Áreas de figuras planas

Guia de estudo · Revisado em 16/09/2026

BNCC · EM13MAT307

Uma sala em L, a seção de um templo em forma de trapézio, um losango dentro de um retângulo, um desmatamento numa malha de 100 m: nenhuma dessas figuras vem com fórmula pronta. Como calcular a superfície de qualquer figura decompondo-a em partes conhecidas, e por que dobrar o lado não dobra a área?

O que você vai aprender

  • Definir área como contagem de quadrados-padrão, usar as unidades m², cm², km² e hectare e converter entre elas elevando o fator de comprimento ao quadrado (1 m² = 10 000 cm²; 1 ha = 10 000 m²; 1 km² = 100 ha).
  • Deduzir por reconfiguração, a partir do retângulo, as áreas do paralelogramo, do triângulo (base × altura / 2, dois lados e seno, equilátero), do trapézio e do losango, identificando a altura como distância perpendicular e não como lado inclinado.
  • Calcular a área de polígonos regulares como perímetro × apótema / 2 e a do hexágono regular como seis triângulos equiláteros.
  • Calcular áreas do círculo, do setor (fração do ângulo), da coroa (diferença de círculos) e do segmento circular (setor menos triângulo), com a aproximação de π fornecida.
  • Resolver figuras compostas e regiões hachuradas por decomposição, complementação e recorte-e-cola, e conferir o resultado por um segundo caminho ou por uma cota.
  • Calcular áreas em malha quadriculada e no plano cartesiano (bases e alturas por subtração de coordenadas) e aplicar escalas de plantas e mapas, em que a área real é n² vezes a do papel.
  • Aplicar a razão k² entre áreas de figuras semelhantes, distinguir área de perímetro como grandezas independentes e ler itens reais do PAS/UnB (2010/105, 2012/27 e 29, 2013/75, 2014/86 e 91, 2019/46, 2021/20, 2022/95, 2024/81 e 98, 2025/25; PAS 2 2007/24; PAS 3 2019/80) identificando a figura, os dados e o limiar.

O pedreiro precisa orçar o piso de uma sala em L: seria um retângulo de 6 m por 4 m, não fosse o canto de 3 m por 2 m que a parede do banheiro tomou. Nenhum livro traz uma “fórmula do L”, e ele não sente falta dela. Pode imaginar o retângulo inteiro e descontar o canto (24−6=1824 - 6 = 18); pode serrar o L num corte vertical e somar dois retângulos (3×4+3×2=183 \times 4 + 3 \times 2 = 18); pode serrar na horizontal (3×2+6×2=183 \times 2 + 6 \times 2 = 18). Três contas, um só resultado, e cada conta serve de prova real das outras. Em 2025, a prova do PAS 1 pediu a área da seção transversal do Templo Mayor, um trapézio de que se conheciam a altura, o lado de cima e os dois ângulos da base, com o limiar a 2,5% do valor real. Em 2013, a área de um losango inscrito num retângulo de 16 cm por 12 cm, com o limiar a 1 cm² do valor. Em 2010, a área de um desmatamento desenhado em malha quadriculada de 100 m. Em 2019, a soma das áreas de duas faces trapezoidais do Teatro Nacional. Nenhuma dessas figuras vem com a fórmula pronta; todas se resolvem recortando e recolando pedaços conhecidos.

Esta página é sobre isso: o que área mede e em que unidade, de onde vêm as fórmulas do retângulo ao segmento circular, como decompor uma figura sem fórmula, o que acontece com a área quando a figura é ampliada, e onde a banca planta os erros. Os ângulos e polígonos e o teorema de Pitágoras, que fornecem as alturas, têm páginas próprias; a semelhança e a trigonometria no triângulo entram como ferramentas; os volumes são o passo seguinte.

Área é contar quadrados: o conceito e as unidades

Medir a área de uma figura é dizer quantas vezes um quadrado-padrão cabe nela. Se o quadrado tem 1 m de lado, a unidade é o metro quadrado (m²); se tem 1 cm, o centímetro quadrado (cm²). Um retângulo de 6 m por 4 m recebe 4 fileiras de 6 quadrados de 1 m: 24 m². Toda a teoria das áreas é a arte de contar esses quadrados quando eles não cabem inteiros, ou quando a figura não é um retângulo.

Unidades de área e a conversão "ao quadrado"

Como a área tem duas dimensões, o fator de conversão de comprimento entra duas vezes:

  • 1 m=100 cm1\ \text{m} = 100\ \text{cm}, logo 1 m2=100×100=10 000 cm21\ \text{m}^2 = 100 \times 100 = 10\,000\ \text{cm}^2;
  • 1 km=1 000 m1\ \text{km} = 1\,000\ \text{m}, logo 1 km2=1 000 000 m21\ \text{km}^2 = 1\,000\,000\ \text{m}^2;
  • 1 m2=100 dm21\ \text{m}^2 = 100\ \text{dm}^2, e 1 dm2=100 cm21\ \text{dm}^2 = 100\ \text{cm}^2: cada degrau da escada de prefixos vale 100, não 10.

Unidades agrárias: 1 hectare (ha) = 10 000 m², o quadrado de 100 m de lado; 1 km² = 100 ha; 1 are = 100 m². Na prova de 2021, 246 600 pés de eucalipto a 1 200 pés por hectare pediam 246 600/1 200=205,5246\,600 / 1\,200 = 205{,}5 ha =2 055 000 m2=2,055 km2= 2\,055\,000\ \text{m}^2 = 2{,}055\ \text{km}^2; o item era de múltipla escolha e a resposta certa ficava entre 1,8 km² e 2,1 km². Quem converteu hectare para km² dividindo por 1 000 (e não por 100) errou de fator 10. A regra geral das grandezas e unidades é a mesma: converta o comprimento e eleve o fator ao quadrado.

