Vetores

Guia de estudo · Revisado em 15/09/2026

BNCC · EM13MAT308

Duas pessoas puxam uma caixa com 30 N e 40 N. Quanto vale a força que a caixa sente? Setenta, dez ou cinquenta newtons: os mesmos números dão três respostas. O que falta no número para decidir?

O que você vai aprender

  • Distinguir grandezas escalares e vetoriais pelo teste da soma e identificar, numa seta, módulo, direção e sentido, sem confundir direção com sentido.
  • Somar e subtrair vetores pela regra do polígono e do paralelogramo, calcular o módulo da resultante pela lei dos cossenos e reconhecer os casos-limite (mesmo sentido, opostos, perpendiculares) e o intervalo |a − b| ≤ R ≤ a + b.
  • Decompor um vetor em componentes ortogonais com seno e cosseno (ângulos de 30°, 45° e 60°), atribuir o sinal certo a cada componente e somar vetores pelas componentes, inclusive com vetores unitários e multiplicação por escalar.
  • Separar deslocamento de distância percorrida e velocidade vetorial média de velocidade escalar média, e reconhecer que um vetor só é nulo quando todas as componentes são nulas.
  • Compor velocidades relativas (barco no rio, avião com vento) para obter tempo de travessia, deriva e a condição para chegar em frente.
  • Aplicar a resultante e a condição de equilíbrio de forças concorrentes (polígono fechado, ΣFx = 0 e ΣFy = 0) a cabos inclinados, rampas e ao quadro pendurado, e ler diagramas vetoriais como os da banca do PAS.

Duas pessoas puxam uma caixa: uma com 30 N, outra com 40 N. Quanto vale a força que a caixa sente? A pergunta não tem resposta, e essa é a lição inteira desta página. Se as duas puxam para o mesmo lado, a caixa recebe 70 N; se puxam em lados contrários, 10 N; se as cordas fazem ângulo reto, 50 N, numa direção que nenhuma das duas escolheu. Mesmos números, três resultados. Em dezembro de 2017, a prova do PAS 1 pendurou um quadro numa parede de museu com dois cabos e perguntou se, para analisar o equilíbrio, era “necessário considerar a natureza vetorial das grandezas envolvidas”. Era. Onze anos antes, a mesma banca tocou O Trenzinho do Caipira e perguntou se a música permitia conhecer “os aspectos vetoriais do movimento do trem”. Não permitia.

Vetor é o nome do objeto matemático que carrega o que o número sozinho não carrega: para onde. Esta página é sobre isso: que grandezas precisam de seta e quais não precisam, o que cada parte da seta informa, como somar setas pelo desenho e pelas componentes, como quebrar uma força em partes que apontam ao longo dos eixos, e onde tudo isso aparece na Física do ensino médio, do barco atravessando o rio ao quadro pendurado. As leis de Newton, o atrito e o movimento circular, que usam vetores o tempo todo, têm páginas próprias; aqui entram como exemplos.

Nem toda grandeza aponta para algum lugar

Uma medida é um número e uma unidade: 2 kg, 30 s, 25 °C. Para massa, tempo e temperatura, isso encerra o assunto. Ninguém pergunta “2 kg para onde?”. Já “o vento está a 10 m/s” deixa uma pergunta no ar: de que lado ele vem? E “uma força de 30 N” sobre a caixa não diz se ela vai para a frente ou para trás.

Grandeza escalar e grandeza vetorial

Uma grandeza escalar fica completamente definida por um número e uma unidade: massa, tempo, temperatura, energia, distância percorrida, rapidez (o número do velocímetro). Uma grandeza vetorial exige, além disso, uma orientação no espaço: deslocamento, velocidade, aceleração, força, campo elétrico. Escreve-se com uma seta sobre a letra (v⃗\vec v, F⃗\vec F) ou em negrito; o módulo se escreve sem seta (vv, FF) ou entre barras (∣v⃗∣|\vec v|).

O teste prático é o da soma. Escalares somam como números: 2 kg mais 3 kg dão 5 kg, sempre. Vetores não: 3 N mais 4 N podem dar qualquer valor entre 1 N e 7 N, dependendo do ângulo entre as forças. Se a soma de duas medidas depende de “para onde” cada uma aponta, a grandeza é vetorial.

Rapidez não é velocidade

O velocímetro marca 72 km/h e não se mexe enquanto o carro contorna a rotatória. A rapidez (velocidade escalar) ficou constante; a velocidade (vetor) mudou a cada instante, porque a direção mudou. Por isso um carro em curva com velocímetro parado está acelerando: aceleração é variação do vetor velocidade. O item do PAS 1 de 2006 sobre O Trenzinho do Caipira usava exatamente essa distinção: o que a música reproduz, acelerando na partida e desacelerando na chegada, é a rapidez do trem; nenhuma nota informa direção ou sentido. “Aspectos vetoriais” pela música: errado.

O que uma seta informa: módulo, direção e sentido

Um vetor é desenhado como uma seta, e cada parte da seta responde a uma pergunta.

