Hidrostática

Guia de estudo · Revisado em 16/09/2026

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A 3 m de fundo o ouvido aperta e a 10 m a pressão já dobrou, mas a largura da piscina não muda nada; uma barcaça de 600 t afunda até 1 m e carrega 900 t de pedra; um navio de aço flutua e um parafuso afunda. Que peso é esse que a água exerce, por que só a profundidade conta e como a mesma lei pesa a carga de um barco sem balança?

O que você vai aprender

  • Definir densidade como massa por volume, converter entre g/cm³, kg/L e kg/m³, distinguir densidade do material da densidade média de um corpo oco e estimar a densidade de uma mistura entre as dos componentes.
  • Definir pressão como força por área, usar pascal, atm, mmHg e cmHg, explicar por que a mesma força produz pressões diferentes em áreas diferentes e distinguir pressão (escalar) de força de pressão (perpendicular à superfície).
  • Explicar a pressão atmosférica pelo peso da coluna de ar, descrever o barômetro de Torricelli (76 cmHg ao nível do mar, 10,3 m de água) e distinguir pressão absoluta de pressão manométrica.
  • Deduzir e aplicar a lei de Stevin, p = p₀ + ρgh, reconhecer que a pressão depende só da profundidade e da densidade (paradoxo hidrostático) e usar a regra de 1 atm a cada 10 m de água em itens de mergulho, barragem e reservatório.
  • Resolver vasos comunicantes com um ou dois líquidos (ρ₁h₁ = ρ₂h₂) e ler um manômetro em U aberto, p = p₀ + ρgh, inclusive em cmHg.
  • Enunciar o princípio de Pascal, calcular forças e deslocamentos na prensa hidráulica (F₂ = F₁A₂/A₁, A₁d₁ = A₂d₂) e justificar por que ela multiplica força sem multiplicar trabalho.
  • Deduzir o empuxo a partir da diferença de pressões, aplicar E = ρ_fluido·V_submerso·g, calcular peso aparente e reconhecer que o empuxo não depende da profundidade nem do peso do corpo submerso.
  • Aplicar a condição de flutuação E = P para obter a fração submersa (ρ_corpo/ρ_fluido), a carga de um barco pelo calado e o volume de um corpo em repouso na água, inclusive em gases (balões), e ler gráficos p × h e tabelas de densidade para prever se um corpo flutua.

Leve uma garrafa de plástico vazia e bem tampada ao fundo da piscina de saltos, a 5 m, e ela volta amassada; a 1 m, nada acontece com ela. Quem amassou a garrafa foi a água empilhada em cima dela: toda a coluna, da tampa até a superfície, descarrega o próprio peso sobre cada centímetro quadrado que encontra, e quanto mais comprida a coluna, maior o aperto. O que não entra nessa conta é tudo o que fica ao lado. Um cano vertical de 5 m com um balde de água dentro aperta a tampa do fundo tanto quanto 5 m de represa; litros, metros de largura e formato das paredes não aparecem. E antes da água já havia o ar: a atmosfera inteira pesa sobre a superfície da piscina, e nós não a notamos porque nunca vivemos sem ela. O PAS 1 de 2025 montou um item sobre esse ponto cego: um peixe cujo organismo tolera no máximo 2 atm precisa ficar acima dos 10 m, porque ali a coluna de água já vale uma atmosfera e a outra atmosfera, a do ar, continua em cima.

O mesmo peso da água explica por que um navio de 200 000 toneladas de aço flutua e um parafuso de 20 g afunda. A água empurra para cima tudo o que está dentro dela com uma força igual ao peso da água que o corpo tirou do lugar; o navio é oco e desloca muita água, o parafuso é compacto e desloca pouca. Esta página constrói essa história em ordem: o que é densidade e o que é pressão; quanto pesa a atmosfera e como Torricelli mediu isso; a lei de Stevin, que dá a pressão em qualquer profundidade; os vasos comunicantes e o manômetro; o princípio de Pascal e a prensa hidráulica; o empuxo de Arquimedes, o peso aparente e a condição de flutuar. Ela pressupõe força, peso e a terceira lei da página leis de Newton e as conversões de unidade da página grandezas físicas e unidades. Equilíbrio de corpos rígidos, torque e centro de massa ficam na página vizinha estática; escoamento, vazão e Bernoulli não entram aqui.

Densidade: quanta massa cabe em cada litro

Duas caixas de sapato iguais, uma cheia de isopor e outra cheia de chumbo, têm o mesmo volume e massas muito diferentes. A grandeza que separa as duas é a densidade: quanta massa há em cada unidade de volume.

Densidade

ρ=mV\rho = \frac{m}{V}

No SI, quilograma por metro cúbico (kg/m³); no dia a dia, grama por centímetro cúbico (g/cm³) ou quilograma por litro (kg/L). As três conversões que a prova exige:

1 g/cm3=1 kg/L=1 000 kg/m3,1 m3=1 000 L,1 L=1 000 cm3.1\ \text{g/cm}^3 = 1\ \text{kg/L} = 1\,000\ \text{kg/m}^3, \qquad 1\ \text{m}^3 = 1\,000\ \text{L}, \qquad 1\ \text{L} = 1\,000\ \text{cm}^3.

A água tem densidade 1 g/cm³, ou seja, 1 000 kg/m³: um litro, um quilograma. Nenhum outro número aparece tantas vezes neste assunto.

material densidade (kg/m³) o que isso diz
ar (nível do mar, 20 °C) 1,2 um metro cúbico de ar tem 1,2 kg
isopor 15 a 30 quase tudo é ar aprisionado
gasolina 700 a 750 flutua sobre a água
óleo de cozinha 920 flutua sobre a água
gelo 917 flutua com cerca de 90% submerso
água pura 1 000 referência
água do mar 1 025 o sal aumenta a densidade
concreto 2 400 afunda
alumínio 2 700 afunda
ferro e aço 7 800 a 7 900 afunda; o navio flutua por ser oco
mercúrio 13 600 o líquido do barômetro de Torricelli

Um bloco de 2 L com massa de 1,8 kg tem densidade 1,8/2=0,91{,}8/2 = 0{,}9 kg/L =900= 900 kg/m³, menos denso que a água. Essa comparação, densidade do corpo contra densidade do líquido, é o que vai decidir se ele flutua, e ela aparece de três formas na prova.

Densidade relativa. É a razão entre a densidade de um material e a da água: ρr=ρ/ρaˊgua\rho_r = \rho/\rho_{\text{água}}, um número sem unidade. Gelo: 0,917. Mercúrio: 13,6. Um corpo com densidade relativa menor que 1 flutua na água; maior que 1, afunda.

Densidade de um corpo oco não é a do material. Um navio de aço tem casco de ρ=7 800\rho = 7\,800 kg/m³, mas o navio inteiro, com o ar dos porões, tem massa total dividida por volume total bem menor que 1 000 kg/m³. A palavra que importa é densidade média: massa do conjunto sobre volume do conjunto, ar incluído.

Densidade de uma mistura. Massas se somam; volumes, na hipótese mais simples, também: ρmist=(m1+m2)/(V1+V2)\rho_{\text{mist}} = (m_1 + m_2)/(V_1 + V_2). Uma mistura de 40 g de etanol (ρ=0,79\rho = 0{,}79 g/cm³, V=40/0,79=50,6V = 40/0{,}79 = 50{,}6 cm³) com 60 g de água (60 cm³) daria 100/110,6=0,90100/110{,}6 = 0{,}90 g/cm³ se os volumes se somassem sem interação. Na mistura real, etanol e água ocupam um pouco menos espaço que a soma, e a densidade medida a 25 °C fica em torno de 0,93 g/cm³; por isso a prova de 2020 forneceu um gráfico em vez de pedir a conta. A regra a levar: a densidade da mistura fica entre as densidades dos componentes, mais perto do componente que domina em massa.