Duas observações ajudam a não se perder. Área não é perímetro: o perímetro é o contorno, medido em metros; a área é o interior, medida em metros quadrados. E área não depende da posição: girar, transladar ou refletir a figura não muda quantos quadrados cabem nela. É esse segundo fato que autoriza tudo o que vem a seguir.

Retângulo e quadrado: a origem de todas as fórmulas

Um retângulo de base bb e altura hh tem área b⋅hb \cdot h, porque são hh fileiras de bb quadrados. O quadrado de lado ℓ\ell é o caso b=hb = h: área ℓ2\ell^2, e é daí que vem o nome “elevar ao quadrado”. Quando bb e hh não são inteiros, a fórmula continua valendo (um retângulo de 2,5 m por 1,2 m tem 3 m²), o que se vê subdividindo o quadrado-padrão em quadradinhos menores.

Repare no que acontece ao dobrar o lado do quadrado: de ℓ\ell para 2ℓ2\ell, a área vai de ℓ2\ell^2 para 4ℓ24\ell^2. Dobrou o lado, dobrou o perímetro, mas a área quadruplicou. Isso não é uma curiosidade do quadrado; é a regra de toda figura, como a seção sobre semelhança mostra. Guarde desde já: comprimento anda com kk, área anda com k2k^2.

Recortar e recolar: paralelogramo, triângulo, trapézio e losango

Todas as fórmulas seguintes nascem do retângulo por reconfiguração: cortar um pedaço da figura e recolá-lo em outro lugar não muda a área.

Três painéis. À esquerda, um retângulo de base b e altura h, com área b vezes h. No meio, um paralelogramo de mesma base e altura: um triângulo retângulo é recortado da ponta esquerda e recolado na ponta direita, formando o retângulo; a área continua b vezes h. À direita, um triângulo de base b e altura h, com uma cópia girada encaixada em tracejado formando um paralelogramo; o triângulo é metade dele, área b vezes h sobre 2.
Do retângulo ao paralelogramo (recorte à esquerda, recole à direita) e ao triângulo (metade de um paralelogramo). A altura é a distância perpendicular entre a base e o lado oposto, nunca o lado inclinado. Diagrama autoral.

Paralelogramo. Corte o triângulo retângulo de uma ponta e encaixe-o na outra: sobra um retângulo de mesma base bb e mesma altura hh. Área b⋅hb \cdot h. A altura é a distância entre os dois lados paralelos, medida perpendicularmente; o lado inclinado é sempre maior que ela.

Triângulo. Duas cópias do mesmo triângulo, uma girada de 180∘180^\circ, encaixam-se num paralelogramo de base bb e altura hh. O triângulo é a metade: b⋅h2\dfrac{b \cdot h}{2}. Qualquer lado serve de base, desde que a altura seja a relativa a ele, isto é, a perpendicular baixada do vértice oposto. Dois triângulos de mesma base e mesma altura têm a mesma área, mesmo que tenham formas diferentes; e triângulos de mesma altura têm áreas proporcionais às bases. Foi isso que a prova de 2014 perguntou: com EE no eixo xx entre OO e DD e ED=23 ODED = \tfrac{2}{3}\,OD, os triângulos BDEBDE e BEOBEO têm a mesma altura (BOBO) e bases EDED e EO=13 ODEO = \tfrac{1}{3}\,OD, logo a área de BDEBDE é o dobro da de BEOBEO. Item C.

Trapézio. Com bases paralelas BB (maior) e bb (menor) e altura hh, a diagonal corta o trapézio em dois triângulos de mesma altura hh e bases BB e bb. Somando: B h2+b h2=(B+b) h2\dfrac{B\,h}{2} + \dfrac{b\,h}{2} = \dfrac{(B + b)\,h}{2}. Outra leitura: duas cópias do trapézio, uma invertida, formam um paralelogramo de base B+bB + b e altura hh; o trapézio é a metade.

Losango. As diagonais d1d_1 e d2d_2 de um losango são perpendiculares e cortam-se ao meio. O retângulo de lados d1d_1 e d2d_2 formado por elas contém o losango, e os quatro triângulos de fora são congruentes aos quatro de dentro. Logo o losango é a metade do retângulo: d1 d22\dfrac{d_1\,d_2}{2}. A fórmula vale para qualquer quadrilátero cujas diagonais sejam perpendiculares, como a “pipa”.