Uma seta inclinada representa a força F de 80 N. O comprimento da seta é o módulo, lido em uma escala em que 1 cm vale 10 N; a reta tracejada que a contém é a direção; a ponta indica o sentido. Abaixo, duas setas sobre a mesma reta horizontal apontando para lados opostos: mesma direção, sentidos opostos.
As três informações de um vetor. O comprimento é o módulo (numa escala declarada), a reta suporte é a direção, a ponta é o sentido. As duas setas de baixo têm a mesma direção e sentidos opostos: sua soma tem módulo 60 − 40 = 20 N e aponta para a esquerda. Diagrama autoral.
Os três atributos de um vetor

Módulo: o tamanho, sempre positivo, com unidade (80 N, 5 m/s). No desenho, é o comprimento da seta numa escala escolhida. Direção: a reta que contém a seta (horizontal, vertical, “a 30° com a horizontal”, “norte-sul”). Sentido: para que lado da reta a seta aponta (direita ou esquerda, para cima ou para baixo, norte ou sul). Dois vetores são iguais quando coincidem nos três atributos; podem estar desenhados em lugares diferentes da página. O vetor oposto de a⃗\vec a, escrito −a⃗-\vec a, tem o mesmo módulo, a mesma direção e o sentido contrário.

Na linguagem comum, “direção” e “sentido” se confundem (“ele foi na direção da praia”). Na Física, não: duas forças horizontais, uma para a direita e outra para a esquerda, têm a mesma direção e sentidos opostos. Um item que diga “as duas forças têm direções opostas” está usando a palavra errada, e a banca sabe disso.

Ao estudar o movimento de translação de um corpo (o corpo inteiro se desloca igual), vetores podem ser transportados paralelamente à vontade para serem somados: só módulo, direção e sentido importam. Quando o assunto é rotação de um corpo extenso, o ponto de aplicação da força também conta, porque decide o torque; isso pertence à página de estática.

Somar pelo desenho: polígono, paralelogramo e a lei dos cossenos

Somar vetores é encadear deslocamentos. Se você anda 3 m para o leste e depois 4 m para o norte, onde está? A 5 m do ponto de partida, na diagonal. A regra é geral.

Dois painéis. À esquerda, regra do polígono: o vetor b começa onde o vetor a termina, e a resultante vai da origem de a até a ponta de b. À direita, regra do paralelogramo: a e b saem do mesmo ponto, lados tracejados completam o paralelogramo e a resultante é a diagonal que sai da origem comum.
Duas construções, a mesma resultante. Polígono: cada vetor começa onde o anterior terminou; a soma fecha a figura, da origem do primeiro à ponta do último, e vale para quantos vetores forem. Paralelogramo: dois vetores saindo do mesmo ponto; a soma é a diagonal que sai desse ponto. Diagrama autoral.
Regra do polígono e regra do paralelogramo

Polígono (ponta com origem): desenhe a⃗\vec a; desenhe b⃗\vec b começando na ponta de a⃗\vec a; a soma a⃗+b⃗\vec a + \vec b vai da origem de a⃗\vec a à ponta de b⃗\vec b. Para três ou mais vetores, siga encadeando; se o polígono fechar (a ponta do último cair na origem do primeiro), a soma é o vetor nulo. Paralelogramo: desenhe a⃗\vec a e b⃗\vec b com a mesma origem e complete o paralelogramo; a soma é a diagonal que parte da origem comum. Subtração: a⃗−b⃗=a⃗+(−b⃗)\vec a - \vec b = \vec a + (-\vec b). Inverta o sentido de b⃗\vec b e some. Com os dois vetores na mesma origem, a⃗−b⃗\vec a - \vec b é a seta que vai da ponta de b⃗\vec b à ponta de a⃗\vec a.

O desenho dá a direção e o sentido; o módulo sai da geometria do triângulo formado. Se a⃗\vec a e b⃗\vec b têm módulos aa e bb e formam ângulo θ\theta quando desenhados com a mesma origem, o módulo da soma é dado pela lei dos cossenos:

R2=a2+b2+2abcos⁡θ.R^2 = a^2 + b^2 + 2ab\cos\theta.

O sinal de mais (e não de menos, como na lei dos cossenos “de triângulo”) aparece porque θ\theta é o ângulo entre os vetores na origem comum, e o ângulo interno do triângulo do polígono é 180∘−θ180^\circ - \theta. Três casos valem decorar, porque a fórmula geral se reduz a eles:

Três painéis com os mesmos dois vetores, de módulos 3 e 4. Mesmo sentido: resultante 7. Sentidos opostos: resultante 1. Perpendiculares: resultante 5, a hipotenusa do triângulo 3-4-5. Abaixo, uma barra mostra que, variando o ângulo de 0 a 180 graus, o módulo da resultante percorre todos os valores entre 1 e 7.
Vetores de módulos 4 e 3. Mesmo sentido (θ = 0°, cos θ = 1): R = 7. Sentidos opostos (θ = 180°, cos θ = −1): R = 1. Perpendiculares (θ = 90°, cos θ = 0): R = 5, por Pitágoras. Qualquer outro ângulo cai entre 1 e 7. Diagrama autoral.
Casos-limite e o intervalo da resultante
  • Mesma direção e mesmo sentido: R=a+bR = a + b (o máximo possível).
  • Mesma direção e sentidos opostos: R=∣a−b∣R = |a - b| (o mínimo possível).
  • Perpendiculares: R=a2+b2R = \sqrt{a^2 + b^2}. Para qualquer ângulo, ∣a−b∣≤R≤a+b|a - b| \le R \le a + b. Um item que afirme que duas forças de 3 N e 4 N “produzem necessariamente uma resultante de 7 N” está errado: 7 N é um dos infinitos valores possíveis, o que só acontece quando as forças têm o mesmo sentido.

