Teorema de Tales e semelhança de triângulos

Guia de estudo · Revisado em 16/09/2026

BNCC · EM13MAT308

Uma vara de 2 m faz sombra de 0,8 m e, ao lado, a torre da caixa-d'água faz sombra de 7,2 m; um quadro de 8,80 m por 4,60 m vira uma reprodução de 22 cm de largura; um mapa 1:5 000 000 separa Natal do atol das Rocas por alguns centímetros. Como medir o que não se alcança usando só uma razão, e por que a área não obedece à mesma razão que o comprimento?

O que você vai aprender

  • Distinguir razão, proporção e diferença, ler escalas 1:n nos dois sentidos (papel para o real e real para o papel) com a conversão de unidades correta, e interpretar razões como a inclinação h/c das rampas da NBR 9050.
  • Enunciar o teorema de Tales, montar a proporção entre segmentos que estão entre as mesmas paralelas, resolver o feixe completando a medida que falta e explicar a demonstração por áreas (ou por divisão em partes iguais).
  • Definir figuras semelhantes (ângulos iguais e lados proporcionais), reconhecer ampliação, redução e congruência pela razão k, e ler a escala de mapas, plantas, maquetes e reproduções como razão de semelhança.
  • Reconhecer triângulos semelhantes pelos critérios AA, LAL e LLL, escrever a correspondência de vértices na ordem correta a partir dos ângulos iguais e montar a proporção só com lados correspondentes.
  • Aplicar o teorema fundamental da semelhança (paralela a um lado) e a base média, e resolver as configurações clássicas: sombra e estaca, visada de topos com altura do observador, borboleta com paralelas e triângulos encaixados.
  • Relacionar a razão de semelhança k com perímetros (k), áreas (k²) e volumes (k³), aplicando-a a escalas e a itens de área de reprodução como o tipo B de 2023 do PAS, e evitar o erro de aplicar k onde vale k².
  • Seguir o protocolo do item de geometria da banca: redesenhar a figura com todos os dados, caçar ângulos iguais, escrever a correspondência antes da fração, decidir entre k e k² e calcular até o limiar.

Quantos metros tem a torre da caixa-d’água do condomínio? Ninguém precisa subir nela. Basta fincar uma vara de 2 m no gramado ao lado e medir duas sombras ao mesmo tempo: a da vara dá 0,8 m, a da torre dá 7,2 m. Como o Sol está longe demais para que seus raios se abram, eles chegam paralelos, e cada objeto vertical forma com a própria sombra um triângulo retângulo com o mesmo ângulo de inclinação: duas cópias da mesma forma, uma pequena e uma grande. A altura da vara é 2/0,8=2,52/0{,}8 = 2{,}5 vezes a sua sombra; a altura da torre é, portanto, 2,5×7,2=182{,}5 \times 7{,}2 = 18 m. Em dezembro de 2023, a prova do PAS 1 deu as medidas de A última ceia (4,60 m por 8,80 m) e pediu a área de uma reprodução de 22 cm de largura “na mesma proporção” do original; em 2025, pediu quantos centímetros separam Natal do atol das Rocas num mapa 1:5 000 000. As três perguntas são a mesma: duas figuras com a mesma forma têm todas as medidas de comprimento na mesma razão.

Esta página é sobre essa ideia e o que sai dela: o teorema de Tales (paralelas fatiam transversais em segmentos proporcionais), a semelhança de figuras e de triângulos (quando vale, como reconhecer, em que ordem escrever), a razão kk e o que ela faz com perímetros (kk), áreas (k2k^2) e volumes (k3k^3), e as configurações que a prova repete: sombra e estaca, “borboleta”, escala de mapa e maquete, reprodução de obra. Os ângulos entre paralelas, que a semelhança usa como hipótese, estão em Ângulos e polígonos; o triângulo retângulo e suas relações métricas, que são semelhança com outro nome, ficam para Teorema de Pitágoras e Trigonometria no triângulo.

Razão é divisão; proporção é igualdade de razões

Antes de qualquer triângulo, três palavras precisam estar limpas.

Razão, proporção, grandezas proporcionais

A razão entre duas medidas é o quociente: 6 para 4 é 6/4=1,56/4 = 1{,}5. Uma proporção é a igualdade de duas razões, ab=cd\dfrac{a}{b} = \dfrac{c}{d}, e nela vale a propriedade fundamental ad=bcad = bc (multiplicar em cruz). Duas grandezas são diretamente proporcionais quando o quociente entre elas é constante: dobra uma, dobra a outra. Quando um enunciado pede que largura e altura fiquem “na mesma proporção”, ele está fixando esse quociente, e não a distância entre os dois números: um retângulo de 8 por 6 e outro de 4 por 2 têm lados que diferem igualmente em 2, mas 8/6≠4/28/6 \neq 4/2, e por isso não guardam a mesma proporção; já 8 por 6 e 4 por 3 guardam, porque 8/6=4/38/6 = 4/3.