À esquerda, um trapézio de base maior B igual a 12, base menor b igual a 8 e altura h igual a 3, cortado por uma diagonal em dois triângulos: um de base 12 e outro de base 8, ambos com altura 3; a soma das áreas, 18 mais 12, dá 30, o mesmo que (12 mais 8) vezes 3 sobre 2. À direita, um losango de diagonais 8 (horizontal) e 6 (vertical) dentro do retângulo 8 por 6 formado pelas diagonais; os quatro triângulos de fora são congruentes aos quatro de dentro, então o losango é metade do retângulo: área 24.
Trapézio como dois triângulos de mesma altura; losango como metade do retângulo das diagonais. Duas fórmulas, uma ideia: cortar em triângulos e somar, ou completar um retângulo e tomar a metade. Diagrama autoral.
A corrente de fórmulas, cada uma saindo da anterior
figura área de onde vem
retângulo b⋅hb \cdot h hh fileiras de bb quadrados
quadrado ℓ2\ell^2 retângulo com b=hb = h
paralelogramo b⋅hb \cdot h o triângulo cortado de um lado encaixa do outro
triângulo b h2\dfrac{b\,h}{2} duas cópias formam um paralelogramo
triângulo equilátero ℓ234\dfrac{\ell^2\sqrt{3}}{4} altura ℓ32\dfrac{\ell\sqrt{3}}{2}, por Pitágoras
triângulo com lados aa, bb e ângulo γ\gamma entre eles 12 a b sen⁡γ\dfrac{1}{2}\,a\,b\,\operatorname{sen}\gamma b sen⁡γb\,\operatorname{sen}\gamma é a altura
trapézio (bases BB, bb) (B+b) h2\dfrac{(B + b)\,h}{2} dois triângulos de mesma altura
losango (diagonais d1d_1, d2d_2) d1 d22\dfrac{d_1\,d_2}{2} metade do retângulo das diagonais
polígono regular (perímetro pp, apótema aa) p⋅a2\dfrac{p \cdot a}{2} nn triângulos de base ℓ\ell e altura aa
círculo de raio rr πr2\pi r^2 π≈3,14\pi \approx 3{,}14, quase sempre fornecido pela prova

Quando só os três lados são conhecidos, a fórmula de Heron dá a área direto: com s=a+b+c2s = \dfrac{a + b + c}{2}, A=s(s−a)(s−b)(s−c)A = \sqrt{s(s-a)(s-b)(s-c)}. Na prova ela raramente compensa: em geral há um ângulo reto escondido ou uma altura que sai por Pitágoras. Lados 13, 14 e 15: s=21s = 21, A=21⋅8⋅7⋅6=7 056=84A = \sqrt{21 \cdot 8 \cdot 7 \cdot 6} = \sqrt{7\,056} = 84; o mesmo resultado sai baixando a altura 12 sobre o lado 14.

Exemplo resolvido 1: o trapézio dado por ângulos. Uma seção transversal tem a forma de um trapézio de altura 42 m, topo de 50 m e ângulos da base de 60∘60^\circ e 45∘45^\circ. Calcule a área, com 3≈1,7\sqrt{3} \approx 1{,}7.

Estratégia: falta a base maior. Baixe as duas alturas a partir das pontas do topo: o trapézio vira um retângulo de 50 por 42 e dois triângulos retângulos de altura 42, um com ângulo de 60∘60^\circ e outro com 45∘45^\circ. A tangente dá as bases dos triângulos.

Resolução: no triângulo de 60∘60^\circ, tg⁡60∘=42x\operatorname{tg} 60^\circ = \dfrac{42}{x}, então x=423=4233=143≈23,8x = \dfrac{42}{\sqrt{3}} = \dfrac{42\sqrt{3}}{3} = 14\sqrt{3} \approx 23{,}8 m. No de 45∘45^\circ, tg⁡45∘=1\operatorname{tg} 45^\circ = 1, então y=42y = 42 m. Base maior: 50+23,8+42=115,850 + 23{,}8 + 42 = 115{,}8 m. Área: (115,8+50)⋅422=82,9⋅42=3 481,8\dfrac{(115{,}8 + 50) \cdot 42}{2} = 82{,}9 \cdot 42 = 3\,481{,}8 m².

Conferência: por decomposição, 50⋅42+23,8⋅422+42⋅422=2 100+499,8+882=3 481,850 \cdot 42 + \dfrac{23{,}8 \cdot 42}{2} + \dfrac{42 \cdot 42}{2} = 2\,100 + 499{,}8 + 882 = 3\,481{,}8. Fechou. É a conta do item 25 do PAS 2025, que afirmava “superior a 3.570 m²”: E, por menos de 90 m². Estimar de cabeça não decide um limiar a 2,5%; a conta completa, sim.

A altura não é o lado inclinado, e dividir por 2 não é opcional

Três erros respondem por boa parte das áreas erradas. Usar o lado oblíquo como altura: num paralelogramo de lados 8 e 5 com altura 4 relativa ao lado 8, a área é 8×4=328 \times 4 = 32, não 8×5=408 \times 5 = 40; só no retângulo o lado é a altura. Esquecer o meio: triângulo e losango são metades de paralelogramo e de retângulo; quem escreve d1d2d_1 d_2 para o losango de diagonais 6 e 8 acha 48 em vez de 24. Somar as bases do trapézio sem dividir por 2, ou dividir só uma delas. A conferência é sempre a mesma: a área da figura tem de ser menor que a do retângulo que a contém.

Polígonos regulares: perímetro vezes apótema sobre dois

Um polígono regular de nn lados, ligado ao centro, vira nn triângulos congruentes de base ℓ\ell (o lado) e altura aa, o apótema, distância do centro a cada lado. Área total: n⋅ℓ⋅a2=p⋅a2n \cdot \dfrac{\ell \cdot a}{2} = \dfrac{p \cdot a}{2}, com p=nℓp = n\ell o perímetro. Enfileirar os triângulos, alternando ponta para cima e ponta para baixo, monta um paralelogramo de base p/2p/2 e altura aa: a mesma conta, vista como recorte-e-cola.