Exemplo resolvido 1: duas forças a 60°. Forças de 5 N e 8 N puxam um anel, formando 60° entre si. Qual é o módulo da resultante? Pela lei dos cossenos, R2=52+82+2⋅5⋅8⋅cos⁡60∘=25+64+80⋅0,5=129R^2 = 5^2 + 8^2 + 2 \cdot 5 \cdot 8 \cdot \cos 60^\circ = 25 + 64 + 80 \cdot 0{,}5 = 129, logo R=129≈11,4R = \sqrt{129} \approx 11{,}4 N. Conferência: o valor está entre 8−5=38 - 5 = 3 e 8+5=138 + 5 = 13, e está mais perto do máximo porque 60° é um ângulo “fechado” (forças quase alinhadas). Se o ângulo fosse 120°, cos⁡120∘=−0,5\cos 120^\circ = -0{,}5 e R2=89−40=49R^2 = 89 - 40 = 49, R=7R = 7 N: o mesmo par de forças, quase no meio do intervalo.

Quebrar um vetor em duas partes: as componentes

O caminho inverso da soma é o mais usado na Física: dado um vetor, encontrar dois vetores perpendiculares, um em cada eixo, cuja soma seja ele. São as componentes. A vantagem é que, nos eixos, tudo vira número com sinal, e números com sinal se somam com aritmética.

Eixos x e y. Um vetor F de módulo 100 N forma ângulo de 30 graus com o eixo x. Projeções tracejadas mostram a componente horizontal Fx igual a F vezes cosseno de 30 graus, cerca de 87 N, e a componente vertical Fy igual a F vezes seno de 30 graus, 50 N. À direita, tabela com seno e cosseno de 30, 45 e 60 graus.
Decomposição de F (F = 100 N, θ = 30° com o eixo x): Fx = F·cos θ ≈ 87 N e Fy = F·sen θ = 50 N. A tabela reúne os valores que a prova espera que você saiba ou que ela fornece. Conferência: 87² + 50² ≈ 100². Diagrama autoral.
Componentes ortogonais

Se F⃗\vec F tem módulo FF e forma ângulo θ\theta com o eixo xx, suas componentes são

Fx=Fcos⁡θ,Fy=Fsin⁡θ,F_x = F\cos\theta, \qquad F_y = F\sin\theta,

e o vetor se recompõe por F=Fx2+Fy2F = \sqrt{F_x^2 + F_y^2} e tan⁡θ=Fy/Fx\tan\theta = F_y/F_x. A regra de bolso: cosseno acompanha o cateto adjacente ao ângulo (o eixo a partir do qual θ\theta foi medido) e seno acompanha o cateto oposto. Se o ângulo for dado em relação ao eixo yy (ou à vertical), as funções trocam de lugar: Fy=Fcos⁡θF_y = F\cos\theta e Fx=Fsin⁡θF_x = F\sin\theta. Ângulos notáveis: sin⁡30∘=cos⁡60∘=1/2\sin 30^\circ = \cos 60^\circ = 1/2; sin⁡60∘=cos⁡30∘=3/2≈0,87\sin 60^\circ = \cos 30^\circ = \sqrt{3}/2 \approx 0{,}87; sin⁡45∘=cos⁡45∘=2/2≈0,71\sin 45^\circ = \cos 45^\circ = \sqrt{2}/2 \approx 0{,}71. A prova do PAS costuma fornecer os valores que usa (em 2022 deu “seno e cosseno de 45° iguais a 0,7”; em 2018, cos⁡30∘≈0,87\cos 30^\circ \approx 0{,}87).

As componentes têm sinal: uma componente negativa aponta para o lado negativo do eixo. Um vetor apontando para baixo e para a direita tem Fx>0F_x > 0 e Fy<0F_y < 0. Sinal negativo não é módulo negativo (módulo é sempre positivo); é orientação. Declarar os eixos e os sentidos positivos antes de escrever qualquer componente é o hábito que evita metade dos erros.

A rampa reparte o peso

Numa rampa de inclinação θ\theta, o peso P⃗\vec P é vertical, mas os eixos convenientes são “ao longo da rampa” e “perpendicular à rampa”. O ângulo entre o peso e a perpendicular à rampa é o próprio θ\theta, logo a parte do peso que puxa o corpo rampa abaixo é Psin⁡θP\sin\theta e a parte que o comprime contra a rampa é Pcos⁡θP\cos\theta. Com θ=30∘\theta = 30^\circ, a componente ao longo da rampa é exatamente metade do peso (sin⁡30∘=0,5\sin 30^\circ = 0{,}5); e a força de apoio (normal), que equilibra a componente perpendicular, vale Pcos⁡30∘≈0,87PP\cos 30^\circ \approx 0{,}87P, menor que o peso. Foi com isso que o PAS 1 de 2018 montou dois blocos ligados por um fio numa rampa sem atrito: o sistema fica parado ou em velocidade constante quando M2g=M1gsin⁡αM_2 g = M_1 g\sin\alpha, isto é, M2/M1=sin⁡αM_2/M_1 = \sin\alpha.

