{,}14 \times 27 \times 0{,}577 = 16{,}3. Confere. Um monte de 12 m de diâmetro, mesmo material, teria 8×16,3≈1308 \times 16{,}3 \approx 130 m³: 22 viagens, e não 6.

Exemplo resolvido 11: o funil que se esvazia. Um funil cônico tem 12 cm de diâmetro na boca e 9 cm de altura, e está cheio de óleo. O óleo sai pelo bico a 20 mL por segundo. (a) Em quanto tempo o funil esvazia? (b) Quando o nível estiver na metade da altura, quanto tempo ainda falta? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: (a) volume e vazão; (b) o que resta é a ponta com k=12k = \frac{1}{2}.

Resolução: (a) V=13×3,14×36×9=339,1V = \dfrac{1}{3} \times 3{,}14 \times 36 \times 9 = 339{,}1 cm³ = 339 mL; tempo =339,1/20≈17= 339{,}1 / 20 \approx 17 s. (b) resta 18\dfrac{1}{8} do volume, 42,442{,}4 mL, que leva 42,4/20≈2,142{,}4/20 \approx 2{,}1 s.

Conferência: dos 17 segundos, o nível leva quase 15 para descer a primeira metade da altura e só 2 para descer a segunda. É o gráfico da figura acima lido ao contrário.

Onde o terço aparece sem avisar

O silo de grãos tem um fundo cônico para que o grão escorra para o centro; o preço da capacidade conta o cilindro inteiro mais um terço do cone. A casquinha de sorvete cheia tem um terço do copinho de mesma boca, e a bola em cima compensa. O copo descartável de água é um tronco de cone, e o de café é outro tronco menor; a caneca que substitui os dois precisa ter o volume do maior. O funil de cozinha, o chapéu de festa, o cone de sinalização e o monte de brita na obra são cones; a pirâmide de laranjas na feira é uma pirâmide de verdade, com o terço e tudo.

Pirâmides de verdade: Egito, Teotihuacán e a contagem de blocos

As pirâmides do Egito são pirâmides regulares de base quadrada; as de Teotihuacán, no México, e as maias são troncos de pirâmide, com o topo plano onde ficava o templo, e escadarias que sobem por uma das faces, apoiadas sobre o apótema. As duas famílias dão itens de prova, e a diferença entre pirâmide e tronco é a primeira coisa a identificar.

A Grande Pirâmide de Gizé (Quéops) tem base de aproximadamente 230 m de lado e altura original de cerca de 146 m. O volume é

V=13×2302×146≈2,57×106 m3,V = \frac{1}{3} \times 230^2 \times 146 \approx 2{,}57 \times 10^6 \ \text{m}^3,

dois milhões e meio de metros cúbicos. Com cerca de 2,3 milhões de blocos, dá pouco mais de 1 m³ por bloco, em média. Um prisma de mesma base e mesma altura teria 7,7 milhões de metros cúbicos: a pirâmide “economiza” dois terços da pedra que a caixa de mesmo tamanho gastaria, e é um dos motivos de a forma ter sido escolhida.

A Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, tem cerca de 225 m de lado na base e 65 m de altura (o item do PAS de 2017 arredonda para 60 m, e o de 2009 usa 63 m). Modelada como pirâmide de 60 m de altura, tem 13×2252×60≈1,0×106\frac{1}{3} \times 225^2 \times 60 \approx 1{,}0 \times 10^6 m³: um milhão de metros cúbicos, com uma base quase igual à de Quéops e menos da metade da altura. A Pirâmide da Lua, menor, tem cerca de 43 m de altura e base retangular de cerca de 147 m por 130 m; o item do PAS de 2009 a modela como tronco de pirâmide de base quadrada com 120 m de lado, e nesse modelo o volume depende do tamanho do topo, que é o que a prova pede: a escadaria sobre o apótema da face dá a inclinação, a inclinação dá o lado do topo, e o lado do topo entra na fórmula do tronco.

