Uma célula do pâncreas fabrica enzimas que vão digerir o seu almoço no intestino, mas a enzima nasce num ribossomo dentro da célula e precisa sair dela intacta. Por que estações atravessa, em que ordem, o que cada uma faz com ela, e como alguém descobriu esse caminho sem nunca ver a proteína andar?
O que você vai aprender
Distinguir citosol, organelas e citoesqueleto no citoplasma e explicar por que a compartimentação por membranas permite reações simultâneas em condições diferentes.
Caracterizar microfilamentos, filamentos intermediários e microtúbulos pelo diâmetro e pela função, e relacionar centríolos, cílios e flagelos (arranjo 9 + 2) aos microtúbulos.
Explicar o que é um ribossomo, por que ele existe em toda célula, a diferença entre 70S e 80S e o que decide se um ribossomo trabalha livre ou aderido ao retículo.
Diferenciar retículo endoplasmático rugoso e liso pela estrutura e pela função, citando células em que cada um é abundante.
Descrever as três tarefas do complexo golgiense (modificar, empacotar, endereçar) e as estruturas que derivam dele (lisossomos, acrossomo, vesículas de secreção).
Reconstruir a via secretora de uma proteína, do ribossomo aderido à exocitose, e prever o efeito de um bloqueio em qualquer estação.
Interpretar o experimento de pulso e caça de Palade e Jamieson como evidência da ordem das estações, dizendo o que ele prova e o que não prova.
Distinguir heterofagia de autofagia pela origem do material digerido, relacionar o lisossomo à apoptose e às doenças de depósito, e separar lisossomo de peroxissomo.
Identificar os três sentidos de vacúolo (central vegetal, contrátil, digestório) e as funções do vacúolo central.
Descrever a estrutura da mitocôndria (dupla membrana, cristas, matriz, DNA e ribossomos próprios) e do cloroplasto (dupla membrana, tilacoides, grana, estroma, DNA) e associar cada compartimento à etapa que ocorre nele, sem detalhar as reações.
Montar o quadro de presença e ausência de estruturas em células animais, vegetais e procarióticas e usá-lo para julgar afirmações.
Inferir a especialização de uma célula a partir da abundância relativa de organelas numa micrografia, tabela ou descrição, decidindo pelo conjunto de sinais.
Uma célula do pâncreas fabrica, todos os dias, as enzimas que vão digerir o seu almoço no intestino. Essas enzimas são proteínas, e proteína nasce em ribossomo. Mas o ribossomo fica dentro da célula e a enzima precisa sair dela, intacta, sem digerir a própria célula no caminho. Em 1967, George Palade e James Jamieson deram a fatias de pâncreas um aminoácido radioativo por três minutos e depois foram fotografando, de poucos em poucos minutos, onde a radioatividade estava. Ao fim dos três minutos, ela estava no retículo rugoso. Sete minutos depois, na periferia do complexo golgiense; entre vinte e quarenta, nos vacúolos em que o Golgi concentra a proteína. A partir de uma hora, em grânulos encostados na membrana. Depois, fora da célula. A proteína tinha andado de estação em estação, numa ordem fixa, e cada estação fez uma coisa diferente com ela.
Essa sequência é a chave desta página. Organela não é uma peça com um nome para decorar: é uma estação de um processo. Quem sabe o processo sabe prever o que acontece se uma estação falha, sabe reconhecer uma célula pelo que ela tem de sobra e sabe julgar uma frase de prova que descreve uma função certa na organela errada. A página percorre o citoplasma nessa lógica: primeiro o citosol e o esqueleto que o atravessa; depois a linha de produção de proteínas (ribossomo, retículo, Golgi, vesícula); depois a estação de digestão e reciclagem (lisossomo, peroxissomo, vacúolo); depois as duas organelas com DNA próprio (mitocôndria e cloroplasto), só na estrutura e na função geral; e, por fim, o quadro completo animal × vegetal × procarionte e o roteiro para ler uma micrografia. O núcleo e a cromatina ficam em núcleo e ciclo celular; a membrana que envolve tudo isso, em membrana plasmática e transportes; a parede e os tipos de célula, em teoria celular e tipos de células; a origem de mitocôndrias e cloroplastos, em endossimbiose; as reações que acontecem dentro delas, em respiração celular e fotossíntese.
O citoplasma não é um saco de líquido
Tudo o que fica entre a membrana plasmática e o núcleo é citoplasma. Ele tem três componentes. O citosol é a parte líquida: água com íons, açúcares, aminoácidos e milhares de proteínas dissolvidas, tão concentradas que o citosol se parece mais com uma gelatina mole do que com água. É nele que acontece a glicólise, a primeira etapa da respiração, e é nele que ficam os ribossomos livres. As organelas são as estruturas com função definida mergulhadas no citosol. O citoesqueleto é a malha de filamentos de proteína que dá forma à célula e serve de trilho para o que se move dentro dela.
A palavra organela admite dois usos, e os livros usam os dois. No sentido amplo, organela é qualquer estrutura do citoplasma com função própria, com ou sem membrana: ribossomos e centríolos entram. No sentido restrito, organela é só o compartimento fechado por membrana: retículo, Golgi, lisossomo, peroxissomo, vacúolo, mitocôndria, cloroplasto. A distinção importa por um motivo prático. Células procarióticas não têm organelas membranosas, mas têm ribossomos. Logo, a frase “procarionte não tem organela” é verdadeira no sentido restrito e falsa no amplo. Quando a frase disser “procarionte não tem ribossomo”, ela está errada nos dois sentidos: nenhuma célula fabrica proteína sem ribossomo.
Por que a célula eucariótica é compartimentada
Cada organela membranosa é um ambiente químico separado. O lisossomo trabalha em pH ácido, por volta de 4,5 a 5; o citosol fica perto de 7,2. A matriz da mitocôndria concentra as enzimas de uma via; o retículo liso concentra as de outra. Separar reações em compartimentos permite que ocorram ao mesmo tempo, em condições diferentes, sem interferir umas nas outras, e permite guardar enzimas perigosas (as do lisossomo digeririam a própria célula) atrás de uma membrana. Em troca, a célula precisa de um sistema de transporte entre compartimentos: as vesículas, bolsas de membrana que brotam de uma organela e se fundem a outra.
Os tamanhos ajudam a ler qualquer figura. Um ribossomo mede 25 a 30 nm e só aparece ao microscópio eletrônico. Uma mitocôndria tem 0,5 a 1 µm de largura e 1 a 10 µm de comprimento: ao microscópio óptico, com corante, é um grão; as cristas internas só aparecem no eletrônico. Um cloroplasto de folha mede 3 a 10 µm, e dá para ver sua cor verde no microscópio da escola. O vacúolo central de uma célula vegetal adulta pode ocupar mais de 80 % do volume da célula. Quem confunde as escalas tropeça em perguntas simples: um ribossomo não é “um pouco menor” que uma mitocôndria; é uns trinta vezes menor em cada dimensão.
Mapa de uma célula animal em corte, fora de escala e com cores de identificação: as organelas do sistema de endomembranas em azul, as mitocôndrias em laranja, o citoesqueleto em cinza. O retículo rugoso é contínuo com o envoltório do núcleo; o Golgi fica entre o retículo e a membrana; os lisossomos nascem do Golgi. Nenhuma célula real mostra tudo isso num único corte. Diagrama autoral.