À esquerda, um hexágono regular de lado 10 dividido em seis triângulos congruentes a partir do centro; em um deles estão marcados o lado 10 como base e o apótema a, a distância do centro ao lado, como altura, com a aproximadamente 8,66. À direita, os seis triângulos enfileirados, três com a ponta para cima e três para baixo, formam um paralelogramo de base 3 vezes o lado, ou seja, metade do perímetro, e altura igual ao apótema; sua área é a do hexágono: 60 vezes 8,66 sobre 2, aproximadamente 259,8. Abaixo, a fórmula geral A igual a p vezes a sobre 2.
Todo polígono regular é uma roda de triângulos iguais: área =p⋅a2= \dfrac{p \cdot a}{2}. No hexágono os triângulos são equiláteros, e o apótema é a altura ℓ32\dfrac{\ell\sqrt{3}}{2}. Diagrama autoral.

O caso mais cobrado é o hexágono regular, porque os seis triângulos são equiláteros (ângulo central 360∘/6=60∘360^\circ/6 = 60^\circ, dois lados iguais ao raio): área 6⋅ℓ234=3ℓ2326 \cdot \dfrac{\ell^2\sqrt{3}}{4} = \dfrac{3\ell^2\sqrt{3}}{2}. Um ladrilho hexagonal de 20 cm de lado tem 3⋅400⋅1,732≈1 038\dfrac{3 \cdot 400 \cdot 1{,}73}{2} \approx 1\,038 cm², pouco mais de um décimo de metro quadrado. No quadrado, o apótema é ℓ/2\ell/2 e a fórmula devolve ℓ2\ell^2; no triângulo equilátero, o apótema é um terço da altura.

Círculo, setor, coroa e segmento

O círculo de raio rr tem área πr2\pi r^2 e contorno 2πr2\pi r. Uma maneira de ver a área: corte o círculo em muitos setores finos e enfileire-os alternados, como os triângulos do polígono regular; o “paralelogramo” resultante tem base πr\pi r (metade do contorno) e altura rr. O número π≈3,14\pi \approx 3{,}14 é quase sempre fornecido pela prova (em 2010, o item da órbita do satélite CBERS não o deu, e 3,14 era a aproximação esperada); não use mais casas do que o comando dá.

As partes do círculo
  • Setor circular de ângulo central θ\theta (a fatia de pizza): fração θ360∘\dfrac{\theta}{360^\circ} do círculo, área θ360∘ πr2\dfrac{\theta}{360^\circ}\,\pi r^2; o arco correspondente mede θ360∘ 2πr\dfrac{\theta}{360^\circ}\,2\pi r. Um quarto de volta é um quarto da área e um quarto do contorno.
  • Coroa circular entre os raios RR e rr (o anel): diferença de dois círculos, π(R2−r2)=π(R−r)(R+r)\pi(R^2 - r^2) = \pi(R - r)(R + r).
  • Segmento circular (a região entre uma corda e o arco): setor menos o triângulo isósceles de lados rr, rr e ângulo θ\theta, ou seja, θ360∘ πr2−12 r2 sen⁡θ\dfrac{\theta}{360^\circ}\,\pi r^2 - \dfrac{1}{2}\,r^2\,\operatorname{sen}\theta. Com θ=90∘\theta = 90^\circ e r=6r = 6: 36π4−18=9π−18≈10,3\dfrac{36\pi}{4} - 18 = 9\pi - 18 \approx 10{,}3.
  • Dois círculos são sempre semelhantes: raios na razão kk, contornos na razão kk, áreas na razão k2k^2.
Quatro figuras lado a lado. Círculo de raio r, área pi r ao quadrado. Setor circular de ângulo central θ, a fatia de pizza, com área igual à fração θ sobre 360 da área do círculo. Coroa circular entre os raios R e r, área pi vezes (R ao quadrado menos r ao quadrado), nunca pi vezes (R menos r) ao quadrado. Segmento circular, a região entre uma corda e o arco, obtido como setor menos triângulo isósceles de lados r e r com ângulo θ.
Tudo nasce de πr2\pi r^2: a fração da volta dá o setor; a diferença de dois círculos dá a coroa; setor menos triângulo dá o segmento. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 2: o canteiro com chafariz. Um canteiro quadrado de 10 m de lado tem no centro um chafariz circular de 3 m de raio, cercado por um passeio em forma de coroa circular de 1 m de largura. O resto é grama. Calcule a área do passeio e a da grama, com π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: três figuras encaixadas: quadrado (100 m²), círculo externo do passeio (raio 3+1=43 + 1 = 4 m) e chafariz (raio 3 m). Passeio = coroa; grama = quadrado menos círculo externo.

Resolução: coroa: π(42−32)=3,14×7=21,98\pi(4^2 - 3^2) = 3{,}14 \times 7 = 21{,}98 m². Grama: 100−3,14×16=100−50,24=49,76100 - 3{,}14 \times 16 = 100 - 50{,}24 = 49{,}76 m².

Conferência: chafariz 3,14×9=28,263{,}14 \times 9 = 28{,}26; somando as três regiões, 28,26+21,98+49,76=10028{,}26 + 21{,}98 + 49{,}76 = 100. Fechou no quadrado. Quem calcula a coroa como π(4−3)2=3,14\pi(4 - 3)^2 = 3{,}14 m² erra por um fator 7: a coroa de 1 m de largura em torno de um círculo de 3 m é muito mais que um círculo de 1 m de raio.