Densidade não depende da gravidade

Densidade é massa por volume, e nenhuma das duas muda quando o corpo vai para a Lua. O que muda é o peso (P=mgP = mg) e, com ele, o peso da água deslocada. Em 2005 (item 108), a banca afirmou que a densidade de um bloco medida na Lua seria menor que na Terra: errado. Se o método de medida for uma balança de dois braços comparando o bloco com esferas, a razão entre os pesos é a razão entre as massas, e gg cancela dos dois lados.

Pressão não é força: a agulha fura e o esqui não afunda

Uma pessoa de 60 kg pisa na neve fofa com uma bota e afunda; com um esqui, não. O peso é o mesmo. O que mudou foi a área em que ele se distribui.

Pressão

p=FAp = \frac{F}{A}

Força perpendicular à superfície dividida pela área em que ela se aplica. Unidade SI: pascal, 1 Pa=1 N/m21\ \text{Pa} = 1\ \text{N/m}^2, uma unidade minúscula, o peso de uma folha de papel espalhado num metro quadrado. Por isso as unidades práticas são maiores:

1 atm=1,013×105 Pa≈105 Pa=100 kPa=760 mmHg=76 cmHg≈1 bar.1\ \text{atm} = 1{,}013 \times 10^5\ \text{Pa} \approx 10^5\ \text{Pa} = 100\ \text{kPa} = 760\ \text{mmHg} = 76\ \text{cmHg} \approx 1\ \text{bar}.

A prova do PAS usa 1 atm=1051\ \text{atm} = 10^5 Pa e fornece o valor no comando.

A pressão é uma grandeza escalar: um número com unidade, sem direção. A força que ela produz sobre uma superfície é que tem direção, sempre perpendicular à superfície. Num líquido parado, a pressão em um ponto não escolhe direção: o tímpano do mergulhador recebe o mesmo aperto esteja ele de frente, de lado ou de cabeça para baixo.

Exemplo resolvido (a bota e o esqui). Pessoa de 60 kg, peso 600 N. Bota com sola de 250 cm² =0,025= 0{,}025 m²: p=600/0,025=24 000p = 600/0{,}025 = 24\,000 Pa =24= 24 kPa. Par de esquis com 0,5 m² no total: p=600/0,5=1 200p = 600/0{,}5 = 1\,200 Pa. Vinte vezes menos pressão com a mesma força, e a neve aguenta. No sentido oposto, uma agulha de injeção com ponta de 0,1 mm² =10−7= 10^{-7} m² empurrada com 5 N produz 5/10−7=5×1075/10^{-7} = 5 \times 10^7 Pa, quinhentas atmosferas: a pele não resiste. Faca cega e faca afiada aplicam a mesma força; a afiada tem área mil vezes menor.

Pressão e força se confundem nos itens de julgamento

“A força que a água exerce sobre o fundo do tanque” e “a pressão da água no fundo do tanque” são coisas diferentes. A pressão em cada ponto do fundo depende só da profundidade; a força total é pressão vezes área, F=pAF = pA, e cresce com a área do fundo. Em 2019 (item 81) a banca escreveu que, para diminuir a pressão no fundo de um tanque mantendo o nível do líquido, bastaria aumentar a área da base: errado. Com a base mais larga, o fundo recebe mais força, porque há mais área sob a mesma pressão, mas cada ponto dele continua a sentir exatamente p0+ρghp_0 + \rho g h: o nível não mudou, e é só o nível que a pressão enxerga.

A atmosfera pesa, e Torricelli mediu quanto

O ar tem densidade pequena, 1,2 kg/m³, mas a camada de ar sobre nós tem dezenas de quilômetros. O resultado é que cada metro quadrado do chão sustenta cerca de 10 toneladas de ar, e isso é a pressão atmosférica: p0≈105p_0 \approx 10^5 Pa ao nível do mar. Não sentimos porque a pressão dentro do corpo é a mesma; sentimos no ouvido quando ela muda depressa, na subida de uma serra ou na decolagem.

Tubo de vidro de cerca de 1 m fechado no topo, invertido numa cuba com mercúrio. Dentro do tubo, uma coluna de mercúrio de 76 cm de altura e, acima dela, um espaço marcado como vácuo. Setas indicam a pressão atmosférica empurrando a superfície livre da cuba para baixo e a pressão da coluna equilibrando-a no nível da superfície. Ao lado, um tubo equivalente com água precisaria de 10,3 m de coluna.
O barômetro de Torricelli (1643). O mercúrio desce no tubo até que o peso da coluna, 76 cm ao nível do mar, equilibre a pressão da atmosfera sobre a cuba. Com água, a coluna teria 10,3 m: por isso Torricelli escolheu o líquido 13,6 vezes mais denso. Diagrama autoral.

Em 1643, Evangelista Torricelli encheu de mercúrio um tubo de vidro de 1 m fechado numa ponta, tampou a outra, inverteu-o numa cuba com mercúrio e destampou. O mercúrio desceu, mas não todo: parou com a coluna a 76 cm acima do nível da cuba, deixando vácuo no topo. A leitura: a atmosfera, empurrando a superfície livre da cuba, sustenta uma coluna de 76 cm de mercúrio. Logo, a pressão atmosférica ao nível do mar vale a pressão de 76 cm de mercúrio, 76 cmHg ou 760 mmHg.

A conferência com a lei da coluna, que a próxima seção deduz: p=ρgh=13 600×9,8×0,76≈1,013×105p = \rho g h = 13\,600 \times 9{,}8 \times 0{,}76 \approx 1{,}013 \times 10^5 Pa. Com água em vez de mercúrio, a coluna teria de ser 13,6 vezes mais alta, 0,76×13,6≈10,30{,}76 \times 13{,}6 \approx 10{,}3 m, o que responde por que Torricelli não usou água e por que nenhuma bomba de sucção tira água de um poço com mais de 10 m de profundidade: a atmosfera não consegue empurrar a água mais alto que isso.

Canudo, ventosa e a serra

O canudo não puxa o refrigerante: você reduz a pressão dentro da boca e a atmosfera, apertando a superfície do copo, empurra o líquido para cima. A ventosa gruda na parede porque o ar de fora empurra e o de dentro, expulso, não empurra de volta. Em Brasília, a 1 100 m de altitude, a coluna de ar acima é menor e p0p_0 fica em torno de 89 kPa, cerca de 670 mmHg; a água ferve a 96 °C em vez de 100 °C, e é por isso que o pacote de biscoito chega estufado à cidade.

Lei de Stevin: só a profundidade conta

Imagine, dentro da piscina, um cilindro de água de área da base AA e altura hh, com o topo na superfície. Ele está em repouso, então a resultante sobre ele é nula. Para baixo agem a atmosfera sobre o topo, força p0Ap_0 A, e o peso do cilindro, mg=ρVg=ρAhgmg = \rho V g = \rho A h g. Para cima age a água de baixo, com pressão pp na base: força pApA. Equilíbrio: pA=p0A+ρAhgpA = p_0 A + \rho A h g. A área cancela, e sobra a lei.

Lei de Stevin

Dentro de um líquido homogêneo em repouso, a pressão a uma profundidade hh abaixo da superfície livre é

p=p0+ρgh,p = p_0 + \rho g h,

dois termos: o que a atmosfera já faz na superfície, p0p_0, e o peso da coluna de líquido por unidade de área, ρgh\rho g h. Ao passar de um ponto a outro do mesmo líquido, a única grandeza que muda é hh; a geometria do recipiente não aparece na fórmula e, por isso, não aparece no resultado. Entre dois pontos do mesmo líquido separados por um desnível Δh\Delta h, a diferença de pressão é Δp=ρgΔh\Delta p = \rho g \Delta h, e p0p_0 cancela.

