Dois guindastes erguem contêineres iguais à mesma altura; um leva dezesseis segundos, o outro oito. Os dois entregaram a mesma energia à carga, e ninguém no porto diria que são iguais. O que o segundo tem a mais tem nome, unidade e preço: aparece na placa do chuveiro e, multiplicado pelo tempo, na sua conta de luz.
O que você vai aprender
Definir potência média por P = W/Δt = ΔE/Δt, expressá-la em watts e distinguir trabalho (quanto) de potência (em quanto tempo), reconhecendo que subir mais devagar reduz a potência, nunca o trabalho.
Deduzir e aplicar P = F·v cos θ a veículos em velocidade constante, inclusive a velocidade máxima em aclive com potência fixa, convertendo cv em watts e km/h em m/s antes de dividir.
Converter entre watt, quilowatt, megawatt, gigawatt, cavalo-vapor, horsepower e quilowatt-hora, ler a placa de um aparelho e uma conta de luz, e afirmar com segurança que kWh é unidade de energia (3,6 MJ).
Calcular a potência de máquinas que erguem (elevador, bomba, cadeira de rodas em rampa) usando a massa total e ignorando a inclinação, e a potência hidráulica de uma usina por P = ρQgh, com massa por segundo igual a ρQ.
Definir rendimento η = P_útil/P_total, obter a potência dissipada, decidir quando dividir ou multiplicar pelo rendimento e citar valores típicos de músculos, motores, turbinas e painéis solares.
Combinar rendimentos de etapas em série pelo produto e explicar por que a cadeia é menos eficiente que o pior elo, sem somar nem tirar a média.
Ler energia como área no gráfico P × t e potência como inclinação no gráfico W × t, e estimar ordens de grandeza de potência do corpo humano à usina de Itaipu.
Julgar itens do PAS sobre potência e rendimento identificando o padrão da banca: energia primeiro e tempo depois, conversão antes da divisão, proporções falsas e justificativas que não sustentam a conclusão.
Dois guindastes erguem contêineres iguais, de 400 kg, do cais até a mesma altura de 10 m. O primeiro leva dezesseis segundos; o segundo, oito. Os dois entregaram à carga exatamente a mesma energia, 400×10×10=40000 J, porque o trabalho contra o peso só depende do desnível. E, no entanto, ninguém no porto diria que as duas máquinas são iguais: a segunda fez o mesmo serviço na metade do tempo. Essa diferença tem nome, unidade e preço. Chama-se potência, mede-se em watts, e é ela que aparece na placa do chuveiro, na propaganda do carro e, multiplicada pelo tempo de uso, na sua conta de luz.
Esta página é sobre duas perguntas que a prova adora misturar. A primeira é “em quanto tempo”: quanta energia por segundo uma máquina, um músculo ou uma usina consegue transferir. A segunda é “a que custo”: de toda a energia que entra, que fração sai na forma que interessa. Quem separa as duas resolve, sem susto, a conta de luz, o item da moto, o tipo B da cadeira de rodas e a hidrelétrica inteira.
Mesmo trabalho, tempos diferentes: nasce a potência
Trabalho e energia respondem a “quanto”; potência responde a “com que rapidez”. Erguer uma caixa de 8 kg do chão até uma prateleira a 2,5 m custa 80×2,5=200 J, quer a subida leve quatro segundos ou quarenta; o que muda é a taxa: 50 W no primeiro caso, 5 W no segundo. Pelo mesmo motivo, o guindaste lento e o rápido realizam o mesmo trabalho de 40 kJ, mas o rápido tem potência dobrada.
Mesmo trabalho, tempos diferentes. Os dois guindastes entregam 40 kJ ao contêiner; o que leva metade do tempo tem o dobro da potência: 40000/16=2500 W contra 40000/8=5000 W. Diagrama autoral.
Potência média
Se uma força realiza um trabalho W (ou um sistema transfere uma energia ΔE) durante um intervalo de tempo Δt, a potência média nesse intervalo é
P=ΔtW=ΔtΔE.
A unidade é o watt (W): um joule por segundo, 1W=1J/s. Potência é escalar e, como o trabalho, pode ter sinal: positiva quando o sistema recebe energia, negativa quando cede.
símbolo
leitura
no guindaste rápido
P
potência, em watts
5 000 W = 5 kW
W ou ΔE
trabalho realizado ou energia transferida, em joules
40 000 J
Δt
intervalo de tempo, em segundos
8 s
Lida ao contrário, a definição é a que resolve a maioria dos itens: energia é potência vezes tempo, W=PΔt. Um chuveiro de 5 000 W ligado por 12 minutos transfere 5000×720=3,6×106 J à água, exatamente 1 kWh. Um motor de 90 kW funcionando por 1 minuto converte 90000×60=5,4×106 J, ou 5,4 MJ; foi exatamente essa conta que o PAS 1 de 2007 pediu sobre os motores do zepelim LZ 7 Deutschland, e o item (“mais de 5 MJ”) estava certo.
