Volume de prismas e cilindros

Guia de estudo · Revisado em 04/10/2026

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Uma caixa-d'água de 1 000 litros é um cubo de 1 metro de lado; a lata de refrigerante tem 350 mL; a chuva de ontem foi de 30 milímetros. Como esses três números são o mesmo tipo de medida, como se passa de um para o outro sem errar por mil, e por que cortar o diâmetro de uma lata pela metade não deixa a lata com metade do refrigerante?

O que você vai aprender

  • Explicar o que significa medir um volume (contar cubos unitários) e usar as três propriedades da medida: não negativa, invariante por movimentos rígidos e aditiva em partes sem sobreposição.
  • Converter entre m³, dm³, cm³, litros e mililitros com o fator ao cubo (1 m³ = 1 000 dm³ = 1 000 L; 1 cm³ = 1 mL), traduzir milímetros de chuva em litros por metro quadrado e relacionar massa, volume e densidade.
  • Deduzir e aplicar V = A_b · h a prismas retos de qualquer base (retângulo, triângulo, trapézio, hexágono regular com apótema) e a cilindros (πr²h), distinguindo a altura do sólido da altura da figura da base e o raio do diâmetro.
  • Usar a fórmula ao contrário: obter raio, altura ou área da base a partir de um volume dado, inclusive quando o volume vem expresso com π.
  • Prever como o volume responde a mudanças de uma medida (altura × k → volume × k; raio × k → volume × k²) e a ampliações semelhantes (todas as medidas × k → volume × k³), incluindo os casos diâmetro à metade → altura ×4 e soma de volumes ≠ soma de diâmetros.
  • Distinguir volume de capacidade útil (fração ocupada, nível parcial, dimensões externas × internas), calcular volumes por diferença em tubos ocos e piscinas com borda, e somar prisma + cilindro como preparação para os sólidos compostos.
  • Resolver problemas de nível d'água: subida do nível ao acrescentar líquido ou ao mergulhar um objeto (o volume deslocado é o volume submerso) e o caso do cilindro deitado, em que a altura do líquido não entra direto na fórmula.
  • Relacionar vazão, volume e tempo (L/min, m³/h) para calcular tempos de enchimento e esvaziamento e a altura da água em função do tempo num reservatório de base constante.
  • Ler dados de volume em tabelas de chuva, plantas com cotas e figuras com unidades mistas, e reconhecer os moldes dos itens do PAS: limiar numérico, resposta numérica (tipo B) e afirmação sobre razões.

A conta de água de uma casa chega em metros cúbicos: 12 m³ no mês. A garrafa na geladeira diz 2 L no rótulo. O noticiário da noite avisa que choveram 30 milímetros na cidade. Os três números medem a mesma coisa, espaço ocupado por água, e passam de um para o outro por regras que não admitem improviso: 12 m³ são 12 000 L, a garrafa de 2 L é um cubo imaginário de pouco mais de 12,6 cm de aresta, e os 30 mm de chuva são 30 L despejados sobre cada metro quadrado de telhado. Quem se confunde nessas passagens erra por mil, e é exatamente por mil que a banca gosta de perguntar.

Esta página trata do volume dos sólidos mais simples, os que são feitos de uma figura plana repetida até uma certa altura: os prismas (base poligonal) e os cilindros (base circular). Primeiro, o que significa medir um volume e como as unidades se encaixam; depois, a regra única que serve para todos eles, área da base vezes altura; em seguida, o que a prova mais cobra, que não é a fórmula, e sim como o volume reage quando o raio dobra, quando o diâmetro cai à metade, quando a chuva cai sobre uma piscina ou quando uma pedra é jogada num aquário. As seções e planificações desses sólidos, com as suas áreas, estão em Geometria espacial; as áreas das figuras que servem de base, em Áreas de figuras planas. O que vem depois, o princípio que justifica a fórmula para sólidos inclinados, o terço das pirâmides e dos cones e os objetos feitos de vários sólidos, tem páginas próprias: Princípio de Cavalieri, Volume de pirâmides e cones e Volumes de sólidos compostos.

Medir um volume é contar cubos

Medir um comprimento é ver quantas vezes um segmento-padrão cabe nele; medir uma área, quantas vezes um quadrado-padrão a cobre. Medir um volume é contar quantas vezes um cubo-padrão cabe dentro da região do espaço que interessa. Se o padrão é o cubo de 1 cm de aresta, a contagem sai em centímetros cúbicos; se é o cubo de 1 m, em metros cúbicos. Uma caixa retangular de 5 cm por 3 cm por 2 cm recebe uma camada de 5×3=155 \times 3 = 15 cubinhos de 1 cm e tem espaço para duas camadas: 30 cubinhos, 30 cm³. A fórmula V=a⋅b⋅cV = a \cdot b \cdot c do paralelepípedo não é um axioma, é o resumo dessa contagem.

O que uma medida de volume precisa respeitar

Qualquer forma de atribuir volume a regiões do espaço tem três compromissos, e tudo o que vem depois nesta página depende deles:

  1. Nunca é negativo. O volume de uma região é zero ou positivo.
  2. Mover não muda. Duas regiões congruentes, uma cópia da outra por translação, rotação ou reflexão, têm o mesmo volume. Deitar um tanque não altera quanta água cabe nele.
  3. O todo é a soma das partes. Se uma região é dividida em pedaços que não se sobrepõem (podem compartilhar faces, não interiores), o volume dela é a soma dos volumes dos pedaços. É a propriedade que permite somar um cilindro a um paralelepípedo e, no sentido contrário, obter o volume de um tubo subtraindo o furo do bloco.

A unidade fundamental é o metro cúbico (m³), o espaço que um cubo com aresta de 1 m ocupa. Os submúltiplos descem de mil em mil, porque dividir a aresta por 10 divide o volume por 10310^3: 1 m³ = 1 000 dm³, 1 dm³ = 1 000 cm³, 1 cm³ = 1 000 mm³.

Três painéis. À esquerda, um cubo de 1 metro de aresta desenhado em perspectiva, dividido em uma grade de 10 por 10 por 10 cubinhos de 1 decímetro, com uma camada inferior destacada e o texto 10 vezes 10 vezes 10 igual a 1 000 cubinhos. No centro, um único cubinho de 1 decímetro de aresta ao lado de uma garrafa de 1 litro, com a igualdade 1 decímetro cúbico igual a 1 litro. À direita, uma escada de conversão com três degraus: metro cúbico, decímetro cúbico e centímetro cúbico, com setas marcadas vezes 1 000 descendo e divididas por 1 000 subindo, e os nomes litro e mililitro escritos ao lado do decímetro cúbico e do centímetro cúbico.
O metro cúbico abriga mil cubos com 1 dm de aresta, e cada um deles vale exatamente um litro: a conversão de volume desce de mil em mil, nunca de dez em dez. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 1: o aquário. Um aquário retangular mede, por dentro, 50 cm de comprimento, 30 cm de largura e 40 cm de altura. Quantos litros de água ele comporta cheio até a borda?

Estratégia: o aquário é um paralelepípedo; volume é o produto das três medidas; depois, 1 L = 1 dm³ = 1 000 cm³.

Resolução: V=50×30×40=60 000V = 50 \times 30 \times 40 = 60\,000 cm³. Como 1 000 cm³ são 1 L, o aquário comporta 60 000÷1 000=6060\,000 \div 1\,000 = 60 L.

Conferência: em decímetros, as medidas são 5 dm, 3 dm e 4 dm, e 5×3×4=605 \times 3 \times 4 = 60 dm³ = 60 L. Em metros, 0,5×0,3×0,4=0,060{,}5 \times 0{,}3 \times 0{,}4 = 0{,}06 m³, e 0,06×1 000=600{,}06 \times 1\,000 = 60 L de novo. Três caminhos, um resultado; se um deles desse 6 ou 600, a unidade teria escorregado em algum fator de 10 que deveria ter ido ao cubo.

