Volumes de sólidos compostos

Guia de estudo · Revisado em 04/10/2026

BNCC · EM13MAT309

Uma manilha de concreto, um silo com chapéu de cone, uma cápsula de remédio, um bloco de alumínio com um furo, uma caixa de laranjas: nenhum deles é um sólido só. Como se decide o que somar e o que subtrair, por que a parede de um tubo não é "área vezes espessura", quanto do cubo uma bola ocupa de verdade e o que o nível da água revela quando um objeto afunda?

O que você vai aprender

  • Reconhecer, num objeto real ou numa figura de prova, os sólidos elementares que o compõem (prisma, cilindro, pirâmide, cone, esfera, tronco e metades deles) e escrever o volume como soma das peças que estão lado a lado, usando a aditividade do volume.
  • Calcular o volume de cascas (tubo, casca esférica, parede de reservatório, lata com fundo, copo troncocônico) e de sólidos escavados (bloco com furo, bloco com semiesfera retirada, tronco com interior removido) pela diferença entre o sólido externo e o interno, lendo corretamente raio interno, raio externo e alturas diferentes.
  • Explicar por que a casca não é "área vezes espessura", abrir a diferença de quadrados (r + e)² − r² = 2re + e² e dizer quando a aproximação linear é aceitável e quando um limiar de prova a invalida.
  • Comparar volumes por razão e por fração ocupada: esfera no cubo (π/6), esfera no cilindro (2/3), cone no cilindro (1/3), laranjas numa caixa, e decidir se um volume cabe ou não cabe em outro recipiente.
  • Calcular a subida do nível de um líquido quando um objeto é submerso (volume deslocado dividido pela área da base) e usar o deslocamento para medir volumes de peças irregulares.
  • Tratar meios sólidos (semicilindro, meio anel, semiesfera) e usar o princípio de Cavalieri como ferramenta pronta para endireitar um canal curvo de seção constante.
  • Conduzir conversões (m³, dm³, dam³, litros) e porcentagens dentro de um problema composto, e resolver itens de julgamento, de resposta numérica (tipo B) e de múltipla escolha (tipo C) no estilo do PAS/UnB com figura cotada, figura I/II e texto-base de outra disciplina.

Uma loja de materiais vende manilhas de concreto por unidade, mas a usina que as fabrica compra concreto por metro cúbico. Entre os dois preços está uma pergunta de geometria: quanto concreto há numa manilha? O objeto é um tubo, e o tubo não aparece em nenhuma tabela de fórmulas. Aparece, porém, como a diferença entre dois cilindros, um grosso e um fino, e a diferença de dois volumes é uma conta que qualquer um faz. O mesmo gesto resolve a casquinha de sorvete (um cone com meia bola em cima), a cápsula de remédio (um cilindro com meia bola em cada ponta), o bloco de alumínio com um furo, a caixa de laranjas com ar entre as frutas e a pedra irregular que afunda num copo. Esta página é sobre esse gesto: decompor o objeto em sólidos conhecidos, somar as peças que se encostam, descontar as que foram tiradas e comparar o que sobra com o que cabia.

As fórmulas de cada peça vêm prontas de três páginas anteriores: base vezes altura para prismas e cilindros em Volume de prismas e cilindros, o terço de pirâmides e cones e o tronco em Volume de pirâmides e cones, os quatro terços de pi erre ao cubo e a sua dedução em Geometria da esfera. Aqui elas não são deduzidas, são usadas; e o princípio de Cavalieri, que tem página própria, entra uma única vez, como ferramenta para endireitar um canal curvo. É a página de síntese do bloco de volumes, e a mais frequente nas provas: o objeto raramente chega como um sólido só.

Volume soma: a regra que autoriza tudo o resto

O volume tem três propriedades que ninguém demonstra na escola e todo mundo usa: é um número não negativo, não muda quando o sólido é deslocado ou girado, e um sólido montado com pedaços que não se sobrepõem tem por volume a soma dos volumes de cada pedaço. Esta última é a que interessa aqui. Ela vale em dois sentidos. Se um objeto é a união de duas peças que só se tocam por uma face (um cilindro com um cone apoiado na tampa), o volume é a soma: a face comum é uma superfície, não tem volume, e não é contada duas vezes. Se de um sólido maior foi retirada uma parte (um cilindro de que se tirou um cilindro menor, coaxial), o que ficou vale o maior menos o menor, porque o maior é a união do que ficou com o que saiu.

Composição e diferença

Para um objeto formado por peças P1,P2,…P_1, P_2, \dots que não se sobrepõem,

V=V(P1)+V(P2)+⋯V = V(P_1) + V(P_2) + \cdots

Para um objeto obtido de um sólido SS retirando-se uma parte RR contida nele,

V=V(S)−V(R).V = V(S) - V(R).

Casca, parede, tubo, furo, cavidade e escavação são todos o segundo caso. Silo, cápsula, casa com telhado, peso de papel e sólidos “de duas figuras” são o primeiro. Um mesmo objeto pode exigir os dois: um tronco de cone escavado é um tronco (diferença de dois cones) de que se tirou outro tronco.

A regra parece óbvia, e é; a dificuldade dos problemas não está nela, está em ver a decomposição e em ler as medidas de cada peça na figura. Três perguntas organizam a leitura de qualquer objeto composto:

  1. Quais são as peças? Nomeie cada uma com o nome da matriz de sólidos: cilindro, cone, semiesfera, prisma, tronco, metade de cilindro.
  2. Que medidas elas compartilham? “O cone se apoia sobre o cilindro”, “a semiesfera se encaixa perfeitamente”, “o furo atravessa o bloco”: cada uma dessas frases é uma igualdade de medidas (mesmo raio, mesma altura) que o enunciado dá sem número.
  3. O que é cheio e o que é oco? Capacidade (o que cabe dentro), material (o que a parede tem) e volume externo (o que o objeto ocupa) são três números diferentes, e o item pergunta um deles.
Três painéis. À esquerda, uma casquinha de sorvete em perspectiva: um cone invertido de 3 cm de raio e 12 cm de altura com uma semiesfera de sorvete de 3 cm de raio apoiada na boca, mesma base. No centro, as duas peças separadas por uma seta: a semiesfera acima e o cone abaixo, cada um com as suas cotas. À direita, a conta em três linhas: volume do cone igual a um terço de pi vezes 3 ao quadrado vezes 12, igual a 36 pi; volume da semiesfera igual a dois terços de pi vezes 3 ao cubo, igual a 18 pi; soma 54 pi, cerca de 170 centímetros cúbicos; e a observação de que o círculo da boca, face comum, não tem volume.
A casquinha se desmonta em cone e semiesfera com a mesma base; o volume é a soma das duas peças. A face comum (o círculo da boca) não tem volume. Diagrama autoral.

Somar: casquinha, cápsula, casa e os sólidos “de duas figuras”

Exemplo resolvido 1: a casquinha de sorvete. Uma casquinha é um cone de 6 cm de diâmetro na boca e 12 cm de altura, cheia até a borda; por cima, uma bola de sorvete que é uma semiesfera de mesmo raio. Quanto sorvete há no conjunto, em mililitros? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: duas peças com o mesmo raio, r=3r = 3 cm (metade do diâmetro); somar cone e semiesfera.

Resolução: cone: 13π×32×12=36π\frac{1}{3}\pi \times 3^2 \times 12 = 36\pi cm³. Semiesfera: 23π×33=18π\frac{2}{3}\pi \times 3^3 = 18\pi cm³. Total: 54π≈169,654\pi \approx 169{,}6 cm³, isto é, cerca de 170 mL, dos quais um terço é a bola de cima.