Exemplo resolvido. Uma cadeira de rodas motorizada de 20 kg transporta uma pessoa de 120 kg e sobe, em 25 s, uma rampa com desnível de 1,50 m e inclinação de 5%. Qual a potência do motor, sem dissipação? Primeiro a energia: a massa que sobe é a total, 140 kg, e o trabalho contra o peso é 140×10×1,5=2100 J. Depois o tempo: P=2100/25=84 W. A inclinação de 5% não entrou em nenhuma linha: ela muda o comprimento da rampa e a força do motor, não o trabalho nem a potência. Esse é o item 100 do PAS 1 de 2023, tipo B, com gabarito 084; quem usou só os 120 kg da pessoa chegou a 72 e errou.
Potência instantânea: força vezes velocidade
A potência média compara o total de energia com o total de tempo. Mas o motor de um carro não trabalha em média: em cada instante ele empurra com uma força e o carro anda com uma velocidade. Dividindo W=Fdcosθ pelo tempo, e lembrando que d/Δt=v, aparece a forma mais útil para veículos:
Potência de uma força: P = F·v
A potência que uma força F desenvolve sobre um corpo que se move com velocidade v é
P=Fvcosθ,
com θ o ângulo entre força e velocidade. Se a força está na direção do movimento, P=Fv. Quando F e v são constantes, essa é também a potência média; quando variam, P é a potência instantânea, a taxa naquele exato momento.
Consequência que a prova cobra: para potência fixa, força e velocidade são inversamente proporcionais, F=P/v. É por isso que o carro “puxa” mais em primeira marcha (velocidade baixa, força alta) e por isso que existe uma velocidade máxima em uma subida (a força disponível cai até igualar as resistências).
Subida com velocidade constante: a força motriz equilibra a componente do peso ao longo da rampa, F=mgsinθ (sem atrito), e a potência do motor é P=Fv. Para um motor de potência máxima fixa, a maior velocidade possível na subida é v=P/(mgsinθ): quanto mais íngreme, mais devagar. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido: a moto do PAS. O caderno de 2013 comparou um Camaro V8 (406 cv) com uma Honda CG 125 (11,6 cv) e informou que 1 cv = 735,5 W. O item 91 afirmou que a força desenvolvida pela CG 125 a 100 km/h, com potência constante, “é maior que 304 N”. Potência em watts: 11,6×735,5≈8532 W. Velocidade em metros por segundo: 100/3,6≈27,8 m/s. Força: F=P/v=8532/27,8≈307 N. Maior que 304: certo. Repare no roteiro: converter as duas unidades antes de dividir. Quem deixa a velocidade em km/h obtém 85 N e erra.
Exemplo resolvido: o caminhão de Mariana. O caderno de 2016 (texto sobre o rompimento da barragem em Mariana) informou g=9,8 m/s² e sin15∘≈0,26, e o item 56 afirmou que um caminhão de 23 t com potência máxima de 350 kW subiria um aclive de 15° “com velocidade que poderá chegar até 25 km/h”. Sem atrito, a força mínima para subir com velocidade constante é a componente do peso na rampa: F=23000×9,8×0,26≈58600 N. A velocidade máxima é v=P/F=350000/58600≈5,97 m/s, ou 21,5 km/h. Os 25 km/h não são alcançáveis: errado. Com atrito e resistência do ar, a velocidade seria ainda menor, o que só reforça o gabarito.
Watt, cavalo-vapor e a conta de luz: quilowatt-hora é energia
O watt é pequeno para máquinas e enorme para relógios, então a prova mistura múltiplos e unidades históricas. O que não pode faltar:
unidade
vale
onde aparece
1 kW
103 W
chuveiro (5 a 7 kW), micro-ondas (1 a 2 kW)
1 MW
106 W
um aerogerador grande (2 MW), uma pequena central hidrelétrica
1 GW
109 W
Itaipu tem 14 GW instalados (20 unidades de 700 MW)
1 cv (cavalo-vapor)
735,5 W
motores de carro e moto no Brasil
1 hp (horsepower)
746 W
catálogos em inglês; quase igual ao cv
1 kWh (quilowatt-hora)
3,6×106 J
energia na conta de luz
Quilowatt-hora não é potência
A conta de luz vem em kWh. Potência (kW) vezes tempo (h) dá energia: 1 kWh é o que uma potência de 1 kW transfere em uma hora, 1000W×3600s=3,6×106 J. Um item que diga “o chuveiro consome 5 kWh de potência” ou “a usina gera 2 MW de energia” está trocando as grandezas. O PAS 1 de 2015 afirmou que cada um dos 75 aerogeradores de Osório, num parque de 150 MW instalados, “gera 2 MW de energia”: a divisão está certa (150/75=2) e a banca deu o item como certo, mas o rigor manda ler “2 MW de potência”. Na sua resposta, use sempre a palavra certa; na hora de julgar, procure primeiro o erro de conta, porque é nele que o gabarito costuma se decidir.