Exemplo resolvido 12: a contagem de blocos. Uma pirâmide reta de base quadrada com 60 m de lado e arestas laterais de 50 m foi construída, sem vazios, com blocos cúbicos de dois tamanhos: grandes, de 2 m de aresta, e pequenos, de 1 m, na proporção de três grandes para um pequeno. Quantos blocos foram usados? Use 7=2,65\sqrt{7} = 2{,}65.

Estratégia: altura pela aresta lateral e pela metade da diagonal; volume; “pacotes” de 3 grandes + 1 pequeno.

Resolução: metade da diagonal: 30230\sqrt{2}, quadrado 1 8001\,800. h2=2 500−1 800=700h^2 = 2\,500 - 1\,800 = 700, h=107=26,5h = 10\sqrt{7} = 26{,}5 m. V=13×3 600×26,5=31 800V = \dfrac{1}{3} \times 3\,600 \times 26{,}5 = 31\,800 m³. Cada pacote de 3 blocos grandes (3×8=243 \times 8 = 24 m³) e 1 pequeno (1 m³) ocupa 25 m³: há 31 800/25=1 27231\,800 / 25 = 1\,272 pacotes, logo 4×1 272=5 0884 \times 1\,272 = 5\,088 blocos.

Conferência: 3×1 272×8+1 272×1=30 528+1 272=31 8003 \times 1\,272 \times 8 + 1\,272 \times 1 = 30\,528 + 1\,272 = 31\,800. Confere. Foi o item de resposta numérica do PAS 1 de 2020, que pedia o total dividido por 10: 508.

Exemplo resolvido 13: a Pirâmide da Lua como tronco. Modele a Pirâmide da Lua como um tronco de pirâmide regular de base quadrada com 120 m de lado e 43 m de altura, cuja escadaria, construída sobre o apótema de uma face, mede 43243\sqrt{2} m. Qual é o volume?

Estratégia: o apótema da face é a hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos são a altura do tronco e o recuo horizontal entre as duas bases; o recuo dá o lado do topo.

Resolução: (432)2=432+(recuo)2⇒2×432=432+(recuo)2⇒recuo=43(43\sqrt{2})^2 = 43^2 + (\text{recuo})^2 \Rightarrow 2 \times 43^2 = 43^2 + (\text{recuo})^2 \Rightarrow \text{recuo} = 43 m (a face sobe a 45°). O topo tem lado 120−2×43=34120 - 2 \times 43 = 34 m. V=433(1202+120×34+342)=433(14 400+4 080+1 156)=43×19 6363=281 449V = \dfrac{43}{3}\left(120^2 + 120 \times 34 + 34^2\right) = \dfrac{43}{3}\left(14\,400 + 4\,080 + 1\,156\right) = \dfrac{43 \times 19\,636}{3} = 281\,449 m³.

Conferência: pela diferença, k=34/120=0,283k = 34/120 = 0{,}283; altura da ponta x=34×43120−34=17x = \dfrac{34 \times 43}{120 - 34} = 17 m; pirâmide inteira de altura 60: 13×14 400×60=288 000\frac{1}{3} \times 14\,400 \times 60 = 288\,000; ponta: 13×1 156×17=6 551\frac{1}{3} \times 1\,156 \times 17 = 6\,551; diferença 281 449281\,449. Confere. O item do PAS 1 de 2009 pedia esse volume dividido por 500: 562.

Leia como na prova: cotas, tracejados e o vértice fora do desenho

Os itens de pirâmide e cone vêm com figura, e a figura carrega metade do enunciado. Quatro hábitos de leitura.

Identifique o que está cotado. Uma letra ao lado de uma quina inclinada é aresta lateral ou geratriz; uma letra ao lado de uma linha tracejada vertical, do vértice ao centro da base, é a altura; uma letra num segmento do centro da base à borda é o raio ou o apótema da base. A fórmula quer a altura; o resto é Pitágoras. No item de 2020 do PAS 1, a figura mostrava a aresta lateral aa e o lado bb, e a altura hh tracejada sem valor: o valor tinha de ser calculado.

Tracejado para fora do sólido é a ponta que foi removida. Quando as arestas de um tronco se prolongam em tracejado até se encontrarem num ponto, a figura está dizendo “complete a pirâmide”: a cota da parte tracejada (H−hH - h, no item de 2011 do PAS 1) é a altura da ponta, e a conta é a diferença. Quando o tracejado não existe, a fórmula fechada do tronco evita ter de achar o vértice.

