Uma dívida a 12% ao mês, uma colônia de bactérias que dobra a cada hora e o carbono-14 de um osso antigo: por que a mesma curva descreve os três, e como prever quanto haverá, ou quanto restará, depois de n passos?
O que você vai aprender
Operar potências com expoente inteiro, negativo e fracionário e traduzir um percentual em fator multiplicativo (aumentar i% é multiplicar por 1 + i; perder i% é multiplicar por 1 − i).
Reconhecer uma função exponencial f(x) = a·bˣ, identificar o valor inicial a = f(0) e o fator b, e classificar crescimento (b > 1) e decaimento (0 < b < 1), justificando por que b > 0 e b ≠ 1.
Distinguir crescer somando (função afim, diferença constante) de crescer multiplicando (função exponencial, razão constante) numa tabela, num gráfico e num enunciado, e montar a fórmula a partir de dois valores, inclusive quando os passos não são unitários.
Descrever o gráfico da exponencial (intercepto, assíntota horizontal, imagem, monotonia, efeito da base) e o efeito de translações verticais e reflexões simples, sem confundir b^(x+1) = b·bˣ com bˣ + 1.
Resolver equações exponenciais por igualdade de bases, com fatoração da potência comum quando houver soma, e reconhecer quando a resposta exige um logaritmo ou apenas um sanduíche entre potências vizinhas.
Usar tempo de duplicação e meia-vida para prever quanto haverá ou restará após n intervalos, converter fatores entre períodos e ler modelos de população, epidemia, decaimento radioativo, depreciação e juros compostos como exponenciais, decidindo itens de limiar pelo cálculo exato.
Três coisas que crescem, ou encolhem, do mesmo jeito. Uma colônia de bactérias que dobra a cada hora: em cada hora nasce mais gente do que em todas as horas anteriores juntas. Um osso antigo cujo carbono-14 perde, a cada 5 730 anos, metade do que ainda tem, sem jamais chegar a zero. E uma dívida de R$ 500 largada no rotativo do cartão, a 12% ao mês: o primeiro mês acrescenta R$ 60, o segundo R$ 67,20, o terceiro R$ 75,26, porque o juro de cada mês é calculado sobre um saldo que os juros anteriores já engordaram. O que as três têm em comum não é a quantia acrescentada, que muda o tempo todo, e sim o fator pelo qual a grandeza é multiplicada a cada passo: 2, 1/2 e 1,12. A intuição, treinada na reta da função afim, espera acréscimos iguais, e por isso se engana duas vezes com a curva: subestima o que vem depois quando ela sobe e espera um zero que nunca chega quando ela desce.
Esta página constrói a função exponencial por inteiro: as potências que ela usa, a fórmula f(x)=a⋅bx e o que cada letra faz, a diferença entre crescer somando e crescer multiplicando, o gráfico com sua assíntota e seu intercepto, as equações que se resolvem igualando bases, o tempo de duplicação e a meia-vida, os modelos em que ela se veste de fenômeno e os erros que o PAS/UnB e o ENEM já transformaram em item. As bactérias e o carbono-14 voltam ao longo das seções, sempre com os mesmos números; o dinheiro reaparece na forma de um aluguel reajustado.
Antes de tudo: as potências que a exponencial usa sem parar
Uma potência abrevia um produto de fatores iguais. Em 34=3⋅3⋅3⋅3=81, o expoente 4 diz quantos fatores há e a base 3 diz qual é o fator. Nas potências de 10 a leitura é imediata: 106 é um 1 seguido de seis zeros, um milhão. Dois valores que costumam confundir: b1=b (um único fator) e b0=1 para toda base não nula (nenhum fator; o produto “vazio” vale 1, e é esse 1 que fará toda exponencial cortar o eixo y no valor inicial).
Expoente negativo inverte.2−3=1/23=1/8; (1/2)−1=2. Em geral, b−n=1/bn. É por isso que (1/2)x e 2−x são a mesma função.
Expoente fracionário é raiz.b1/2=b, b1/3=3b e, em geral, bm/n=nbm. Assim 43/2=(4)3=8 e 8−1/3=1/38=1/2. Com base positiva, isso funciona para qualquer fração; e o expoente pode até ser um número irracional como 2, definido por aproximações (21,4, 21,41, 21,414, …). É o que permite falar de bx para todox real.
As quatro propriedades que resolvem quase tudo, sempre com a mesma base b>0:
bm⋅bn=bm+n,bnbm=bm−n,(bm)n=bmn,(ab)n=anbn.
Leia-as pelos exemplos: 32⋅35=37 (dois fatores 3 seguidos de outros cinco); (52)3=56; 9x=(32)x=32x; e, a identidade mais usada da página, 2x+1=2x⋅21=2⋅2x.