O fator vai ao cubo: metro cúbico, litro e mililitro

Entre metro e centímetro há um fator 100. Entre metro quadrado e centímetro quadrado, o fator é 1002=10 000100^2 = 10\,000. Entre metro cúbico e centímetro cúbico, 1003=1 000 000100^3 = 1\,000\,000. A regra é a mesma para qualquer par de unidades: o fator de comprimento elevado à dimensão da grandeza. É por isso que uma piscina de 8 m por 4 m por 1,5 m tem 48 m³ e não “4 800 litros”: 48 m³ são 48 000 L.

As unidades de volume e de capacidade
unidade vale nome de capacidade
1 m³ 1 000 dm³ = 1 000 000 cm³ 1 000 L (mil litros)
1 dm³ 1 000 cm³ 1 L (litro)
1 cm³ 1 000 mm³ 1 mL (mililitro)

O litro é, por definição, o decímetro cúbico: o volume de um cubo de 10 cm de aresta. Daí saem as duas igualdades que resolvem a maior parte dos problemas: 1 m³ = 1 000 L e 1 cm³ = 1 mL. A palavra “capacidade” é só o nome que se dá ao volume quando ele mede o que um recipiente pode conter; a grandeza é a mesma.

Dividir por cem quando era por um milhão

O erro mais frequente desta página inteira é tratar a conversão de volume como se fosse de comprimento. “1 m tem 100 cm, logo 1 m³ tem 100 cm³”: falso, tem um milhão. “1 m tem 10 dm, logo 1 m³ tem 10 L”: falso, tem mil. Os itens não anunciam a conversão: dão os dados em metros e pedem a resposta em litros ou em centímetros cúbicos (a piscina de 4 m de lado do PAS 1 de 2018, com a resposta em milhares de cm³), ou escondem o fator numa área em km² (os 516 km² do item de 2015). Dois hábitos protegem: converter todas as medidas para uma única unidade de comprimento antes de multiplicar, e deixar a passagem para litros para o fim, com o fator 1 000 explícito.

Exemplo resolvido 2: a camada de rejeito. Um canteiro de obras precisa espalhar 3 600 m³ de terra sobre um terreno retangular de 120 m por 80 m, formando uma camada de espessura uniforme. Que espessura, em centímetros, a camada terá?

Estratégia: a camada é um paralelepípedo de base conhecida; a espessura é a altura: h=V/Abh = V / A_b.

Resolução: área do terreno 120×80=9 600120 \times 80 = 9\,600 m². Espessura h=3 600/9 600=0,375h = 3\,600 / 9\,600 = 0{,}375 m =37,5= 37{,}5 cm.

Conferência: uma camada de 0,375 m sobre 9 600 m² dá 9 600×0,375=3 6009\,600 \times 0{,}375 = 3\,600 m³. O mesmo raciocínio decide itens em escala muito maior: 240 milhões de metros cúbicos de material espalhados sobre 516 km² (a área alagada de uma hidrelétrica, num item do PAS 1 de 2015) formam uma camada de 240×106/(516×106)≈0,465240 \times 10^6 / (516 \times 10^6) \approx 0{,}465 m, menos de 50 cm, e a única dificuldade é lembrar que 1 km² são 10610^6 m².

Massa, volume e densidade: a ponte com a Física

Para transformar um volume em massa, ou o contrário, é preciso saber quanto cada centímetro cúbico do material pesa: a densidade ρ=m/V\rho = m / V. A água tem 1 g/cm³, o que é o mesmo que 1 kg/L e 1 000 kg/m³ (um milhão de cm³ no m³ contra mil gramas no quilograma: sobra um fator mil). O ferro tem cerca de 7,9 g/cm³; o ouro, 19,3 g/cm³: uma barra de ouro de 1 kg ocupa só 1 000/19,3≈521\,000 / 19{,}3 \approx 52 cm³, um cubo de 3,7 cm de aresta. Um item do PAS 2 de 2013 pendurou numa mola um cilindro de 2 cm de raio por 5 cm de altura, com a massa de 250 g marcada na figura, e perguntou se a densidade passava de 3 900 kg/m³: a resposta é o volume do cilindro (π⋅4⋅5≈62,8\pi \cdot 4 \cdot 5 \approx 62{,}8 cm³), a divisão 250/62,8≈3,98250 / 62{,}8 \approx 3{,}98 g/cm³ e a passagem para kg/m³, que multiplica por mil. A página de Hidrostática leva a densidade adiante, até a pressão e o empuxo.

Um milímetro de chuva vale um litro em cada metro quadrado

A chuva é medida em milímetros, e isso costuma parecer uma unidade de comprimento perdida no lugar errado. Não é: o índice pluviométrico diz a altura que a água atingiria se ficasse parada sobre uma superfície horizontal, sem escoar nem infiltrar. “Choveram 30 mm” significa que uma caixa aberta, de fundo plano, acumularia uma lâmina de 3 cm de água. A conversão para litros vem direto da definição do litro: sobre 1 m² de área, uma lâmina de 1 mm = 0,001 m tem volume 1×0,001=0,0011 \times 0{,}001 = 0{,}001 m³ = 1 L.

A regra da chuva

1 mm de chuva=1 L por m2⟹V(L)=ıˊndice (mm)×aˊrea horizontal (m2).1\ \text{mm de chuva} = 1\ \text{L por m}^2 \qquad\Longrightarrow\qquad V_{\text{(L)}} = \text{índice (mm)} \times \text{área horizontal (m}^2\text{)}.

A área que conta é a projeção horizontal da superfície (a sombra que o telhado faria ao meio-dia), não a área inclinada das telhas, porque a chuva cai na vertical e a lâmina se mede na vertical. Índices de dias seguidos se somam: 20 mm por dia durante 7 dias são 140 mm, uma lâmina de 14 cm.

À esquerda, um quadrado de 1 metro por 1 metro desenhado em perspectiva sobre o chão, com gotas de chuva caindo e uma lâmina de água de 1 milímetro de altura sobre ele, exagerada no desenho para ficar visível, e a conta 1 metro quadrado vezes 0,001 metro igual a 0,001 metro cúbico igual a 1 litro. À direita, um telhado de duas águas visto de lado, com a sua projeção horizontal marcada no chão por uma faixa tracejada e a indicação de que a área que recebe a chuva é a projeção, e não a área inclinada das telhas; abaixo, uma cisterna cilíndrica recebendo a água por uma calha.
A lâmina de 1 mm sobre 1 m² é um paralelepípedo achatado de 1 litro. Para um telhado, a área que entra na conta é a sombra dele no chão. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 3: a cisterna da escola. O telhado de uma escola tem projeção horizontal de 80 m², e toda a água que cai nele é levada por calhas a uma cisterna cilíndrica de 0,8 m de raio e 1,5 m de altura, inicialmente vazia. Num dia choveram 35 mm. Que fração da cisterna foi preenchida? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: chuva em litros = mm × m²; capacidade da cisterna pela fórmula do cilindro, convertida para litros; depois a razão.

Resolução: água recolhida: 35×80=2 80035 \times 80 = 2\,800 L. Cisterna: V=3,14×0,82×1,5=3,14×0,64×1,5=3,0144V = 3{,}14 \times 0{,}8^2 \times 1{,}5 = 3{,}14 \times 0{,}64 \times 1{,}5 = 3{,}0144 m³ ≈3 014\approx 3\,014 L. Fração: 2 800/3 014≈0,932\,800 / 3\,014 \approx 0{,}93. A chuva de um dia encheu cerca de 93 % da cisterna.

Conferência: 35 mm são 0,035 m de lâmina; 80×0,035=2,880 \times 0{,}035 = 2{,}8 m³ = 2 800 L, o mesmo número pelo caminho dos metros. Se o item afirmasse que a cisterna “transbordou”, a resposta seria não, por uma margem de 7 %; limiares assim, perto do valor, são o estilo da banca.