Conferência: uma semiesfera de raio rr tem o volume de um cone de raio rr e altura 2r2r (23πr3\frac{2}{3}\pi r^3 nos dois); o cone da casquinha tem altura 4r4r, logo a bola vale exatamente metade dele: 18π=36π/218\pi = 36\pi / 2. Confere. Quem toma os 6 cm como raio quadruplica o cone e multiplica a bola por 8; quem usa 43\frac{4}{3} na bola, esquecendo que é meia, soma 36π36\pi em vez de 18π18\pi.

Exemplo resolvido 2: a cápsula. Um tanque de gás tem a forma de uma cápsula: um cilindro de 1 m de raio e 4 m de comprimento, com uma semiesfera de 1 m de raio fechando cada extremidade. Qual é o volume? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: as duas semiesferas têm o mesmo raio e, juntas, formam uma esfera inteira. Cápsula = cilindro + esfera.

Resolução: cilindro: π×12×4=4π\pi \times 1^2 \times 4 = 4\pi. Esfera: 43π×13=43π\frac{4}{3}\pi \times 1^3 = \frac{4}{3}\pi. Total: 163π≈16,75\frac{16}{3}\pi \approx 16{,}75 m³, isto é, 16 750 litros.

Conferência: as duas calotas valem 43π\frac{4}{3}\pi, o mesmo que um pedaço de cilindro de raio 1 e comprimento 43\frac{4}{3} m. A cápsula equivale, portanto, a um cilindro de 4+1,33=5,334 + 1{,}33 = 5{,}33 m: 5,33π=16,755{,}33\pi = 16{,}75. Confere. A regra vale para qualquer cápsula: as duas pontas valem o mesmo que 4r3\frac{4r}{3} a mais de comprimento.

Dois painéis. À esquerda, uma cápsula deitada em perspectiva: um cilindro de raio r e comprimento L com uma semiesfera de raio r em cada extremidade; as cotas r e L estão marcadas. À direita, a mesma cápsula desmontada: o cilindro no centro e as duas semiesferas afastadas, encostadas uma na outra para formar uma esfera inteira; abaixo, a fórmula: volume igual a pi r ao quadrado L mais quatro terços de pi r ao cubo.
As duas semiesferas da cápsula formam uma esfera. O volume é o cilindro mais a esfera, o que equivale a prolongar o cilindro em 4r/3. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 3: a casa com telhado de duas águas. Um galpão tem planta retangular de 10 m por 8 m, paredes de 3 m de altura e um telhado de duas águas cuja cumeeira fica 2 m acima das paredes. Qual é o volume de ar no interior, desprezando a espessura das paredes?

Estratégia: o corpo é um paralelepípedo; o telhado é um prisma triangular deitado, com base no triângulo da empena (base 8 m, altura 2 m) e comprimento 10 m.

Resolução: paralelepípedo: 10×8×3=24010 \times 8 \times 3 = 240 m³. Prisma triangular: 8×22×10=80\frac{8 \times 2}{2} \times 10 = 80 m³. Total: 320320 m³.

Conferência: o triângulo da empena tem 8 m² e o retângulo da parede de fundo tem 24 m²; a razão 13\frac{1}{3} entre as áreas das seções é a razão entre os volumes, 80/24080 / 240. Confere.

Os itens de prova com “figura I” e “figura II” são o caso típico de soma. Um sólido que empilha um cilindro de 26 cm de altura e 6 cm de diâmetro, um anel plano de raios 3 cm e 4 cm e uma semiesfera de 4 cm de raio tem volume π⋅32⋅26+23π⋅43=234π+42,67π=276,67π≈868,7\pi \cdot 3^2 \cdot 26 + \frac{2}{3}\pi \cdot 4^3 = 234\pi + 42{,}67\pi = 276{,}67\pi \approx 868{,}7 cm³. O anel, uma chapa sem espessura, entra na área da superfície e não entra no volume; o item de 2014 que perguntava se o volume era inferior a 870 cm³ foi calibrado a 0,15 % do valor, e só a conta completa decide.

O anel plano e a face comum não têm volume

Quando a figura mostra uma aba, uma borda, um anel ou um disco “de raio interno 3 e raio externo 4”, a peça é bidimensional: tem área, contribui para a superfície do sólido, mas o volume dela é zero. Da mesma forma, o círculo em que o cone se apoia no cilindro não é contado, nem subtraído. Volume é só o que tem três dimensões.

Subtrair: cascas, tubos e paredes

A casca é o sólido que sobra entre duas superfícies parecidas, uma dentro da outra: a parede de um tubo, a parede de uma bola oca, o concreto das paredes de uma casa, o vidro de um copo. O volume de material é sempre o externo menos o interno, e a única dificuldade é identificar as medidas de cada um.

Casca cilíndrica, casca esférica e casca de paralelepípedo

Tubo de raio interno rr, raio externo R=r+eR = r + e (espessura ee) e comprimento hh:

V=πh(R2−r2)=πh[(r+e)2−r2]=πh(2re+e2).V = \pi h\left(R^2 - r^2\right) = \pi h\left[(r+e)^2 - r^2\right] = \pi h\left(2re + e^2\right).

Bola oca de raios rr e R=r+eR = r + e:

V=43π(R3−r3).V = \frac{4}{3}\pi\left(R^3 - r^3\right).

Caixa de paredes de espessura ee, com medidas externas aa, bb, cc: V=abc−(a−2e)(b−2e)(c−2e)V = abc - (a - 2e)(b - 2e)(c - 2e) se as seis faces têm parede; para paredes só nas laterais (uma casa sem laje), o material é o paralelepípedo externo menos o interno de mesma altura. Em todos os casos, o que se subtrai é o volume da cavidade, nunca “uma esfera de raio ee” ou “um cilindro de raio ee”.

Três painéis. À esquerda, um tubo de parede grossa em perspectiva, com o raio interno r, o raio externo R e o comprimento h cotados, e a parede sombreada. No centro, a vista de cima: uma coroa circular entre as circunferências de raios r e R, com a espessura e igual a R menos r marcada; abaixo, a área da coroa, pi vezes R ao quadrado menos r ao quadrado. À direita, a comparação entre o valor exato, pi h vezes a quantidade 2 r e mais e ao quadrado, e a aproximação área lateral vezes espessura, 2 pi r h e; a diferença, pi h e ao quadrado, está destacada como o termo que a aproximação deixa de fora.
O tubo visto de cima é uma coroa; o volume da parede é a área da coroa vezes o comprimento. A diferença de quadrados traz um termo e² que a aproximação "área vezes espessura" não vê. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 4: o tubo de PVC. Um tubo tem 10 cm de diâmetro interno, parede de 0,4 cm e 3 m de comprimento. Quanto plástico há nele, e quanto pesa, se o PVC tem 1,4 g/cm³? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: tudo em centímetros; raio interno 5, externo 5,4, comprimento 300; diferença de cilindros.

Resolução: V=π×300×(5,42−52)=π×300×(29,16−25)=π×300×4,16=1 248π≈3 919V = \pi \times 300 \times (5{,}4^2 - 5^2) = \pi \times 300 \times (29{,}16 - 25) = \pi \times 300 \times 4{,}16 = 1\,248\pi \approx 3\,919 cm³, cerca de 3,9 litros de plástico. Massa: 3 919×1,4≈5 4903\,919 \times 1{,}4 \approx 5\,490 g, uns 5,5 kg.

Conferência: pelo raio médio. A parede tem 0,4 cm e fica entre os raios 5 e 5,4; a circunferência do meio dela tem raio 5,25{,}2 cm e comprimento 2π×5,2=10,4π2\pi \times 5{,}2 = 10{,}4\pi cm. Uma faixa com esse comprimento, 0,4 cm de espessura e 300 cm de altura tem 10,4π×0,4×300=1 248π10{,}4\pi \times 0{,}4 \times 300 = 1\,248\pi cm³, o mesmo valor. Confere. Para a massa, uma ordem de grandeza: 3,9 L de um material 1,4 vez mais denso que a água pesam uns 5,5 kg, o que bate com o resultado.