Todo percentual se converte num fator. Subir 25% é multiplicar por 1,25; perder 30% é multiplicar por 0,70; triplicar é multiplicar por 3; “cair à metade” é multiplicar por 0,5. A regra: escreva a taxa como decimal e some-a a 1 quando a grandeza cresce, ou subtraia-a de 1 quando ela encolhe. Uma camisa de R$ 80 com desconto de 30% custa 80⋅0,7=56 reais, e não é preciso calcular os 24 reais de desconto para chegar lá.
Vale saber de cor as potências de 2 até 210 e as de 3 até 36. As de 10 não precisam de tabela: 10n é o 1 seguido de n zeros. A ponte entre as duas famílias, usada o tempo todo nas estimativas, é 210=1024≈1000=103.
n
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
2n
2
4
8
16
32
64
128
256
512
1 024
3n
3
9
27
81
243
729
Confira você mesmo: 2−4? (1/16) 271/3? (3) 7x⋅73=78, então x? (5) R$ 120 com desconto de 25%? (R$ 90) Entre quais potências de 2 está o número 50? (25=32 e 26=64)
Crescer somando, crescer multiplicando
Um inquilino paga R$ 2 000 de aluguel e recebe duas propostas de contrato. A cláusula A reajusta o aluguel em R$ 100 a cada ano. A cláusula B reajusta em 5% a cada ano. Qual delas é melhor para quem paga? No primeiro reajuste, nenhuma: 5% de 2 000 são exatamente 100, e os dois contratos marcam 2 100. A partir daí os caminhos se separam. Em A, o aluguel segue 2 200, 2 300, 2 400, sempre 100 a mais. Em B, os 5% passam a incidir sobre 2 100, depois sobre 2 205, depois sobre 2 315,25: a parcela acrescentada cresce junto com o aluguel. Dez anos adiante, A cobra 3 000 e B cobra cerca de 3 258; aos vinte anos, 4 000 contra 5 307. A distância entre as duas cláusulas nunca para de aumentar.
Duas cláusulas de reajuste para o mesmo aluguel: a soma fixa de 100 por ano gera a reta A(t)=2000+100t; o fator fixo 1,05 por ano gera a curva E(t)=2000⋅1,05t. A tabela já entrega o diagnóstico: diferenças iguais na afim, razões iguais na exponencial.
Repare no que permanece igual na cláusula B. Não é a quantia somada, que vai de 100 a 105, a 110,25 e assim por diante. O que se repete é a operação: a cada ano o aluguel vigente é multiplicado por 1,05. Uma grandeza que evolui assim, por multiplicações sucessivas pelo mesmo número, é descrita por uma função exponencial.
Função exponencial: valor inicial e fator
Chama-se função exponencial toda função que pode ser escrita como
f(x)=a⋅bx,a=0,b>0,b=1.
As duas letras têm papéis bem separados. O número b, a base ou fator, é o multiplicador aplicado a cada unidade de x: andar de x para x+1 troca f(x) por b⋅f(x). O número a é o valor inicial, porque f(0)=a⋅b0=a. Em voz alta: “f de x é igual a a vezes b elevado a x”. Supondo a>0, o tamanho da base decide o rumo da função:
com b>1, cada passo multiplica por um número maior que 1 e a função cresce;
com 0<b<1, cada passo multiplica por um número menor que 1 e a função decresce.
Para traduzir uma taxa em base: uma grandeza que ganha i (em decimal) por período tem b=1+i; uma que perde i por período tem b=1−i. Como cada novo percentual é calculado sobre um valor que o percentual anterior já alterou, dois reajustes de 5% não totalizam 10%: 1,052=1,1025, ou seja, 10,25%. A diferença parece pequena, mas é ela que, repetida ano após ano, separa a curva da reta.
Compare com a função afimg(x)=a+rx: lá, o passo de x para x+1soma sempre a mesma quantia r; aqui, multiplica sempre pelo mesmo fator b. Acréscimo fixo de um lado, multiplicador fixo do outro.
Por que b>0 e b=1? Com b=1 a função vale a para sempre: é constante, não há crescimento a estudar. Com b negativo, a expressão nem faz sentido para todo x real: (−2)1/2=−2 não existe nos reais, e nos inteiros o sinal alterna (−2, 4, −8, 16, …), o que não descreve nenhum crescimento. Base negativa está fora da definição, e é um dos distratores prediletos em itens de “qual das funções é exponencial”. Já o valor inicial a pode ser qualquer número não nulo; com a<0 o gráfico vira de cabeça para baixo, mas isso é raro nas provas.
Exemplo resolvido 1 (a cláusula B em fórmula). Com t em anos, o aluguel da cláusula B é E(t)=2000⋅1,05t: valor inicial a=2000, fator b=1,05. Depois de 3 anos, 1,053=1,157625 e o aluguel vale 2000⋅1,157625=2315,25 reais. Depois de 10 anos, com 1,0510≈1,63, chega a cerca de R$ 3 258, enquanto dez acréscimos somados de R$ 100 levariam a R$ 3 000. Conferência: do 2.º para o 3.º ano o aluguel subiu 2315,25−2205=110,25, que é exatamente 5% de 2 205, como a cláusula determina. Os R$ 258 que separam as duas cláusulas no décimo ano são juro calculado sobre juro; quando esse mecanismo se aplica a dinheiro emprestado ou investido, recebe o nome de juros compostos.