A escala de um mapa, de uma planta ou de uma maquete é uma razão entre o desenho e o objeto. Numa maquete 1:200, cada centímetro medido no modelo corresponde a 200 cm (2 m) da construção, seja qual for a unidade escolhida, contanto que seja a mesma dos dois lados da razão; um muro que ocupa 6 cm na maquete tem 6×200=1 2006 \times 200 = 1\,200 cm =12= 12 m na obra. No sentido inverso, do real para o papel, divide-se: 267 km em escala 1:5 000 000 são 26 700 000 cm/5 000 000=5,3426\,700\,000 \text{ cm} / 5\,000\,000 = 5{,}34 cm (o item 95 do PAS 2025, resposta B). A conta que mais derruba candidato não é a divisão, é a conversão de unidade antes dela: quilômetro para centímetro são cinco zeros (1 km=100 0001 \text{ km} = 100\,000 cm).

A norma de acessibilidade NBR 9050, que a prova de 2023 transcreveu, escreve inclinações como razões: uma rampa “1:12” sobe 1 unidade a cada 12 de avanço horizontal, e i=h/c=1/12≈8,33%i = h/c = 1/12 \approx 8{,}33\%. Quanto menor o segundo número, mais íngreme a rampa: 1:10 é mais inclinada que 1:20. Um item afirmava que os valores 1:10, 1:12, 1:16 e 1:20 indicam que, quanto mais alto o desnível, maior deve ser a razão h/ch/c: é o contrário, e o item era E.

Uma razão com nome próprio, que a prova usa como pretexto para conta de proporção: dois segmentos (ou dois números) estão em razão áurea quando o quociente do maior pelo menor é φ=1+52\varphi = \dfrac{1 + \sqrt{5}}{2}, a raiz positiva de φ2=φ+1\varphi^2 = \varphi + 1. Com 5≈2,236\sqrt{5} \approx 2{,}236, φ≈1,618\varphi \approx 1{,}618. Não há teoria nova: em 2017, a prova disse que o Sol e a Lua de uma pintura de Frida Kahlo tinham diâmetros em razão áurea, deu 14 cm para o Sol e perguntou se a Lua passava de 9 cm (14/φ≈8,6514/\varphi \approx 8{,}65, E); no item seguinte, afirmou que dividir os dois números pelo mesmo valor preserva a razão áurea (C: a/cb/c=ab\frac{a/c}{b/c} = \frac{a}{b}). Em 2018 e 2024, o mesmo φ\varphi voltou no Partenon e nas torres de Reims, sempre com 5\sqrt{5} dado no comando.

Tales: paralelas fatiam transversais na mesma proporção

Teorema de Tales

Se um feixe de retas paralelas é cortado por duas retas transversais, os segmentos determinados sobre uma transversal são proporcionais aos segmentos correspondentes da outra. Com paralelas r∥s∥tr \parallel s \parallel t cortando uu em A,B,CA, B, C e vv em D,E,FD, E, F (nessa ordem):

ABBC=DEEF,ABAC=DEDF,BCAC=EFDF.\frac{AB}{BC} = \frac{DE}{EF}, \qquad \frac{AB}{AC} = \frac{DE}{DF}, \qquad \frac{BC}{AC} = \frac{EF}{DF}.

As três proporções dizem a mesma coisa; escolha a que usa as medidas que o enunciado deu. O que não vale é comparar um pedaço de uu com um pedaço de vv que não esteja entre as mesmas paralelas.

Três retas paralelas horizontais r, s e t cortadas por duas transversais inclinadas u e v. Na transversal u ficam os pontos A, B e C, com AB igual a 4 e BC igual a 6; na transversal v ficam D, E e F, com DE igual a 10 e EF desconhecido. Um quadro à direita mostra a proporção AB sobre BC igual a DE sobre EF, ou seja, 4 sobre 6 igual a 10 sobre EF, de onde EF igual a 15.
Teorema de Tales: as paralelas rr, ss e tt cortam as transversais uu e vv em segmentos proporcionais. Cada segmento de uu é comparado com o segmento de vv que está entre as *mesmas* paralelas: ABAB com DEDE, BCBC com EFEF. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 1: completar o feixe. Na figura, AB=4AB = 4, BC=6BC = 6 e DE=10DE = 10. Quanto vale EFEF?

Estratégia: nomear os pontos e dizer entre quais paralelas cada segmento está. ABAB e DEDE ficam entre rr e ss; BCBC e EFEF, entre ss e tt.

Resolução: ABBC=DEEF⇒46=10EF⇒4⋅EF=60⇒EF=15\dfrac{AB}{BC} = \dfrac{DE}{EF} \Rightarrow \dfrac{4}{6} = \dfrac{10}{EF} \Rightarrow 4 \cdot EF = 60 \Rightarrow EF = 15.

Conferência: pela razão com o total, AB/AC=4/10=0,4AB/AC = 4/10 = 0{,}4 e DE/DF=10/25=0,4DE/DF = 10/25 = 0{,}4. Fecha. Repare que a transversal vv é “esticada” em relação a uu pelo fator 10/4=2,510/4 = 2{,}5, e 6×2,5=156 \times 2{,}5 = 15: o teorema de Tales é, no fundo, um fator único aplicado a todos os pedaços.