Quando “área vezes espessura” serve, e quando não serve

A tentação de calcular a parede como a superfície interna multiplicada pela espessura é natural: é o que se faria com uma chapa plana. Numa parede curva, porém, a face externa é maior que a interna, e o produto “área interna vezes espessura” fica sempre abaixo do valor exato, pelo termo πhe2\pi h e^2 no tubo e por um termo análogo na esfera. O erro relativo no tubo é

πhe2πh(2re+e2)=e2r+e,\frac{\pi h e^2}{\pi h(2re + e^2)} = \frac{e}{2r + e},

que vale 4 % para e=0,4e = 0{,}4 e r=5r = 5, 10 % para e=1e = 1 e r=4,5r = 4{,}5, e 33 % para uma parede tão grossa quanto o raio interno. Para uma lata de alumínio (parede de 0,1 mm, raio de 3 cm) o erro é 0,2 % e a aproximação é ótima; para uma manilha, um bloco de concreto ou uma panela de pedra, não é. E há uma versão que acerta sempre: se a área lateral é tomada no raio médio r+e2r + \frac{e}{2}, o produto 2π(r+e2)he=πh(2re+e2)2\pi (r + \frac{e}{2}) h e = \pi h (2re + e^2) é exatamente o volume do tubo. O mesmo vale para a casca de paralelepípedo (perímetro medido pela linha média das paredes) e, com um erro residual pequeno, para a casca esférica (superfície no raio médio).

Raio interno, raio externo e a espessura

Três erros têm a mesma origem. (1) Subtrair “o cilindro de raio ee”: a cavidade tem raio rr, não ee. (2) Tomar o raio dado como externo quando o enunciado diz “diâmetro interno” (ou o contrário): o tubo de 10 cm de diâmetro interno e 0,4 cm de parede tem 10,8 cm por fora. (3) Esquecer que a espessura entra dos dois lados de um diâmetro: a cavidade de uma caixa com paredes de 2 cm tem cada medida externa reduzida de 4 cm, não de 2. Desenhar a seção, com os dois raios cotados, evita os três.

Exemplo resolvido 5: a bola oca. Uma esfera de aço oca tem 10 cm de raio externo e parede de 1 cm. Quanto pesa, se o aço tem 7,85 g/cm³? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: casca esférica de raios 10 e 9; diferença dos cubos.

Resolução: V=43π(103−93)=43π(1 000−729)=43π×271=361,3π≈1 134,6V = \frac{4}{3}\pi\left(10^3 - 9^3\right) = \frac{4}{3}\pi(1\,000 - 729) = \frac{4}{3}\pi \times 271 = 361{,}3\pi \approx 1\,134{,}6 cm³. Massa: 1 134,6×7,85≈8 9071\,134{,}6 \times 7{,}85 \approx 8\,907 g, quase 9 kg.

Conferência: a esfera maciça de raio 10 tem 4 1874\,187 cm³; a casca de 1 cm leva 27 % dela, embora a espessura seja 10 % do raio, porque as camadas externas de uma esfera são as mais volumosas. Pela superfície média: 4π×9,52×1=361π4\pi \times 9{,}5^2 \times 1 = 361\pi, a 0,1 % do exato. Quem calcula “uma esfera de raio 1” obtém 4,19 cm³, duzentas e setenta vezes menos.

Exemplo resolvido 6: o concreto das paredes. Um galpão retangular mede 15 m por 8 m por fora, tem paredes de 4 m de altura e 20 cm de espessura, sem laje, com uma porta de 2,1 m por 0,9 m e duas janelas de 1,2 m por 1,0 m. Quanto concreto foi usado nas paredes?

Estratégia: casca de paralelepípedo (externo menos interno, mesma altura); depois descontar as aberturas, que são paralelepípedos com a espessura da parede.

Resolução: externo: 15×8×4=48015 \times 8 \times 4 = 480 m³. Interno: as medidas internas perdem 0,2 m de cada lado: 14,6×7,6×4=443,8414{,}6 \times 7{,}6 \times 4 = 443{,}84 m³. Paredes cheias: 36,1636{,}16 m³. Aberturas: porta 2,1×0,9×0,2=0,3782{,}1 \times 0{,}9 \times 0{,}2 = 0{,}378 m³; janelas 2×1,2×1,0×0,2=0,482 \times 1{,}2 \times 1{,}0 \times 0{,}2 = 0{,}48 m³. Concreto: 36,16−0,858≈35,336{,}16 - 0{,}858 \approx 35{,}3 m³.

Conferência: pela linha média das paredes, o perímetro é 2×(14,8+7,8)=45,22 \times (14{,}8 + 7{,}8) = 45{,}2 m, e 45,2×4×0,2=36,1645{,}2 \times 4 \times 0{,}2 = 36{,}16 m³, exatamente o valor da diferença. Pelo perímetro externo (4646 m) sairiam 36,836{,}8 m³; pelo interno (44,444{,}4 m), 35,5235{,}52 m³. Os três números são diferentes, e um item de prova com limiar entre eles fica indecidível se o enunciado não disser se as medidas são por fora ou por dentro. Foi o que aconteceu com um item do PAS 2 de 2024 sobre as paredes de 25 cm de um modelo de casa com duas aberturas, que a banca anulou; o molde do problema, casca de paralelepípedo com aberturas descontadas, continua valendo.

Exemplo resolvido 7: a lata com fundo. Uma lata sem tampa tem 4 cm de raio externo, 12 cm de altura externa, parede de 0,2 cm e fundo de 0,3 cm. Quanto metal há nela? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: o externo é um cilindro cheio; a cavidade é um cilindro de raio 4−0,2=3,84 - 0{,}2 = 3{,}8 e altura 12−0,3=11,712 - 0{,}3 = 11{,}7, porque o fundo come 0,3 cm de altura e não há tampa.

Resolução: externo: π×16×12=192π\pi \times 16 \times 12 = 192\pi. Cavidade: π×3,82×11,7=π×14,44×11,7=168,95π\pi \times 3{,}8^2 \times 11{,}7 = \pi \times 14{,}44 \times 11{,}7 = 168{,}95\pi. Metal: 23,05π≈72,423{,}05\pi \approx 72{,}4 cm³.

Conferência: por soma de peças: a parede é um tubo de raios 3,8 e 4 com 11,7 cm de altura, π(16−14,44)×11,7=18,25π\pi(16 - 14{,}44) \times 11{,}7 = 18{,}25\pi; o fundo é um disco cheio de raio 4 e espessura 0,3, π×16×0,3=4,8π\pi \times 16 \times 0{,}3 = 4{,}8\pi. Soma: 23,05π23{,}05\pi. Confere. Quem toma a cavidade com a altura externa (12) subtrai metal que não existe e acha 4,3π4{,}3\pi a menos; quem calcula o tubo com 12 cm e ainda soma o fundo inteiro conta a borda do fundo duas vezes.

Escavar: furos, cuias e troncos ocos

Escavar é subtrair com outro nome: o material que sobra é o bloco menos a cavidade. A diferença prática em relação às cascas é que a cavidade pode ter formato diferente do bloco (um furo cilíndrico num paralelepípedo, uma semiesfera num cubo), e a pergunta pode ser pelo que ficou ou pelo que saiu.

Dois painéis. À esquerda, um paralelepípedo de 20 por 12 por 8 cm em perspectiva, com um furo cilíndrico de 6 cm de diâmetro que atravessa a altura de 8 cm, desenhado com a circunferência na face de cima e as geratrizes tracejadas até a face de baixo. À direita, as duas peças separadas: o bloco cheio e, ao lado, o cilindro que foi retirado, com as cotas 6 cm e 8 cm; abaixo, a conta: 1920 menos 72 pi, cerca de 1694 centímetros cúbicos.
O bloco furado é o paralelepípedo menos o cilindro do furo; a altura do furo é a altura que ele atravessa. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 8: o bloco furado. Um bloco de alumínio de 20 cm × 12 cm × 8 cm recebe um furo cilíndrico de 6 cm de diâmetro que o atravessa de cima a baixo. Qual é o volume de alumínio que sobra, e quanto pesa o bloco, com 2,7 g/cm³? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: o furo é um cilindro de raio 3 e altura 8 (a dimensão que ele atravessa).