Da tabela à fórmula: a razão constante denuncia a exponencial
Uma tabela não vem com a fórmula escrita. Como saber se ela esconde uma afim ou uma exponencial? Calcule as diferenças entre valores consecutivos e as razões entre eles. Diferença constante: afim. Razão constante: exponencial.
Os valores 5, 15, 45, 135, 405 têm diferenças que mudam e razão constante 3: é uma exponencial, com a=f(0)=5 e b=3. Se os passos de x não forem de 1 em 1, a razão da tabela é b elevado ao tamanho do passo.
Montar a fórmula leva dois gestos: ler a na linha x=0 e ler b como a razão entre dois valores consecutivos. Na figura, f(x)=5⋅3x; conferindo em x=4: 5⋅81=405.
Exemplo resolvido 2 (passos de 2 em 2). A massa de um remédio no sangue foi medida a cada 2 horas: em t=0, 80 mg; em t=2, 20 mg; em t=4, 5 mg. As razões são 20/80=1/4 e 5/20=1/4: constantes, é exponencial. Mas 1/4 é o fator de duas horas. Se M(t)=80⋅bt, então b2=1/4 e b=1/2: a massa cai pela metade a cada hora, M(t)=80⋅(1/2)t. Conferência: M(4)=80/16=5. Quem escreve M(t)=80⋅(1/4)t acerta as três medidas da tabela por acaso? Não: M(2) daria 80/16=5, e a tabela diz 20. O tamanho do passo faz parte da leitura.
Quando x=0 não está na tabela, use dois pontos quaisquer: de (2,20) e (3,10) vem b=10/20=1/2, e então a sai de 20=a⋅(1/2)2, logo a=80. É o mesmo raciocínio da afim, trocando “diferença dividida pelo passo” por “razão com raiz do tamanho do passo”.
O gráfico: assíntota, intercepto e monotonia
Monte uma tabela de f(x)=2x começando pela direita: f(3)=8, f(2)=4, f(1)=2, f(0)=1; continuando para os negativos, f(−1)=1/2, f(−2)=1/4, f(−3)=1/8. Cada passo para a esquerda divide o valor por 2, e é por isso que a curva se achata sobre o eixo x sem encostar nele: 2−10=1/1024 é minúsculo, mas não é zero, e nenhuma potência de base positiva produz zero ou número negativo. Para a direita, o mesmo mecanismo ao contrário faz a curva disparar.
f(x)=2x (crescente, base maior que 1) e g(x)=(1/2)x=2−x (decrescente, base entre 0 e 1) são reflexos uma da outra no eixo y. Ambas passam por (0,1) e nenhuma toca o eixo x, a assíntota.
Anatomia do gráfico de f(x) = a · bˣ (com a > 0)
Domínio: todos os reais; imagem: y>0. A função nunca se anula e nunca fica negativa.
Intercepto: corta o eixo y em (0,a), porque b0=1. É a leitura mais rápida do valor inicial num gráfico.
Assíntota horizontal: a reta y=0. Se b>1, a curva se cola ao eixo x à esquerda; se 0<b<1, à direita. Aproxima-se sem tocar.
Monotonia: crescente para b>1, decrescente para 0<b<1; sempre com a concavidade para cima (a curva “acelera” ao subir e “freia” ao descer).
Injetora: valores diferentes de x dão valores diferentes de f. É essa propriedade que autoriza cortar a base nas equações da seção seguinte.
Um passo em x vale um fator b em y, em qualquer trecho do gráfico: de x=1 para x=2 e de x=10 para x=11, a função é multiplicada pelo mesmo b.
O tamanho da base decide a inclinação da curva: quanto maior b acima de 1, mais depressa ela sobe; quanto menor b abaixo de 1, mais depressa ela cai. Todas passam por (0,1) quando a=1.
Efeito da base: 3x, 2x e 1,5x crescem, e a maior base é a mais íngreme; 0,5x decai. Todas cortam o eixo y em 1, porque b0=1 para qualquer base.
Duas transformações simples aparecem nos itens de gráfico. Somar uma constante desloca a curva na vertical e leva a assíntota junto: g(x)=3⋅2x+2 tem assíntota y=2 e imagem y>2. É o formato dos modelos que saturam num patamar, como a massa de um foguete que cai até a massa seca m0 (PAS 1 2025). Trocar x por −x espelha a curva no eixo y e troca crescimento por decaimento: 2−x=(1/2)x. E deslocar x de uma unidade não desloca a curva “um para o lado” de forma inocente: 2x+1=2⋅2x, a mesma curva com o valor inicial dobrado.
f(x)=3⋅2x: valor inicial 3 no eixo y, fator 2 a cada passo, assíntota y=0. Somar 2 leva a assíntota para y=2; somar 1 ao expoente não soma nada ao gráfico: 3⋅2x+1=6⋅2x.