Qual base é a maior? O tronco de um vaso é mais largo em cima; o de uma pirâmide maia, mais largo embaixo; o de um estádio pode ter a boca maior em cima, com o cilindro central retirado. A fórmula não se importa com a posição, mas a semelhança sim: a altura da ponta se mede a partir da base menor.

Duas figuras, dois sólidos. Quando o enunciado traz “figura I” e “figura II”, cada item costuma usar uma; o cilindro com cone no topo da figura I e o cilindro com semiesfera da figura II (PAS 2 de 2014) não se misturam. E, quando a figura II é a figura I escavada (o bloco e a panela, 2019), o item de “material removido” é o volume do interior, não o do bloco.

Como a banca pergunta

  • Volume direto com limiar (tipo A). “O volume da pirâmide do Sol é superior a 10610^6 m³”, com 60 m de altura e 225 m de lado (PAS 1 de 2017): 13×50 625×60=1 012 500\frac{1}{3} \times 50\,625 \times 60 = 1\,012\,500, certo por pouco.
  • Resposta numérica com a altura escondida (tipo B). A pirâmide de arestas laterais 50 m e base 60 m, com a contagem de blocos de 2 m e 1 m na proporção 3 : 1 (PAS 1 de 2020): h=107h = 10\sqrt{7}, V=31 800V = 31\,800 m³, 5 088 blocos, resposta 508.
  • Tronco de pirâmide com o vértice prolongado (tipos A e B). O casco de navio modelado como tronco de pirâmide de bases retangulares, com as cotas xx, yy, aa, bb, HH e hh (PAS 1 de 2011): o volume é a diferença das duas pirâmides, 13(xyH−ab(H−h))\frac{1}{3}(xyH - ab(H - h)); com os números do item, 244×105244 \times 10^5 m³. E o item de julgamento: dobrar hh não dobra o volume do tronco, porque o tronco não é proporcional a hh.
  • Tronco de pirâmide pelo apótema (tipo B). A Pirâmide da Lua com escadaria de 43243\sqrt{2} m sobre o apótema da face, 43 m de altura e 120 m de base (PAS 1 de 2009): recuo 43, topo 34, volume 281 449 m³, resposta 562.
  • Cone sobre cilindro (tipo C). O sólido da figura I, cilindro de 27 cm e diâmetro 8 cm com um cone de 3 cm em cima (PAS 2 de 2014): 432π+16π=448π≈1 407432\pi + 16\pi = 448\pi \approx 1\,407 cm³, entre 1 350 e 1 450. O erro planejado é esquecer o terço no cone e somar 48π48\pi.
  • Tronco escavado (tipo A). O bloco de pedra-sabão em forma de tronco de cone, 21 cm de altura, raios 10 e 12, do qual se esculpiu uma panela com fundo e parede de 1 cm (PAS 2 de 2019): o material removido é o tronco interior, de altura 20 e raios cerca de 9 e 11, pouco mais de 6 300 cm³, “mais de 6 000”, certo.
  • Tronco de cone menos cilindro (tipo B). A estrutura superior de um estádio como tronco de cone de altura 30 m, raios 200+50200 + 50 e 200+150200 + 150, de que se retirou o cilindro central de raio 200 m (PAS 2 de 2012): 2 725 000π−1 200 000π=1 525 000π≈4 788 5002\,725\,000\pi - 1\,200\,000\pi = 1\,525\,000\pi \approx 4\,788\,500 m³; dividido por 10410^4, resposta 478.
  • Cone contra esfera (tipo A). Cinco esferas de gelo de raio rr derretidas caberiam em dois cones de raio e altura 2r2r (PAS 2 de 2013): 203πr3\frac{20}{3}\pi r^3 contra 163πr3\frac{16}{3}\pi r^3, não cabem, errado. O volume da esfera está em Geometria da esfera.
  • Semelhança entre pirâmides (tipo A). “h=2h1h = 2h_1” para o tronco cujo topo tem metade do lado da base (PAS 1 de 2013): a razão 12\frac{1}{2} vale para alturas tanto quanto para lados, certo.
  • Vestibulares. Pirâmide de base quadrada 3 cm e altura 10 cm (30 cm³); tronco de pirâmide de 160 m³ cortado a meia altura (ponta 20, tronco 140); parafina de um cone de 500 mL num prisma de base 5 × 5 (altura 20 cm); terra de um poço cilíndrico num cone de raio triplo (ENEM); copos descartáveis troncocônicos e a caneca que os substitui (ENEM); pirâmides semelhantes de 4 e 6 cm de altura (volumes na razão 27/827/8).