Energia é a área sob o gráfico P×t. O chuveiro de 5 kW ligado por 12 minutos (1/5 de hora) transfere 5×1/5=1 kWh, que são 3,6 MJ. O quadradinho de referência, 1 kW por 1 h, é o quilowatt-hora: 3,6×106 J. Diagrama autoral.
Lendo a placa e a conta
Todo aparelho traz uma placa com a potência nominal (em W) e a tensão (127 V ou 220 V). A energia que ele consome é a potência vezes o tempo ligado, e a conta cobra cada quilowatt-hora a uma tarifa que, com impostos e bandeira, fica em torno de R$ 0,90 no Brasil de hoje (varia com a distribuidora). Chuveiro de 5 000 W, um banho de 12 minutos por dia: 5×1/5=1 kWh por banho, 30 kWh no mês, cerca de R$ 27. Quatro pessoas na casa: 120 kWh e uns R$ 108 só de banho. Uma lâmpada LED de 10 W acesa 5 horas por dia gasta 0,01×5×30=1,5 kWh no mês, pouco mais de R$ 1. A ordem de grandeza da conta é decidida pelos aparelhos que aquecem (chuveiro, ferro, forno), não pelos que iluminam.
O item 67 do PAS 3 de 2023 usou outra “placa”: uma lâmpada LED rende 120 lúmens por watt e um ambiente precisa de 200 lúmens por m². O hall do Itamaraty tem 2 800 m²: precisa de 2800×200=560000 lúmens, e cada lâmpada de 10 W fornece 1200 lúmens. São 560000/1200≈467 lâmpadas, “mais de 400”: certo. Lúmen por watt é um rendimento disfarçado, luz útil por potência elétrica.
Até a usina escorrega
A página institucional de Itaipu descreve a usina como tendo “20 unidades geradoras e 14 GWh de potência instalada”. O número está certo, a unidade não: potência instalada se mede em GW, e 14 GW é o que as 20 turbinas de 700 MW somam; 14 GWh seria a energia que a usina produz em uma hora a plena carga. Se um texto oficial troca as duas, um item de prova também pode trocar de propósito. Leia a unidade antes do número.
A potência elétrica de um aparelho resistivo, como o chuveiro, é P=Ui: tensão vezes corrente. Um chuveiro de 5 500 W em 220 V puxa i=5500/220=25 A, e é esse número que dimensiona o fio e o disjuntor. Aqui isso fica como exemplo de leitura de placa; o cálculo de correntes, resistências e efeito Joule é assunto da página de corrente elétrica.
Da represa à turbina: a potência de uma queda d’água
Uma usina hidrelétrica é a potência da seção anterior aplicada a uma massa que desce. A água represada tem energia potencial mgh; ao descer pelo conduto, ela vira energia cinética, gira a turbina e o gerador transforma a rotação em eletricidade. A pergunta certa não é “quanta energia a represa tem”, e sim quanta energia desce por segundo, porque é isso que a usina entrega de forma contínua.
Potência hidráulica: P = ρQgh
Se a usina turbina uma vazãoQ (volume por segundo, em m³/s) e aproveita um desnível h, então a cada segundo desce uma massa ρQ, em que ρ=1000 kg/m³ é a densidade da água (um metro cúbico tem uma tonelada). A energia potencial que essa massa libera por segundo é
P=Δtmgh=ρQgh.
Em palavras: quilogramas por segundo, vezes g, vezes a altura de queda. Vazão e desnível entram ambos na primeira potência: dobrar qualquer um dos dois dobra P, e não há quadrado em lugar nenhum. A potência elétrica é essa potência hidráulica multiplicada pelo rendimento do conjunto turbina–gerador.
A cadeia de uma hidrelétrica: a água represada guarda energia potencial, que vira energia de movimento na descida, giro de eixo na turbina e corrente elétrica no gerador. A potência hidráulica é ρQgh; cada elo perde um pouco, e o conjunto turbina–gerador costuma aproveitar cerca de 90%. Com Q=8 m³/s e h=15 m, 1,2 MW de água viram 1 080 kW de eletricidade. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido. Uma pequena central com Q=8 m³/s e h=15 m: massa por segundo ρQ=8000 kg/s; potência hidráulica 8000×10×15=1200000 W = 1,2 MW. Com rendimento de 0,90, saem 1 080 kW elétricos, o bastante para 216 chuveiros de 5 kW ligados ao mesmo tempo. Na escala de Itaipu, cada uma das 20 unidades geradoras entrega 700 MW com queda de cerca de 118 m; para conferir a ordem de grandeza, 1000×Q×10×118=7,8×108 W (hidráulicos, com η≈0,9) pede uma vazão Q da ordem de 660 m³/s por turbina, um rio inteiro passando por cada máquina.