2ˣ⁺¹ não é 2ˣ + 1, e 2ˣ não é x²
Pela propriedade do produto, 2x+1=2x⋅2=2⋅2x: somar 1 ao expoente dobra a função. Já 2x+1 soma 1 ao resultado e desloca a assíntota para y=1. Em x=3: 24=16, 2⋅23=16, mas 23+1=9. Segundo tropeço: em x2 a variável é a base e o expoente é fixo (função quadrática, parábola simétrica que passa pela origem); em 2x a variável é o expoente (exponencial, sem simetria, nunca zero). Elas até se cruzam em x=2 e x=4 (4=4 e 16=16), e entre esses valores a parábola vence (32=9>23=8); mas a partir de x=4 a exponencial dispara: 210=1024 contra 102=100. Para tempos longos, toda potência perde da exponencial, como toda reta perde. Detalhes da parábola na página de função quadrática.
Equações exponenciais: iguale as bases
“Uma cultura começa com 1 000 bactérias e dobra a cada hora. Em quanto tempo chega a 32 000?” A pergunta é 1000⋅2t=32000, isto é, 2t=32. Como 32=25, a resposta é t=5 horas. O que autorizou cortar o 2 dos dois lados foi a injetividade: potências iguais de uma mesma base exigem expoentes iguais.
Igualdade de bases
Para b>0 e b=1:
bu=bv⟺u=v.
Método: escrever os dois lados como potência da mesma base (fatorando números, usando b−n=1/bn e (bm)n=bmn) e igualar os expoentes. Se aparecem somas de potências, coloque a potência comum em evidência antes.
Quatro casos, do direto ao disfarçado:
32x−1=271. Como 271=3−3: 2x−1=−3, logo x=−1. Conferência: 3−3=1/27.
4x=8. Bases diferentes que conversam: 4=22 e 8=23, então 22x=23, x=3/2. Conferência: 41,5=(4)3=8.
5x+1+5x=150. Em evidência: 5x(5+1)=150, 5x=25=52, x=2. Conferência: 125+25=150.
(21)x=16. (1/2)x=2−x e 16=24: −x=4, x=−4.
Exemplo resolvido 3 (PAS 1 2025, item 48, tipo B). A massa de combustível de um foguete na altura h (em km) é mC/20,0032h. Em que altura resta 25% do combustível inicial? Restar 25% é dividir por 4: 20,0032h=4=22, logo 0,0032h=2 e h=2/0,0032=625 km. Nenhum logaritmo: as bases conversavam. Conferência: 0,0032⋅625=2. Resposta da banca: 625. No mesmo espírito, o item 72 de 2013 pedia quando uma PG de razão 2−0,02 cai à metade: 2−0,02(n−1)=2−1 dá 0,02(n−1)=1, n=51.
E quando as bases não conversam? 2x=10 não tem x inteiro nem fração bonita. Duas saídas. A primeira resolve a maioria dos itens de julgamento: o sanduíche entre potências vizinhas, 23=8<10<16=24, logo 3<x<4; para decidir “x é maior que 3?” isso basta. A segunda é o logaritmo, a operação que devolve o expoente, assunto da página de logaritmos. Quando a conta exige o valor, a banca imprime a constante no comando (ln2=0,7, log23=1,58), e a constante impressa é o mapa do caminho: se a sua conta não a usou, refaça.
Para inequações, a regra tem um detalhe: com base maior que 1, o sentido da desigualdade se mantém ao passar aos expoentes (2x>25⇒x>5); com base entre 0 e 1, ele inverte, porque a função é decrescente ((1/2)x>(1/2)5⇒x<5).
Tempo de duplicação, meia-vida e taxa por período
Dois nomes especiais do fator. Quando uma grandeza dobra a cada intervalo T, o tempo T é o tempo de duplicação, e N(t)=N0⋅2t/T. Quando ela cai à metade a cada T, esse T é a meia-vida, e N(t)=N0⋅(1/2)t/T. Nos dois casos, t/T conta quantos intervalos se passaram.
Duplicação e meia-vida em degraus. À esquerda, N(t)=100⋅2t: quatro horas são quatro duplicações, fator 16. À direita, os 800 parasitas do tubarão-lixa do PAS 1 2025 caem a 400, 200, 100, 50: quatro meias-vidas deixam 1/16=6,25%, e não "menos de 2,5%" como o item afirmava.