π(R − r)² não é a coroa, e o setor precisa da fração certa

A área da coroa é πR2−πr2\pi R^2 - \pi r^2, diferença de dois círculos; π(R−r)2\pi(R - r)^2 é a área de um círculo cujo raio é a largura do anel, outra figura. Em 2007, na 2.ª etapa, a prova pediu a largura mínima dd de um anel externo de roda cuja área devia ser pelo menos igual à do círculo interno de raio rr: π[(r+d)2−r2]≥πr2\pi\big[(r + d)^2 - r^2\big] \geq \pi r^2 dá (r+d)2≥2r2(r + d)^2 \geq 2r^2, d≥(2−1) r≈0,41 rd \geq (\sqrt{2} - 1)\,r \approx 0{,}41\,r; o item afirmava “no mínimo 2r2r” e era E. No setor, o erro clássico é o sentido do arco: em 2024, o trajeto do telescópio James Webb de L4L_4 até a Terra no sentido anti-horário cobria 360∘−60∘=300∘360^\circ - 60^\circ = 300^\circ da órbita, e não os 60∘60^\circ do arco curto; a razão pedida deu 53π≈5,23\dfrac{5}{3}\pi \approx 5{,}23, resposta 523, e quem tomou o arco curto achou 104.

Decompor vale mais que decorar: figuras compostas e hachuradas

A figura da prova quase nunca é uma das dez da tabela. É um L, um trapézio com um semicírculo em cima, um quadrado com um círculo dentro, uma coroa cortada por um ângulo, uma região hachurada entre curvas. Não existe fórmula para cada uma; existe um protocolo com três movimentos.

  1. Decomposição: corte a figura em pedaços conhecidos, ao longo de segmentos que a própria figura sugere (alturas, diagonais, prolongamentos de lados), e some.
  2. Complementação: complete a figura até um retângulo ou um círculo, calcule a figura grande e subtraia as sobras. A região hachurada é quase sempre “figura grande menos figura pequena”.
  3. Recorte-e-cola: mova um pedaço para onde ele fecha uma figura conhecida. Quatro quartos de círculo nos cantos de um quadrado são um círculo inteiro; duas metades de segmento circular fazem um segmento.
Planta de uma sala em L: retângulo de 6 por 4 metros sem o canto superior direito, de 3 por 2 metros, desenhada três vezes. No primeiro desenho, completa-se o retângulo 6 por 4 (área 24) e subtrai-se o canto 3 por 2 (área 6): 18. No segundo, um corte vertical divide o L em um retângulo de 3 por 4 (12) e outro de 3 por 2 (6): 18. No terceiro, um corte horizontal divide em um retângulo de 3 por 2 (6) e outro de 6 por 2 (12): 18. Todas as medidas estão marcadas.
A sala em L por três caminhos: completar e subtrair, cortar na vertical, cortar na horizontal. Os três dão 18 m², e cada um confere os outros. O perímetro do L (20 m) é o mesmo do retângulo 6 × 4 completo, que tem 24 m²: área e perímetro não andam juntos. Diagrama autoral.

Exemplo resolvido 3: a região entre quatro quartos de círculo. Num quadrado de 10 cm de lado, traçam-se quatro arcos de circunferência de raio 5 cm, cada um centrado num vértice, ligando os pontos médios dos lados adjacentes. Calcule a área da região central, fora dos quatro arcos, com π=3,14\pi = 3{,}14.

Estratégia: complementação com recorte-e-cola. Cada arco delimita um quarto de círculo de raio 5 no canto; os quatro quartos, juntos, são um círculo inteiro de raio 5. Região central = quadrado menos esse círculo.

Resolução: 102−π⋅52=100−78,5=21,510^2 - \pi \cdot 5^2 = 100 - 78{,}5 = 21{,}5 cm².

Conferência: a região central tem de ser positiva e menor que o quadrado (é), e os quatro quartos de círculo, com 78,578{,}5 cm², ocupam pouco mais de três quartos do quadrado, o que bate com o desenho: dois arcos vizinhos se encontram exatamente no ponto médio do lado comum, e a região central é a estrela de quatro pontas que sobra entre eles. Se a conta desse negativo, os raios estariam errados.

Na malha quadriculada, o mesmo protocolo vira contagem. Em 2010, o polígono do desmatamento tinha vértices em A=(1,2)A = (1, 2), B=(6,6)B = (6, 6), C=(8,2)C = (8, 2), D=(10,2)D = (10, 2), E=(9,0)E = (9, 0), F=(4,0)F = (4, 0) e G=(2,2)G = (2, 2), em quadrados de 100 m. A reta y=2y = 2 corta a região em um triângulo ABCABC acima (base AC=7AC = 7, altura 4, área 14) e um trapézio GDEFGDEF abaixo (bases 8 e 5, altura 2, área 13): 27 quadrados, ou 27×10 000=270 00027 \times 10\,000 = 270\,000 m². O item afirmava “superior a 290.000 m²”: E, por dois quadradinhos.

Malha quadriculada de 11 por 7 quadrados de 100 metros de lado. Polígono cinza com vértices B em (6,6), C em (8,2), D em (10,2), E em (9,0), F em (4,0), G em (2,2) e A em (1,2), cortado pela linha horizontal y igual a 2 em duas partes: acima, o triângulo A B C com base A C igual a 7 e altura 4, área 14; abaixo, o trapézio G D E F com bases G D igual a 8 e F E igual a 5 e altura 2, área 13. Total 27 quadrados, ou 270 000 metros quadrados. Ao lado, a conta e a observação de que, com bordas curvas, a área fica entre a contagem dos quadradinhos inteiros e a dos inteiros mais os cortados.
O polígono do item 105 do PAS 2010, cortado pela linha y=2y = 2: triângulo em cima, trapézio embaixo, 27 quadrados de 1 ha. Com bordas curvas, a área fica entre a contagem dos quadradinhos inteiros e a dos inteiros mais os cortados. Diagrama autoral.

