Probabilidade
Guia de estudo · Revisado em 07/09/2026
Quais resultados podem acontecer e quanto de chance pertence ao evento pedido?
O que você vai aprender
- Construir espaço amostral e verificar equiprobabilidade.
- Calcular união, interseção e complementar.
- Distinguir sorteios com e sem reposição e frequência de probabilidade.
Probabilidade associa números a eventos de um experimento aleatório. Antes de calcular, descreva o que pode acontecer e qual ocorrência interessa. Ao lançar um dado, o resultado pode ser uma das seis faces; o evento “obter número par” reúne 2, 4 e 6. O evento é um conjunto de resultados, não necessariamente um resultado isolado.
Espaço amostral e eventos
O espaço amostral reúne todos os resultados considerados no modelo. Um evento é um subconjunto de . A probabilidade satisfaz e . O evento impossível tem probabilidade zero. Em um espaço finito no qual cada resultado tem probabilidade positiva, um evento de probabilidade zero é vazio.
Essa última conclusão não se transfere automaticamente a modelos contínuos: um valor exato pode ter probabilidade zero sem estar fora do domínio. Neste guia, os exemplos de contagem usam espaços finitos. Explicitar o modelo evita transformar regras de dados e moedas em afirmações universais sobre qualquer experimento.
Eventos disjuntos não compartilham resultados. No dado, “obter 1” e “obter 6” são disjuntos; “obter par” e “obter maior que 3” compartilham 4 e 6. As palavras “ou” e “e” precisam ser traduzidas em união e interseção.
Quando contar casos é suficiente
Se todos os resultados elementares de um espaço finito têm a mesma chance, então . Para um dado honesto, há três faces pares entre seis faces equiprováveis, dando . Um dado com faces viciadas exige conhecer e somar as probabilidades das faces desejadas.
Duas moedas honestas e independentes produzem quatro pares ordenados equiprováveis: cara-cara, cara-coroa, coroa-cara e coroa-coroa. O evento “exatamente uma cara” contém dois desses pares, portanto tem probabilidade 1/2. Os rótulos “zero caras”, “uma cara” e “duas caras” não são três resultados equiprováveis. Agrupar resultados muda suas probabilidades.
O mesmo cuidado vale ao somar dois dados honestos e independentes: há 36 pares ordenados equiprováveis, mas as somas de 2 a 12 têm frequências diferentes. A soma 2 ocorre apenas com (1,1); a soma 7 ocorre com seis pares.
União e interseção
A regra geral da união é . Subtraímos a interseção porque ela foi contada nas duas parcelas. Em um dado honesto, sejam o evento par e o evento maior que 3. Temos , e .
Assim, a chance de sair par ou maior que 3 é . Conferindo pela lista, a união contém 2, 4, 5 e 6. Quando os eventos são disjuntos, a interseção é vazia e a fórmula se reduz à soma das probabilidades.
O complementar simplifica “pelo menos um”
O complementar de , escrito , reúne os resultados em que não ocorre. Como e são disjuntos e cobrem o espaço, . Para obter pelo menos uma cara em três lançamentos independentes de uma moeda honesta, é mais curto excluir o caso de três coroas.
A probabilidade de nenhuma cara é . Logo, a de pelo menos uma cara é . Esse evento inclui uma, duas ou três caras. Não equivale a “exatamente uma”, cuja probabilidade é : existem três posições possíveis para a única cara.
Sorteios sem reposição
Uma caixa contém quatro fichas azuis e seis brancas, distinguíveis individualmente. Duas são sorteadas uniformemente sem reposição. A probabilidade de ambas serem azuis é .
Outra solução acompanha as etapas: a primeira azul tem chance ; após retirá-la, restam três azuis entre nove fichas. Portanto, . A segunda chance depende do resultado anterior. Usar nas duas etapas descreveria outro experimento, com reposição e novo sorteio uniforme.
Probabilidade e frequência observada
Uma probabilidade teórica de 1/2 não obriga a obter exatamente cinco caras em dez lançamentos. A frequência relativa é o número observado de ocorrências dividido pelo número de repetições. Sob hipóteses como repetições independentes do mesmo experimento, ela tende a estabilizar perto da probabilidade em amostras grandes, sem uma garantia de igualdade em uma sequência curta.
Resultados possíveis não são automaticamente equiprováveis. Use a mesma convenção de ordem no numerador e no denominador e não multiplique probabilidades marginais sem independência.
A análise combinatória organiza contagens; a probabilidade condicional mostra como recalcular chances quando uma informação restringe o grupo considerado.
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Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
- Rota PAS 2 — Contagem, probabilidade e estatística: decidir sob incerteza · O que é medir uma probabilidade?
Recorte reorganizado por assunto, com exemplos autorais e hipóteses explicitadas.