Contar intervalos é o gesto que decide os itens. n meias-vidas deixam a fração (1/2)n: uma deixa 50%, duas deixam 25%, três deixam 12,5%, quatro deixam 6,25%. Ao contrário, uma amostra com 1/8 do carbono-14 original passou por três meias-vidas (1/8=(1/2)3), ou 3⋅5730=17190 anos. E decair pela metade nunca zera: depois de dez meias-vidas ainda resta 1/1024 do original.
Exemplo resolvido 4 (remédio). Um antibiótico tem meia-vida de 6 horas no organismo. Tomados 400 mg, quanto resta depois de um dia? Um dia são 24/6=4 meias-vidas: 400⋅(1/2)4=400/16=25 mg. E quando a dose fica abaixo de 10 mg? Depois de 5 meias-vidas restam 12,5 mg; depois de 6, 6,25 mg. Logo entre 30 e 36 horas. Conferência pela fórmula: M(t)=400⋅(1/2)t/6 e M(30)=400/32=12,5. Repare que a pergunta “quando?” com resposta exata pediria um logaritmo; a pergunta “entre quais horas?” se resolve contando meias-vidas.
Taxa por período e fator por unidade
Se a grandeza cresce i%por período, o fator do período é 1+i e, em t períodos, o fator acumulado é (1+i)t. Dois períodos a 12% valem 1,122=1,2544: crescimento de 25,44%, e não de 24%. Ao contrário, “caiu 60% ao mês” é fator 0,4 por mês: em cinco meses, 0,45=0,01024, cerca de 1% do valor inicial, nunca “menos 300%”.
Para converter o fator de um período longo no fator de um período curto, tire raiz: se algo dobra a cada 3 horas, o fator por hora é 21/3≈1,26, isto é, cerca de 26% por hora, e não 100%/3≈33%. E voltar no tempo é dividir pelo fator: se o volume cresce 11% ao mês, o volume de três meses atrás é o atual dividido por 1,113≈1,37, cerca de 73% do atual, e não “o atual menos 33%”.
Dobrar a taxa não dobra o efeito, nem corta o tempo pela metade
A 10% ao período, uma quantia dobra em pouco mais de 7 períodos (1,17≈1,95, 1,18≈2,14). A 20%, dobra em pouco menos de 4 (1,24≈2,07), e não em 3,5: o tempo de duplicação não é inversamente proporcional à taxa, porque a composição também acelera. A regra prática do 70 (a i% por período, a duplicação leva cerca de 70/i períodos) funciona bem para taxas pequenas e vem do logaritmo natural de 2, que vale cerca de 0,7. No sentido oposto, dobrar o tempo não dobra o crescimento: 10% ao mês por 2 meses é 21%, por 4 meses é 1,14≈1,46, isto é, 46%, e não 40%.
Onde a exponencial aparece: os modelos que a prova usa
Exemplo resolvido 5 (PAS 1 2010, item 32). Numa cidade, o volume de lixo de um depósito cresce 11% ao mês. Julgue: “ao final de quatro meses, o volume terá ultrapassado 50% do volume atual” (a leitura que a banca cobra é a de crescimento superior a 50%; ao pé da letra, “mais que metade do volume atual” seria trivial, pois o volume só cresce). Quatro meses a 11% são quatro fatores 1,11 encadeados. Em vez de multiplicar quatro vezes, eleve ao quadrado duas vezes: 1,112=1,2321 e 1,23212≈1,518. O depósito terminou com 151,8% do volume inicial, isto é, cresceu 51,8%, e o item está Certo. O caminho errado é o da soma, 4×11=44%, que fica abaixo do limiar e induz ao Errado. Uma estimativa grosseira já aponta a resposta: 1,232=1,5129 ultrapassa 1,5 mesmo antes de arredondar para cima. No mesmo bloco, o item 36 olhava para trás e perguntava quanto lixo havia três meses antes; nesse sentido, o fator passa a dividir: 1/1,113≈0,73, logo cerca de 73% do volume atual, abaixo dos 75% que o item afirmava, gabarito Errado.
A mesma curva em cinco roupagens
Populações, bactérias e epidemias. Enquanto há espaço e alimento, cada geração é um múltiplo fixo da anterior: amebas que se dividem a cada T minutos (7 000 viram pelo menos 7000⋅25=224000 em 5T, PAS 1 2019), casos de dengue N(t)=N0⋅2kt (PAS 2 2014), infectados N(t)=N0ekt (PAS 2 2020). A base e≈2,718 dos modelos contínuos não muda nada do que você aprendeu: ekt=(ek)t é uma exponencial de fator ek por unidade de tempo, crescente se k>0 e decrescente se k<0.
Decaimento radioativo e datação. Cada isótopo tem sua meia-vida: 5 730 anos para o carbono-14, 2 horas para o isótopo do item de Química do PAS 3 2025 (80 g viram 10 g em 6 h, três meias-vidas). Medir a fração restante e contar meias-vidas dá a idade de um fóssil ou de um depósito de petróleo.