Por que é verdade. Há duas demonstrações que valem conhecer, porque as duas voltam em outros teoremas. A primeira usa áreas e cabe em um triângulo. Tome um triângulo ADCADC com BB sobre o lado ACAC e EE sobre o lado ADAD, com BE∥CDBE \parallel CD. Os triângulos ABEABE e CBECBE têm a mesma altura relativa às bases ABAB e BCBC (a distância de EE à reta ACAC), então [ABE][CBE]=ABBC\dfrac{[ABE]}{[CBE]} = \dfrac{AB}{BC}. Do mesmo modo, [ABE][DBE]=AEED\dfrac{[ABE]}{[DBE]} = \dfrac{AE}{ED}. Mas [CBE]=[DBE][CBE] = [DBE], porque os dois triângulos têm a mesma base BEBE e a mesma altura, já que CC e DD estão na mesma paralela a BEBE. Logo ABBC=AEED\dfrac{AB}{BC} = \dfrac{AE}{ED}: é Tales. A segunda demonstração é a que Euclides usa nos casos comensuráveis: dividir ABAB em mm partes iguais e BCBC em nn partes iguais do mesmo tamanho, traçar paralelas por todos os pontos de divisão e observar que elas cortam vv em segmentos também iguais entre si (dois trapézios com lados paralelos iguais e o mesmo ângulo são congruentes); então DEDE e EFEF ficam divididos em mm e nn partes iguais, e a razão é a mesma m/nm/n. Para segmentos incomensuráveis (razão irracional), o argumento se completa por aproximação, que é o que a demonstração por áreas dispensa.

Uma consequência com nome próprio, só para reconhecer: o teorema da bissetriz interna diz que a bissetriz de um ângulo de um triângulo divide o lado oposto em segmentos proporcionais aos lados adjacentes (BDDC=ABAC\frac{BD}{DC} = \frac{AB}{AC} para a bissetriz de A^\hat{A} que chega em DD). Prova-se com uma paralela à bissetriz e Tales. A prova do PAS não o cobrou em vinte anos; fica aqui como parente.

Mesma forma, outro tamanho: o que é semelhança

Figuras semelhantes e razão de semelhança

Duas figuras são semelhantes quando têm a mesma forma: existe uma correspondência entre seus pontos que mantém todos os ângulos iguais e multiplica todos os comprimentos pela mesma constante k>0k > 0, a razão de semelhança. Para polígonos: ângulos correspondentes iguais e lados correspondentes proporcionais (as duas condições; um retângulo 2 por 1 e um quadrado têm os mesmos ângulos e não são semelhantes; um quadrado e um losango de 60° têm lados proporcionais e não são semelhantes). Se k>1k > 1 a segunda figura é uma ampliação; se 0<k<10 < k < 1, uma redução; se k=1k = 1, as figuras são congruentes (semelhança é a congruência que esqueceu o tamanho). Todo par de círculos é semelhante; todo par de quadrados também; dois retângulos, só se tiverem a mesma razão entre os lados.

A escala é a razão de semelhança entre o desenho e o objeto. Uma foto ampliada “sem deformar” é semelhante à original; uma foto esticada só na largura não é, e é isso que a prova de 2023 chamou de “mesma proporção entre largura e altura”. A homotetia é o nome da transformação que produz figuras semelhantes a partir de um centro: cada ponto PP vai para P′P' na reta OPOP, com OP′=k⋅OPOP' = k \cdot OP. É a lanterna que projeta a sombra ampliada de uma mão na parede, e é o que uma copiadora faz ao ampliar 141% (o fator 2\sqrt{2} que leva A4 a A3, mantendo a proporção da folha).

Quando dois triângulos são semelhantes: AA, LAL, LLL

Para polígonos em geral é preciso conferir ângulos e lados. Para triângulos, basta menos, porque o terceiro ângulo é forçado pela soma 180° e a forma fica rígida com poucos dados.

Critérios de semelhança de triângulos
  • AA (ângulo-ângulo): dois ângulos de um triângulo respectivamente iguais a dois ângulos do outro. É o critério que aparece em 9 de cada 10 itens: sombras (ângulo reto + ângulo do sol), paralelas (correspondentes e alternos internos), ângulo comum a dois triângulos encaixados.
  • LAL (lado-ângulo-lado): dois pares de lados proporcionais e o ângulo entre eles igual.
  • LLL (lado-lado-lado): os três pares de lados proporcionais.

Em qualquer dos três, a razão entre um par de lados correspondentes é a razão de semelhança kk, e valem a′a=b′b=c′c=k\dfrac{a'}{a} = \dfrac{b'}{b} = \dfrac{c'}{c} = k.

Dois triângulos, um pequeno ABC à esquerda e um grande DEF à direita, com os ângulos marcados por um, dois e três arcos para indicar a correspondência A com D, B com E e C com F. Os lados do pequeno medem AB igual a 6, AC igual a 4,5 e BC igual a 6,5; os do grande medem DE igual a 9, DF igual a 6,75 e EF igual a 9,75. Um quadro central mostra que as razões DE sobre AB, DF sobre AC e EF sobre BC valem todas 1,5.
ABC∼DEFABC \sim DEF com A↔DA \leftrightarrow D, B↔EB \leftrightarrow E, C↔FC \leftrightarrow F. Os arcos marcam os ângulos iguais; o lado que fica *entre* dois ângulos marcados corresponde ao lado entre os mesmos dois arcos no outro triângulo. Razão k=9/6=6,75/4,5=9,75/6,5=1,5k = 9/6 = 6{,}75/4{,}5 = 9{,}75/6{,}5 = 1{,}5. Diagrama autoral.