Foi essa regra que decidiu dois itens recentes do PAS. Em 2018 (PAS 1), um gráfico do INMET mostrava os índices diários de Brasília em maio, a barra do dia 20 marcava 11 mm, e a prova pediu, em milhares de centímetros cúbicos, a água acumulada numa piscina quadrada de 4 m de lado: 11×16=17611 \times 16 = 176 L =176 000= 176\,000 cm³, resposta 176. Em 2024 (PAS 2), uma piscina de 250 m² recebeu 20 mm de chuva por dia ao longo de uma semana, e a pergunta era se essa água encheria uma cisterna cilíndrica com raio e altura de 2 m. A chuva da semana vale 140×250=35 000140 \times 250 = 35\,000 L =35= 35 m³; a cisterna, π⋅4⋅2≈25\pi \cdot 4 \cdot 2 \approx 25 m³. Enche, e sobra. Nos dois, a geometria é mínima; o item está na tradução de milímetros em litros.

Prisma e cilindro: a mesma figura repetida até a altura h

Uma pilha de azulejos quadrados de 20 cm de lado, 50 peças de 1 cm de espessura, ocupa a área de um azulejo multiplicada pelos 50 cm da pilha. A razão é a mesma contagem de cubos da primeira seção, feita camada por camada: cada camada de 1 cm de espessura contém tantos centímetros cúbicos quantos centímetros quadrados tem a peça, e há hh camadas. Nada nesse argumento usou o fato de o azulejo ser quadrado. Se as peças fossem triângulos, hexágonos ou discos, a conta seria a mesma.

Volume de prismas e cilindros

Um prisma é o sólido formado por duas cópias de um polígono (as bases), em planos paralelos, ligadas por faces laterais; a altura hh é a distância entre os planos das bases. Um cilindro é o mesmo com um círculo no lugar do polígono. Para os dois,

V=Ab⋅h,V = A_b \cdot h,

a área da base vezes a altura. Casos que aparecem com nome próprio:

  • Paralelepípedo reto-retângulo de arestas aa, bb, cc: V=abcV = abc.
  • Cubo de aresta aa: V=a3V = a^3.
  • Prisma de base triangular com base bb e altura hth_t no triângulo: V=b⋅ht2⋅hV = \dfrac{b \cdot h_t}{2} \cdot h.
  • Prisma de base trapezoidal (bases BB e bb, altura hth_t no trapézio): V=(B+b) ht2⋅hV = \dfrac{(B + b)\,h_t}{2} \cdot h.
  • Prisma hexagonal regular de lado ℓ\ell: a base são seis triângulos equiláteros, Ab=6⋅ℓ234=332ℓ2A_b = 6 \cdot \dfrac{\ell^2\sqrt{3}}{4} = \dfrac{3\sqrt{3}}{2}\ell^2, ou, o que dá no mesmo, perímetro vezes apótema dividido por 2, com apótema a=ℓ32a = \dfrac{\ell\sqrt{3}}{2}.
  • Cilindro circular reto de raio rr: V=πr2hV = \pi r^2 h. O raio é metade do diâmetro.

A altura hh é sempre a distância perpendicular entre as bases. Num prisma ou cilindro reto, as arestas laterais (ou as geratrizes) são perpendiculares às bases e medem exatamente hh; num oblíquo, elas são inclinadas e medem mais que hh.

Três prismas retos lado a lado, todos com a mesma altura h marcada por uma cota vertical. O primeiro tem base triangular, com a base do triângulo b e a altura do triângulo h t marcadas na face de baixo, e a fórmula V igual a b vezes h t sobre 2 vezes h. O segundo tem base trapezoidal, com as bases B e b e a altura do trapézio cotadas. O terceiro tem base hexagonal regular, com o lado l, o apótema a igual a l vezes raiz de 3 sobre 2 e o círculo inscrito tracejado, e a fórmula V igual a 3 raiz de 3 sobre 2 vezes l ao quadrado vezes h. Abaixo de todos, a regra comum V igual a área da base vezes h.
A fórmula ignora a forma da base; o que entra nela é a área. O cuidado é não confundir a altura do sólido com a altura da figura que está na base. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 4: a cunha de madeira. Uma peça de madeira é um prisma reto cuja base é um triângulo retângulo de catetos 6 cm e 8 cm; o comprimento da peça é 25 cm. Qual é o volume? E a massa, se a madeira tem densidade 0,6 g/cm³?

Estratégia: área do triângulo retângulo (catetos como base e altura), vezes o comprimento, que é a altura do prisma.

Resolução: Ab=6×82=24A_b = \dfrac{6 \times 8}{2} = 24 cm². V=24×25=600V = 24 \times 25 = 600 cm³. Massa: 0,6×600=3600{,}6 \times 600 = 360 g.

Conferência: a peça cabe dentro de um bloco de 6×8×25=1 2006 \times 8 \times 25 = 1\,200 cm³ e é exatamente a metade dele (o triângulo retângulo é meio retângulo). Repare que a hipotenusa, 10 cm, não entrou na conta; ela entraria só na área lateral, que é assunto de outra página.

Exemplo resolvido 5: a caixa hexagonal. Uma embalagem tem a forma de um prisma reto de base hexagonal regular e 5 cm de altura. Dentro dela cabe, encostando nas seis paredes, um disco de 6 cm de raio. Qual é o volume da embalagem?

Estratégia: o disco tangente às seis paredes tem raio igual ao apótema do hexágono. Do apótema sai o lado; do lado, a área.

Resolução: apótema a=6a = 6 cm. Como a=ℓ32a = \dfrac{\ell\sqrt{3}}{2}, o lado é ℓ=2a3=123=43\ell = \dfrac{2a}{\sqrt{3}} = \dfrac{12}{\sqrt{3}} = 4\sqrt{3} cm. Área da base: 332ℓ2=332⋅48=723\dfrac{3\sqrt{3}}{2}\ell^2 = \dfrac{3\sqrt{3}}{2} \cdot 48 = 72\sqrt{3} cm² ≈124,7\approx 124{,}7 cm². Volume: 723×5=360372\sqrt{3} \times 5 = 360\sqrt{3} cm³ ≈623,5\approx 623{,}5 cm³.

Conferência: pelo outro caminho, área = perímetro × apótema / 2 =6⋅43⋅6/2=723= 6 \cdot 4\sqrt{3} \cdot 6 / 2 = 72\sqrt{3}. E faz sentido: o disco de raio 6 tem área 36π≈11336\pi \approx 113 cm², um pouco menor que o hexágono que o contém (124,7). Um item do PAS 3 de 2024 usou exatamente essa configuração, com uma pizza de 15 cm de raio numa caixa hexagonal de 4 cm de altura, e afirmou o volume 1 80031\,800\sqrt{3} cm³: lado 10310\sqrt{3}, base 4503450\sqrt{3}, vezes 4.

Exemplo resolvido 6: o tambor de 200 litros. Um tambor metálico tem 57 cm de diâmetro interno e 85 cm de altura interna. Confira se o nome “tambor de 200 litros” faz sentido, com π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: raio = metade do diâmetro; V=πr2hV = \pi r^2 h em centímetros cúbicos; dividir por 1 000.

Resolução: r=28,5r = 28{,}5 cm. r2=812,25r^2 = 812{,}25. V=3,14×812,25×85≈216 800V = 3{,}14 \times 812{,}25 \times 85 \approx 216\,800 cm³ ≈217\approx 217 L.

Conferência: o tambor comporta um pouco mais de 200 L, o que deixa folga para não encher até a boca; o nome comercial é a capacidade útil. Quem tivesse usado 57 no lugar do raio acharia 3,14×3 249×85≈867 0003{,}14 \times 3\,249 \times 85 \approx 867\,000 cm³, quatro vezes mais, porque o raio entra ao quadrado. Esse fator 4 é o teste mais barato para flagrar o erro de diâmetro.