Área na malha, no plano cartesiano e no mapa

Malha quadriculada. Conte os quadradinhos inteiros (II) e os cortados pela borda (PP). A área está entre II e I+PI + P; a estimativa usual é I+P/2I + P/2. Se a figura é um polígono de vértices na malha, não estime: decomponha em retângulos, triângulos e trapézios com lados na malha, como no exemplo do desmatamento. Multiplique pela área de um quadradinho só no final; se ele tem 100 m de lado, cada um vale 10 00010\,000 m² =1= 1 ha.

Plano cartesiano. Vértices em coordenadas dão bases e alturas por subtração: o triângulo A=(1,1)A = (1, 1), B=(7,1)B = (7, 1), C=(4,6)C = (4, 6) tem base AB=6AB = 6 (mesma ordenada) e altura 6−1=56 - 1 = 5 (diferença de ordenadas até CC), área 15. Quando nenhum lado é horizontal nem vertical, complete o retângulo que contém o triângulo e subtraia os três triângulos retângulos dos cantos, ou use a fórmula do “cadarço” (determinante), que a página de distâncias na geometria analítica desenvolve.

Plantas, mapas e escalas. Uma escala 1:n1 : n reduz cada comprimento por nn e cada área por n2n^2. Na planta 1:501 : 50, uma sala desenhada com 8 cm por 6 cm mede 44 m por 33 m: 1212 m², e não 48/5048/50. O caminho seguro é converter os comprimentos antes de multiplicar; o atalho é multiplicar a área do papel por n2n^2: 48 cm2×2 500=120 000 cm2=12 m248\ \text{cm}^2 \times 2\,500 = 120\,000\ \text{cm}^2 = 12\ \text{m}^2. Em 2023, a prova pediu a área de uma reprodução de A última ceia (4,60 m por 8,80 m) com 22 cm de largura: a altura acompanha a proporção, 22×4,608,80=11,522 \times \dfrac{4{,}60}{8{,}80} = 11{,}5 cm, e a área é 22×11,5=25322 \times 11{,}5 = 253 cm².

Onde a área é a pergunta
  • Piso, tinta, grama e telhado são comprados por m². Uma lata que cobre 10 m² por demão pinta uma parede de 4 m por 2,5 m descontadas as janelas; a porta e a janela saem por complementação.
  • Terrenos rurais são anunciados em hectares e alqueires; 1 ha = 10 000 m². Um “sítio de 5 ha” tem 50 000 m², o quadrado de cerca de 224 m de lado.
  • Pizzas e bolos: o tamanho é o diâmetro, mas o que se come é a área. Uma pizza de 30 cm tem π⋅152≈707\pi \cdot 15^2 \approx 707 cm²; duas de 20 cm têm 2⋅π⋅102≈6282 \cdot \pi \cdot 10^2 \approx 628 cm². Uma grande rende mais que duas pequenas.
  • Índice de Gini: a desigualdade de renda é uma razão de áreas. Na curva de Lorenz, G=S1S1+S2G = \dfrac{S_1}{S_1 + S_2}: a região entre a diagonal da igualdade e a curva, medida como fração do triângulo inteiro. Quanto mais perto de 0, mais igual a distribuição; quanto mais perto de 1, mais concentrada. Em 2024, a prova trouxe um bloco inteiro sobre isso: três itens pediam áreas de triângulos e trapézios sob a curva, e o quarto perguntava se Gini próximo de zero indica menos desigualdade: C. Curva poligonal significa triângulos e trapézios, isto é, decomposição.

Semelhança: kk nos lados, k2k^2 nas áreas

Se duas figuras são semelhantes com razão kk entre comprimentos correspondentes, a razão entre suas áreas é k2k^2. O quadrado de lado 2 contém quatro quadrados de lado 1; o triângulo ampliado com k=3k = 3 contém nove cópias do original. A regra vem da fórmula: qualquer área é “comprimento vezes comprimento”, e cada comprimento foi multiplicado por kk. Vale para círculos (π(kr)2=k2πr2\pi (kr)^2 = k^2 \pi r^2), para polígonos, para figuras irregulares, para mapas.

À esquerda, um quadrado de lado 1 e um quadrado de lado 2 em malha: o segundo contém quatro cópias do primeiro; ao lado, um triângulo e sua ampliação com k igual a 3 contendo nove cópias; abaixo, comprimentos vezes k, áreas vezes k ao quadrado. À direita, quatro figuras com o mesmo perímetro 24: quadrado 6 por 6 com área 36, retângulo 8 por 4 com área 32, retângulo 10 por 2 com área 20 e triângulo de lados 6, 8 e 10 com área 24.
Dobrar o lado quadruplica a área; triplicar, multiplica por 9. E quatro figuras com o mesmo perímetro 24 têm áreas 36, 32, 20 e 24: comparar contornos não decide nada sobre áreas. Diagrama autoral.

Duas consequências aparecem na prova. Ampliar 50% (k=1,5k = 1{,}5) multiplica a área por 2,252{,}25, ou seja, aumenta 125%, não 50%. E dobrar a área exige k=2≈1,41k = \sqrt{2} \approx 1{,}41 nos comprimentos: uma pizza com o dobro da área de uma de 30 cm tem cerca de 42 cm de diâmetro, não 60. Na direção contrária, o triângulo dos pontos médios de um triângulo qualquer é semelhante ao original com k=1/2k = 1/2 e tem um quarto da área, não a metade; num azulejo de Athos Bulcão da prova de 2009, um triângulo construído sobre metades e quartos das diagonais do quadrado ocupava 1/161/16 da área, e o item que dizia 1/321/32 era E. A semelhança tem página própria; aqui basta a regra do quadrado.

