Lei de Coulomb
Guia de estudo · Revisado em 07/09/2026
Como a distância e os sinais das cargas determinam a interação elétrica?
O que você vai aprender
- Calcular o módulo da força entre cargas pontuais.
- Separar intensidade e orientação da força elétrica.
- Aplicar superposição e relações de proporcionalidade.
Duas pequenas esferas carregadas podem se atrair ou se repelir sem contato. Quanto maior a separação, menor costuma ser a interação. A lei de Coulomb quantifica essa relação para cargas pontuais em repouso e mostra que a distância tem um papel especialmente forte: ela aparece ao quadrado no denominador.
O cálculo envolve duas etapas complementares. Uma encontra o módulo da força; outra decide sua direção e seu sentido. Confundir essas etapas costuma produzir uma “força negativa” sem interpretação física ou somas que ignoram para onde cada carga é empurrada.
Qual é a expressão da lei?
Para cargas pontuais e separadas por distância ,
No vácuo, utilizaremos N·m²/C². As cargas devem estar em coulombs e a distância em metros para obter força em newtons. No ar, esse valor pode ser usado como aproximação em problemas escolares que assim o indiquem.
A expressão corresponde ao módulo, por isso aparecem valores absolutos. O meio material pode alterar a interação; não se deve usar automaticamente a constante do vácuo dentro de qualquer material. O modelo pontual também exige que as dimensões dos corpos sejam desprezíveis diante das distâncias relevantes ou que uma simetria justifique a simplificação.
Como os sinais determinam as setas?
A força atua na direção da reta que une as cargas. Sinais iguais produzem repulsão; sinais opostos, atração. Desenhe uma seta sobre cada corpo, apontando para o outro no caso atrativo e para fora no caso repulsivo.
As duas forças têm o mesmo módulo e sentidos opostos, mesmo quando as cargas têm módulos diferentes. Elas formam um par de ação e reação e atuam em corpos diferentes. Portanto, não se anulam no diagrama de um dos corpos. As acelerações podem ser diferentes se as massas forem distintas.
Como fazer uma conta sem perder a escala?
Considere µC e µC, separadas por 0,30 m no vácuo. Converta: C² e m². Assim,
O resultado é 0,60 N, com atração. A notação científica permite conferir a escala: o numerador é 0,054 e dividir por 0,09 produz um valor menor que um newton.
Trinta centímetros correspondem a 0,30 m. Usar 30 no denominador e depois tentar corrigir a unidade não preserva o quadrado da conversão. A força ficaria dez mil vezes menor.
Como comparar situações sem recalcular tudo?
Se ambas as cargas forem mantidas e a distância dobrar, a força cai para um quarto. Se a distância cair à metade, a força quadruplica. Se apenas uma carga dobrar, a força dobra; se ambas dobrarem, quadruplica.
A razão entre duas situações no mesmo meio pode ser escrita como
Essa forma separa o efeito das cargas do efeito geométrico. Se uma carga triplica e a distância também triplica, a nova força é um terço da anterior, pois o fator 3 do numerador é dividido pelo fator 9 do denominador.
O que fazer quando existem três cargas?
Calcule a força de cada uma das outras cargas sobre a carga escolhida e some vetorialmente. Em uma linha, adote um sentido positivo e some componentes com sinal. No plano, decomponha em eixos perpendiculares quando necessário.
Duas cargas positivas iguais colocadas simetricamente à esquerda e à direita de uma terceira carga produzem forças de mesmo módulo e sentidos opostos sobre ela. A resultante é zero no ponto central, mas cada interação continua existindo. Se a carga central mudar de sinal, as duas setas se invertem e a simetria ainda garante resultante nula.
Como comparar a interação elétrica com a gravitacional?
Para dois elétrons separados pela mesma distância no vácuo, os módulos são e . A razão cancela a distância:
Usando os valores aproximados C, kg e N·m²/kg², junto com o k adotado acima, obtemos . A interação elétrica entre esses elétrons é imensamente maior que sua atração gravitacional mútua. A primeira é repulsiva; a segunda, atrativa.
Essa comparação não calcula o peso do elétron no campo gravitacional terrestre. Para desprezar esse peso em outro problema, compare a força elétrica daquele caso com . Não transporte uma razão entre dois elétrons para um sistema diferente.
Quando a força elétrica pode fornecer a resultante centrípeta?
Em um modelo clássico idealizado, suponha uma carga fonte Q mantida fixa e uma partícula de massa m e carga q em órbita circular de raio r. Se a força elétrica for a única força relevante, precisa apontar para o centro: Q e q devem ter sinais opostos. Igualando o módulo da atração à resultante centrípeta,
Por exemplo, tome µC, nC, kg e m. A atração tem módulo N, e m²/s²: a velocidade escalar é aproximadamente 9,5 m/s. Se os sinais fossem iguais, a repulsão não sustentaria essa órbita sem outra força.
“Centrípeta” é o papel da resultante radial, não uma força extra somada à elétrica. O exemplo pressupõe fonte fixa e despreza gravidade, radiação e outras interações; não descreve um átomo real nem garante órbitas clássicas estáveis para elétrons.
Qual é a conexão com campo elétrico?
A força sobre uma carga de prova pode ser escrita como . O campo organiza o efeito das cargas fontes em cada ponto; Coulomb calcula uma interação entre cargas determinadas. Antes de escolher uma fórmula, identifique se a pergunta pede força em newtons ou campo em newtons por coulomb.
Encerre a solução com módulo, orientação e hipóteses do modelo. Uma conta numérica correta ainda fica incompleta quando o problema pede decidir atração, repulsão ou equilíbrio.
Exercícios temporariamente indisponíveis
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Flashcards temporariamente indisponíveis
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Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
- Rota PAS 3 — Eletrostática: força, campo e potencial elétrico · Lei de Coulomb: qual é a força entre duas cargas?
Recorte reorganizado para estudo geral do assunto, com exemplos didáticos autorais e explicitação das condições dos modelos.