Um cilindro circular reto em perspectiva, com o raio r desenhado do centro da base de cima até a borda, o diâmetro d igual a 2 r tracejado atravessando a base, e a altura h cotada ao lado. À direita, a base vista de cima: um círculo com o raio r e a área pi r ao quadrado escrita dentro. Abaixo, a fórmula V igual a pi r ao quadrado h e, num quadro de alerta, a comparação: com r igual a 5 o volume é 785; com o diâmetro 10 usado no lugar do raio, 3 140, quatro vezes maior.
No cilindro, h aparece com expoente 1 e r com expoente 2. Trocar o raio pelo diâmetro quadruplica o resultado, e os limiares dos itens costumam estar calibrados para pegar exatamente isso. Diagrama autoral.
Duas alturas no mesmo problema

Num prisma de base triangular ou trapezoidal há duas alturas: a da figura da base (a distância entre o vértice e o lado oposto, ou entre as duas bases do trapézio) e a do sólido (a distância entre os planos das duas bases). Um enunciado pode chamar as duas de “altura”, e a figura pode mostrar o prisma deitado, com a altura do sólido virada para o lado como “comprimento”. Antes de multiplicar, nomeie: qual altura entra na área da base, qual multiplica a área da base. O mesmo vale para um cilindro deitado, cujo “comprimento” é a altura hh da fórmula.

Inclinar o prisma não muda o volume

Pegue a pilha de azulejos e desloque as peças de lado, cada uma um pouco mais que a de baixo, de modo que a pilha fique inclinada. As peças são as mesmas e a espessura de cada uma é a mesma; a altura da pilha, medida na vertical, não mudou. O volume também não. O sólido inclinado é um prisma oblíquo, as suas arestas laterais ficaram mais compridas que a altura, e a fórmula V=Ab⋅hV = A_b \cdot h continua valendo, com hh a altura perpendicular, não a aresta inclinada.

O argumento das fatias é a semente do princípio de Cavalieri: dois sólidos que, cortados por qualquer plano paralelo às bases, mostram seções de mesma área têm o mesmo volume. Ele tem página própria (Princípio de Cavalieri), onde faz coisas mais ambiciosas, como achar o volume de um recipiente parabólico ou de uma semiesfera. Aqui basta a consequência imediata: um prisma ou cilindro oblíquo tem exatamente o volume do sólido reto que compartilha com ele a base e a altura, e dois prismas de alturas iguais e bases de áreas iguais empatam em volume, ainda que um seja triangular e o outro, hexagonal.

Exemplo resolvido 7: a lata inclinada. Um cilindro oblíquo tem base de raio 3 cm e geratriz (a aresta lateral inclinada) de 10 cm, formando 60° com o plano da base. Qual é o volume? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: a altura não é a geratriz; é a projeção vertical dela: h=10⋅sen⁡60°h = 10 \cdot \operatorname{sen} 60°.

Resolução: h=10×32≈8,66h = 10 \times \dfrac{\sqrt{3}}{2} \approx 8{,}66 cm. V=3,14×9×8,66≈244,7V = 3{,}14 \times 9 \times 8{,}66 \approx 244{,}7 cm³.

Conferência: se a lata estivesse em pé com a mesma geratriz, V=3,14×9×10=282,6V = 3{,}14 \times 9 \times 10 = 282{,}6 cm³; inclinada, ela é mais baixa e guarda menos. Quem usa a geratriz como altura superestima o volume em 15 %.

A fórmula lida ao contrário

Boa parte dos itens não pede o volume: dá o volume e pede uma das outras medidas. A fórmula V=Ab⋅hV = A_b \cdot h tem três grandezas, e qualquer uma delas sai das outras duas:

h=VAb,Ab=Vh,r=Vπh (cilindro),a=V3 (cubo).h = \frac{V}{A_b}, \qquad A_b = \frac{V}{h}, \qquad r = \sqrt{\frac{V}{\pi h}}\ \text{(cilindro)}, \qquad a = \sqrt[3]{V}\ \text{(cubo)}.

Exemplo resolvido 8: a altura do reservatório. Um reservatório cilíndrico deve guardar 50 000 L e tem 2 m de raio interno. Que altura ele precisa ter? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: converter para m³, depois h=V/(πr2)h = V / (\pi r^2).

Resolução: V=50V = 50 m³. Ab=3,14×4=12,56A_b = 3{,}14 \times 4 = 12{,}56 m². h=50/12,56≈3,98h = 50 / 12{,}56 \approx 3{,}98 m. Na prática, 4 m.

Conferência: 12,56×4=50,2412{,}56 \times 4 = 50{,}24 m³, pouco mais que o necessário. Se o item desse o raio 2 m como “diâmetro 4 m”, nada mudaria; se desse “diâmetro 2 m”, a área cairia a um quarto e a altura subiria para 16 m: o reservatório viraria uma torre. A proporção entre altura e raio é o primeiro teste de sanidade da resposta.

Exemplo resolvido 9: o raio escondido no π. Um tanque cilíndrico de 40 cm de altura tem volume 3 600π3\,600\pi cm³. Qual é o raio da base?

Estratégia: quando o volume vem com π, o π da fórmula cancela e sobra uma conta exata.

Resolução: πr2⋅40=3 600π⇒r2=90⇒r=90=310≈9,5\pi r^2 \cdot 40 = 3\,600\pi \Rightarrow r^2 = 90 \Rightarrow r = \sqrt{90} = 3\sqrt{10} \approx 9{,}5 cm.

Conferência: π⋅90⋅40=3 600π\pi \cdot 90 \cdot 40 = 3\,600\pi. A banca gosta dessa embalagem: um volume como 2π×1042\pi \times 10^4 cm³ e uma altura de 50 cm levam a r2=400r^2 = 400 e r=20r = 20, sem nenhum decimal, e o erro plantado é responder o diâmetro (40) quando se pede o raio. Foi o item do tambor da prova de 2023.

A mesma leitura serve para comparar dois sólidos de volumes iguais. Se um cilindro de área da base A1A_1 e um paralelepípedo de área da base A2A_2 têm o mesmo volume, então A1h1=A2h2A_1 h_1 = A_2 h_2, e a razão das alturas é o inverso da razão das áreas: h2/h1=A1/A2h_2 / h_1 = A_1 / A_2. Base maior, altura menor, na mesma proporção.

O que acontece com o volume quando uma medida muda

É o assunto mais rentável para a banca, porque não exige conta, exige entender onde cada medida entra na fórmula. No cilindro, V=πr2hV = \pi r^2 h: a altura aparece uma vez, o raio aparece duas.

Três regras de proporção
  • Só a altura muda por um fator kk: o volume muda pelo mesmo fator kk. Dobrar a altura dobra o volume.
  • Só o raio muda por um fator kk: o volume muda por k2k^2. Dobrar o raio quadruplica o volume; reduzir o diâmetro à metade reduz o raio à metade e o volume a um quarto.
  • Todas as medidas mudam por um fator kk (sólidos semelhantes, uma ampliação uniforme): o volume muda por k3k^3. Dobrar todas as medidas multiplica o volume por 8; uma maquete na escala 1:25 tem 253=15 62525^3 = 15\,625 vezes menos volume que o original.

O mesmo vale para prismas: a área da base é uma grandeza de duas dimensões (lado ao quadrado), e a altura, de uma. A regra geral é: cada dimensão linear pesa conforme o expoente com que aparece.

Quatro cilindros em fila com os volumes escritos embaixo. O primeiro, de referência, tem raio r e altura h e volume V. O segundo tem a altura dobrada e o mesmo raio, volume 2 V. O terceiro tem o raio dobrado e a mesma altura, volume 4 V. O quarto tem raio e altura dobrados, volume 8 V. À direita, um quadro com as três regras: altura vezes k dá volume vezes k; raio vezes k dá volume vezes k ao quadrado; tudo vezes k dá volume vezes k ao cubo. Abaixo, um segundo painel mostra dois cilindros de mesmo volume: um com diâmetro d e altura h, outro com diâmetro d sobre 2 e altura 4 h.
Dobrar a altura dobra; dobrar o raio quadruplica; dobrar tudo multiplica por oito. Para manter o volume com metade do diâmetro, a altura tem de quadruplicar, não dobrar. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 10: a mesma capacidade com metade do diâmetro. Um cilindro de diâmetro dd e altura hh será substituído por outro, de diâmetro d/2d/2, com o mesmo volume. Qual deve ser a nova altura?

Estratégia: escrever os dois volumes e igualar.

Resolução: original: π(d/2)2h=πd2h/4\pi (d/2)^2 h = \pi d^2 h / 4. Novo, com raio d/4d/4 e altura h′h': π(d/4)2h′=πd2h′/16\pi (d/4)^2 h' = \pi d^2 h' / 16. Igualando, h′/16=h/4h'/16 = h/4, logo h′=4hh' = 4h. A altura quadruplica.