A ordem dos vértices carrega a informação. Escrever ABC∼DEFABC \sim DEF diz que AA corresponde a DD, BB a EE, CC a FF; logo ABAB corresponde a DEDE, BCBC a EFEF e ACAC a DFDF. O jeito seguro de achar a correspondência é pelos ângulos: o lado oposto ao ângulo de um arco corresponde ao lado oposto ao ângulo de um arco. Quando a figura vem “de cabeça para baixo” ou espelhada, a impressão visual engana; os ângulos não.

O teorema fundamental da semelhança é Tales dentro do triângulo: uma reta paralela a um lado de um triângulo, cortando os outros dois lados, determina um triângulo semelhante ao original. Se DE∥BCDE \parallel BC com DD em ABAB e EE em ACAC, então ADE∼ABCADE \sim ABC (AA: ângulo A^\hat{A} comum e ângulos correspondentes iguais nas paralelas), e ADAB=AEAC=DEBC\dfrac{AD}{AB} = \dfrac{AE}{AC} = \dfrac{DE}{BC}. É daqui que vem a base média: marque o ponto médio de dois lados de um triângulo e ligue-os; o segmento obtido fica paralelo ao terceiro lado e tem metade do comprimento dele, porque o triângulo pequeno que ele recorta é semelhante ao original com k=12k = \tfrac{1}{2}. Um triângulo de perímetro 36 cm tem o triângulo dos pontos médios com perímetro 18 cm, e área um quarto da original.

Exemplo resolvido 2: descobrir a correspondência antes de montar a conta. Um triângulo tem lados 5, 7 e 9. Outro triângulo, semelhante a ele, tem o maior lado medindo 13,5. Quanto medem os outros dois?

Estratégia: em triângulos semelhantes, o maior lado corresponde ao maior lado (está oposto ao maior ângulo), o menor ao menor.

Resolução: k=13,5/9=1,5k = 13{,}5/9 = 1{,}5. Os outros lados medem 5×1,5=7,55 \times 1{,}5 = 7{,}5 e 7×1,5=10,57 \times 1{,}5 = 10{,}5.

Conferência: o perímetro do segundo, 7,5+10,5+13,5=31,57{,}5 + 10{,}5 + 13{,}5 = 31{,}5, é 1,5×211{,}5 \times 21, o perímetro do primeiro vezes kk. Quem faz 13,5/513{,}5/5 ou 13,5/713{,}5/7 monta a proporção com lados que não se correspondem, e a conta não fecha em nenhuma conferência.

Comprimentos vão com k, áreas com k², volumes com k³

O que a razão de semelhança faz com cada grandeza

Se duas figuras são semelhantes com razão kk (da primeira para a segunda):

  • todo comprimento multiplica por kk: lados, alturas, medianas, diagonais, raios, perímetros;
  • toda área multiplica por k2k^2;
  • todo volume (para sólidos semelhantes) multiplica por k3k^3.

A razão entre as áreas é o quadrado da razão entre os comprimentos: A′A=k2=(ℓ′ℓ)2\dfrac{A'}{A} = k^2 = \left(\dfrac{\ell'}{\ell}\right)^2. No sentido inverso, a razão de comprimentos é a raiz quadrada da razão de áreas.

Três painéis com razão de semelhança 2. No primeiro, um segmento de comprimento 1 e outro de comprimento 2. No segundo, um quadrado de lado 1 e um quadrado de lado 2 dividido em quatro quadrados iguais ao pequeno. No terceiro, um cubo de aresta 1 e um cubo de aresta 2 que contém oito cubos pequenos. Abaixo, uma tabela: comprimento vezes k, área vezes k ao quadrado, volume vezes k ao cubo, com exemplos de 12 cm para 24 cm, 10 cm² para 40 cm² e 5 cm³ para 40 cm³.
Com k=2k = 2, cabem 4 quadrados pequenos no grande e 8 cubos pequenos no grande: área ×k2\times k^2, volume ×k3\times k^3. O perímetro, que é soma de comprimentos, vai só com kk. Diagrama autoral.

O porquê está na fórmula de qualquer área: ela é um produto de duas dimensões lineares. Se base e altura multiplicam por kk, o produto b⋅hb \cdot h multiplica por k⋅kk \cdot k. Um triângulo semelhante com razão 3 tem lados triplicados, perímetro triplicado e área nove vezes maior. A prova de 2009 testou exatamente isso no azulejo de Athos Bulcão: um triângulo pequeno dentro de um quadrado, e a afirmação de que sua área era 1/321/32 da área do azulejo; a conta com os lados dava 1/161/16, e o item era E.

Aplicar k onde vale k² (e não dividir por 2 onde vale dividir por 4)

“Razão de semelhança 3, então a área é 3 vezes maior” é o erro mais rentável para a banca em geometria. Numa planta 1:100, um centímetro de papel representa um metro de chão, e a tentação é dizer que um centímetro quadrado representa 100 cm²; representa 1002=10 000100^2 = 10\,000 cm², ou seja, um metro quadrado inteiro. Base média: o triângulo dos pontos médios tem perímetro pela metade (k=1/2k = 1/2) e área um quarto (k2=1/4k^2 = 1/4). E no sentido inverso: uma pizza com o dobro da área não tem o dobro do diâmetro, tem 2≈1,41\sqrt{2} \approx 1{,}41 vez o diâmetro.