À esquerda, três recipientes de formatos diferentes, um estreito, um largo e um cônico, cheios de água até a mesma altura h, com a pressão no fundo marcada igual nos três, p igual a p0 mais ρgh. Na coluna do meio, o cilindro de água isolado com as forças: p0 vezes A no topo para baixo, peso ρAhg para baixo e pA na base para cima. À direita, o gráfico da pressão em função da profundidade: reta que começa em 100 kPa na superfície e sobe 10 kPa por metro, marcando 150 kPa a 5 m e 200 kPa a 10 m.
A lei de Stevin em três leituras. O formato do recipiente não altera a pressão no fundo (paradoxo hidrostático); a dedução isola um cilindro de água em equilíbrio; o gráfico p×hp \times h é uma reta de intercepto p0p_0 e inclinação ρg\rho g, 10 kPa por metro de água. Diagrama autoral.

A regra de bolso que decide a maioria dos itens: cada 10 m de água acrescentam 1 atm, porque 1 000×10×10=1051\,000 \times 10 \times 10 = 10^5 Pa. A 10 m, a pressão total é 2 atm; a 20 m, 3 atm; a 30 m, 4 atm. Mergulhadores recreativos param em 40 m, onde o corpo está sob 5 atm.

Exemplo resolvido (a piscina de saltos). Fundo a 5 m. Coluna de água: ρgh=1 000×10×5=50 000\rho g h = 1\,000 \times 10 \times 5 = 50\,000 Pa, meia atmosfera. A garrafa da abertura saiu da superfície com ar a 1 atm dentro e chega lá embaixo com p=105+0,5×105=1,5×105p = 10^5 + 0{,}5 \times 10^5 = 1{,}5 \times 10^5 Pa do lado de fora, metade a mais do que tem por dentro, e cede. A 1 m, a coluna acrescenta 10 kPa, um décimo de atmosfera, e a garrafa nem percebe. No gráfico p×hp \times h, os dois pontos caem na mesma reta, 110 kPa a 1 m e 150 kPa a 5 m: 10 kPa a cada metro descido.

Exemplo resolvido (PAS 2025, item 94). O comando dava ρ=1 000\rho = 1\,000 kg/m³, g=10g = 10 m/s² e p0=1p_0 = 1 atm =105= 10^5 Pa, e o item sustentava que um peixe cujo organismo tolera no máximo 2 atm é obrigado a permanecer acima dos 10 m de profundidade. A 10 m, p=105+1 000×10×10=2×105p = 10^5 + 1\,000 \times 10 \times 10 = 2 \times 10^5 Pa =2= 2 atm: o limite já é atingido. A menos de 10 m de profundidade, p<2p < 2 atm; mais fundo, o limite é ultrapassado. Item certo. Quem deixou p0p_0 de fora colocou o limite a 20 m e julgou o item errado.

O p₀ que ninguém vê

A 10 m de água, a pressão total é p0+ρgh=2p_0 + \rho g h = 2 atm, e não 1 atm. Sempre que um item falar em profundidade e pedir a pressão a que algo está submetido, acrescente a atmosfera: se o comando traz o valor de p0p_0, é porque a conta vai usá-lo. Há duas situações em que ele sai de cena. Quando se pergunta quanto a pressão varia entre duas posições dentro do mesmo líquido, p0p_0 aparece nos dois lados da subtração e se cancela. E na pressão manométrica, definida já com a atmosfera descontada: p−p0=ρghp - p_0 = \rho g h. A pressão contada a partir do vácuo chama-se absoluta; a contada a partir da atmosfera, manométrica ou efetiva. Um manômetro de pneu que marca 30 psi (cerca de 2 atm) mede a manométrica; a absoluta dentro do pneu é 3 atm.

A segunda maneira de a lei aparecer é o paradoxo hidrostático: a pressão no fundo não depende da quantidade de água, só da altura dela. Um tubo fino de 10 m ligado ao fundo de um barril o faz estourar com poucos litros, como Pascal demonstrou em 1646. Uma barragem engrossa para baixo porque a água represada aperta cada vez mais à medida que se desce, e a extensão do lago atrás dela é indiferente: um reservatório de 50 km e um açude de 500 m, com a mesma altura de água junto ao muro, pressionam a base dele com o mesmo valor. Em 2015 (item 90), a banca afirmou que a pressão da água na parte mais baixa do casco de um navio é menor que na superfície do mar: errado, é maior, por ρgh\rho g h com hh igual ao calado.

Exemplo resolvido (profundidade a partir da pressão). Um sensor no fundo de um lago marca pressão absoluta de 3,5×1053{,}5 \times 10^5 Pa. Profundidade: ρgh=3,5×105−105=2,5×105\rho g h = 3{,}5 \times 10^5 - 10^5 = 2{,}5 \times 10^5, logo h=2,5×105/(1 000×10)=25h = 2{,}5 \times 10^5/(1\,000 \times 10) = 25 m. No mar, com ρ=1 025\rho = 1\,025 kg/m³, daria 24,424{,}4 m: água mais densa, coluna mais baixa para a mesma pressão.

Vasos comunicantes e o tubo em U: o líquido nivela a pressão

Se dois recipientes ligados por baixo contêm o mesmo líquido em repouso, a superfície livre fica na mesma altura nos dois, qualquer que seja o formato deles. A razão vem de Stevin: em qualquer ponto do tubo de ligação, a pressão tem de ser a mesma vinda de um lado e do outro; se a pressão é a mesma e o líquido é o mesmo, a altura de coluna acima do ponto é a mesma. É o princípio dos vasos comunicantes, e é assim que a água da caixa-d’água chega à torneira do térreo: a torneira está 20 m abaixo da superfície da caixa, e a pressão manométrica junto a ela, com a torneira fechada, vale ρgh=1 000×10×20=2×105\rho g h = 1\,000 \times 10 \times 20 = 2 \times 10^5 Pa.

À esquerda, três vasos de formatos diferentes ligados pela base, todos com água no mesmo nível. No centro, um tubo em U com dois líquidos: água à esquerda e óleo à direita, a interface marcada com uma linha tracejada, a coluna de óleo mais alta que a de água acima da interface, com a relação ρ1 h1 igual a ρ2 h2. À direita, um manômetro em U aberto ligado a um recipiente de gás: o mercúrio está mais baixo do lado do gás e o desnível h dá p do gás igual a p0 mais ρgh.
Três usos da mesma ideia. Vasos comunicantes: mesmo líquido, mesmo nível. Tubo em U com dois líquidos: na horizontal da interface, ρ1h1=ρ2h2\rho_1 h_1 = \rho_2 h_2, e o líquido menos denso sobe mais alto. Manômetro aberto: o desnível hh do líquido mede a pressão manométrica do gás, pgaˊs−p0=ρghp_{\text{gás}} - p_0 = \rho g h. Diagrama autoral.

Com dois líquidos que não se misturam, os níveis deixam de ser iguais. Tome a horizontal que passa pela interface entre eles, dentro do ramo em que estão os dois. Nessa horizontal, dentro de um mesmo líquido contínuo (o mais denso, que ocupa o fundo), a pressão é igual nos dois ramos. Acima dela, de um lado há uma coluna h1h_1 do líquido 1 e do outro uma coluna h2h_2 do líquido 2, ambas com p0p_0 em cima:

p0+ρ1gh1=p0+ρ2gh2⇒ρ1h1=ρ2h2.p_0 + \rho_1 g h_1 = p_0 + \rho_2 g h_2 \quad\Rightarrow\quad \rho_1 h_1 = \rho_2 h_2.

O líquido menos denso sobe mais alto. Água (1 000) e óleo (800): a coluna de óleo é 1 000/800=1,251\,000/800 = 1{,}25 vez mais alta que a de água acima do mesmo nível de referência.