Dinheiro. Juros compostos são a exponencial do bolso: M(t)=C(1+i)t. Os saldos mês a mês formam uma progressão geométrica, a exponencial andando em degraus (só nos instantes inteiros). A comparação com o regime simples, que é uma reta, tem página própria: juros simples e compostos.
Depreciação e resfriamento. Um equipamento que perde 20% do valor ao ano vale V0⋅0,8t; em três anos, 0,512V0, pouco mais da metade. Uma xícara de café que perde a cada minuto uma fração fixa da diferença de temperatura para o ambiente segue T(t)=Tamb+(T0−Tamb)bt: exponencial decrescente somada a uma constante, com assíntota na temperatura ambiente.
Saturação. Comida, espaço e predadores impõem um teto a qualquer população, e por isso o crescimento exponencial puro só descreve o começo da história. O modelo logístico incorpora o teto: no PAS 1 2025, P(t)=1+15e−0,15t8000. Leia a fórmula pensando em t grande. A parcela 15e−0,15t tem expoente negativo, logo encolhe com o tempo; o denominador se aproxima de 1 por cima e a fração se aproxima de 8 000 por baixo, subindo sempre, sem alcançar o patamar. Ninguém espera que você deduza o modelo; o que a prova cobra é essa leitura do comportamento da fórmula.
Ler tabelas, gráficos e comandos como a banca escreve
O item de exponencial raramente diz “exponencial”. Ele diz “dobra a cada”, “à taxa de 11% ao mês”, “reduz-se à metade a cada 5 730 anos”, ou traz a fórmula com o fator escondido num percentual. O protocolo de leitura:
Classifique o processo. Soma constante por passo (afim, PA, juros simples) ou fator constante por passo (exponencial, PG, juros compostos)? Um verbo decide: “aumenta 100 por ano” soma; “aumenta 10% ao ano” multiplica.
Escreva o fator antes de qualquer conta. “Cresce 11%” é ×1,11; “perde 60%” é ×0,4; “dobra” é ×2; “cai à metade” é ×1/2.
Conte os passos. Quatro meses são quatro fatores; entre a 1.ª e a 10.ª medição há nove intervalos; “depois de 5T minutos” são cinco duplicações.
Leia o gráfico pelos pontos certos. O corte no eixo y é o valor inicial a. O ponto em que a curva chega a 2a dá o tempo de duplicação; o ponto em que chega a a/2, a meia-vida. Uma curva que se achata rumo a uma reta horizontal tem assíntota ali (patamar de saturação ou valor residual).
Trate a constante fornecida como mapa.1,110=2,59, ln15=2,7, e0,095=1,1 no comando indicam a rota; a resposta que não usa o dado impresso raramente é a da banca.
Em item de limiar, calcule o exato e compare. “Superior a 50%” contra 51,8% se decide na segunda casa; estimar não decide.
Uma observação sobre escalas: em gráficos de crescimento muito longo (população mundial, casos de uma epidemia), é comum o eixo vertical vir em escala logarítmica, em que cada divisão multiplica por 10. Nessa escala, uma exponencial vira uma reta, e a inclinação da reta é o fator. Saber ler esses eixos é assunto da página de logaritmos; aqui basta reconhecer o aviso “escala log” no eixo e não ler a reta como crescimento linear.
A folha dobrada
Quantas vezes seria preciso dobrar ao meio uma folha de papel, de 0,1 mm de espessura, para o maço ficar mais alto que você? Cada dobra duplica o número de camadas, de modo que n dobras empilham 2n folhas. Para passar de 1,70 m, ou 17 000 décimos de milímetro, é preciso 2n>17000, e isso acontece em n=15 (215=32768 camadas, cerca de 3,3 m). Com dez dobras o maço mal passa de 10 cm; com vinte, 220≈106 camadas, uns 100 metros; com 42, a pilha ultrapassaria a distância da Terra à Lua. Na prática ninguém vai além da sétima ou oitava dobra, e o motivo é o mesmo fator 2: a espessura que as mãos precisam vergar duplica a cada tentativa.
Os erros que a banca já transformou em item
Somar percentuais. Três reajustes seguidos de 5% não dão 15%: dão 1,053≈1,158, ou 15,8%, e quanto maior a taxa ou o número de períodos, mais a soma erra. Foi o que separou Certo de Errado no depósito de lixo de 2010 (51,8%, não 44%).
Achar que meia-vida repetida zera. Quatro sessões que removem 50% dos parasitas deixam 6,25%, não zero nem “menos de 2,5%” (PAS 1 2025, item 87, gabarito Errado).
Contar termos em vez de passos. Se uma área desmatada dobra a cada dia e o serviço termina no 8.º dia, o 8.º dia sozinho vale mais que os sete anteriores somados (27=128 contra 27−1=127); metade da área não estava pronta no 6.º dia, nem no 7.º (PAS 1 2015, item 98, Errado).