Os erros que a banca planta

  • Esquecer o terço. O cone de 3 cm sobre o cilindro vira 48π48\pi em vez de 16π16\pi; a pirâmide vira um prisma. É o erro mais barato e o mais cobrado.
  • Geratriz ou aresta lateral no lugar da altura. Sempre superestima; o tamanho do erro depende de quão “achatado” é o sólido. Pitágoras primeiro.
  • “Cone equilátero” lido como h=2rh = 2r. A geratriz é 2r2r; a altura é r3r\sqrt{3}.
  • Metade da altura, metade do volume. A ponta a meia altura tem 18\frac{1}{8}; o tronco, 78\frac{7}{8}. Escala linear kk, volume k3k^3.
  • Ampliar tudo e multiplicar por kk. Pirâmides semelhantes com razão kk têm volumes na razão k3k^3; só a altura vezes kk dá volume vezes kk.
  • Tronco pela média das bases. A1+A22\frac{A_1 + A_2}{2} no lugar de A1+A1A2+A23\frac{A_1 + \sqrt{A_1 A_2} + A_2}{3}: sempre para mais.
  • Altura da ponta medida da base errada. A semelhança parte da base menor: x=rhR−rx = \dfrac{r h}{R - r}, com rr o raio menor.
  • Tronco proporcional a hh. Com HH e as bases da pirâmide fixas, dobrar a altura do tronco não dobra o seu volume (item de 2011).
  • Trocar o sólido do item. Figura I ou figura II; bloco ou panela; o interior escavado ou o material que ficou.
  • Unidade e divisor no tipo B. O volume em m³ dividido por 500, por 10, por 10410^4, em 10510^5 m³: ler o comando duas vezes antes de marcar.

O essencial em meia página

  • Vocabulário: altura hh = perpendicular do vértice ao plano da base; geratriz gg (cone), aresta lateral e apótema (pirâmide) são hipotenusas: g2=r2+h2g^2 = r^2 + h^2; ℓ2=h2+b22\ell^2 = h^2 + \frac{b^2}{2} na pirâmide regular de base quadrada de lado bb.
  • Fórmula: V=13AbhV = \frac{1}{3} A_b h para toda pirâmide e todo cone, retos ou oblíquos; cone: 13πr2h\frac{1}{3}\pi r^2 h. Depende só de AbA_b e de hh.
  • De onde vem o 13\frac{1}{3}: três cones enchem o cilindro; o cubo se parte em três pirâmides congruentes de vértice num canto (e em seis de vértice no centro); o prisma triangular se parte em três pirâmides de mesmo volume (Cavalieri); qualquer base se divide em triângulos; o cone empata com a pirâmide de mesma base e altura.
  • Cone equilátero: g=2rg = 2r, h=r3h = r\sqrt{3}, V=33πr3V = \frac{\sqrt{3}}{3}\pi r^3. Tetraedro regular: V=a3212V = \frac{a^3\sqrt{2}}{12}.
  • Resposta a cada medida: altura ×k\times k → volume ×k\times k; raio ×k\times k → volume ×k2\times k^2; tudo ×k\times k (semelhança) → volume ×k3\times k^3.
  • Ponta cortada a uma fração kk da altura (do vértice): volume k3k^3; a meia altura, 18\frac{1}{8}; metade do volume a k≈0,794k \approx 0{,}794.
  • Tronco: V=Vinteiro−VpontaV = V_{\text{inteiro}} - V_{\text{ponta}}, com x=rhR−rx = \dfrac{r h}{R - r} a altura da ponta; ou V=h3(A1+A1A2+A2)V = \dfrac{h}{3}\left(A_1 + \sqrt{A_1 A_2} + A_2\right), cone: πh3(R2+Rr+r2)\dfrac{\pi h}{3}(R^2 + Rr + r^2). Nunca a média das bases.
  • Objetos: funil (volume que resta ∝\propto nível ao cubo), ampulheta, monte de areia (h=rtan⁡θh = r\tan\theta, V=13πr3tan⁡θV = \frac{1}{3}\pi r^3 \tan\theta), casquinha (um terço do copinho), silo com fundo cônico.
  • Pirâmides reais: Quéops ≈2,6×106\approx 2{,}6 \times 10^6 m³; Pirâmide do Sol ≈106\approx 10^6 m³; as de Teotihuacán e as maias são troncos, com a escadaria sobre o apótema da face.
  • Na prova: achar a altura antes da fórmula; tracejado até o vértice = diferença de sólidos; figura I ou II; bloco ou interior escavado; o divisor do tipo B.