Citoesqueleto: o esqueleto que se monta e desmonta
O citosol é atravessado por três famílias de filamentos de proteína, e a diferença entre elas está na espessura e na função.
filamento
diâmetro
proteína
o que faz
microfilamentos (filamentos de actina)
cerca de 7 nm
actina
forma da célula, movimento ameboide e pseudópodes, contração muscular (com a miosina), divisão do citoplasma na mitose
filamentos intermediários
cerca de 10 nm
queratinas, laminas e outras
resistência mecânica; sustentam a célula da pele e o envoltório do núcleo
microtúbulos
cerca de 25 nm
tubulina
trilhos para vesículas e organelas; fuso da divisão celular; eixo de cílios e flagelos
A analogia com um esqueleto falha num ponto. Osso é fixo; o citoesqueleto se monta e desmonta em minutos. A célula muda de forma refazendo a malha, e é assim que a ameba emite um pseudópode, que o leucócito atravessa a parede de um vaso e que a célula em divisão monta o fuso e depois o desfaz. A evidência experimental mais simples vem de drogas que impedem a montagem de um filamento. A citocalasina bloqueia a polimerização da actina: uma ameba tratada com ela perde os pseudópodes, arredonda-se e para de se mover. Esse experimento foi o enunciado de uma questão do ENEM de 2024, e a resposta era o componente afetado, os microfilamentos. A colchicina faz o mesmo com os microtúbulos, e por isso é usada para parar células na metáfase.
Sobre os microtúbulos andam as proteínas motoras: cinesinas e dineínas carregam vesículas e organelas de um ponto a outro da célula gastando ATP. Num neurônio, uma vesícula precisa percorrer até um metro de axônio; sem trilho e sem motor, só por difusão, ela levaria anos.
Centrossomo e centríolos. Perto do núcleo da célula animal há um par de cilindros curtos de microtúbulos, os centríolos, dispostos em ângulo reto, no centro de uma região chamada centrossomo. É dali que os microtúbulos irradiam e é o centrossomo que, duplicado, organiza os dois polos do fuso na divisão. As células das plantas com flor não têm centríolos e, ainda assim, montam o fuso e se dividem: o que organiza o fuso é a região do centrossomo e as proteínas associadas, não os cilindros em si. Por isso a frase “o fuso das células vegetais se forma a partir dos centríolos” está errada.
Cílios e flagelos. São projeções da célula com um eixo interno de microtúbulos no arranjo 9 + 2: nove pares na periferia e um par central. Batem porque a dineína faz um par deslizar sobre o vizinho. Cílios são curtos e numerosos; flagelos são longos e poucos. O epitélio que reveste a traqueia e os brônquios é ciliado: o muco com poeira e microrganismos é empurrado em direção à garganta e engolido. O espermatozoide nada com um flagelo. Entre os protozoários, o paramécio é coberto de cílios e o Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, tem um flagelo. A prova já julgou errado chamar o Trypanosoma de bactéria (PAS 2 2015, item 96): protozoário é célula eucariótica, com núcleo e organelas, e seu flagelo é o eucariótico, de microtúbulos. O flagelo bacteriano é outra estrutura, uma hélice rígida de flagelina que gira como um parafuso, sem microtúbulos; os dois só compartilham o nome.
Quando os cílios não batem
Na discinesia ciliar primária, uma condição genética rara, os cílios se formam, mas batem de modo ineficiente, por defeito na dineína ou em outra proteína do eixo. O muco das vias aéreas não é removido, e a pessoa tem infecções respiratórias repetidas desde a infância; o flagelo do espermatozoide, de mesma estrutura, também é afetado. Em cerca de 40 % dos casos os órgãos internos ficam em posição espelhada (situs inversus), porque cílios no embrião ajudam a definir o lado esquerdo e o direito; o conjunto é a síndrome de Kartagener. É o mesmo arranjo 9 + 2 em três lugares diferentes, e uma única proteína defeituosa alcança os três.
Os três filamentos do citoesqueleto, com os diâmetros em proporção entre si (7, 10 e 25 nm), e os dois arranjos de microtúbulos que a prova confunde: 9 + 2 no eixo de cílios e flagelos; 9 trincas e nenhum par central no centríolo. A dineína entre os pares é o motor que faz o cílio bater. Diagrama autoral.
Ribossomos: a oficina de proteínas, em toda célula
O ribossomo é uma partícula de RNA ribossômico e proteínas, formada por duas subunidades, uma grande e uma pequena, que se encaixam sobre o RNA mensageiro no momento da tradução. Não tem membrana. Está presente em toda célula viva, procariótica ou eucariótica: é um dos quatro componentes mínimos, com a membrana, o citoplasma e o DNA. Nas células eucarióticas, as subunidades são montadas no nucléolo, dentro do núcleo, e saem pelos poros do envoltório nuclear; a estrutura do nucléolo e o que ele diz sobre a atividade da célula estão em núcleo e ciclo celular. Como a tradução acontece, códon a códon, é assunto de DNA, RNA e síntese proteica.
Há dois tamanhos. O ribossomo das bactérias é o 70S, menor; o do citosol eucariótico é o 80S. (A letra S mede a velocidade de sedimentação na centrífuga, não o tamanho em nanômetros; é por isso que 50S + 30S dá 70S e não 80S.) Mitocôndrias e cloroplastos têm ribossomos próprios, menores que os do citosol e do tipo bacteriano: os do cloroplasto são 70S; os da mitocôndria variam entre os grupos (nos mamíferos são ainda menores, 55S), mas o ensino médio e as provas os tratam como 70S. Essa semelhança com a bactéria é uma das evidências da endossimbiose. A diferença entre 70S e 80S tem consequência médica: antibióticos como a eritromicina e a tetraciclina se ligam ao ribossomo 70S e travam a síntese de proteínas da bactéria, poupando o 80S do citosol humano. “Inibição da síntese proteica” foi a resposta de um item de múltipla escolha sobre mecanismo de antibióticos no PAS 1 de 2021 (item 71).
Ribossomos livres e ribossomos aderidos: o mesmo ribossomo, destinos diferentes
Na célula eucariótica, parte dos ribossomos flutua no citosol (livres) e parte está presa à face externa do retículo endoplasmático (aderidos). Não são duas espécies de ribossomo. A escolha é feita pela proteína em construção: se os primeiros aminoácidos formam um sinal de endereçamento, o ribossomo inteiro é levado até o retículo e a cadeia cresce para dentro dele. Regra de bolso: proteína que vai ficar no citosol, no núcleo ou entrar na mitocôndria é feita em ribossomo livre; proteína que vai ser secretada, ficar na membrana ou trabalhar dentro do lisossomo é feita em ribossomo aderido. Vários ribossomos lendo o mesmo RNA mensageiro ao mesmo tempo formam um polissomo: a célula fabrica muitas cópias de uma proteína em paralelo.
A prova já julgou essa distinção duas vezes. No PAS 1 de 2014 (item 62, tipo C), uma das opções erradas dizia que “os ribossomos estão sempre grudados às membranas do retículo endoplasmático”; o absoluto derruba a frase, porque há ribossomos livres. No PAS 3 de 2025 (item 70), o texto-base era uma reportagem sobre o cupuaçu, e o item afirmava que a produção de proteínas no fruto “ocorre no citoplasma celular, tanto em ribossomos livres quanto naqueles associados ao retículo endoplasmático rugoso, mecanismo geral similar ao observado em animais como os seres humanos”. Gabarito certo: a maquinaria de tradução é a mesma em todos os eucariontes, e a célula vegetal tem os dois tipos de ribossomo. O item inteiro se resolvia sem ler o texto.
Retículo endoplasmático: rugoso para proteínas, liso para lipídios
O retículo endoplasmático é uma rede de membranas que começa no envoltório do núcleo e se espalha pelo citoplasma, formando sacos achatados e túbulos. O nome veio do microscópio eletrônico: Keith Porter e colaboradores, em 1945, viram pela primeira vez uma célula inteira em cultura ao microscópio eletrônico e descreveram uma rede rendada no citoplasma, batizada depois de retículo endoplasmático, “rede dentro do citoplasma”. O espaço interno da rede, a luz do retículo, é separado do citosol pela membrana, e é nele que a proteína recém-sintetizada cai.