Exemplo resolvido 2: puxando uma caixa por uma corda inclinada. Uma pessoa puxa uma caixa de 10 kg com uma corda que faz 30° com o piso horizontal, com força de 100 N. Adote g=10g = 10 m/s². Componentes da tração: Fx=100cos⁡30∘≈87F_x = 100\cos 30^\circ \approx 87 N (para a frente) e Fy=100sin⁡30∘=50F_y = 100\sin 30^\circ = 50 N (para cima). A componente vertical não empurra a caixa para a frente; ela alivia o apoio: na vertical, N+50=100N + 50 = 100, logo a normal cai de 100 N para 50 N. Quem puxa uma mala pela alça inclinada sente isso: a mala fica “mais leve” para o piso. A parte que de fato acelera a caixa é 87 N, não 100 N. Conferência: 872+502=7 569+2 500≈10 000=100287^2 + 50^2 = 7\,569 + 2\,500 \approx 10\,000 = 100^2.

Somar pelas componentes: quando o desenho não basta

Com três, quatro ou mais vetores em ângulos variados, o polígono vira um emaranhado e a lei dos cossenos exige aplicação repetida. O método das componentes reduz tudo a duas somas de números.

Malha quadriculada com origem comum. O vetor F1 tem componentes 3 e 4; o vetor F2 tem componentes 5 e menos 4. Somando por eixo, a resultante tem componentes 8 e 0: uma seta horizontal de 8 unidades. À direita, as contas: Rx igual a 3 mais 5 igual a 8; Ry igual a 4 menos 4 igual a 0; módulo 8.
F1 = (3, 4) e F2 = (5, −4), em newtons. Por eixo: Rx = 8, Ry = 0; a resultante é horizontal, com 8 N. Somar os módulos (5 + √41 ≈ 11,4) daria um número que não corresponde a seta nenhuma. Diagrama autoral.
Soma pelas componentes, módulo e multiplicação por escalar

Para somar F⃗1,F⃗2,…\vec F_1, \vec F_2, \ldots: decomponha cada um nos mesmos eixos, some as componentes de xx entre si e as de yy entre si,

Rx=∑Fix,Ry=∑Fiy,R=Rx2+Ry2,R_x = \sum F_{ix}, \qquad R_y = \sum F_{iy}, \qquad R = \sqrt{R_x^2 + R_y^2},

e leia a direção pela razão tan⁡θ=Ry/Rx\tan\theta = R_y/R_x e pelos sinais de RxR_x e RyR_y. Multiplicar por um escalar kk: ka⃗k\vec a tem módulo ∣k∣ a|k|\,a, a mesma direção e o mesmo sentido se k>0k > 0, sentido oposto se k<0k < 0. É por isso que F⃗=ma⃗\vec F = m\vec a diz que força e aceleração têm a mesma direção e o mesmo sentido (a massa é um escalar positivo), e p⃗=mv⃗\vec p = m\vec v aponta como a velocidade. Vetores unitários: ı^\hat\imath e ȷ^\hat\jmath são vetores de módulo 1 ao longo de xx e yy. Escrever v⃗=3ı^+4ȷ^\vec v = 3\hat\imath + 4\hat\jmath é o mesmo que dizer vx=3v_x = 3 e vy=4v_y = 4: módulo 5, ângulo com xx tal que tan⁡θ=4/3\tan\theta = 4/3 (θ≈53∘\theta \approx 53^\circ).

Exemplo resolvido 3: três forças no mesmo ponto. Sobre um anel agem F⃗1\vec F_1, de 10 N, apontando para o leste; F⃗2\vec F_2, de 10 N, apontando para o norte; e F⃗3\vec F_3, de 20 N, apontando para o sudoeste (45° abaixo do oeste). Qual é a resultante? Eixos: xx para o leste, yy para o norte. F⃗1=(10,0)\vec F_1 = (10, 0); F⃗2=(0,10)\vec F_2 = (0, 10); F⃗3=(−20cos⁡45∘,−20sin⁡45∘)≈(−14,1,−14,1)\vec F_3 = (-20\cos 45^\circ, -20\sin 45^\circ) \approx (-14{,}1, -14{,}1). Somando: Rx≈−4,1R_x \approx -4{,}1 N e Ry≈−4,1R_y \approx -4{,}1 N. Módulo R≈2⋅4,12≈5,8R \approx \sqrt{2 \cdot 4{,}1^2} \approx 5{,}8 N, apontando para o sudoeste (as duas componentes negativas). Conferência pelo desenho: F⃗1+F⃗2\vec F_1 + \vec F_2 tem módulo 102≈14,110\sqrt 2 \approx 14{,}1 N para o nordeste; F⃗3\vec F_3 tem 20 N para o sudoeste, exatamente na direção oposta; sobra 20−14,1=5,920 - 14{,}1 = 5{,}9 N para o sudoeste. Os dois caminhos concordam.