Conferência: o raio caiu à metade, a área da base caiu a um quarto; para compensar, a altura sobe quatro vezes. A prova de 2025 afirmou, num item sobre a câmara de um motor, que a altura “deve ser o dobro”; o item era errado por exatamente esse fator 2 que faltava.

Exemplo resolvido 11: um cilindro que vale dois. Três toras cilíndricas de mesma altura têm raios rAr_A, rB=3r_B = 3 dm e rC=4r_C = 4 dm, e o volume de A é igual aos volumes de B e C somados. Qual é o raio de A? O diâmetro de A é a soma dos diâmetros de B e C?

Estratégia: com a mesma altura, somar volumes é somar πr2h\pi r^2 h; o πh\pi h cancela e sobram os quadrados dos raios.

Resolução: rA2=rB2+rC2=9+16=25r_A^2 = r_B^2 + r_C^2 = 9 + 16 = 25, logo rA=5r_A = 5 dm. Diâmetros: 1010 contra 6+8=146 + 8 = 14. Não se somam.

Conferência: se os diâmetros se somassem (rA=7r_A = 7), o volume de A seria proporcional a 49, quase o dobro de 9+16=259 + 16 = 25. O que se soma, quando o volume se soma, é a área da base, e a área vai com o quadrado do raio. A prova de 2022 pendurou essa afirmação falsa em três palmeiras de uma fotografia, e ela cai pela conta 3,4,53, 4, 5.

"Dobrou tudo, dobrou o volume"

A intuição linear falha três vezes aqui. (1) Uma garrafa com o dobro da altura e o dobro do diâmetro não tem o dobro do conteúdo: tem oito vezes. (2) Uma lata com o mesmo volume e metade do diâmetro não é duas vezes mais alta: é quatro vezes. (3) Numa maquete, a escala 1:50 não reduz o volume 50 vezes, nem 2 500: reduz 125 000 vezes. O antídoto é perguntar, medida por medida, com que expoente ela entra na fórmula.

A lata que gasta menos metal

Duas latas de 500 mL podem ter formatos bem diferentes: uma estreita e alta, com 3,3 cm de raio e 14,6 cm de altura, e uma mais atarracada, com 4,3 cm de raio e 8,6 cm de altura. O volume é o mesmo; a quantidade de folha de metal, não. Entre todos os cilindros de volume fixo, o que tem a menor área total é aquele em que a altura é igual ao diâmetro (h=2rh = 2r), a segunda lata. As latas reais de bebida são mais altas que isso por razões de fabricação e de marketing, mas a conta explica por que as latas de tinta e de conserva se parecem tanto com um cilindro “quadrado” visto de lado. A área total, que decide essa comparação, está na página de Geometria espacial.

Volume cheio, volume útil e volume que sobra

A fórmula dá o volume geométrico do sólido inteiro. O que um item pergunta costuma ser outra coisa: quanto cabe de fato, quanto está ocupado, quanto material forma as paredes. Três situações se repetem.

A fração ocupada. Um tanque “a 80 % da capacidade” guarda 0,8 V0{,}8\,V. Uma câmara cilíndrica de motor com 10 cm de altura e 10 cm de diâmetro tem π⋅25⋅10=785\pi \cdot 25 \cdot 10 = 785 cm³; se a mistura de ar e combustível ocupa 80 % dela a cada ciclo, entram 628 cm³. Foi o item de resposta numérica de 2025. Quando a fração é dada em altura, e o recipiente tem paredes verticais e base horizontal, a fração de altura é a fração de volume: uma piscina de 8 m por 4 m por 1,5 m cheia até 20 cm abaixo da borda contém 8×4×1,3=41,68 \times 4 \times 1{,}3 = 41{,}6 m³, não 48.

Dimensões externas e internas. A capacidade de uma caixa-d’água é o volume do espaço interno. Uma caixa com medidas externas de 1,2 m por 1,0 m por 1,0 m e paredes e fundo de 2 cm, aberta em cima, tem interior de 1,16×0,96×0,98≈1,0911{,}16 \times 0{,}96 \times 0{,}98 \approx 1{,}091 m³: 1 091 L, não 1 200. A diferença, 109 L, é o volume de material das paredes e do fundo.

O que sobra depois de tirar o miolo. Um tubo é um cilindro de que se retirou outro cilindro de mesmo eixo. O volume de material é a diferença: V=πR2h−πr2h=πh(R2−r2)V = \pi R^2 h - \pi r^2 h = \pi h (R^2 - r^2). Nunca é “área lateral vezes espessura”: essa aproximação deixa de fora um termo positivo e erra sempre para menos. Visto de cima, o tubo é uma coroa circular, e o volume é a área da coroa vezes o comprimento.

Exemplo resolvido 12: o cano de PVC. Um cano de PVC de 6 m tem diâmetro externo de 100 mm e parede de 3 mm. Qual é o volume de PVC, em litros, e a massa do cano, se o PVC tem densidade 1,4 g/cm³? Use π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: R=5R = 5 cm, r=5−0,3=4,7r = 5 - 0{,}3 = 4{,}7 cm, comprimento 600 cm; diferença de volumes; depois massa = densidade × volume.

Resolução: R2−r2=25−22,09=2,91R^2 - r^2 = 25 - 22{,}09 = 2{,}91 cm². V=3,14×2,91×600≈5 482V = 3{,}14 \times 2{,}91 \times 600 \approx 5\,482 cm³ ≈5,5\approx 5{,}5 L. Massa: 1,4×5 482≈7 6751{,}4 \times 5\,482 \approx 7\,675 g ≈7,7\approx 7{,}7 kg.

Conferência: o atalho “lateral vezes espessura” daria 2×3,14×4,7×600×0,3≈5 3132 \times 3{,}14 \times 4{,}7 \times 600 \times 0{,}3 \approx 5\,313 cm³, 3 % a menos; a diferença é o termo πhe2\pi h e^2 que o atalho ignora. Um cano de 6 m que pesa uns 7,7 kg é o que se carrega no ombro numa loja de material de construção: a ordem de grandeza confere.

Somar dois sólidos. A aditividade também vale para juntar. Um tanque feito de um cilindro com raio de 1 m e 2 m de altura apoiado sobre uma base em forma de paralelepípedo de 3 m por 3 m por 0,5 m tem 3,14×1×2+3×3×0,5=6,28+4,5=10,783{,}14 \times 1 \times 2 + 3 \times 3 \times 0{,}5 = 6{,}28 + 4{,}5 = 10{,}78 m³. Nomear as peças e somar é o protocolo inteiro; quando as peças incluem cones, troncos e semiesferas, o protocolo continua o mesmo, e a página de Volumes de sólidos compostos o aplica a silos, depósitos e panelas.

O nível da água: o que sobe quando algo entra

Num recipiente de paredes verticais e base horizontal de área AbA_b, qualquer volume ΔV\Delta V que entre, seja água, seja um objeto mergulhado, faz o nível subir

Δh=ΔVAb.\Delta h = \frac{\Delta V}{A_b}.

Se o objeto afunda por inteiro, o volume que ele desloca é o seu próprio volume: é a observação de Arquimedes, e é também um método de medir o volume de uma pedra sem fórmula nenhuma. Se o objeto flutua, ele desloca só a parte submersa, e a subida do nível mede essa parte, não o objeto todo.

Dois painéis. À esquerda, um aquário retangular visto de frente, com largura 40 e profundidade 25 anotadas, água até a altura h 1 e, ao lado, o mesmo aquário com uma pedra no fundo e a água até h 2, com a subida delta h igual a 1,2 centímetro marcada entre as duas linhas e a conta volume da pedra igual a 40 vezes 25 vezes 1,2 igual a 1 200 centímetros cúbicos. À direita, um tanque cilíndrico deitado visto pela base circular, com a água enchendo um segmento de círculo até um quarto da altura, e a observação de que um quarto da altura corresponde a cerca de 20 por cento do volume, não a 25 por cento.
Com paredes verticais, a subida do nível vezes a área da base é o volume que entrou. Num cilindro deitado a regra falha, porque a seção cheia não é um retângulo. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 13: a pedra no aquário. Um aquário retangular tem base de 40 cm por 25 cm. Ao mergulhar uma pedra, o nível da água subiu 1,2 cm. Qual é o volume da pedra? Se ela tem 3,0 kg, qual é a sua densidade?