Retículo rugoso (RER). É rugoso porque tem ribossomos presos à face que dá para o citosol. Recebe as proteínas destinadas à secreção, à membrana plasmática e aos lisossomos. Dentro dele a cadeia de aminoácidos se dobra, ganha pontes dissulfeto e recebe os primeiros açúcares. Há um controle de qualidade: proteína mal dobrada não segue viagem e é devolvida ao citosol para degradação. Célula que exporta muita proteína tem RER em abundância: a célula do pâncreas que faz enzimas digestivas, o plasmócito que faz anticorpos, a célula caliciforme do intestino que faz muco.
Retículo liso (REL). Sem ribossomos, com forma de túbulos. Fabrica lipídios: fosfolipídios para as membranas, colesterol e, nas glândulas que os produzem, hormônios esteroides (testosterona, estrógenos, cortisol). No fígado, concentra as enzimas que transformam álcool, remédios e toxinas em moléculas mais solúveis, que o rim consegue excretar; o uso frequente de álcool aumenta a quantidade de retículo liso nos hepatócitos, e por isso a tolerância a doses maiores, um mecanismo, não uma recomendação. Na fibra muscular esquelética, o retículo liso é chamado de retículo sarcoplasmático e guarda íons cálcio; o estímulo nervoso faz o cálcio sair para o citosol e a fibra contrai; o retorno do cálcio ao retículo, por transporte ativo, relaxa a fibra.
"Retículo liso sintetiza proteínas" e "retículo rugoso faz lipídios"
Proteína só nasce em ribossomo. O adjetivo liso significa exatamente que não há ribossomos naquela região; logo, não há síntese de proteínas nela. A troca contrária também aparece: o rugoso recebe proteínas; os lipídios são do liso. Um jeito de não errar: pergunte o que a organela tem de visível. Grãos presos à membrana? Então proteínas. Túbulos lisos? Então lipídios, cálcio e desintoxicação.
Complexo golgiense: modificar, empacotar e endereçar
O complexo golgiense (ou aparelho de Golgi) é uma pilha de sacos achatados, as cisternas, com uma face de entrada voltada para o retículo e uma face de saída voltada para a membrana plasmática. Camillo Golgi, o mesmo da coloração que revelou os neurônios, descreveu em 1898, em células nervosas, um “aparelho reticular interno” que levou seu nome; por décadas se duvidou de que fosse real, até o microscópio eletrônico confirmá-lo. Vesículas que brotam do retículo chegam pela face de entrada; o conteúdo atravessa a pilha e sai, em novas vesículas, pela face oposta.
Três coisas acontecem no caminho. Modificação: açúcares são acrescentados ou podados (a glicosilação termina aqui; a maioria das proteínas de membrana e de secreção é glicoproteína), e algumas proteínas são cortadas no tamanho final. Empacotamento: o conteúdo é concentrado em vesículas. Endereçamento: uma etiqueta química decide o destino de cada vesícula: a membrana plasmática, um lisossomo ou um grânulo de secreção que espera um sinal. A insulina, por exemplo, fica estocada em grânulos até a glicose do sangue subir.
O Golgi também fabrica. Os polissacarídeos da parede vegetal (pectinas e hemiceluloses; a celulose, não: ela é montada por enzimas da própria membrana) e o muco do intestino saem dele. E duas estruturas derivam do Golgi: os lisossomos, que nascem como vesículas carregadas de enzimas digestivas endereçadas por uma marca específica, e o acrossomo do espermatozoide, uma bolsa de enzimas na ponta da cabeça que abre caminho através dos envoltórios do óvulo na fecundação.
"A função principal do Golgi é digerir"
Foi uma das opções erradas do PAS 1 de 2014 (item 62). O Golgi empacota e endereça as enzimas; quem digere é o lisossomo. A confusão vem do fato de os lisossomos nascerem no Golgi. Separe fabricar a ferramenta de usar a ferramenta: a enzima é feita no ribossomo do retículo rugoso, etiquetada no Golgi e usada dentro do lisossomo.
Siga a enzima: a via secretora de ponta a ponta
Agora a linha inteira, com a enzima digestiva da célula do pâncreas, a mesma que abriu a página.
Núcleo. O gene é transcrito em RNA mensageiro, que sai pelos poros do envoltório.
Ribossomo aderido. O RNA mensageiro começa a ser traduzido; o sinal nos primeiros aminoácidos leva o ribossomo ao retículo rugoso, e a cadeia cresce para dentro da luz do retículo.
Retículo rugoso. A proteína se dobra, recebe açúcares e passa pelo controle de qualidade.
Vesícula de transporte. Brota do retículo e se funde à face de entrada do Golgi.
Complexo golgiense. Glicosilação concluída, concentração, etiqueta de destino.
Vesícula de secreção. Brota da face de saída, caminha sobre microtúbulos até a membrana.
Exocitose. A vesícula se funde à membrana plasmática e despeja a enzima no meio externo; a membrana da vesícula vira membrana plasmática. O mecanismo da exocitose está em membrana plasmática e transportes.
Cada etapa gastou ATP fornecido pelas mitocôndrias. A mesma rota serve a proteínas de membrana (que param na etapa 7, incorporadas à membrana em vez de liberadas) e às enzimas do lisossomo (desviadas na etapa 5). Troque uma estação de lugar e a frase deixa de descrever uma célula real: Golgi montando a proteína, lisossomo despachando, retículo liso traduzindo.
A via secretora com a enzima digestiva do pâncreas como exemplo. Setas azuis: o fluxo de vesículas do retículo ao Golgi e do Golgi à membrana. Ramo laranja: as enzimas lisossômicas, que seguem a mesma rota até o Golgi e são desviadas ali para formar os lisossomos. Os tempos na base são os do experimento de pulso e caça de Jamieson e Palade (1967), com pâncreas de cobaia. Fora de escala. Diagrama autoral.
Como se descobriu o caminho: o pulso e a caça de Palade
O mapa da via secretora não foi deduzido de fotografias paradas. Foi cronometrado. Em 1967, Palade e Jamieson incubaram fatias de pâncreas de cobaia com leucina radioativa por 3 minutos (o pulso) e trocaram o meio por leucina comum (a caça). A partir daí, qualquer proteína nova usava leucina sem marca; as marcadas eram só as fabricadas naqueles 3 minutos. Em intervalos de tempo, fixavam as células, separavam os compartimentos por centrifugação e fotografavam ao microscópio eletrônico onde a radioatividade estava.
Ao fim do pulso, quase toda a marca estava no retículo rugoso. Com 7 minutos de caça, ela atingia o máximo nas vesículas pequenas da periferia do Golgi. Aos 17 e aos 37 minutos, estava nos vacúolos de condensação, as bolsas em que o Golgi concentra a proteína antes de fechá-la num grânulo. Só a partir de 57 minutos, perto de uma hora, os grânulos de secreção propriamente ditos apareciam marcados. Depois, a marca saía da célula. A ordem no tempo é a ordem no espaço: a proteína passa pelas estações em sequência. (Um detalhe do próprio artigo ensina a ler experimento: a fração de grânulos isolada por centrifugação já aparecia marcada aos 17 minutos, e a autorradiografia mostrou que eram vacúolos de condensação misturados à fração; os dois métodos juntos deram o tempo certo.)