Exemplo resolvido 3: a planta 1:100. Na planta de um apartamento, desenhada em escala 1:100, a sala aparece como um retângulo de 6 cm por 4,5 cm. Quantos metros quadrados tem a sala de verdade?

Estratégia: há dois caminhos independentes, e a resposta só está segura quando os dois coincidem: converter cada lado para a medida real e multiplicar, ou multiplicar a área medida no papel por k2k^2.

Resolução (pelos lados): 6×100=6006 \times 100 = 600 cm =6= 6 m; 4,5×100=4504{,}5 \times 100 = 450 cm =4,5= 4{,}5 m; área =6×4,5=27= 6 \times 4{,}5 = 27 m². Resolução (pela área): no papel, 6×4,5=276 \times 4{,}5 = 27 cm²; real =27×1002=27×10 000=270 000= 27 \times 100^2 = 27 \times 10\,000 = 270\,000 cm² =27= 27 m² (porque 11 m² =10 000= 10\,000 cm²).

Conferência: os dois caminhos fecham em 27 m², e há um bônus de leitura: em 1:100 cada centímetro quadrado do papel é exatamente um metro quadrado de piso. Quem multiplica os 27 cm² por 100 encontra 2 700 cm² =0,27= 0{,}27 m², área de um tapete de porta, não de uma sala: a ordem de grandeza denuncia o erro antes de qualquer conferência.

À esquerda, uma planta em escala 1:100 com um retângulo de 6 cm por 4,5 cm e área 27 cm². Uma seta indica vezes 100 para comprimentos e vezes 10 000 para áreas. À direita, a sala real de 6 m por 4,5 m, com área 27 m², igual a 270 000 cm², e uma nota: numa maquete 1:200, 80 m² de fachada correspondem a 20 cm².
Escala é semelhança com nome de mapa: a planta 1:100 é uma redução com k=1/100k = 1/100. Do papel para o chão, comprimentos ×100\times 100 e áreas ×10 000\times 10\,000 (um centímetro quadrado de papel, um metro quadrado de piso); do chão para a maquete 1:200, áreas ÷40 000\div 40\,000. Diagrama autoral.

O k3k^3 dos volumes é a ponte para a geometria espacial: duas pirâmides semelhantes com alturas na razão 2 têm volumes na razão 8, e um tronco de pirâmide cuja base menor tem metade do lado da maior tem altura igual à metade da altura da pirâmide inteira (foi o item 50 do PAS 2013, sobre a Pirâmide da Lua de Teotihuacan: h=2h1h = 2h_1, C). Em 2017, a mesma Pirâmide da Lua (altura 42 m, base de 1 600 m², logo lado 40 m) ganhou uma irmã semelhante com a base da Pirâmide do Sol (lado 225 m): k=225/40k = 225/40, altura 42k≈23642k \approx 236 m, e a razão altura/lado da base se conserva (1,05 nas duas), enquanto altura/área da base não, porque a área vai com k2k^2 (item 58, tipo C).

Sombra e estaca: a altura que ninguém sobe para medir

A anedota que acompanha o nome do teorema: no século VI a.C., Tales de Mileto teria calculado a altura da Grande Pirâmide sem escalá-la, fincando uma estaca ao lado e comparando, num mesmo momento, a sombra da estaca com a sombra do monumento. Como os raios de sol chegam praticamente paralelos, o ângulo que eles fazem com o solo é um só, para a estaca e para a pirâmide; cada um dos dois triângulos tem um ângulo reto e esse mesmo ângulo de inclinação, o que basta para a semelhança por AA.

Uma pirâmide com altura H marcada por uma linha tracejada do vértice ao centro da base, e a sombra medida do centro da base até a ponta, chamada S. Ao lado, uma estaca vertical de altura h com sombra s. Raios de sol paralelos, tracejados, tocam o vértice da pirâmide e o topo da estaca e chegam ao chão com o mesmo ângulo alfa. Um quadro indica H sobre S igual a h sobre s, logo H igual a h vezes S dividido por s.
Raios paralelos, mesmo ângulo α\alpha com o chão: os dois triângulos retângulos são semelhantes e HS=hs\dfrac{H}{S} = \dfrac{h}{s}. Na pirâmide, a sombra "útil" é medida a partir do centro da base (metade do lado mais a sombra visível), porque a altura sai do centro. Diagrama autoral.
Proporção da sombra

Objetos verticais no mesmo terreno plano, no mesmo instante:

altura1sombra1=altura2sombra2.\frac{\text{altura}_1}{\text{sombra}_1} = \frac{\text{altura}_2}{\text{sombra}_2}.

Cada razão compara um objeto consigo mesmo (a altura dele sobre a sombra dele). A alternativa legítima é comparar os dois objetos entre si, altura1/altura2=sombra1/sombra2\text{altura}_1/\text{altura}_2 = \text{sombra}_1/\text{sombra}_2, que é a mesma igualdade depois de multiplicar em cruz. O que não existe é a fração que junta a altura de um com a sombra do outro.

Exemplo resolvido 4: item de limiar com sombra. No pátio de uma escola, um mastro de 1,5 m de altura lança uma sombra de 0,9 m; no mesmo instante, o bloco de salas de aula, no mesmo piso nivelado, lança uma sombra de 15 m. Julgue: a altura do bloco é superior a 24 m.

Estratégia: o mastro fornece a razão altura/sombra do momento; o bloco obedece à mesma razão.