Exemplo resolvido: o aqueduto de 2019 (tipo B). O PAS 1 de 2019 pediu a energia cinética da massa de água que atravessa, a cada segundo, um duto de 2 m² de seção com vazão de 1 m³/s. Massa por segundo: ρQ=1000 kg. Velocidade da água: v=Q/A=1/2=0,5 m/s. Energia cinética dessa massa: 21×1000×0,25=125 J. Como isso acontece a cada segundo, o número também é uma potência: 125 W de energia cinética escoando pelo duto. Gabarito 125. A ordem das contas é a da usina: primeiro quantos quilogramas passam por segundo, depois quanta energia eles carregam.
A cadeia da hidrelétrica é item recorrente desde 2008 (item 103, certo: potencial, cinética, turbina, elétrica) e a banca gosta de fechar um elo antes da represa: quem ergue a água até as cabeceiras é o Sol, pela evaporação seguida da chuva, de modo que a eletricidade de origem hidráulica é, no fim das contas, energia solar (item 104 de 2008, certo). Segundo o Balanço Energético Nacional, cerca de 60% da eletricidade gerada no Brasil é de fonte hidráulica, e é esse o cenário preferido dos itens de potência.
Rendimento: quanto entra, quanto sai
Nenhuma máquina entrega tudo o que recebe. O motor a combustão esquenta, a turbina tem atrito, o músculo produz calor. A fração que sai na forma que interessa é o rendimento, escrito com a letra grega eta, η.
Rendimento (eficiência)
η=PtotalPuˊtil=EtotalEuˊtil,0≤η<1.
Tanto faz dividir potências ou energias, desde que no mesmo intervalo de tempo. O que não sai como útil é a potência dissipada, Pdis=Ptotal−Puˊtil=(1−η)Ptotal, quase sempre como calor. Escrito em porcentagem: η=0,30 é “30%”.
O rendimento é a fração que sai útil. Em um motor a combustão típico, de cada 100 J do combustível, cerca de 30 J viram trabalho no eixo e 70 J aquecem o radiador e o escapamento. As barras mostram valores típicos: músculo, 20 a 25%; motor a combustão, 25 a 35%; motor elétrico, 80 a 95%; turbina–gerador de hidrelétrica, perto de 90%. Diagrama autoral.
Os valores de referência valem tanto quanto a fórmula. Motor a combustão interna: em torno de 30% (o resto é calor). Motor elétrico: 80 a 95%. Turbina–gerador de hidrelétrica: perto de 90%. Painel solar comercial: 15 a 22%. Lâmpada incandescente: menos de 5% em luz; LED: 30 a 40%. Músculos humanos: 20 a 25%.
Exemplo resolvido: o atleta da escada (2012). O caderno de 2012 descreveu um atleta de 80 kg que sobe 100 degraus de 0,15 m (15 m) em 80 s, com eficiência muscular de 20%: “de 100 J de gordura metabolizada, 20 J são utilizados para realizar o trabalho mecânico”. Trabalho útil por subida: 80×10×15=12000 J. Potência útil (item 39): 12000/80=150 W, certo. Gordura queimada em três subidas (item 37): trabalho útil 36000 J; como só 20% do que é metabolizado vira trabalho, Etotal=36000/0,20=180000 J = 180 kJ, certo. Note o sentido da divisão: para achar o total a partir do útil, divide-se pelo rendimento; para achar o útil a partir do total, multiplica-se.
Exemplo resolvido: motor elétrico. Um elevador ergue 800 kg com velocidade constante de 1,0 m/s. Potência útil: P=Fv=8000×1,0=8,0 kW. Se o motor tem rendimento de 80%, ele puxa da rede Ptotal=8,0/0,80=10 kW, e dissipa 10−8=2 kW como calor nos enrolamentos e nas engrenagens. Em uma hora de operação contínua, a rede fornece 10 kWh, dos quais 8 kWh viram trabalho contra o peso.
Rendimento maior que 1 e rendimento "destruído"
Duas frases erradas frequentes. A primeira: uma máquina com rendimento de 120%. Impossível, porque a energia se conserva: o útil nunca supera o total. Quando um enunciado parece dar isso, você inverteu a razão (Ptotal/Puˊtil em vez do contrário). A segunda: “os 10% que a turbina–gerador não converte são destruídos”. Nada é destruído; os 10% viram calor na água, no ar e nos mancais, e continuam existindo em uma forma que a usina não vende. O PAS 2 de 2009 afirmou que a água de uma hidrelétrica, caindo 50 m e convertendo toda a energia potencial em calor, esquentaria 0,5 °C; a conta dá gh/c=10×50/4186≈0,12 °C, e o item era errado, mas a ideia física estava certa: energia dissipada é energia que esquentou alguma coisa.