O experimento de pulso e caça lido como linha do tempo: cada círculo marca onde a radioatividade estava em cada momento, e o tamanho indica, de modo qualitativo, quanto havia. O pico desce de linha em linha: retículo rugoso, periferia do Golgi, vacúolos de condensação, grânulos de secreção, meio externo. A ordem no tempo é a ordem no espaço. Tempos dos resumos de Jamieson e Palade (J. Cell Biol., 1967); tamanhos dos círculos sem escala numérica. Diagrama autoral.
Ler o experimento de pulso e caça
Três perguntas que a prova faz sobre esse tipo de experimento. O que prova a sequência temporal? Que a proteína viaja de um compartimento ao outro; se cada organela fabricasse as próprias proteínas no lugar, a marca apareceria em todas ao mesmo tempo. Por que o pulso é curto? Para marcar um lote só; um pulso longo marcaria proteínas de todas as idades e borraria a ordem. O experimento prova que toda proteína segue essa rota? Não. Ele mostra o destino majoritário numa célula que exporta quase tudo o que faz. Numa hemácia jovem, cheia de hemoglobina, a marca ficaria no citosol e nunca passaria pelo Golgi. O resultado é um mapa de rotas de um tipo de célula, não uma lista de peças universal.
Palade dividiu o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1974 com Albert Claude, que criou o método de separar as partes da célula por centrifugação, e com Christian de Duve, que em 1955 descobriu o lisossomo sem vê-lo primeiro: ele notou que uma enzima digestiva de extratos de fígado só aparecia ativa depois que as membranas eram rompidas, e deduziu que ela vivia trancada numa bolsa. O ENEM de 2015 pediu, numa questão sobre aminoácidos marcados em célula secretora, o gráfico que mostrava a marca passando pelo retículo, pelo Golgi e pelas vesículas em ordem; a lógica é a mesma.
Lisossomos: digestão e reciclagem, do que vem de fora e do que é da própria célula
O lisossomo é uma bolsa de membrana única, com cerca de 0,1 a 1 µm, carregada de dezenas de enzimas que hidrolisam proteínas, lipídios, açúcares e ácidos nucleicos. Essas enzimas funcionam em pH ácido, mantido por uma bomba de prótons na membrana da bolsa, que gasta ATP. Se o lisossomo vaza, as enzimas chegam ao citosol neutro e perdem a maior parte da atividade: é a proteção embutida. Lisossomos são típicos das células animais; nas células vegetais, o vacúolo central faz o papel deles.
Duas rotas o alimentam.
Heterofagia é a digestão do que entrou de fora. Uma bactéria engolida por um neutrófilo por fagocitose, ou uma gotícula por pinocitose, fica numa vesícula, o fagossomo. O fagossomo se funde ao lisossomo e o conjunto é o vacúolo digestório. Os produtos da digestão (aminoácidos, açúcares, ácidos graxos) atravessam a membrana da bolsa e voltam ao citosol para serem reutilizados. O que sobra sem digerir fica num corpo residual e pode ser expelido por exocitose, a clasmocitose. É também assim que a ameba se alimenta e que o macrófago destrói o que fagocita.
Autofagia é a digestão de partes da própria célula. Uma mitocôndria gasta ou um trecho do citoplasma é envolvido por uma membrana dupla, formando o autofagossomo, que se funde ao lisossomo. É assim que organelas velhas são renovadas e que uma célula em jejum sobrevive consumindo pedaços de si. Yoshinori Ohsumi recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2016 por identificar, em leveduras, os genes desse processo.
Uma terceira situação é a morte celular programada, a apoptose. É um programa genético executado por enzimas do citosol que desmontam a célula de dentro para fora, e os lisossomos participam da fase final de limpeza, quando o conteúdo é digerido e os restos são fagocitados por células vizinhas. No ensino médio, a regressão da cauda do girino durante a metamorfose é o exemplo clássico, e o ENEM de 2017 (prova PPL) pediu a organela “diretamente envolvida” nesse desaparecimento: o lisossomo.
As duas rotas que se encontram no lisossomo. Heterofagia (setas verdes): o material vem de fora, por fagocitose ou pinocitose. Autofagia (setas roxas): o material é da própria célula. Nos dois casos o produto final volta ao citosol como monômeros; o que não se digere sai por clasmocitose. As enzimas chegam do Golgi, onde foram etiquetadas. Fora de escala. Diagrama autoral.
A sequência de 2015 do PAS 1 é o teste completo dessa seção. A prova mostrou, em quadros numerados, uma célula envolvendo um bastonete pela membrana (1), uma vesícula pequena com enzimas (2) se fundindo à vesícula que continha o bastonete (3), o conteúdo fragmentado (4) e a liberação dos restos para fora (5). O item 84 chamou o fenômeno de autofagia, “importante na reciclagem de organelas velhas ou inativas”, e o gabarito foi errado: o bastonete veio de fora, é heterofagia. O item 85 disse que a estrutura 3 “indica o vacúolo digestório, que se relaciona à digestão das partículas alimentares pelas enzimas lisossomais”, e o gabarito foi certo. O item 83 do mesmo bloco, sobre o nome do englobamento, está em membrana plasmática e transportes.
Quando falta uma enzima do lisossomo
Se uma das enzimas lisossômicas não é produzida, a molécula que ela digeriria se acumula dentro da bolsa, célula após célula. São as doenças de depósito lisossômico, um grupo de condições genéticas raras. Na doença de Tay-Sachs falta uma enzima que degrada um lipídio das membranas dos neurônios; na doença de Gaucher falta a que degrada outro lipídio, e ele se acumula em células do baço, do fígado e da medula óssea. O ENEM de 2024 descreveu a deficiência de uma lipase ácida, com depósito de colesterol e triglicerídeos no fígado, e perguntou qual estrutura celular estava insuficiente: o lisossomo. A lógica serve para qualquer item do tipo: enzima que falta, substrato que se acumula, organela onde a enzima trabalharia.
Peroxissomos. São bolsas pequenas, de membrana única, sem DNA, formadas a partir do retículo. Oxidam ácidos graxos de cadeia muito longa e participam da desintoxicação, e nessas reações produzem peróxido de hidrogênio, a água oxigenada, que é tóxica. A própria organela carrega a catalase, que decompõe o peróxido em água e oxigênio. A espuma que se forma quando se pinga água oxigenada num corte ou numa batata ralada é a catalase das células rompidas liberando oxigênio. Peroxissomo não é lisossomo: as enzimas são oxidases, não hidrolases; o pH não é ácido; e a organela não recebe material por fagocitose. O funcionamento da catalase como enzima está em proteínas e enzimas.
Vacúolos: o grande reservatório da célula vegetal, e os outros
A palavra vacúolo nomeia três coisas diferentes, e a prova explora isso.
Vacúolo central da célula vegetal. Uma bolsa de membrana única (o tonoplasto) que, na célula adulta, ocupa a maior parte do volume e empurra o citoplasma e o núcleo para junto da parede. Guarda água e íons, e é a entrada de água nele, por osmose, que deixa a célula túrgida, pressionando a parede; a folha murcha quando o vacúolo perde água. Guarda também pigmentos (o roxo do repolho e da beterraba, o vermelho e o azul de muitas pétalas), reservas (açúcares, proteínas em sementes), resíduos e substâncias de defesa contra herbívoros. E contém enzimas hidrolíticas em pH ácido: faz na planta o serviço que o lisossomo faz na célula animal. Uma célula vegetal jovem, de meristema, tem vários vacúolos pequenos que se fundem à medida que a célula cresce.
Vacúolo contrátil (ou pulsátil). Protozoários de água doce, como o paramécio e a ameba, vivem num meio mais diluído do que o citoplasma; a água entra por osmose o tempo todo. O vacúolo contrátil recolhe esse excesso e o expulsa para fora, gastando ATP. Sem ele, a célula incharia até romper.