Resolução: 1,5/0,9=5/31{,}5/0{,}9 = 5/3; H=53×15=25H = \dfrac{5}{3} \times 15 = 25 m. Como 25>2425 > 24: Certo.

Conferência: 25/15=5/325/15 = 5/3, igual a 1,5/0,91{,}5/0{,}9. A folga sobre o limiar é de um metro, confortável; se fosse de centímetros, a conta mereceria ser refeita antes de marcar. Quem inverte um dos lados, 1,5/15=0,9/H1{,}5/15 = 0{,}9/H, encontra H=9H = 9 m e julga errado um item certo.

A mesma figura aparece deitada: largura de um rio. Da margem, mira-se uma árvore na outra margem e marcam-se estacas formando dois triângulos com um ângulo comum e um par de paralelas (ou dois ângulos retos); a largura inacessível sai da proporção com as distâncias medidas na margem acessível. Aparece também com visada de topos: em 2010, a prova pôs uma pessoa de 1,70 m olhando alinhados o topo de um monólito de 4,3 m e o topo de outro de 9 m, em Stonehenge, e pediu a distância até o mais alto. A linha de visada é a transversal; as alturas acima dos olhos (4,3−1,7=2,64{,}3 - 1{,}7 = 2{,}6 e 9−1,7=7,39 - 1{,}7 = 7{,}3) são os catetos verticais dos dois triângulos semelhantes, e as distâncias horizontais estão na mesma razão 7,3/2,6≈2,87{,}3/2{,}6 \approx 2{,}8. A altura do observador sempre se subtrai: quem esquece os 1,70 m monta a proporção errada.

A “borboleta” e os triângulos encaixados

Duas configurações respondem pela maioria dos itens de semelhança “crua”, sem sombra nem escala.

Dois segmentos paralelos, AB em cima com medida 6 e CD embaixo com medida 10. Os segmentos AD e BC se cruzam no ponto O, formando dois triângulos opostos pelo vértice, OAB e ODC, com a aparência de uma borboleta. Ângulos alternos internos iguais estão marcados em A e D e em B e C. Sabendo que OA vale 3, um quadro mostra OD sobre OA igual a CD sobre AB igual a 10 sobre 6, logo OD igual a 5.
A "borboleta": com AB∥CDAB \parallel CD, os alternos internos são iguais e os ângulos em OO são opostos pelo vértice, então OAB∼ODCOAB \sim ODC (AA). A correspondência é O→OO \to O, A→DA \to D, B→CB \to C: OAOA vai com ODOD, OBOB com OCOC, ABAB com CDCD. Diagrama autoral.

Na borboleta, dois segmentos paralelos são ligados por duas “diagonais” que se cruzam. Os ângulos em OO são opostos pelo vértice (iguais) e os ângulos em AA e DD são alternos internos (iguais): AA. A correspondência é a que cruza: o vértice AA do triângulo de cima corresponde ao vértice DD do de baixo, porque os dois estão na mesma diagonal. Na figura, OD/OA=CD/AB=10/6OD/OA = CD/AB = 10/6, logo OD=3×10/6=5OD = 3 \times 10/6 = 5; e OC/OBOC/OB vale a mesma razão 5/35/3. É a geometria de um par de trilhos vistos de uma passarela, de um espelho plano (imagem e objeto) e da câmara escura, em que o tamanho da imagem invertida está na razão das distâncias ao furo.

Nos triângulos encaixados, uma paralela a um lado corta os outros dois (teorema fundamental) ou dois triângulos compartilham um ângulo e têm um par de lados paralelos ou perpendiculares. A pergunta que resolve o item é: quais dois ângulos são iguais, e por quê? Sem paralela declarada, sem ângulo reto declarado e sem ângulo comum, não há AA, e o desenho “parecer” semelhante não vale nada. O item 57 do PAS 2021 fez essa pegadinha numa pirâmide: dois triângulos retângulos, OABOAB com catetos 1 e φ\sqrt{\varphi}, e ABCABC com catetos φ\varphi e 1; como as razões entre os catetos (φ\sqrt{\varphi} e φ\varphi) são diferentes, não são semelhantes, e o item era E. Dois triângulos retângulos só são semelhantes se os catetos estiverem na mesma razão (LAL com o ângulo reto) ou se compartilharem um ângulo agudo (AA).

O triângulo retângulo é o caso em que a semelhança rende mais: a altura relativa à hipotenusa divide o triângulo em dois outros, cada um semelhante ao original (os três têm o ângulo reto e compartilham um agudo). Daí saem as relações métricas h2=mnh^2 = mn, b2=amb^2 = am, c2=anc^2 = an e, somando as duas últimas, o teorema de Pitágoras. Essa trilha tem página própria: Teorema de Pitágoras. E as razões trigonométricas são semelhança batizada: tome duas ladeiras que formam o mesmo ângulo com a horizontal, uma curta e uma longa; os triângulos retângulos que elas definem são semelhantes, de modo que o quociente entre o desnível vencido e o deslocamento horizontal não depende do tamanho da ladeira, só do ângulo. Esse quociente recebe o nome de tangente, em Trigonometria no triângulo.