Área e perímetro não andam juntos

Cerque um quadrado de lado 6 e um triângulo de lados 6, 8 e 10: a cerca é a mesma, 24, e as áreas são 36 e 24. Com os mesmos 24 de perímetro, um retângulo pode ter área 36 (6 × 6), 32 (8 × 4) ou 20 (10 × 2); entre eles, o quadrado é o de maior área, e é por isso que, em 2019, na 3.ª etapa, um terreno cercado com 100 m de cerca aberto para o rio rendia mais área como semicírculo (πr=100\pi r = 100, r≈31,85r \approx 31{,}85, área ≈1 592\approx 1\,592 m²) do que como retângulo (50 m por 25 m, 1 250 m²). Concluir área a partir de perímetro, ou vice-versa, é inferência inválida, e a banca escreve itens exatamente assim: em 2012, um item comparava perímetros de dois retângulos do campo de futebol (“maior que três vezes”) e o vizinho pedia uma área; quem misturou as duas grandezas errou os dois.

Ler a figura como a banca desenha

O item de área do PAS vem pendurado numa obra, num mapa, numa planta: o trapézio é a seção de um templo, o losango está inscrito num retângulo, as faces são de um teatro, o polígono é um desmatamento, o quadrilátero é uma face de cubo numa gravura de Escher. O protocolo:

  1. Identifique a figura e anote cada dado que o enunciado oferece: comprimentos, ângulos, pares de lados paralelos, “ponto médio”, “inscrito”, “regular”. Em 2013, a figura marcava os vértices do losango nos pontos médios dos lados do retângulo de 16 por 12 (8 + 8 e 6 + 6), o que já dizia que as diagonais do losango mediam 16 e 12: área 16⋅122=96\dfrac{16 \cdot 12}{2} = 96 cm², e o item “inferior a 95 cm²” era E por 1 cm².
  2. Escolha o caminho: fórmula direta, decomposição ou complementação. Em 2019, as faces BB e CC do Teatro Nacional eram trapézios de bases 25 e 45 com altura 35, e bases 38 e 100 com altura 65: 70⋅352+138⋅652=1 225+4 485=5 710\dfrac{70 \cdot 35}{2} + \dfrac{138 \cdot 65}{2} = 1\,225 + 4\,485 = 5\,710; dividido por 10, 571.
  3. Procure a altura, que raramente está desenhada. Baixe-a; ela sai por Pitágoras ou por uma razão trigonométrica (seno do ângulo entre dois lados, tangente do ângulo da base).
  4. Resolva até o fim e compare com o limiar (“superior a”, “inferior a”). A banca coloca o limiar perto do valor: 95 contra 96, 3 570 contra 3 482, 290 000 contra 270 000. Estimativa não decide.
  5. Confira com um segundo caminho ou com uma cota: a figura tem de caber no retângulo que a contém, e o resultado tem de estar na unidade pedida.

Um caso em que a leitura da figura é a questão inteira: em 2022, num recorte de Metamorphosis I de Escher, o quadrilátero ABCDABCD era uma face de cubo em perspectiva, um losango com AD=ℓAD = \ell e ângulo de 60∘60^\circ em AA (porque DA^E=30∘D\hat{A}E = 30^\circ e BA^E=90∘B\hat{A}E = 90^\circ). Área do losango com lado ℓ\ell e ângulo 60∘60^\circ: ℓ⋅ℓ⋅sen⁡60∘=3 ℓ22\ell \cdot \ell \cdot \operatorname{sen} 60^\circ = \dfrac{\sqrt{3}\,\ell^2}{2}. A fórmula “lado vezes lado vezes seno” é a mesma do triângulo, dobrada.

Os erros que a banca planta

  1. Perímetro no lugar de área. Um mede contorno, em m; o outro mede interior, em m². Mesmo perímetro não significa mesma área.
  2. Lado inclinado como altura. A altura é perpendicular à base. Paralelogramo de lados 8 e 5 com altura 4: área 32, não 40.
  3. Esquecer o /2/2 do triângulo, do losango e do trapézio, ou dividir só uma das bases.
  4. “Dobrei o lado, dobrou a área.” Não: a área quadruplica. Ampliar 50% aumenta a área em 125%.
  5. Converter unidade uma vez só. 1 m2=10 000 cm21\ \text{m}^2 = 10\,000\ \text{cm}^2, não 100; 1 km2=1001\ \text{km}^2 = 100 ha, não 10. Na escala 1:501 : 50, a área real é 2 5002\,500 vezes a do papel.
  6. π(R−r)2\pi(R - r)^2 para a coroa. É π(R2−r2)\pi(R^2 - r^2).
  7. Fração errada do setor. O ângulo é a fração de 360∘360^\circ; e o arco pedido pode ser o longo, não o curto.
  8. Usar π\pi com mais casas do que o comando, ou não usar o 3\sqrt{3} fornecido. O limiar do item foi calibrado com a aproximação dada.
  9. Achar que a figura sem fórmula não tem solução. Tem: decompor, completar, recortar e colar.