Vacúolo digestório. É o fagossomo fundido ao lisossomo, descrito na seção anterior. Existe em qualquer célula que fagocita: ameba, neutrófilo, macrófago.
Uma das opções erradas do PAS 1 de 2014 (item 62) dizia que “o vacúolo responsável pela eliminação de enzimas está presente apenas em células vegetais”. A frase descreve um lisossomo, típico de célula animal, e o chama de vacúolo exclusivo de planta: dois erros numa linha.
Mitocôndria e cloroplasto: as duas organelas com DNA próprio
As duas se parecem na arquitetura e são opostas na função. As duas têm dupla membrana, DNA próprio circular, ribossomos do tipo bacteriano (70S) e se dividem por conta própria, independentemente da divisão da célula. Essas quatro características são as evidências de que descendem de bactérias englobadas por uma célula ancestral; o argumento inteiro está em endossimbiose. Aqui interessa a estrutura, e o que cada parte faz em uma frase.
Mitocôndria. Membrana externa lisa; membrana interna dobrada em cristas, que aumentam a superfície; entre as duas, o espaço intermembranas; dentro da interna, a matriz, com DNA, ribossomos e enzimas. A respiração aeróbica começa no citosol (glicólise) e termina na mitocôndria: o ciclo de Krebs na matriz e a cadeia transportadora de elétrons nas cristas, onde a maior parte do ATP é produzida. As etapas estão em respiração celular. Toda célula eucariótica com respiração aeróbica tem mitocôndrias, animais, plantas, fungos e protozoários; a quantidade acompanha a demanda de energia. Um hepatócito tem na casa de mil a duas mil; numa célula do músculo cardíaco, elas ocupam cerca de um terço do volume, espremidas entre os filamentos contráteis; a hemácia madura dos mamíferos não tem nenhuma, porque as perdeu ao amadurecer. Dizer que a mitocôndria “produz energia” é um abuso de linguagem que a prova tolera, mas o que ela faz é converter a energia química da glicose e de outros combustíveis em ATP, com perda de calor; energia não se produz.
Cloroplasto. Membrana externa e interna, as duas lisas; dentro, um terceiro sistema de membranas, os tilacoides, sacos achatados empilhados em grana e ligados por lamelas; o líquido em volta deles é o estroma, com DNA, ribossomos e enzimas. A clorofila e os fotossistemas ficam nas membranas dos tilacoides, onde acontece a etapa fotoquímica da fotossíntese, em que a luz é captada e a água é quebrada com liberação de oxigênio; a fixação do gás carbônico em açúcar acontece no estroma. As etapas estão em fotossíntese. Cloroplastos existem nas células das partes verdes das plantas e nas algas. Uma célula de raiz é vegetal e não tem cloroplastos; uma célula de folha tem dezenas a cerca de cem.
"Cristas" é mitocôndria; "tilacoide" é cloroplasto
O item mais recente de organelas na primeira etapa do PAS (2025, item 83) dizia que a fotossíntese “acontece nas suas cristas mitocondriais”, e o gabarito foi errado: fotossíntese é no cloroplasto, nos tilacoides; cristas são as dobras da membrana interna da mitocôndria, casa da cadeia respiratória. Antes de julgar qualquer frase com nome de organela, recite a fiação completa, estrutura → organela → função. Cristas → mitocôndria → respiração. Tilacoide → cloroplasto → fotossíntese. Grana e estroma também são do cloroplasto; matriz é da mitocôndria.
mitocôndria
cloroplasto
membranas
dupla; a interna dobrada em cristas
dupla, lisas; mais o sistema de tilacoides
interior
matriz
estroma (com os tilacoides empilhados em grana)
DNA e ribossomos próprios
sim (DNA circular; ribossomos do tipo bacteriano)
sim (DNA circular; ribossomos 70S)
função
respiração aeróbica: Krebs na matriz, cadeia respiratória nas cristas; produz ATP
fotossíntese: etapa fotoquímica nos tilacoides, fixação do carbono no estroma; produz glicose e O₂
onde há
em praticamente todas as células eucarióticas
em plantas (partes verdes) e algas
tamanho
0,5 a 1 µm × 1 a 10 µm
3 a 10 µm
cor ao microscópio óptico
incolor; precisa de corante
verde, visível sem corante
Mitocôndria e cloroplasto em corte: a mesma dupla membrana, o mesmo DNA circular e os mesmos ribossomos pequenos, e sistemas internos diferentes: cristas de um lado, tilacoides e grana do outro. A função mora na membrana interna: cadeia respiratória nas cristas, fotossistemas nos tilacoides. Fora de escala. Diagrama autoral.
Os outros plastos. O cloroplasto é um membro de uma família, os plastos (ou plastídios), todos com dupla membrana e DNA próprio. Os cromoplastos acumulam carotenoides, os pigmentos amarelos, laranja e vermelhos do tomate, da cenoura e de muitas flores; um cloroplasto pode virar cromoplasto quando o fruto amadurece, e é por isso que o tomate passa de verde a vermelho. Os leucoplastos não têm pigmento; o mais comum é o amiloplasto, que armazena amido na batata, nas raízes e nas sementes. Todos derivam de proplastídios das células jovens, e o que cada um vira depende do tecido e da luz.
Dois itens reais fecham a seção. No PAS 3 de 2023 (item 116), a frase “os cloroplastos são compostos por um complexo membranoso formado por bolsas denominadas tilacoides” foi julgada certa. No PAS 3 de 2010 (item 23), “o funcionamento do corpo humano depende, entre outros elementos, de produtos gênicos produzidos na mitocôndria, que está fora do núcleo celular” também foi certa: produto gênico é proteína (ou RNA) feita a partir de um gene, e a mitocôndria tem genes e ribossomos para fabricar parte das suas proteínas ali mesmo.
Planta também respira: a célula vegetal tem as duas organelas
A frase parece óbvia e derruba item. A fotossíntese guarda energia em glicose; a respiração libera essa energia em ATP. A planta precisa de ATP de dia e de noite, em todas as células, inclusive nas da raiz, que nunca viram luz e não têm cloroplastos. Logo, toda célula vegetal viva tem mitocôndrias, e as células verdes têm cloroplastos e mitocôndrias ao mesmo tempo. No PAS 1 de 2018 (item 65), a inferência de que a planta “produz parte do seu próprio alimento via fotossíntese durante o dia, e que esse alimento é consumido na respiração celular durante o dia e durante a noite” foi gabarito certo. “Durante o dia e durante a noite” é um absoluto verdadeiro: a respiração não para.
O erro simétrico também aparece. No PAS 3 de 2011 (item 95), a frase dizia que “as células vegetais são ancestrais das células animais, pois todas as células eucariotas apresentam mitocôndrias, mas nem todas apresentam cloroplastos”. Os dois fatos são verdadeiros; a conclusão é falsa. Ter uma organela a mais não faz de uma célula a ancestral da outra: as duas descendem de um eucarionte ancestral comum, que já tinha mitocôndrias, e o cloroplasto entrou depois, só na linhagem das plantas e algas. Em item com “pois” ou “portanto”, julgue a ligação, não só as partes.