Confundir 2x+1 com 2x+1. O primeiro dobra a função; o segundo desloca a assíntota. Confira com x=3: 16 contra 9.
Aceitar base negativa ou base 1.f(x)=(−3)x não é função exponencial (não existe para x=1/2); f(x)=1x é constante.
Trocar exponencial por potência.x2 tem a variável na base; 2x, no expoente. Só a segunda tem assíntota e fator constante por passo.
Ler “k menor que 1” como “decrescente”. Em N(t)=N0ekt, o que decide o crescimento é o sinal de k, não o tamanho. No PAS 2 2020, N(3)=135 com N0=5 dava e3k=27, ek=3, k=ln3≈1,1>1: o item “k é menor que 1” era Errado, e a função crescia de qualquer jeito.
Julgar “sempre maior” sem testar o ponto de partida. Dois modelos com o mesmo valor inicial empatam em t=0; um deles não pode ser “sempre maior” que o outro, por mais depressa que cresça depois (PAS 2 2019, item 104, Errado).
Voltar no tempo subtraindo. Se cresceu 11% ao mês, o valor de três meses atrás é o atual dividido por 1,113, não o atual menos 33%.
O essencial em meia página
Definição: f(x)=a⋅bx, com a=f(0) o valor inicial e b>0, b=1 o fator por passo. Crescente se b>1; decrescente se 0<b<1.
Afim × exponencial: somar a mesma quantia (diferença constante, reta) × multiplicar pelo mesmo fator (razão constante, curva). Na tabela, teste diferenças e razões.
Percentual vira fator: +i%→×(1+i); −i%→×(1−i). Percentuais compostos não se somam: 1,052=1,1025, e não 1,10.
Gráfico: passa por (0,a), nunca toca o eixo x (assíntota y=0), imagem y>0, injetora. Somar k desloca a assíntota para y=k; b−x=(1/b)x espelha; bx+1=b⋅bx.
Equação: mesma base nos dois lados, iguale os expoentes; fatore a potência comum quando houver soma. Bases que não conversam: sanduíche entre potências vizinhas ou logaritmo (a banca imprime a constante).
Duplicação e meia-vida: N0⋅2t/T e N0⋅(1/2)t/T; conte intervalos; n meias-vidas deixam 1/2n; nunca zera.
Fator de período longo → curto: raiz (21/3≈1,26 por hora se dobra a cada 3 h). Voltar no tempo: dividir pelo fator.
Modelos: populações e epidemias, decaimento radioativo, juros compostos (exponencial do dinheiro), PG (exponencial em degraus), depreciação, saturação logística (leia e−kt→0).
Protocolo de prova: classifique (somar × multiplicar), escreva o fator, conte os passos, use a constante impressa e leve a conta até o fim antes de confrontá-la com o limiar do item.
Exercícios temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.
Flashcards temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar os cartões de revisão.
Função exponencial: definição, valor numérico, propriedades e gráficos
Gis com Giz · 31:45
Introdução. Começa por onde a exponencial é usada, define f(x)=a⋅bx com as condições sobre a base, calcula valores numéricos e chega ao primeiro esboço de gráfico: é a seção “Crescer somando, crescer multiplicando” em aula, para quem parte das potências.
Função Exponencial: Gráfico - Parte 1 (Aula 3 de 7)
Professor Ferretto | ENEM e Vestibulares · 25:18
Aprofundamento. Constrói o gráfico ponto a ponto para base maior que 1 e base entre 0 e 1, e tira as conclusões sobre intercepto, assíntota, imagem e monotonia: o conteúdo da seção “O gráfico: assíntota, intercepto e monotonia”.
176 - Equação exponencial - Igualando as bases
Os Matemáticos · 14:51
Aplicação. Resolve equações exponenciais escrevendo os dois lados como potência da mesma base e igualando os expoentes, com as propriedades de potenciação na lousa: é a seção “Equações exponenciais: iguale as bases” passo a passo.
Função Exponencial no ENEM | Questões resolvidas
Escola de Números com Thyago Araujo · 25:59
Resolução. Itens reais do ENEM em que a exponencial vem vestida de fenômeno (crescimento populacional, decaimento, fator percentual), resolvidos em ritmo de prova: o mesmo trabalho das seções “Onde a exponencial aparece” e “Ler tabelas, gráficos e comandos como a banca escreve”.