Resolução: bloco: 20×12×8=1 92020 \times 12 \times 8 = 1\,920 cm³. Furo: π×9×8=72π≈226,1\pi \times 9 \times 8 = 72\pi \approx 226{,}1 cm³. Sobra: 1 693,91\,693{,}9 cm³, e a massa é 1 693,9×2,7≈4 5741\,693{,}9 \times 2{,}7 \approx 4\,574 g, cerca de 4,6 kg.

Conferência: o furo retira 11,8 % do bloco. Se atravessasse o comprimento de 20 cm em vez da altura, retiraria π×9×20=565\pi \times 9 \times 20 = 565 cm³: a altura do furo é sempre a dimensão que ele percorre, e a figura diz qual é.

Exemplo resolvido 9: a cuia. De um cubo de madeira de 12 cm de aresta escava-se, no centro da face de cima, uma cavidade semiesférica de 5 cm de raio. Quanta madeira sobra, e quanto líquido a cuia comporta? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: cubo menos semiesfera; a capacidade é a própria semiesfera.

Resolução: cubo: 1 7281\,728 cm³. Semiesfera: 23π×125=83,3π≈261,7\frac{2}{3}\pi \times 125 = 83{,}3\pi \approx 261{,}7 cm³. Madeira: 1 466,31\,466{,}3 cm³. Capacidade: 261,7 mL, pouco mais de um copo.

Conferência: a semiesfera de raio 5 cabe na face de 12 cm (diâmetro 10 < 12) e na altura (5 < 12); a figura precisa permitir a cavidade. Quem usa 43\frac{4}{3} no lugar de 23\frac{2}{3} dobra a cavidade e acha 523 mL.

O caso mais cobrado em prova é o tronco escavado: um bloco em forma de tronco de cone de que se esculpe uma panela com fundo e parede de 1 cm. O material removido é o interior, que também é um tronco de cone, com a altura diminuída da espessura do fundo e os raios diminuídos da espessura da parede; o material que fica é o bloco menos esse interior. Um bloco de 21 cm de altura e raios 10 cm e 12 cm tem cerca de 8 0008\,000 cm³; a panela de 1 cm leva embora cerca de 6 3606\,360 cm³ e fica com uns 1 6401\,640 cm³ de pedra. A mesma estrutura, invertida, modela a arquibancada de um estádio: um tronco de cone com um cilindro central removido, isto é, tronco menos cilindro, com os raios do tronco somando o raio do cilindro às larguras da coroa.

Somar o que foi escavado

Quando o enunciado diz “removeu-se”, “escavou-se”, “foi retirado”, a peça entra com sinal de menos; quando pergunta “quanto foi removido”, a resposta é só a cavidade. O erro de prova é somar bloco e cavidade, ou responder o material restante quando a pergunta era pelo material retirado, e vice-versa. Escreva, antes dos números, uma linha do tipo “sobra = bloco − furo” e confira se a pergunta é por “sobra” ou por “furo”.

Comparar: frações, “cabe ou não cabe” e a esfera dentro de outros sólidos

Muitos itens não pedem um volume: pedem uma razão, uma fração ocupada ou uma decisão. As razões clássicas valem a pena saber de cor, porque não dependem do tamanho.

Frações que não dependem do tamanho
  • Esfera inscrita no cubo (aresta 2r2r): 43πr38r3=π6≈52,4 %\dfrac{\frac{4}{3}\pi r^3}{8r^3} = \dfrac{\pi}{6} \approx 52{,}4\,\%. O cubo tem 6π≈1,91\frac{6}{\pi} \approx 1{,}91 vezes o volume da bola.
  • Esfera inscrita no cilindro (raio rr, altura 2r2r): 43πr32πr3=23\dfrac{\frac{4}{3}\pi r^3}{2\pi r^3} = \dfrac{2}{3}. O cilindro é 50 % maior que a esfera; a relação está no túmulo de Arquimedes.
  • Cone no cilindro de mesma base e altura: 13\dfrac{1}{3}. Semiesfera no cilindro de raio rr e altura rr: 23\dfrac{2}{3}.
  • Cilindro : esfera : cone com o mesmo raio rr e altura 2r2r: 2πr3:43πr3:23πr3=3:2:12\pi r^3 : \frac{4}{3}\pi r^3 : \frac{2}{3}\pi r^3 = 3 : 2 : 1. Em todas, o r3r^3 cancela: a fração é a mesma para uma bola de gude e para um planeta.
Dois painéis. À esquerda, um cubo transparente de aresta 2r com uma esfera de raio r inscrita, tangente às seis faces; abaixo, a fração pi sobre 6, cerca de 52 por cento, com uma barra horizontal em que 52 por cento está preenchido e 48 por cento, o ar, fica vazio. À direita, um cilindro de raio r e altura 2r com a mesma esfera inscrita, tangente às bases e à lateral; abaixo, a fração dois terços e a barra com 67 por cento preenchidos.
A bola ocupa 52 % do cubo que a contém e 67 % do cilindro que a abraça. As frações não dependem do raio. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 10: as laranjas na caixa. Uma caixa de 32 cm × 24 cm × 16 cm é preenchida com laranjas de 8 cm de diâmetro, arrumadas em fileiras, 4 × 3 × 2. Que fração da caixa é ar?

Estratégia: 24 laranjas, cada uma dentro de um “cubinho” de 8 cm; a fração ocupada em cada cubinho é π/6\pi/6, e a da caixa é a mesma.

Resolução: caixa: 12 28812\,288 cm³. Laranjas: 24×43π×43=2 048π≈6 43424 \times \frac{4}{3}\pi \times 4^3 = 2\,048\pi \approx 6\,434 cm³. Fração ocupada: 6 434/12 288=0,5246\,434 / 12\,288 = 0{,}524, isto é, π/6\pi/6. Ar: 47,6 %47{,}6\,\%, cerca de 5 8545\,854 cm³.

Conferência: 24×83=12 28824 \times 8^3 = 12\,288: a caixa é exatamente a união dos 24 cubinhos, e cada um tem 52,4 % de laranja. O resultado não muda com o tamanho da laranja nem com o número delas, desde que o arranjo seja esse (em fileiras). Arranjos mais apertados, com as laranjas encaixadas nos vãos da camada de baixo, chegam a 74 %, que é o máximo possível para esferas iguais.

Exemplo resolvido 11: cabe ou não cabe. Quatro laranjas de 7 cm de diâmetro rendem 40 % do seu volume em suco. O suco cabe num copo de 250 mL? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: volume das esferas (raio 3,5 cm), porcentagem, comparação.

Resolução: 4×43×3,14×3,53=4×43×3,14×42,875=718,04 \times \frac{4}{3} \times 3{,}14 \times 3{,}5^3 = 4 \times \frac{4}{3} \times 3{,}14 \times 42{,}875 = 718{,}0 cm³; 40 % disso são 287,2287{,}2 mL. Não cabe: faltam 37 mL de copo.

Conferência: uma laranja de 7 cm tem 179,5179{,}5 cm³ (pouco menos de um copo pequeno); 40 % de quatro delas dá 1,6 laranja, mais que um copo de 250 mL. A decisão “cabe ou não cabe” é sempre uma comparação de dois volumes, e as duas contas precisam estar na mesma unidade: cm³ e mL são a mesma coisa; m³ e litros, não.