O quadro completo: animal, vegetal e procarionte
estrutura
célula animal
célula vegetal
célula procariótica
membrana plasmática
sim
sim
sim
ribossomos
sim (80S)
sim (80S)
sim (70S)
citoesqueleto
sim
sim
proteínas análogas, mais simples
núcleo com envoltório
sim
sim
não (nucleoide)
retículo endoplasmático
sim
sim
não
complexo golgiense
sim
sim
não
lisossomos
sim
função assumida pelo vacúolo
não
peroxissomos
sim
sim
não
mitocôndrias
sim
sim
não (respiração na membrana plasmática)
cloroplastos e outros plastos
não
sim (cloroplasto só nas partes verdes)
não (cianobactérias fotossintetizam em membranas internas, sem cloroplasto)
vacúolo central
não (vacúolos pequenos)
sim, na célula adulta
não
centríolos
sim
não, na maioria das plantas
não
cílios e flagelos 9 + 2
em alguns tipos celulares
só em gametas de alguns grupos (musgos, samambaias)
não (flagelo bacteriano é outra estrutura)
parede celular
não
sim, de celulose
sim, de peptidoglicano nas bactérias
Presença e ausência de cada estrutura nos três planos de célula. Verde: presente. Vermelho: ausente. Amarelo: caso especial, explicado na coluna de observação. As quatro linhas inteiramente verdes (membrana, ribossomos, citoplasma, DNA) são o mínimo de toda célula. Diagrama autoral.
Quatro leituras do quadro valem mais que ele decorado. Ribossomo está nas três colunas: é a única estrutura de síntese presente em qualquer célula. Mitocôndria está nas duas colunas eucarióticas: planta tem. Cloroplasto só na vegetal, e só nas partes verdes: raiz não tem. Lisossomo e centríolo são a marca da célula animal nos esquemas escolares; na vegetal, o vacúolo digere e o fuso se forma sem centríolos. Para as outras diferenças, parede e tipo de reserva, veja teoria celular e tipos de células.
Forma segue função: como ler uma micrografia ou uma descrição
Toda célula eucariótica tem o mesmo conjunto básico de organelas, mas não na mesma quantidade. A célula investe membrana e volume no que faz mais. Esse é o princípio que resolve questões de micrografia, de tabela e de descrição: a organela em excesso denuncia a especialidade.
se a célula tem muito…
ela provavelmente…
exemplos
retículo rugoso e Golgi, com vesículas de secreção
Exemplo resolvido 2: a descrição. Uma célula de 20 µm, sem parede, com núcleo, retículo rugoso escasso, retículo liso abundante, muitas gotículas de lipídio e numerosas mitocôndrias com cristas em forma de túbulos. O que ela faz? Sem parede: animal. Retículo liso abundante com gotículas de lipídio: síntese de lipídios ou de esteroides. Mitocôndrias numerosas: a síntese de esteroides gasta ATP e algumas de suas etapas acontecem dentro da mitocôndria. Conclusão: célula produtora de hormônio esteroide, como as do córtex da glândula adrenal ou as de Leydig. Conferência: se fosse uma célula exportadora de proteína, o retículo rugoso dominaria; se fosse muscular, haveria filamentos contráteis descritos.
Exemplo resolvido 3: o experimento de bloqueio. Uma célula do pâncreas é tratada com um veneno que impede a formação das vesículas que saem do retículo endoplasmático. O que acontece? A síntese continua, porque o bloqueio é no transporte, não no ribossomo; as enzimas se acumulam na luz do retículo, que se dilata; nada chega ao Golgi, nada é glicosilado por ele e a secreção cessa. O que não acontece: o Golgi não passa a fabricar as enzimas (ele não tem ribossomos); o lisossomo não “libera” as enzimas presas (autofagia desmonta, não despacha); a célula não lança no sangue enzimas sem açúcar (elas nem chegam ao Golgi). O método é o mesmo de qualquer bloqueio em rota: localize a estação cortada, veja o que fica atrás dela e o que falta à frente.
O ENEM de 2018 trouxe exatamente esse raciocínio em forma de figura: cinco linhagens de células desenhadas com quantidades diferentes de retículo rugoso, mitocôndrias, nucléolo e cromatina condensada, e a pergunta era qual delas tinha o metabolismo de síntese mais alto. A resposta era a linhagem com nucléolo volumoso, muito retículo rugoso, muitas mitocôndrias e cromatina frouxa, tudo junto. Um só sinal não basta; o conjunto decide.
Quatro perfis de organelas, em escala qualitativa (pouco, médio, muito), para quatro células com funções diferentes. A organela que domina o perfil é a que a célula mais usa: retículo rugoso para exportar enzimas, mitocôndrias para contrair, retículo liso para fabricar lipídios e desintoxicar, lisossomos para digerir o que foi fagocitado. Barras sem valores medidos. Diagrama autoral.
Os erros que a prova planta
A banca do PAS descreve uma função corretamente e a entrega à organela errada, ou costura dois fatos verdadeiros numa conclusão falsa. Eis os erros com o item real que os sustenta, quando há.
1. “A fotossíntese acontece nas cristas mitocondriais.” Cristas são da mitocôndria; fotossíntese é nos tilacoides do cloroplasto (PAS 1 2025, item 83, errado).
2. “Os ribossomos estão sempre grudados ao retículo.” Há ribossomos livres; a célula vegetal e a animal têm os dois (PAS 1 2014, item 62, opção errada; PAS 3 2025, item 70, certo).
3. “A função principal do Golgi é digerir.” O Golgi modifica, empacota e endereça; quem digere é o lisossomo (PAS 1 2014, item 62, opção errada).
4. “O vacúolo que elimina enzimas só existe em células vegetais.” A frase descreve o lisossomo, típico da célula animal (PAS 1 2014, item 62, opção errada).
5. “A digestão de uma partícula vinda de fora é autofagia.” É heterofagia; autofagia é da própria célula (PAS 1 2015, item 84, errado; item 85, certo).
6. “Ribossomo tem membrana.” Não tem: é RNA e proteína. Por isso existe em procariontes, que não têm organelas membranosas.
7. “A mitocôndria produz energia.” Converte a energia dos combustíveis em ATP. Em item de prova, a frase costuma ser tolerada; o que derruba é pôr a fotossíntese nela ou tirá-la da planta.
8. “Célula vegetal não tem mitocôndria, porque tem cloroplasto.” Tem as duas; respira dia e noite (PAS 1 2018, item 65, certo).
9. “Toda célula vegetal tem cloroplasto.” Raiz não tem; células de folha têm dezenas.
10. “Retículo liso faz proteínas” e “retículo rugoso faz lipídios.” Proteína só em ribossomo; o liso é lipídio, cálcio e desintoxicação.
11. “O fuso das células vegetais parte dos centríolos.” A maioria das plantas não tem centríolos e divide-se normalmente.
12. “Procarionte não tem ribossomo.” Tem, do tipo 70S; é o alvo de vários antibióticos (PAS 1 2021, item 71, resposta “inibição da síntese proteica”).
13. “Golgi só existe em células animais.” Existe em todas as eucarióticas; na célula vegetal, fabrica polissacarídeos da parede.
14. “Lisossomo tem DNA próprio.” Só mitocôndria e cloroplasto têm; lisossomo, Golgi e retículo nunca foram seres vivos.
15. “A célula vegetal é ancestral da animal porque tem cloroplasto a mais.” Dois fatos certos, conclusão errada (PAS 3 2011, item 95, errado).
16. “Mitocôndria e cloroplasto não fabricam proteína nenhuma.” Têm DNA e ribossomos próprios e fabricam parte das suas (PAS 3 2010, item 23, certo; PAS 1 2014, item 62, opção certa).
A organela como poema
Em 1994, a revista Trends in Biochemical Sciences publicou um poema de W. C. McMurray sobre uma “companheira viajante” que mora dentro das nossas células, mantém “entropia em apuros”, tem “fornalha” própria e origem “microbiana”, e se adaptou às células eucariontes “a serviço de nossa verdadeira evolução”. O ENEM de 2016 (segunda aplicação) reproduziu o poema e perguntou de que organela ele falava. Fornalha, origem microbiana, trabalho dia e noite: a mitocôndria. É um item de leitura, e cada pista é uma linha do quadro desta página.