Máquinas em série: rendimentos se multiplicam
Quase nenhuma conversão útil acontece em um passo só. A hidrelétrica tem turbina e gerador e linhas de transmissão; o carro tem motor e câmbio e pneus; o carro elétrico tem usina, rede, carregador, bateria e motor. Cada etapa entrega à seguinte só a fração ηi do que recebeu, então a fração que chega ao fim é o produto dos rendimentos:
Cadeia de conversões
ηtotal=η1×η2×⋯×ηn.
Nunca a soma, nunca a média. Turbina de 0,92 seguida de gerador de 0,97: 0,92×0,97≈0,89, menor que qualquer um dos dois. Uma cadeia é sempre menos eficiente que o pior dos seus elos, e é o elo pior que mais vale melhorar.
Rendimentos em série se multiplicam. De 100 J de gasolina, o motor (30%) passa 30 J ao eixo, o câmbio (90%) passa 27 J e as rodas (95%) colocam cerca de 26 J em movimento: ηtotal=0,30×0,90×0,95≈0,26. A maior perda está no primeiro elo, e é lá que a engenharia concentra esforço. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido. Uma pequena central hidrelétrica aproveita um desnível de 30 m com vazão de 3,0 m³/s; o rendimento global da conversão em eletricidade é de 80%. Potência hidráulica: ρQgh=1000×3,0×10×30=900 kW. Potência elétrica: 0,80×900=720 kW. Se o enunciado, no estilo tipo B, mandasse dividir por 10, a marcação seria 072, com o zero à esquerda. Se, em vez do rendimento global, fossem dados os rendimentos da turbina (0,90) e do gerador (0,89), o global seria o produto, 0,90×0,89≈0,80, e o resultado, o mesmo.
Motor, músculo e pizza
O PAS 1 de 2006 perguntou quantas vezes uma pessoa de 70 kg poderia subir um prédio de 50 m com as 500 kcal (2 100 kJ) de um pedaço de pizza, “admitindo-se que a conversão da energia seja completa”. Cada subida custa 700×50=35000 J; 2100000/35000=60 subidas, gabarito 60. Com o rendimento muscular real, uns 20%, seriam 12 subidas, e as outras 48 “subidas” de energia virariam suor. É por isso que a mesma pizza, queimada num motor a combustão de 30%, faria mais trabalho mecânico do que nos seus músculos, e ainda assim jogaria dois terços fora como calor.
Rendimento também aparece em máquinas térmicas, onde tem um limite teórico que depende das temperaturas das fontes; o PAS 2 de 2011 descreveu um motor a diesel com rendimento de 50% que realiza 1 500 J de trabalho por ciclo e perguntou se ele rejeita mais de 2 500 J à fonte fria: recebe 1500/0,50=3000 J e rejeita 3000−1500=1500 J, item errado. A conta é a mesma desta página; o limite de Carnot e a segunda lei ficam na página de máquinas térmicas.
Dois gráficos, uma leitura: área e inclinação
Potência e energia se traduzem uma na outra em dois gráficos que as provas usam para esconder a fórmula. O PAS 1 ainda não cobrou esse caso; o ENEM cobra, e ele fecha a definição.
O que se lê em cada gráfico
No gráfico potência × tempo (P×t), a área sob a curva é a energia transferida, porque energia é potência vezes tempo. Potência constante dá um retângulo; se P varia, some as áreas (triângulos, trapézios).
No gráfico trabalho × tempo ou energia × tempo (W×t), a inclinação da curva é a potência, porque potência é a taxa de variação da energia. Reta subindo: potência constante e positiva; trecho horizontal: potência nula; reta descendo: o sistema está cedendo energia.
Dois gráficos, duas leituras. À esquerda, energia é **área**: 2 kW por 3 h dão 6 kWh no retângulo, e a queda linear até zero em 1 h acrescenta um triângulo de 1 kWh. À direita, potência é **inclinação**: 60 kJ em 20 s é uma reta de inclinação 3 kW; o trecho horizontal é potência zero, nada mais sendo transferido. Diagrama autoral.
Exemplo resolvido. Um aquecedor opera a 2 kW por 3 h e, depois, tem a potência reduzida linearmente até zero em 1 h. Energia total: retângulo 2×3=6 kWh mais triângulo 21×1×2=1 kWh, total 7 kWh, ou 7×3,6=25,2 MJ. Se o gráfico fosse de energia acumulada em função do tempo, a inclinação começaria em 2 kW e diminuiria até zero, e a curva ficaria horizontal no final: nenhuma energia a mais.