Deslocamento não é distância percorrida

A primeira grandeza vetorial da cinemática é o deslocamento: a seta que vai da posição inicial à posição final, sem se importar com o caminho. A distância percorrida é o comprimento do caminho, escalar. Quem anda 300 m para o leste e depois 400 m para o norte percorreu 700 m, mas se deslocou 500 m (a hipotenusa do triângulo 3-4-5), numa direção entre o leste e o norte, a cerca de 53° do leste.

Velocidade vetorial média e velocidade escalar média

v⃗m=Δr⃗Δt(deslocamento sobre tempo),vesc=dΔt(distaˆncia percorrida sobre tempo).\vec v_m = \frac{\Delta\vec r}{\Delta t} \quad (\text{deslocamento sobre tempo}), \qquad v_{\text{esc}} = \frac{d}{\Delta t} \quad (\text{distância percorrida sobre tempo}).

Num percurso fechado (a chegada coincide com a partida), o deslocamento é nulo, logo a velocidade vetorial média é nula, por mais rápido que se tenha andado. A velocidade escalar média continua positiva. O PAS 1 de 2012 afirmou que a velocidade vetorial média de um atleta que completa a Corrida de São Silvestre, cujo ponto de chegada coincide com o de partida, é nula: certo.

A variação de velocidade também é vetorial: Δv⃗=v⃗f−v⃗i\Delta\vec v = \vec v_f - \vec v_i, uma subtração de vetores. Uma bola que chega à parede a 5 m/s e volta a 5 m/s teve ∣Δv⃗∣=10|\Delta \vec v| = 10 m/s (adotando o eixo para a direita, −5−5=−10-5 - 5 = -10), embora a rapidez não tenha mudado. E no ponto mais alto de um lançamento oblíquo a componente vertical da velocidade é zero, mas a horizontal continua a mesma do lançamento: o vetor velocidade não é nulo. O PAS 1 de 2022 afirmou que ele seria nulo, e o gabarito é errado. Um vetor só é nulo quando todas as componentes são nulas.

Velocidade relativa: o barco no rio e o avião no vento

Um barco em um rio tem duas velocidades ao mesmo tempo: a que o motor produz em relação à água e a que a água tem em relação à margem. Quem está na margem vê a soma vetorial das duas.

Um rio de 120 metros de largura corre para a direita a 3 metros por segundo. O barco aponta perpendicularmente à margem com 4 metros por segundo em relação à água. A velocidade em relação à margem é a soma vetorial, 5 metros por segundo na diagonal; a trajetória tracejada chega à outra margem 90 metros à direita do ponto de partida, após 30 segundos.
Barco apontado perpendicularmente à correnteza: vbarco/margem = vbarco/água + vágua/margem, módulo √(4² + 3²) = 5 m/s. A travessia leva 120/4 = 30 s (só a componente perpendicular atravessa) e o barco chega 90 m rio abaixo. Diagrama autoral.
Composição de velocidades

v⃗A/C=v⃗A/B+v⃗B/C\vec v_{A/C} = \vec v_{A/B} + \vec v_{B/C}

A velocidade de A em relação a C é a de A em relação a B mais a de B em relação a C: barco em relação à margem = barco em relação à água + água em relação à margem; avião em relação ao solo = avião em relação ao ar + ar (vento) em relação ao solo. Os índices “encadeiam” como no polígono. Duas perguntas típicas: (1) barco apontado perpendicularmente à margem: travessia no menor tempo, t=L/vbarco/aˊguat = L/v_{\text{barco/água}}, com deriva vaˊgua⋅tv_{\text{água}} \cdot t rio abaixo; (2) barco que quer chegar exatamente em frente: precisa apontar contra a corrente, de modo que a componente de v⃗barco/aˊgua\vec v_{\text{barco/água}} ao longo do rio cancele a correnteza, e a velocidade útil fica vbarco/aˊgua2−vaˊgua2\sqrt{v_{\text{barco/água}}^2 - v_{\text{água}}^2}, menor.

Exemplo resolvido 4: atravessar em frente. O mesmo barco (4 m/s em relação à água) quer chegar ao ponto exatamente em frente, no rio de 120 m com correnteza de 3 m/s. Para que a velocidade em relação à margem seja perpendicular, a componente da velocidade do barco ao longo do rio deve valer 3 m/s contra a corrente; sobra, na direção da travessia, 42−32=7≈2,65\sqrt{4^2 - 3^2} = \sqrt 7 \approx 2{,}65 m/s. Tempo: 120/2,65≈45120/2{,}65 \approx 45 s, contra 30 s da travessia “reta em relação à água”. Atravessar sem deriva custa tempo. Conferência: o ângulo de proa é dado por sin⁡α=3/4\sin\alpha = 3/4, α≈49∘\alpha \approx 49^\circ a montante; se a correnteza fosse igual ou maior que 4 m/s, a raiz ficaria nula ou impossível, e o barco não conseguiria chegar em frente, o que faz sentido.