Exemplo resolvido (o manômetro em U). Um tubo em U com mercúrio tem um ramo aberto para a atmosfera e o outro ligado a um botijão de gás. O mercúrio fica 19 cm mais baixo do lado do gás. Na horizontal da superfície mais baixa (do lado do gás), a pressão é pgaˊsp_{\text{gás}}; do outro lado, na mesma horizontal, há 19 cm de mercúrio acima, mais a atmosfera: pgaˊs=p0+ρgh=76+19=95p_{\text{gás}} = p_0 + \rho g h = 76 + 19 = 95 cmHg. Em pascal: 95/76×1,013×105≈1,27×10595/76 \times 1{,}013 \times 10^5 \approx 1{,}27 \times 10^5 Pa. A pressão manométrica é 19 cmHg, cerca de 25 kPa. Repare que se usou a unidade cmHg diretamente: uma coluna de mercúrio já é uma pressão.

Pressão arterial em milímetros de mercúrio

“12 por 8” são 120 mmHg na contração do coração e 80 mmHg no relaxamento, medidos acima da atmosférica: pressões manométricas. Em pascal, 120×133≈16120 \times 133 \approx 16 kPa, um sexto de atmosfera. O aparelho de braçadeira é um manômetro, e a unidade sobreviveu porque os primeiros eram colunas de mercúrio de verdade. Um detalhe que a hidrostática explica: a pressão medida no braço é a do nível do coração; nos pés de uma pessoa em pé, 1,3 m abaixo, o sangue (ρ≈1 060\rho \approx 1\,060 kg/m³) acrescenta 1 060×10×1,3≈141\,060 \times 10 \times 1{,}3 \approx 14 kPa, mais de 100 mmHg. É por isso que o braço fica na altura do coração durante a medida e que a girafa precisa de uma pressão arterial duas vezes maior que a nossa.

Princípio de Pascal: a prensa multiplica força, não trabalho

Stevin diz que a pressão cresce com a profundidade. Pascal acrescenta o que acontece quando alguém aperta o líquido de fora.

Princípio de Pascal

Aperte um líquido fechado em qualquer ponto: o aumento de pressão chega inteiro, sem perda, a todos os outros pontos do líquido e às paredes que o contêm. Se você empurra um pistão de área A1A_1 com força F1F_1, a pressão em todo o líquido sobe Δp=F1/A1\Delta p = F_1/A_1; num segundo pistão, de área A2A_2, esse mesmo Δp\Delta p produz a força

F2=F1 A2A1.F_2 = F_1\,\frac{A_2}{A_1}.

Pistão grande, força grande: a prensa hidráulica multiplica a força pela razão entre as áreas.

Dois cilindros ligados por um tubo cheio de óleo. O pistão da esquerda tem área 0,01 metro quadrado e recebe uma força de 300 newtons para baixo, descendo 40 centímetros. O pistão da direita tem área 0,4 metro quadrado, sustenta um carro de 12 000 newtons e sobe 1 centímetro. Uma legenda mostra a pressão igual nos dois lados, 30 000 pascal, e o trabalho igual, 120 joules de cada lado.
O elevador hidráulico de oficina. A pressão é a mesma nos dois pistões, 30 kPa; o pistão 40 vezes maior recebe força 40 vezes maior. A conta a pagar: para o carro subir 1 cm, o pistão pequeno desce 40 cm. Força vezes deslocamento dá 120 J de cada lado; a prensa não inventa trabalho. Diagrama autoral.

O líquido, para o que interessa aqui, é incompressível: o volume que sai de um cilindro entra no outro. Se o pistão pequeno desce d1d_1, ele expulsa um volume A1d1A_1 d_1, que faz o grande subir d2d_2 com A2d2=A1d1A_2 d_2 = A_1 d_1. Os deslocamentos são inversamente proporcionais às áreas:

d1d2=A2A1=F2F1⇒F1d1=F2d2.\frac{d_1}{d_2} = \frac{A_2}{A_1} = \frac{F_2}{F_1} \quad\Rightarrow\quad F_1 d_1 = F_2 d_2.

O trabalho realizado no pistão pequeno é igual ao trabalho entregue pelo grande. A prensa multiplica força, jamais trabalho ou energia. É a mesma troca da alavanca e da roldana, estudada na página trabalho de uma força: ganha-se em força o que se perde em deslocamento.

Exemplo resolvido (o elevador da oficina). Pistão pequeno de 0,01 m², pistão grande de 0,4 m²: razão de áreas 40. Sobre o grande, um carro de 1 200 kg, 12 000 N. A força que equilibra o carro no pistão pequeno é F1=12 000×0,01/0,4=300F_1 = 12\,000 \times 0{,}01/0{,}4 = 300 N, o que uma pessoa consegue apoiando 30 kg numa alavanca. A pressão no óleo: 300/0,01=30 000300/0{,}01 = 30\,000 Pa, e a conferência pelo outro lado, 12 000/0,412\,000/0{,}4, dá os mesmos 30 kPa. Para o carro subir 10 cm, o volume de óleo que entra no cilindro grande é 0,4×0,10=0,040{,}4 \times 0{,}10 = 0{,}04 m³, e esse volume tem de sair do pequeno: d1=0,04/0,01=4d_1 = 0{,}04/0{,}01 = 4 m. Nenhuma alavanca desce 4 m de uma vez; a bomba manual faz isso em dezenas de cursos curtos, puxando óleo do reservatório a cada um. Trabalho: 12 000×0,1=1 20012\,000 \times 0{,}1 = 1\,200 J entregues ao carro; 300×4=1 200300 \times 4 = 1\,200 J gastos na bomba. A força ficou 40 vezes menor, o caminho 40 vezes mais longo, a energia a mesma.

Freio, escavadeira e cadeira de dentista

No freio hidráulico, o pé no pedal empurra um pistão pequeno no cilindro-mestre; a pressão viaja pelo fluido até os pistões maiores de cada roda, que apertam as pastilhas contra o disco. Quatro rodas recebem a mesma pressão ao mesmo tempo, o que mangueiras e cabos mecânicos não conseguiriam garantir. Escavadeiras, macacos de oficina, prensas de fábrica e a cadeira do dentista que sobe com um pedal funcionam do mesmo jeito. Um vazamento com ar no circuito é perigoso porque o ar é compressível: parte do deslocamento do pedal vai comprimir a bolha em vez de transmitir pressão.

Pascal consta da matriz do PAS, mas, de 2006 a 2025, nenhum item foi dedicado só a ele. Sua presença é indireta: nos contextos de máquinas hidráulicas e, principalmente, como alicerce das duas leis que de fato rendem itens, a de Stevin e a de Arquimedes.

Empuxo: a diferença de pressões que empurra para cima

Segure uma bola de basquete debaixo da água, no fundo da piscina, e tente mantê-la parada. Os braços cansam depressa: a bola força para cima com a insistência de um peso de 6 kg puxado ao contrário e, se os dedos escorregarem, ela dispara rumo à superfície. Quem a empurra é a água, e a explicação já está em Stevin: a parte de baixo da bola está mais funda que a parte de cima, logo sofre pressão maior. A água aperta a base para cima com mais força do que aperta o topo para baixo, e o que sobra dessa disputa é uma força vertical, para cima, o empuxo.

A conta para um cilindro de área AA e altura HH totalmente mergulhado torna a ideia exata. Pressão no topo, à profundidade hh: p0+ρghp_0 + \rho g h. Na base, à profundidade h+Hh + H: p0+ρg(h+H)p_0 + \rho g (h + H). Força para cima menos força para baixo: [ρg(h+H)−ρgh]A=ρgHA=ρgV[\rho g (h + H) - \rho g h] A = \rho g H A = \rho g V. As forças laterais se cancelam aos pares. O empuxo é ρfluidoVg\rho_{\text{fluido}} V g, e hh desapareceu: o empuxo não depende da profundidade.