Ordens de grandeza: do coração à usina
Ter alguns valores na cabeça evita erros de mil vezes e ajuda a julgar itens que dão um número e perguntam se é razoável.
sistema
potência típica
corpo humano em repouso (metabolismo basal)
~100 W (cerca de 2 000 kcal por dia)
pessoa subindo escada em ritmo normal
300 a 400 W
ciclista amador pedalando forte
150 a 250 W sustentados
pico de um velocista ou ciclista de elite
1,5 a 2 kW, por alguns segundos
lâmpada LED
5 a 15 W
geladeira (média ao longo do dia)
50 a 150 W
chuveiro elétrico
5 a 7 kW
carro popular (1.0)
75 cv ≈ 55 kW
caminhão pesado
350 kW
aerogerador de grande porte
2 a 5 MW
uma unidade geradora de Itaipu
700 MW
Itaipu inteira (20 unidades)
14 GW
luz do Sol chegando a 1 m² ao meio-dia
~1 kW
O último número explica o painel solar: 1 kW/m² incidente com rendimento de 20% dá 200 W por metro quadrado de painel ao meio-dia. Um telhado com 10 m² de painéis entrega 2 kW no pico e, com o equivalente a umas 5 horas de sol pleno por dia, uns 10 kWh diários, o consumo de uma casa média. O PAS 2 de 2014 comparou fontes assim: pedalar uma bicicleta gera 150 J por segundo (150 W), o que basta para um laptop de 60 W e uma lâmpada fluorescente de 50 W ao mesmo tempo (110 W); item certo.
Como o PAS cobra potência e rendimento
O histórico do PAS 1 neste recorte é curto e repetitivo: os megajoules que um motor de tantos quilowatts gasta em um minuto (2007/63), potência do atleta e eficiência muscular (2012/37 e 39), F=P/v da moto (2013/91), divisão da potência instalada entre aerogeradores (2015/70), velocidade máxima em aclive com potência fixa e tempo de drenagem com potência dada (2016/56 e 58), e o tipo B da cadeira de rodas (2023/100). No PAS 2 o rendimento reaparece nas máquinas térmicas; no PAS 3, como potência elétrica (P=Ui: o raio de 30 kA a 100 MV com 3 trilhões de watts, 2024/39; as lâmpadas LED do Itamaraty, 2023/67).
Quatro padrões se repetem:
Energia primeiro, tempo depois. Nos itens de potência mecânica, monte o trabalho (mgh, Fd, 21mv2) e só então divida pelo tempo. A massa que sobe é a total; a inclinação da rampa é dado sobrando.
Converta antes de dividir. cv para W, km/h para m/s, minutos para segundos, kWh para joules. O item 91 de 2013 e o 63 de 2007 são só conversões bem feitas.
Rendimento: para que lado dividir. Do útil para o total, divida por η; do total para o útil, multiplique. Em série, multiplique os rendimentos.
Proporção falsa. “Dobrar a vazão quadruplica a potência” (não: P∝Q); “reduzir o tempo pela metade reduz o trabalho pela metade” (não: reduz o tempo, dobra a potência); “gera 2 MW de energia” (é potência).
Quando o item vier com um “pois” ou um “portanto”, julgue as duas metades. A banca gosta de colar uma justificativa errada a uma conclusão certa (“a hidrelétrica é análoga a uma máquina térmica, pois há perda de energia na forma de calor”, PAS 2 de 2024: errado, porque perda de calor não faz de uma máquina uma máquina térmica; máquina térmica é a que recebe calor de uma fonte quente e o converte parcialmente em trabalho).
Os sete erros que a prova planta
Confundir potência com trabalho ou energia. O trabalho mede a energia transferida; a potência, a rapidez da transferência. Dois guindastes com o mesmo trabalho podem ter potências diferentes, e a mesma potência por tempos diferentes dá energias diferentes.
Tratar kWh como potência. kWh é energia: 3,6×106 J. A placa do chuveiro traz kW; a conta traz kWh.
Não converter unidades antes de F=P/v. cv vira W (735,5), km/h vira m/s (÷ 3,6). Sem isso, a força sai errada por um fator de 3,6 ou de 735.
Achar que subir devagar economiza trabalho. Devagar reduz a potência; o trabalho mgh é o mesmo. Vale para escadas, rampas, elevadores e cadeiras de rodas.
Rendimento maior que 1, ou invertido.η=Puˊtil/Ptotal é sempre menor que 1. Se deu maior, você inverteu.
Somar rendimentos em série. Etapas em cadeia se multiplicam: 0,9 e 0,9 dão 0,81, não 1,8 nem 0,9.
Dizer que a energia dissipada foi destruída. Ela virou calor, som, deformação. Energia se conserva; o que o rendimento mede é a parte que saiu na forma desejada.
O essencial em meia página
Definição:P=W/Δt=ΔE/Δt, em watts (1W=1J/s). Energia = potência × tempo.
Força e velocidade:P=Fvcosθ; na direção do movimento, P=Fv. Potência fixa: F=P/v, força e velocidade inversamente proporcionais; velocidade máxima em aclive sem atrito, v=P/(mgsinθ).
Unidades: 1 kW = 10³ W; 1 MW = 10⁶ W; 1 GW = 10⁹ W; 1 cv = 735,5 W; 1 hp = 746 W. 1 kWh = 3,6 MJ é energia. 1 kcal = 4 186 J.
Máquinas que erguem: motor, elevador, bomba, cadeira de rodas: P=mgh/Δt=mgv (massa total, inclinação não entra). Hidrelétrica: P=ρQgh, linear em Q e em h; massa por segundo = ρQ.