Estratégia: o volume deslocado é Ab⋅ΔhA_b \cdot \Delta h; a densidade é massa sobre volume.

Resolução: V=40×25×1,2=1 200V = 40 \times 25 \times 1{,}2 = 1\,200 cm³ =1,2= 1{,}2 L. Densidade: 3 000/1 200=2,53\,000 / 1\,200 = 2{,}5 g/cm³ =2 500= 2\,500 kg/m³, a faixa das rochas comuns.

Conferência: 1 2001\,200 cm³ é um cubo de 10,6 cm de aresta, tamanho de uma pedra que cabe na mão com as duas; 2,5 g/cm³ é o dobro e meio da água, o que explica por que ela afundou. Se a pedra fosse de isopor, flutuaria, e a subida mediria só o pedaço molhado.

Exemplo resolvido 14: encher pela metade sem régua. Um aquário com base de 40 cm por 15 cm e 20 cm de altura recebe água até a metade. Em seguida, pedrinhas de 50 cm³ cada uma são colocadas, todas submersas, até o nível ficar a 6 cm do topo. Quantas pedrinhas foram colocadas?

Estratégia: o volume final (água + pedrinhas) é o da coluna até 14 cm; o da água, o da coluna até 10 cm; a diferença é o das pedrinhas.

Resolução: coluna até 14 cm: 40×15×14=8 40040 \times 15 \times 14 = 8\,400 cm³. Água: 40×15×10=6 00040 \times 15 \times 10 = 6\,000 cm³. Pedrinhas: 2 4002\,400 cm³, ou seja, 2 400/50=482\,400 / 50 = 48 pedrinhas.

Conferência: 48 pedrinhas fizeram o nível subir 4 cm numa base de 600 cm²: 2 400/600=42\,400 / 600 = 4. É um item do ENEM PPL de 2014, e o molde (metade da altura, nível a tantos centímetros do topo, objetos de volume conhecido) se repete em outras provas com vasos e plantas aquáticas.

O cilindro deitado

Um tanque cilíndrico em pé, cheio até um quarto da altura, tem um quarto do volume. Deitado, não: a água ocupa um segmento de círculo na base, e um quarto da altura corresponde a cerca de 20 % do volume, porque a seção é estreita embaixo e larga no meio. Só a metade é exata (metade da altura, metade do volume, por simetria). Quando o enunciado descreve um reservatório horizontal com nível parcial, a fórmula Ab⋅hA_b \cdot h não se aplica à altura da água; o item traz a área do segmento ou pede só a comparação com a metade.

Vazão: litros por minuto viram tempo e altura

Uma torneira que enche um balde de 10 L em 50 s tem vazão Q=10/50=0,2Q = 10 / 50 = 0{,}2 L/s =12= 12 L/min. Vazão é volume por unidade de tempo, e as três grandezas se amarram em

V=Q⋅t,t=VQ.V = Q \cdot t, \qquad t = \frac{V}{Q}.

Num reservatório de base constante, a altura da água cresce em linha reta com o tempo: h(t)=QAb th(t) = \dfrac{Q}{A_b}\,t, uma função afim cujo coeficiente angular é a vazão dividida pela área da base. Base maior, subida mais lenta. Se o reservatório muda de seção no meio (um cubo embaixo, uma caixa mais larga em cima), o gráfico de hh contra tt é uma linha quebrada: mais íngreme na parte estreita, mais suave na parte larga.

Exemplo resolvido 15: a caixa-d’água e a bomba. Uma caixa de 4 m por 3 m por 2 m precisa ser esvaziada em, no máximo, 20 minutos por uma bomba de vazão constante. Que vazão mínima, em litros por segundo, a bomba precisa ter?

Estratégia: volume em litros, tempo em segundos, Q=V/tQ = V / t.

Resolução: V=24V = 24 m³ =24 000= 24\,000 L. t=20×60=1 200t = 20 \times 60 = 1\,200 s. Q=24 000/1 200=20Q = 24\,000 / 1\,200 = 20 L/s.

Conferência: 20 L/s são 1 200 L/min, uns cem baldes por minuto, a vazão de uma bomba de obra, não de uma torneira doméstica (que dá uns 0,2 L/s). Se a resposta saísse 2 ou 200, um fator de 10 teria escapado na conversão de minutos ou de metros cúbicos. É um item do ENEM de 2016, segunda aplicação.

Exemplo resolvido 16: o reservatório de dois andares. Um reservatório é formado por um cubo de 2 m de aresta embaixo e, em cima dele, aberto para o cubo, um paralelepípedo de 4 m por 3 m de base e 3 m de altura. Água entra a 2 m³ por minuto. Em quanto tempo o cubo enche? Que altura a água tem após 10 minutos?

Estratégia: duas fases: enquanto a água está no cubo, a base é 2×2=42 \times 2 = 4 m²; depois, 4×3=124 \times 3 = 12 m².

Resolução: o cubo tem 8 m³ e enche em 8/2=48 / 2 = 4 min. Em 10 min entram 20 m³; descontados os 8 do cubo, sobram 12 m³ na parte de cima, que têm altura 12/12=112 / 12 = 1 m. Altura total da água: 2+1=32 + 1 = 3 m.

Conferência: nos primeiros 4 min a água sobe 2/4=0,52/4 = 0{,}5 m por minuto; depois, 2/12≈0,172/12 \approx 0{,}17 m por minuto. Aos 2 min, h=1h = 1 m; aos 10 min, 3 m. O PAS 1 de 2020 (aplicado em 2021) pendurou três itens nesse reservatório e afirmou, nos três, valores um pouco acima dos certos: “superior a 1 m” aos 2 min, “superior a 5 min” para encher o cubo, “superior a 4 m” aos 10 min. Todos errados, e todos decididos por uma divisão.

Dois painéis. À esquerda, o perfil de um reservatório em dois blocos: um cubo de 2 metros embaixo e um paralelepípedo de base 4 por 3 e altura 3 em cima, com uma seta indicando a entrada de água a 2 metros cúbicos por minuto. À direita, o gráfico da altura da água em metros contra o tempo em minutos: uma reta que sobe de 0 a 2 metros entre 0 e 4 minutos, com inclinação 0,5 metro por minuto, e depois uma reta menos íngreme, que vai de 2 metros aos 4 minutos até 3 metros aos 10 minutos, com inclinação de um sexto de metro por minuto; os pontos t igual a 2 com h igual a 1 e t igual a 10 com h igual a 3 estão marcados.
Com vazão constante, a altura cresce em linha reta, e a inclinação é a vazão dividida pela área da base. Quando o reservatório alarga, a reta quebra e fica mais suave. Diagrama autoral.

Leia como na prova: cotas, tabelas e números gigantes

Os itens de volume do PAS raramente abrem com “calcule o volume do cilindro”. Eles chegam dentro de um texto de outra disciplina e trazem os dados em quatro embalagens.

A figura com cotas e letras. Um paralelepípedo ABCDEFGHABCDEFGH desenhado sobre a foto de um moinho, com relações como “AB=5×AEAB = 5 \times AE e EF=FGEF = FG” (PAS 2 de 2011); um cubo de aresta 1,3 m dentro de uma caixa de 2,1 m por 1,9 m por 2 m (PAS 1 de 2008); um prisma deitado cujas bases são trapézios de 71 cm e 53 cm com 80 cm de altura, e cuja “altura” de 50 cm é, na figura, o comprimento (PAS 1 de 2016). O gesto é identificar, na figura, quais segmentos são a base e qual é a altura, e escrever o volume em função das letras antes de pôr números: AB⋅EF⋅AEAB \cdot EF \cdot AE vira AB⋅AB⋅AB/5=AB3/5AB \cdot AB \cdot AB/5 = AB^3/5.