Princípio de Arquimedes

Um corpo mergulhado, total ou parcialmente, num fluido recebe dele uma força vertical para cima, o empuxo, de módulo igual ao peso do fluido deslocado:

E=ρfluido Vsubmerso g.E = \rho_{\text{fluido}}\, V_{\text{submerso}}\, g.

Leia os índices: a densidade é a do fluido, não a do corpo; o volume é o da parte submersa, não o volume total do corpo. Repare no que a fórmula não contém: o peso do corpo. Ele só é chamado no passo seguinte, quando se compara PP com EE para decidir se o corpo sobe, desce ou fica. O empuxo é a resultante das forças de pressão e atua, para um corpo homogêneo, no centro do volume deslocado.

À esquerda, um cilindro submerso com setas de pressão: as setas laterais se cancelam, a seta da base para cima é maior que a do topo para baixo, e a diferença é rotulada empuxo igual a ρ do fluido vezes V vezes g. No centro, o mesmo bloco pendurado num dinamômetro fora da água marca 20 newtons; dentro da água, marca 12 newtons, com o empuxo de 8 newtons indicado. À direita, a bola de basquete totalmente submersa, com empuxo de 70 newtons para cima e peso de 6 newtons para baixo, resultante de 64 newtons para cima.
De onde vem o empuxo e como medi-lo. A pressão maior na base do que no topo produz E=ρfVgE = \rho_f V g, independente da profundidade. Num dinamômetro, o peso aparente é P−EP - E: o bloco de 20 N "pesa" 12 N na água, logo desloca 8 N de água, 0,8 L. A bola de basquete de 7 L recebe 70 N de empuxo contra 6 N de peso; são 64 N que as mãos precisam vencer para mantê-la no fundo. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido (a bola de basquete). Volume 7,0 L =0,0070= 0{,}0070 m³, massa 0,60 kg. Totalmente submersa, ela desloca 7,0 L de água, que pesam E=1 000×0,0070×10=70E = 1\,000 \times 0{,}0070 \times 10 = 70 N. O peso da bola é P=0,60×10=6P = 0{,}60 \times 10 = 6 N. Para mantê-la parada no fundo, as mãos precisam completar o equilíbrio com 70−6=6470 - 6 = 64 N para baixo, mais de dez vezes o peso da bola, o que explica o cansaço dos braços. Soltas as mãos, a resultante são esses mesmos 64 N, agora sem oposição, para cima; sem contar a água que a bola arrasta, a aceleração inicial seria 64/0,60≈10764/0{,}60 \approx 107 m/s², perto de dez gg.

Três destinos possíveis para um corpo totalmente mergulhado, e a comparação é sempre entre E=ρfVgE = \rho_f V g e P=ρcVgP = \rho_c V g, com o mesmo VV:

  • ρc>ρf\rho_c > \rho_f: P>EP > E, o corpo afunda com força resultante P−EP - E para baixo.
  • ρc=ρf\rho_c = \rho_f: P=EP = E, o corpo fica em equilíbrio onde for largado (um submarino com os tanques ajustados, um peixe em repouso).
  • ρc<ρf\rho_c < \rho_f: E>PE > P, o corpo sobe até aflorar; na superfície, parte dele sai da água até que o empuxo caia e iguale o peso, e ele flutua.

Peso aparente. Pendure um bloco num dinamômetro e mergulhe-o na água: a leitura cai. O que o dinamômetro mede é a tração no fio, e o equilíbrio do bloco dá T+E=PT + E = P, logo

Paparente=T=P−E.P_{\text{aparente}} = T = P - E.

Um bloco de 20 N que marca 12 N dentro da água recebe empuxo de 8 N, o que significa que deslocou 8 N de água, 0,8 kg, 0,8 L: o volume do bloco é 0,8 L e sua densidade, 2/0,8=2,52/0{,}8 = 2{,}5 kg/L. Foi assim, medindo o peso na água e fora dela, que Arquimedes verificou se a coroa do rei era de ouro puro (19,3 g/cm³) ou tinha prata (10,5 g/cm³) misturada: o volume da coroa aparece no empuxo, e a densidade, na razão entre o peso e o volume.

Exemplo resolvido (PAS 2005, itens 105 a 108). Um bloco pendurado num braço de balança é equilibrado por 10 esferas iguais; mergulhado em água, bastam 5. O empuxo compensou metade do peso: E=P/2E = P/2. Item 105, “o empuxo é um vetor igual à metade do vetor força-peso”: errado, o módulo é metade, mas o sentido é oposto; um vetor igual à metade do peso apontaria para baixo. Item 106, “a densidade do bloco é o dobro da da água”: ρaVg=12ρbVg\rho_a V g = \tfrac12 \rho_b V g, logo ρb=2ρa\rho_b = 2\rho_a, certo. Item 107, “o peso aparente aumenta à medida que o bloco se aproxima do fundo”: errado, o empuxo não depende da profundidade, e o peso aparente P−EP - E tampouco. Item 108, “na Lua a densidade seria menor”: errado, densidade não depende de gg.

Descer mais fundo não aumenta o empuxo

Um item típico: “Um mergulhador que passa de 10 m para 30 m de profundidade recebe empuxo três vezes maior, porque a pressão da água triplica.” Errado. Pressão e empuxo não andam juntos desse jeito. O que empurra o mergulhador para cima é o desnível de pressão entre a sola dos pés e o topo da cabeça, ρg×(altura do corpo)\rho g \times (\text{altura do corpo}), e esse desnível é o mesmo a 10 m, a 30 m ou a 300 m: o p0p_0 e o ρgh\rho g h da profundidade comparecem igualmente em cima e embaixo e se cancelam na subtração. A ressalva honesta: a água do fundo do oceano é ligeiramente mais densa (mais fria, mais comprimida), e um corpo compressível, como o pulmão cheio de ar do mergulhador ou o casco de um submarino, encolhe um pouco sob pressão; nenhum dos dois efeitos entra numa prova de ensino médio, que trata o líquido como incompressível e o corpo como rígido.

Flutuar é empatar: fração submersa, iceberg e navio de aço

Um corpo que flutua em repouso está em equilíbrio: o empuxo iguala o peso. É a equação que resolve a maioria dos itens numéricos do tema.

Condição de flutuação e fração submersa

Flutuando em equilíbrio, E=PE = P:

ρf Vsub g=mg=ρc V g⇒VsubV=ρcρf.\rho_f\, V_{\text{sub}}\, g = m g = \rho_c\, V\, g \quad\Rightarrow\quad \frac{V_{\text{sub}}}{V} = \frac{\rho_c}{\rho_f}.

A fração do volume que fica submersa é a razão entre a densidade média do corpo e a do fluido. Gelo na água: 917/1 000≈0,9917/1\,000 \approx 0{,}9, noventa por cento sob a linha d’água. Madeira de 600 kg/m³: 60% submersa. Um corpo com ρc≥ρf\rho_c \geq \rho_f não flutua. Em outra forma, útil para cargas: o peso total de um corpo flutuante é igual ao peso do líquido que ele desloca, mtotal=ρfVsubm_{\text{total}} = \rho_f V_{\text{sub}}.