Dívida de R$ 500 esquecida no rotativo a 12% ao mês: o primeiro mês acrescenta 60, o segundo 67, o terceiro 75. Cada juro é calculado sobre um saldo que o juro anterior já aumentou, e a reta que a intuição espera vira curva.Duas cláusulas de reajuste para o mesmo aluguel: a soma fixa de 100 por ano gera a reta A(t)=2000+100t; o fator fixo 1,05 por ano gera a curva E(t)=2000⋅1,05t. A tabela já entrega o diagnóstico: diferenças iguais na afim, razões iguais na exponencial. Diagrama autoral.Os valores 5, 15, 45, 135, 405 têm diferenças que mudam e razão constante 3: é uma exponencial, com a=f(0)=5 e b=3, logo f(x)=5⋅3x. Se os passos de x não forem de 1 em 1, a razão da tabela é b elevado ao tamanho do passo. Diagrama autoral.f(x)=2x (crescente, base maior que 1) e g(x)=(1/2)x=2−x (decrescente, base entre 0 e 1) são reflexos uma da outra no eixo y. Ambas passam por (0,1) e nenhuma toca o eixo x, a assíntota. Diagrama autoral.Efeito da base: 3x, 2x e 1,5x crescem, e a maior base é a mais íngreme; 0,5x decai. Todas cortam o eixo y em 1, porque b0=1 para qualquer base. Diagrama autoral.f(x)=3⋅2x: valor inicial 3 no eixo y, fator 2 a cada passo, assíntota y=0. Somar 2 leva a assíntota para y=2; somar 1 ao expoente não soma nada ao gráfico: 3⋅2x+1=6⋅2x. Diagrama autoral.Duplicação e meia-vida em degraus. À esquerda, N(t)=100⋅2t: quatro horas são quatro duplicações, fator 16. À direita, os 800 parasitas do tubarão-lixa do PAS 1 2025 caem a 400, 200, 100, 50: quatro meias-vidas deixam 1/16=6,25%, e não “menos de 2,5%” como o item afirmava. Diagrama autoral.Datação por carbono-14: medir a fração restante é contar meias-vidas de 5 730 anos. Uma amostra com 1/8 do original tem três meias-vidas, cerca de 17 mil anos.Massa de combustível m_C / 2^(0,0032h): restar 25% é dividir por 4, e a altura sai de 2^(0,0032h) = 2² sem logaritmo. Tipo B do PAS 1 de 2025, resposta 625 km.Estação de limpeza do atol das Rocas: cada sessão remove metade dos parasitas que restam. Quatro sessões deixam 1/16, e não zero: foi o item 87 do PAS 1 de 2025.Tempo de duplicação: a cada intervalo a população dobra, e a última placa sozinha tem mais colônias que todas as anteriores somadas.Mesmo aluguel inicial, duas cláusulas de reajuste: somar 100 por ano dá a rampa; multiplicar por 1,05 ao ano dá a curva. Empatam no primeiro reajuste e nunca mais.Cada dobra duplica as camadas: quinze dobras já empilham mais de 3 m de papel, vinte dão um milhão de folhas. É por isso que ninguém passa da sétima ou oitava dobra.
Rota PAS 1
Exponencial, logaritmo e PG: o crescimento que a intuição não vê · PAS 1
Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
Rota PAS 1 — Exponencial, logaritmo e PG: o crescimento que a intuição não vê · Antes de começar: dez minutos de aquecimento (potências, fator percentual, fileiras de 2^n e 10^n, folha dobrada); Crescer somando, crescer multiplicando: a função exponencial (definição, aluguel, itens 2010/32, 2019/59, 2025/91, armadilha dos percentuais); Como a banca cobra este capítulo (2025/87, 2025/48); Resolvidos (demografia a 2% ao ano); exercícios do Nível 1 e treino T1, T3, T8, T14; PG, Juros e Logaritmo usados só como pontes
Recorte por assunto: só a função exponencial. A PG (exponencial em degraus), os juros compostos e o logaritmo com suas escalas têm páginas próprias e entram aqui como remissão. Acrescentados ao recorte do capítulo: expoente fracionário e real, anatomia do gráfico com translações e reflexões, equações por igualdade de bases com fatoração, meia-vida e tempo de duplicação como fórmula, conversão de fator entre períodos, leitura de tabela com passos não unitários.
Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe) · PAS 1: 2010 (itens 32 e 36), 2013 (item 72), 2015 (item 98), 2017 (item 90, transcrito da imagem de utils/material/PAS/provas/2017-PAS1-Prova.pdf, p. 15), 2019 (item 59), 2025 (itens 48, 87 e 91). PAS 2: 2012 (itens 84 e 85), 2013 (item 52), 2014 (itens 89 a 91), 2016 (itens 29 a 32), 2018 (itens 62 e 92), 2019 (itens 104 e 105), 2020 (itens 90 a 92), 2021 (itens 94 a 96), 2022 (item 96), 2023 (item 62). PAS 3: 2025 (item 96)
Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos nos arquivos GAB e em utils/material/PAS/pesquisa/classificacao[-pasN]/AAAA.json. Os itens de 2.ª etapa que usam a base e com constantes impressas (ln 2, ln 3, e^0,095) foram mantidos porque a classificação oficial os coloca em função exponencial e a conta se faz com o fator; o logaritmo entra só como leitura da constante fornecida. O item 2023/89 (PA × PG) é reutilizado por GUID da página de progressão aritmética.