A comparação por fração explica itens que parecem exigir conta e não exigem. Cinco bolas de gelo de raio rr derretidas (o enunciado manda igualar os volumes de gelo e de água) somam 203πr3\frac{20}{3}\pi r^3; dois cones de raio 2r2r e altura 2r2r comportam 2×13π(2r)2(2r)=163πr32 \times \frac{1}{3}\pi(2r)^2(2r) = \frac{16}{3}\pi r^3. Não cabem, e a resposta sai sem nenhum número. Trezentos frutos esféricos de 1 cm de diâmetro somam 300×43π×0,53=50π≈157300 \times \frac{4}{3}\pi \times 0{,}5^3 = 50\pi \approx 157 cm³, menos que 200; quem usa 1 cm como raio acha oito vezes mais (1 256 cm³) e erra o julgamento. É a regra do cubo da escala: metade do diâmetro, um oitavo do volume.

Medir por deslocamento: o nível que sobe

Quando um objeto é mergulhado por completo num líquido, o nível sobe, e o volume que subiu é exatamente o volume do objeto. É o modo de medir o volume de uma pedra, de uma chave ou de uma peça de motor, e é também um tipo de item: dada a subida do nível, achar o volume; dado o objeto, achar a subida.

Subida do nível num recipiente de seção constante

Num recipiente cuja seção horizontal tem área AA constante (cilindro, prisma, aquário), um objeto de volume VV totalmente submerso faz o nível subir

Δh=VA.\Delta h = \frac{V}{A}.

Vale para qualquer forma de objeto, porque só o volume submerso importa; vale para vários objetos de uma vez (soma dos volumes); e deixa de valer se o recipiente afunila (cone, tronco), caso em que a subida depende da altura inicial. Um objeto que flutua desloca só a parte submersa, igual em peso ao objeto, e a conta passa a ser de hidrostática.

Dois painéis lado a lado mostrando o mesmo copo cilíndrico de raio 5 cm com água. À esquerda, a água até o nível inicial h e uma esfera de raio 3 cm acima da superfície, prestes a ser mergulhada. À direita, a esfera no fundo, totalmente submersa, e o nível da água 1,44 cm mais alto, com a subida cotada e a conta: delta h igual ao volume da esfera, 36 pi, dividido pela área da base, 25 pi, igual a 1,44 cm.
O volume que o nível ganha é o volume do objeto submerso: a subida é V dividido pela área da base. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 12: a esfera no copo. Um copo cilíndrico de 5 cm de raio tem água. Uma esfera de aço de 3 cm de raio é mergulhada e fica totalmente coberta. Quanto o nível sobe?

Estratégia: Δh=Vesfera/Abase\Delta h = V_{\text{esfera}} / A_{\text{base}}.

Resolução: V=43π×27=36πV = \frac{4}{3}\pi \times 27 = 36\pi cm³; A=25πA = 25\pi cm². Δh=36π25π=1,44\Delta h = \frac{36\pi}{25\pi} = 1{,}44 cm.

Conferência: o π\pi cancela, o que é típico desses itens; a resposta é 4r33R2\frac{4r^3}{3R^2}, e com r=3r = 3, R=5R = 5 dá 10875=1,44\frac{108}{75} = 1{,}44. Se a água inicial tiver menos de 6−1,44=4,566 - 1{,}44 = 4{,}56 cm de altura, a esfera não fica coberta e a conta muda.

Exemplo resolvido 13: a pedra medida pelo copo. Numa proveta cilíndrica de 4 cm de raio, a água estava em 10 cm; depois de mergulhar uma pedra, foi a 12,5 cm. Qual é o volume da pedra? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Resolução: V=A×Δh=3,14×16×2,5=125,6V = A \times \Delta h = 3{,}14 \times 16 \times 2{,}5 = 125{,}6 cm³.

Conferência: uma pedra de 125 cm³ é do tamanho de uma laranja pequena; se a proveta fosse graduada em mL, bastaria ler a diferença entre as marcas: 125,6125{,}6 mL. É o mesmo raciocínio que decide quantas pedrinhas de 50 cm³ é preciso pôr num aquário para o nível subir até certa marca, ou quantas garrafas cheias de areia reduzem o volume útil de uma caixa de descarga: volume a deslocar dividido pelo volume de cada objeto.

Metades: semicilindro, meio anel, semiesfera e o rio curvo

Metade de um sólido tem metade do volume, desde que o corte seja pelo plano de simetria. Isso autoriza três peças que aparecem com frequência: o semicilindro (uma calha, um tanque de água de chuva, um túnel), o meio anel cilíndrico (um banco curvo, um canteiro) e a semiesfera (uma cúpula, a copa de uma árvore num esboço, a tampa de um depósito). O cuidado está em qual metade: um cilindro deitado cortado ao meio pelo plano que contém o eixo (a calha) tem seção semicircular; o mesmo cilindro cortado ao meio na altura (um cilindro mais baixo) tem seção circular inteira, e as duas metades têm o mesmo volume por razões diferentes.

Exemplo resolvido 14: a calha e o banco. (a) Uma calha semicilíndrica tem 60 cm de diâmetro e 6 m de comprimento. Quanta água cabe? (b) Um banco de concreto tem a forma de meio anel cilíndrico, com 1,2 m de raio externo, 0,8 m de raio interno e 45 cm de altura. Quanto concreto tem? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Resolução: (a) metade do cilindro de raio 0,3 m e comprimento 6 m: 12×3,14×0,09×6=0,848\frac{1}{2} \times 3{,}14 \times 0{,}09 \times 6 = 0{,}848 m³, uns 848 litros. (b) metade da casca cilíndrica: 12×3,14×(1,44−0,64)×0,45=12×3,14×0,8×0,45=0,565\frac{1}{2} \times 3{,}14 \times (1{,}44 - 0{,}64) \times 0{,}45 = \frac{1}{2} \times 3{,}14 \times 0{,}8 \times 0{,}45 = 0{,}565 m³.

Conferência: em (a), a seção é um semicírculo de 0,14130{,}1413 m², vezes 6 m; em (b), a seção é meia coroa de 1,2561{,}256 m², vezes 0,45 m. Confere. O banco de um item do PAS 3 de 2024, descrito como a remoção das metades de dois cilindros concêntricos de raios 100 cm e 60 cm e 40 cm de altura, é exatamente a peça (b) com outros números: 12π(12−0,62)×0,4=0,128π=16π125\frac{1}{2}\pi(1^2 - 0{,}6^2) \times 0{,}4 = 0{,}128\pi = \frac{16\pi}{125} m³, e o item que afirmava 116π125\frac{116\pi}{125} estava errado.

O caso mais interessante é o canal curvo. Um trecho de rio ou de canal que faz uma curva não é um prisma, mas, se todas as seções perpendiculares ao leito forem iguais, ele tem o mesmo volume que o prisma reto de mesma seção e mesmo comprimento. É o princípio de Cavalieri em ação: as fatias são congruentes, fatia por fatia, e os volumes coincidem. Pode-se, portanto, endireitar o rio: calcular a área da seção e multiplicar pelo comprimento do trecho.

Dois painéis. À esquerda, um trecho de canal em perspectiva que faz uma curva suave, com a seção transversal em U visível na extremidade: um retângulo de 3 m de largura por 0,8 m de profundidade sobre um semicírculo de 1,5 m de raio; três fatias perpendiculares ao leito estão desenhadas ao longo da curva, todas iguais. À direita, o mesmo canal endireitado, um prisma reto de 25 m com a mesma seção em U, e a conta: área da seção igual a 2,4 mais 3,53, cerca de 5,93 metros quadrados, vezes 25, cerca de 148 metros cúbicos; entre os painéis, a frase: fatias iguais, volumes iguais.
Se as seções perpendiculares ao leito são iguais ao longo da curva, o canal curvo e o prisma reto de mesmo comprimento têm o mesmo volume (princípio de Cavalieri). Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 15: o canal. Um canal de irrigação tem seção em U: um retângulo de 3 m de largura por 0,8 m de profundidade, sob o qual há um semicírculo de 1,5 m de raio. Num trecho curvo de 25 m de comprimento, quanta água ele leva, cheio? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: área da seção (retângulo + semicírculo), vezes o comprimento, como se o canal fosse reto.