Quatro corpos flutuando na mesma água, com a linha d'água marcada. Um bloco de isopor com 3 por cento submerso; um bloco de madeira com 60 por cento submerso; um bloco de gelo com 90 por cento submerso, como um iceberg; e um casco de navio de aço, oco, com a linha d'água marcando o calado e a legenda densidade média menor que a da água. Abaixo, uma barcaça de fundo plano com calado h e a fórmula massa total igual a ρ vezes área vezes h.
A fração submersa é ρcorpo/ρfluido\rho_{\text{corpo}}/\rho_{\text{fluido}}: isopor quase todo fora, madeira 60%, gelo 90%. O navio de aço flutua porque sua densidade **média**, com o ar dos porões, é menor que a da água; quanto mais carga, mais fundo o casco, mais água deslocada, até que EE volte a igualar o peso. Numa barcaça de fundo plano, mtotal=ρAhm_{\text{total}} = \rho A h, e o calado hh mede a carga. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido (a bola na superfície). Largada na superfície, a bola de basquete de 0,60 kg flutua, e flutuar é E=P=6E = P = 6 N. Água deslocada: Vsub=6/(1 000×10)=0,0006V_{\text{sub}} = 6/(1\,000 \times 10) = 0{,}0006 m³ =0,6= 0{,}6 L, de um total de 7,0 L; a fração submersa é 0,6/7,0≈8,6%0{,}6/7{,}0 \approx 8{,}6\%, menos de um décimo da bola. Pelo caminho das densidades: ρbola=0,60/0,0070≈86\rho_{\text{bola}} = 0{,}60/0{,}0070 \approx 86 kg/m³, e 86/1 00086/1\,000 é a mesma fração, 8,6%. Dois caminhos, um resultado: é assim que se confere a conta na prova.

Exemplo resolvido (PAS 2015, item 92). Um navio de 200 toneladas tem a forma de um prisma triangular reto de 30 m de comprimento, com seção triangular de 8 m de base e 6 m de altura. Volume total: 12×8×6×30=720\tfrac12 \times 8 \times 6 \times 30 = 720 m³. Flutuando, desloca m/ρ=200 000/1 000=200m/\rho = 200\,000/1\,000 = 200 m³. Fração submersa: 200/720≈28%200/720 \approx 28\%. O item afirmava “mais de 40% do volume ficará submerso”: errado. Repare que gg nem entrou: E=PE = P com gg dos dois lados.

Exemplo resolvido (PAS 2018, itens 86 e 87). Barcaças egípcias de fundo plano, 60 m por 25 m por 2 m de profundidade, massa de 600 t cada. Item 87 (tipo B): que massa uma barcaça podia carregar para que o fundo ficasse a 1 m da superfície? Volume submerso: 60×25×1=1 50060 \times 25 \times 1 = 1\,500 m³, que desloca 1 500 t de água. Essa é a massa total flutuando; a carga é 1 500−600=9001\,500 - 600 = 900 t. Marcação: 900. Item 86: “o valor do empuxo sobre as barcaças independia do peso das pedras”: errado, flutuando, E=PtotalE = P_{\text{total}}; mais pedras, mais peso, mais fundo o casco, mais empuxo. O tropeço do tipo B é o mesmo da canoa de 2020: quem marca 1 500 respondeu quanto a barcaça pesa com tudo, e a pergunta era quanto ela carrega.

Exemplo resolvido (PAS 2020, item 57). Canoa de 200 kg desloca 1 m³ de água com certa carga; g=9,8g = 9{,}8 m/s². Empuxo: 1 000×1×9,8=9 8001\,000 \times 1 \times 9{,}8 = 9\,800 N, igual ao peso total. Peso da canoa vazia: 200×9,8=1 960200 \times 9{,}8 = 1\,960 N. Peso da carga: 9 800−1 960=7 8409\,800 - 1\,960 = 7\,840 N; dividido por 10, 784. No item 56 do mesmo bloco, a canoa sobrecarregada afunda com velocidade constante: resultante nula, logo peso total para baixo igual a empuxo mais força viscosa para cima, e a força viscosa vale PT−9 800 VTP_T - 9\,800\,V_T em módulo, com VTV_T o volume total submerso: certo.

Exemplo resolvido (PAS 2025, item 97). Um peixe de 100 kg em repouso a 5 m de profundidade: qual o seu volume? “Em repouso” dentro da água é equilíbrio com o corpo totalmente submerso, E=PE = P, ou seja, ρVg=mg\rho V g = m g e V=m/ρ=100/1 000=0,10V = m/\rho = 100/1\,000 = 0{,}10 m³, opção B. E a profundidade, 5 m, é paisagem do enunciado, não dado da conta: para um corpo todo submerso, descer ou subir não altera EE. E o peixe de 100 kg saiu do próprio texto-base, o tubarão-lixa da reportagem sobre o atol das Rocas.

Exemplo resolvido (PAS 2011, item 70). Um navio carregado entra num delta e seu volume submerso aumenta 25%. A afirmação: a densidade da água ali é 20% menor que a do alto-mar. Flutuando nos dois lugares com o mesmo peso: ρ1V1=ρ2V2\rho_1 V_1 = \rho_2 V_2, com V2=1,25V1V_2 = 1{,}25 V_1. Logo ρ2=ρ1/1,25=0,8 ρ1\rho_2 = \rho_1/1{,}25 = 0{,}8\,\rho_1, vinte por cento menor. Certo. Água doce é menos densa que a do mar, e o navio afunda mais no rio: por isso a linha de carga pintada no casco tem marcas separadas para água doce e salgada.

Iceberg, navio de aço e a linha de Plimsoll

O iceberg mostra 10% e esconde 90%, porque 917/1 025≈0,89917/1\,025 \approx 0{,}89 na água do mar. O navio de aço flutua porque é oco: contando o ar dos porões, sua densidade média fica abaixo de 1 000 kg/m³. Ao ser lançado, ele se enterra na água até que o volume de casco submerso desloque um peso de água igual ao seu próprio, e nessa marca para. A linha de Plimsoll, pintada no casco desde 1876, é a profundidade máxima legal de carregamento; se a água chegar à marca, o navio já desloca todo o peso que pode. Se o casco fura e o ar sai, a densidade média sobe acima da da água, e o mesmo aço que flutuava vai ao fundo.

Balões, densímetros e misturas: os casos de borda

O princípio de Arquimedes vale para qualquer fluido, inclusive gases. Um balão ou um dirigível recebe do ar um empuxo E=ρarVgE = \rho_{\text{ar}} V g, e sobe se esse empuxo superar o peso total: envelope, carga e o gás de dentro. O gás precisa ser menos denso que o ar (hélio, 0,17 kg/m³; hidrogênio, 0,09; ar quente, cerca de 0,95 a 100 °C), e é a diferença de densidades vezes o volume que sustenta a carga.

Exemplo resolvido (PAS 2007, item 66). O dirigível LZ 7 Deutschland tinha 19 320 m³ e 15,5 t de massa sem carga; com ρar=1,2\rho_{\text{ar}} = 1{,}2 kg/m³ e g=10g = 10 m/s², o item pedia o empuxo em newtons dividido por 1 000. E=1,2×19 320×10=231 840E = 1{,}2 \times 19\,320 \times 10 = 231\,840 N; dividido por 1 000, 231. Conferência de sentido: o empuxo sustenta 23 184 kg; a estrutura tinha 15 500 kg; sobram cerca de 7,7 t para o hélio (ou hidrogênio) que enche o envelope e para a carga. O item do mesmo bloco que pedia o desenho das forças sobre o dirigível parado no ar (tipo D) tinha resposta simples: peso e empuxo, iguais e opostos, ambos aplicados na vertical do centro de massa.

O densímetro é o princípio de Arquimedes virado ao contrário: um flutuador de peso fixo com uma haste graduada. Em líquido mais denso, precisa deslocar menos volume para empatar o peso e afunda menos; em líquido menos denso, afunda mais. A escala é lida na linha d’água. É o instrumento do posto de combustível que checa se o etanol tem água demais (mistura mais densa) e o da bateria de carro que mede a carga pelo ácido.