O essencial em meia página

  • Área é quantos quadrados-padrão cabem na figura; unidade ao quadrado, conversão ao quadrado (11 m² =104= 10^4 cm²; 11 ha =104= 10^4 m²; 11 km² =100= 100 ha).
  • Origem: retângulo b⋅hb \cdot h. Paralelogramo b⋅hb \cdot h (recorte-e-cola); triângulo b h2\dfrac{b\,h}{2} (metade); trapézio (B+b) h2\dfrac{(B + b)\,h}{2} (dois triângulos); losango d1 d22\dfrac{d_1\,d_2}{2} (metade do retângulo das diagonais); polígono regular p⋅a2\dfrac{p \cdot a}{2}; equilátero ℓ234\dfrac{\ell^2\sqrt{3}}{4}; dois lados e ângulo, 12ab sen⁡γ\dfrac{1}{2}ab\,\operatorname{sen}\gamma.
  • Círculo πr2\pi r^2; setor θ360∘πr2\dfrac{\theta}{360^\circ}\pi r^2; coroa π(R2−r2)\pi(R^2 - r^2); segmento == setor −- triângulo.
  • Figura sem fórmula: decomponha, complete e subtraia, ou recorte e recole. Malha: conte e decomponha; coordenadas: bases e alturas por subtração.
  • Semelhança: comprimentos ×k\times k, áreas ×k2\times k^2. Escala 1:n1 : n multiplica áreas por n2n^2.
  • Área e perímetro são independentes. Compare cada um por si.
  • Na prova: marque os dados, ache a altura, resolva até o fim com a aproximação fornecida, compare com o limiar, confira por um segundo caminho.

Exercícios temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.

Flashcards temporariamente indisponíveis

Não foi possível consultar os cartões de revisão.

ÁREA DE FIGURAS PLANAS | GEOMETRIA PLANA | POLÍGONOS E CÍRCULO
Gis com Giz · 7:49
Introdução. Em menos de oito minutos, a professora Gis percorre as áreas do quadrado, retângulo, triângulo, triângulo equilátero, paralelogramo, losango, trapézio e círculo, com um exemplo numérico para cada: é a tabela “A corrente de fórmulas” das seções “Retângulo e quadrado” e “Recortar e recolar” em voz alta, para quem precisa fixar as fórmulas antes de entender de onde vêm.
COMO DEMONSTRAR A FÓRMULA DA ÁREA DO TRAPÉZIO?
Apótema - Ítalo Renan · 6:25
Mecanismo. Uma demonstração completa da fórmula (B+b) h2\dfrac{(B + b)\,h}{2} a partir do triângulo, sem nada decorado: é a passagem “Trapézio” da seção “Recortar e recolar”, em que a diagonal corta o trapézio em dois triângulos de mesma altura, feita no quadro com as letras. Serve de modelo para demonstrar as outras fórmulas da tabela pelo mesmo método.
ÁREA DO CÍRCULO | COROA CIRCULAR | SETOR E SEGMENTO
Dicasdemat Sandro Curió · 15:14
Aprofundamento. As quatro figuras da seção “Círculo, setor, coroa e segmento” numa só aula: círculo, coroa (diferença de dois círculos), setor (fração do círculo pelo ângulo) e segmento (setor menos triângulo), com exercícios resolvidos. Assista antes dos itens do anel da locomotiva (PAS 2 2007) e do arco de 300° do James Webb (PAS 2024).
Questões do Enem - Áreas de figuras planas
O Monstro da Matemática · 19:36
Resolução. Sequência de questões do ENEM sobre áreas em ritmo de prova, com figuras compostas, regiões hachuradas e escalas: é o protocolo das seções “Decompor vale mais que decorar” e “Ler a figura como a banca desenha” aplicado a itens reais, o treino que falta depois de entender as fórmulas.
Rota PAS 1
Geometria plana: construções, semelhança, trigonometria e áreas · PAS 1

Fontes desta página

Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.

  • Rota PAS 1 — Geometria plana: construções, semelhança, trigonometria e áreas · 'Área: decompor vale mais que decorar' (sala em L, corrente de reconfigurações, trapézio estilo Templo Mayor, índice de Gini como razão de áreas, item PAS 2013/75, armadilha perímetro × área); 'Circunferência: o que uma volta de roda mede' (comprimento, arco, setor, semelhança de círculos, itens PAS 2014/86 e 2024/98); 'Leia como na prova: o bloco do Templo Mayor' (texto-base e item 2025/25)

    Recorte por assunto: áreas, unidades e partes do círculo. Ângulos, paralelas e ladrilhamento da mesma parte ficam em angulos-e-poligonos; Pitágoras, semelhança e razões trigonométricas entram só como ferramenta para achar alturas; volumes ficam em volume-de-prismas-e-cilindros.

  • Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cebraspe) · PAS 1 2010 (itens 105 e 109), 2012 (itens 27 e 29), 2013 (item 75), 2014 (itens 86 e 91), 2019 (item 46), 2021 (item 20, tipo C), 2022 (item 95, tipo C), 2024 (itens 81 e 98), 2025 (item 25); PAS 2 2007 (item 24); PAS 3 2019 (item 80). Reusados por GUID: PAS 1 2009/108 e 2010/119 e 2023/43 (página teorema-de-tales-e-semelhanca)

    Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos em utils/material/PAS/pesquisa/classificacao/AAAA.json, classificacao-pas2/ e classificacao-pas3/. Figuras impressas descritas de forma neutra e completa no texto de suporte.

  • Cadernos oficiais do PAS/UnB em PDF (figuras lidas na página impressa) · 2022-PAS1-Prova.pdf, página 11 (figura I de Escher: quadrilátero ABCD, item 95); 2014-PAS1-Prova.pdf, página 15 (figura da reflexão do raio de luz e a relação ED = 2/3 OD do item 91); 2007-PAS2-Prova.pdf, página 6 (roda da locomotiva com anel externo, item 24)

    Figuras que a extração em texto não reproduz; descritas no texto de suporte das questões correspondentes.