No caso do rio, quem observa da margem vê o barco a 5 m/s, mas o motor “só fez” 4 m/s. Em 2006, o PAS 1 descreveu a barquinha, instrumento do século XV que media a velocidade do navio contando nós de uma corda presa a uma boia largada na água, e afirmou que a velocidade assim medida, em relação a um ponto fixo na Terra, independia das correntes marítimas. Errado: a boia flutua com a água; a barquinha mede a velocidade do navio em relação à água (v⃗navio/aˊgua\vec v_{\text{navio/água}}), e a corrente entra na soma para quem quer a velocidade em relação ao fundo, exatamente como o barco do rio.

Forças concorrentes: resultante e equilíbrio

Na dinâmica, a soma de vetores tem nome próprio: força resultante, F⃗R=∑F⃗i\vec F_R = \sum \vec F_i. É ela, e não cada força isolada, que entra na segunda lei de Newton. Se F⃗R=0⃗\vec F_R = \vec 0, o corpo está em equilíbrio de translação: fica em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. Para forças concorrentes (todas passando pelo mesmo ponto), essa é a única condição; para corpos extensos entra também o torque, assunto da página de estática.

À esquerda, um quadro pendurado em um prego por dois cabos que formam 120 graus entre si; as trações T1 e T2 sobem pelos cabos e o peso P desce pelo centro. À direita, as três forças redesenhadas ponta com origem formam um triângulo fechado, equilátero neste caso: resultante nula.
O quadro do PAS 1 de 2017: dois cabos a 120° entre si (60° com a vertical cada um) e o peso. Em equilíbrio, o polígono das forças fecha. Na vertical, 2T·cos 60° = P, logo cada cabo tem tração T = P; as componentes horizontais, T·sen 60° para cada lado, se cancelam. Diagrama autoral.
Equilíbrio de forças concorrentes

F⃗R=0⃗\vec F_R = \vec 0 equivale a duas equações escalares: ∑Fx=0\sum F_x = 0 e ∑Fy=0\sum F_y = 0. Graficamente, o polígono das forças fecha. Para três forças, cada uma é o oposto da soma das outras duas. Com dois cabos simétricos sustentando um peso PP, cada um a um ângulo α\alpha com a vertical:

2Tcos⁡α=P⇒T=P2cos⁡α.2T\cos\alpha = P \quad\Rightarrow\quad T = \frac{P}{2\cos\alpha}.

A componente vertical de cada cabo é sempre P/2P/2, qualquer que seja o ângulo; o que muda com o ângulo é a tração total: quanto mais abertos os cabos (maior α\alpha), menor o cosseno e maior TT. Com α=60∘\alpha = 60^\circ, T=PT = P; com α→90∘\alpha \to 90^\circ (cabos quase horizontais), TT cresce sem limite: é por isso que uma corda de varal esticada “reta” arrebenta com pouco peso.

O item 55 do PAS 1 de 2017 afirmou que “o módulo da componente vertical da tensão independe do ângulo formado entre os cabos”, e o gabarito é certo: a soma das duas componentes verticais tem de valer PP, e por simetria cada uma vale P/2P/2, com 120°, 90° ou 30° entre os cabos. O que depende do ângulo é o módulo da tração, não a sua parte vertical.

Exemplo resolvido 5: o rebocador do PAS 1 de 2011. A cena do caderno: um navio rebocado em velocidade constante, com um dinamômetro intercalado entre os dois cabos de reboque; a mola do dinamômetro está distendida 0,5 m e os cabos formam 30° com a horizontal. O item afirmava que a razão entre a força de atrito da água no navio e a constante elástica kk da mola é maior que 0,5 m. Raciocínio: velocidade constante significa resultante nula no navio; a força que a água faz para trás é igual à componente horizontal da tração do cabo, Tcos⁡30∘T\cos 30^\circ. A tração é T=k⋅0,5T = k \cdot 0{,}5 (lei de Hooke, F=kxF = kx). Logo f=0,5k⋅cos⁡30∘≈0,5k⋅0,87=0,43kf = 0{,}5k \cdot \cos 30^\circ \approx 0{,}5k \cdot 0{,}87 = 0{,}43k, e f/k≈0,43f/k \approx 0{,}43 m, menor que 0,5: gabarito E. Sem o ângulo, a razão sairia exatamente 0,5: quem esquece a decomposição erra a física, ainda que marque a letra certa; quem decompõe acerta pelos motivos certos. Conferência: a componente vertical da tração, Tsin⁡30∘=0,25kT\sin 30^\circ = 0{,}25k, é equilibrada pelo empuxo extra da água, e não aparece na conta horizontal.