Rendimento:η=Puˊtil/Ptotal<1; dissipada =(1−η)Ptotal. Do útil para o total, divida por η. Valores: músculo ~20%, motor a combustão ~30%, motor elétrico 80–95%, turbina–gerador ~90%, painel solar ~20%.
Em série:ηtotal=η1η2⋯ (produto, nunca soma).
Gráficos:P×t: área = energia. W×t: inclinação = potência.
Ordens de grandeza: humano ~100 W em repouso, ~1 kW no pico; chuveiro 5 kW; carro 55 kW (75 cv); aerogerador 2 MW; Itaipu 14 GW; Sol ~1 kW/m².
Roteiro de prova: energia primeiro, tempo depois; converter antes de dividir; escrever a fórmula antes de julgar proporção.
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Potência mecânica (e rendimento) - Mãozinha em Física 013
FISICATOTAL · 14:01
Introdução. O professor Ivys Urquiza apresenta a potência mecânica como uma taxa (energia por tempo), a unidade watt, a forma P=Fv e fecha com o rendimento como fração aproveitada. É a sequência das seções “Mesmo trabalho, tempos diferentes”, “Potência instantânea: força vezes velocidade” e “Rendimento: quanto entra, quanto sai” em aula de quadro, com exemplos diferentes dos da página.
POTÊNCIA MECÂNICA: CONSUMO E RENDIMENTO | Resumo de Física para o Enem
Curso Enem Gratuito · 6:56
Aplicação curta. Em sete minutos, o professor Marcelo parte do chuveiro “potente” (energia elétrica virando térmica) e do carro (química virando cinética) para definir potência como energia transformada por tempo, em J/s = W, e explica o rendimento como potência útil sobre potência total, sempre menor que 1, com o aviso de não inverter a razão. Cobre a leitura da placa da seção “Watt, cavalo-vapor e a conta de luz” e a definição da seção “Rendimento”.
POTÊNCIA MECÂNICA e RENDIMENTO #1 - EXERCÍCIOS - DINÂMICA AULA 20 - Prof. Boaro ILIMIT EDUCATION
Professor Boaro · 35:28
Resolução de vestibulares. Aula 20 de dinâmica, só exercícios: duas pessoas de massas diferentes subindo a mesma escada em tempos diferentes (razão de potências, PUC-RS), escada rolante e potência útil do motor (PUC-PR), a ladeira em ziguezague de Dona Maria (reduz potência, não trabalho, Cesgranrio), roda d’água com eficiência de 30% aquecendo água (ITA) e a potência de um gerador eólico pela energia cinética do vento (Unifesp). É a seção “Máquinas em série” e o erro 4 da lista (“subir devagar economiza trabalho”) em enunciados de prova.
⚡ PAS1 2012 Física 37, 38, 39 e 40⚡ Trabalho, Peso, Calor e Potência
Fazendo Física · 10:34
Resolução do PAS. Resolve o bloco do atleta na escada do PAS 1 de 2012 (80 kg, 100 degraus de 0,15 m, 80 s, eficiência muscular de 20%): a gordura metabolizada em três subidas (item 37, 180 kJ), a potência de 150 W (item 39) e o trabalho que não depende da velocidade (item 40). Os itens 37 e 39 estão reproduzidos nesta página, no exemplo resolvido da seção “Rendimento: quanto entra, quanto sai”; o vídeo mostra a mesma conta feita em ritmo de prova.