O gráfico ou a tabela de chuva. Barras diárias em milímetros (o gráfico do INMET de 2018), ou uma tabela de índices por mês. O número a ler é a altura da barra do dia pedido, e a conta é mm × m². O gráfico pode ter escalas diferentes nos dois painéis (de 0 a 35 mm num ano, de 0 a 12 mm no outro), e a comparação “maio de 2018 foi inferior a 20 % de maio de 2017” exige somar barras, não comparar alturas de olho.

O volume dado em π ou em potência de dez. “2π×1042\pi \times 10^4 cm³”, “62 milhões de metros cúbicos”, “240 milhões de metros cúbicos sobre 516 km²”. O π vem para cancelar com o π da fórmula; a potência de dez vem para testar a conversão. No item de 2016, a quantidade de blocos de 0,2480{,}248 m³ que cabe em 62 milhões de m³ é 62×106/0,248=250×10662 \times 10^6 / 0{,}248 = 250 \times 10^6: a resposta pedida “em milhões” era 250, e quem deixou o bloco em centímetros cúbicos (248 000248\,000 cm³) sem converter achou um número sem sentido.

O limiar. “Inferior a 25 %”, “superior a 3 900 kg/m³”, “altura inferior a 56 cm”, “mais de 8 000 litros”. A banca calibra o limiar perto do valor certo e longe do valor do erro mais comum: 2,1972{,}197 m³ contra 25 % de 7,987{,}98 m³ (1,9951{,}995 m³); 7 8007\,800 L contra 8 000; 3 9803\,980 kg/m³ contra 3 900. Estimativa de cabeça não resolve; a conta completa, com o π que o comando fornece, resolve.

Galões, barris e o metro cúbico que produz etanol

Nem toda unidade de volume é decimal. O galão americano tem 3,78 L; o barril de petróleo, 42 galões (159 L). Um item do PAS 2 de 2009 deu as quantidades de gasolina e diesel de um barril em galões (19,15 e 9,21) e perguntou até que altura esse volume encheria um barril em forma de cilindro com 50 cm de diâmetro: galões viram litros (28,36×3,78≈107,228{,}36 \times 3{,}78 \approx 107{,}2 L), litros viram centímetros cúbicos (107 200107\,200), e a altura sai de h=V/(πr2)=107 200/(3,14×625)≈54,6h = V / (\pi r^2) = 107\,200 / (3{,}14 \times 625) \approx 54{,}6 cm, abaixo dos 56 cm do limiar. Em 2025, o metro cúbico apareceu como unidade de matéria-prima: se cada m³ de cana rende 100 L de etanol, 78 m³ rendem 7 800 L, e o item que afirmava “mais de 8 000” era errado. Nos dois, o volume é o de sempre; a novidade é só a unidade em que ele chega.

Como a banca pergunta

  • Limiar sobre um volume ou sobre uma medida derivada. “o cubo ocupa volume inferior a 25 % do paralelepípedo”, “a densidade é superior a 3 900 kg/m³”, “a altura é inferior a 56 cm”, “a espessura será superior a 50 cm”. Conta completa com o π do comando e comparação só no fim; os limiares ficam a poucos por cento do valor.
  • Resposta numérica (tipo B). Volume em m³ do tanque semicilíndrico (2016, resposta 037), água na piscina em milhares de cm³ (2018, 176), quantidade de blocos em milhões (2016, 250), 80 % da câmara em cm³ (2025, 628). Três dígitos, parte fracionária desprezada, nunca em branco; a unidade pedida no comando (em m³, em milhares de cm³, em milhões) é parte da resposta.
  • A fórmula ao contrário. Dado o volume e a altura, o raio (2023, o tambor); dado o volume e o raio, a altura; dados dois sólidos de mesmo volume, a razão entre alturas como razão invertida das áreas das bases (2011).
  • A afirmação sobre razões. “Se o diâmetro cai à metade, a altura deve dobrar” (2025, errado), “o diâmetro de A é a soma dos diâmetros de B e C” (2022, errado), “o volume do cilindro é 50 % maior que o da esfera inscrita” (2008, certo). Sem conta: expoentes.
  • A conversão pura. “1 m³ de cana rende 100 L; 78 m³ rendem mais de 8 000 L” (2025, errado), galões para litros para centímetros cúbicos (2009). O volume é trivial e o item está na unidade.
  • A chuva. Índice em mm vezes área horizontal em m², comparado com a capacidade de uma cisterna (2024) ou pedido direto (2018).
  • Vazão e tempo. Reservatório com vazão constante e altura em função do tempo, inclusive com mudança de seção (PAS 1 de 2020); vazamento em litros por minuto e volume que sobra (ENEM).

Os erros que a banca planta

  • Converter volume como comprimento. 1 m³ não tem 100 nem 10 litros: tem 1 000. De m³ para cm³ é 10610^6.
  • Diâmetro no lugar do raio. Quadruplica o volume do cilindro. Com d=10d = 10, r=5r = 5 e πr2=78,5\pi r^2 = 78{,}5, não 314.
  • A altura do triângulo da base como altura do prisma (ou o contrário). Nomeie as duas antes de multiplicar.
  • Geratriz inclinada como altura. No cilindro ou prisma oblíquo, hh é a distância perpendicular entre as bases.
  • “Dobrou o raio, dobrou o volume.” Quadruplicou. “Dobrou tudo, dobrou.” Multiplicou por 8. “Metade do diâmetro, altura em dobro.” Altura vezes 4.
  • Somar diâmetros (ou raios) quando o que se soma é o volume. Somam-se os quadrados dos raios: 3, 4, 5.
  • Escala sem elevar. Maquete 1:50: volume 125 000 vezes menor, não 50 nem 2 500.
  • Tomar a capacidade pelo volume externo. A parede ocupa espaço; o que cabe é o interior.
  • “Lateral vezes espessura” para o tubo. O exato é πh(R2−r2)\pi h (R^2 - r^2), e é sempre maior que o atalho.
  • Fração da altura como fração do volume no cilindro deitado. Só vale para o cilindro em pé (ou para a metade, por simetria).
  • Área inclinada do telhado na conta da chuva. Conta a projeção horizontal.
  • Esquecer o rendimento ou a fração ocupada. 80 % de 785 é 628; 100 L por m³ não são 1 000 L por m³.
  • Arredondar antes do limiar. 78 × 100 = 7 800, não “uns 8 000”. O limiar está ali exatamente para punir o arredondamento.

O essencial em meia página

  • Volume = quantos cubos unitários cabem. Três propriedades: não negativo, invariante por movimentos rígidos, aditivo em partes sem sobreposição (somar e subtrair sólidos).
  • Unidades: 1 m³ = 1 000 dm³ = 1 000 L; 1 dm³ = 1 L = 1 000 cm³; 1 cm³ = 1 mL. O fator de comprimento vai ao cubo. Densidade ρ=m/V\rho = m/V; 1 g/cm³ = 1 000 kg/m³.
  • Chuva: 1 mm = 1 L/m² sobre a projeção horizontal; dias se somam.
  • Prisma e cilindro: V=Ab⋅hV = A_b \cdot h, com hh a distância perpendicular entre as bases, reto ou oblíquo (Cavalieri). Paralelepípedo abcabc; cubo a3a^3; triangular bht2h\frac{b h_t}{2} h; trapezoidal (B+b)ht2h\frac{(B+b)h_t}{2} h; hexagonal regular 332ℓ2h\frac{3\sqrt{3}}{2}\ell^2 h (apótema ℓ3/2\ell\sqrt{3}/2 = raio do círculo inscrito); cilindro πr2h\pi r^2 h com r=d/2r = d/2.
  • Ao contrário: h=V/Abh = V/A_b; r=V/(πh)r = \sqrt{V/(\pi h)}; a=V3a = \sqrt[3]{V}; volumes iguais → A1h1=A2h2A_1 h_1 = A_2 h_2.
  • Proporções: altura × k → V × k; raio × k → V × k²; tudo × k → V × k³. Diâmetro à metade e mesmo volume → altura × 4. Volumes que se somam → r2r^2 que se somam.
  • Útil × geométrico: fração ocupada (0,8 V0{,}8\,V), nível parcial (fração da altura = fração do volume só com paredes verticais e base horizontal), interno × externo, tubo =πh(R2−r2)= \pi h (R^2 - r^2), peças lado a lado se somam.
  • Nível d’água: Δh=ΔV/Ab\Delta h = \Delta V / A_b; objeto submerso desloca o próprio volume (Arquimedes); flutuante, só a parte molhada; cilindro deitado não obedece à fração da altura.
  • Vazão: V=QtV = Q t; h(t)=(Q/Ab) th(t) = (Q/A_b)\,t, reta cuja inclinação cai quando a base alarga.
  • Na prova: uma unidade só antes da primeira conta, litros no fim; π do comando; conta completa contra o limiar; tipo B na unidade pedida e nunca em branco.