Ler um diagrama vetorial como a banca desenha

Boa parte dos itens de vetores não pede conta: pede leitura. A figura do PAS 1 de 2024 mostrava o telescópio James Webb num ponto P com três setas: F⃗1\vec F_1 (força do Sol), F⃗2\vec F_2 (força da Terra) e F⃗\vec F, a resultante, apontando para o centro de massa do sistema Sol-Terra. Os dois primeiros itens eram terceira lei e segunda lei (página de leis de Newton); o item 96, tipo C, pedia o módulo da resultante nos pontos L4 e L5, vértices de triângulos equiláteros com a base Sol-Terra. Nesses pontos o telescópio está à mesma distância rr do Sol e da Terra, logo as duas forças gravitacionais têm módulos proporcionais às massas, FTerra/FSol=m/M=xF_{\text{Terra}}/F_{\text{Sol}} = m/M = x, e formam 60° entre si (ângulo interno do triângulo equilátero). Lei dos cossenos:

F2=FSol2+FTerra2+2FSolFTerracos⁡60∘=FSol2 (1+x2+x),F^2 = F_{\text{Sol}}^2 + F_{\text{Terra}}^2 + 2F_{\text{Sol}}F_{\text{Terra}}\cos 60^\circ = F_{\text{Sol}}^2\,(1 + x^2 + x),

isto é, F=FSol1+x+x2F = F_{\text{Sol}}\sqrt{1 + x + x^2}, a opção B. Não havia nenhum número na questão; havia uma figura para ler e a lei dos cossenos para aplicar.

Roteiro de leitura de qualquer diagrama de forças: (1) identifique em que corpo cada seta atua (só as forças sobre o mesmo corpo se somam); (2) veja se a figura está em escala (a prova costuma avisar “figura fora de escala”: aí o comprimento das setas não vale como dado); (3) escolha eixos que zerem o maior número de componentes (ao longo da rampa, ao longo do cabo); (4) escreva as duas somas, ∑Fx\sum F_x e ∑Fy\sum F_y, com sinais; (5) só então compare com o que o item afirma.

O nó, a barquinha e a unidade que sobreviveu

A “barquinha” do PAS 1 de 2006 era uma boia triangular (o batel) presa a uma corda com nós a cada 14,46 m; contava-se quantos nós saíam do carretel em 30 s de ampulheta, e o número era a velocidade em milhas náuticas por hora, daí a unidade nó que navios e aviões usam até hoje. A boia ficava parada em relação à água, não em relação ao fundo; o instrumento media, sem que ninguém dissesse assim, a velocidade relativa à água. Quinhentos anos depois a banca transformou essa limitação num item.

Os erros que a prova espera

Somar módulos como se fossem escalares. “3 N e 4 N dão 7 N”: só se tiverem o mesmo sentido. A resultante de dois vetores fica entre ∣a−b∣|a - b| e a+ba + b; a prova adora o “necessariamente” que transforma um caso particular em regra.

Trocar direção por sentido. Duas forças na mesma reta apontando para lados opostos têm a mesma direção. Item que fala em “direções opostas” para forças colineares está usando o vocabulário comum, não o da Física.

Errar o sinal de uma componente. A componente é negativa quando aponta para o lado negativo do eixo que você escolheu. Escreva os eixos e os sentidos positivos antes da primeira conta; releia a figura para cada componente.

Trocar seno por cosseno. Cosseno vai com o eixo a partir do qual o ângulo foi medido. Ângulo com a horizontal: Fx=Fcos⁡θF_x = F\cos\theta. Ângulo com a vertical: Fy=Fcos⁡θF_y = F\cos\theta. Na rampa, o ângulo entre o peso e a normal é θ\theta, logo Pcos⁡θP\cos\theta é a componente perpendicular e Psin⁡θP\sin\theta, a paralela.

Confiar na escala do desenho. Se a figura diz “fora de escala”, os comprimentos das setas não são dados. Se a figura está em escala (uma seta de 2 cm representa 10 N), meça e converta, e confira que a resultante desenhada obedece ao polígono.

Concluir “vetor nulo” a partir de uma componente nula. No alto de um lançamento oblíquo, vy=0v_y = 0 e vx≠0v_x \ne 0: a velocidade não é nula. Um vetor só é nulo quando todas as componentes são nulas.

Achar que módulo constante é velocidade constante. Em curva, a direção do vetor velocidade muda: a velocidade muda e há aceleração, mesmo com o velocímetro parado.