A mistura aparece na prova pela flutuação: um bloco de densidade 0,88 g/cm³ ficará totalmente submerso numa solução de etanol a 40% em massa? A densidade da solução, lida no gráfico fornecido em 2020, fica em torno de 0,93 g/cm³, maior que 0,88; o bloco flutua com cerca de 0,88/0,93≈95%0{,}88/0{,}93 \approx 95\% do volume submerso e 5% fora. Item 83 de 2020: errado. Se a solução fosse etanol a 70% (cerca de 0,87 g/cm³), o bloco afundaria. A leitura correta do gráfico é o passo que decide.

Ler o gráfico p × h e a tabela de densidades

A lei de Stevin é uma função afim da profundidade: p(h)=p0+(ρg)hp(h) = p_0 + (\rho g) h. Num gráfico da pressão em função da profundidade, isso é uma reta com intercepto p0p_0 (a pressão na superfície) e inclinação ρg\rho g (quanto a pressão cresce por metro). Para a água, a inclinação é 10 kPa/m; para o mercúrio, 136 kPa/m. Duas curvas no mesmo gráfico, para dois líquidos, partem do mesmo p0p_0 e se abrem: a mais íngreme é o líquido mais denso. Se o gráfico mostrar pressão manométrica, a reta passa pela origem. Se a reta não partir de p0p_0 nem da origem, o recipiente está fechado e há um gás acima do líquido com pressão diferente da atmosférica.

Da reta se lê a densidade: inclinação dividida por gg. Um gráfico que sobe de 100 kPa a 180 kPa entre 0 e 10 m tem inclinação 8 kPa/m, logo ρ=8 000/10=800\rho = 8\,000/10 = 800 kg/m³, um óleo.

A tabela de densidades é lida por comparação com o líquido: quem está abaixo da densidade do líquido flutua nele, quem está acima afunda. Gelo (917) flutua na água (1 000) e afunda no etanol (790). Chumbo (11 300) afunda na água e flutua no mercúrio (13 600). E a fração submersa sai da divisão: madeira de 600 em água, 60%; a mesma madeira em água do mar (1 025), 58,5%.

O gráfico do PAS 2005 combinava balança e empuxo: um bloco de massa mm e volume vv num braço aa, esferas de massa total mTm_T num braço bb, com o bloco mergulhado num líquido de densidade ρ\rho variável. Torques iguais: (m−ρv)g a=mT g b(m - \rho v) g\, a = m_T\, g\, b, logo mT=ab(m−ρv)m_T = \dfrac{a}{b}(m - \rho v), uma reta decrescente em ρ\rho, que vale am/bam/b quando ρ=0\rho = 0 (item 110, certo: mT/a=m/bm_T/a = m/b) e zera quando ρ=m/v\rho = m/v, a densidade do próprio bloco, quando o empuxo iguala o peso e nada mais é preciso do outro lado. O item 109 dizia “coeficiente angular positivo”: errado. O item 111 dava a função acima: certo.

Como a banca pergunta

Fluidos rendeu 14 itens nas vinte provas do PAS 1 de 2006 a 2025 (em 2007, 2011, 2015, 2016, 2018, 2019, 2020 e 2025), mais oito itens em 2005 (o cubo do item 100 e a balança de Arquimedes dos itens 105 a 111), e produziu itens tipo B em 2007, 2018 e 2020. Cinco padrões cobrem tudo:

  1. A conta de Stevin com a atmosfera. 2025/94, o peixe a menos de 10 m (certo). O erro plantado é sempre o p0p_0 esquecido, que desloca o limite por um fator 2.
  2. O paradoxo hidrostático em forma de item errado. 2019/81 (área da base) e 2015/90 (pressão no casco menor que na superfície). A pressão depende só de hh; a força total, da área.
  3. Pesar com E=PE = P, o tipo B favorito: canoa asteca 2020/57 (784), barcaça egípcia 2018/87 (900), dirigível 2007/66 (231), volume do peixe 2025/97 (0,10 m³, tipo C). O erro plantado aqui não é de física, é de leitura: o item quer a carga, e o total aparece como resposta tentadora; depois ainda há a divisão final por 10 ou por 1 000.
  4. Fração submersa e densidade. 2015/92 (28%, não 40%), 2005/100 (cubo com 20% fora, densidade 0,8), 2011/70 (delta, 20% menos densa), 2020/83 (bloco na solução de etanol).
  5. Os conceitos do empuxo em julgamento. Independe do peso transportado? Não, flutuando E=PE = P (2018/86, errado). Cresce com a profundidade? Não (2005/107, errado). É um vetor igual à metade do peso? Módulo sim, sentido não (2005/105, errado). Navio desloca água cujo peso é igual ao dele? Sim (2011/72, certo). A canoa que afunda a velocidade constante tem viscosidade igual a PT−EP_T - E? Sim (2020/56, certo).

O texto-base costuma ser histórico ou de obra da lista: Arquimedes e a coroa (2005), o Zepelim de Chico Buarque (2007), a água de lastro dos navios (2011), o navio negreiro de Castro Alves (2015), as barcaças do Nilo (2018), as canoas astecas (2020), os peixes-limpadores do atol das Rocas (2025). Releia a obra procurando profundidades, massas e volumes: eles viram dados de item. E as constantes (gg, ρ\rho, p0p_0) vêm no comando; se estão lá, há Física no bloco.

Os erros que a prova planta

  1. Esquecer a atmosfera. Pressão total a 10 m é 2 atm. Só se dispensa p0p_0 em diferenças de pressão e em pressão manométrica.
  2. Achar que a pressão depende da área da base ou da quantidade de água. Depende só da profundidade e da densidade. A área muda a força total no fundo, não a pressão.
  3. Confundir pressão com força. Pressão é força por área, escalar; a força de pressão é perpendicular à superfície e vale pApA.
  4. Usar a densidade do corpo ou o volume total na fórmula do empuxo. E=ρfluidoVsubmersogE = \rho_{\text{fluido}} V_{\text{submerso}} g. O peso do corpo entra depois, na comparação.
  5. Achar que o empuxo cresce com a profundidade. Não cresce: a diferença de pressões entre base e topo é a mesma em qualquer profundidade.
  6. Achar que o empuxo depende do peso do corpo submerso. Para um corpo totalmente submerso, não; para um corpo flutuando, E=PE = P por equilíbrio, e é o volume submerso que se ajusta ao peso.
  7. Confundir altura total com profundidade. hh em Stevin é medido da superfície livre para baixo até o ponto. A distância até o fundo não entra.
  8. Errar unidades. Litros para metros cúbicos (÷1 000\div 1\,000), g/cm³ para kg/m³ (×1 000\times 1\,000), toneladas para quilogramas (×1 000\times 1\,000), cmHg para pascal. E o gg do comando: 9,8 na canoa de 2020, 10 no peixe de 2025.
  9. Achar que a prensa hidráulica economiza trabalho. Multiplica força pela razão das áreas; o deslocamento cai na mesma razão; F1d1=F2d2F_1 d_1 = F_2 d_2.
  10. No tipo B, marcar o total quando o item pede a carga, ou esquecer a divisão final. 980 em vez de 784; 1 500 em vez de 900.