Exercícios temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.

Flashcards temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar os cartões de revisão.

PRISMAS: ÁREAS E VOLUMES (AULA 7/16)
Equaciona Com Paulo Pereira · 10:20
Introdução. Aula de quadro sobre prismas: área da base, área lateral e volume como área da base vezes altura, com exemplos de prisma quadrangular regular e prisma hexagonal regular (o apótema do hexágono aparece na conta). É a seção “Prisma e cilindro: a mesma figura repetida até a altura h” na versão de sala de aula, com a base hexagonal que o PAS 3 de 2024 cobrou.
CILINDRO (AULA 11/16)
Equaciona Com Paulo Pereira · 12:29
Aprofundamento. Da mesma série, a aula dedicada ao cilindro: definição como sólido de revolução, elementos (raio, altura, geratriz), áreas e volume πr²h, com exemplos numéricos. Cobre a parte de cilindro das seções “Prisma e cilindro” e “A fórmula lida ao contrário”, e deixa clara a diferença entre raio e diâmetro que os itens de limiar exploram.
UNIDADES DE MEDIDA DE VOLUME | FÁCIL e RÁPIDO
Dicasdemat Sandro Curió · 7:07
Pré-requisito em seis minutos: a conversão entre km³, m³, dm³, cm³ e mm³ de mil em mil e a passagem para litros, resolvida em exercícios. É a seção “O fator vai ao cubo: metro cúbico, litro e mililitro” para quem ainda converte volume como comprimento, o erro que os itens de 2025 (78 m³ de cana) e de 2015 (516 km²) punem.
Por que CHUVA é medida em MILÍMETROS?
Manual do Mundo · 7:04
Aplicação. Explica por que o índice pluviométrico é uma altura (a lâmina sobre uma superfície horizontal) e não um volume, mostra a diferença entre volume e altura de precipitação e por que medir em litros seria impraticável. É a seção “Um milímetro de chuva vale um litro em cada metro quadrado” com o pluviômetro na mão, a ponte que os itens de 2018 (piscina de 4 m) e 2024 (cisterna) exigem.
[ENEM 2025 Belém] 136 — Geometria espacial: razão entre os raios de dois recipientes cilíndricos
Prof. Caju - Matemática · 10:24
Resolução. Questão do ENEM 2025 (aplicação de Belém) em que um cilindro de raio r comporta 4/9 de uma quantidade V e outro, de raio R e mesma área lateral, comporta V; pede-se a razão R/r. A resolução cruza πr²h com a área lateral 2πrh e é o exercício de proporções da seção “O que acontece com o volume quando uma medida muda” no formato de múltipla escolha.
Rota PAS 2
Medida de volume: Cavalieri e os sólidos compostos · PAS 2

Fontes desta página

Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.

  • Rota PAS 2 — Medida de volume: Cavalieri e os sólidos compostos · Antes de começar (unidades ao quadrado e ao cubo, o litro, escala); Medir um volume: o cubo, o litro e o milímetro de chuva (propriedades da medida, conversões, densidade, itens 2025/73, 2024/60, 2009/113); Prisma e cilindro: base vezes altura (V = A_b·h, casos particulares, resposta do volume ao raio e à altura, itens 2013/99, 2016/65, 2025/76, 2011/56–57, 2025/63, 2022/89); Leia como na prova: o bloco da Roda de capoeira (item 2023/15); Como a banca cobra (o histórico; 2025/63, 2025/73, 2024/60); Banco de treino T7, T8, T10, T11, T13, T15, T20

    Recorte por assunto: só o que é medir volume, as unidades e os prismas e cilindros. O princípio de Cavalieri (só a ideia aparece aqui, para os sólidos oblíquos), pirâmides, cones, troncos, esfera e sólidos compostos têm páginas próprias. O capítulo foi usado como fonte de fatos, de recorte e de itens reais; abertura, exemplos, números e ordem desta página são próprios.

  • Rota PAS 2 — Geometria espacial: sólidos, cônicas e projeções · Sólidos e seus elementos (prisma, cilindro, paralelepípedo, cubo); Escala: comprimentos vezes k, áreas vezes k², volumes vezes k³

    Consultado só para manter a nomenclatura dos sólidos e a regra de escala coerentes com a página de geometria espacial, que é a página das áreas e planificações.

  • Mapa de itens do bloco de geometria espacial do PAS 2 · Itens atribuídos a volume-de-prismas-e-cilindros (PAS 2 2008/49, 2009/113, 2011/56–57, 2013/99, 2016/65, 2022/89, 2023/15, 2024/60, 2025/63, 2025/73, 2025/76; PAS 1 2008/113, 2016/69, 2018/98; PAS 3 2024/94)

    Mapa vinculante; a esta lista foram acrescentados, por grep nas classificações, PAS 1 2015/96 (espessura de uma camada de 240 milhões de m³ sobre 516 km²) e PAS 1 2020/95–97 (vazão constante num reservatório de dois paralelepípedos).

  • Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe) · PAS 1: 2008 (item 113, caderno p. 17), 2015 (item 96, caderno Albert, p. 16), 2016 (itens 68–69, caderno O Príncipe, p. 11), 2018 (itens 96–98, caderno Sucata, p. 15), 2020 (itens 95–97, aplicação 2021, Parte 2); PAS 2: 2008 (item 49, p. 7), 2009 (itens 113–114, p. 16), 2011 (itens 56–57, caderno Itaipu, p. 9), 2013 (item 99, caderno Aleijadinho, p. 13), 2016 (itens 63–65, caderno Alice, p. 10), 2022 (itens 89–90), 2023 (itens 11–19, Parte 2), 2024 (item 60), 2025 (itens 63, 72, 73 e 76, Parte 2); PAS 3: 2024 (itens 88 e 94)

    Itens reproduzidos verbatim e gabaritos conferidos nos GAB.txt oficiais; os cadernos de 2011 e 2016 do PAS 2 foram transcritos da imagem do PDF (texto extraído sem numeração).

  • Cadernos em PDF (figuras dos itens) · PAS 1 2008 (cubo dentro do paralelepípedo, p. 18 do PDF), PAS 1 2016 (prisma de bases trapezoidais, p. 12), PAS 1 2018 (gráficos do INMET de maio/2017 e maio/2018, p. 16), PAS 1 2020 (reservatório de dois paralelepípedos, Parte 2, p. 10), PAS 2 2011 (moinho de vento, p. 11), PAS 2 2013 (molas I, II e III com o corpo de 250 g, p. 15), PAS 2 2016 (tanque semicilíndrico, p. 11), PAS 2 2023 (Roda de capoeira, p. 5), PAS 3 2024 (Santa ceia moderna, p. 13)

    Figuras renderizadas com pdftoppm a 110 dpi (leitura) e descritas em texto neutro no campo text de cada questão; o valor de 11 mm do dia 20/5/2018 foi lido no gráfico do INMET e confere com a resposta oficial 176.

  • Portal da OBMEP (IMPA) — Geometria Espacial 2: Volumes e áreas de prismas e pirâmides · Videoaulas e material teórico sobre volume de prismas (título do módulo conferido em 4/10/2026; o módulo 45 cobre cilindros, cones e esferas)

    Consultado como referência de recorte escolar do assunto; nenhum texto foi copiado.