Onde a semelhança trabalha sem avisar

O GPS do celular mostra uma barra de escala; a planta do apartamento na imobiliária vem em 1:50 ou 1:100; a maquete do arquiteto, em 1:200; a foto ampliada para o porta-retratos 10 × 15 tem a mesma proporção 2:3 do sensor da câmera, e a foto 20 × 25 (proporção 4:5) corta a imagem, porque não é semelhante. A rampa acessível da NBR 9050 é uma razão h/ch/c; o desenho técnico do mecânico é uma redução; o zoom da tela é uma homotetia com centro no ponto que os dedos apertam. Em todos, o teste é o mesmo: a razão entre os comprimentos correspondentes é uma só.

Ler a figura como a banca escreve

O item de geometria do PAS vem pendurado numa obra ou numa foto (Stonehenge em 2010, o azulejo de Athos Bulcão em 2009, a Pirâmide da Lua em 2013, A última ceia em 2023, o Templo Mayor em 2025), e o texto dá tudo o que a figura precisa. Protocolo em cinco passos:

  1. Copie a figura para o rascunho, em tamanho que caiba escrever em cima, e transfira para ela cada informação do enunciado: comprimentos, ângulos, retas declaradas paralelas, pontos médios, pontos “alinhados”. Se um dado do texto não encontrou lugar no desenho, falta algo na leitura: em geometria, a banca não gasta frase com dado supérfluo.
  2. Cace os ângulos iguais: paralelas (correspondentes, alternos), ângulo comum, ângulos retos, opostos pelo vértice. Ache dois e você tem AA.
  3. Escreva a correspondência de vértices na ordem (ABC∼DEFABC \sim DEF) antes de qualquer fração; só então monte a proporção com lados que se correspondem.
  4. Decida se a pergunta é sobre comprimento ou área e aplique kk ou k2k^2.
  5. Faça a conta até o fim e compare com o limiar do item; um limiar calibrado perto do valor real (o 3 570 m² de 2025, o 40 m de 2010) pune quem estima.

Quando o item é do tipo B (resposta numérica), ele encadeia semelhança e área: em 2023, a razão altura/largura de A última ceia é 4,60/8,80=46/884{,}60/8{,}80 = 46/88; a altura da reprodução de 22 cm de largura é 22×46/88=11,522 \times 46/88 = 11{,}5 cm; a área é 22×11,5=25322 \times 11{,}5 = 253 cm². Quem subtraiu em vez de dividir (“a altura é 4,20 m menor que a largura”) não fechou o gabarito.

Os erros que a banca planta

  • Montar a proporção com lados não correspondentes. No azulejo de 2009, os triângulos ABEABE e DCBDCB eram semelhantes (os dois retângulos isósceles), mas a proporção afirmada, AB/BC=BE/BDAB/BC = BE/BD, comparava cateto com hipotenusa de um lado e hipotenusa com cateto do outro: E. A correspondência sai dos ângulos, não da posição no papel.
  • Achar que perímetro e área escalam igual. Perímetro é comprimento: vai com kk. Área vai com k2k^2. Área 1/321/32 do azulejo, quando os lados davam 1/161/16: E.
  • Confundir Tales com semelhança quando não há paralela. Tales exige o feixe de paralelas; sem elas, as razões dos segmentos não são iguais. Dois triângulos com um lado comum e “cara de semelhantes” não são nada até que dois ângulos iguais sejam apontados.
  • Usar diferença em vez de razão. “Mesma proporção” é o mesmo quociente. Reprodução de 22 cm de largura de um quadro 8,80 × 4,60 tem altura 22×46/88=11,522 \times 46/88 = 11{,}5 cm, não 22−4,222 - 4{,}2.
  • Inverter a razão no meio do caminho. Da figura pequena para a grande, k=1,5k = 1{,}5; da grande para a pequena, 2/32/3. Escolha uma direção e mantenha até o fim.
  • Esquecer a altura do observador. Na visada de topos, subtraia a altura dos olhos de todas as alturas antes de montar a proporção.
  • Esquecer a conversão de unidades na escala. 267 km são 2,67×1072{,}67 \times 10^7 cm; 1 m² são 10 000 cm²; 1 km² são 1 000 000 m² (100 hectares).
  • Ler “1:12” como uma rampa mais íngreme que “1:10”. Quanto maior o denominador, mais suave a rampa: 1/12<1/101/12 < 1/10.

O essencial em meia página

  • Razão é quociente; proporção é igualdade de razões (ad=bcad = bc); escala é razão de semelhança (1:n1:n significa k=1/nk = 1/n do real para o desenho). Manter a proporção entre duas medidas é conservar o quociente delas, nunca a diferença.
  • Tales: paralelas cortam transversais em segmentos proporcionais, ABBC=DEEF\dfrac{AB}{BC} = \dfrac{DE}{EF}, sempre entre as mesmas paralelas. Demonstra-se por áreas ([CBE]=[DBE][CBE] = [DBE]) ou por divisão em partes iguais.
  • Semelhança: ângulos iguais e lados proporcionais; razão kk; k=1k = 1 é congruência. Triângulos: AA, LAL, LLL. A ordem ABC∼DEFABC \sim DEF diz quem corresponde a quem.
  • Teorema fundamental: paralela a um lado gera triângulo semelhante; base média = metade do lado, paralela a ele; triângulo dos pontos médios tem k=1/2k = 1/2 e área 1/41/4.
  • Escalas de grandeza: comprimentos e perímetros ×k\times k; áreas ×k2\times k^2; volumes ×k3\times k^3. Planta 1:100: comprimentos ×100\times 100, áreas ×10 000\times 10\,000 (1 cm² de papel = 1 m² de piso).
  • Sombra: HS=hs\dfrac{H}{S} = \dfrac{h}{s} (raios paralelos, mesmo instante, terreno plano). Visada de topos: subtraia a altura dos olhos.
  • Borboleta (AB∥CDAB \parallel CD, diagonais cruzando em OO): OAB∼ODCOAB \sim ODC, correspondência cruzada A↔DA \leftrightarrow D, B↔CB \leftrightarrow C.
  • Triângulo retângulo: a altura cria dois triângulos semelhantes ao original; daí Pitágoras e as relações métricas; razões trigonométricas são semelhança com nome.
  • Protocolo: redesenhe, cace ângulos iguais, escreva a correspondência, decida kk ou k2k^2, faça a conta até o limiar.