O essencial em meia página

  • Densidade: ρ=m/V\rho = m/V; água 1 000 kg/m³ = 1 g/cm³ = 1 kg/L; 1 m3=1 0001\ \text{m}^3 = 1\,000 L. Não depende de gg. Corpo oco: densidade média. Mistura fica entre os componentes.
  • Pressão: p=F/Ap = F/A, em pascal; 1 atm≈1051\ \text{atm} \approx 10^5 Pa =760= 760 mmHg =76= 76 cmHg. Escalar; a força é perpendicular à superfície e vale pApA. Mesma força, área menor, pressão maior (agulha); área maior, pressão menor (esqui).
  • Atmosfera: Torricelli, 76 cm de mercúrio; em água, 10,3 m. Manométrica =p−p0= p - p_0; absoluta inclui p0p_0.
  • Stevin: p=p0+ρghp = p_0 + \rho g h; cada 10 m de água = +1 atm; só a profundidade conta, formato e área do recipiente não (paradoxo hidrostático: 2019/81, 2015/90). Gráfico p×hp \times h: reta, intercepto p0p_0, inclinação ρg\rho g. Diferenças de pressão: ρgΔh\rho g \Delta h, sem p0p_0. Peixe a 2 atm: 10 m (2025/94).
  • Vasos comunicantes: mesmo líquido, mesmo nível. Dois líquidos: ρ1h1=ρ2h2\rho_1 h_1 = \rho_2 h_2 na horizontal da interface. Manômetro em U: pgaˊs=p0+ρghp_{\text{gás}} = p_0 + \rho g h.
  • Pascal: acréscimo de pressão se transmite integralmente; F2=F1A2/A1F_2 = F_1 A_2/A_1; A1d1=A2d2A_1 d_1 = A_2 d_2; F1d1=F2d2F_1 d_1 = F_2 d_2: multiplica força, não trabalho.
  • Arquimedes: E=ρfluidoVsubmersogE = \rho_{\text{fluido}} V_{\text{submerso}} g = peso do fluido deslocado; não depende da profundidade nem do peso do corpo. Peso aparente =P−E= P - E. Submerso: afunda se ρc>ρf\rho_c > \rho_f.
  • Flutuação: E=PE = P; fração submersa =ρc/ρf= \rho_c/\rho_f (gelo 90%); mtotal=ρfVsubm_{\text{total}} = \rho_f V_{\text{sub}}. Barcaça 2018: 60×25×1=1 50060 \times 25 \times 1 = 1\,500 t total, carga 900. Canoa 2020: 9 800−1 960=7 8409\,800 - 1\,960 = 7\,840 N → 784. Peixe 2025: V=m/ρ=0,10V = m/\rho = 0{,}10 m³. Navio 2015: 200/720=28%200/720 = 28\%. Delta 2011: VsubV_{\text{sub}} +25% ⇔ ρ\rho −20%.
  • Gases: balão e dirigível recebem E=ρarVgE = \rho_{\text{ar}} V g (LZ 7: 231 840 N, 2007/66). Densímetro afunda mais no líquido menos denso.
  • Vizinhos: peso e terceira lei em leis de Newton; conversões em grandezas físicas e unidades; torque e equilíbrio de corpos rígidos em estática; força vezes deslocamento em trabalho de uma força; dilatação e a água que ferve a 96 °C em Brasília em temperatura e calor; pressão de gases e a lei geral em transformações gasosas.

Exercícios temporariamente indisponíveis

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Flashcards temporariamente indisponíveis

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DENSIDADE, PRESSÃO e o PRINCÍPIO DE PASCAL
Ciência Todo Dia · 11:17
Introdução. Episódio 2 do capítulo de hidrostática do Curso de Física Básica do canal: define densidade e pressão com animações e chega ao princípio de Pascal a partir delas. Cobre em 11 minutos as seções “Densidade: quanta massa cabe em cada litro”, “Pressão não é força” e “Princípio de Pascal” desta página, na ordem em que a página as constrói. Bom para assistir antes de ler.
PRESSÃO E PRESSÃO HIDROSTÁTICA - Lei de Stevin
Felipe Sampaio - Física · 25:47
Aprofundamento na lei de Stevin. Aula com capítulos marcados na descrição: conceito de pressão (0:00), unidades (4:40), pressão hidrostática (6:29), pontos em um mesmo líquido (14:02) e exercício (18:40). É a seção “Lei de Stevin: só a profundidade conta” com a dedução no quadro e a discussão de por que pontos na mesma horizontal de um mesmo líquido têm a mesma pressão, base dos vasos comunicantes e do manômetro em U.
EMPUXO - Princípio de Arquimedes
Felipe Sampaio - Física · 20:14
Aplicação do empuxo às condições de flutuar, afundar ou ficar em equilíbrio. Capítulos na descrição: por que o empuxo existe (0:18), o princípio de Arquimedes (4:06), a fórmula (9:52) e um exercício resolvido (11:27). É a seção “Empuxo: a diferença de pressões que empurra para cima” e a comparação ρcorpo\rho_{\text{corpo}} contra ρfluido\rho_{\text{fluido}} da seção “Flutuar é empatar”, com a dedução a partir da diferença de pressões, que é o argumento que derruba o item “o empuxo cresce com a profundidade”.
Resolução do PAS 1 UnB 2020 - Hidrostática: Princípio de Arquimedes e volume deslocado
Física+ · 27:32
Resolução de itens reais. O professor Matheus Aguiar resolve exatamente os itens 56 (1:45) e 57 (15:11) do PAS 1 de 2020, a canoa asteca de 200 kg: a força viscosa igual a PT−9 800 VTP_T - 9\,800\,V_T na descida a velocidade constante e o peso da carga, 9 800−1 960=7 8409\,800 - 1\,960 = 7\,840 N, marcação 784. Os dois itens estão nesta página, na seção “Flutuar é empatar” e nos exercícios; confira a sua conta antes de assistir.
Rota PAS 1
Colisões, giros e equilíbrio: momentum, movimento circular e fluidos · PAS 1

Fontes desta página

Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.

  • Rota PAS 1 — Colisões, giros e equilíbrio: momentum, movimento circular e fluidos · Antes de começar: dez minutos de aquecimento (volume, litro e densidade; tabela de unidades); Pressão nos líquidos: a coluna que pesa sobre você (tabela das grandezas, lei de Stevin, princípio de Pascal, exemplo-guia da piscina e do elevador de oficina, item 2019/81, armadilha do p₀, checagem do lago a 20 m); Empuxo: por que a bola sobe e o navio de aço flutua (princípio de Arquimedes, exemplo-guia da bola de futebol, item 2020/57, armadilhas da profundidade e dos índices, checagem do submarino); Leia como na prova (bloco do atol das Rocas, itens 2025/94 e 2025/97); Como a banca cobra (histórico de fluidos 2007–2025); Resolvido da balsa carregada; Síntese; Banco de treino T12 a T18

    Recorte por assunto: pressão em líquidos, Stevin, Pascal, empuxo e flutuação. O capítulo trata o tema em duas seções curtas voltadas ao PAS; a página acrescenta densidade relativa e de misturas, unidades de pressão, o barômetro de Torricelli e a pressão manométrica, vasos comunicantes com dois líquidos e o manômetro em U, a dedução do empuxo e o peso aparente, balões e densímetro, e a leitura do gráfico p × h, ausentes do capítulo. Equilíbrio de corpos extensos fica na página estatica; hidrodinâmica não entra.

  • Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cebraspe) · PAS 1 2005 (itens 100 e 105 a 111, balança e bloco mergulhado), 2007 (item 66, dirigível LZ 7), 2009 (item 35, cera que flutua), 2011 (itens 70 e 72, água de lastro), 2015 (itens 90 e 92, navio negreiro), 2018 (itens 86 e 87, barcaças do Nilo), 2019 (item 81, tanque hidrostático), 2020 Parte 2 (itens 56 e 57, canoa asteca; item 83, bloco na solução de etanol), 2025 Parte 2 (itens 94 e 97, peixes-limpadores do atol das Rocas)

    Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos nos arquivos GAB e em utils/material/PAS/pesquisa/classificacao/AAAA.json; figuras impressas (balança e gráfico de 2005, prisma do navio de 2015, canoa de 2020, gráfico densidade × teor de etanol de 2020) lidas na imagem do PDF em utils/material/PAS/provas/ e descritas em texto neutro no suporte das questões. Os itens tipo D 2007/65 e 2016/67 não são usados.