Resolução: seção: 3×0,8+12×3,14×1,52=2,4+3,53=5,933 \times 0{,}8 + \frac{1}{2} \times 3{,}14 \times 1{,}5^2 = 2{,}4 + 3{,}53 = 5{,}93 m². Volume: 5,93×25≈1485{,}93 \times 25 \approx 148 m³.

Conferência: o semicírculo pesa mais que o retângulo nessa seção, 60 % contra 40 %; um canal só retangular de mesma largura e 2,3 m de profundidade (0,8 + 1,5) levaria 172172 m³, e o U leva 14 % a menos, porque os cantos do fundo foram arredondados. O comprimento de 25 m é o do trecho medido ao longo do leito; numa curva, a margem de fora é mais longa que a de dentro, e o comprimento “do rio” é o da linha do meio.

O item do PAS 2 de 2008 foi exatamente isso, com margens senoidais a 4 m uma da outra, 1 m de profundidade na parte retangular e um semicírculo de raio 2 m embaixo: 4×1×10+12×3,14×4×10=40+62,8=102,84 \times 1 \times 10 + \frac{1}{2} \times 3{,}14 \times 4 \times 10 = 40 + 62{,}8 = 102{,}8 m³ num trecho de 10 m, resposta 102. As funções seno das margens eram um susto de leitura: serviam só para dizer que o rio curva mantendo a largura.

Conversões e porcentagens dentro do problema composto

O volume composto raramente é o fim do item: ele vem acompanhado de uma unidade incômoda, de uma porcentagem ou de um divisor para a marcação do tipo B. Três hábitos resolvem a maior parte.

Uma unidade só, antes de qualquer conta. Um bloco em metros com paredes em centímetros, um tubo em centímetros com comprimento em metros: escolha a unidade (a do resultado pedido, de preferência) e converta todos os dados antes de elevar ao quadrado ou ao cubo. Para litros, a passagem fica para o fim: 11 m³ =1 000= 1\,000 L, 11 dm³ =1= 1 L, 11 cm³ =1= 1 mL. E uma unidade rara que a banca gosta: 11 dam³ (decâmetro cúbico) =103= 10^3 m³ =106= 10^6 L.

Porcentagem é fração do volume inteiro. “5 % do volume da esfera”, “80 % do cilindro”, “40 % de suco”: calcule o volume inteiro, multiplique pela fração. Com r=30r = 30 cm, a esfera tem 43π×27 000=36 000π\frac{4}{3}\pi \times 27\,000 = 36\,000\pi cm³ e 5 % dela são 1 800π1\,800\pi cm³; os distratores do item de 2023 estavam a um fator 10 uns dos outros (18 000π18\,000\pi é esquecer o 5 % e dividir por 2), e a ordem de grandeza decidia.

O divisor do tipo B é a última operação. “Em decâmetros cúbicos”, “divida por 10410^4”, “multiplique por 100”: o depósito de carvão de 2015, cilindro de 60 m de raio e 40 m de altura com semiesfera de 60 m, tem π×3 600×40+23π×216 000=144 000π+144 000π=288 000π≈904 320\pi \times 3\,600 \times 40 + \frac{2}{3}\pi \times 216\,000 = 144\,000\pi + 144\,000\pi = 288\,000\pi \approx 904\,320 m³; em decâmetros cúbicos, 904,32904{,}32; marcação 904. Repare que as duas peças deram o mesmo volume: a semiesfera de raio rr vale o cilindro de raio rr e altura 2r3\frac{2r}{3}, e aqui 2×603=40\frac{2 \times 60}{3} = 40, a altura do cilindro.

Exemplo resolvido 16: o tanque esférico. Um tanque esférico de gás tem 3 m de diâmetro e está com 30 % da capacidade. Quantos litros há nele? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Resolução: r=1,5r = 1{,}5 m; V=43×3,14×3,375=14,13V = \frac{4}{3} \times 3{,}14 \times 3{,}375 = 14{,}13 m³; 30 %: 4,244{,}24 m³ =4 240= 4\,240 L.

Conferência: uma esfera de 3 m de diâmetro cabe num cubo de 27 m³ e ocupa 52 % dele, 14,114{,}1 m³. Confere. (A fração “30 % da capacidade” é de volume, não de altura: num tanque esférico, 30 % do volume fica bem abaixo de 30 % da altura, porque a esfera é estreita embaixo.)

Compostos que se veem da rua

O silo de grãos (cilindro + cone, ou cilindro + semiesfera), a caixa-d’água de fibra (cilindro + tronco de cone de tampa), o tanque de GLP (cápsula), a manilha e o tubo de PVC (cascas cilíndricas), a bola de futebol e o balão de festa (cascas esféricas), o túnel (semicilindro), o canteiro curvo (meio anel), a casa com telhado (paralelepípedo + prisma triangular), a lata de refrigerante (cilindro com fundo), o bloco de motor (paralelepípedo com furos cilíndricos), a caixa de laranjas (esferas em arranjo cúbico, 48 % de ar). Cada objeto é um exercício desta página; a conta começa pelo nome das peças.

A fração de Arquimedes e a dos ladrilhadores

Arquimedes pediu que gravassem no seu túmulo uma esfera inscrita num cilindro, porque descobriu que o cilindro tem exatamente uma vez e meia o volume da esfera (e uma vez e meia a área também). Cícero conta ter encontrado o túmulo em Siracusa, em 75 a.C., pela figura. A outra fração desta página, a das esferas que ocupam 74 % do espaço quando arrumadas como laranjas de feira, é a conjectura de Kepler, de 1611; que esse é o máximo possível só foi provado por Thomas Hales em 1998, com ajuda de computador, e a prova formal verificada por máquina saiu em 2014. Em fileiras simples, como na caixa do exemplo 10, o aproveitamento cai para os 52 % da esfera no cubo.

Leia como na prova: cotas, encaixes e o texto-base de outra disciplina

Os itens de sólidos compostos têm uma gramática própria, e lê-la bem vale mais que decorar fórmulas.

“Se encaixa perfeitamente” é uma igualdade de medidas. A semiesfera que se encaixa no cilindro tem o raio do cilindro; o cone apoiado na tampa tem a base do cilindro; a esfera inscrita no cubo tem diâmetro igual à aresta. No item de 2015 sobre o depósito de carvão, a figura dava o diâmetro de 120 m do cilindro e a frase do encaixe; o item que afirmava que os dois raios valem 60 m não pedia conta, pedia leitura, e estava certo.

Cotas de uma peça servem para outra. Numa figura com um cilindro de 27 cm encimado por um cone de 3 cm, o diâmetro de 8 cm aparece uma vez e vale para os dois. Numa cápsula, o raio das semiesferas é o do cilindro. Num tubo, a figura pode dar o raio interno e a espessura, e o raio externo fica por conta do leitor.

Figura I e figura II são sólidos diferentes. O item diz qual delas usa; o volume de um não ajuda no outro, e os dois costumam ter cotas parecidas de propósito.

O texto-base pode ser de outra disciplina. Uma litogravura de 1835 com uma roda de capoeira, uma foto de um palmito-juçara, um vídeo sobre o motor a combustão, uma foto de uma escultura: a geometria chega pendurada num texto de artes, de biologia ou de física, e os dados do item de volume vêm dentro do próprio item (o raio da esfera, o diâmetro dos frutos, a espessura da parede). A imagem só empresta o objeto; não há nada para medir nela.

O limiar do julgamento é apertado. “Inferior a 870” para um valor de 868,7; “superior a 54” para 56,5; “inferior a 26” para um valor que vai de 24,5 a 26 conforme o perímetro seja medido por dentro ou por fora. Estimativa não decide; a conta completa, com o π\pi do comando, decide.