Exercícios temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.

Flashcards temporariamente indisponíveis

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Teorema de Tales - Professora Angela
Professora Angela Matemática · 5:38
Introdução. Em cinco minutos, enuncia o teorema de Tales (feixe de paralelas cortado por duas transversais gera segmentos proporcionais) e resolve um exemplo completando a medida que falta: é a seção “Tales: paralelas fatiam transversais na mesma proporção” para quem está vendo o feixe pela primeira vez.
Geometria Plana: Semelhança de Triângulos (Aula 9)
Professor Ferretto | ENEM e Vestibulares · 40:31
Aprofundamento. Aula longa de teoria e exercícios sobre semelhança de triângulos: definição, casos de semelhança, correspondência de vértices e montagem da proporção com lados correspondentes. Cobre as seções “Mesma forma, outro tamanho” e “Quando dois triângulos são semelhantes: AA, LAL, LLL”, com a ordem dos vértices que a banca cobra.
Semelhança de figuras e razão entre suas áreas
Matemática do aluno - Prof. Rodrigo Ribeiro · 13:27
Aplicação. Mostra o que caracteriza figuras semelhantes, como achar a constante de semelhança kk e por que a razão entre as áreas é k2k^2, com dois exemplos no fim: é a seção “Comprimentos vão com kk, áreas com k2k^2, volumes com k3k^3” e a armadilha da escala 1:50.
Semelhança de triângulos no ENEM | Questões Resolvidas
Escola de Números com Thyago Araujo · 25:51
Resolução. Itens reais do ENEM resolvidos em ritmo de prova, a começar pela rampa do hospital de 2009 (2,2 m de altura; 3,2 m percorridos para subir 0,8 m): triângulos encaixados, sombra e rampas, o treino das seções “Medir o que não se alcança” e “A borboleta e os triângulos encaixados”.
Rota PAS 1
Geometria plana: construções, semelhança, trigonometria e áreas · PAS 1

Fontes desta página

Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.

  • Rota PAS 1 — Geometria plana: construções, semelhança, trigonometria e áreas · Abertura (poste e sombra, planta 1:50); aquecimento (ideia 5: razão, proporção e escala; exemplo-guia da planta 1:50); 'Tales e semelhança: como medir o que não se alcança' (haste e poste, conceito de Tales e AA, k e k², base média, figura da sombra, escala é semelhança aplicada, razão áurea, item 2024/49, armadilha k × k² e proporção × diferença, checagem áreas 4); 'Como a banca cobra' (histórico, item 2023/43 tipo B, protocolo do item de geometria); resolvido 'Sombra e semelhança'; exercícios N1 (haste de 2 m e árvore; planta 1:50); banco de treino T8, T11, T16–T18, T21 e T24

    Recorte por assunto: razão, proporção, escala, Tales e semelhança. Ângulos entre paralelas, construções com régua e compasso, Pitágoras, razões trigonométricas, áreas e circunferência do mesmo capítulo pertencem às páginas angulos-e-poligonos, construcoes-geometricas, teorema-de-pitagoras, trigonometria-no-triangulo e areas-de-figuras-planas.

  • Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cespe/Cebraspe) · PAS 1 2009 (itens 106, 107 e 108, azulejo de Athos Bulcão), 2010 (item 119, anéis de Stonehenge), 2013 (item 50, Pirâmide da Lua), 2017 (itens 49 e 50, razão áurea na pintura de Frida Kahlo; item 58 tipo C, pirâmide semelhante à da Lua), 2018 (item 84, Partenon), 2021 (item 57, pirâmide áurea), 2023 (item 43 tipo B, A última ceia; itens 96, 97 e 98, rampas da NBR 9050), 2025 (item 95 tipo C, escala 1:5 000 000); item 2024/49 reutilizado por GUID da página funcao-quadratica

    Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos nos GAB oficiais e em utils/material/PAS/pesquisa/classificacao/AAAA.json. As figuras dos itens 2013/50 e 2021/57 foram lidas na imagem do PDF do caderno (utils/material/PAS/provas/) e descritas em texto neutro com todas as medidas; o item 2010/118 (monólitos e observador) depende de distância só legível na figura e entrou como variante autoral com números do Rota PAS 1 (T11). Os itens 2017/49, 50 e 58 foram transcritos da imagem do caderno FRIDA (pdftoppm, p. 8 e 10), porque o txt de 2017 está cifrado; nenhum deles depende de figura.