O essencial em meia página
Citoplasma = citosol (líquido; glicólise; ribossomos livres) + organelas + citoesqueleto. Organela no sentido restrito = compartimento com membrana; procarionte não tem organela membranosa, mas tem ribossomo.
Citoesqueleto: actina (7 nm; forma, pseudópodes, contração), filamentos intermediários (10 nm; resistência), microtúbulos (25 nm; trilhos, fuso, cílios e flagelos 9 + 2). Centríolos organizam o fuso na célula animal; a maioria das plantas não os tem e se divide mesmo assim. Flagelo bacteriano é outra estrutura.
Ribossomo: RNA + proteína, sem membrana, em toda célula; 70S em procariontes, mitocôndrias e cloroplastos; 80S no citosol eucariótico. Livre → proteína para o citosol; aderido ao RER → secreção, membrana, lisossomo. Nasce no nucléolo.
RER: proteínas para exportação, membrana e lisossomo; dobramento e glicosilação inicial. REL: lipídios e esteroides, desintoxicação no fígado, reserva de cálcio no músculo.
Golgi: modifica (glicosilação), empacota, endereça; secreção por exocitose; origina lisossomos e acrossomo; fabrica polissacarídeos da parede vegetal (não a celulose).
Via secretora: ribossomo aderido → RER → vesícula → Golgi → vesícula de secreção → membrana (exocitose). Cronometrada por Jamieson e Palade com pulso e caça (1967): marca no RER ao fim do pulso de 3 min, na periferia do Golgi aos 7 min de caça, nos vacúolos de condensação do Golgi aos 17 e 37 min, nos grânulos de secreção a partir de 57 min, depois fora da célula. Nobel de 1974: Claude, de Duve (lisossomo, 1955) e Palade.
Lisossomo: bolsa de hidrolases em pH ácido; heterofagia (fagossomo + lisossomo = vacúolo digestório), autofagia (autofagossomo; Nobel de 2016, Ohsumi), participação na apoptose; doenças de depósito quando falta uma enzima (Tay-Sachs, Gaucher). Típico de célula animal.
Peroxissomo: oxidases, H₂O₂ e catalase; sem DNA; não é lisossomo.
Vacúolo: central vegetal (turgor, pigmentos, reserva, hidrolases); contrátil (expulsa água em protozoários de água doce); digestório (fagossomo + lisossomo).
Mitocôndria: dupla membrana, cristas, matriz, DNA circular, ribossomos 70S; Krebs na matriz, cadeia respiratória nas cristas; ATP. Em todas as células eucarióticas aeróbicas, inclusive vegetais. Hepatócito: cerca de 1 000 a 2 000.
Cloroplasto: dupla membrana, tilacoides em grana, estroma, DNA, ribossomos 70S; etapa fotoquímica nos tilacoides, fixação do carbono no estroma. Só nas partes verdes de plantas e em algas. Família dos plastos: cromoplasto (carotenoides), amiloplasto (amido).
Fiação: cristas → mitocôndria → respiração; tilacoide → cloroplasto → fotossíntese. Planta respira dia e noite.
Quadro: animal (lisossomos, centríolos, sem parede), vegetal (parede, vacúolo central, plastos, sem centríolos), procarionte (só ribossomos; nucleoide; parede de peptidoglicano).
Forma segue função: muito RER e Golgi → secreção de proteínas; muito REL → lipídios e desintoxicação; muitas mitocôndrias → alto gasto de ATP; muitos lisossomos → fagocitose e digestão. Decida pelo conjunto de sinais, não por um só.
Itens reais: PAS 1 2025/83 (cristas, E), 2015/84 e 85 (heterofagia, E e C), 2014/62 (DNA próprio, A), 2018/65 (planta respira, C); PAS 3 2025/70 (ribossomos livres e aderidos, C), 2023/116 (tilacoides, C), 2011/95 (ancestral, E), 2010/23 (produtos gênicos da mitocôndria, C).
Exercícios temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar o banco de questões. O conteúdo da aula continua disponível.
Flashcards temporariamente indisponíveis
Não foi possível consultar os cartões de revisão.
Organelas em células eucarióticas
Khan Academy Brasil · 10:00
Introdução. Em dez minutos, a videoaula apresenta uma visão geral das organelas membranosas da célula eucariótica: núcleo, retículo endoplasmático, complexo golgiense, vacúolos, mitocôndrias, cloroplastos e lisossomos. Corresponde às seções “O citoplasma não é um saco de líquido” e “O quadro completo: animal, vegetal e procarionte”. Assista antes de ler e anote, para cada organela citada, se ela tem membrana e se existe em procariontes; depois confira com o quadro de presença e ausência desta página.
Retículo endoplasmático e complexo de Golgi
Khan Academy Brasil · 9:36
Aprofundamento. A aula descreve a estrutura do retículo endoplasmático e do complexo golgiense e o papel dos dois na produção de uma proteína de secreção, do ribossomo aderido à vesícula que sai do Golgi. É o conteúdo das seções “Retículo endoplasmático”, “Complexo golgiense” e “Siga a enzima: a via secretora de ponta a ponta”. Pause quando a proteína entrar no retículo e tente dizer, antes do vídeo, as estações seguintes; compare com o esquema da via secretora desta página.
Aplicação. A aula explica o que é o citoesqueleto, suas funções (forma, movimento, transporte, divisão) e cada uma das três famílias de filamentos: microtúbulos (a partir de 5 min 59 s), filamentos intermediários (9 min 20 s) e microfilamentos (11 min 13 s). Corresponde à seção “Citoesqueleto: o esqueleto que se monta e desmonta”. Anote, para cada filamento, a proteína, o diâmetro e a função, e confira com a tabela desta página; depois resolva a questão do ENEM sobre a ameba e a citocalasina.
Revisão de Organelas - 10 Questões
InterBio · 42:35
Resolução de questões. O professor resolve dez questões de vestibulares e do ENEM sobre organelas citoplasmáticas, no formato de simulado comentado, com apostila para baixar na descrição. Use depois de ler “Forma segue função” e “Os erros que a prova planta”: pause em cada enunciado, recite a fiação estrutura → organela → função, marque a sua resposta e só então ouça a resolução.