O limiar pode ser uma expressão, não um número. “O volume da parede é superior a πrh\pi r h”: para uma parede de 0,5 cm num cilindro de raio rr e altura hh, πh[(r+0,5)2−r2]=πh(r+0,25)=πrh+0,25πh\pi h[(r + 0{,}5)^2 - r^2] = \pi h (r + 0{,}25) = \pi r h + 0{,}25\pi h, que é maior que πrh\pi r h para qualquer rr e hh positivos. O item do PAS 2 de 2025 era isso: uma linha de álgebra, nenhum número.

Como a banca pergunta

  • Soma de duas peças com limiar (tipo A). Cilindro de 26 cm por 6 cm de diâmetro, anel plano e semiesfera de raio 4 cm (PAS 2 de 2014): 234π+42,67π≈868,7<870234\pi + 42{,}67\pi \approx 868{,}7 < 870, certo; o anel não tem volume.
  • Leitura de encaixe (tipo A). “O raio da base do cilindro e o raio da semiesfera são, ambos, iguais a 60 m”, com o diâmetro de 120 m na figura (PAS 2 de 2015): certo, sem conta.
  • Capacidade total em unidade rara (tipo B). O mesmo depósito, “em decâmetros cúbicos” (PAS 2 de 2015): 288 000π288\,000\pi m³ =904,32= 904{,}32 dam³, marcação 904.
  • Rio curvo endireitado (tipo B). Seção de retângulo 4×14 \times 1 mais semicírculo de raio 2, trecho de 10 m (PAS 2 de 2008): 102,8102{,}8 m³, marcação 102.
  • Casca com limiar algébrico (tipo A). Parede de 0,5 cm num cilindro de raio rr e altura hh, “superior a πrh\pi r h” (PAS 2 de 2025): πh(r+0,25)>πrh\pi h(r + 0{,}25) > \pi r h, certo.
  • Meio anel (tipo A). Metades de dois cilindros concêntricos de raios 100 cm e 60 cm e 40 cm de altura, “igual a 116π125\frac{116\pi}{125} m³” (PAS 3 de 2024): o valor é 12π(1−0,36)(0,4)=16π125\frac{1}{2}\pi(1 - 0{,}36)(0{,}4) = \frac{16\pi}{125}, errado.
  • Semiesfera com limiar (tipo A). Copa de árvore modelada como semiesfera de 3 m de raio, “superior a 54 m³” (PAS 2 de 2017): 23×3,14×27=56,5\frac{2}{3} \times 3{,}14 \times 27 = 56{,}5, certo.
  • Muitas esferas pequenas (tipo A). 300 frutos de 1 cm de diâmetro, “maior que 200 cm³” (PAS 2 de 2022): 50π≈15750\pi \approx 157, errado; o distrator é usar o diâmetro como raio.
  • Porcentagem de uma esfera (tipo C). 5 % de uma esfera de ferro de 30 cm de raio (PAS 2 de 2023): 0,05×36 000π=1 800π0{,}05 \times 36\,000\pi = 1\,800\pi cm³, opção B, com os distratores a um fator 10.
  • Esfera inscrita no cilindro (tipo A). “O volume do cilindro é 50 % maior que o da esfera” (PAS 2 de 2008): 2πr32\pi r^3 contra 43πr3\frac{4}{3}\pi r^3, razão 32\frac{3}{2}, certo.
  • Cabe ou não cabe (tipo A). Cinco esferas de gelo de raio rr em dois cones de raio e altura 2r2r (PAS 2 de 2013): 203πr3>163πr3\frac{20}{3}\pi r^3 > \frac{16}{3}\pi r^3, errado.
  • Tronco escavado (tipo A) e tronco menos cilindro (tipo B). A panela de pedra-sabão de 2019 e a arquibancada de 2012, resolvidas em Volume de pirâmides e cones, são sólidos compostos por subtração.
  • Anulado, mas instrutivo. Concreto das paredes de 25 cm de um modelo de casa de 12 m por 6 m por 3 m, com duas aberturas de 2 m por 1 m, “inferior a 26 m³” (PAS 2 de 2024): pelo perímetro externo, 36×3×0,25−1=2636 \times 3 \times 0{,}25 - 1 = 26 m³, exatamente sobre o limiar; pela linha média, 25,2525{,}25; pelo interno, 24,524{,}5; sem dizer de que lado as medidas foram tomadas, o item não se decide, e foi anulado.
  • ENEM. Pílula cilindro + duas semiesferas, redução de volume ao mudar o raio (514 mm³); silo cilindro + cone e o número de viagens de caminhão (18); pião torneado de um cilindro, madeira descartada (99 cm³); taça hemisférica e taça cônica com o mesmo champanhe (altura 6 cm); esferas de aço de 6 cm de raio numa caixa cúbica de 13 824 cm³ (8 esferas); garrafas na caixa de descarga (8 garrafas); pedrinhas no aquário (48); terra de um poço cilíndrico num monte cônico de raio triplo (profundidade 6 m).

Os erros que a banca planta

  • Somar o que foi retirado. Cavidade, furo, interior escavado entram com sinal de menos; “quanto foi removido” é só a cavidade.
  • Esquecer o 13\frac{1}{3} ou o 43\frac{4}{3} numa das peças. O cone de cima vira cilindro; a semiesfera vira “metade de 43\frac{4}{3}” esquecida como 43\frac{4}{3} inteiro. Cada peça com a sua fórmula.
  • Diâmetro no lugar do raio. Frutos de 1 cm de diâmetro têm raio 0,5; o erro multiplica o volume por 8.
  • Raio interno por externo, ou “cilindro de raio ee”. A cavidade tem o raio interno; a espessura não é raio de nada.
  • Casca como área vezes espessura. Fica sempre abaixo do exato; o termo πhe2\pi h e^2 decide limiares. Diferença de volumes, ou área no raio médio.
  • Altura da cavidade igual à altura externa numa lata com fundo, num copo, numa panela. O fundo come altura.
  • Contar o anel plano, a aba ou a face comum. Não têm volume.
  • Medidas externas e internas misturadas nas paredes de uma caixa: a espessura entra dos dois lados.
  • Unidades misturadas (parede em cm, bloco em m) e o divisor do tipo B esquecido ou aplicado antes da hora.
  • Fração de altura por fração de volume num tanque esférico ou cônico: 30 % do volume não é 30 % da altura.
  • Nível que sobe sem o objeto estar coberto, ou num recipiente que afunila: Δh=V/A\Delta h = V/A só para seção constante e objeto submerso.

O essencial em meia página

  • Regra: volume de peças que não se sobrepõem é a soma; o que sobra de uma escavação é o sólido menos a cavidade. Nomeie as peças, ache as medidas compartilhadas (“se encaixa”, “mesma base”, “atravessa”), decida se a pergunta é capacidade, material ou volume externo.
  • Somas típicas: silo (cilindro + cone ou + semiesfera); cápsula (cilindro + esfera, equivalente a 4r3\frac{4r}{3} a mais de comprimento); casa (paralelepípedo + prisma triangular); sólidos de “duas figuras”. Anel plano e face comum não têm volume.
  • Cascas: tubo πh(R2−r2)=πh(2re+e2)\pi h(R^2 - r^2) = \pi h(2re + e^2); bola oca 43π(R3−r3)\frac{4}{3}\pi(R^3 - r^3); paredes de caixa, externo menos interno de mesma altura (ou perímetro pela linha média × altura × espessura); lata com fundo, cavidade mais baixa que o externo. “Área × espessura” subestima (erro e2r+e\frac{e}{2r+e} no tubo); no raio médio, acerta.
  • Escavados: bloco com furo (altura do furo = dimensão atravessada); cubo com cuia semiesférica; tronco escavado e tronco menos cilindro.
  • Frações: esfera no cubo π6≈52 %\frac{\pi}{6} \approx 52\,\%; esfera no cilindro 23\frac{2}{3}; cone no cilindro 13\frac{1}{3}; cilindro : esfera : cone =3:2:1= 3 : 2 : 1; laranjas em fileiras 52 %, no arranjo máximo 74 %. “Cabe ou não cabe” = comparar dois volumes na mesma unidade; esferas semelhantes, k3k^3.
  • Deslocamento: Δh=V/A\Delta h = V / A para objeto submerso em recipiente de seção constante; vários objetos, soma dos volumes; proveta graduada lê o volume direto.
  • Metades: semicilindro (calha), meio anel (banco: 12π(R2−r2)h\frac{1}{2}\pi(R^2 - r^2)h), semiesfera (23πr3\frac{2}{3}\pi r^3). Canal curvo de seção constante = prisma reto de mesmo comprimento (Cavalieri).
  • Unidades e porcentagens: converter antes de elevar; 11 m³ =1 000= 1\,000 L; 11 dam³ =1 000= 1\,000 m³; porcentagem é do volume inteiro; o divisor do tipo B vem por último.
  • Na prova: encaixe = igualdade de medidas; figura I ≠ figura II; dados dentro do item, não na imagem; limiar apertado exige conta completa; limiar algébrico exige abrir (r+e)2−r2(r + e)^2 - r^2.