O essencial em meia página

  • Escalar: número e unidade (massa, tempo, energia, distância, rapidez). Vetorial: número, unidade e orientação (deslocamento, velocidade, aceleração, força). Teste: se a soma depende do ângulo, é vetor.
  • Seta: comprimento = módulo (numa escala); reta suporte = direção; ponta = sentido. Vetor oposto: mesmo módulo e direção, sentido contrário. Forças colineares em lados opostos: mesma direção, sentidos opostos.
  • Soma gráfica: polígono (ponta com origem; fecha = soma nula) ou paralelogramo (diagonal da origem comum). Subtrair é somar o oposto.
  • Módulo da soma: R2=a2+b2+2abcos⁡θR^2 = a^2 + b^2 + 2ab\cos\theta. Casos: mesmo sentido a+ba + b; opostos ∣a−b∣|a - b|; perpendiculares a2+b2\sqrt{a^2 + b^2}. Sempre ∣a−b∣≤R≤a+b|a - b| \le R \le a + b.
  • Componentes: Fx=Fcos⁡θF_x = F\cos\theta, Fy=Fsin⁡θF_y = F\sin\theta (ângulo com xx); trocam se o ângulo for com yy. Rampa: Psin⁡θP\sin\theta ao longo, Pcos⁡θP\cos\theta perpendicular. Notáveis: 30∘30^\circ (1/21/2, 3/2\sqrt 3/2), 45∘45^\circ (2/2\sqrt 2/2), 60∘60^\circ (3/2\sqrt 3/2, 1/21/2).
  • Soma por componentes: some xx com xx, yy com yy; R=Rx2+Ry2R = \sqrt{R_x^2 + R_y^2}. ka⃗k\vec a: módulo ∣k∣a|k|a, sentido invertido se k<0k < 0. v⃗=vxı^+vyȷ^\vec v = v_x\hat\imath + v_y\hat\jmath.
  • Cinemática: deslocamento é a seta início-fim; distância é o caminho. Percurso fechado: velocidade vetorial média nula. Δv⃗\Delta\vec v é subtração vetorial. Curva com rapidez constante tem aceleração.
  • Velocidade relativa: v⃗A/C=v⃗A/B+v⃗B/C\vec v_{A/C} = \vec v_{A/B} + \vec v_{B/C}. Barco perpendicular à água: tempo L/vb/aL/v_{\text{b/a}}, deriva rio abaixo. Chegar em frente: apontar a montante, velocidade útil vb/a2−vaˊgua2\sqrt{v_{\text{b/a}}^2 - v_{\text{água}}^2}.
  • Forças concorrentes: F⃗R=∑F⃗\vec F_R = \sum \vec F; equilíbrio ⇔\Leftrightarrow ∑Fx=0\sum F_x = 0 e ∑Fy=0\sum F_y = 0 (polígono fecha). Dois cabos simétricos a α\alpha da vertical: T=P/(2cos⁡α)T = P/(2\cos\alpha); a componente vertical de cada um é P/2P/2 para qualquer ângulo.
  • Antes de julgar um item: em que corpo atua cada força? A figura está em escala? Quais eixos zeram mais componentes? Escreva as duas somas com sinal e só então compare.

Exercícios temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.

Flashcards temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar os cartões de revisão.

Vetores - Aula 01
Davi Oliveira - Física 2.0 · 16:46
Introdução. Apresenta o vetor como seta e nomeia módulo (intensidade), direção e sentido com exemplos do cotidiano: é a seção “O que uma seta informa” em aula, para quem ainda confunde direção com sentido.
DECOMPOSIÇÃO DE VETORES - Explicação com Exemplos
Felipe Sampaio - Física · 21:09
Aprofundamento. Deduz as componentes Fcos⁡θF\cos\theta e Fsin⁡θF\sin\theta a partir do triângulo retângulo e resolve dois exercícios, um deles com o ângulo medido em relação ao outro eixo: é a seção “Quebrar um vetor em duas partes”, com o cuidado de saber qual função vai com qual eixo.
Composição de Movimentos - Barco atravessando um rio
Assim é fácil física com Prof. Geovane Pessoa · 5:45
Aplicação. Barco a 20 km/h em relação à água num rio de 5 km com correnteza de 15 km/h: menor tempo de travessia (e por que ele não depende da correnteza) e distância percorrida em relação às margens. É o exemplo do diagrama do barco da seção “Velocidade relativa”, com números diferentes.
PAS1 2012 Física 87, 88 e 89 - Velocidade média e vetorial e Lei da conservação de energia
Fazendo Física · 6:31
Resolução. Resolve os itens 87 a 89 do PAS 1 de 2012 (bloco da Corrida de São Silvestre), inclusive o item 88, reproduzido nesta página: velocidade vetorial média nula num percurso fechado, da seção “Deslocamento não é distância percorrida”.
Rota PAS 1
Grandezas, Leis de Newton e atrito · PAS 1

Fontes desta página

Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.

  • Rota PAS 1 — Grandezas, Leis de Newton e atrito · Aquecimento (ideias 3 e 5: seta como força; a rampa reparte o peso); Grandezas físicas: medir, converter e apontar a direção (conceito escalar × vetorial, exemplo-guia da rotatória, itens 2006/111 e 2017/54, checagem da velocidade vetorial em curva); Primeira lei (item 2011/61, componente horizontal da tração); Segunda lei (rampa, item 2018/88); Atrito (decomposição do peso na rampa, mg senθ e mg cosθ); Leia como na prova (bloco de 2024, figura da soma pelo paralelogramo); Banco de treino T3 (3 N + 4 N), T4 (2012/88) e T13 (2022/85)

    Recorte por assunto: só os vetores. As leis de Newton, o atrito, a frenagem e a curva do mesmo capítulo pertencem às páginas leis-de-newton, atrito e movimento-circular-uniforme; a estática de corpo extenso (torque) fica em estatica.

  • Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cebraspe) · PAS 1 2006 (itens 12 e 111), 2008 (item 105), 2011 (item 61), 2012 (item 88), 2017 (itens 54 e 55, transcritos da página 9 do caderno impresso), 2018 (itens 80 e 88, fórmulas restauradas da página 13 do caderno), 2022 (item 85), 2024 (item 96, opções transcritas da página 13 do caderno)

    Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos em utils/material/PAS/pesquisa/classificacao/AAAA.json. Figuras impressas (rebocador, quadro, haste do Partenon, pontos de Lagrange) descritas em texto neutro no suporte de cada questão.