Produzir e secretar proteínas envolve compartimentos conectados; abundância de uma organela isolada não determina toda a função celular.Mapa de uma célula animal em corte, fora de escala e com cores de identificação: as organelas do sistema de endomembranas em azul, as mitocôndrias em laranja, o citoesqueleto em cinza. O retículo rugoso é contínuo com o envoltório do núcleo; o Golgi fica entre o retículo e a membrana; os lisossomos nascem do Golgi. Nenhuma célula real mostra tudo isso num único corte. Diagrama autoral.Os três filamentos do citoesqueleto, com os diâmetros em proporção entre si (7, 10 e 25 nm), e os dois arranjos de microtúbulos que a prova confunde: 9 + 2 no eixo de cílios e flagelos; 9 trincas e nenhum par central no centríolo. A dineína entre os pares é o motor que faz o cílio bater. Diagrama autoral.A via secretora com a enzima digestiva do pâncreas como exemplo. Setas azuis: o fluxo de vesículas do retículo ao Golgi e do Golgi à membrana. Ramo laranja: as enzimas lisossômicas, que seguem a mesma rota até o Golgi e são desviadas ali para formar os lisossomos. Os tempos na base são os do experimento de pulso e caça de Jamieson e Palade (1967), com pâncreas de cobaia. Fora de escala. Diagrama autoral.O experimento de pulso e caça lido como linha do tempo: cada círculo marca onde a radioatividade estava em cada momento, e o tamanho indica, de modo qualitativo, quanto havia. O pico desce de linha em linha: retículo rugoso, periferia do Golgi, vacúolos de condensação, grânulos de secreção, meio externo. A ordem no tempo é a ordem no espaço. Tempos dos resumos de Jamieson e Palade (J. Cell Biol., 1967); tamanhos dos círculos sem escala numérica. Diagrama autoral.As duas rotas que se encontram no lisossomo. Heterofagia (setas verdes): o material vem de fora, por fagocitose ou pinocitose. Autofagia (setas roxas): o material é da própria célula. Nos dois casos o produto final volta ao citosol como monômeros; o que não se digere sai por clasmocitose. As enzimas chegam do Golgi, onde foram etiquetadas. Fora de escala. Diagrama autoral.Mitocôndria e cloroplasto em corte: a mesma dupla membrana, o mesmo DNA circular e os mesmos ribossomos pequenos, e sistemas internos diferentes: cristas de um lado, tilacoides e grana do outro. A função mora na membrana interna: cadeia respiratória nas cristas, fotossistemas nos tilacoides. Fora de escala. Diagrama autoral.Presença e ausência de cada estrutura nos três planos de célula. Verde: presente. Vermelho: ausente. Amarelo: caso especial, explicado na coluna de observação. As quatro linhas inteiramente verdes (membrana, ribossomos, citoplasma, DNA) são o mínimo de toda célula. Diagrama autoral.Quatro perfis de organelas, em escala qualitativa (pouco, médio, muito), para quatro células com funções diferentes. A organela que domina o perfil é a que a célula mais usa: retículo rugoso para exportar enzimas, mitocôndrias para contrair, retículo liso para fabricar lipídios e desintoxicar, lisossomos para digerir o que foi fagocitado. Barras sem valores medidos. Diagrama autoral.O Golgi modifica e encaminha produtos. Vesículas conectam etapas do transporte intracelular.Lisossomos participam da degradação de material incorporado e da reciclagem celular; não são sinônimos de peroxissomos.As cristas são dobras da membrana interna. A glicólise ocorre no citosol, e não dentro da mitocôndria.Ribossomos associados ao retículo participam da síntese de proteínas encaminhadas à via secretora.O vacúolo participa do armazenamento e do equilíbrio osmótico. Parede celular e membrana plasmática têm estruturas e funções distintas.O experimento de pulso e caça: fatias de pâncreas recebem um aminoácido radioativo por três minutos e, a partir daí, o cronômetro decide em que compartimento a célula será fotografada. A ordem no tempo revelou a ordem no espaço.A espuma é oxigênio: a catalase dos peroxissomos das células rompidas decompõe o peróxido de hidrogênio em água e gás. O mesmo acontece quando se pinga água oxigenada num corte.O vacúolo central ocupa mais de 80 % do volume da célula vegetal adulta e empurra núcleo e citoplasma para a parede. O roxo é antocianina dissolvida no suco do vacúolo; a pressão da água nele mantém a célula túrgida.O cloroplasto é a única organela que o microscópio da escola mostra sem corante: discos verdes de 3 a 10 µm, dezenas por célula, muitas vezes circulando com o citoplasma.Os cílios do epitélio respiratório batem em ondas e empurram o muco com poeira e microrganismos para a faringe. Cada cílio tem um eixo de microtúbulos no arranjo 9 + 2, movido pela dineína.Heterofagia em andamento: a bactéria entra por fagocitose, o fagossomo se funde a um lisossomo e a digestão acontece no vacúolo digestório. O material veio de fora; por isso não é autofagia.Do verde ao vermelho sem trocar de célula: os cloroplastos do tomate verde se transformam em cromoplastos, perdem a clorofila e acumulam carotenoides. É a mesma família de organelas, os plastos.
Rota PAS 1
Citologia: a célula por dentro · PAS 1
Fontes desta página
Os materiais abaixo contribuíram para a explicação e os exemplos deste assunto.
Rota PAS 1 — Citologia: a célula por dentro · Antes de começar (tabela de tamanhos); Organelas: qual estrutura executa qual função? (mapa mínimo, exemplo da célula do pâncreas, itens 2015/81, 2015/85, 2018/65, 2018/66); Leia como na prova (item 2025/83 com leitura anotada); Como a banca cobra (2025/83, 2014/62); Banco de treino (T10 a T15)
Recorte por assunto: só organelas e citoesqueleto. Teoria celular, membrana, endossimbiose e divisão, do mesmo capítulo, ficam nas páginas próprias.
Rota PAS 1 — Citologia, resoluções do Banco de treino · T10 a T15 (organelas e endossimbiose)
Conferência das análises dos distratores.
Rota PAS 3 — Citologia e bioquímica: a célula em funcionamento · Organelas, núcleo e parede: quem faz o quê dentro da célula (crachá das organelas, exemplo da enzima do pâncreas e da célula do cupuaçu, itens 2010/23, 2011/95, 2023/116); Leia como na prova: o bloco do cupuaçu (texto-base integral e item 2025/70 com leitura anotada); Banco de treino (T2, T5, T7, T12, T13)
Itens da 3.ª etapa sobre organelas; o núcleo (2022/60) e a parede (2023/118) ficam nas páginas próprias.
Biologia EM1 — Capítulo 7: A energia na célula · O citoplasma não é uma caixa de peças (as duas rotas de vesículas; o experimento de Palade e Jamieson; citoesqueleto, retículo, Golgi, lisossomo, peroxissomo, vacúolo com a evidência e o limite de cada analogia; os dois Resolvidos e a Checagem rápida 1)
Fonte do fio condutor (organelas como estações de processos), dos tempos do pulso e caça e dos exemplos de bloqueio de rota. Os tempos foram conferidos nos resumos originais de Jamieson e Palade (J. Cell Biol., 1967).
Biologia EM1 — Respostas do Capítulo 7 · Checagem rápida 1 (bloqueio das vesículas do retículo)
Conferência da análise dos distratores do exemplo de bloqueio.
Biologia EM1 — Bloco PAS do Capítulo 7 · Texto-base IV (2025, item 83) e texto-base X (2015, itens 84 e 85, com a descrição da figura redesenhada); gabarito comentado
Itens reais reproduzidos verbatim com comando e descrição da figura; o gabarito de 2015 é registrado no bloco como local preliminar, coincidente com a classificação da coleção.
Biologia EM1 — Capítulo 5: A célula, unidade da vida · Dois planos de célula (compartimentação; mil a duas mil mitocôndrias no hepatócito); Animal, vegetal, fungo (centríolos, lisossomos, vacúolo central, cloroplastos; mapa das estruturas celulares com 70S e 80S; a folha verde); Resolvido De quem é esta célula?
Usado para o quadro de presença e ausência, os tamanhos (cloroplasto de 3 a 10 µm, vacúolo acima de 80 % do volume) e o roteiro de leitura de micrografia. O número de mitocôndrias do hepatócito foi conferido em fonte externa (BioNumbers, 1 665 em hepatócito de rato).
Biologia EM1 — Bloco PAS do Capítulo 5 · Texto-base I (2014, item 62, com o gêmeo de estratégia do tipo C)
Análise das quatro opções do item 2014/62, referenciado nesta página pelo GUID gravado pela página endossimbiose.
Rota PAS 2 — Protozoários, fungos, verminoses e políticas de saúde · Banco de treino (item real PAS 2 2015/96, Trypanosoma chamado de bactéria com flagelo)
Citado só na seção de cílios e flagelos; o item pertence à página de protozoários.