Exercícios temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.

Flashcards temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar os cartões de revisão.

Volume da pirâmide (com demonstração e exercícios)
Professora Ana Maria | Matemática · 13:53
Introdução. A professora mostra, com um prisma e uma pirâmide de mesma base e altura e depois com um cubo, que a pirâmide vale um terço, chega a V = ⅓·A_b·h e resolve duas pirâmides regulares (base quadrada e base hexagonal). É a sequência das seções “Medir o terço antes de demonstrá-lo” e “O cubo que se parte em três pirâmides iguais”, com os dois primeiros exercícios de aplicação.
Volume de pirâmide - Parte 2 - Aula 22
Portal da Matemática OBMEP · 11:37
Demonstração. Aula do professor Eduardo Corrêa (3.º ano) que divide um prisma triangular em três pirâmides de mesmo volume e conclui a fórmula Ah/3. É a seção “O prisma triangular em três pirâmides de mesmo volume” desenhada passo a passo, com o princípio de Cavalieri (visto na Parte 1 da mesma aula) fazendo o trabalho de igualar as pirâmides.
Geometria Espacial: Volume do cone
Matemática no Papel · 10:06
O cone. Aula do professor Ítalo Benfica sobre o volume do cone: a fórmula ⅓·π·r²·h, a altura contra a geratriz e exemplos numéricos. Cobre a seção “Cone: raio, altura e geratriz são um triângulo retângulo”, útil antes dos itens que dão a geratriz e pedem a altura.
Demonstração da Fórmula do Volume de Tronco de Cone
Prof.: Anderson Ramos · 16:21
Aprofundamento. Dedução da fórmula do tronco de cone pela semelhança dos triângulos da seção: completa-se o cone, acha-se a altura da ponta e subtrai-se. É exatamente o “caminho 1” e a passagem para a forma fechada da seção “Tronco de pirâmide e de cone: o que sobra quando a ponta sai”.
Volume do Tronco de Cone, na teoria e na prática (Aula 14, 3.º ano)
Matemática Simples & Prática Dimas · 6:00
Aplicação. O professor mede um copo americano, calcula a capacidade pela fórmula do tronco de cone e confere enchendo o copo. É a versão prática do exemplo da lixeira da seção de troncos: raios das duas bocas, altura, fórmula, litro.
Volume de tronco de pirâmide - Brasil Escola
Brasil Escola Oficial · 17:03
Resolução. Um tronco de pirâmide resolvido pelos dois caminhos desta página: pela diferença entre a pirâmide inteira e a ponta (fórmula clássica do volume de pirâmide) e pela fórmula específica do tronco. Serve para treinar a escolha do caminho nos itens de tronco de pirâmide do PAS (casco do navio, Pirâmide da Lua).
Rota PAS 2
Medida de volume: Cavalieri e os sólidos compostos · PAS 2

Fontes desta página

Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.