Exercícios temporariamente indisponíveis

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Flashcards temporariamente indisponíveis

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Geometria Espacial: Revisão para o ENEM
Descomplica · 18:31
Introdução. Revisão que percorre os sólidos mais cobrados, a conversão volume–capacidade e, em bloco próprio, os sólidos compostos e a decomposição em partes, com questões oficiais comentadas. É o panorama da seção “Volume soma: a regra que autoriza tudo o resto” antes de entrar nas peças.
ENEM 2016 - Cilos de Armazenamento de Grãos
Matematizou · 9:02
Aplicação (soma de peças). Resolução do item do ENEM 2016 do silo em forma de cilindro encimado por cone, com o número de viagens do caminhão de 20 m³. É o molde “cilindro + cone” da seção “Somar: casquinha, cápsula, casa e os sólidos de duas figuras” feito na lousa com um item real, incluindo o arredondamento para cima das viagens; o mesmo silo está na lista de exercícios.
Geom Espac razão entre o volume da esfera inscrita no cubo e o volume do cubo
projairo · 7:15
Comparação. Dedução da fração π/6 que a esfera inscrita ocupa no cubo, a partir da aresta igual ao diâmetro. Cobre a caixa “Frações que não dependem do tamanho” e o exemplo das laranjas na caixa da seção “Comparar”.
EEar - Geometria Espacial+ Bizu - Volume Esfera inscrita no cilindro (34/200)
Matematica Passo a Passo! · 3:22
Comparação (esfera no cilindro). Cálculo do volume da esfera inscrita num cilindro equilátero a partir das medidas do cilindro: raio igual ao do cilindro, altura igual ao diâmetro. É a razão 2/3 (cilindro 50 % maior) da seção “Comparar”, que o PAS cobrou em 2008.
PUCPR - Descubra o raio da esfera mergulhada no cilindro - @ProfAdetiam
Prof. Adetiam · 9:52
Resolução (deslocamento). Item de vestibular em que uma bolinha mergulhada num recipiente cilíndrico de 3 cm de raio faz o nível subir 1,2 cm, e se pede o raio da bolinha: a relação Δh = V/A da seção “Medir por deslocamento” usada ao contrário, do nível para o objeto.
Rota PAS 2
Medida de volume: Cavalieri e os sólidos compostos · PAS 2

Fontes desta página

Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.

  • Rota PAS 2 — Medida de volume: Cavalieri e os sólidos compostos · Sólidos compostos e cascas: somar o que está junto, subtrair o que foi escavado (itens PAS 2 2015/103, 2014/97, 2008/50, 2024/57 anulado; casca cilíndrica); Esfera: o volume que vem do cubo do raio (itens 2022/90, 2017/87, 2008/49, 2013/102); Leia como na prova: o bloco da Roda de capoeira (item 2023/19); Como a banca cobra (item 2025/72); Resolvidos no formato da prova; Banco de treino T14, T16, T19, T21, T22

    Recorte por assunto: só a composição, a subtração e a comparação de volumes. As fórmulas de cada sólido e as suas deduções estão nas páginas de prismas e cilindros, pirâmides e cones e geometria da esfera; o princípio de Cavalieri como princípio tem página própria. O capítulo foi usado como fonte de fatos, de recorte e de itens reais; abertura, exemplos, números e ordem desta página são próprios.

  • Mapa de itens do bloco de geometria espacial do PAS 2 · Itens atribuídos a volumes-de-solidos-compostos: PAS 2 2008/50, 2014/97, 2015/103, 2015/105, 2017/87, 2022/90, 2023/19, 2025/72; PAS 3 2024/84; anulado 2024/57 só na teoria; reusos por GUID de 2008/49, 2013/102, 2014/98, 2012/94 e 2019/68

    Mapa vinculante. O grep adicional nas três classificações por composto, casca, escavado, semiesfera, silo, cápsula, tanque e anel não acrescentou item de volume composto.

  • Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe) · PAS 2: 2008 (itens 47–50, caderno p. 7), 2014 (itens 96–99, caderno Georgina p. 15), 2015 (itens 101–105, caderno Taunay p. 18), 2017 (itens 86–88, caderno Madeira p. 12, texto cifrado → imagem), 2022 (itens 89–92, p. 12 do PDF), 2023 (itens 11–19, Parte 2, p. 5 do PDF), 2024 (itens 57–60, p. 8 do PDF), 2025 (itens 72–76, Parte 2, p. 7 do PDF); PAS 3: 2024 (itens 84–87, p. 12 do PDF); gabaritos nos GAB.txt

    Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos nos GAB oficiais: 2008/50 = 102; 2014/97 C; 2015/103 C; 2015/105 = 904; 2017/87 C; 2022/90 E; 2023/19 B; 2025/72 C; PAS 3 2024/84 E; 2024/57 anulado (X).

  • Cadernos em PDF (figuras dos itens) · PAS 2 2008 (figura I do trecho curvo do rio com a seção em U cotada 4 m, 1 m e 2 m, p. 8 do PDF), PAS 2 2014 (figuras I e II cotadas, p. 17), PAS 2 2015 (seção do depósito: retângulo de 40 m com semicírculo de 120 m de diâmetro, p. 19), PAS 2 2017 (foto de Pedro David e seção meridiana do esboço da árvore, p. 13), PAS 2 2022 (foto do palmito-juçara, p. 12), PAS 2 2023 (litogravura de Rugendas, p. 5), PAS 2 2024 (modelo de casa com vértices A–H, P e Q, p. 8), PAS 3 2024 (figuras I a III, Ponto de encontro de Mary Vieira, p. 12), PAS 2 2025 (Parte 2, p. 7)

    Páginas renderizadas com pdftoppm a 300 dpi e descritas em texto neutro no campo text de cada questão, com todas as cotas, rótulos e tracejados.

  • ENEM (INEP) — itens de sólidos compostos reusados por GUID do banco central · ENEM 2014 (pílulas cilindro + semiesferas), 2014 PPL (pião torneado de um cilindro; aquário com pedrinhas), 2015 PPL (poço e monte cônico), 2016 (silo cilindro + cone), 2010 (taça hemisférica e taça cônica), 2009 (esferas de aço na caixa cúbica), 2024/2025 (garrafas na caixa de descarga; o banco raspado traz ano 2024 e rótulo de prova 2025); vestibulares PUC-RS 2019 (bolas de Pilates na caixa) e IF-PR 2019 (cisterna cilindro + duas semiesferas)

    Reuso por GUID, sem cópia; enunciados, alternativas, gabaritos e resoluções lidos e conferidos no arquivo do banco raspado. O item do silo bag (UFGD 2022) e o do objeto flutuante (ENEM 2020) foram descartados por serem, respectivamente, cilindro simples e hidrostática.