Mesma carga, mesma altura final, mesmo trabalho mgh. O guindaste que chega antes tem mais potência: P=W/Δt.Mesmo trabalho, tempos diferentes. Os dois guindastes entregam 40 kJ ao contêiner; o que leva metade do tempo tem o dobro da potência: 40000/16=2500 W contra 40000/8=5000 W. Diagrama autoral.Subida com velocidade constante: a força motriz equilibra a componente do peso ao longo da rampa, F=mgsinθ (sem atrito), e a potência do motor é P=Fv. Para um motor de potência máxima fixa, a maior velocidade possível na subida é v=P/(mgsinθ): quanto mais íngreme, mais devagar. Diagrama autoral.Energia é a área sob o gráfico P×t. O chuveiro de 5 kW ligado por 12 minutos (1/5 de hora) transfere 5×1/5=1 kWh, que são 3,6 MJ. O quadradinho de referência, 1 kW por 1 h, é o quilowatt-hora: 3,6×106 J. Diagrama autoral.A cadeia de uma hidrelétrica: a água represada guarda energia potencial, que vira energia de movimento na descida, giro de eixo na turbina e corrente elétrica no gerador. A potência hidráulica é ρQgh; cada elo perde um pouco, e o conjunto turbina–gerador costuma aproveitar cerca de 90%. Com Q=8 m³/s e h=15 m, 1,2 MW de água viram 1 080 kW de eletricidade. Diagrama autoral.O rendimento é a fração que sai útil. Em um motor a combustão típico, de cada 100 J do combustível, cerca de 30 J viram trabalho no eixo e 70 J aquecem o radiador e o escapamento. As barras mostram valores típicos: músculo, 20 a 25%; motor a combustão, 25 a 35%; motor elétrico, 80 a 95%; turbina–gerador de hidrelétrica, perto de 90%. Diagrama autoral.Rendimentos em série se multiplicam. De 100 J de gasolina, o motor (30%) passa 30 J ao eixo, o câmbio (90%) passa 27 J e as rodas (95%) colocam cerca de 26 J em movimento: ηtotal=0,30×0,90×0,95≈0,26. A maior perda está no primeiro elo, e é lá que a engenharia concentra esforço. Diagrama autoral.Dois gráficos, duas leituras. À esquerda, energia é área: 2 kW por 3 h dão 6 kWh no retângulo, e a queda linear até zero em 1 h acrescenta um triângulo de 1 kWh. À direita, potência é inclinação: 60 kJ em 20 s é uma reta de inclinação 3 kW; o trecho horizontal é potência zero, nada mais sendo transferido. Diagrama autoral.De cada 100 J de gasolina, uns 30 J chegam ao eixo; os outros 70 J saem pelo radiador e pelo escapamento como calor. Rendimento não destrói energia: redistribui.A mesma velocidade de 100 km/h exige forças muito diferentes: com potência constante, F=P/v. A moto de 11,6 cv do PAS 2013 entrega cerca de 307 N nessa velocidade.A placa traz a potência em watts; a conta cobra a energia em quilowatts-hora. Entre as duas está o tempo ligado: energia = potência × tempo.Subir 15 m em 80 s com 80 kg é potência útil de 150 W; com músculos de 20% de rendimento, a gordura queimada é cinco vezes o trabalho realizado (PAS 1 2012).O desnível h e a vazão Q decidem tudo: P=ρQgh. Cada metro cúbico que desce por segundo é uma tonelada; cada metro de queda, 10 kJ por tonelada.150 MW instalados divididos por 75 aerogeradores dão 2 MW por máquina (PAS 1 2015). Megawatt é potência; a energia gerada em um dia a plena carga seria 48 MWh cada.Potência máxima fixa e rampa íngreme: a velocidade não passa de v=P/(mgsinθ). Com 350 kW e 23 t a 15°, uns 21 km/h (PAS 1 2016).
Rota PAS 1
Trabalho, energia, potência e conservação · PAS 1
Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
Rota PAS 1 — Trabalho, energia, potência e conservação · Antes de começar: dez minutos de aquecimento (joule, watt, quilowatt-hora, porcentagem como fração); Potência e rendimento: quem faz mais rápido, e a que custo (tabela de símbolos, exemplo-guia dos guindastes e do chuveiro, valores de referência de rendimento, itens 2013/91 e 2012/37, checagem); Da represa à tomada: de onde vem a energia elétrica (cadeia de conversões, P = ρQgh, exemplo-guia da usina de 1 MW, itens 2008/104 e 2019/82, checagem do Sol); Como a banca cobra (histórico de potência e rendimento e de energia elétrica); Resolvidos (guindaste no porto; pequena central hidrelétrica tipo B); Banco de treino T2, T5, T6, T8, T9, T10, T14, T17, T21, T22, T23
Recorte por assunto: só potência e rendimento. Trabalho de uma força e energia (cinética, potencial, conservação) têm páginas próprias e aparecem aqui só como pré-requisito e exemplo. O livro registra zero itens PAS 1 sobre gráficos P × t e W × t; a página ensina o caso porque ele é cobrado no ENEM e fecha a definição. Potência elétrica P = Ui entra só como leitura de placa; máquinas térmicas e limite de Carnot ficam na página própria.
Cadernos e gabaritos oficiais do PAS/UnB (Cebraspe) · PAS 1 2006 (item 48, tipo B), 2008 (itens 103 e 104), 2012 (itens 37 e 39), 2013 (item 91, com a tabela Camaro/CG 125), 2015 (item 70, Osório), 2016 (itens 56 e 58, Mariana), 2019 (item 82, tipo B), 2023 (item 100, tipo B); PAS 2 2009 (item 116), 2011 (item 97), 2014 (item 100), 2024 (item 50); PAS 3 2023 (item 67)
Itens reproduzidos verbatim; gabaritos conferidos em utils/material/PAS/pesquisa/classificacao/AAAA.json, classificacao-pas2/ e classificacao-pas3/. Figuras impressas (rampa com veículo a diesel, gráficos da matriz energética, figuras I a IV das fontes de 2014, imagem do Itamaraty) descritas em texto neutro no suporte de cada questão. Os itens 2007/63 (zepelim, kW → MJ/min) e PAS 3 2024/39 (potência do raio) são reusados por GUID da página grandezas-fisicas-e-unidades.