  • Rota PAS 2 — Medida de volume: Cavalieri e os sólidos compostos · Pirâmide, cone e tronco: de onde vem o um terço (fórmulas, semelhança k³, tronco por diferença; itens PAS 2 2014/98, 2019/68, 2012/94); Esfera (item 2013/102, cinco esferas em dois cones); Resolvidos no formato da prova (tronco de cone tipo B); exercícios 4, 9 e 14; Banco de treino T17 e T18

    Recorte por assunto: só pirâmides, cones e troncos. Prismas e cilindros, o princípio de Cavalieri como princípio, a esfera e os sólidos compostos têm páginas próprias. O capítulo foi usado como fonte de fatos, de recorte e de itens reais; abertura, exemplos, números e ordem desta página são próprios.

  • Mapa de itens do bloco de geometria espacial do PAS 2 · Itens atribuídos a volume-de-piramides-e-cones: PAS 1 2009/103, 2011/66–67, 2017/57, 2020/68; PAS 2 2012/94, 2013/102, 2014/98, 2019/68; reuso de PAS 1 2013/50 por GUID

    Mapa vinculante; o grep adicional nas três classificações por pirâmide, cone, tronco, um terço, funil e sinalização não acrescentou item de volume (os demais itens de pirâmide das três etapas são de Pitágoras, semelhança, trigonometria ou áreas e já estão nas páginas respectivas).

  • Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe) · PAS 1: 2009 (itens 102–103, caderno p. 16), 2011 (itens 66–67, caderno Tubarão p. 11), 2017 (itens 56–58, caderno Frida p. 10, texto cifrado → imagem), 2020 (itens 66–68, Parte 2, aplicação 2021); PAS 2: 2012 (itens 92–94, caderno Radar p. 15), 2013 (item 102, caderno Aleijadinho p. 13), 2014 (itens 96–99, caderno Georgina p. 15), 2019 (itens 68–69, p. 9); gabaritos nos GAB.txt

    Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos nos GAB oficiais (2009/103 = 562; 2011/66 E, 2011/67 = 244; 2017/57 C; 2020/68 = 508; 2012/94 = 478; 2013/102 E; 2014/98 B; 2019/68 C). O comprimento da escadaria da Pirâmide da Lua (43√2 m) foi lido na imagem, porque o texto extraído do caderno de 2009 perdeu o número.

  • Cadernos em PDF (figuras dos itens) · PAS 1 2009 (tronco de pirâmide com a escadaria sobre o apótema, p. 17 do PDF), PAS 1 2011 (tronco de bases retangulares com o vértice O prolongado, p. 12), PAS 1 2017 (fotos da Pirâmide da Lua e do Teatro Nacional, p. 11), PAS 1 2020 (pirâmide reta com a, h, b e pessoas de escala, Parte 2 p. 6), PAS 2 2012 (tronco invertido com cilindro central e as larguras a, b, p. 17), PAS 2 2013 (fotos I e II das cinco esferas de gelo, p. 15), PAS 2 2014 (figuras I e II cotadas, p. 17), PAS 2 2019 (figuras I e II do bloco e da panela, p. 9)

    Páginas renderizadas com pdftoppm a 200 dpi e descritas em texto neutro no campo text de cada questão, com todas as cotas, rótulos e tracejados.

  • Revista do Professor de Matemática (SBM), n.º 13 — Material concreto relacionando volume de prisma e pirâmide (Maria José Wanderlinde) · Planificação recortável das três pirâmides de mesmo volume que montam um prisma triangular

    Consultado para a decomposição do prisma triangular; nenhum texto foi copiado.

  • Wikipédia (pt) — Pirâmide de Quéops; Pirâmide do Sol; Pirâmide da Lua · Infoboxes: Quéops — altura original 146,7 m, base 230,34 m, volume 2 583 283 m³; Pirâmide do Sol — altura 65,5 m, base 220 × 230 m (c. 225 m de lado), volume 1 184 828 m³; Pirâmide da Lua — altura 43 m, base 147 × 130 m

    Fonte das medidas reais citadas na seção "Pirâmides de verdade" (consulta em 4/10/2026). Os itens do PAS usam modelos arredondados (Sol com 60 m ou 63 m de altura; Lua como tronco de base quadrada de 120 m), e a página distingue o modelo da prova da medida real.